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	<title>Arquivos Romance - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Romance - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Rivais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Apr 2024 00:51:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O diretor, produtor e roteirista italiano Luca Guadagnino (Me Chame Pelo Seu Nome, de 2017, e Até os Ossos, de 2022) está de volta aos cinemas. Desta vez, ele aposta em um romance esportivo frenético e sensual que testa os limites da manipulação. Rivais chega aos cinemas nesta quinta-feira (25) com a promessa de ser um sucesso de público, crítica e um forte candidato na campanha da próxima temporada de premiações. Estrelado por Zendaya (Duna: Parte 2, de 2024), Mike [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O diretor, produtor e roteirista italiano Luca Guadagnino (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-me-chame-pelo-seu-nome/"><i><span style="font-weight: 400;">Me Chame Pelo Seu Nome</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2017, e </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ate-os-ossos/"><i><span style="font-weight: 400;">Até os Ossos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2022) está de volta aos cinemas. Desta vez, ele aposta em um romance esportivo frenético e sensual que testa os limites da manipulação. </span><b><i>Rivais</i></b><span style="font-weight: 400;"> chega aos cinemas nesta quinta-feira (25) com a promessa de ser um sucesso de público, crítica e um forte candidato na campanha da próxima temporada de premiações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estrelado por Zendaya (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duna-parte-2/"><i><span style="font-weight: 400;">Duna: Parte 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2024), Mike Faist (</span><i><span style="font-weight: 400;">West Side Story</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2021) e Josh O’Connor (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-emma-now/"><i><span style="font-weight: 400;">Emma</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2020), </span><b><i>Rivais</i></b><span style="font-weight: 400;"> não é como qualquer outro filme esportivo. O tênis é utilizado como pano de fundo e medidor de dinâmicas do texto e dos personagens. O cerne da narrativa é justamente a forma como os três se relacionam e agem. Assim como em uma partida, a relação deles ao longo dos anos é guiada por desejo, calculismo e jogos mentais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><b><i>Rivais</i></b><span style="font-weight: 400;">, Tashi Duncan (Zendaya) é uma tenista em ascensão que se torna alvo de disputa de dois amigos de infância, Patrick Zweig (Josh O&#8217;Connor) e Art Donaldson (Mike Faist). Após um acidente durante uma partida, Tashi é obrigada a parar de jogar e se torna treinadora de Art, seu futuro marido. Entre idas, vindas e mentiras, os três se reencontram, anos depois, em um torneio onde Art e Patrick, ex-namorado de Tashi, disputarão (de novo) mais do que apenas uma partida de tênis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como de costume, Luca Guadagnino utiliza os elementos constitutivos da narrativa de </span><b><i>Rivais</i></b><span style="font-weight: 400;"> para criar as imagens de um relacionamento. Desta vez, contudo, é um frenético e traiçoeiro triângulo amoroso. A partir do roteiro de Justin Kuritzkes, o cineasta cria uma disputa em tela extremamente sensual. Os embates pela personagem de Zendaya, os olhares, os </span><i><span style="font-weight: 400;">close-ups</span></i><span style="font-weight: 400;">, os planos-detalhe, a montagem dinâmica, a contraposição dos dois atores; todos esses são elementos que constituem essa cama de gato pulsante que é o relacionamento do trio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda que seja um filme esportivo sobre o relacionamento dos três personagens principais, </span><b><i>Rivais</i></b><span style="font-weight: 400;"> é rápido, preciso e viciante. O longa usa a dinamicidade de uma partida de tênis de altíssima qualidade para dar ritmo e força a sua história. Aliás, como o próprio personagem de Mike Faist fala, o jogo posto em tela é maior do que o esporte: “Não parecia nem tênis. Parecia um jogo completamente diferente”. Esse momento sintetiza o verdadeiro cerne do filme: o jogo de verdade é o desejo que te move a disputar por determinado objetivo.</span></p>
