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	<title>Arquivos Paul Dano - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Paul Dano - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Os Fabelmans</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jan 2023 12:53:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Steven Spielberg (The Post: A Guerra Secreta, de 2017, e Jogador Nº 1, de 2018) é um dos principais diretores atuantes no mercado cinematográfico hollywoodiano da atualidade. A carreira do diretor, produtor e roteirista estadunidense tem uma longa lista de sucessos de crítica e bilheteria que marcaram a história da sétima arte. No quesito indústria, as produções de Spielberg inovaram a forma de se fazer cinema. De Tubarão (1975) até West Side Story (2021), a carreira do diretor acompanhou diferentes [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Steven Spielberg (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-the-post-a-guerra-secreta/"><i>The Post: A Guerra Secreta</i></a>, de 2017, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jogador-no-1/"><i>Jogador Nº 1</i></a>, de 2018) é um dos principais diretores atuantes no mercado cinematográfico hollywoodiano da atualidade. A carreira do diretor, produtor e roteirista estadunidense tem uma longa lista de sucessos de crítica e bilheteria que marcaram a história da sétima arte. No quesito indústria, as produções de Spielberg inovaram a forma de se fazer cinema.</p>
<p>De <em>Tubarão</em> (1975) até <em>West Side Story</em> (2021), a carreira do diretor acompanhou diferentes gerações com obras fascinantes. Em 2022, no auge dos seus 76 anos, Spielberg entregou ao público um retrato sensível sobre a sua arte e a trajetória de vida que o levou até o lugar onde ele está.</p>
<p>O mais novo longa do diretor chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (12) como um dos favoritos para ser o principal vencedor da temporada de premiações de 2023. Na última terça (10), Steven Spielberg ganhou o Globo de Ouro de &#8220;Melhor Direção&#8221; e <strong><em>Os Fabelmans</em></strong> ainda levou para casa o prêmio de &#8220;Melhor Filme de Drama&#8221;.</p>
<p>Ainda sem os anúncios do BAFTA e Oscar, a produção já acumula 112 indicações e 17 vitórias. Além das cinco indicações no Globo de Ouro, <b><i>Os Fabelmans</i></b> conseguiu duas nomeações no <em>SAG Awards</em> e foi o segundo mais indicado no <em>Critics Choice Awards</em>, concorrendo em 11 categorias.</p>
<p><strong><em>Os Fabelmans </em></strong>traz aos fãs do diretor um cinema que há muito não se via. O fundador e sócio da produtora <em>Amblin Entertainment</em> retorna às suas origens (literal e figurativamente) para dividir com o mundo uma narrativa inspirada em sua vida. O longa-metragem descreve a jornada de um garoto que sempre sonhou em fazer parte da magia do cinema.</p>
<figure id="attachment_16325" aria-describedby="caption-attachment-16325" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-16325" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-750x500.jpg" alt="Os Fabelmans (2022)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-2048x1366.jpg 2048w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-1400x934.jpg 1400w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16325" class="wp-caption-text">Paul Dano, Mateo Zoryan Francis-DeFord e Michelle Williams em cena de Os Fabelmans (2022)</figcaption></figure>
<p>Como a vida e arte se entrelaçam, o desejo de fazer filmes se confunde aos dilemas infantis, juvenis e adultos do personagem que representa o diretor em <b><i>Os Fabelmans</i></b>. É fascinante como o roteiro de Spielberg, em parceria com Tony Kushner (<em>Munique</em>, de 2005, e <em>Lincoln</em>, de 2012), consegue conduzir o público por uma história tão cheia de sensibilidade e simplicidade.</p>
<p>A parceria de longa data entre Steven e Kushner entrega um trabalho primoroso sobre o desejo de fazer cinema. A força motriz representada na narrativa pode ser sentida pelo público durante a sessão. Apesar da duração ser extensa, os 151 minutos passam sem que sejam sentidos. O espectador é tão bem conduzido pelo sonho do jovem diretor que as únicas reações possíveis durante a sessão são gargalhadas e lágrimas. A nostalgia, o cuidado e a sensibilidade do que estava sendo composto em cena são os maiores méritos de <strong><em>Os Fabelmans</em></strong>.</p>
