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	<title>Arquivos Richard Madden - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Richard Madden - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Eternos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Nov 2021 23:07:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Estreia nesta quinta-feira, 4 de novembro, o super aguardado longa Eternos, que marca a nova fase da Marvel. Introduzindo novos super-heróis, este filme acontece após os eventos de Vingadores: Ultimato, quando o estalo de Thanos foi revertido. Com direção da queridinha do momento Chloé Zhao (Nomadland), este primeiro episódio de uma nova trajetória corresponde a boa parte das expectativas do público. Os Eternos fazem parte de uma raça de super-humanos criados pelos seres Celestiais e que possuem diversos poderes. Eles [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estreia nesta quinta-feira, 4 de novembro, o super aguardado longa <em><strong>Eternos</strong></em>, que marca a nova fase da Marvel. Introduzindo novos super-heróis, este filme acontece após os eventos de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato</em></a>, quando o estalo de Thanos foi revertido. Com direção da queridinha do momento Chloé Zhao (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nomadland/"><em>Nomadland</em></a>), este primeiro episódio de uma nova trajetória corresponde a boa parte das expectativas do público.</p>
<p>Os Eternos fazem parte de uma raça de super-humanos criados pelos seres Celestiais e que possuem diversos poderes. Eles habitam a Terra há milhares de anos e estão aqui para nos defender dos Deviantes, inimigos mortais dos Eternos e que colocam a nossa espécie em risco.</p>
<p>Anos após controlarem a situação, os Eternos – grupo principal composto por 10 heróis – vivem em meio à sociedade comum, sempre atentos à possibilidade de precisarem se reunir novamente para enfrentar os deviantes. Isso acontece justamente em Londres, quando um deles surge próximo à Sersi (Gemma Chan, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-capita-marvel/"><em>Capitã Marvel</em></a>). Ela então o enfrenta e vai em busca dos seus parceiros de outrora, a fim de tentar resolver o problema antes que ele fique ainda pior.</p>
<p>A introdução de um novo universo de super-heróis exige que o primeiro filme seja mais voltado a apresentar os personagens, mesmo que o arco narrativo traga problemas a serem resolvidos. Chloé consegue fazer isso de maneira muito equilibrada, permitindo que o espectador crie empatia com a relação dos heróis, ao mesmo tempo em que uma motivação é dada para que eles entrem em confronto.</p>
<p>O estilo um pouco menos explosivo da diretora é bem-vindo, especialmente por se tratar de uma nova fase da Marvel. Ela consegue inserir humor, drama e ação em doses pontuadas, sem deixar de lado a energia de super-herói que paira constantemente em todas as cenas. É claro que isso pode conferir um ritmo mais lento, especialmente no começo, quando a problemática ainda está sendo criada.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14710" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/post_8232.png" alt="Eternos" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/post_8232.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/post_8232-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/post_8232-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/post_8232-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda que Zhao tenha o cuidado de apresentar todos os personagens, falha ao não aprofundar suas personalidades e motivações. Senti falta de mais tempo com Makkari (Lauren Ridloff, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/video-critica-o-som-do-silencio-2020/"><em>O Som do Silêncio</em></a>), por exemplo, que é muito interessante e pouco explorada. Isso soa um pouco contraditório para um filme de 2h40 de duração, mas é que o roteiro opta por focar na linha do tempo dos acontecimentos, num vai e vem constante e um tanto cansativo.</p>
<p>Em termos de proximidade com o universo anterior da Marvel e seus Vingadores, <em><strong>Eternos </strong></em>faz uma boa conexão mas consegue caminhar sozinho, o que é muito importante. Os eventos são pontuados, mas não são utilizados como âncora para as tramas que são criadas aqui. Desta forma, o espectador cria vínculos mais fortes com estes novos personagens, numa empatia que nos faz torcer rapidamente por eles.</p>