<figure id="attachment_17997" aria-describedby="caption-attachment-17997" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-17997" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Rivais-1-750x500.jpg" alt="Rivais (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Rivais-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Rivais-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Rivais-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Rivais-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Rivais-1-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Rivais-1.jpg 1500w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-17997" class="wp-caption-text">Zendaya e Josh O&#8217;Connor em cena de &#8216;Rivais&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">E, se tem uma coisa que não falta na produção, é entrega. O público sente o desejo entre os personagens, sente a disputa fervorosa pela partida, pela fama e pelos corpos. O trio está espetacular. A cada cena e mergulho na vida e relação dos três, o público fica cada vez mais hipnotizado. A narrativa de </span><b><i>Rivais</i></b><span style="font-weight: 400;"> é inteligente, sensual e extasiante. A única opção é sair da sessão completamente perturbado(a) e apaixonado(a) por Zendaya, Mike Faist e Josh O’Connor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tanto Mike como Josh  se contrapõem de forma potente durante a sessão. Os dois estão muito bem em cena e merecem reconhecimento por isso, agora o que Zendaya entrega é de outro mundo. Ela está hipnotizante. A atriz nunca esteve tão poderosa, sexy e cheia de si. Tudo isso criado com propósito e respeito, ainda mais que ela é uma das produtoras do longa. Mas a história de </span><b><i>Rivais</i></b><span style="font-weight: 400;"> é sobre isso: uma constante disputa material, carnal e de status, comandada por Tashi. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A personagem de Zendaya tenta, o tempo inteiro, centralizar e controlar as disputas e dinâmicas estabelecidas pelo trio com sua inteligência diabólica e atração magnética. Ela não apenas consegue, por boa parte do filme, fazer isso com os dois personagens masculinos como também faz isso com o público. Afinal, o trio central de </span><b><i>Rivais</i></b><span style="font-weight: 400;"> têm atitudes questionáveis ao longo da produção, mas Tashi nos encanta e hipnotiza ainda assim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O novo projeto de Guadagnino se apresenta como uma êxtase do poder. A sexualidade e sensualidade da disputa por afeto elevada à sua máxima potência. Tudo isso envelopado por trabalhos magníficos dos departamentos de arte e fotografia. As imagens, os ambientes e figurinos são criados para colocar o público neste lugar de desejo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As disputas, as trocas, as manipulações e as experiências do que é mostrado em tela se misturam com os desejos de quem está observando a narrativa. Ao final da sessão, o espectador está tão investido nos três como se fosse um dos personagens. </span><b><i>Rivais</i></b><span style="font-weight: 400;"> se despede com um grito de desejo tão potente como um saque de tênis que acerta o público e marca todos os pontos que precisa.</span></p>
<p><strong>Direção:</strong> Luca Guadagnino</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Zendaya, Josh O&#8217;Connor e Mike Faist</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe width="750" height="500" src="https://www.youtube.com/embed/5bpSCdI7KV4?si=uTk9xtTPTWgSg-Rk" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>25ª Mostra de Cinema de Tiradentes: Romance</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Jan 2022 19:12:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um filme dirigido e roteirizado por Karine Teles (Otimismo) e estrelado por Gilda Nomacce (5 estrelas) certamente pode criar diversas expectativas. Para quem acompanha o audiovisual nacional e os festivais de cinema brasileiros, os dois nomes são icônicos. Nesse olhar de quem aguarda algo sensacional, a decepção pode ser um tanto intensa. Romance é um curta-metragem que flerta com uma despretensão em sua decupagem. No entanto, seu tom é fortemente pretensioso e este é o primeiro incômodo da sessão. Contudo, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um filme dirigido e roteirizado por Karine Teles (<em>Otimismo</em>) e estrelado por Gilda Nomacce (<em>5 estrelas</em>) certamente pode criar diversas expectativas. Para quem acompanha o audiovisual nacional e os festivais de cinema brasileiros, os dois nomes são icônicos. Nesse olhar de quem aguarda algo sensacional, a decepção pode ser um tanto intensa. <strong><em>Romance</em> </strong>é um curta-metragem que flerta com uma despretensão em sua decupagem.</p>
