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	<title>Arquivos Olhar de Cinema - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Olhar de Cinema - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>15ª edição do Festival Olhar de Cinema abre inscrições</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jan 2026 18:15:53 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[15º Olhar de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Antônio Gonçalves Jr]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Até o dia 26 de fevereiro, cineastas do mundo inteiro podem se inscrever em um dos festivais mais renomados do Brasil, o Olhar de Cinema. O evento, que ocorre na cidade de de Curitiba, faz a chamada para produções que desejam participar das mostras competitivas do Olhar, através do site: www.olhardecinema.com.br . Longas e curtas-metragens inéditos no países são bem-vindos e estão aptos a participar do intento, sem restrições contra gêneros ou tipologias cinematográficas. Além da categoria de competição, são [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Até o dia 26 de fevereiro, cineastas do mundo inteiro podem se inscrever em um dos festivais mais renomados do Brasil, o Olhar de Cinema. O evento, que ocorre na cidade de de Curitiba, faz a chamada para produções que desejam participar das mostras competitivas do Olhar, através do site:<a href="http://www.olhardecinema.com.br"> www.olhardecinema.com.br</a> . Longas e curtas-metragens inéditos no países são bem-vindos e estão aptos a participar do intento, sem restrições contra gêneros ou tipologias cinematográficas.</p>
<p>Além da categoria de competição, são escolhidas obras para integrarem as sessões de abertura e encerramento, além das mostras Exibições Especiais, que destaca o cinema mundial e também filmes brasileiros não inéditos; a Novos Olhares, dedicada a filmes com diferentes e inventivas propostas estéticas; a Mirada Paranaense, voltada a cineastas paranaenses e filmes feitos no Paraná; Olhar Retrospectivo, que destaca um grande nome do cinema mundial e algumas de suas produções; a Olhares Clássicos, com um panorama de obras que marcaram a história do cinema e a Mostra Pequenos Olhares, com filmes direcionados ao público infantil.</p>
<p>O festival acontece entre os dias 04 a 13 de junho, em diversas salas de projeção curitibanas, como as do Cine Passeio, do Cine Guarani, da Cinemateca de Curitiba, entre outras. De acordo com dados da produção do Olhar, em 2025, aconteceram 120 sessões, com um número superior a 32 mil pessoas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Serviço</strong>:</p>
<p>Inscrições 15º Olhar de Cinema &#8211; Festival Internacional de Curitiba</p>
<p><strong>Inscrições</strong>: até 26 de fevereiro</p>
<p>Onde: www.olhardecinema.com.br<br />
15º Olhar de Cinema &#8211; Festival Internacional de Curitiba<br />
<strong>Quando</strong>: 4 a 13 de junho</p>
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		<title>14º Olhar de Cinema: Verde Oliva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Jul 2025 12:05:22 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por onde começar a explicar a experiência que é a sessão de Verde Oliva, novo longa-metragem de Wellington Sari (Bia Mais um)?  Talvez, dizendo: mesmo que você seja o espectador mais generoso do mundo, vai ser difícil perdoar o Sari por fazer você gastar seu tempo de vida nessa produção. A direção soa amadora e não está à serviço da narrativa. Há uma procura em explorar na decupagem todos os ângulos e quadros possíveis, bem como efeitos de câmera. No [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por onde começar a explicar a experiência que é a sessão de Verde Oliva, novo longa-metragem de Wellington Sari (<em>Bia Mais um</em>)?  Talvez, dizendo: mesmo que você seja o espectador mais generoso do mundo, vai ser difícil perdoar o Sari por fazer você gastar seu tempo de vida nessa produção.</p>
<p>A direção soa amadora e não está à serviço da narrativa. Há uma procura em explorar na decupagem todos os ângulos e quadros possíveis, bem como efeitos de câmera. No entanto, a quantidade excessiva de planos e deslocamentos expressivos cansam o público.</p>
<p>Tudo isso porque as escolhas da direção não estão conectadas com as ações do roteiro. Faltam respiros, reflexões sobre a trama em formato de imagem. Mas, como dirigir com coesão e consciência quando o roteiro falha em ambientar a plateia e conduzi-la pela história?</p>
<p>O enredo é confuso e as ações dos antagonistas não são amarradas. Sari ainda é pretensioso e tenta criar mistério, com segredos, crimes de Estado e protestos políticos, porém, além da maioria de suas escolhas serem óbvias desde o início, a forma como as situações ocorrem são constrangedoras.</p>
<p>Um exemplo é a sequência da galeria, na qual o protagonista vai salvar a melhor amiga, Roberta (Nathalia Garcia). Um homem caminha em câmera lenta com a bandeira do Brasil. Golbery (Gilda Nomacce) segura Roberta para ela não fugir. E o principal fica paralisado. O slow motion dura por um tempo doloroso.</p>
<p>Não existe construção de tensão na cena. Não houve elaboração anterior de suspensão, que desse conta dessa grande passagem em câmera lenta. Somente a Nathalia (<em>Ferrugem</em>) e a Gilda (<em>Prédio Vazio</em>) se esforçam (e têm talento) para tentar tornar crível toda essa situação.</p>
<p>Na realidade, quem conhece o trabalho das atrizes pode passar a sessão inteira pensado “misericórdia, a pobi da Gilda e a pobi da Nathalia”. Porque há uma vontade enorme das duas em fazer bons trabalhos e em transformar em orgânico diálogos absurdos, mas uma impossibilidade de alcançar este intento, porque o roteiro não construiu personagens que façam sentido.</p>
<p>Sobretudo Gilda, que é um destaque do cinema nacional. Nomacce cria gestos e modulações vocais para que a sua Golbery saia da faixa de sanidade e isso ajuda a dissolver um pouco do tom histriônico que este papel poderia evocar. Ela segura a onda, mas não consegue salvar o filme, porque o problema da obra é profundo.</p>
<p>Por exemplo, há o fato de que o relacionamento de João (Jean Guilherme Filho) com a namorada é construído tão frouxo, que ninguém se importa se eles estão juntos ou não. Consequentemente, a força do personagem principal vai se esvaindo, gerando um desinteresse progressivo na trama.</p>
<p>É bem verdade que é notável a coragem de Sari em tentar fazer um thriller noir hitchcockiano, criticando bolsomions e a ausência de letramento político no Brasil e no mundo. Mas, nem só de coragem e boas intenções se vive a arte. A realização da produção carece de qualidade em diversas camadas.</p>
