<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Mostra de São Paulo - Coisa de Cinéfilo</title>
	<atom:link href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/mostra-de-sao-paulo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/mostra-de-sao-paulo/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Sat, 09 Sep 2023 00:19:50 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cropped-favicon3-5-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Mostra de São Paulo - Coisa de Cinéfilo</title>
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/mostra-de-sao-paulo/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Mostra de São Paulo: Lidando com a Morte</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-lidando-com-a-morte/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-lidando-com-a-morte/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Oct 2021 01:00:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Lidando com a Morte]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra de São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra de SP]]></category>
		<category><![CDATA[Paul Rigter]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=14672</guid>

					<description><![CDATA[<p>A morte é a certeza derradeira de todos que habitam o Planeta. A única diferença, talvez, seja a forma como cada pessoa, cada povo, lida com a despedida final de seus entende queridos. Pensando nesta perspectiva aqui em Lidando com a Morte, uma empresa que oferta serviços funerários, especializados em multicultura, na Holanda, decide fazer uma ampla pesquisa com estrangeiros. O objetivo, teoricamente, é entregar melhores condições possíveis de negócio, em sua nova sede. A figura central que agencia os [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-lidando-com-a-morte/">Mostra de São Paulo: Lidando com a Morte</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A morte é a certeza derradeira de todos que habitam o Planeta. A única diferença, talvez, seja a forma como cada pessoa, cada povo, lida com a despedida final de seus entende queridos. Pensando nesta perspectiva aqui em <strong><em>Lidando com a Morte</em></strong>, uma empresa que oferta serviços funerários, especializados em multicultura, na Holanda, decide fazer uma ampla pesquisa com estrangeiros. O objetivo, teoricamente, é entregar melhores condições possíveis de negócio, em sua nova sede.</p>
<p>A figura central que agencia os encontros com pessoas de diversos países é Anita Van Loon e é do ponto de vista dela que <strong><em>Lidando com a Morte</em></strong> conta a sua história. Aqui, temos um ponto principal que é consequência desta escolha. O fato de Anita ser uma mulher branca europeia mostra o quanto a população deste continente tem em seu imaginário um pensamento de superioridade.</p>
<p>Um exemplo disto é a cena na qual Anita conversa com um empresário e eles comentam sobre como é importante que a população “autêntica” da Holanda também entre nos planos de cobertura da instituição. Além disso, enquanto Anita se reúne com os supostos outsiders e tenta aprender um pouco da cultura deles, há desconforto e até constrangimento nela e em seus colegas de trabalho, em sua maioria homens e todos brancos.</p>
<p>Em meio a risos nervosos e surpresas com as demandas, a vergonha é sentida do outro lado da tela, passando o sentimento para o espectador. Neste contexto, o documentário tenta se eximir de emitir alguma opinião sobre o que é mostrado. Aparentemente, o diretor e roteirista Paul Rigter (Crush) procura emular um olhar de fora, que observa as situações sem interferir nelas.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14698" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/lidando-com-a-morte-documentario-img00.jpg" alt="Lidando com a Morte" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/lidando-com-a-morte-documentario-img00.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/lidando-com-a-morte-documentario-img00-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/lidando-com-a-morte-documentario-img00-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/lidando-com-a-morte-documentario-img00-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A câmera de <strong><em>Lidando com a Morte</em></strong> é onisciente, mas sem revelar suas intervenções. É como se as personagens não fossem influenciadas pela filmagem. O tom de naturalidade é uma busca central aqui. No entanto, a estratégia de Rigter não é tão bem sucedida, pois, como já se é sabido, a neutralidade é um mito. O que mais chama atenção no longa é, justamente, a centralização da figura de Anita.</p>
<p>Quem ela escuta não tem espaço mais amplo na obra, não são ouvidos, nem acompanhados. A cada sequência, o público pode sentir um distanciamento maior em relação aos estrangeiros. Seus atos e ritos são registrados, porém sempre como se estivessem longe do foco principal, porque suas vozes não são efetivamente escutadas. deixando nítida a seleção de Rigter e o que ele quer contar, de fato.  Não parece ser a intenção da produção compreender múltiplas opiniões sobre Anita e o local que ela trabalha.</p>
<p>Inclusive, a própria decupagem confirma esta sensibilidade para com Van Loon, que ganha planos mais fechados em suas expressões faciais e emoções, bem como um tempo de tela com menos movimentações de câmera, fazendo com que quem assiste possa ser envolvido com a sua dinâmica, sua forma de ver o que a cerca. Do outro lado, tem-se justamente o oposto.</p>