<p>No entanto, seu tom é fortemente pretensioso e este é o primeiro incômodo da sessão. Contudo, a questão central aqui para apontar um resultado não tão positivo é que esta é uma produção que convoca muitas personagens e elementos, porém que não sabe trabalhar ele para mostrá-los para o espectador. Em algumas sequências, como na do campo de futebol, a captação de som e a escolha de manter o quadro em plano geral interferem diretamente na fruição da obra.</p>
<p>Não é possível enxergar as expressões faciais dos atores ou mesmo escutá-los com precisão. Neste tipo de situação é complexo acompanhar o que está acontecendo, se conectar com a história apresentada. Ao mesmo tempo, os próprios intérpretes parecem desconfortáveis. Seja em questões de corpo ou de intenção do texto, as construções soam artificiais e a ausência de organicidade vem tanto da mise-en-scène desorganizada, quanto do roteiro confuso.</p>
<p>Algo que não está presente no enredo é uma paciência para a elaboração de atmosfera, bem como um espaço para se conhecer a protagonista. As situações vão tropeçando uma na outra e chegam quase de maneira ingênua. O discurso posto na trama é nítido, faz sentido e é uma boa pauta para se trazida. Contudo, deixar a personagem principal como um agente passivo de todas as ações que a cercam e somente reiterar a todo tempo esta prisão que querem que ela habite deixa a obra sem complexidade.</p>
<p>Apesar de todo este contexto, é válido ressaltar que <strong><em>Romance</em>  </strong>conta com alguns momentos que podem valer a sessão, seja por alguns planos gerais bem enquadrados ou por um sarcasmo que perpassa a narrativa, que revela um potencial de Teles em trazer um tema relevante sem se levar tão a sério. Não existem limites impostos e a falta de previsibilidade é um ponto qualitativo positivo aqui.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Karine Teles</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Gilda Nomacce, Enrique Diaz, Bruno Balthazar</p>
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		<title>Crítica: Me Sinto Bem Com Você (Prime Video)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 May 2021 15:48:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com a pandemia mundial do Coronavírus, entre todos os percalços profundos, alarmantes e trágicos, as pessoas que cumpriram o isolamento social, de verdade, se viram afastadas de entes queridos ou precisaram lidar com a presença constante deles. Dentro de todo este contexto, presos em casa, como fazer para começar ou manter um relacionamento amoroso, com tanto caos e sentimentos transbordantes? O que seria genuíno ou carência? O que fazer com a saudade e a necessidade de contato físico? Ou, ainda, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com a pandemia mundial do Coronavírus, entre todos os percalços profundos, alarmantes e trágicos, as pessoas que cumpriram o isolamento social, de verdade, se viram afastadas de entes queridos ou precisaram lidar com a presença constante deles. Dentro de todo este contexto, presos em casa, como fazer para começar ou manter um relacionamento amoroso, com tanto caos e sentimentos transbordantes? O que seria genuíno ou carência? O que fazer com a saudade e a necessidade de contato físico? Ou, ainda, como apoiar e manter a conexão com um familiar que está distante?</p>
<p><strong><em>Me Sinto Bem com Você </em></strong>trata, justamente, sobre este momento da sociedade. Para falar de tal tema, p público vê a trajetória de cinco duplas que vivenciam a experiência de viver a quarentena, procurando firmar, construir ou não perder laços, seja do passado ou do futuro. Nesta lógica, têm-se quatro casais românticos e um par de irmãs. Entre chamadas de vídeo e impossibilidades, o que mais chama atenção aqui é como todas as histórias conseguem criar uma noção de proximidade e identificação com o espectador.</p>
<p>Neste sistema de múltiplas narrativas, talvez, este seja o elemento mais difícil de alcançar. Com o tempo de tela dividido, geralmente, neste tipo de filme – como <em>Babel</em> (2006),<em> Idas e Vindas do Amor</em> (2010), <em>Mulheres Alteradas</em> (2018), entre tantos outros –, o que mais acontece é uma falta de equilíbrio qualitativo. Geralmente, algum enredo é menos explorado e possui algum buraco no roteiro. No entanto, em <strong><em>Me Sinto Bem com Você</em></strong>. ainda que tenha algumas questões complicadas, no geral, há um cuidado em apresentar e desenvolver cada plot inserido na obra.</p>
