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	<title>Arquivos New Line Cinema - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos New Line Cinema - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica A Hora do Mal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Aug 2025 12:53:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O segundo semestre costuma ser o momento do ano com maior concentração de filmes aguardados. Independente do tipo de projeto e de seu orçamento, esse período é mais visado tanto pelas janelas de exibição das produtoras e distribuidoras, como também pela crítica e público. Especificamente para o horror, agosto chegou com a promessa de ser o mês ideal para os fãs do gênero com inúmeras estreias, incluindo o tão aguardado A Hora do Mal. Dirigido por Zach Cregger, o longa-metragem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O segundo semestre costuma ser o momento do ano com maior concentração de filmes aguardados. Independente do tipo de projeto e de seu orçamento, esse período é mais visado tanto pelas janelas de exibição das produtoras e distribuidoras, como também pela crítica e público. Especificamente para o horror, agosto chegou com a promessa de ser o mês ideal para os fãs do gênero com inúmeras estreias, incluindo o tão aguardado <strong><em>A Hora do Mal</em></strong>.</p>
<p>Dirigido por Zach Cregger, o longa-metragem chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (7) com a promessa de ser um dos melhores filmes de terror do ano. Mas será que <strong><em>A Hora do Mal</em></strong> cumpre seu objetivo? A produção marca o segundo longa de Cregger e, depois de sua estreia impactante com <em>Noites Brutais (2022)</em>, tanto público quanto a crítica têm altas expectativas para o cineasta. <em>Spoiler</em>: para a alegria dos fãs do gênero, a promessa de Cregger é cumprida com um filme que choca, assusta e te deixa na beira da poltrona de uma forma pouco convencional.</p>
<p>A trama de <strong><em>A Hora do Mal</em></strong> se desenrola depois do desaparecimento de quase uma classe inteira de crianças. Durante uma madrugada, às 2h17, as crianças apenas se levantaram e saíram correndo, sozinhas, em direção à escuridão e não voltaram mais. Os pais, desesperados por respostas, se questionam porque apenas os alunos da professora Gandy sumiram. O que ela tem a ver com o mistério e onde foram parar as crianças?</p>
<p>O novo projeto do cineasta estadunidense instiga o espectador desde seu primeiro momento por ser formado por um mistério. Além de ser uma trama que naturalmente já chama a atenção do público, o roteiro de Cregger faz questão de investir num desenrolar narrativo que se preocupa em amarrar as pontas soltas dos acontecimentos aos poucos. <strong><em>A Hora do Mal</em></strong> não é o típico terror costurado por <em>jumpscares</em> &#8211; ainda que tenha os seus. Na verdade, o longa decide seguir uma linha investigativa que intriga ainda mais quem assiste ao filme.</p>
<p>Essa decisão de Cregger em conduzir o filme como um thriller investigativo bem &#8216;<em>slow burn</em>&#8216; &#8211; ou seja, aquelas tramas que tomam seu tempo para desenvolver os acontecimentos narrativos &#8211; é seu maior acerto. Atrelado à isso, ele divide <strong><em>A Hora do Mal</em></strong> a partir dos arcos centrais dos principais personagens do filme, se aprofundando em cada um deles antes de verdadeiramente trazer ao espectador às respostas que ele procura desde o início da sessão. Essa escolha pouco convencional ajuda a manter o público cada vez mais intenso e investido em sua história.</p>
<figure id="attachment_19922" aria-describedby="caption-attachment-19922" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-19922" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/08/A-Hora-do-Mal-3-750x500.jpg" alt="A Hora do Mal (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/08/A-Hora-do-Mal-3-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/08/A-Hora-do-Mal-3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/08/A-Hora-do-Mal-3-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/08/A-Hora-do-Mal-3-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/08/A-Hora-do-Mal-3.jpg 1080w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19922" class="wp-caption-text">Julia Garner em cena de &#8216;A Hora do Mal (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p><strong><em>A Hora do Mal</em></strong> flerta com montagens paralelas, referências de clássicos do gênero e uma ambiência tensa do início ao fim. Se em <em>Noites Brutais</em> Cregger já havia provado que sabia construir cenas tensas e assustadoras, em seu novo projeto, o diretor prova que sabe brincar ainda mais com as possibilidades do horror. Ele não tem medo de tomar o tempo que for preciso para tensionar as relações entre os personagens, o clima de pavor e, principalmente, as dúvidas do público.</p>