<p>O resultado emocionante e poderoso de <b><i>Os Fabelmans</i></b> deve-se, também, ao elenco. Encabeçada por Michelle Williams (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-depois-do-casamento/"><em>Depois do Casamento</em></a>, de 2019, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-venom-tempo-de-carnificina/"><em>Venom: Tempo de Carnificina</em></a>, de 2021) e Paul Dano (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-okja/"><em>Okja</em></a>, de 2017, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-batman/"><em>Batman</em></a>, de 2021), a família Fabelman encanta o público num piscar de olhos. Além das poderosas cenas do casal &#8211; dando um destaque ainda maior para as nuances maravilhosamente desenvolvidas por Michelle -, o jovem ator que faz a versão mais velha do personagem principal também precisa ser parabenizado.</p>
<p>Gabriel LaBelle (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-predador/"><em>O Predador</em></a>, de 2018) foi a escolha perfeita para representar Spielberg em <strong><em>Os Fabelmans</em></strong>. O ator é o responsável não apenas por encarnar um dos maiores diretores das últimas décadas, mas por equilibrar as tensões vividas por seu personagem. O equilíbrio que Gabriel traz para o caos da família através de sua arte sensível é poderoso e emocionante.</p>
<p>Como pode-se ver pelo elenco, Spielberg costuma reunir os maiores nomes da indústria e a parte técnica não poderia ser diferente. A fotografia de <strong><em>Os Fabelmans</em></strong> é algo que vale a pena destacar e apreciar. O trabalho do colaborador de longa data de Steven, Janusz Kamiński (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ponte-de-espioes/"><em>Ponte dos Espiões</em></a>, de 2015, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-bom-gigante-amigo/"><em>O Bom Gigante Amigo</em></a>, de 2016), torna a história ainda mais potente e tocante.</p>
<figure id="attachment_16327" aria-describedby="caption-attachment-16327" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-16327" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Os-Fabelmans-1.jpg" alt="Os Fabelmans (2022)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Os-Fabelmans-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Os-Fabelmans-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Os-Fabelmans-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Os-Fabelmans-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16327" class="wp-caption-text">Mateo Zoryan Francis-DeFord em Os Fabelmans (2022)</figcaption></figure>
<p>A brincadeira feita em <b><i>Os Fabelmans</i></b> de falar da criação de imagens a partir do que seriam imagens amadoras é genial. O diretor de fotografia constrói belas cenas e não poderia ter sido uma escolha melhor para potencializar a produção &#8211; principalmente ao considerar que Kamiński e Spielberg trabalham juntos desde 1993.</p>
<p>Outro antigo colaborador do diretor que está em <strong><em>Os Fabelmans</em></strong> é o editor Michael Kahn. Desde o início da parceria entre Kahn e Steven, que começou em 1977, o editor não trabalhou com o diretor em apenas um de seus projetos: <em>E.T. O Extra Terrestre</em> (1982). Em meio a tantas colaborações, Kahn ganhou três Oscar trabalhando com Spielberg: <i>Indiana Jones: Os Caçadores da Arca Perdida</i> (1981), <i>A Lista de Schindler (</i>1993) e <i>O Resgate do Soldado Ryan</i> (1995).</p>
<p><strong><em>Os Fabelmans</em></strong> é o melhor trabalho de Steven Spielberg dos últimos 10 anos. É claro que fazer um filme sobre a sétima arte tem um apelo para a indústria, crítica e cinéfilos, mas o diretor não estava tentando agradar esse pessoal. Fica evidente durante a sessão que Spielberg fez esse filme para ele mesmo. Para que ele pudesse ser o contador de sua história &#8211; história essa que, em muitos momentos, se confunde com a do cinema hollywoodiano.</p>
<p>Essa paixão é nítida no texto, na direção, no elenco e em cada departamento do projeto. Não há nada que fuja do equilíbrio dessa trajetória emotiva em busca da realização de um sonho. E é isso faz de <b><i>Os Fabelmans</i></b> uma produção capaz de encantar o espectador e tornar o assistir ainda mais especial.</p>