<p>Desta forma, o conteúdo é bastante enviesado em <strong><em>Lidando com a Morte</em></strong>. Ainda que seja impossível realizar qualquer produto imparcial, pois ninguém é nulo de experiências prévias e ideologias, a tentativa em chegar o mais próximo disto poderia ser válida. Porque, no final das contas, o filme acaba se perdendo na narrativa de Anita e em todo estranhamento cultural blasé holandês e gasta a chance de realmente investigar e entender as distintas maneiras de se lidar com a morte.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Paul Rigter</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-lidando-com-a-morte/">Mostra de São Paulo: Lidando com a Morte</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-lidando-com-a-morte/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mostra de São Paulo: Sibéria</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-siberia/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-siberia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Nov 2020 15:46:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Abel Ferrara]]></category>
		<category><![CDATA[Cristina Chiriac]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dounia Sichov]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra de São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Sibéria]]></category>
		<category><![CDATA[Willem Dafoe]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=13459</guid>

					<description><![CDATA[<p>Retornando para sua parceria com o ator Willem Dafoe (O Farol), o cineasta Abel Ferrara (Vício Frenético) traz um universo cheio de metáforas, intensidades e mergulho na mente de seu protagonista, em Sibéria. Em uma longa jornada, Clint (Dafoe) revisita seu passado e investiga marcas e danos provocados e sentidos durante a sua vida. Todo este percurso começa na isolada cabana de Clint, que fica em um local frio e melancólico. Para realizar esta ambientação, são intercalados planos gerais, que [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-siberia/">Mostra de São Paulo: Sibéria</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Retornando para sua parceria com o ator Willem Dafoe (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-farol/"><em>O Farol</em></a>), o cineasta Abel Ferrara (<em>Vício Frenético</em>) traz um universo cheio de metáforas, intensidades e mergulho na mente de seu protagonista, em <em><strong>Sibéria</strong></em>. Em uma longa jornada, Clint (Dafoe) revisita seu passado e investiga marcas e danos provocados e sentidos durante a sua vida. Todo este percurso começa na isolada cabana de Clint, que fica em um local frio e melancólico. Para realizar esta ambientação, são intercalados planos gerais, que mostram as montanhas gélida e a paisagem inóspita, com um azul-esverdeado saturado, em quadros mais fechados, pouco iluminados, que trazem ações e detalhes de algumas expressões faciais.</p>
<p>Além disso, há uma contenção nas falas das personagens em uma parte considerável do filme. Isto ocorre até chegar uma quebra desta lógica, a partir da virada da narrativa, quando o longa passa a ser um tanto mais verborrágico. Há, após este novo momento da projeção, idas e vidas desta estrutura inicial. Outros tons na paleta de cores são convocados, mas estão sempre indo e voltado, a depender do estado em que Clint se encontra. Existe algo de extremo em <em><strong>Sibéria</strong></em>, que imprime sempre força no que deseja passar, seja nas fantasias que envolvem dor, agressividade, prazer ou susto; nas tonalidades totalmente frias ou quentes, casando com os sentimentos e/ou devaneios de Curtis; na mescla de bastante ou nenhum diálogo etc.</p>
<p>Entre os encontros deste homem perdido, a montagem trabalha em função desta exposição intensa de sentimentos e pensamentos, bem como deste caos impresso na tela. As sequências intercaladas são como o raciocínio de Clint. Ferrara também evoca estes fluxos através de movimentos de câmera que coloca em jogo os olhares externos com os de Clint. O diretor ainda utiliza os zooms para ampliar e diminuir  a solidão, traço tão marcante aqui. Apesar de orquestrar um contexto complexo, com aparentes camadas de profundidades que serão investigadas durante a projeção, há um limite para esta inventividade da produção que acaba por ficar empacada em suas próprias dinâmicas.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13465" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/willem-dafoe-siberia_plano_critico.jpg" alt="Sibéria" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/willem-dafoe-siberia_plano_critico.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/willem-dafoe-siberia_plano_critico-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/willem-dafoe-siberia_plano_critico-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/willem-dafoe-siberia_plano_critico-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A partir do terceiro ato, principalmente, as possibilidades vão se esgotando e as repetições discursivas e imagéticas passam a acontecer. <em><strong>Sibéria</strong> </em>não quer trazer algo conclusivo para o espectador e não precisa, porém não sustenta o próprio ciclo que criou. Resta um cansaço e uma sensação de tempo dilatado, deixando que uma sessão de uma hora em meia pareça ter três. Esta escassez criativa está igualmente em Williem Dafoe.</p>
