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	<title>Arquivos Shailene Woodley - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Shailene Woodley - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Festival do Rio no Telecine: O Mauritano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Aug 2021 13:48:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Baseado na trajetória de Mohamedou Ould Slahi (Tahar Rahim, Maria Madalena), O Mauritano contém um ganho bastante importante quando se pensa na história do cinema mundial. Além de servir com uma recordação eterna dos erros cometidos pelos estadunidenses, ao lidar com os muçulmanos, principalmente depois do 11 de setembro, o filme chega como uma inversão da costumeira lógica de que são os Estados Unidos que irão salvar o dia. Aqui, eles são os vilões. Não à toa, este é um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Baseado na trajetória de Mohamedou Ould Slahi (Tahar Rahim, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-maria-madalena/"><em>Maria Madalena</em></a>), <strong><em>O Mauritano</em></strong> contém um ganho bastante importante quando se pensa na história do cinema mundial. Além de servir com uma recordação eterna dos erros cometidos pelos estadunidenses, ao lidar com os muçulmanos, principalmente depois do 11 de setembro, o filme chega como uma inversão da costumeira lógica de que são os Estados Unidos que irão salvar o dia. Aqui, eles são os vilões. Não à toa, este é um enredo que se pauta na realidade.</p>
<p>Através da decupagem, é possível enxergar o olhar do protagonista para os seus algozes. Ainda que ele não esteja em cena, por meio de planos detalhes e movimentações de câmera – como o <em>travelling in</em>, que passa da fresta da grade até o mar ou na cena do restaurante, com o quadro fechado nos pratos –, os militares e os políticos dos EUA conferem perigo e são demonstrados em toda sua sordidez. De um lado, se vê a pequenez, a insegurança e o abuso do poder de uma nação que se enxerga como dona do mundo, do outro, um cidadão que não pôde, por muito tempo, contar com um julgamento, que sofreu tortura e passou quatorze anos preso.</p>
<p>Entre idas e vindas do sofrimento de Mohamedou, as tentativas das advogadas humanistas Nancy Hollander (Jodie Foster, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-hotel-artemis/"><em>Hotel Artemis</em></a>) e sua parceira de trabalho Teri Duncan (Shailene Woodley, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-ultima-carta-de-amor-netflix/"><em>A Última Carta de Amor</em></a>), que desejam comprovar a ausência de seu envolvimento na queda das Torres Gêmeas, o roteiro, ainda que traga consigo informações relevantes, falha ao não trazer uma narrativa fluída e de ritmo contínuo. A força da trama está majoritariamente em seu início. Ao chegar à sua metade, <strong><em>O Mauritano</em></strong> passa a se tornar repetitivo, com situações semelhantes. Após o estabelecimento da atmosfera e a compreensão dos fatos, talvez o ideal fosse avançar, progressivamente, nos acontecimentos mostrados.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14387" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ir-the-mauritian.jpg" alt="O Mauritano" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ir-the-mauritian.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ir-the-mauritian-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ir-the-mauritian-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/ir-the-mauritian-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>No entanto, o que ocorre é o oposto. Dando voltas para chegar ao ponto central, o julgamento de Mohamedou, no momento no qual o público se depara com o tão esperado momento, tudo precisa ser corrido para que o desfecho chegue. É por esta razão que alguns detalhes necessitam ser amarrados em uma cartela em seu encerramento. Esta é uma solução comum no cinema, porém, ainda que restassem detalhes futuros para complementar o enredo, o esgarçamento temporal anterior, juntamente com a corrida para alcançar sua conclusão, dão uma ideia de que falta uma mão mais certeira para uma seleção mais apropriada do que foi colocado na tela.</p>
<p>Ainda assim, é notável o desempenho da direção, que mescla sequências mais simples, com closes e plano e contraplano, e cenas com mais deslocamentos e inventividade. Além disso, Foster e Woodley apresentam construções contidas, mas efetivas. Seja em seus gestos ou olhares, há precisão e tônus em seus corpos. Ambas parecem ter feito uma pesquisa sobre Hollander e Duncan, respectivamente, porém não convocam uma representação delas, mas a própria interpretação de cada uma das duas figuras. Desta maneira, no geral, <strong><em>O Mauritano</em></strong> é um importante relato sobre os absurdos de um governo sem limites e apresenta qualidades técnicas e de discurso. Mas, ele carrega consigo algumas irregularidades, que enfraquecem um pouco de seu resultado.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Kevin Macdonald</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Tahar Rahim, Jodie Foster, Shailene Woodley, Benedict Cumberbatch</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/AFB2eqX2ovo" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Última Carta de Amor (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Aug 2021 14:18:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Depois do sucesso de Como Eu Era Antes de Você, a escritora britânica Jojo Moyes retorna às telas com A Última Carta de Amor, longa lançado na Netflix e que conta com Shailene Woodley (série Big Little Lies) e Felicity Jones (Rogue One: Uma História Star Wars) nos papéis principais. Se no primeiro precisamos lidar com a frustração de um amor interrompido para sempre, neste conseguimos vislumbrar os percalços que um casal pode passar ao longo dos anos e como [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois do sucesso de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-como-eu-era-antes-de-voce/"><em>Como Eu Era Antes de Você</em></a>, a escritora britânica Jojo Moyes retorna às telas com <strong><em>A Última Carta de Amor</em></strong>, longa lançado na Netflix e que conta com Shailene Woodley (série <em>Big Little Lies</em>) e Felicity Jones (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-rogue-one-uma-historia-star-wars/"><em>Rogue One: Uma História Star Wars</em></a>) nos papéis principais. Se no primeiro precisamos lidar com a frustração de um amor interrompido para sempre, neste conseguimos vislumbrar os percalços que um casal pode passar ao longo dos anos e como isso interfere no tipo de vida que eles acabam tendo.</p>
<p>Em duas histórias paralelas que se conectam, temos a jovem Jennifer Stirling, que acorda sem memória de um acidente de carro nos anos 1960 e o roteiro começa a contar o que aconteceu para que a levasse até ali: um romance proibido fora do casamento de fachada. Já nos tempos atuais, temos a jornalista Ellie Haworth, que casualmente encontra as cartas deste amor do passado e decide investigar sobre a vida dos envolvidos, juntamente com um colega de trabalho. Enquanto isso, lida com questões pessoais de relacionamentos amorosos.</p>