<p>Nem mesmo o desenho de som contribui para o possível suspense que poderia ter sido construído e evocado aqui. A montagem também incomoda, por ser mais uma quebradora de imersão do que gerar fluidez para o longa. Inclusive, a ordem de algumas sequências não soam como vindas do roteiro e sim da montagem.</p>
<p>As últimas cenas são enlouquecedoras, porque elas vão piorando a falta de sentido de toda da trama e de toda a motivação de João. A locação inteira no teatro poderia ser cortada. O mal estar de Roberta no final não se justifica de maneira tão forte, por conta dos cortes e da seleção de onde esse momento está.</p>
<p>Desta maneira, <em>Verde Oliva</em> é um filme ousado, mas que não vai muito além da pretensão. Esta não é uma obra recomendável. É cansativa e não chega a lugar algum. No entanto, caso a cara leitora/o caro leitor seja fã de Gilda, aí, até vale a pena, porque ver Gilda é sempre um acontecimento, mesmo que ao seu redor, a atmosfera seja torturante!</p>
<p><strong><em>Direção</em></strong>: Wellington Sari</p>
<p><strong><em>Elenco</em></strong>: Jean Guilherme Filho, Nathalia Garcia, Gilda Nomacce</p>
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		<title>14º Olhar de Cinema: Apenas Coisas boas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Jun 2025 16:24:01 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Apenas Coisas Boas]]></category>
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		<category><![CDATA[Daniel Nolasco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O novo filme de Daniel Nolasco (O cavalo de Pedro) segue a mesma linha de sempre das produções do roteirista e diretor. No entanto, aqui, há uma questão um tanto séria. Isto porque a obra parece dois longas-metragens em um, sendo que a primeira parte é excelente e a segunda não. Como de costumeiro, os encaminhamentos da trama “Nolasqueira” são como em fanfiction com foco em smuts. Neste sentido, pensando na dinâmica “fanfiqueira”, há aqui uma situação periclitante e intensa, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O novo filme de Daniel Nolasco (<em>O cavalo de Pedro</em>) segue a mesma linha de sempre das produções do roteirista e diretor. No entanto, aqui, há uma questão um tanto séria. Isto porque a obra parece dois longas-metragens em um, sendo que a primeira parte é excelente e a segunda não.</p>
<p>Como de costumeiro, os encaminhamentos da trama “Nolasqueira” são como em <em>fanfiction</em> com foco em smuts. Neste sentido, pensando na dinâmica “fanfiqueira”, há aqui uma situação periclitante e intensa, que une dois rapazes: Antônio (Lucas Drummond/Fernando Libonati) e Marcelo (Liev Carlos).</p>
<p>Nesta atmosfera, há muita exploração de masculinidades, numa espécie de tentativa de revelar toda a pluralidade do que é ser homem. Nolasco vai além do que é posto como másculo e masculino na normatividade, olhando para as possibilidades de composições dessas mentes e corpos, oprimidas por um ideal de “macho”.</p>
<p>Isso não se dá somente porque ele está falando sobre um casal gay, mas sim o como ele trata sobre esse universo. No começo da projeção, a história se passa em 1984, em um Brasil agro. Antônio precisa lidar com o preconceito de seu pai, que acaba levando a sua vida para uma tragédia irreversível.</p>
<p>E é aí que está a chave do sucesso desta primeira etapa. Há uma criação de imersão na realidade desse casal. Com uma decupagem que deixa que o espectador consuma a produção em planos longos e contemplativos — seja de sexo, romance ou paisagens —, o público mergulha nesse rio, que banha esse amor e anuncia a perda dele também.</p>
<p>Assim, a câmera investiga essa realidade de Marcelo e Antônio. Juntamente com a planificação, as temperaturas usadas na iluminação, cenários e figurinos revelam a paixão entre os dois, mas de uma maneira onírica, que põe a dupla em uma situação de um amor inocente.</p>
<p>O roteiro de Nolasco fomenta essa sensação ingenuidade, pelo menos nesta fase que o amor juvenil de Antônio e Marcelo é retratado. Há aqui uma elaboração de discurso sobre a masculinidade tóxica e a homofobia dentro do Centro-Oeste. A partir desta temática, há progressão dramática, há uma trama amarrada e toda uma estética visual que contribui para a construção de sentido sobre aquele mundo ficcional.</p>
<p>Quando o público se conecta com a história e sente que houve uma conclusão bem redonda na obra, a segunda parte do longa chega e a qualidade da produção começa a cair. O romance vira thriller e o roteiro parece querer enganar a plateia.</p>
<p>Existe nesta parte 2 uma dimensão de reinvenção de fatos e o que era trágico imediato, torna-se um trágico prolongado. Sem revelar exatamente o que está acontecendo, um clima de mistério se instaura, porém sem nunca se justificar. Assim, o discurso dos atos seguintes ao primeiro soa como em oposição ao que acabou de ser impresso na tela como argumento.</p>
<p>Porque Antônio e Marcelo se perdem na trama. O ato derradeiro deles desaparece dentro desta ideia mais sacal do amor e de como ele sempre irá sumir com o tempo. Neste momento da história, somente a figura de Helga (Renata Carvalho) salva a produção do caos que ela se torna — uma excelente atriz, que consegue salvar diversas sequências e deixá-las mais orgânicas.<br />
As outras atuações são sofríveis e o texto soa artificial. De fanfic bem escrita — daquelas que viram livros —, quem assiste passa acompanhar uma fic desconexa. A exploração visual dos corpos masculinos, na obra de Nolasco, vem para essa elaboração de imaginário, vem como um desejo que explode na tela e conecta o receptor pela vibração sensual e sexual das imagens.</p>
<p>Está tudo conectado, geralmente. Contudo, à medida que a exibição avança, esses sentidos vão se esvaziando. Daniel Nolasco é bom diretor, ok. Então, é um esvaziamento bem encenado, com uma bela fotografia de Larry Machado (<em>Vento Seco</em>) e uma montagem afiada de Will Domingos (<em>Fogaréu</em>).</p>
<p>É o trabalho dos três que, com uma unicidade imagética, que cria essa atmosfera de suspensão. Todavia, quando se olha para o texto e para os acontecimentos do enredo, tudo parece frágil. Antônio é o oposto do que era e nem uma vírgula do que ele foi surge no ecrã.</p>
<p>É exatamente como se o público visse um outro filme, no qual algumas semelhanças estão ali, porém a base de tudo desaparece. Ficam apenas os nomes das personagens e a casa da fazenda. Mas, todo aquele ambiente bucólico, com tons azulados e magentas suaves e todo romance somem.</p>