<p>Existe uma sensação de prazer quase sádica do cineasta em horrorizar o espectador com essa espera pelas respostas. O mais interessante, no entanto, é que, quando elas chegam, ele não abandona a trama e foca apenas em sequências corridas e/ou de embate entre mocinhos e vilões/monstros. Zach Cregger mantém o público na beira da poltrona, embasbacado com as imagens de horror e insanidade vistas em tela no terço final de <strong><em>A Hora do Mal</em></strong>.</p>
<p>O filme como um todo merece elogios e méritos. A visualidade como um todo do projeto (arte, fotografia) merecem os parabéns por entregarem as imagens aterradoras necessárias. Da mesma forma, o som sabe se colocar muito bem, fugindo da obviedade costumeira desse tipo de projeto. O elenco também precisa ser parabenizado por conseguirem incorporar os terrores do roteiro e darem vida e, principalmente, corpo para ele. Mas o maior mérito de <strong><em>A Hora do Mal </em></strong>é seu roteiro.</p>
<p>Cregger faz um trabalho primoroso ao conseguir orquestrar perfeitamente um projeto que poderia ser desinteressante ou confuso em outras mãos. Este é o tipo de filme que facilmente poderia cair no lugar de &#8216;tinha potencial, mas não chegou lá&#8217;, mas ele chega &#8211; e com louvor! <strong><em>A Hora do Mal </em></strong>é uma aula de construção de clima, ambiente e atmosfera para o gênero. Ao mesmo tempo, também é uma aula de construção de personagem e desenvolvimento de trama. No fim, todo o burburinho e espera valem à pena, assim como a ida ao cinema para ver o filme na maior tela possível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Zach Cregger</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Julia Garner, Josh Brolin, Cary Christopher, Alden Ehrenreich, Austin Abrams, Benedict Wong e Amy Madigan</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/pluV0xgnAAc?si=B2_THABPfLAZa5nJ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica Premonição 6 &#8211; Laços de Sangue</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 May 2025 10:49:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de 14 anos sem um novo filme da traumatizante franquia Premonição, os fãs de terror recebem, nesta quinta-feira (15), um presente: um novo e bom filme da sua franquia splatter favorita. Premonição 6: Laços de Sangue chega aos cinemas como uma renovação total para seu universo narrativo. Para que finalmente o New Line Cinema entendeu o que sempre esteve presente como cerne da franquia e resolveu trabalhá-lo &#8211; como já deveria ter feito há mais de 20 anos. Talvez [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de 14 anos sem um novo filme da traumatizante franquia <strong><em>Premonição</em></strong>, os fãs de terror recebem, nesta quinta-feira (15), um presente: um novo e bom filme da sua franquia <em>splatter</em> favorita. <strong><em>Premonição 6: Laços de Sangue</em></strong> chega aos cinemas como uma renovação total para seu universo narrativo. Para que finalmente o New Line Cinema entendeu o que sempre esteve presente como cerne da franquia e resolveu trabalhá-lo &#8211; como já deveria ter feito há mais de 20 anos. Talvez este não se torne necessariamente o longa-metragem favorito da franquia, mas ele é, sem sombra de dúvidas, o melhor executado dentre os seis filmes.</p>
<p><strong><em>Premonição 6: Laços de Sangue </em></strong>entrega uma narrativa cíclica e fechada em si. O roteiro de Guy Busick (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-abigail/"><em>Abigail</em></a>, de 2024) e Lori Evans Taylor (<em>O Nascimento do Mal</em>, de 2022) consegue amarrar a sua nova história com seus antecessores de forma coesa e interessante. A proposta de conectar todos os acontecimentos anteriores para uma espécie de embate final entre os últimos sobreviventes e a Morte é  bem conduzida e o resultado é surpreendente. Não é exagero pensar que o sexto filme seja o melhor executado da franquia. Existe um esmero de produção, proposta, narrativa e execução que jamais antes foi visto em consonância.</p>
<p>O produto final ser mais completo que os anteriores é um mérito do trabalho de Busick e Taylor, ao mesmo tempo que também carrega os louros dos diretores Zach Lipovsky e Adam Stein (<em>Aberrações</em>, de 2018). A dupla consegue produzir o longa com mais identidade e que é capaz que equilibrar bem o tom cômico com a tensão o horror gráfica das mortes sangrentas. Esse quarteto entre diretores e roteiristas foi capaz de fazer com que <strong><em>Premonição 6: Laços de Sangue</em></strong> alcançasse o ápice de seu potencial.</p>