<p>Diferente do sucesso de 2016, esse filme tem um pouco de dificuldade de envolver o público justamente pela dividida de atenções. É como se as relações se privassem de grandes aprofundamentos o tempo todo em função do roteiro principal de envolver dois caminhos diferentes. E não é como se a história em si não fosse aprofundada. Conseguimos conhecer muito do que acontece nos tempos atuais e nos anos 1960 (mais neste último, que acaba sendo o foco).</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14362" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/A-ultima-carta-de-amor-netflix.jpeg" alt="A Última Carta de Amor" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/A-ultima-carta-de-amor-netflix.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/A-ultima-carta-de-amor-netflix-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/A-ultima-carta-de-amor-netflix-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/A-ultima-carta-de-amor-netflix-720x480.jpeg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>No entanto, a relação dos dois casais fica um pouco prejudicada em termos de amor verdadeiro, já que resta pouco tempo para cenas de close nos rostos apaixonados. Para além disso, o uso excessivo de clichês frustra o espectador, que pode ter vindo com grande expectativa depois de <em>Como Eu Era Antes de Você</em>.</p>
<p>O ritmo do filme consegue um bom trabalho em termos de equilíbrio nas duas histórias, sabendo exatamente em que momentos elas devem se contrapor. O diretor Augustine Frizzell foi assertivo neste sentido, mesmo não contanto com o roteiro original da própria Jojo Moyes, como foi o caso do primeiro longa dela. Ainda assim, falta entusiasmo, emoção, paixão.</p>
<p>Este tipo de romance proposto tem que arrancar suspiros do público, sorrisos encantados, mas não é o que acontece. Seguimos numa maré quase monótona de emoções esperando um pulo no peito que nunca vem. <strong><em>A Última Carta de Amor</em></strong> é um filme ruim? Longe disso. É um longa interessante mas com perda de potencial, que atribuo muito mais ao roteiro do que à obra original em si. Deixa um sentimento de frustração do que poderia ser.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Augustine Frizzell</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Shailene Woodley, Felicity Jones, Joe Alwyn, Callum Turner, Ben Cross, Ann Ogbomo, Nabhaan Rizwan</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/AfwAAH0sQEQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Especial Big Little Lies: Quem são as mulheres de Monterey?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jul 2019 19:28:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Atualmente em exibição na programação da HBO com sua segunda temporada, Big Little Lies propõe desde o primeiro ano um interessante exercício de percepção e julgamento. Um dos motes centrais da série roteirizada por David E. Kelley e dirigida por Jean-Marc Vallée (primeiro ano) e Andrea Arnold (segundo ano) é traçar uma análise sobre nosso comportamento em sociedade: como nos construímos para o outro, como enxergamos o outro, como eles realmente são e como essa falta de comunicação entre as percepções nos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Atualmente em exibição na programação da HBO com sua segunda temporada, <em><strong>Big Little Lies</strong> </em>propõe desde o primeiro ano um interessante exercício de percepção e julgamento. Um dos motes centrais da série roteirizada por David E. Kelley e dirigida por Jean-Marc Vallée (primeiro ano) e Andrea Arnold (segundo ano) é traçar uma análise sobre nosso comportamento em sociedade: como nos construímos para o outro, como enxergamos o outro, como eles realmente são e como essa falta de comunicação entre as percepções nos joga uns contra os outros gerando um estado de falta de empatia generalizado.</p>
<p>No caso das cinco mulheres de Monterey da série, esse ciclo é quebrado no instante em que todas se enxergam como realmente são (humanas, com seus defeitos e qualidades) e quando elas acabam compartilhando um segredo. A partir disso, propomos pensar como esse processo de construção e reconstrução de imagens (que se dá na trama da série, mas também na relação entre o espectador dela e suas personagens) se dá em cada uma das principais personagens femininas de <strong><em>Big Little Lies</em></strong>:</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10848" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/HBO_Big_Little_Lies_Promo_7-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/HBO_Big_Little_Lies_Promo_7.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/HBO_Big_Little_Lies_Promo_7-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/HBO_Big_Little_Lies_Promo_7-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<strong>Madeline Martha Mackenzie (Reese Witherspoon)</strong></p>
<p><strong>O que aparenta ser: </strong>A caçadora de problemas.</p>
<p><strong>O que ela realmente é: </strong>Madeline acaba sendo a figura central da &#8220;tese&#8221; que a série traça. Como mãe, a personagem acaba querendo interferir demais na vida das filhas não apenas por querer centralizar a gestão da educação delas, mas por receio de que no futuro elas passem pela mesma crise de identidade que ela vem passando em função de nunca ter tido uma carreira e ter se dedicado exclusivamente às garotas, percebendo que um dia não será mais &#8220;necessária&#8221; já que filhos crescem. Na relação com as demais mulheres, Madeline é contraditória. Ao mesmo tempo em que demonstra ser uma amiga leal e ter profunda empatia pelo que Celeste e Jane viveram, mostra-se implacável com quem não é tão íntima assim, como Renata Klein, Mary Louise e Bonnie, simplificando sua percepção sobre elas a partir do perfil que as pessoas de Monterey traçam de maneira preconceituosa para essas personagens.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10847" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/cq5dam.web_.1200.675-1-750x500.jpeg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/cq5dam.web_.1200.675-1.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/cq5dam.web_.1200.675-1-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/cq5dam.web_.1200.675-1-360x240.jpeg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<strong>Celeste Wright (Nicole Kidman)</strong></p>
<p><strong>O que aparenta ser: </strong>O modelo de mulher perfeita.</p>
<p><strong>O que ela realmente é: </strong>Em um episódio da primeira temporada da série, Madeline se surpreende quando Celeste lhe desabafa acidentalmente por telefone que está passando por problemas no seu casamento com Perry. Na segunda temporada, Mary Louise, a sogra da personagem, a descreve como um enigma. Por vergonha e introspecção, Celeste tem dificuldade para compartilhar seus problemas mais graves até mesmo com amigos como Madeline. Todos só souberam do relacionamento abusivo que ela vivia com Perry quando a situação chegou no limite do tolerável. Em Monterey, a personagem é colocada num pedestal e a imagem pública do seu casamento oscilava entre o modelo de comercial de margarina da &#8220;família feliz&#8221; e um tórrido romance à la Danielle Steel. A própria Celeste sempre surge alheia aos demais personagens em cena, como se nenhum daqueles problemas mundanos de Monterey pertencessem a sua realidade, quando na verdade ela está lidando com sérios problemas como estresse pós-traumático e depressão. Celeste ama seu agressor, cuja lembrança dentro da sua própria casa é mantida no invólucro ilusório do &#8220;marido e pai perfeito&#8221; pelos filhos e por sua sogra. Viver com sentimentos tão intensos e incompreendidos por terceiros pela complexidade e contradição lega à personagem algumas sequelas psicológicas bem complicadas.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10846" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/a38196e96904399639c22e869f0ba67b-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/a38196e96904399639c22e869f0ba67b.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/a38196e96904399639c22e869f0ba67b-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/a38196e96904399639c22e869f0ba67b-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<strong>Jane Chapman (Shailene Woodley)</strong></p>