<p>Essa ruptura de identidade poderia funcionar se a segunda obra, dentro da grande obra principal, fosse boa. Mas, sem coesão entre cenas, sem a ligação do estético com a narrativa — por não estar à serviço dela e parecer somente querer criar efeitos —, por ter atores mais fracos e falas caricatas, isso não ocorre.</p>
<p>De toda maneira, <em><strong>Apenas coisas boas</strong></em> tem uma visualidade potente, uma criatividade e um tesão transbordante, que faz o cinema inteiro ficar em silêncio. Só de Nolasco entregar uma sessão sem pessoas conversando e mexendo no celular, esse longa-metragem já vale e muito!!!</p>
<p><em><strong>Direção</strong></em>: Daniel Nolasco</p>
<p><em><strong>Elenco</strong></em>: Lucas Drummond, Liev Carlos, Guilherme Théo</p>
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		<item>
		<title>Festival Olhar de Cinema anuncia vencedores da sua 14ª edição</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/festival-olhar-de-cinema-anuncia-vencedores-da-sua-14a-edicao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jun 2025 02:57:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[14º Olhar de Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[Safira Moreira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na noite da quarta-feira, 18, o Festival Olhar de Cinema informou os vencedores do seu 14º ano. A cerimônia ocorreu no Museu Oscar Niemeyer e contou com troféus nas categorias curtas e longas-metragens brasileiros e internacionais. Além disso, prêmios para filmes paranaense também foram entregues. Dentre os destaques da noite estiveram Cais, de Safira Moreira, e Apenas Coisas Boas, de Daniel Nolasco. Confira a lista completa dos ganhadores aqui: Premiados &#8211; 14º Olhar de Cinema COMPETITIVA BRASILEIRA &#124; LONGA Prêmio [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na noite da quarta-feira, 18, o Festival Olhar de Cinema informou os vencedores do seu 14º ano. A cerimônia ocorreu no Museu Oscar Niemeyer e contou com troféus nas categorias curtas e longas-metragens brasileiros e internacionais. Além disso, prêmios para filmes paranaense também foram entregues. Dentre os destaques da noite estiveram <em>Cais</em>, de Safira Moreira, e <em>Apenas Coisas Boas</em>, de Daniel Nolasco. Confira a lista completa dos ganhadores <strong>aqui</strong>:</p>
<p><em><strong>Premiados &#8211; 14º Olhar de Cinema</strong></em></p>
<div class="title-mostra-premiado">COMPETITIVA BRASILEIRA | LONGA</div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Prêmio Olhar de Melhor Filme</div>
<div class="title-filme-premiados">CAIS, de Safira Moreira</div>
<div></div>
<div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Melhor Roteiro</div>
<div class="title-filme-premiados">APENAS COISAS BOAS &#8211; DANIEL NOLASCO,</div>
<div class="diretor-mostra-premiado">direção: Daniel Nolasco</div>
<div></div>
</div>
<div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Melhor Direção</div>
<div class="title-filme-premiados">EXPLODE SÃO PAULO, GIL &#8211; MARIA CLARA ESCOBAR, direção: Maria Clara Escobar</div>
<div></div>
</div>
<div>
<div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Melhor Atuação</div>
<div class="title-filme-premiados">EXPLODE SÃO PAULO, GIL &#8211; GILDEANE LEONINA, direção: Maria Clara Escobar</div>
<div></div>
</div>
<div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Melhor Direção de Fotografia</div>
<div class="title-filme-premiados">AURORA &#8211; WILSSA ESSER E CAMILA FREITAS, direção: João Vieira Torres</div>
</div>
<div></div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Melhor Direção de Arte</div>
<div class="title-filme-premiados">APENAS COISAS BOAS &#8211; MARCUS TAKATSUKA, direção: Daniel Nolasco</div>
</div>
<div></div>
<div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Melhor Som</div>
<div class="title-filme-premiados">APENAS COISAS BOAS &#8211; GUILE MARTINS, JESSE MARMO, NAJA SODRÉ, DANIEL NOLASCO, direção: Daniel Nolasco</div>
</div>
<div></div>
<div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Melhor Montagem</div>
<div class="title-filme-premiados">A VOZ DE DEUS &#8211; YURI AMARAL, direção: Miguel Antunes Ramos</div>
</div>
<div></div>
<div>
<div class="title-mostra-premiado">COMPETITIVA BRASILEIRA | CURTA</div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Prêmio Olhar de Melhor Filme</div>
<div class="title-filme-premiados">FRONTERIZA, de Rosa Caldeira e Nay Mendl</div>
</div>
<div></div>
<div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Prêmio Especial do Júri (pelo elenco)</div>
<div class="title-filme-premiados">AMERICANA, direção: Agarb Braga</div>
<div class="diretor-mostra-premiado"></div>
</div>
<div>
<div class="title-mostra-premiado">NOVOS OLHARES</div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Prêmio Olhar de Melhor Filme</div>
<div class="title-filme-premiados">VOZ ZOV VZO, de Yhuri Cruz</div>
</div>
<div></div>
<div>
<div class="title-mostra-premiado">COMPETITIVA INTERNACIONAL | LONGA</div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Prêmio Olhar de Melhor Filme</div>
<div class="title-filme-premiados">A ÁRVORE DA AUTENTICIDADE, de Sammy Baloji</div>
</div>
<div></div>
<div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Prêmio Especial do Júri</div>
<div class="title-filme-premiados">ARIEL, direção: Lois Patiño</div>
</div>
<div></div>
<div>
<div class="title-mostra-premiado">COMPETITIVA INTERNACIONAL | CURTA</div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Prêmio Olhar de Melhor Filme</div>
<div class="title-filme-premiados">CONSEGUIMOS FAZER UM FILME, de Tota Alves</div>
</div>
<div></div>
<div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Menção Honrosa</div>
<div class="title-filme-premiados">O REINADO DE ANTOINE, direção: José Luis Jiménez Gómez</div>
</div>
<div>
<div class="tipo-mostra-premiado"></div>
</div>
<div>
<div class="title-mostra-premiado">PRÊMIO DO PÚBLICO</div>
<div></div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Melhor longa-metragem</div>
<div class="title-filme-premiados">CAIS, direção: Safira Moreira</div>
</div>
<div></div>
<div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Melhor curta-metragem</div>
<div class="title-filme-premiados">GIRASSÓIS, de Jessica Linhares e Miguel Chaves</div>
</div>
<div></div>
<div>
<div class="title-mostra-premiado">PRÊMIO DA CRÍTICA ABRACCINE</div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Melhor longa-metragem</div>
<div class="title-filme-premiados">CAIS, de Safira Moreira</div>
</div>
<div></div>
<div>
<div class="title-filme-premiados">ONTEM LEMBREI DE MINHA MÃE, de Leandro Afonso</div>
</div>
<div></div>
<div>
<div class="title-mostra-premiado">PRÊMIO AVEC-PR</div>