<p>Personagens estes que são sabiamente interpretados por um elenco de peso e cuidadosamente escolhido. Além da qualidade técnica, temos o cuidado da representatividade em colocar latinos, negros, asiáticos, surdos, em papéis de relevância. Só lamentamos não ter tanto tempo de tela com eles, já que são muitos personagens introduzidos de vez.</p>
<p><em><strong>Eternos </strong></em>foge do padrão Marvel de criação de filmes, trazendo um roteiro mais complexo, intenso e diferenciado. Talvez por isso as opiniões estejam tão divididas entre críticos e fãs. O filme é muito visual e apresenta uma fotografia impressionante, marca de Zhao e que acrescenta muito à trama. Por outro lado, aquela fórmula que estamos acostumados é deixada de lado e isso certamente vai causar estranheza.</p>
<p>Qualquer que seja a opinião final do espectador, é inegável que <em><strong>Eternos </strong></em>é um longa épico e artístico que dá margem para muitas promessas e coisas bacanas que virão à seguir. Um ótimo resultado para uma expectativa tão grande.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Chloé Zhao</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Gemma Chan, Richard Madden, Salma Hayek, Angelina Jolie, Barry Keoghan, Kumail Nanjiani, Brian Tyree Henry, Dong-seok Ma, Lauren Ridloff, Harry Stiles, Kit Harington, Lia McHugh</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/lRrSFvZUgGw" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: 1917</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jan 2020 17:50:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Entra ano, sai ano e o Oscar indica filmes de guerra para concorrer nas principais categorias. Nos últimos anos, tivemos Dunkirk e Até o Último Homem, por exemplo, que concorreram em oito e seis categorias, respectivamente. E sempre que surge um novo longa, nos questionamos qual o diferencial desse em relação aos demais, que faz o público querer acompanhar a história. 1917 entra justamente neste âmbito, com uma produção diferente do que estamos acostumados. A história simples e objetiva de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Entra ano, sai ano e o Oscar indica filmes de guerra para concorrer nas principais categorias. Nos últimos anos, tivemos <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-dunkirk/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Dunkirk</em></a> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ate-o-ultimo-homem/"><em>Até o Último Homem</em></a>, por exemplo, que concorreram em oito e seis categorias, respectivamente. E sempre que surge um novo longa, nos questionamos qual o diferencial desse em relação aos demais, que faz o público querer acompanhar a história. <strong><em>1917</em> </strong>entra justamente neste âmbito, com uma produção diferente do que estamos acostumados.</p>
<p>A história simples e objetiva de dois soldados da 1ª Guerra Mundial que são designados a levar uma mensagem para outra tropa e evitar um ataque que será catastrófico, podendo matar mais de 1.600 militares. Esse é o enredo que desperta a trajetória de Schofield (George MacKay, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-capitao-fantastico/"><em>Capitão Fantástico</em></a>) e Blake (Dean-Charles Chapman, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-rei/"><em>O Rei</em></a>), parceiros que se apoiam nesta caminhada que parece simples, mas é extremamente perigosa.</p>
<p>É difícil falar desse filme sem querer enaltecer o trabalho do diretor Sam Mendes (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-007-contra-spectre/"><em>007 Contra Spectre</em></a>) o tempo inteiro. E isso se deve ao fato que o longa é o mais puro resultado de uma excelente direção. Desde o início, a decisão de utilizar a câmera em movimento acompanhando os protagonistas já nos proporciona uma experiência de imersão na guerra. Imersão esta que vai ficando cada vez mais real a medida que elementos em cena vão surgindo, nos permitindo a sensação de quase sentir os odores, temperaturas e etc.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12247" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/0813151.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="1917" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/0813151.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/0813151.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/0813151.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Mendes consegue fazer tudo isso sem parecer descuidado nos <em>takes</em>. Acompanhamos a dupla sem descanso, já que é como se fosse uma cena sem cortes, gravada de uma única vez. Existe apenas um ou dois momentos em <strong><em>1917</em> </strong>que são de interferências no tempo. Fora isso, o espectador respira e caminha junto com Scho e Blake, na tentativa de chegar no local onde está a outra tropa.</p>