<p><strong>O que aparenta ser: </strong>A irresponsável mãe solteira.</p>
<p><strong>O que ela realmente é: </strong>Assim que seu filho Ziggy foi apontado como o culpado pelos episódios de agressão a Amabella, a filha de Renata Klein, Jane imediatamente foi apontada como a principal responsável pelo suposto comportamento do menino. Na cabeça de muitos, o fato de Ziggy crescer num lar sem pai e não saber a identidade do mesmo era uma espécie de consequência lógica para a formação de um adulto problemático. A própria Jane em dado momento passa a questionar se o fato do filho ser fruto de um estupro e carregar o DNA de um homem agressor não transformaria o garoto num adulto violento. Com o tempo, a gente vai percebendo que a criação simples de Ziggy, bem distante da vida de luxo que percebemos na realidade das demais personagens, lhe proporciona um lar cheio de amor. Sozinha e com o fantasma do estupro, Jane conseguiu criar um menino carinhoso, sensível, inteligente e emocionalmente maduro, se distanciando por completo de realidades aparentemente perfeitas como a de Celeste e Perry Wright, por exemplo, que legaram aos gêmeos Josh e Max uma referência masculina bastante problemática, e de Renata Klein, que com todo o conforto que dá a Amabella não consegue dar segurança física e emocional à filha.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10844" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/bll-renata-1-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/bll-renata-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/bll-renata-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/bll-renata-1-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<strong>Renata Klein (Laura Dern)</strong></p>
<p><strong>O que aparenta ser: </strong>A <em>bitch </em>do mundo corporativo.</p>
<p><strong>O que ela realmente é: </strong>Desde a primeira temporada, Renata Klein luta contra o estigma da <em>bitch workaholic </em>que lhe seria natural em qualquer outro contexto e que inevitavelmente lhe é atribuído em Monterey. Com o mundo aos seus pés, não parece, mas Klein age como a garota desengonçada do colégio tentando a todo custo conquistar a atenção da menina mais popular e seu séquito, no caso, Madeline e sua melhor amiga Celeste Wright. A realidade paralela das mães de Monterey parece fazer Renata lidar com uma realidade de rejeição bem diferente daquela que ela vivencia na sua bem-sucedida carreira no mundo corporativo. Renata quer ostentar todo o luxo que conquistou com seu suor, mas também ser reconhecida publicamente como uma mãe-modelo. O problema é que a micro sociedade das mães de Monterey parece entender que uma função anula a outra.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10845" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/5cf6a4e8250000310adbeb51-750x500.jpeg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/5cf6a4e8250000310adbeb51.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/5cf6a4e8250000310adbeb51-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/5cf6a4e8250000310adbeb51-360x240.jpeg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<strong>Bonnie Carlson (Zöe Kravitz)</strong></p>
<p><strong>O que aparenta ser</strong>: A mulher sem tabus e equilibrada.</p>
<p><strong>O que ela realmente é: </strong>Bonnie é capaz de impressionar Madeline pela capacidade com a qual administra seus problemas domésticos, lidando bem com a sua enteada e se mostrando um modelo de mãe com a &#8220;mente aberta&#8221;. A instrutora de yoga e adepta da meditação é tida como alguém desligada das picuinhas pequenas de Montereu. Por sua filosofia de vida, Bonnie também não tem muitos tabus pessoais. Na verdade, Bonnie é profundamente afetada pelos seus problemas &#8211; tanto que na segunda temporada percebemos os efeitos da morte de Perry em sua vida -, mas ela teve que aprender a utilizar recursos para sobreviver a uma realidade que gradualmente tem se revelado complicada pelo seu histórico familiar. A vida parece ter dado &#8220;boas porradas&#8221; em Bonnie e as cicatrizes a fizeram aprender a reconhecer os problemas quando eles de fato existem.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10850" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/meryl-h_2019-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/meryl-h_2019.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/meryl-h_2019-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/meryl-h_2019-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<strong>Mary Louise Wright (Meryl Streep)</strong></p>
<p><strong>O que aparenta ser: </strong>A sogra manipuladora.</p>
<p><strong>O que ela realmente é: </strong>Mary Louise ocasionalmente coloca Celeste contra a parede pelo seu comportamento, criação dos filhos e relação que estabelecia com Perry. A dinâmica entre ela e a nora traz para a série a dificuldade que algumas mulheres têm de entender que em dado momento de suas trajetórias a vida dos seus filhos não está mais sob sua responsabilidade. Deve ser duro para Mary Louise aceitar que seu próprio filho seja capaz de agredir a companheira e estuprar uma jovem, equivaleria a assumir uma culpa que socialmente ela acabaria tendo que carregar (afinal, o problema sempre acaba caindo no colo das mães.  Ao mesmo tempo em que Mary Louise é uma &#8220;pedra no sapato&#8221; na vida da nora e é capaz de tecer considerações execráveis sobre o comportamento das mulheres da série, como Celeste e Jane, que na cabeça dela provocaram de alguma maneira Perry a reagir com agressividade, é uma mãe em estado de negação com a própria realidade. A série provoca o espectador a odiá-la e a própria Mary Louise parece fazer por onde, mas numa análise mais profunda percebemos que ela é fruto de questões culturais que moldam comportamentos que vão na contramão da sororidade.</p>
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		<title>Crítica: Vidas à Deriva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Aug 2018 22:54:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Sam Claflin]]></category>
		<category><![CDATA[Shailene Woodley]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