<div></div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Melhor filme da mostra Mirara Paranaense</div>
<div class="title-filme-premiados">INTERIOR, DIA, de Luciano Carneiro e Paulo Abrão</div>
</div>
<div></div>
<div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Menção Honrosa</div>
<div class="title-filme-premiados">ENTRE SINAIS E MARÉS, de João Gabriel Ferreira e João Gabriel Kowalski</div>
</div>
<div></div>
<div>
<div class="title-mostra-premiado">PRÊMIO CANAL BRASIL</div>
<div class="tipo-mostra-premiado"></div>
<div class="title-filme-premiados">GIRASSÓIS, de Jessica Linhares e Miguel Chaves</div>
</div>
<div>
<div class="title-mostra-premiado">PRÊMIO CARDUME CURTAS</div>
<div class="tipo-mostra-premiado">Prêmio Aquisição com exclusividade</div>
<div class="title-filme-premiados">SECO, de Stefano Volp</div>
</div>
<div></div>
<div>
<div class="title-filme-premiados">AMERICANA, de Agarb Braga</div>
</div>
<div>
<div class="title-filme-premiados">MAIRA PORONGYTA – O AVISO DO CÉU, de Kujãesage Kaiabi</div>
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<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-olhar-de-cinema-anuncia-vencedores-da-sua-14a-edicao/">Festival Olhar de Cinema anuncia vencedores da sua 14ª edição</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>14º Olhar de Cinema: Aurora</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Jun 2025 16:20:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[14º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba]]></category>
		<category><![CDATA[Aurora]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Camila Freitas]]></category>
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		<category><![CDATA[João Vieira Torres]]></category>
		<category><![CDATA[Olhar de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Paraná]]></category>
		<category><![CDATA[Wilssa Esser]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mesclando o universo onírico, com as partes duras do passado das mulheres de sua família, João Vieira Torres (Babado) presenteia o espectador com seu novo e coeso filme, Aurora. O título é o nome de sua avó, parteira e curandeira baiana. Mas, vemos muito mais do que a trajetória dela — ainda que a mesma seja profunda e cheia de camadas. Há um encontro do passado, presente e futuro aqui. Num misto de experiências individuais e coletivas, João aponta questões [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mesclando o universo onírico, com as partes duras do passado das mulheres de sua família, João Vieira Torres (<em>Babado</em>) presenteia o espectador com seu novo e coeso filme, <em><strong>Aurora</strong></em>.</p>
<p>O título é o nome de sua avó, parteira e curandeira baiana. Mas, vemos muito mais do que a trajetória dela — ainda que a mesma seja profunda e cheia de camadas. Há um encontro do passado, presente e futuro aqui.</p>
<p>Num misto de experiências individuais e coletivas, João aponta questões sólidas como a violência contra mulheres, xenofobia e o racismo, porém sempre misturando <em>offs</em> pesados com imagens leves.</p>
<p>A voz de João é melódica e convidativa. Ao mesmo tempo que há suavidade, há uma força interna, de quem se apropria de sua história e decide contar ela para o mundo. Além disso, apesar de <em>offs</em> serem, geralmente, cansativo e enfadonhos, aqui o seu uso é um acerto.</p>
<p>A assistência de direção, de Marcelo Caetano (<em>Corpo elétrico</em>), parece fundamental para que Torres consiga trabalhar as nuances de sua voz e ser uma narração que conduz o espectador, como quem diz “passei um café e vou te contar uma história, menina…!!”</p>
<p>Neste sentido, outro elementos fomentam essa sensação. O roteiro, também de João — ao lado de Caetano e Deborah Veigas (<em>A árvore</em>) —, ambienta a plateia geograficamente, seja na França, no sudeste ou no interior da Bahia.</p>
<p>João também cria a atmosfera onírica através da encenação. A planificação ajuda nessa conexão do espectador com os espaços mostrados na tela. A duração desses quadros também otimizam a imersão do público.</p>
<p>Há contemplação, há reflexão e uma receptividade intelectualizada (pelo texto e pela lógica de construção de imagem), elementos raros de serem combinados de forma eficaz no cinema, porém aqui entregues com destreza.</p>
<p>A fotografia de Wilssa Esser (<em>Levante</em>) e Camila Freitas (<em>Chão</em>) compõem cenários idílicos e deixam esse discurso ainda mais intenso e fluido. Há calor nas imagens de <em>Aurora</em>. Contudo, há também uma melancolia e uma angústia. Assim, essa é uma sessão sensorial, plural e poética.</p>
<p>Uma poesia coberta de sangue das antepassadas de João, sim. No entanto, há um cuidado, um zelo e uma amor ao audiovisual que são indispensáveis para que o documentário seja profundo e bem realizado.</p>
<p>Talvez, <em>Aurora</em> peque apenas por ser intelectualizado demais, ficando um tanto hermético. Neste sentido, a obra pode não se conectar com um público mais geral. No entanto, ainda assim, esse é um bom doc do cinema nacional.</p>
<p><em><strong>Direção</strong></em>: João Vieira Torres</p>
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		<title>13º Festival Olhar de Cinema anuncia vencedores de 2024</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Jun 2024 19:52:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[13º Festival Olhar de Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[13º OLHAR DE CINEMA – FESTIVAL INTERNACIONAL DE CURITIBA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Após uma semana de exibições de longas e curtas-metragens, o 13º Olhar de Cinema &#8211; Festival Internacional de Curitiba celebrou os vencedores da edição de 2024, na Capela Santa Maria. O festival, que contou com projeções em múltiplas salas de cinema de Curitiba, entregou troféus para obras de todo Brasil. O júri oficial de longas nacionais selecionou filmes nas categorias: melhor filme, direção, roteiro, atuação, direção de arte, fotografia, som e montagem. Já nos curtas brasileiros e na competitiva internacional, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Após uma semana de exibições de longas e curtas-metragens, o <strong>13º Olhar de Cinema &#8211; Festival Internacional de Curitiba</strong> celebrou os vencedores da edição de 2024, na Capela Santa Maria. O festival, que contou com projeções em múltiplas salas de cinema de Curitiba, entregou troféus para obras de todo Brasil. O júri oficial de longas nacionais selecionou filmes nas categorias: melhor filme, direção, roteiro, atuação, direção de arte, fotografia, som e montagem.</p>