<figure id="attachment_19447" aria-describedby="caption-attachment-19447" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-19447" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Premonicao-6-2-750x500.jpg" alt="Premonição 6: Laços de Sangue (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Premonicao-6-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Premonicao-6-2-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Premonicao-6-2-2048x1365.jpg 2048w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Premonicao-6-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Premonicao-6-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Premonicao-6-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Premonicao-6-2-1400x933.jpg 1400w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19447" class="wp-caption-text">Kaitlyn Santa Juana em cena de &#8216;Premonição 6: Laços de Sangue (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Uma vez entendida e incorporada a verdadeira essência da franquia, a produção deu a largada para um infinito de novas possibilidades técnicas e artísticas para um projeto que, até então, era extremamente formulaico. A abertura de <strong><em>Premonição 6: Laços de Sangue</em></strong>, por exemplo, já coloca o espectador imerso numa atmosfera diferente. O ritmo da cena de abertura é interessante e cadenciado e isso permite que o resultado final seja com uma das sequências de desastre mais impactantes da franquia. A técnica atrelada a uma boa ideia &#8211; que é bem executada &#8211; resulta num longa fora da curva para os padrões da franquia.</p>
<p>Apesar do roteiro de <strong><em>Premonição 6: Laços de Sangue </em></strong>saber conduzir bem a ambiência, o encadeamento dos eventos e ter mortes surpreendentemente criativas e traumatizantes, ainda existe um problema que se perpetua no projeto: o desenvolvimento dos personagens. Mesmo que neste filme o elenco tenha uma ótima química em cena &#8211; e a escolha deles serem todos da mesma família ajuda -, a franquia nunca foi conhecida por ter arcos narrativos de personagens bem desenvolvidos e isso se mantém. Ainda que exista a evidente sinergia entre os atores e atrizes e as entregas sejam satisfatórias &#8211; diferente de antecessores como <em>Premonição (2000)</em> e <em>Premonição 4 (2009)</em> -, ainda falta.</p>
<p>Independente dessa falta de aprofundamento nos personagens, o elenco de <strong><em>Premonição 6: Laços de Sangue</em></strong> é capaz de captar a atenção do público para si. Isso faz com que cada morte choque o espectador porque, quer queira, quer não, os personagens se tornaram relevantes para ele. Essa percepção mostra que, ainda que falte um aprofundamento, o sexto longa consegue fazer algo que muitos dos seus antecessores não conseguiram. No mais, o texto ajuda a fazer com que o trem não descarrilhe em nenhum momento e ainda dá aos fãs um adeus à altura do eterno Candyman, o ator Tony Todd (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-lenda-de-candyman/"><em>A Lenda de Candyman</em></a>, de 2021), que está na franquia desde o primeiro longa.</p>
<p>Com toda a sua expertise na execução, <strong><em>Premonição 6: Laços de Sangue </em></strong>se torna um suspiro aliviado aos fãs mais desacreditados. O longa ainda prova que pode ter algo de bom para sair dessa onda em reviver franquias do passado que estavam dadas como finalizadas. O roteiro do sexto filme mostra que, com respeito ao projeto e entendimento do seu terreno, é possível criar algo novo, bom e próprio. O que fica agora é saber quais serão os próximos capítulos de <strong><em>Premonição</em></strong> ou se este longa foi a despedida que o público merecia da lista da Morte.</p>
<p><strong>Direção: </strong>Zach Lipovsky e Adam Stein</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Kaitlyn Santa Juana, Teo Briones, Richard Harmon, Owen Patrick Joyner, Rya Kihlstedt, Anna Lore, Brec Bassinger e Tony Todd</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/TTwbsctteuw?si=uofPppnzsSdagdeS" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Acompanhante Perfeita</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Feb 2025 19:42:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>2024 foi um ano de inúmeras surpresas positivas nas estreias de histórias originais de terror. Para não ser diferente, 2025 já vem com uma expectativa alta para suas produções. Com inúmeras sequências aguardadas para