		<category><![CDATA[Vidas à Deriva. Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Logo no início, Vidas à Deriva impõe um grande desafio a sua protagonista. A personagem interpretada pela atriz Shailene Woodley (da série Big Little Lies) acaba de ter seu veleiro destroçado por um temporal e encontra-se à deriva em alto mar, uma situação que frustrou a viagem que faria até San Diego, Califórnia, com o noivo vivido pelo inglês Sam Claflin. Assim, baseado nos eventos vividos fora das telas por Tami Oldham (o longa é tem como fonte uma história que realmente aconteceu), Vidas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Logo no início, <i><b>Vidas à Deriva</b> </i>impõe um grande desafio a sua protagonista. A personagem interpretada pela atriz Shailene Woodley (da série <i>Big Little Lies</i>) acaba de ter seu veleiro destroçado por um temporal e encontra-se à deriva em alto mar, uma situação que frustrou a viagem que faria até San Diego, Califórnia, com o noivo vivido pelo inglês Sam Claflin. Assim, baseado nos eventos vividos fora das telas por Tami Oldham (o longa é tem como fonte uma história que realmente aconteceu), <i>Vidas à Deriva </i>mescla a clássica história de sobrevivência do homem diante de eventos impostos pela natureza com um romance que procura edificar sua narrativa de amor através das inúmeras adversidades que atravessam a situação do casal protagonista.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">O longa tem a direção de Baltasar Kormákur e guarda na sua condução as características de um título anterior com a sua assinatura que colocava seus protagonistas em situação semelhante, <i>Evereste</i>, de 2015, protagonizado por Jake Gyllenhaal e Josh Brolin. O resultado de <i>Vidas à Deriva</i>, no entanto, é bem diferente daquele filme. É certo que o diretor não tem um trabalho marcado por maiores inventividades, mas aqui Kormákur encontra algo na estrutura da sua história que torna o filme uma experiência minimamente interessante para o espectador, já que possui no centro relações humanas efetivamente construídas, algo que faltou a <i>Evereste</i>, por exemplo.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-9211" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/08/14-adrift-2.w1200.h630.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Vidas à Deriva </i>é contado com entrecruzamentos entre os registros do casal Tami e Richard (Woodley e Claflin) no passado e no &#8220;presente&#8221;, de modo que o espectador consiga se envolver com o amadurecimento daquela relação, seja a partir da gradual intimidade que adquirem conforme vão se conhecendo até topar a viagem para Califórnia a pedido de um casal de ricaços, seja diante da adversidade que enfrentam em alto mar. Shailene e Sam têm bons momentos juntos quando estão na tela, permitindo que os esforços da própria direção e do roteiro encontrem eco na interpretação dos atores, que vivem de fato um casal passível de simpatia pelo público.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Com um desfecho inevitavelmente destinado à tragédia ou à grande recompensa para o casal, <i>Vidas à Deriva </i>pode ter sua experiência sabotada caso o espectador procure mais informações sobre o filme, afinal, é baseado em eventos reais e o público pode conhecer o final dos seus personagens por outras vias. No entanto, se o espectador for ao cinema sem maiores informações sobre a história, pode ser recompensado por alguns aspectos positivos do filme. O longa tem sua parcela de generalidade, já que se parece com tantas outras narrativas com sua proposta, mas ainda assim encontra pulsação na maneira como olha para a trajetória dos seus protagonistas.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/28qSwN7mPwU" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: Big Little Lies &#8211; Episódio 1 &#8220;Somebody&#8217;s Dead&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Feb 2017 23:24:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Big Little Lies]]></category>
		<category><![CDATA[HBO]]></category>
		<category><![CDATA[Laura Dern]]></category>
		<category><![CDATA[Nicole Kidman]]></category>
		<category><![CDATA[Reese Whiterspoon]]></category>
		<category><![CDATA[Shailene Woodley]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Destaque no canal HBO nesse início de ano, Big Little Lies é uma minissérie baseado no livro da australiana Liane Moriarty cujos direitos foram adquiridos pelas atrizes Nicole Kidman e Reese Whiterspoon, produtoras e protagonistas da produção.  Hypada pelo seu elenco feminino, que ainda traz Laura Dern, Shailene Woodley e Zoe Kravitz, o projeto reúne elementos que já no primeiro episódio prometem manter a atenção do público pelos seus seis capítulos seguintes: um grupo de mães de classe média/alta, um [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Destaque no canal HBO nesse início de ano, <i>Big Little Lies </i>é uma minissérie baseado no livro da australiana Liane Moriarty cujos direitos foram adquiridos pelas atrizes Nicole Kidman e Reese Whiterspoon, produtoras e protagonistas da produção.  <i>Hypada</i> pelo seu elenco feminino, que ainda traz Laura Dern, Shailene Woodley e Zoe Kravitz, o projeto reúne elementos que já no primeiro episódio prometem manter a atenção do público pelos seus seis capítulos seguintes: um grupo de mães de classe média/alta, um assassinato na escola dos seus filhos e muito mistério envolvendo a vida dessas mulheres.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A minissérie começa quando a novata Jane (Woodley) chega em Monterey e conhece Madeline (Whiterspoon) e sua amiga Celeste (Kidman) no trajeto para levar seus respectivos filhos para a escola Pirriwee. Quando voltam para buscar suas crianças após passarem horas conversando, as três são surpreendidas pelo relato de agressão a uma menina que segundo a mesma teve como autor o filho de Jane, Ziggy. Logo, um conflito parece estar prestes a se instaurar entre a mãe da garota, Renata (Dern), e Madeline e suas amigas. Tudo isso é contado em <i>flashback</i>, já que a minissérie entrega que toda a competição entre as mães de Monterey culminou no assassinato de um personagem não revelado ao público pelas mãos de um autor também não descoberto. Cabe ao espectador começar a encaixar as peças desse quebra-cabeça à medida que conhece a vida dessas mulheres.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Com todos os seus episódios sob a direção de Jean-Marc Vallée (<i>Clube de Compras Dallas </i>e <i>Livre</i>), <i>Big Little Lies </i>inicia sua narrativa em <i>Somebody&#8217;s Dead </i>apresentando as marcas usuais do realizador no cinema. Vallée é adepto de uma montagem fragmentada que apresenta elementos futuros mesclados em cenas presentes que soa em diversos momentos como dispersão do diretor. Em <i>Somebody&#8217;s Dead</i>, por exemplo, o público é surpreendido com imagens de Ziggy, filho de Jane, aparecendo ao lado da cama da mãe durante a noite ou com uma cena de sexo que, ao que tudo indica, parece ser protagonizada por Celeste e seu marido Perry (Alexander Skarsgaard). Como em <i>Clube de Compras Dallas</i>, mas principalmente <i>Livre</i>, ninguém sabe muito bem o que Vallée pretende fazer com seu retalho de cenas, algo que parece fazer sentido apenas para o próprio diretor e que ele insiste como sua marca autoral.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7408" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/02/BigLittleLies.