<p>E é a partir dessa lógica de desejos que o filme se encerra e faz o público querer mais. <strong><em>Os Fabelmans</em></strong> é um espetáculo de arte, emoção e sensibilidade. Não é à toa que a produção é uma das mais cotadas para ganhar o maior prêmio do cinema. Mesmo sem o anúncio oficial da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, é possível apostar que o longa (quase) autobiográfico de Spielberg deva concorrer em, ao menos, 7 categorias. Dentre elas, &#8220;Melhor Direção&#8221; e &#8220;Melhor Filme&#8221;, os quais têm fortes chances de levar o Oscar para casa. Assim, o artista estadunidense que tanto sonhou em fazer cinema mostra que sonhos não apenas podem virar realidade, como são transformadores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Steven Spielberg</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Gabriel LaBelle, Michelle Williams, Paul Dano, Seth Rogen e Judd Hirsch</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/J-mBTEQ-uJU?si=W9H2yIPJrsYcZ-nG" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Batman</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Mar 2022 03:05:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Enfim chegamos ao lançamento do aguardado Batman, produção que já surgiu com a polêmica da presença do ator Robert Pattinson (Tenet), cuja escolha foi bem criticada pelos fãs mais fervorosos do herói. Mas como todo hater gratuito, esse se mostrou mais uma vez infundado. O britânico não apenas entregou muito bem no papel, como mostrou que é apto para qualquer personagem que lhe é proposto. Neste longa, Bruce Wayne tem o perfil mais obscuro e retraído. Ele não gosta muito dos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Enfim chegamos ao lançamento do aguardado <em><strong>Batman</strong></em>, produção que já surgiu com a polêmica da presença do ator Robert Pattinson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tenet/"><em>Tenet</em></a>), cuja escolha foi bem criticada pelos fãs mais fervorosos do herói. Mas como todo <em>hater</em> gratuito, esse se mostrou mais uma vez infundado. O britânico não apenas entregou muito bem no papel, como mostrou que é apto para qualquer personagem que lhe é proposto.</p>
<p>Neste longa, Bruce Wayne tem o perfil mais obscuro e retraído. Ele não gosta muito dos holofotes, amargura os acontecimentos do passado e se dedica ao objetivo de tentar aliviar os horrores que sua cidade passa. Ele é um justiceiro nato que trabalha junto com as forças policiais almejando dar um pouco de tranquilidade às ruas violentas de Gothan.</p>
<p>Sombrio e apático, a atenção do Batman é chamada pelo novo vilão, o Charada (Paul Dano, <em>Os Suspeitos</em>), que mata políticos importantes e faz questão de deixar sua marca registrada em todos os crimes. Ele é misterioso e, ao mesmo tempo, extravagante, deixando a cidade em polvorosa com a situação. Wayne rapidamente decide investigar as suas motivações e qual seria a sua identidade verdadeira.</p>
<p>Com um cenário obscuro do submundo do crime, o filme tem uma paleta de poucas cores, contrastada apenas pela existência de belíssimas fotografias de pôr-do-sol, em momentos chaves que conversam diretamente com mudanças de trajetórias do protagonista. É quase que uma vibe emo bem divertida de acompanhar. Mas não espere que o filme seja engraçadinho. Embora ele tenha seus momentos de alívio, normalmente traçados pelo sarcasmo, quase não vemos sorrisos ao longo da trama.</p>
<p>Assombrado pelo seu passado, Bruce mostra que tem pouquíssima paciência para lidar com a sociedade. Ele tem consciência da sua presença e não se furta de chegar nos lugares como se fosse dono deles. Nada se torna um empecilho para que ele investigue aqueles crimes e descubra quem é o charada. É como se sua dor fosse completamente convertida em proatividade na hora de tomar decisões e agir. Ainda assim, o diretor Matt Reeves (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-planeta-dos-macacos-a-guerra/"><em>Planeta dos Macacos: A Guerra</em></a>) faz questão de deixar claro que aquela é uma versão juvenil do personagem. Portanto, ele toma decisões erradas e foge de lidar com as burocracias do dia a dia.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15294" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/THE-BATMAN-2.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/THE-BATMAN-2.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/THE-BATMAN-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/THE-BATMAN-2-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/THE-BATMAN-2-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O surgimento da Mulher-Gato é um bom ápice da trama, que passeia com muita naturalidade em todas as introduções de personagens. Zoë Kravitz (<em>Big Little Lies</em>) veste perfeitamente o papel, se dedicando à intensidade das emoções e confusões da personagem. Ela e Pattinson têm uma excelente química de cena, tornando todos os momentos juntos como um grande alívio ao espectador. A projeção do romance entre eles é igualmente gostosa de acompanhar.</p>