este ano, como Premonição 6: Laços de Sangue e  Invocação do Mal 4: Os Últimos Ritos, filmes originais precisam surpreender para ganhar espaço entre os fãs. E se você é um dos aficionados por narrativas de horror, não se preocupe porque 2025 já começa muito bem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>2024 foi um ano de inúmeras surpresas positivas nas estreias de histórias originais de terror. Para não ser diferente, 2025 já vem com uma expectativa alta para suas produções. Com inúmeras sequências aguardadas para este ano, como <em>Premonição 6: Laços de Sangue</em> e  <em>Invocação do Mal 4: Os Últimos Ritos</em>, filmes originais precisam surpreender para ganhar espaço entre os fãs. E se você é um dos aficionados por narrativas de horror, não se preocupe porque 2025 já começa muito bem com a estreia de <strong><em>Acompanhante Perfeita</em></strong>.</p>
<p>O longa-metragem mescla elementos de comédia, ficção científica e horror em sua trama. Pode parecer muita coisa, mas o roteiro de Drew Hancock é amarrado o suficiente para brincar com as características dos três gêneros. <strong><em>Acompanhante Perfeita</em></strong> é capaz de unir esses elementos para construir sua narrativa hilária e mortífera sobre relacionamentos e tecnologia. O filme chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (6).</p>
<p>O tom cômico é utilizado por Hancock de forma certeira para contrapor cenas mais sanguinolentas. A comicidade, no entanto, não para por aí. Ela também é frequentemente utilizada para satirizar os exageros do gênero do terror, criando momentos surpreendentemente divertidos. Atrelado a isso, os elementos <em>sci-fi</em> entram apenas como pano de fundo para um futuro não muito distante com avanços tecnológicos e seus perigos. Talvez seja a imprevisibilidade da união desses elementos e temáticas que fazem de <strong><em>Acompanhante Perfeit</em><em>a</em></strong> uma surpresa tão positiva.</p>
<p>A direção de Hancock é interessante. Sua dobradinha como diretor e roteirista permite que as imagens tenham ainda mais força e sejam capazes de construir o choque, o drama e os absurdos vistos em tela. O trabalho dele conduzindo a narrativa parece ser bem coordenado entre equipe e elenco, o que resulta numa divertida trama de sangue, absurdos e boas risadas. O conjunto técnico e artístico competente de <strong><em>Acompanhante Perfeit</em><em>a</em></strong> fazem dele um filme inventivo e interesse do início ao fim.</p>
<figure id="attachment_19151" aria-describedby="caption-attachment-19151" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-19151" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Acompanhante-Perfeita-1-750x500.jpg" alt="Acompanhante Perfeita (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Acompanhante-Perfeita-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Acompanhante-Perfeita-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Acompanhante-Perfeita-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Acompanhante-Perfeita-1-770x514.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Acompanhante-Perfeita-1.jpg 1312w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19151" class="wp-caption-text">Sophie Thatcher em cena de &#8216;Acompanhante Perfeita&#8217; (2025)</figcaption></figure>
<p>Por falar em elenco, é impossível não comentar sobre a <em>final girl</em> do longa. Sophie Thatcher (<em>Boogeyman: Seu Medo é Real</em>, de 2023, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-herege/"><em>Herege</em></a>, de 2024) já vinha despontando como uma promessa para o futuro do gênero e chancela essa previsão com sua personagem em <strong><em>Acompanhante Perfeit</em><em>a</em></strong>. Sua entrega em cena pela montanha-russa de sentimentos vividos por sua personagem permitem que ela mostre ainda mais seu talento.</p>
<p>Igualmente, a principal contracena de Sophie entrega o que já se espera dele. Jack Quaid (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-panico-2022/"><em>Pânico</em></a>, de 2022, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-oppenheimer/"><em>Oppenheimer</em></a>, de 2023) já é um conhecido dos fãs do gênero e parece ter sido elencado por Hollywood para fazer o tipo de antagonista &#8211; ou vilão, para ser mais exato &#8211; canalha. Não sei quem foi a pessoa na indústria que teve esse insight, mas foi brilhante. Em <strong><em>Acompanhante Perfeit</em><em>a</em></strong>, Jack prova que ainda tem muito o que mostrar da sua capacidade de interpretar personagens sádicos e cruéis.</p>