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Contudo, uma das maiores qualidades do cinema de Vallée está em <i>Big Little Lies: </i>seu trabalho com os atores. E com um elenco de primeira como esse e um roteiro sedutor como o de David E. Kelley (<i>Ally McBeal)</i>, evidenciando que o formato ideal para esse material era mesmo o de uma minissérie e não um filme para o cinema, Vallée consegue exercitar o seu ponto forte em grande forma. A começar por aquela que foi a protagonista absoluta do primeiro episódio, Reese Whiterspoon. Naquele que tem tudo para ser o melhor desempenho da sua carreira, Whiterspoon nos apresenta a uma Madeline verborrágica que demonstra segurança, controle e protagonismo no seu grupo de amigas, mas que em casa deixa aflorar toda a sua insegurança como mãe, mulher e esposa. Por ser a personagem mais expansiva do trio central e aquela que aparentemente tem muito pouco a esconder, a Madeline da Whiterspoon tomou conta de  <i>Somebody&#8217;s Dead</i>, mas suas colegas não ficaram para trás e prometem render bons momentos nos próximos episódios.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Os mistérios em torno da relação de Celeste e do seu marido Perry, por exemplo, tornam a interpretação de Nicole Kidman uma das maiores incógnitas a serem desvendadas pelo público. Admirada pelas outras mães, Celeste parece viver aos olhos externos uma dinâmica familiar de &#8220;comercial de margarina&#8221;, mas os termos do seu casamento parecem justificar o seu ar artificial, distante e melancólico publicamente, há algo muito errado na maneira como Perry tem tratado a esposa e ela está começando a perceber isso. A Renata de Laura Dern, por sua vez, parece viver assolada pela cobrança da perfeição e entre as mães é àquela que tenta equilibrar uma bem-sucedida trajetória profissional com os cuidados da sua filha, mas existe algo por trás da maneira como encara o comportamento das outras mulheres, principalmente o de Madeline, que, ao que tudo indica, culminará no conflito central da minissérie. As faíscas e provocações entre Dern e Whiterspoon, por sinal, foram os momentos altos desse primeiro episódio. Shailene Woodley, por sua vez, parece ser o elemento cujo histórico é o mais previsível de se identificar. Ao que tudo indica é um daqueles casos de jovem mãe solteira, mas ela está tentando refazer a sua vida em uma outra cidade. Por qual motivo? E seu filho Ziggy? Há alguma razão para seus problemas de socialização?</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Com todas estas peças faltando, <i>Big Little Lies </i>conseguiu em seu primeiro episódio cultivar muitas dúvidas na cabeça do público e instigá-lo a retornar ao universo daquelas fascinantes mulheres interpretadas por atrizes acima de qualquer suspeita. Mais do que uma trama policial, o assassinato é oferecido ao público como o desfecho dramático de um barril de pólvora que o precedera, <i>Big Little Lies </i>parece ter uma preocupação com a <i>psiquê </i>dessas mulheres, uma abordagem cujo objetivo ainda parece incerto mas que promete acenar para o público pelos próximos episódios. Com um texto de qualidade, um elenco desse calibre e personagens com muito potencial, a minissérie<i> </i>é um acerto dos bons dos seus envolvidos.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><b>Todo domingo, às 23h, na HBO. </b></p>
</div>
<p><b>Assista ao trailer da minissérie: </b></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/IXmAfsKAZ2o" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Série Divergente &#8211; Convergente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Mar 2016 00:06:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[A Série Divergente - Convergente]]></category>
		<category><![CDATA[Ansel Elgort]]></category>
		<category><![CDATA[Divergente]]></category>
		<category><![CDATA[Jeff Daniels]]></category>
		<category><![CDATA[Miles Teller]]></category>
		<category><![CDATA[Naomi Watts]]></category>
		<category><![CDATA[Octavia Spencer]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Schwentke]]></category>
		<category><![CDATA[Shailene Woodley]]></category>
		<category><![CDATA[Theo James]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Mesmo que alguns fãs da série de livros não gostem da comparação, é fato incontestável. Como obra cinematográfica, a franquia Divergente surgiu a rebote do sucesso financeiro de Jogos Vorazes quando o longa protagonizado por Jennifer Lawrence foi lançado nos cinemas em 2012. O filme era o primeiro a representar um filão que hoje já se instalou na indústria cinematográfica: a distopia adolescente. Em seu terceiro capítulo, intitulado A Série Divergente &#8211; Convergente, no entanto, a &#8220;saga&#8221; evidencia os sinais [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>Mesmo que alguns fãs da série de livros não gostem da comparação, é fato incontestável. Como obra cinematográfica, a franquia <i>Divergente </i>surgiu a rebote do sucesso financeiro de <i>Jogos Vorazes </i>quando o longa protagonizado por Jennifer Lawrence foi lançado nos cinemas em 2012. O filme era o primeiro a representar um filão que hoje já se instalou na indústria cinematográfica: a distopia adolescente. Em seu terceiro capítulo, intitulado <i>A Série Divergente &#8211; Convergente</i>, no entanto, a &#8220;saga&#8221; evidencia os sinais de seu desgaste e até mesmo da fragilidade de alguns conceitos apresentados sobre esse universo lá no primeiro filme. A sensação é que <i>Divergente </i>perdeu o fôlego da sua própria trama ou nunca teve o potencial para a longevidade que supostamente apresentava no primeiro capítulo da franquia. O que fica como herança em <i>Convergente</i>, um terreno que começara a ser pavimentado no segundo longa, é uma trama frouxa, que se estendeu ao máximo que sua capacidade permitia.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A trama de <i>Convergente </i>basicamente acompanha a sua protagonista Tris, uma Shailene Woodley ainda batalhando por um material que faça jus ao seu potencial como atriz, em sua jornada fora das cercas que aprisionam todos em Chicago. Ela parte nessa descoberta com Quatro (o galã canastrão Theo James), seu irmão Caleb (Ansel Elgort), Peter (Miles Teller), Christina (Zöe Kravitz) e Tori (Maggie Q) e encontra um homem misterioso dedicado a entender o que existe por trás das divisões dos grupos apresentadas desde o primeiro filme da franquia.</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<figure id="attachment_5101" aria-describedby="caption-attachment-5101" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-5101 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/03/convergent-620x333.jpg" alt="convergent" width="620" height="333" /><figcaption id="caption-attachment-5101" class="wp-caption-text">Exageros: Tecnicamente, franquia alcançou ambições maiores que já não nos fazem lembrar do primeiro longa da saga.