<p>Ao longo de quase 3h de duração, <strong><em>Batman</em> </strong>consegue manter o espectador atento o tempo inteiro, sem perder ritmo ou cansar. É um tempo justificado pela profundidade da história e como o surgimento do personagem em si foi configurado. É o tipo do filme que nem lembramos de olhar no relógio.</p>
<p>A junção de fotografia com trilha sonora impecável conferem uma tensão constante no espectador, que está sempre querendo antecipar qualquer ação. Até mesmo no começo do filme, antes do próprio Batman aparecer, já estamos na ansiedade de entender qual dinâmica ele será inserido.</p>
<p>Mas finalmente, Pattinson cumpriu o papel? Brilhantemente. Ele deixa de lado todo o estigma que ainda poderia restar e adentra numa nova era comercial. Isso porque ele já vem mostrando uma excelente qualidade de cena há algum tempo, mas escolhendo sabiamente produções mais independentes. Agora ele retorna ao circuito mais vendável com um apelo muito bom em relação ao preconceito que algumas pessoas ainda tinham por conta de sua participação em <em>Crepúsculo</em>. Como ele mesmo disse em entrevista recente, &#8220;odiar Crepúsculo é tão anos 2010&#8221;.</p>
<p><em><strong>Batman</strong> </em>é um filme sobre o início do trabalho do herói. Ele começou a atuar assim recentemente e ainda está entendendo seu objetivo naquilo tudo. Ao final, vemos ele descobrir que a vingança crua não vai te trazer o conforto que espera e somente dando esperanças às pessoas é que ele terá esse sentimento genuíno. Foi um filme que valeu a espera, em todos os sentidos!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Matt Reeves</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Robert Pattinson, Zoë Kravitz, Paul Dano, Jeffrey Wright, John Turturro, Colin Farrell, Jayme Lawson, Andy Serkis, Peter Sarsgaard</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/rsQEor4y2hg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Okja</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jun 2017 00:12:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Jake Gyllenhaal]]></category>
		<category><![CDATA[Lilly Collins]]></category>
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		<category><![CDATA[Paul Dano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vamos ser sinceros? A Netflix de fato promoveu uma revolução na produção de conteúdos seriados, tanto do ponto de vista do tipo de experiência espectatorial que propõe quanto artística e tecnicamente, mas no que diz respeito à produção original de filmes, as iniciativas foram constrangedoras. Fora Beasts of no Nation, nenhum dos longas encabeçados pela gigante dos streamings tiveram 1/10 do impacto cultural de algumas das suas séries mais famosas como House of Cards, Orange is the New Black, a &#8220;falecida&#8221; Sense 8, a franquia Defensores da Marvel ou Stranger [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Vamos ser sinceros? A Netflix de fato promoveu uma revolução na produção de conteúdos seriados, tanto do ponto de vista do tipo de experiência espectatorial que propõe quanto artística e tecnicamente, mas no que diz respeito à produção original de filmes, as iniciativas foram constrangedoras. Fora <i>Beasts of no Nation</i>, nenhum dos longas encabeçados pela gigante dos <i>streamings </i>tiveram 1/10 do impacto cultural de algumas das suas séries mais famosas como <i>House of Cards</i>, <i>Orange is the New Black</i>, a &#8220;falecida&#8221; <i>Sense 8</i>, a franquia <i>Defensores </i>da Marvel ou <i>Stranger Things</i>. Das comédias apelativas de Adam Sandler, passando por projetos insossos como <i>Special Correspondents</i> e <i>War Machine</i>, esse departamento da empresa tem rendido produtos desanimadores a seus assinantes. Eis que a Netflix empreende esforços para produzir <i>Okja</i> do sul-coreano Joon-Ho Bong (responsável pelos elogiados <i>Expresso do Amanhã</i>, <i>Mother </i>e <i>O Hospedeiro</i>), o exibe em Cannes em meio a toda reticência do presidente do juri Pedro Almodóvar com produções feitas diretamente para o <i>streaming</i> e o resultado é dos mais animadores.</p>