<p>As emoções e reflexões das personagens são postas de maneira nítida e as complexidades delas são bem trabalhadas, seja nas indecisões de Eduardo (Richard Abelha) e Helena (Amanda Benevides), no amor e ódio de Dora (Thati Lopes) e Fernando (Victor Lamoglia),  a compreensão de Giovanna (Gabz) e Priscila (Clarissa Müeller) do que pode ser um novo romance, como Vanessa (Thuany Parente) e Lívia (Bel Moreira) se ajudam a superação do luto ou nas idas e vindas de Adriana (Manu Gavassi) e Tom (Matheus Souza). Cada papel e relação são apresentados com dinamismo, relevando as dúvidas, certezas e as emoções diversas de todos estes pares. É por esta razão que o espectador consegue se enxergar dentro de todas ou, pelo menos, alguma daquelas situações, porque o amor é complexo, exige muito das pessoas, sobretudo quando se vive em um isolamento social tão perturbador como este do último ano.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14142" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/05/2096186.jpg" alt="Me Sinto Bem Com Você" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/05/2096186.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/05/2096186-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/05/2096186-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/05/2096186-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Este olhar apurado para os relacionamentos humanos em <strong><em>Me Sinto Bem com Você</em></strong> ganha muito com a sensibilidade da direção de Matheus Souza (<em>Ana e Vitória</em>) – também no elenco do longa-metragem. A sua decupagem é criativa e consegue criar uma química maior entre cada par visto no ecrã. A escolha de quadros e de movimentação da câmera imprimem as sensações exatas das personagens, transmitindo quando eles sentem euforia, solidão, raiva e felicidade de maneira imagética. Neste ponto, a fotografia de Camila Cornelsen (<em>Amores Urbanos)</em> dialoga diretamente com esta característica. A luz expressa sentimentos diretos de cada figura em cena e como seus pensamentos estão afinados ou destoante durante cada sequência.</p>
<p>No entanto, estas mesmas questões apontadas como positivas, acabam por interferir negativamente também. A combinação desta intensidade na investigação das relações e compartilhamento de reflexões e sensações, acabam pesando, a partir da metade do longa. Existem poucas quebras deste tom evocativo e confessional. O mesmo pode ser dito sobre os aspectos visuais. A personalidade deles é forte e isto é importante para a construção de atmosfera, mas termina por cansar as vistas do público. Para que ocorra uma apreciação completa de instantes nos quais uma iluminação se destaca, por exemplo, é preciso que ela não seja tão expressiva o tempo inteiro.</p>
<p>Desta maneira, é neste quesito que <strong><em>Me Sinto Bem com Você</em></strong> falha. Em toda a sua intenção de performar o sensível, através de diálogos cheios de significados e imagens apuradas, a produção exagera. Mesmo assim, por colocar em pauta o amor, em tempos tão complicados, de uma forma perspicaz e sensível, ainda que cansativo, ele vale ser conferido.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Matheus Souza</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Manu Gavassi, Matheus Souza, Amanda Benevides</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/RANlPIiXWy0" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Como Eu Era Antes de Você traz elenco de sagas e séries famosas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jun 2016 22:10:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Daenerys Targaryen, Finnick Odair, Nevellie Longbottom, Edith Prior e Tywim Lannister. Com certeza você já ouviu falar de alguma destas personagens famosas no cinema e na televisão e que agora estão juntas na telona. Mas, calma! Ainda não foi lançada nenhuma saga crossover com bruxos, dragões e tordos! Você pode ver os atores que encarnaram esses papéis reunidos no cinema no longa Como Eu Era Antes de Você (Me Before You), que estreia nesta semana em todo o país. Emilia Clarke (de Game [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Daenerys Targaryen, Finnick Odair, Nevellie Longbottom, Edith Prior e Tywim Lannister. Com certeza você já ouviu falar de alguma destas personagens famosas no cinema e na televisão e que agora estão juntas na telona. Mas, calma! Ainda não foi lançada nenhuma saga <em>crossover</em> com bruxos, dragões e tordos! Você pode ver os atores que encarnaram esses papéis reunidos no cinema no longa <em>Como Eu Era Antes de Você</em> (<em>Me Before You</em>), que estreia nesta semana em todo o país.</p>