</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>A sensação de que a trama de <i>Divergente </i>anda em círculos se concretiza nesse terceiro capítulo da série. Assim como acontecia em <i>Insurgente</i>, <i>Convergente </i>sofre do mal do grande orçamento. Com o sucesso financeiro do primeiro longa, o caixa disponibilizado para a equipe aumentou e isso foi convertido em uma produção megalomaníaca em seus efeitos especiais (todos ruins, diga-se de passagem) e cenários, tornando os filmes da série cada vez mais distantes do seu longa de origem, que se tinha lá os seus defeitos, ao menos conseguia reconhecer-se como uma produção de ambições moderadas, ciente das suas limitações etc. O que <i>Jogos Vorazes </i>conseguiu em economia de ação e aquisição de tensão dramática e política nas duas partes de <i>A Esperança</i>, a franquia <i>Divergente </i>conseguiu de barulho e pretensão em cima da sua própria história, narrativa e visualmente, tanto em <i>Insurgente </i>quanto nesse terceiro longa, <i>Convergente</i>.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O que o longa acaba conseguindo é perder-se em suas próprias ambições como <i>blockbuster</i>, não conseguindo sustentar-se como uma peça de puro entretenimento, tampouco resgatar determinadas preocupações e discursos que estão no cerne da sua trama original. Desse mal, os fãs de <i>Jogos Vorazes</i>, por exemplo, não tem do que reclamar. Com uma trama que já não tem mais o que explorar e passa sempre a sensação de uma longa e desnecessária espera para o seu derradeiro capítulo no quarto filme da franquia, <i>Convergente </i>ainda desperdiça o seu ótimo elenco, que oscila entre as presenças completamente descartáveis de atores do calibre de Naomi Watts, Octavia Spencer e Jeff Daniels, todos tirando &#8220;leite de pedra&#8221; ao interpretarem personagens rasos, e o subaproveitamento de jovens talentos como Shailene Woodley, cuja heroína aborrecida já não apresenta mais conflitos tão interessantes quanto aqueles esboçados no primeiro longa, Ansel Elgort e Miles Teller, absurdamente <i>over </i>como o dúbio Peter.</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<figure id="attachment_5102" aria-describedby="caption-attachment-5102" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-5102 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/03/7781896822_ap1-d51-23595-r-620x307.jpg" alt="7781896822_ap1-d51-23595-r" width="620" height="307" /><figcaption id="caption-attachment-5102" class="wp-caption-text">Desperdício: Atores como Naomi Watts e Miles Teller são desperdiçados no filme.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dirigido por Robert Schwentke, que esteve por trás de filmes como <i>Plano de Voo</i>, <i>RED &#8211; Aposentados e Perigosos</i> e do próprio <i>Insurgente</i>, <i>Convergente </i>é um filme cansativo que só faz sublinhar o desgaste da sua franquia. Para quem acompanha e é fã da série cinematográfica desde o início, esse retorno sobre o filme pode não fazer muita diferença, mas para quem acompanhava a &#8220;saga&#8221; fora dessa esfera dos <i>fandons </i>e aguardava uma recuperação de fôlego após o irregular segundo filme, o que ficará é a decepção.</p>
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		<title>Balanço: Temporada Blockbuster 2014</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Aug 2014 23:50:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[A Culpa É Das Estrelas]]></category>
		<category><![CDATA[Angelina Jolie]]></category>
		<category><![CDATA[Cameron Diaz]]></category>
		<category><![CDATA[Capitão América 2 - O Soldado Invernal]]></category>
		<category><![CDATA[Guardiões da Galáxia]]></category>
		<category><![CDATA[Lucy]]></category>
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		<category><![CDATA[No Limite do Amanhã]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Agora que já estamos no segundo semestre de 2014 (o tempo passa rápido&#8230;), chegou a hora de começarmos a fazer os primeiros balanços do ano. Claro que o principal deles é o da temporada de verão norte-americana, conhecida por trazer em seu calendário as principais super-produções da indústria cinematográfica. Esse ano o rendimento foi bem menor que o potencialmente esperado, no entanto, o que predominou foi a qualidade dos principais títulos dos estúdios. Os melhores filmes Para quem estava cansado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Agora que já estamos no segundo semestre de 2014 (o tempo passa rápido&#8230;), chegou a hora de começarmos a fazer os primeiros balanços do ano. Claro que o principal deles é o da temporada de verão norte-americana, conhecida por trazer em seu calendário as principais super-produções da indústria cinematográfica. Esse ano o rendimento foi bem menor que o potencialmente esperado, no entanto, o que predominou foi a qualidade dos principais títulos dos estúdios.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/MV5BMzA2NDkwODAwM15BMl5BanBnXkFtZTgwODk5MTgzMTE@._V1_SX640_SY720_.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-1664 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/MV5BMzA2NDkwODAwM15BMl5BanBnXkFtZTgwODk5MTgzMTE@._V1_SX640_SY720_-620x205.jpg" alt="MV5BMzA2NDkwODAwM15BMl5BanBnXkFtZTgwODk5MTgzMTE@._V1_SX640_SY720_" width="620" height="205" /></a></p>
<p><strong>Os melhores filmes<br />
</strong></p>
<p>Para quem estava cansado do marasmo  da Marvel e começava a perceber que, em função do projeto <em>Os Vingadores</em>, o estúdio uniformizava seus títulos foi surpreendido com dois dos melhores filmes do catálogo da empresa e , consequentemente, da temporada: <em>Capitão América 2 &#8211; O Soldado Invernal </em>e <em>Guardiões da Galáxia</em>. Ambos também figuram entre as produções mais rentáveis das férias. Até o momento, <em>Capitão América 2 </em>é a maior bilheteria de 2014, com mais de US$ 259 milhões no bolso (ainda que sua equação com o orçamento de US$ 170 milhões não compense o resultado), e <em>Guardiões da Galáxia </em>foi a melhor estreia do mês de agosto de todos os tempos, cravando mais de US$ 92 milhões somente no seu <em>debut.</em></p>
<p><strong><em>Capitão América 2 </em></strong>superou as expectativas para um filme da Marvel ao trazer um autêntico <em>thriller </em>com altas doses de conspiração política que, pela primeira vez, de fato, vira o universo de <em>Os Vingadores </em>de cabeça para baixo. A continuação nos faz ter esperança de que, dessa vez, exista uma justificativa plausível para a união dos <em>Vingadores </em>e que eles enfrentem um perigo realmente ameaçador. Dirigido por uma dupla improvável, Anthony e Joe Russo (ambos de comédias descartáveis como <em>Dois é bom, Três é demais</em>), <em>Capitão América </em><em>2 </em>apresenta tomadas irretocáveis tecnicamente e consegue dosar a gravidade necessária ao universo de Steve Rogers com a falta de compromisso inerente às tramas da Marvel. Enfim, um grande acerto. <strong><em>Guardiões da Galáxia</em></strong>, por sua vez, é o grande achado do estúdio nos últimos anos. Irreverente, levemente anárquico e muito divertido, o filme de James Gunn coloca o catálogo do estúdio em um outro nível. Beneficiado por ser um dos materiais menos conhecidos da Marvel, <em>Guardiões da Galáxia </em>encontrou uma assinatura própria nas mãos do seu diretor e do seu protagonista, Chris Pratt, definitivo como Peter Quill, ou melhor, Star Lord.</p>