<p>Já nos curtas brasileiros e na competitiva internacional, foram escolhidos o melhor filme e prêmio especial do júri. O Olhar também trouxe premiações da ABRACCINE (Associação Brasileira de Críticos de Cinema) e o AVEC-PR Ari Cândido Fernandes, bem como o prêmio do público.  Para conferir a lista completa de ganhadores, desça a tela para baixo.</p>
<h4><strong>Ganhadores Olhar de Cinema 2024:</strong></h4>
<h5><strong><u data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Mostra Competitiva Brasileira | Longas</u></strong></h5>
<p><strong data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Prêmio Olhar de Melhor longa-metragem</strong></p>
<p><strong data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">“</strong><em data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Greice”, direção de Leonardo Mouramateus</em></p>
<p><strong data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Prêmio de Melhor Direção</strong></p>
<p><strong data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">“</strong><em data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Tijolo por tijolo”, Victoria Alvares, Quentin Delaroche</em></p>
<p><strong data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Prêmio de Melhor Roteiro</strong></p>
<p><strong data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">“</strong><em data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Greice”, Leonardo Mouramateus</em></p>
<p><strong data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Prêmio de Melhor Atuação</strong></p>
<p><strong data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">“</strong><em data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Greice”, Amandyra</em></p>
<p><strong data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Prêmio de Melhor Direção de Arte</strong></p>
<p><strong data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">“</strong><em data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Praia Formosa”, Ana Paula Cardoso</em></p>
<p><strong data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Prêmio de Melhor Direção de Fotografia</strong></p>
<p><strong data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">“</strong><em data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Praia Formosa”, Flávio Rebouças</em></p>
<p><strong data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Prêmio de Melhor Som</strong></p>
<p><strong data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">“</strong><em data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">A mensageira”, Lucas Carvalho, Ana Penna, Vinicius Barreto, David Terra</em></p>
<p><strong data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Prêmio de Melhor Montagem</strong></p>
<p><strong data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">“</strong><em data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Tijolo por tijolo”, Quentin Delaroche</em></p>
<h5><strong><u data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Competitiva Brasileira | Curtas</u></strong></h5>
<p><strong data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Prêmio Olhar de Melhor Curta-metragem</strong></p>
<p data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">“<em data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Caravana da Coragem”, direção de Pedro B. Garcia</em></p>
<p><strong data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Prêmio Especial do Júri</strong></p>
<p data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">“<em data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Povo do Coração da Terra”, direção de Coletivo Guahu&#8217;i Guyra</em></p>
<h5><strong><u data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Competitiva Internacional</u></strong></h5>
<p><strong data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Prêmio Olhar de Melhor longa-metragem</strong></p>
<p><strong><em data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">“</em></strong><em data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Pepe”, direção de Nelson de los Santos Arias</em></p>
<p><strong data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Prêmio Especial do Júri</strong></p>
<p><strong><em data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">“</em></strong><em data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">As Noites Ainda Cheiram a Pólvora”, direção de Inadelso Cossa</em></p>
<p><strong data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Prêmio Olhar de Melhor curta-metragem</strong></p>
<p><strong><em data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">“</em></strong><em data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Minha Pátria”, direção de Tabarak Abbas</em></p>
<h5><strong><u data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Novos Olhares</u></strong></h5>
<p><strong data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Prêmio Olhar de Melhor longa-metragem</strong></p>
<p><strong data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">“</strong><em data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Idade da Pedra”, direção de Renan Rovida</em></p>
<h5><strong><u data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Prêmio do Público</u></strong></h5>
<p><strong data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Melhor longa-metragem</strong></p>
<p><strong data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">“</strong><em data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Caminhos Cruzados”, direção de Levan Akin</em></p>
<p><strong data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Melhor curta-metragem</strong></p>
<p><strong data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">“</strong><em data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Viventes”, direção de Fabrício Basílio</em></p>
<h5><strong><u data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Prêmio da Crítica Abraccine</u></strong></h5>
<p><strong data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Melhor longa-metragem</strong></p>
<p><strong><em data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">“</em></strong><em data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Tijolo por Tijolo”, direção de Victoria Alvares e Quentin Delaroche</em></p>
<p><strong data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Melhor curta-metragem</strong></p>
<p><strong><em data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">“</em></strong><em data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Cavaram uma Cova no Meu Coração”, direção de Ulisses Arthur</em></p>