<p>No longa, Tilda Swinton vive Lucy Mirando, uma executiva empreendedora de um projeto que visa a produção em larga escala de alimentos derivados de um nova espécie de superleitão supostamente encontrado no Chile. Segundo Mirando, o animal se reproduz por vias naturais e 26 deles são doados a fazendeiros de todo o mundo para que 10 anos depois possam participar de uma competição que visa escolher o melhor superleitão de todos. Claro que a empreitada tem um objetivo mais ganancioso, mas acontece que ela acaba afetando a garota Mija, interpretada por Seo-Hyun Ahn, e a &#8220;leitoazinha&#8221; Okja, que cresce junto com a menina. As duas vivem junto com o avô de Mija no topo de uma montanha na mais perfeita tranquilidade e cercada do melhor ambiente possível para Okja. Quando a leitoa é cobiçada pela companhia de Mirando, Mija e Okja acabam envolvidas no fogo cruzado entre a empresa e ativistas pró-defesa dos animais.</p>
<p>Com <i>Okja</i>, Joon-ho Bong concebe, ao mesmo tempo, uma jornada com escopo épico do resgate de Okja pela garota Mija e uma história com evidente e palpável posicionamento político a respeito da exploração de animais pela indústria alimentícia &#8211; e quer modifique os seus hábitos alimentares ou não, é uma preocupação legítima e merece o mínimo de reflexão. Bong faz isso pela ficção,  reverberando, inclusive, na escolha do realizador por conceber um animal fictício, podendo ser substituído por qualquer outro do nosso mundo real. Nas duas frentes que o realizador abre, <i>Okja </i>é certeiro. Como aventura protagonizada por Mija e sua leitoa, <i>Okja </i>rende uma sessão agradável que administra bem todos os possíveis efeitos que sua trama causa no espectador, uma cartela composta do riso às lágrimas mais sinceras. Como &#8220;fala&#8221; engajada em sua causa, <i>Okja </i>atinge seus objetivos com precisão, sem didatismo ou panfletarismo.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7879" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/1495102755_okja.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Tecnicamente, o longa é bem feito, sobretudo quando nos deparamos com a criação da própria leitoa que dá nome ao filme, um personagem feito por computação gráfica expressivo e capaz de inspirar dinâmicas de relacionamento complexas com a garota Mija. Isso é perceptível quando, por exemplo, logo no primeiro ato do filme, num gesto de altruísmo e de genuíno amor pela garota, Okja se sacrifica pela vida da sua &#8220;dona&#8221;. Ao mesmo tempo, Bong conta com atores que concebem composições interessantes e que vão da própria heroína da história Seo-Hyun Ahn a estrelas de primeira grandeza como Tilda Swinton e Jake Gyllenhaal. Contudo, o filme seria pouca coisa sem o olhar de Bong para a história e as decisões mínimas que toma ao longo do caminho, como o agradável primeiro ato no qual praticamente só acompanhamos o cotidiano de Mija e Okja, algo que serve para fortalecer a relação do espectador com o elo entre as personagens, ou a maneira como consegue conferir gravidade ao resgate da leitoa no abatedouro sem exagerar no tom.</p>
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<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Sendo um dos principais acertos entre os filmes originais da Netflix &#8211; talvez o maior acerto -, <i>Okja </i>é uma história cheia de pontos altos que tem muito a dizer sobre as questões que levanta. É imprevisível o impacto e alcance que terá, mas é certo que seu realizador encontra na sua obra, como fez em outros títulos de sua filmografia, um jeito colocar sua voz em sua história através do entretenimento. O mais recente trabalho de Joon-Ho Bong encontra uma impecável combinação entre a ênfase do seu discurso social e sua trama emocionalmente engajada. Em nós, <i>Okja </i>só inspira o desejo de que a Netflix invista mais em projetos desse tipo do que na enésima ofensa à humanidade em forma de comédia produzida e estrelada por Adam Sandler. Que venham mais <i>Okja</i>s.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/GhyHd2gPLMU" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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<p>&nbsp;</p>