<p>As mazelas da guerra são jogadas na nossa cara o tempo todo, dando a real sensação de que não há vitoriosos. É como se tudo aquilo acontecesse por um motivo que não vai beneficiar alguém. O espectador tem poucos momentos de alívio, já que até mesmo quando as coisas parecem estar calmas, as cores são desbotadas e sem vida. Como se nada fizesse sentido, mesmo na calmaria.</p>
<p>Tudo isso infringe uma tensão constante, que também faz parte da experiência de imersão pensada por Mendes. Mas ele faz isso com objetivo claro, sem cansar o espectador. O que justifica a excelente escolha de tempo do filme, que tem pouco menos de 2h. Filmes de guerra costumam ter perto de 3h ou às vezes mais. <strong><em>1917</em> </strong>é na medida certa para mostrar esta história tensa e angustiante, sem se perder no meio do caminho.</p>
<p>Utilizo esses argumentos para justificar o porquê eu realmente acredito que Sam Mendes é um dos nomes mais fortes para levar o Oscar de Melhor Direção deste ano. O filme é um trabalho puramente de direção e isso se mostra em absolutamente todas as cenas. O elenco é excelente, sim, mas não é o foco. Não é à toa que das 9 indicações ao prêmio, nenhuma é para as categorias de atuação.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12246" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/0746070.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="1917" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/0746070.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/0746070.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/0746070.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Tocando neste assunto, é preciso pontuar que temos ótimas atuações em cena. George MacKay, que já nos apresentou um ótimo trabalho em <em>Capitão Fantástico</em>, guia as cenas com toda a tensão e naturalidade que o personagem exige. O mesmo vale para seu parceiro, Dean-Charles Chapman. Como um filme de poucos personagens, ao longo do extenso caminho dos protagonistas, somos surpreendidos por grandes atores, como Mark Strong, Colin Firth, Benedict Cumberbatch, Andrew Scott e Richard Madden.</p>
<p>Outro ponto alto de <strong><em>1917</em> </strong>é a fotografia impecável, que funciona como mais um personagem na trama. A profundidade, quando é necessária, ou o <em>close</em> quando precisamos sentir ainda mais a emoção dos protagonistas. Além disso, o jogo de cores que mostram o quanto aquele momento é privado de emoções positivas e como a guerra pode sugar a vitalidade de qualquer pessoa.</p>
<p><strong><em>1917</em> </strong>é um longa que vai muito além de ser apenas um filme de guerra. Ele é um material primoroso de trabalho de direção intenso e dedicado, um roteiro sem excessos e um elenco que funciona como aporte necessário para execução do projeto. É realmente um grande concorrente do Oscar, que contará com meu apoio na torcida.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Sam Mendes<br />
<strong>Elenco:</strong> George MacKay, Dean-Charles Chapman, Mark Strong, Andrew Scott, Richard Madden, Colin Firth, Benedict Cumberbatch</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/vck9nCM71J0" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Rocketman</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 May 2019 19:56:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quando um filme como Rocketman é lançado logo após e muito próximo de outro semelhante, a comparação é inevitável. Seja na criação de expectativas ou até mesmo no resultado do produto. Então é natural que a pessoa vá ao cinema esperando ou temendo algo como Bohemian Rhapsody. Felizmente, o resultado é muito diferente e de uma maneira positiva. Elton John é um ícone da música e tem uma história cheia de percalços que valem a pena serem contados. Sendo assim, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando um filme como <strong>Rocketman</strong> é lançado logo após e muito próximo de outro semelhante, a comparação é inevitável. Seja na criação de expectativas ou até mesmo no resultado do produto. Então é natural que a pessoa vá ao cinema esperando ou temendo algo como <em>Bohemian Rhapsody</em>. Felizmente, o resultado é muito diferente e de uma maneira positiva.</p>