<p>Emilia Clarke (de <em>Game of Thrones</em>) é Louisa, uma garota atrapalhada de uma cidade pequena da Inglaterra que está desesperada para encontrar um emprego para que possa ajudar os pais. Nessa busca, ela acaba conseguindo  trabalho num castelo luxuoso como cuidadora de um rapaz chamado Will Traynor que, após um acidente, ficou deficiente, perdendo quase todos os movimentos do corpo. Após um tempinho, a história dos dois se transforma em um romance e tem um caminho não tão esperado.</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-6191 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/06/399501.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="ME BEFORE YOU" width="610" height="348" /></p>
<p>A tragicomédia romântica consegue medir os dois gêneros: diverte e emociona, sem ser açucarada. Baseado no romance homônimo de Jojo Moyes, a adaptação cumpre bem sua função de contar uma narrativa bonita, com um roteiro &#8220;costuradinho&#8221;, fotografia agradável, belos planos da cidade na qual vivem as personagens e um elenco coeso, de boa dinâmica e com construção de papéis seguros. Ainda que a película não tenha nada de excepcional, vale à pena assistir, ainda mais num dia desses chuvosos e com lencinhos do lado. Já temos uma crítica no site, <a href="http://coisadecinefilo.com.br/critica-como-eu-era-antes-de-voce/">leia aqui</a>.</p>
<p>E por falar em elenco, como já sugerimos, a trama está cheia de figuras já conhecidas por cinéfilos e seriadores. Pensando nisso, o Coisa de Cinéfilo preparou uma listinha com cinco personagens das telinhas e das telonas, vistas em sagas ou em séries.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6205" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/06/3lzgvudjx1opjloz.jpg" alt="3lzgvudjx1opjloz" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>Edith Prior (Janet McTeer) &#8211; </strong>Franquia <em>Divergente</em></p>
<p>Em <em>Como Eu Era Antes de Você</em>, ela interpreta Camilla Traynor, a mãe do rapaz protagonista, mas você pode ter lembrando da fisionomia da em outro lugar. Sim, McTeer fez parte da saga <em>Divergente</em>, mais especificamente da segunda parte da história, <em>Insurgente</em>. No filme, ela interpreta Edith Prior, descendente de Tris.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6206" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/06/tywin_lannister.jpg" alt="tywin_lannister" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>Tywin Lannister (Charles Dance) </strong>&#8211; Série <em>Game of Thrones</em></p>
<p>O grande e poderoso leão da casa mais amada e odiada de Westereos também está presente em <em>Como Eu Era Antes de Você</em>. Interpretando o pai de Will Traynor, muitas vezes é difícil acreditar que ele é bonzinho dessa vez. Com sua altivez e voz marcante, Dance nos lembra a força e o charme da interpretação britânica, com sua nova personagem Stephen Traynor.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6207" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/06/2015NevilleLongbottom_HarryPotter_Press_160215.article_x4.jpg" alt="2015NevilleLongbottom_HarryPotter_Press_160215.article_x4" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>Neville Longbottom (Matthew Lewis) </strong>&#8211; Franquia <em>Harry Potter</em></p>
<p>Neste longa, não há &#8220;Petrificus Totalus&#8221; que possa parar o novo papel do Lewis. Interpretando um entediante e egoísta <em>personal trainner</em>, o artista fez parte da saga cinematográfica <em>Harry Potter</em>, que marcou várias gerações no mundo inteiro.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6208" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/06/4b7bfc2e725baa4573f19f859525741f.jpg" alt="4b7bfc2e725baa4573f19f859525741f" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>Finnick Odair (Sam Claflin) &#8211; </strong>Franquia <em>Jogos Vorazes</em></p>
<p>Gritos e pulos adolescentes no cinema! Finnick Odair entrava na telona e as adolescentes vibraram em suas cadeiras, enquanto assistiam a saga <em>Jogos Vorazes</em>. Presente em três películas da narrativa, Claflin era o queridinho do <em>fandom</em> e estava presente em vários <em>ships</em> da história. Agora, ele é o protagonista do novo romance que estreia, nesta quinta-feira, interpretando Wil Traynor. No novo longa, ele vive um rapaz rico e aventureiro, que fica quase completamente paralisado, após um acidente de moto.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6209" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/06/Game-of-Thrones-Daenerys-Targaryen-Emilia-Clarke.jpg" alt="Game-of-Thrones-Daenerys-Targaryen-Emilia-Clarke" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>Daenerys Targaryen (Emilia Clarke) &#8211;</strong> série <em>Game of Thrones</em></p>