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		<title>Crítica: The Beach Boys &#8211; Uma História de Sucesso e Especialista em Crise</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jun 2016 12:11:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[DVD]]></category>
		<category><![CDATA[Elizabeth Banks]]></category>
		<category><![CDATA[Especialista em Crise]]></category>
		<category><![CDATA[John Cusack]]></category>
		<category><![CDATA[Paul Dano]]></category>
		<category><![CDATA[Sandra Bullock]]></category>
		<category><![CDATA[The Beach Boys - Uma História de Sucesso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>The Beach Boys &#8211; Uma História de Sucesso Por motivos comerciais, provavelmente, Love and Mercy, um dos longas norte-americanos do circuito indie mais comentados no ano passado, ganhou no Brasil o título de The Beach Boys &#8211; Uma História de Sucesso. Quem dá de cara pela primeira vez com o filme pode pensar que se trata de um longa sobre a trajetória de uma das bandas mais influentes da cultura estadunidense, os Beach Boys. Cabe sublinhar, todavia, que esse filme de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>The Beach Boys &#8211; Uma História de Sucesso</strong></p>
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<p>Por motivos comerciais, provavelmente, <i>Love and Mercy</i>, um dos longas norte-americanos do circuito <i>indie </i>mais comentados no ano passado, ganhou no Brasil o título de <i>The Beach Boys &#8211; Uma História de Sucesso</i>. Quem dá de cara pela primeira vez com o filme pode pensar que se trata de um longa sobre a trajetória de uma das bandas mais influentes da cultura estadunidense, os Beach Boys. Cabe sublinhar, todavia, que esse filme de Bill Pohland tem como principal interesse apenas um dos elementos do grupo, Brian Wilson. Alternando sua história entre o passado do músico, encarnado por um excelente Paul Dano, e uma fase mais madura, na qual ele ganha a interpretação de John Cusack (tão bom em cena quanto sua versão mais jovem), <i>The Beach Boys &#8211; Uma História de Sucesso </i>explora a personalidade do seu protagonista virando-a do avesso.</p>
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<p>Nas passagens do filme sobre o jovem Brian Wilson vemos o músico apresentar os sinais do que mais tarde viria a ser diagnosticado como um quadro peculiar de esquizofrenia durante a concepção de <i>Pet Sounds</i>, álbum que é considerado por muitos como a obra-prima dos Beach Boys. Nessa fase também percebemos o perfeccionismo de Wilson e como o mesmo guiou toda a concepção do disco, um marco responsável por oferecer novas perspectivas para a banda que ganhou popularidade com o <i>surf rock</i>. Quando acompanhamos a versão mais velha de Wilson, vemos o quadro clínico do músico se agravar, sobretudo em função das estranhas interferências do seu médico particular Dr. Eugene Landy, vivido aqui por Paul Giamatti. Wilson, então,  acaba encontrando refúgio em sua relação amorosa com uma simpática vendedora de carros chamada Melinda Ledbetter interpretada por Elizabeth Banks.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O mergulho que <i>The Beach Boys &#8211; Uma História de Sucesso </i>faz na vida do seu protagonista é eficiente por dispensar qualquer rede de segurança e também por conseguir ser terno com o seu biografado. Pohland consegue ser fiel, retratando Wilson de forma humana, sem deixar de expor sua admiração por aquela figura, algo que em momento algum é revertido em uma abordagem omissa ou covarde a respeito de tudo que acontecera na vida do integrante dos Beach Boys. Entre a fidelidade aos fatos e o afeto por seu protagonista, <i>The Beach Boys &#8211; Uma História de Sucesso </i>encontra um interessante equilíbrio sustentado sobretudo pelas performances do seu elenco exemplar. Pohland é certeiro desde a escolha dos atores que dão vida às duas versões de Wilson retratadas no filme, Paul Dano e John Cusack, até à presença solar de Elizabeth Banks, que mesmo dando vida a já clássica figura da esposa ou namorada dedicada do artista em completa instabilidade psicológica consegue oferecer elementos que enriquecem a sua personagem e aproximam o público do drama vivido pelo protagonista do filme. Do grupo, talvez, Paul Giamatti destoe um pouco ao transformar Eugene Landy em um vilão histriônico, mas nada que não possamos dar um desconto.