<p>Elton John é um ícone da música e tem uma história cheia de percalços que valem a pena serem contados. Sendo assim, o filme se propõe a explanar de maneira sincera a trajetória do músico, desde sua infância até o auge de sua carreira e momentâneo declínio. Tudo isso sob uma ótica psicológica.</p>
<p>Já ouvimos falar de um roteiro semelhante, não é? Então, <em>Bohemian Rhapsody</em> é justamente a mesma coisa, só que contando a história da banda Queen, com foco em seu vocalista Freddie Mercury.E entendam: eu não odeio <em>Bohemian</em>. Mas os problemas de mudança de diretores ficaram claros no ritmo do longa e na atuação afetada de Rami Malek.</p>
<p>Diferente disso, temos <em><strong>Rocketman</strong></em>, que é um longa musical. Sim, um musical. Ele não conta a história de composição das músicas, e sim as utiliza como pano de fundo para a narrativa do protagonista, que vai contando a sua própria história. E o viés da psicologia é que torna tudo mais palatável para o espectador</p>
<p>Taron Egerton (<em>Kingsman</em>) surge como uma grata surpresa na pele de Elton, assumindo todo o seu estilo e trejeitos, mas respeitando o espaço que o personagem pede. Ele foi orientado pelo próprio cantor, o que faz uma imensa diferença. Aliás, o fato do Elton John da vida real assumir a produção executiva é decisivo para o bom resultado do longa. Ele traz a realidade de maneira crua e, embora não vá tão afundo em questões como a dependência química, não se esquiva de mostrar todos os seus traumas em cena.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10618" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/mw-1240-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/mw-1240.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/mw-1240-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/mw-1240-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Curiosamente, o diretor Dexter Fletcher (<em>Voando Alto</em>) participou da produção executiva de <em>Bohemian</em>, o que nos leva a crer que ele pode observar os erros do primeiro e não aplicar no segundo. A direção é segura e crescente, dando espaço para os personagens, sem perder o foco no protagonista, que é um espetáculo à parte. Ele não deixa de falar de tema importantes como o vício em álcool e drogas, e a homossexualidade do cantor.</p>
<p>Além disso, outro fator importante e decisivo para o resultado do longa é o fato de que acompanhamos a história através do próprio protagonista, contando tudo em uma clínica de reabilitação. Sendo assim, temos dois fatores: primeiro, que entendemos que tudo aquilo é uma visão dele dos fatos; segundo, que a evolução dele na trama é amparada pelo cuidado psicológico, que justifica sua mudança de comportamento.</p>
<p>Ao final de <strong><em>Rocketman</em></strong>, temos uma das cenas mais bonitas de todo o filme e recheada de significados, que é quando Elton adulto abraça o Elton criança e entende todos os traumas emocionais que ele tem, mas decide seguir no seu &#8220;eu adulto&#8221;. É lindo e comovente, além de extremamente coerente.</p>
<p>Percebemos com esse longa que por trás do astro, existe um ser humano comum e com traumas. Com um passado emocional difícil e que ser irreverente do jeito que é foi a forma que ele encontrou para pertencer ao mundo. O filme rompe um pouco a narrativa nos momentos de música, que ficam mais no âmbito da fantasia, mas mantendo o enredo e a construção do personagem.</p>
<p>Mesmo quem não é um grande fã de Elton John e apenas conhece as suas principais músicas, vai gostar de conhecer e acompanhar a trajetória do astro, criando empatia pela figura dele. <em><strong>Rocketman</strong></em> é um musical redondo, de qualidade e que merece ser apreciado.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Dexter Fletcher<br />