<p>É interessante perceber a evolução do arco narrativo de cada um dos personagens da história, que se completam e encerram os seus ciclos na hora necessária. Drew não deu sobrevida para nenhum personagem e, ainda que o final soe como aberto para uma possível continuação, acredito que a força da sugestão seja a força de seu final. O roteiro de <strong><em>Acompanhante Perfeit</em><em>a </em></strong>tem potência quando ele estica a realidade ao seu máximo e toca na ferida aberta do hoje. Talvez uma continuação acabasse prejudicando a sensação de completude da produção.</p>
<p>Uma coisa interessante do filme é o seu primeiro <em>plot</em>, já dado no trailer do filme. Fui para a sessão sem ter visto nada e a surpresa foi espetacular. Não acredito que estrague a experiência assistir ao trailer antes de ir ao cinema assistir, mas talvez sua experiência seja mais interessante desde o minuto um se você for completamente livre de qualquer informação. O que realmente é preciso saber sobre o filme é que ele é redondo, interessante e extremamente divertido. Para os fãs de terror, vale a pena começar o ano com <strong><em>Acompanhante Perfeit</em><em>a</em></strong>.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Drew Hancock</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Sophie Thatcher, Jack Quaid, Lukas Gage, Megan Suri, Harvey Guillén e Rupert Friend</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/vlYE15g_ZjQ?si=5bqjiVi1yR7GHmy3" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Adão Negro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Oct 2022 11:40:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Após a pandemia de covid-19 ter interferido em diversas produções da DC Films dos últimos anos, Adão Negro chega com pré estreias nos cinemas brasileiros nesta quarta-feira (20) com o objetivo de ser um recomeço para o Universo Estendido da DC. Além dos atrasos causados pelo coronavírus, questões institucionais da Warner Bros. Pictures vêm interferindo no processo criativo e na unidade dos filmes do DCEU. No entanto, o novo longa-metragem inspirado nas hqs da DC parece colocar o universo de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Após a pandemia de covid-19 ter interferido em diversas produções da DC Films dos últimos anos, <em><strong>Adão Negro</strong></em> chega com pré estreias nos cinemas brasileiros nesta quarta-feira (20) com o objetivo de ser um recomeço para o Universo Estendido da DC. Além dos atrasos causados pelo coronavírus, questões institucionais da Warner Bros. Pictures vêm interferindo no processo criativo e na unidade dos filmes do DCEU. No entanto, o novo longa-metragem inspirado nas hqs da DC parece colocar o universo de volta nos trilhos.</p>
<p>As incertezas que envolviam o Universo Estendido começam a diminuir com a manutenção de Ben Affleck (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-ultimo-duelo/"><em>O Último Duelo</em></a>, de 2021, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bar-doce-lar-prime-video/"><em>Bar Doce Lar</em></a>, de 2022) como o Cavaleiro das Trevas e o retorno de Henry Cavill (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-missao-impossivel-efeito-fallout/"><em>Missão: Impossível &#8211; Efeito Fallout</em></a>, de 2018, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-enola-holmes-netflix/"><em>Enola Holmes</em></a>, de 2020) ao seu papel de Super Homem, confirmado pelo Dwayne &#8220;The Rock&#8221; Johnson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-velozes-e-furiosos-hobbs-shaw/"><em>Velozes e Furiosos: Hobbs &amp; Shaw</em></a>, de 2019, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-alerta-vermelho-netflix/"><em>Alerta Vermelho</em></a>, de 2021) numa premiere de <strong><em>Adão Negro</em></strong>.  Apesar do cancelamento de <em>Batgirl</em>, das polêmicas envolvendo Ezra Miller (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-liga-da-justica/"><em>Liga da Justiça</em></a>, de 2017, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-animais-fantasticos-os-segredos-de-dumbledore/"><em>Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore</em></a>, de 2022) e do lançamento do <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-liga-da-justica-snyder-cut/"><em>Snyder Cut</em></a>, o novo longa, estrelado por The Rock, traz bons ventos para o futuro do DCEU com uma narrativa redonda, divertida e com cenas de ação surpreendentes.</p>
<p>Quando a cidade de Kahndaq está sob uma ameaça moderna, Adão Negro, antes conhecido como Teth-Adam (Dwayne Johnson), é despertado após 5000 anos de sua última aparição. Enquanto tenta salvar a sua terra natal da única forma que sabe &#8211; com fúria e vingança -, a Sociedade da Justiça é convocada para intervir na forma que o suposto vilão está tentando salvar Kahndaq. O encontro não sai como o planejado e os heróis terão que encontrar uma forma de fazer com que Adão Negro entenda o seu papel no mundo e a responsabilidade de seus poderes.</p>