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Dosando muito bem a maneira como se aproxima do processo criativo de <i>Pet Sounds</i> e do drama pessoal de Brian Wilson, <i>The Beach Boys &#8211; Uma História de Sucesso </i>é uma cinebiografia marcada pelo bom senso dos seus realizadores. É um filme que reverencia o seu protagonista e tem um genuíno afeto por ele, mas não adota uma postura subserviente na maneira como lida com esse sentimento, sabendo explorar os demônios pessoais do seu biografado e também cativar o público com a costura de relações, situações e personagens capazes de produzir identificação e empatia com o espectador. O longa não chega a promover grandes revoluções na proposta, mas possui propósitos muito sinceros e consegue executá-los em uma narrativa comedida e regular em suas duas horas de duração.</p>
<p><strong>Assista ao trailer aqui: </strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/wrBKiDMZN40" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><strong>Especialista em Crise</strong></p>
<p>Lançado em outubro de 2015 durante a temporada de prêmios norte-americana, <i>Especialista em Crise </i>foi um fiasco nas diversas frentes em que precisava obter êxito: não foi muito bem nas bilheterias (uma decepção que acumulou cerca US$ 7 milhões em sua carreira, algo preocupante se considerar que leva no seu cartaz o nome de Sandra Bullock, uma atrizes mais rentáveis do cinema atualmente), recebeu muitas críticas negativas e não ganhou indicação alguma a prêmios, nem mesmo ao Globo de Ouro que sempre costuma ser mais &#8220;generoso&#8221; nas suas categorias de atuação quando vê um longa estrelado por uma grande estrela (que, se indicada, trará mais audiência ao evento televisionado). Assim, é natural que <i>Especialista em Crise </i>chegue no Brasil e em outros países diretamente em DVD ou serviços de <i>streaming, </i>mas não apenas por isso. Este filme de David Gordon Green, de longas tão heterogêneos como <i>Segurando as Pontas</i>, <i>Sua Alteza? </i>e <i>Joe, </i>é um título que trata de temas tão específicos e de uma maneira tão estranha que é difícil vê-lo funcionar em todas as plateias. Como lançar um filme nas salas de cinema hoje em dia é uma tarefa que requer cálculo e preocupação redobrada com os riscos de prejuízo para as distribuidoras, o destino de <i>Especialista em Crise </i>em nosso país parece mais do que compreensível.</p>
<p>No filme, Sandra Bullock interpreta Jane &#8220;Calamidade&#8221;, uma competente consultora de imagem especializada em reverter quadros de baixa popularidade envolvendo políticos em processos eleitorais. Após um tempo afastada da profissão por motivos de saúde, Jane retorna ao jogo para ficar à frente da equipe de um candidato a presidência na Bolívia que precisa urgentemente de ajuda. O longa é baseado no documentário <i>Our Brand is Crisis </i>(mesmo título original deste filme), de 2005, dirigido por Rachel Boynton, que trata sobre estas manobras de construção (ou destruição) de imagens políticas em eleições na América do Sul. Em <i>Especialista em Crise</i> o resultado dessa adaptação é estranho, tendo em vista que, produzido pelo ator George Clooney, o filme acaba ganhando inafastáveis ares de discurso democrata. Acontece que nem a direção de David Gordon Green  nem o roteiro de Peter Straughan conseguem ser muito incisivos nas críticas que claramente pretendem traçar para todo o cenário político abordado no longa. Os comentários do diretor e do roteirista sobre as ações questionáveis desses estratagemas eleitoreiros são feitos na superfície e quando ganham o seu momento para se reverterem em discursos mais enérgicos diluem-se em um desfecho que não é dos mais satisfatórios. Além disso, todo <i>Especialista em Crise </i>é calcado na rivalidade entre as personagens da Sandra Bullock e do Billy Bob Thornton que jamais é trabalhada a contento pelo roteirista e por seu diretor, deixando o filme ainda mais frouxo em seus propósitos e na sua fluidez. No final, nem mesmo Sandra Bullock, que, por sinal, consegue um resultado muito interessante na construção da sua personagem através de recursos bastante sutis, já que o roteiro não é capaz de desenvolvê-la a contento, consegue manter o espectador instigado pelo discurso político burocrático e repetido de <i>Especialista em Crise</i>.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
</div>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/EoCXHnGXnzc" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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