<h5><strong><u data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Prêmio AVEC-PR Ari Candido Fernandes</u></strong></h5>
<p><strong data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Melhor filme</strong></p>
<p><strong data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">“</strong><em data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Quarto Vazio”, direção de Julia Vidal</em></p>
<p><strong data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Menção Honrosa</strong></p>
<p><strong data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">“</strong><em data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Baobab”, direção de Bea Gerolin</em></p>
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		<title>10º Olhar de Cinema: Belos Carnavais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Oct 2021 20:29:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[10º Olhar de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[10º OLHAR DE CINEMA – FESTIVAL INTERNACIONAL DE CURITIBA]]></category>
		<category><![CDATA[Belos Carnavais]]></category>
		<category><![CDATA[Olhar de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Thiago B. Mendonça]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando Belos Carnavais começa, a sensação que se tem é a de que um dia muito bom está para começar. Logo de início, Dadinho é visto acordando. A luz que incide em seu quarto é intensa e sua roupa verde e branca está pendurada em um cabide. Instantes depois, fica-se sabendo que o sambista irá para o enterro de seu irmão. Ambos compositores de Escolas de Samba, rivais na quadra e também na vida amorosa. Dentro deste contexto, talvez, o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando <em><strong>Belos Carnavais</strong></em> começa, a sensação que se tem é a de que um dia muito bom está para começar. Logo de início, Dadinho é visto acordando. A luz que incide em seu quarto é intensa e sua roupa verde e branca está pendurada em um cabide. Instantes depois, fica-se sabendo que o sambista irá para o enterro de seu irmão. Ambos compositores de Escolas de Samba, rivais na quadra e também na vida amorosa.</p>
<p>Dentro deste contexto, talvez, o ponto mais forte do curta-metragem seja a complexidade da maneira como se lida com o luto. Entre canções, afetos e algumas lágrimas – estas que sempre acabam chegando em partidas de entes queridos –, há também um conforto do amor que perpassa cada cena. Oponentes unidos para dizer adeus! Somente por este motivo o filme já emociona, sem fazer muito esforço.</p>
<p>No entanto, o curta se vale demais da força de sua própria premissa, da beleza das músicas e da presença cativante de suas personagens. Por trás de todo o símbolo potente presente nas despedidas, as relações são pouco exploradas. O espectador observa de longe, porém não se aprofunda nos sentimentos e emoções de Dadinho, de seus rivais e, principalmente, de seu aparente amor do passado.</p>
<p>Pinceladas de um quase desenvolvimento de enredo são trazidas, mas isto nunca concretizado, não se é dito ou revelado. Um exemplo é a dinâmica entre Dadinho e sua neta, que é introduzida no princípio da projeção, mas vai sendo deixada de lado à medida que a história avança. Era necessário haver este aprofundamento e ele não precisava vir em textos falados, mas falta algo que vá mais além, já que um momento tão significativo da vida das pessoas é trazido aqui.</p>
<p>Em um enterro de um irmão, no qual alguém vê uma paixão e ainda está cercado de pessoas que fizeram parte de tantas vivências, era preciso convocar fatos ou até mesmo ações como olhares mais demorados e gestos. Esta ausência acaba esvaziando algumas escolhas contidas na obra, pois se existe a vontade de contar tanto, este tanto precisa ser trabalhado, para que quem assiste o sinta em toda sua completude.</p>
<p>Todavia, o que há aqui é a intensidade de uma premissa, das personagens vistas na tela e das sonoridades que emocionam, mas uma falta de aproveitamento destes elementos para uma coerência maior da produção. <em><strong>Belos Carnavais</strong></em> acaba sendo uma experiência positiva, justamente porque o público pode presenciar instantes majestosos de interação da Velha Guarda do samba brasileiro, mas gera frustração porque, de alguma maneira, ele parece ser mais do que realmente é.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Thiago B. Mendonça</p>
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		<title>10º Olhar de Cinema: Carro Rei</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/10o-olhar-de-cinema-carro-rei/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Oct 2021 20:23:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[10º OLHAR DE CINEMA – FESTIVAL INTERNACIONAL DE CURITIBA]]></category>
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		<category><![CDATA[Renata Pinheiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre crises familiares, financeiras e a exploração das relações humanas, Carro Rei se vale também de uma fantasia em seu plot para fomentar as discussões que deseja promover. Colocando o seu protagonista, Uno (Luciano Pedro Jr.), como alguém que consegue se comunicar com automóveis, a trama gira em torno de como a descoberta do poder de comunicação e interação com os carros pode afetar toda uma população. Contudo, mais do que isso, o filme parece desejar investigar as reações do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre crises familiares, financeiras e a exploração das relações humanas, <strong><em>Carro Rei</em></strong> se vale também de uma fantasia em seu plot para fomentar as discussões que deseja promover. Colocando o seu protagonista, Uno (Luciano Pedro Jr.), como alguém que consegue se comunicar com automóveis, a trama gira em torno de como a descoberta do poder de comunicação e interação com os carros pode afetar toda uma população.</p>
<p>Contudo, mais do que isso, o filme parece desejar investigar as reações do jovem Uno diante de todos os elementos que o circundam. Seja com seu pai marrento (Adélio Lima) ou Zé (Matheus Nachtergaele), seu peculiar tio, Uno se vê aflito entre as escolhas que gostaria de tomar, o futuro que já parece estar traçado para ele, bem como o fato de que ele conversa com veículos, desde a infância.</p>
<p>Neste jogo entre trabalhar as etapas de amadurecimento e relação de Ninho com o mundo e apresentar esta espécie de distopia tecnológica, na qual carros planejam dominar os humanos, o longa-metragem acaba por não conseguir equilibrar narrativamente tudo que ele convoca. Isto porque são postas diversas subtramas, junto com o desenvolvimento da premissa principal. Desta maneira, são muitos conflitos, enlaces e desenlaces para dar conta.</p>