<p>Ainda que entregue uma performance consciente, na qual é possível notar um estudo para seu papel, falta viço e até mesmo certa compreensão de quem é aquela personagem que ele está fazendo. É bem verdade que Dafoe explora a sua já conhecida versatilidade, criando diversos tons, corpos e movimentações. Contudo, o seu Clint apresenta um olhar perdido e gestos vacilantes, que não parecem frutos da sua construção de ator e sim uma dispersão de sentido.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Abel Ferrara</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Willem Dafoe, Dounia Sichov, Cristina Chiriac</p>
<p>Assista ao trailer!</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/k1L7KFisdW8" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-siberia/">Mostra de São Paulo: Sibéria</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-siberia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mostra de São Paulo: Entre Nós, Um Segredo</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-entre-nos-um-segredo/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-entre-nos-um-segredo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2020 19:01:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[2020]]></category>
		<category><![CDATA[Beatriz Seigner]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Documentário]]></category>
		<category><![CDATA[Entre Nós Um Segredo]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra de São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Toumani Kouyaté]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=13438</guid>

					<description><![CDATA[<p>Toumani Kouyaté e Beatriz Seigner (Los Silencios) se reúnem para trazer para as telas um enredo que evoca ancestralidades africanas e as raízes dos habitantes de Mali. O ponto de partida de Entre Nós, Um Segredo é um chamado do avô de Kouyaté. Ao sentir que está perto de falecer, ele convoca todos os membros da família que estão em outros países. O seu objetivo é contar o que ele acredita ser sua última história. Desde o início do filme, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-entre-nos-um-segredo/">Mostra de São Paulo: Entre Nós, Um Segredo</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Toumani Kouyaté e Beatriz Seigner (<em>Los Silencios</em>) se reúnem para trazer para as telas um enredo que evoca ancestralidades africanas e as raízes dos habitantes de Mali. O ponto de partida de <em><strong>Entre Nós, Um Segredo</strong></em> é um chamado do avô de Kouyaté. Ao sentir que está perto de falecer, ele convoca todos os membros da família que estão em outros países. O seu objetivo é contar o que ele acredita ser sua última história. Desde o início do filme, o público já começa a conhecer sobre as tradições e segredos da região.</p>
<p>Através de sequências que misturam entrevistas com o avô de Kouyaté, de relatos do próprio cineasta, com paisagens do local, interações, cerimônias, o cotidiano dos malinenses e uma narração de Seigner, cria-se um relato rico, mostrado de maneira dinâmica para o espectador. O conteúdo em si do documentário é necessário, pois contém um material grande sobre o passado, presente e futuro de Mali e da linhagem de djélis, contados de forma oral. Assim, aqui, há ainda um significado político na maneira como são colocados os relatos durante a exibição, trazendo justamente esta discussão sobre o que é de fato a passagem de conhecimento e as múltiplas possibilidades que esta ação pode se dar, a partir da cultura de uma pessoa ou uma nação.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13456" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/7ad4af6fd941ce936e0e31ee89918f57_15841238402706_1657243114.png" alt="Entre Nós Um Segredo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/7ad4af6fd941ce936e0e31ee89918f57_15841238402706_1657243114.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/7ad4af6fd941ce936e0e31ee89918f57_15841238402706_1657243114-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/7ad4af6fd941ce936e0e31ee89918f57_15841238402706_1657243114-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/7ad4af6fd941ce936e0e31ee89918f57_15841238402706_1657243114-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>No entanto, apesar de possuir personagens ricas, localizações bonitas e contações que poderiam render consideravelmente, alguns pontos  de <em><strong>Entre Nós, Um Segredo</strong></em> são incômodos e afastam da obra quem a assiste. A primeira questão, e maior de todas, é a presença de Seigner. A falta de ligação aparente da cineasta com aquele contexto é distanciada e soa artificial. Talvez, este olhar de fora fosse algo desejado, mas isto acaba não casando com o tom do longa, trazendo quebras de atmosfera. Além disto, as intenções de texto impressas em sua narração são o auge desta inadequação que cria uma desconexão durante a fruição. É como se ela não compreendesse o que diz e como se aquele conteúdo precisasse ser explicado lentamente, como uma fábula. Novamente, esta estratégia poderia funcionar, mas, aqui, não dialoga com o restante da produção.</p>
<p>Outro quesito que salta aos olhos é a decupagem mal trabalhada. Muitas sequências não precisavam ser feitas em movimento, por exemplo. Em diversas passagens dentro de carros, a iluminação é fraca e /ou possuem pouca estabilidade para a câmera. Também se vê que a maioria dos enquadramentos não parecem pensados, cortando pedaços do corpo, principalmente deixando o plano sem respiro. Esta seleção não demonstra ser pensada ou casa com algo que é passado durante a projeção. Estes fatores são incômodos, mas não tiram a relevância de <strong><em>Entre Nós, Um Segredo</em></strong> que vale ser visto pelo o que conta, mesmo que perca sua força na execução um tanto truncada.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Toumani Kouyaté  e Beatriz Seigner</p>