<strong>Elenco:</strong> Taron Egerton, Jamie Bell, Richard Madden, Bryce Dallas Howard, Gemma Jones, Stephen Graham, Tom Bennett</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/z7jSOLxCjhc" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Cinderela</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-cinderela/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2015 13:23:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Cinderela é o tipo de filme que já chega encantando muito antes de sua estreia. A expectativa era enorme, principalmente do fiasco que foi Malévola no ano passado, que frustrou muitos fãs com uma história completamente distorcida daquela conhecida da Disney. Muito diferente disso, Cinderela seguiu à risca o conto de fadas e trouxe todo o deslumbramento que lhe é característico. A história é uma velha conhecida e fala sobre uma jovem que perde a mãe e seu pai decide [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/Disne-Cinderella-Lily-James-2015.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2765 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/Disne-Cinderella-Lily-James-2015.jpg" alt="Disne-Cinderella-Lily-James-2015" width="610" height="348" /></a></p>
<p><em>Cinderela</em> é o tipo de filme que já chega encantando muito antes de sua estreia. A expectativa era enorme, principalmente do fiasco que foi <em>Malévola</em> no ano passado, que frustrou muitos fãs com uma história completamente distorcida daquela conhecida da Disney. Muito diferente disso, Cinderela seguiu à risca o conto de fadas e trouxe todo o deslumbramento que lhe é característico.</p>
<p>A história é uma velha conhecida e fala sobre uma jovem que perde a mãe e seu pai decide se casar com outra mulher, que tem duas filhas. Eles têm uma relação superficial desde o começo, mas com o falecimento do pai, a situação se agrava e Cinderela passa a viver como criada da madrasta e das duas irmãs postiças. Ela trabalha duro na mansão, limpando, cozinhando e servindo as três, mas sempre com o sonho e a doçura de qualquer jovem comum. Ela acaba conhecendo acidentalmente o príncipe na floresta, sem saber de quem ele se trata. Quando surge o baile real, ela vê como uma oportunidade para conhecer o castelo e vivenciar uma noite de sonhos.</p>
<p>O diretor Kenneth Branagh surpreendeu com o filme, uma vez que não tinha experiência anterior com contos de fadas. A história consegue seguir no gênero infantil e encantar os adultos, ao mesmo tempo. É encantadora e emocionante. Ele fez questão de destacar os aspectos de cada personagem e trabalho as possibilidades muito bem. Associado à direção de arte, que também fez um excelente trabalho e compôs cores incríveis e contrastes visuais que deixam um filme muito variado.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/cinderella_glamour_19nov15_pr_b_810x540.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2766 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/cinderella_glamour_19nov15_pr_b_810x540.jpg" alt="cinderella_glamour_19nov15_pr_b_810x540" width="610" height="348" /></a></p>
<p>Devemos destacar também que a edição de som também teve um trabalho destacável, que já começou desde o trailer que fazia qualquer pessoa mais sensível se arrepiar com a intensidade da música. Essa aposta foi repetida no filme e casou perfeitamente com todo o deslumbramento causado pelas vestimentas. Aliás, capricharam no figurino. O vestido da Cinderela para o baile é de chamar a atenção, destacando em cada passada que ela dar. Parece que foram usados 200 metros de pano para fazer todas as camadas. Incrível!</p>
<p>No quesito atores, não poderia haver escolha melhor. Lily James traz toda a inocência e gentileza que a personagem sugere, além de ser linda e delicada. O príncipe é representado por Richard Madden, que os fãs da série<em> Game of Thrones</em> podem se lembrar como Robb Stark, e também assume muito bem o papel, com toda a virilidade e olhar apaixonado. Mas ninguém melhor que a Madrasta, vivida por ninguém menos Cate Blanchett, que rouba todas as cenas que parece e finaliza com um solo incrível. É inebriante como ela consegue ser má e perfeitamente linda, ao mesmo tempo. Tem também Helena Bohan Carter como a Fada Madrinha. Como sempre, simplesmente perfeita.</p>
<p>Vale lembrar que, embora a história seja uma cópia bastante fiel daquela contada pela Disney, dá umas justificativas melhor explicadas, como a relação de Cinderela com o pai, que é bem explorada no começo. Além disso, mostra o motivo pelo qual a Madrasta odeia e inveja tanto a menina, trazendo seu passado como explanação. Isso dá ainda mais sentido na história.</p>
<p><em>Cinderela</em> é um filme encantador, leve e apaixonante, que faz com que o espectador sai da sala de cinema sonhando e sorrindo para as possibilidades de contos de fadas que a vida traz. A filmagem em live-action do clássico foi muito acertada e tem agradado a gregos e troianos, recebendo críticas positivas ao redor do mundo. Não deixe de conferir!</p>
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