<p>Apesar de não fazer parte do catálogo da Marvel Studios (por relações contratuais prévias com a Fox, a franquia não é controlada por Stan Lee e cia.), a trajetória de<strong> <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido </em></strong>pode ser adicionada a ótima campanha da marca de HQs nessa temporada cinematográfica. A Fox trouxe de volta Bryan Singer, que desde que deixou a direção dos filmes da saga em <em>X-Men 2</em> não fez nada que valha a pena destacar, e fez um dos melhores filmes da série cinematográfica, resgatando determinados elementos descartados em <em>X-Men &#8211; O Confronto Final</em>, mas mantendo o respeito com o caminho percorrido pelos mutantes no cinema até aqui, ao unir a jovem e a velha guarda do grupo de heróis. <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido </em>nos faz querer que Singer fique por muitos anos no comando da saga pois ele é um dos realizadores que mais entendem o caráter singular dessa HQ da Marvel. Nas bilheterias norte-americanas, o longa de Singer teve dificuldades para ultrapassar o seu orçamento, mas teve a compensação no mercado internacional, o que garante com folga a longevidade da franquia. Com a crítica, não há o que se discutir, foi um dos projetos <em>X-Men </em>mais bem resenhados.</p>
<p>Completa a lista, <strong><em>Planeta dos Macacos &#8211; O Confronto </em></strong>que segue o caminho do filme anterior, lançado em 2011. Também produzido pela Fox, <em>Planeta dos Macacos &#8211; O Confronto </em>recebeu uma injeção de ânimo no orçamento e alcança um nível de perfeição técnica superior ao primeiro longa, ainda que peque em seu 3D. Como narrativa, <em>O Confronto </em>eleva <em>Planeta dos Macacos </em>ao patamar de uma das sagas com a melhor execução do seu conceito e da sua condução. Nada no filme é gratuito, desde a evolução dos seus personagens até as interessantes sequências de ação que preenchem o longa pontualmente. Com US$ 190 milhões arrecadados no mercado norte-americano, <em>Planeta dos Macacos &#8211; O Confronto</em> ainda promete ser um dos títulos mais lucrativos do estúdio nessa temporada.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/cameron-diaz-600x450.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-1665 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/cameron-diaz-600x450-620x250.jpg" alt="cameron-diaz-600x450" width="620" height="250" /></a></p>
<p><strong> Os piores filmes</strong></p>
<p>Como nem tudo são flores, o verão hollywoodiano também nos proporcionou algumas das maiores bombas do ano, seríssimos candidatos ao Framboesa de Ouro, deixando claro que mencionaremos apenas os títulos assistidos. Assim, já antevendo os clamores, <em>Juntos e</em> <em>Misturados</em>, por exemplo, não faz parte da lista encabeçada, é claro, por <strong><em>Transformers &#8211; A Era da Extinção</em></strong>, mais recente capítulo da franquia que é &#8220;prazer culposo&#8221; de 9 em cada 10 críticos de cinema. Digo &#8220;prazer culposo&#8221; porque não deixa de ser uma experiência proveitosa assistir os filmes de Michael Bay para aprender na prática o que não se deve fazer no cinema. <em>A Era da Extinção </em>segue os mesmos cacoetes da trilogia anterior protagonizada por Shia LaBeouf: o filme é desnecessariamente extenso, não tem a mínima sutileza e apresenta um roteiro praticamente nulo. O longa é seguido da comédia <strong><em>Mulheres ao</em> <em>Ataque </em></strong>que utilizou um elenco feminino encabeçado por Cameron Diaz e Leslie Mann para contar uma história extremamente machista, calcada em estereótipos femininos mofados que, ainda bem, já vemos com menos frequência nas telas. Podemos adicionar à seleção <strong><em>Transcendence &#8211; A Revolução</em></strong>, uma das maiores decepções do ano se levarmos em consideração as expectativas depositadas no longa por ser a primeira direção de Wally Pfister, diretor de fotografia dos filmes de Christopher Nolan. Pfister utilizou um elenco formado por Johnny Depp, Rebecca Hall, Morgan Freeman, Paul Bettany e Cillian Murphy para contar uma história com um conceito que se torna ainda mais frágil com o seu desfecho equivocado e confuso.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/shailene-woodley-hazel-grace-the-fault-in-our-stars.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-1666 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/shailene-woodley-hazel-grace-the-fault-in-our-stars-620x244.jpg" alt="shailene-woodley-hazel-grace-the-fault-in-our-stars" width="620" height="244" /></a></p>
<p><strong>As mulheres de volta ao Box Office</strong></p>
<p>A temporada de férias 2014, por sua vez, foi celebrada pelo nicho feminino da indústria. Muitos títulos protagonizados por mulheres, alguns deles com mensagens de teor feminista, estão entre os títulos mais rentáveis do ano. Esse fato é enaltecido porque, tradicionalmente, o Box Office norte-americano é protagonizado por filmes de ação masculinos com apelo juvenil que colocam as mulheres sempre em segundo plano como objeto sexual já que o maior público pagante das bilheterias ainda é formado por adolescentes do sexo masculino.<strong> <em>Malévola</em></strong>, com <strong>Angelina Jolie</strong>, um dos títulos que integra essa fase de redefinição de arquétipos femininos da Disney, está no topo dessa lista, ocupando a quarta posição das maiores bilheterias do ano, perdendo apenas para seu extremo oposto <em>Transformers &#8211; A Era da Extinção</em><em> (3º), </em>a animação <em>Uma Aventura Lego </em>(2º) e <em>Capitão América 2 &#8211; O Soldado Invernal (1º)</em>. Essa nova safra bem-sucedida de <em>blockbusters </em>&#8220;femininos&#8221; também é protagonizada pela jovem <strong>Shailene Woodley</strong> que, de talento promissor em <em>Os Descendentes</em>, transformou-se em um dos maiores nomes da indústria atualmente com a repercussão de <strong><em>Divergente </em></strong>e <strong><em>A Culpa é das Estrelas</em></strong>, 11ª e 15ª posição no ranking geral das bilheterias. Completa o grupo <strong>Scarlett Johansson</strong>, que ocupou a primeira posição nas bilheterias da semana passada com o longa de Luc Besson <strong><em>Lucy</em></strong>.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/Other-Woman-Style.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-1667 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/Other-Woman-Style-620x298.jpg" alt="Other-Woman-Style" width="620" height="298" /></a></p>
<p><strong>Oh, Cameron&#8230;</strong></p>
<p>Apesar da temporada ter sido feminina, uma das suas representantes não se saiu tão bem assim com dois títulos em cartaz: <strong>Cameron Diaz</strong>. Com <strong><em>Mulheres ao</em> <em>Ataque</em></strong>, a atriz conseguiu o repúdio da crítica, sobretudo a feminina, como já dissemos, e  <strong><em>Sex Tape &#8211; Perdido da Nuvem </em></strong>, que acaba de ser lançado nos EUA,  seguiu o mesmo caminho.  Ou seja, a atriz precisa se reinventar com urgência ou escolher um agente melhor!</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/ed1-960x539.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-1669 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/ed1-960x539-620x250.jpg" alt="ed1-960x539" width="620" height="250" /></a></p>
<p><strong>Prejuízos financeiros</strong></p>