<figure id="attachment_15990" aria-describedby="caption-attachment-15990" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-15990" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Adao-Negro-1-750x500.jpg" alt="Adão Negro (2022)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Adao-Negro-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Adao-Negro-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Adao-Negro-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Adao-Negro-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Adao-Negro-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Adao-Negro-1.jpg 1080w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-15990" class="wp-caption-text">Dwayne Johnson em cena de &#8220;Adão Negro&#8221; (2022)</figcaption></figure>
<p>Um dos principais acertos da produção é o roteiro. Com uma adaptação inteligente e interessante da origem do arqui-inimigo do Shazam, <strong><em>Adão Negro</em></strong> entrega uma narrativa que discute a relação entre neoimperialismo no Oriente Médio e o esvaziamento da dicotomia bem versus mal. Infelizmente a discussão social e histórica sobre as ocupações em países do oriente por nações ocidentais acaba ficando em segundo plano, mas nada que atrapalhe a história. Pelo contrário, é uma grata surpresa perceber que o subgênero esteja se preocupando cada vez mais em trazer discussões atuais e relevantes para suas tramas heroicas.</p>
<p>Quanto ao quesito do bem contra o mal, esse acaba sendo o foco central do roteiro de Adam Sztykiel (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-rampage-destruicao-total/"><em>Rampage &#8211; Destruição Total</em></a>, de 2018), Rory Haines e  Sohrab Noshirvani. A escolha, apesar de ser comum a diversos filmes de super heróis, é trabalhada de uma forma criativa, graças a presença da Sociedade da Justiça. A interação entre o personagem título e os componentes da Sociedade &#8211; em especial com o Doutor Destino (Pierce Brosnan) e o Gavião Negro (Aldis Hodge) &#8211; cria uma fluidez no roteiro que conduz o espectador numa jornada intrigante. E, apesar de ser um único longa trazendo duas frentes de apresentação de personagens relevantes para as hqs e para o futuro do DCEU, <strong><em>Adão Negro</em></strong> consegue fazer isso de forma cuidadosa e equilibrada.</p>
<p>Além do elenco coeso e das apresentações do personagens serem agradáveis, as cenas de ação são outro ponto forte de <strong><em>Adão Negro</em></strong>. Apesar do uso um tanto exagerado de <em>slow-motion</em> para impactar o público, a ira do personagem de The Rock é mostrada em cada ataque dele. É importante perceber o cuidado (e a corajosa escolha de subir a faixa etária do filme) ao colocar cenas de luta e mortes mais gráficas. Ao fazer isso, a produção se mostra atenta ao cerne do seu personagem principal e decide priorizar isso, uma vez que a violência define o interior de Teth-Adam. Escolha essa que pode ter sido facilitada pela experiência de Jaume Collet-Serra (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aguas-rasas/"><em>Águas Rasas</em></a>, de 2016, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-passageiro/"><em>O Passageiro</em></a>, de 2018) em trabalhos prévios de terror e suspense.</p>
<p><em><strong>Adão Negro</strong></em>, com sua trajetória e narrativa singular, parece ser um sinal de que ainda há esperanças para o futuro do DCEU. Para os fãs do personagem título e da DC, o longa é um presente que há muito não se via &#8211; inclusive por sua única cena pós créditos. Para os amantes do subgênero, a diversão é garantida do início ao fim, com uma história que consegue se sustentar sozinha, não tem amarras e nem se faz dependente de nenhuma produção prévia. O carisma e a influência de Dwayne Johnson conseguiram fazer com que um filme pandêmico, que passou por refilmagens, se tornasse um farol de esperança.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jaume Collet-Serra</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Dwayne Johnson, Aldis Hodge, Noah Centineo, Sarah Shahi, Marwan Kenzari, Quintessa Swindell, Bodhi Sabongui, Viola Davis e Pierce Brosnan</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/lROrY_3PmQA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-adao-negro/">Crítica: Adão Negro</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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