<p>Rainha de Meereen, Rainha dos Ândalos, Roinares e Primeiros Homens, Senhora dos Sete Reinos, Protetora do Domínio, Princesa de Pedra do Dragão, Khaleesi do Grande Mar de Grama, chamada Daenerys Nascida na Tormenta, A Não Queimada, Mãe dos Dragões, Quebradora de Correntes. Sim, pessoal, é ela. A nossa única e amada Rainha, Daenerys! Quem assiste<em> Game of Thrones</em> já sabe seus títulos de cor! Uma das mais apaixonantes personagens do seriado tem como protagonista Emilia Clarke. Em <em>Como Eu Era Antes de Você</em>, a atriz encarna Louisa Clark, uma  moça vibrante que mora numa pacata cidade e descobre um mundo completamente novo após conhecer Wil Traynor. Clarke consegue ser destaque da película, cheia de carisma e energia, fazendo um papel completamente oposto ao do programa da HBO.</p>
<p>Assista ao trailer de <em><strong>Como eu era antes de você</strong></em>:</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/jeU4DK_Bp84" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Refém da Paixão traz a sutileza de um casal que se salva do mundo ao seu redor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Apr 2014 18:38:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Drama]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Gattlin Griffith]]></category>
		<category><![CDATA[Josh Brolin]]></category>
		<category><![CDATA[Kate Winslet]]></category>
		<category><![CDATA[Reféns da Paixão]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
		<category><![CDATA[Tobey Maguire]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Direção: Jason Reitman Elenco: Kate Winslet, Josh Brolin, Gattlin Griffith, Clark Gregg, Tobey Maguire É incrível a sutileza que alguns filmes têm para falar de assuntos tão profundos, de forma tão natural e despretensiosa. O cineasta Jason Reitman, que já havia trazido ótimos trabalhos como Juno (2007), Amor Sem Escalas (2009) e Jovens Adultos (2012), brilhou não apenas no papel de diretor, como também esteve na produção e criação do roteiro da trama, motivo pelo qual acredito ter ocasionado em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/josh-brolin-kate-winslet-labor-day.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-584" alt="?????????" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/josh-brolin-kate-winslet-labor-day.jpg" width="570" height="340" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Direção:</strong> Jason Reitman<br />
<strong>Elenco:</strong> Kate Winslet, Josh Brolin, Gattlin Griffith, Clark Gregg, Tobey Maguire</p>
<p>É incrível a sutileza que alguns filmes têm para falar de assuntos tão profundos, de forma tão natural e despretensiosa. O cineasta Jason Reitman, que já havia trazido ótimos trabalhos como <em>Juno</em> (2007), <em>Amor Sem Escalas</em> (2009) e <em>Jovens Adultos</em> (2012), brilhou não apenas no papel de diretor, como também esteve na produção e criação do roteiro da trama, motivo pelo qual acredito ter ocasionado em um filme tão encaixado e bem executado como esse.</p>
<p>Adele, interpretada pela belíssima Kate Winslet, é uma mãe jovem divorciada que vive em estado de depressão ao lado do filho pré-adolescente, Henry, vivido pelo competente Gattlin Griffith. Ela fica pelos cantos da casa, sem cuidar da aparência ou da casa em si, dando pouca assistência ao filho, que mais atua como cuidador dela do que como prole efetivamente. Uma vez por semana, o menino se encontra com o pai, o ex-marido de Adele que pediu o divórcio depois que a traiu com a secretária, com quem acabou se casando.</p>
<p>A narrativa segue mostrando a relação unida de mãe e filho e a dificuldade que ela tem de lidar com o mundo exterior. Ela treme para qualquer coisa e se porta como uma velha doente, embora seja jovem. A mudança da trama acontece quando eles estão em um mercado e um homem ferido, interpretado por Josh Brolin, encurrala Henry e pede por sua ajuda. Com a negativa de Adele em levar o desconhecido para sua casa, ele ameaça sutilmente a família, afirmando que eles vão ter que deixar ele repousar por algumas horas.</p>