<p>Dois títulos renderam abaixo do esperado em 2014. A comédia <strong><em>Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola </em></strong>de Seth MacFarlane não acompanhou o ótimo desempenho do filme anterior do humorista, <em>Ted</em>, ainda que contasse com um elenco atraente o suficiente para tanto (Charlize Theron, Liam Neeson, Amanda Seyfried&#8230;). O filme arrecadou somente US$ 42 milhões nos EUA, sendo que seu orçamento é de  US$ 40 milhões cravados. Já <strong><em>No Limite do Amanhã </em></strong>teve a baixa repercussão esperada nos EUA em função das últimas performances de Tom Cruise nas bilheterias locais. O novo filme do ator arrecadou US$98 milhões, sendo que custou US$ 170 milhões para a Warner. No entanto, o filme teve uma ótima arrecadação internacional, o que acabou compensando no final das contas.</p>
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		<title>Crítica: A Culpa É Das Estrelas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jun 2014 12:54:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[A Culpa É Das Estrelas]]></category>
		<category><![CDATA[Ansel Elgort]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Shailene Woodley]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_1140" aria-describedby="caption-attachment-1140" style="width: 530px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/a-culpa-e-das-estrelas-novo-video49882.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1140 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/a-culpa-e-das-estrelas-novo-video49882.jpg" alt="a-culpa-e-das-estrelas-novo-video49882" width="530" height="330" /></a><figcaption id="caption-attachment-1140" class="wp-caption-text">Casal principal mostra sintonia na telona</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na ausência de grandes séries amorosas com lindos finais felizes, <em>A Culpa É Das Estrelas</em> chegou com uma proposta um tanto diferente, trabalhando bem um clichê romântico. O livro foi sucesso de vendas e cativou aos poucos públicos de todas as idades. Em sua maioria mulheres, como a própria sala de cinema pode provar. Com o pepino de adaptar uma história linda porém triste, o diretor Josh Boone soube ter a mesma delicadeza e sinceridade que o autor do livro, John Green.</p>
<p>O longa foca em Hazel Grace Lancaster, uma jovem que está com câncer terminal e beira a depressão. Preocupada, sua mãe pede que ela frequente um grupo de apoio a jovens que possuem a doença, na tentativa de compartilhar um pouco de sua dor e perceber que ela não é a única que passa por aquilo. Em um destes encontros, Hazel conhece Augustus Water, um garoto que já está sem câncer há mais de um ano, mas decidiu ir ao grupo em apoio ao amigo, que está prestes a ficar cego por conta da enfermidade. Apesar das diferenças iniciais, a dupla vai se conhecendo e se atraindo cada vez mais, construindo uma linda amizade que culmina com a paixão.</p>
<p>O tema por si só já é comovente, mas a história fica ainda mais triste em se tratando de um jovem casal apaixonado, que poderia ter o futuro pela frente, mas esse futuro simplesmente não pode ser planejado, já que ele pode não existir. No entanto, mesmo com o conteúdo da narrativa bastante pesado, por assim dizer, o enredo é bastante leve e flui com imensa facilidade. Para quem leu o livro, essa é uma boa surpresa, uma vez que a obra original segue exatamente esta premissa: apesar de toda a situação de morte eminente, os protagonistas têm bom humor e brincam com a própria realidade.</p>
<figure id="attachment_1141" aria-describedby="caption-attachment-1141" style="width: 530px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/A-culpa-e-das-estrelas-ew-08fev2014-01.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-1141" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/A-culpa-e-das-estrelas-ew-08fev2014-01.jpg" alt="Apesar do filme falar sobre câncer, os personagens trazem uma leveza nata" width="530" height="330" /></a><figcaption id="caption-attachment-1141" class="wp-caption-text">Apesar do filme falar sobre câncer, os personagens trazem uma leveza nata</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>A escolha de casal é bem interessante. Shailene Woodley, que atuou também no recente <em>Divergente</em>, caiu muito bem no papel, mostrando toda a melancolia, sinceridade e ironia de Hazel. Até a magreza da personagem é focada, traduzindo toda sua situação física debilitada. Já o intérprete de Augustus, traz certa dualidade. Ele tem a perfeita característica do protagonista do livro, com sua autenticidade e comentários espertos. Um pequeno problema, talvez, seja que Ansel Elgort às vezes surge com uma face infantil demais, chegando a parecer mais jovem que a própria menina, que na história tem menos idade que ele. Mas toda a fofura do rapaz compensa essa questão, além da sintonia singular do casal.</p>
<p>Todos os demais artistas são uma agradável surpresa e se encaixam perfeitamente ao estereótipo de cada personagem do livro. Destaque especial para Nat Wolff, que interpreta o amigo do par romântico Isaac, aquele que perde a visão. A naturalidade do rapaz se destaca, mostrando que o desconhecido foi uma boa escolha para o papel. Engraçado mesmo é ver Willem Dafoe como o escritor louco, um papel bem diferente do que estamos acostumados a vê-lo, mas nem por isso ruim.</p>
<p>Toda a história segue com sutileza e isso é fundamental. Tratar de temas como câncer na adolescência é difícil, mas o autor do livro conseguiu mostrar que a vida segue, mesmo quando existe um limite definido por uma doença. Além disso, ele mostra que é possível tratar com humor a questão, mudando bastante daqueles cenários em que os pacientes simplesmente se entregam à doença. Na verdade, é justamente a questão da adolescência e sua alegria ponderando a doença devastadora.</p>
<figure id="attachment_1142" aria-describedby="caption-attachment-1142" style="width: 530px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/RTEmagicC_593aa23ed4.jpg.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-1142" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/RTEmagicC_593aa23ed4.jpg.jpg" alt="Cenário em Amsterdã é super fiel ao livro no qual o filme foi inspirado" width="530" height="330" /></a><figcaption id="caption-attachment-1142" class="wp-caption-text">Cenário em Amsterdã é super fiel ao livro no qual o filme foi inspirado</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>O diretor foi muito fiel ao livro e isso só trouxe pontos positivos, afinal, é um bom livro. Até as roupas dos personagens seguiram as indicações da obra original, com a protagonista ligando muito pouco para moda e o rapaz com um estilo mais descolado. A trilha sonora também teve um olhar mais cuidadoso, incluindo até silêncios necessários para trazer um pouco da melancolia proposta. Seria perfeito, não fosse o funga funga no cinema, com todo mundo chorando. Aliás, é certeza de choro. Mas penso que todos imaginam isso, só de ler a sinopse. No entanto, super dá pra chorar em silêncio, né? Mas enfim&#8230;</p>
<p><em>A Culpa É Das Estrelas</em> mostra que é possível trabalhar clichês e ainda assim atrair a atenção do espectador. À parte o frenesi que o livro causou, a história é boa, comovente e linda. Não tem como não gostar, como não se encantar pela relação amorosa dos dois. É algo como perceber o quanto reclamamos das coisas pequenas na vida, enquanto tem gente que apenas quer a chance de amar e viver esse amor intensamente. O filme mostrou-se, acima de tudo, uma excelente adaptação, justificando as filas imensas e salas de cinema lotadas.</p>
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