<p>Com isso, a jornada de Uno é truncada e os coadjuvantes do longa ficam planificados. Suas questões e sentimentos soam rasos, pois não foram destrinchadas. Este fator compromete o caminhar da produção e, principalmente, o espaço de Uno, que fica refém da ação de todos que estão à sua volta. Passivo diante de tudo que ocorre e mudando de motivações a cada sequência, a sensação que o espectador pode ter é a de que a sessão vai se arrastando e dando voltas até chegar, finalmente, no seu ponto principal.</p>
<p>Apenas no terceiro ato, depois de terem sido expostos retalhos de acontecimentos, com um Uno perdido, a exibição parece se encontrar e se encaminhar para seu desfecho com uma coerência maior. Ainda assim, figuras como Zé – que conta com uma atuação afinada de Nachtergaele – ficam soltas, sem ganhar um sentido mais palpável para existirem na obra. Talvez, a maior impressão que fique sobre <strong><em>Carro Rei</em></strong> é uma vontade de imprimir imagens e textos <em>cool</em> apenas.</p>
<p>A direção de Renata Pinheiro (<em>Açúcar</em>) e a fotografia de Fernando Lockett (<em>Oscuro Animal</em>) são coesas e causam um efeito impactante em algumas cenas, como no momento em que todes são convocades para ir de encontro ao sistema político, que está proibindo a circulação de carros antigos. A escolha de temperaturas mais frias, na maior parte da projeção, em um longa com momentos de tanta passionalidade das personagens, por exemplo,  é uma estratégia que acrescenta a construção de atmosfera e fomenta traços de personalidades daqueles indivíduos presentes ali.</p>
<p>Esta é um tipo de pista que irá ser revelada posteriormente, algo que mostra para o público os traços maiores e menos de ganância dos indivíduos. Além disso, a ingenuidade e sensibilidade de Uno e seus colegas de faculdade são vistas não apenas nos diálogos, de forma passageira, mas nas cores mais quentes, que surgem na tela de quando em quando, e nas locações com a presença forte da natureza.</p>
<p>Entre árvores, plantas, flores e água que sai da mangueira, a juventude trazida no filme é como um respiro dentro daquele contexto de ambição incisiva. Assim, entre falhas e acertos, <strong><em>Carro Rei</em></strong> peca por não saber direcionar a boa história que possuía nas mãos. Apesar de conter aspectos visuais cativantes, ele não consegue se safar de ser uma experiência cansativa, perdida e morna.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Renata Pinheiro</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Luciano Pedro Jr.,  Matheus Nachtergaele, Adélio Lima</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/oWvdJ4HjUmY" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>10º Olhar de Cinema: Crime Culposo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Oct 2021 20:13:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[10º Olhar de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[10º OLHAR DE CINEMA – FESTIVAL INTERNACIONAL DE CURITIBA]]></category>
		<category><![CDATA[Careless Crime]]></category>
		<category><![CDATA[Crime Culposo]]></category>
		<category><![CDATA[Olhar de Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em uma espécie de labirinto quase infinito, Crime Culposo busca, através de suas estratégias narrativas, apresentar um discurso político e ideológico. Desta forma, o longa-metragem se vale de repetições de suas sequências para tentar se aprofundar e avaliar uma tragédia ocorrida no Irã, no final da década de 1970. Durante a sessão de The Deer, de Masoud Kimiai, quatro homens incendiaram um cinema, deixando um grande número de mortos. Após este fato, a Revolução Iraniana se iniciou. É na busca [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em uma espécie de labirinto quase infinito, <strong><em>Crime Culposo</em></strong> busca, através de suas estratégias narrativas, apresentar um discurso político e ideológico. Desta forma, o longa-metragem se vale de repetições de suas sequências para tentar se aprofundar e avaliar uma tragédia ocorrida no Irã, no final da década de 1970. Durante a sessão de <em>The Deer</em>, de Masoud Kimiai, quatro homens incendiaram um cinema, deixando um grande número de mortos. Após este fato, a Revolução Iraniana se iniciou.</p>
<p>É na busca por mostrar todo este contexto e deixar nítidas as tensões presentes ali, que há certo estabelecimento de tensão. A suspensão de não saber quando, de fato, ocorrerá o incêndio, pode deixar o público conectado com a obra. Pelo menos, até a sua metade. Isto porque o ciclo vicioso revelado no longa, ainda que com ângulos e enquadramentos diferentes nas reincidências, começa a ficar cansativo. A partir do segundo ato, a obra já deixou exposto todo o cenário que deseja.</p>
<p>Tanto o fato do cinema ter questões precárias de organização – como a usura do dono, que coloca cadeiras a mais e deixa a saída de emergência presa porque precisa de espaço para os produtos alimentares que serão vendidos –, como a atrapalhação do quarteto que não consegue executar seu plano efetivamente, os retornos para estes dados não produzem novas informações. Isto acaba por montar um reforço vazio.</p>
<p>Toda esta lógica cíclica é, em sua concepção, uma ideia válida. No entanto, a execução é um tanto falha. Além de a dinâmica começar a ficar cansativa, a partir de 1/3 de projeção, o enredo não avança. As voltas para cenas idênticas não apresentam novos rumos ou reflexões. Talvez, traga apenas um olhar incisivo para os quatros incendiários, porém nem mesmo eles ganham outros contornos. Não há uma construção de camadas das personagens, nem motivações não são exploradas.</p>
<p>Mais preocupante ainda é pensar que se o intuito era debater a situação do Irã naquele período e as consequências deste ataque, isto não foi realizado concretamente. O que há aqui é uma jogada de informações superficiais, nas quais nem algozes e nem vítimas são vistos em todas as suas potencialidades. Para além disso, vale ressaltar que a decupagem vai se tornando perdida, por assim dizer.</p>
<p>É como se o diretor Shahram Mokri (<em>Invasion</em>) focasse tanto no efeito estético e sensorial que quer causar, principalmente no que tange surpreender os consumidores, que ele não pensa no que a trama pede. Alguns movimentos de câmera ou enquadramentos deixam de lado expressões faciais ou gestos dos atores, por exemplo, esvaziando cada vez mais os sentidos da produção.</p>