<p>Com pouco tempo, mãe e filho descobrem que Frank, o desconhecido, se trata de um fugitivo da polícia que cumpria 18 anos de assassinato na prisão e escapou de um hospital, quando foi fazer uma cirurgia de apêndice. Mesmo assustados, os dois tentam agir naturalmente, para não despertar em Frank qualquer movimento estranho.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/Refém_01.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-586 aligncenter" alt="Refém_01" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/Refém_01.jpg" width="570" height="350" /></a></p>
<p>Frank se mostra, no entanto, muito além do que um fugitivo da polícia que pede para ser escondido. Ele começa a ajudar na casa e cuidar dos consertos que a morada precisava, além de ser alguém com quem Adele podia conversar. Depois que a polícia se espalha pela cidade a sua procura e o trem não parte, por ser feriado do Dia do Trabalho, o homem vai ficando e se inteirando ainda mais dos costumes da família. O que era para ser uma situação de reféns, acaba virando uma linda história de amor.</p>
<p>A sutileza do enredo, que possui poucos diálogos e quase nenhuma trilha sonora, traz a melancolia que a história envolve por si só, conferindo ainda mais drama aos personagens. É incrível como em dado momento o espectador simplesmente não entende quem está ajudando quem, já que Frank transforma completamente a vida de Adele. De velha doente, ela passa a mostrar o brilho de alguém jovem da sua idade, como um renascimento depois da morte que a depressão lhe trouxe.</p>
<p>Todo o filme é intercalado com cenas do passado de ambos os protagonistas, o que no começo é estranho, já que não há uma definição específica de temporalidade, como o uso de viragem sépia, ou turvo nas bordas, por exemplo. Mas logo o espectador entende do que se trata e a trama vai se encaixando e explicando os mistérios do casal principal.</p>
<p>A direção de fotografia também dá um show ao trazer cenas próximas dos personagens, dando a quem assiste a chance de sentir tudo aquilo que eles sentem. A atuação de Kate Winslet é memorável, trazendo todos os aspectos confusos e específicos que a personagem propõe e sabendo distinguir cada cena com clareza e naturalidade, ao mesmo tempo. O mesmo pode ser dito do menino Griffith, que mesmo com pouca experiência, consegue carregar muito bem o peso de ser um dos protagonistas do filme.</p>
<p>Reitman consegue finalizar muito bem o filme, dando o fim devido aos personagens, e não o fim que o espectador apaixonado quer. O longa é de grande sensibilidade e vale a pena ser conferido.</p>
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		<title>Memória: Um Lugar Chamado Notting Hill, com Julia Roberts e Hugh Grant</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Mar 2014 19:36:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Comédia Romântica]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Hugh Grant]]></category>
		<category><![CDATA[Julia Roberts]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
		<category><![CDATA[Um Lugar Chamado Notting Hill]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há 15 anos era lançado o romance “Um Lugar Chamado Notting Hill”. Primeiro longa do diretor Roger Michell (“Um Final de Semana em Hyde Park”), o filme traz um clássico modelo de filmagem britânica, misturando atores locais e americanos e seguindo uma narrativa acompanhada de linda trilha sonora. No enredo, Will, interpretado pelo galã de comédia romântica Hugh Grant, é o dono fracassado de uma livraria especializada em turismo. Sua vida segue rotineira depois que ele se divorciou da mulher, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/03/notting2.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-498 aligncenter" alt="notting2" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/03/notting2.jpg" width="596" height="337" /></a></p>
<p>Há 15 anos era lançado o romance “<em>Um Lugar Chamado Notting Hill</em>”. Primeiro longa do diretor Roger Michell (“<em>Um Final de Semana em Hyde Park</em>”), o filme traz um clássico modelo de filmagem britânica, misturando atores locais e americanos e seguindo uma narrativa acompanhada de linda trilha sonora. No enredo, Will, interpretado pelo galã de comédia romântica Hugh Grant, é o dono fracassado de uma livraria especializada em turismo. Sua vida segue rotineira depois que ele se divorciou da mulher, que o traiu. Em estado de quase depressão, ele pouco conhece do mundo artístico ao seu redor, quando se depara com Anna, famosa atriz americana, vivida pela belíssima Julia Roberts. Claro que, inicialmente, ele não a reconhece, mas se encanta de cara com sua beleza. Depois de um incidente com um copo de suco de laranja e um beijo roubado, ela liga para sua casa, dando início a um romance tímido.</p>
<p>Possivelmente por conta do sotaque fortíssimo da maior parte do elenco, o filme aconchega e mescla a frieza do inglês com a sua vivacidade no relacionamento. Os amigos de Will são importantíssimos na trama, superando os papéis de coadjuvantes. A louca irmã que só se dá mal em namoros (Emma Chambers), a amiga que foi seu primeiro amor e agora vive numa cadeira de rodas (Gina McKee), o amigo que “roubou” sua paixão (Tim McInnerny), o conhecido perdedor (Hugh Bonneville) e o colega de quarto completamente sem noção e hilário (Rhys Ifans). Seguindo uma narrativa leve e envolvente, o longa traz com naturalidade um possível conto de fadas, onde um reles empresário falido consegue conquistar uma artista super famosa e viver uma história de amor. É interessante observar o equilíbrio que o diretor traz ao não colocar nenhum dos dois protagonistas em posição de superioridade, colocando-os em patamar horizontal no relacionamento. Embora Anna mude completamente a vida de Will, ele também traz o “pé no chão” que ela precisa para dar sentido a dela.</p>
<p>Uma das comédias românticas mais lindas dos últimos tempos, “<em>Um Lugar Chamado Notting Hill</em>” chama a atenção para a possibilidade de criar um filme do gênero que possua conteúdo e não beire o patético. É perceptível a qualidade do longa e como ele se destaca das produções que o seguiram. Atenção especial para trilha sonora que encanta a cada cena. Uma excelente pedida para o fim de semana.</p>
<p><strong>Os envolvidos 15 anos depois</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/03/roger-michell-hyde-park-on-hudson.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-500" alt="roger-michell-hyde-park-on-hudson" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/03/roger-michell-hyde-park-on-hudson.jpg" width="480" height="300" /></a></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Roger Michell</strong></p>
<p>Depois do sucesso de “<em>Um Lugar Chamado Notting Hill</em>”, o diretor acumulou uma filmografia nada excepcional que inclui “<em>Amor Para Sempre</em>” (2004), onde ele repetiu a parceria com Rhys Ifans, e “<em>Uma Manhã Gloriosa</em>” (2010), que se anunciou como uma comédia romântica diferente, mas caiu no usual e não impressionou. Michell se redimiu com “<em>Um Final de Semana em Hyde Park</em>” (2012), no entanto, continuou deixando na expectativa o público que assistiu e se encantou com sua obra-prima.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/03/hugh.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-502" alt="hugh" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/03/hugh.jpg" width="480" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Hugh Grant</strong></p>
<p>Seguindo sua tendência de atuar em comédias românticas, Grant teve altos e baixos na carreira, de “<em>Um Lugar Chamado Notting Hill</em>” para cá. Apesar do fracasso de “<em>Amor à Segunda Vista</em>” (2002), ele conseguiu emplacar ótimos personagens em “<em>Simplesmente Amor</em>” (2003) e “<em>O Diário de Bridget Jone</em>” (2001 &#8211; e continuações). Contrastando com seu perfil mulherengo e cafajeste na vida real, no cinema ele tende a interpretar o bom moço que sofre para conseguir manter um relacionamento.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/03/julia-roberts-in-paris.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-501" alt="julia-roberts-in-paris" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/03/julia-roberts-in-paris.jpg" width="480" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Julia Roberts</strong></p>
<p>Apesar do seu nome de peso e enorme sucesso nos anos 90 (que lhe rendeu uma indicação ao Oscar por “<em>Uma Linda Mulher</em>” (1990) e a estatueta por “<em>Erin Brokovich &#8211; Uma Mulher de Talento</em>” (2000)), Roberts passou um período em baixa no final dos anos 2000. Logo após seu papel como Anna, ela emplacou “<em>A Mexicana</em>” (2001), “<em>O Sorriso de Mona Lisa</em>” (2002) e “<em>Closer – Perto Demais</em>” (2004), mas esteve também no chato “<em>Duplicidade</em>” (2009) e no indeciso “<em>Amor, Felicidade ou Casamento</em>” (2010). Na cerimônia do Oscar deste ano, ela concorreu ao prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante por seu papel impressionante em “<em>Álbum de Família</em>”, mostrando que voltou aos tempos áureos com toda força.</p>
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