<p>Desta maneira,<strong><em>Crime Culposo</em></strong> precisa se sustentar tão somente na sua sacada de convocar idas e vindas da história. O que no começo é uma escolha instigante, vai se desgastando, se decompondo diante dos olhos do espectador. O que é uma pena, pois a temática é extremamente relevante e o filme traz consigo um potencial criativo desperdiçado.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Shahram Mokri</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Babak Karimi, Razie Mansori, Abolfazl Kahani</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/sEQAAFcMmts" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>10º Olhar de Cinema: Quando Chegar a Noite, Pise Devagar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Oct 2021 18:14:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[10º Olhar de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[10º OLHAR DE CINEMA – FESTIVAL INTERNACIONAL DE CURITIBA]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriela Alcantara]]></category>
		<category><![CDATA[Olhar de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Quando Chegar a Noite Pise Devagar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando Chegar a Noite, Pise Devagar acumula dois gêneros: o suspense e o terror. Para que filmes que se encaixam nestas duas categorias consigam ser efetivos, eles precisam, geralmente, combinar dois elementos chaves: a construção das personagens – pois é a daí que surge a sensação do espectador de proximidade com a narrativa e medo do que pode vir a acontecer ali dentro –, e a progressão da atmosfera de tensão. Neste sentido, a diretora e roteirista Gabriela Alcântara é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Quando Chegar a Noite, Pise Devagar</strong> </em>acumula dois gêneros: o suspense e o terror. Para que filmes que se encaixam nestas duas categorias consigam ser efetivos, eles precisam, geralmente, combinar dois elementos chaves: a construção das personagens – pois é a daí que surge a sensação do espectador de proximidade com a narrativa e medo do que pode vir a acontecer ali dentro –, e a progressão da atmosfera de tensão.</p>
<p>Neste sentido, a diretora e roteirista Gabriela Alcântara é bem sucedida, de maneira geral. Ambientando o público na rotina de Caia (Mohana Uchoa), o estabelecimento da suspensão vem em pinceladas crescentes, nas quais pistas são entregues, juntamente com dúvidas sobre a origem do mistério que circunda a história. Caia se mudou para um apartamento antigo e passa a presenciar experiências estranhas e que assustam ela.</p>
<p>Neste universo, o extra-cotidiano se encontra aos discursos contemporâneos sobre questões identitárias, algo explorado crescentemente pelo audiovisual nacional. Ambos se misturam durante a projeção e resultam, no encerramento da trama, em um encontro dos dois. Dentro da sociedade, é possível ter nítido o fato de que existem largamente opressões para com grupos específicos da população e quem são os detentores dos privilégios também.</p>
<p>É através desta consciência que Alcântara compõe a sua obra. Caia, mulher negra, sáfica, de religião de matriz africana, se depara com preconceito no dia a dia, dentro do elevador de seu prédio. Caia é assediada pelo seu vizinho, que mesmo a vendo do lado de uma mulher, insiste em forçar uma aproximação. Estes elementos são pontuados de forma bem nítida, mas, ao mesmo tempo, há sutileza para imprimir tudo isto. Gabriela Alcântara procura ser incisiva e não deixar dúvidas do que está abordando, porém sendo mais visuais do que verbal.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14644" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/quando-chegar-a-noite-pise-devagar-divulgacao-1-2-1.jpg" alt="Quando Chegar a Noite Pise Devagar" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/quando-chegar-a-noite-pise-devagar-divulgacao-1-2-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/quando-chegar-a-noite-pise-devagar-divulgacao-1-2-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/quando-chegar-a-noite-pise-devagar-divulgacao-1-2-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/quando-chegar-a-noite-pise-devagar-divulgacao-1-2-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A <em>mise-en-scène</em> é trabalhada para que as movimentações de seus atores expressem em todo o seu silêncio na fala  os sentimentos amplos causados pela dinâmica racista, machista e lgbtfóbica do mundo. São nos olhares, nas pausas, nas respirações que o medo e a apreensão são notadas durante a sessão. Enquanto o enredo se desenvolve, as pontas são conectadas até que a metáfora certeira se materializa na tela. O caminho percorrido no curta-metragem leva a um clímax potente, no qual se vê este homem branco hétero cis como realmente ele pode ser: um parasita, uma força sobrenatural que precisa ser quebrada, que dilacera e persegue.</p>
<p>A escolha de como lidar com este estorvo, esta “assombração” é um dos pontos altos aqui. Seja pelos objetos de cena, pela decupagem, pela temperatura selecionada para consagrar este momento ou pelas marcas dos intérpretes, o desfecho de <em><strong>Quando Chegar a Noite, Pise Devagar</strong></em> é catártico. No entanto, é preciso ressaltar que o filme possui algumas quedas qualitativas, principalmente em seu segundo ato.</p>
<p>Algumas cenas de ligação ficam um tanto soltas no contexto geral, como quando Caia passa mal na recepção do seu prédio ou nos telefonemas longos que chegam para sanar algumas lacunas do roteiro. Elas fazem a dinâmica da produção se esgarçar e as atuações soam artificiais. Fica, assim, uma impressão de que estes instantes foram filmados muito depois das outras ou com menos apuro que o restante da obra. Nesta lógica, talvez fosse mais certeiro aprimorar as composições das personagens coadjuvantes ou a situação da moradora anterior do apartamento, por exemplo.</p>
<p>Enfim, não há uma resposta correta sobre o que poderia ter sido feito, mas é nítida a necessidade de entradas e saídas de sequências, para que não sobrassem ou faltassem questões para serem pontuadas ali. Ainda assim, é um curta que vale a pena ser assistido por conseguir fazer quem assiste se conectar com Caia e sentir suas angústias. É também, vale ressaltar, um convite metafórico, porém direto, da eliminação de sistemas opressores, representados por este homem escondido nos lares de tantas mulheres.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Gabriela Alcântara</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Mohana Uchoa, Aurora Jamelo, Ander Beça</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="vimeo-player" src="https://player.vimeo.com/video/369946386?h=3b6a29abf6" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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