<p>Confira nossas crítica de festivais <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/festival/"><em><strong>aqui</strong></em></a>!</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-entre-nos-um-segredo/">Mostra de São Paulo: Entre Nós, Um Segredo</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-entre-nos-um-segredo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mostra de São Paulo: Cracolândia</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-cracolandia/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-cracolandia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2020 18:49:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Cracolândia]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Documentário]]></category>
		<category><![CDATA[Edu Felistoque]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Heni Ozi Cukier]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra de São Paulo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=13434</guid>

					<description><![CDATA[<p>Com o aparente objetivo de discutir o uso do crack na cidade de São Paulo, mais especificamente sobre a Cracolândia, local da cidade onde o uso da droga é feito de maneira intensa e aberta. Há aqui uma suposta intenção de escutar múltiplas fontes, com pontos de vistas convergentes e divergentes. Existe uma postura dentro do documentário de que algo importante está sendo feito ali: a evocação de uma discussão plural e múltipla. No entanto, ainda que a quantidade de [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-cracolandia/">Mostra de São Paulo: Cracolândia</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com o aparente objetivo de discutir o uso do crack na cidade de São Paulo, mais especificamente sobre a Cracolândia, local da cidade onde o uso da droga é feito de maneira intensa e aberta. Há aqui uma suposta intenção de escutar múltiplas fontes, com pontos de vistas convergentes e divergentes. Existe uma postura dentro do documentário de que algo importante está sendo feito ali: a evocação de uma discussão plural e múltipla. No entanto, ainda que a quantidade de pessoas ouvidas seja grande e que, em alguma medida, elas tragam alguns pensamentos distintos, o documentário, claramente, deixa o seu posicionamento marcado, deixando um clima de que há uma necessidade urgente de uma ação que extermine aquele ambiente e como o país não está preparado ainda para medidas menos incisivas, que saiam da lógica de extermínio.</p>
<p>Não há dúvidas de que a produção deseja passar o seu engasgo com a existência da Cracolândia, como enxergam os habitantes daquele local como um estorvo para sociedade e que consideram necessária esta intervenção mais forte do Estado. Esta visão é fomentada constantemente pela figura do cientista político Heni Ozi Cukier. Há uma atmosfera de heroísmo atribuído a ele, como se ele soubesse mais do que ninguém sobre a temática, pudesse elucidar todas as dúvidas do assunto e resolver tudo o que é posto como conflito dentro do enredo. Além de ser entrevistado e estar durante diversas passagens do longa, Cukier roteirizou o filme. Este ponto faz com que a certeza sobre o parcialidade da produção seja fomentada. Não que isso pudesse ser necessariamente uma questão. É impossível que existe um conteúdo feito por humanos desprovido de subjetividade. Porém, existe uma proposta, que já é posta desde o princípio da exibição, que é, justamente, a de buscar uma imparcialidade e de que polarizações e falas deterministas não levariam a lugar algum. Não existe esta procura e o conteúdo acaba sendo um tanto desonesto em seus objetivos e na manipulação das imagens e sons para realizar a sua argumentação.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13451" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/filme-CRACOLANDIA.jpg" alt="Cracolândia" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/filme-CRACOLANDIA.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/filme-CRACOLANDIA-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/filme-CRACOLANDIA-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/11/filme-CRACOLANDIA-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda que médicos, líderes, agentes de justiça e de saúde, que vão de São Paulo até os Estados Unidos, Canadá e Suíça, sejam trazidos,  no final das contas o veredito já está dado! Esta percepção chega muito através da observação dos recursos técnicos como potencialização das sentenças deterministas. A montagem, a trilha e a edição de som são os principais elementos que contribuem para tais efeitos. Os cortes, com sobe som de músicas que instalam tensão, revelam quais os depoimentos estão mais “corretos” e o que são “contraditórios”. Em um dado momento, por exemplo, são colocadas as falas de Rafael Lopes, integrante da ONG <em>Cacro Resiste</em> intercaladas, com a Márcio Américo, escritor e ex-usuário de crack.</p>
<p>Enquanto Lopes procura defender o que eles acredita serem os direitos dos moradores da Cracolândia, Américo é bastante claro em seus argumentos contra esta Organização e chega a tratá-los como algo ridículo e que promove desserviço. Na montagem, momentos de Rafael Lopes com um olhar vago e suas pausas de reflexão são colocadas junto com as de Márcio Américo sendo assertivo e firme. Independentemente de quem estivesse correto ou, até mesmo, se existe alguém certo nesta equação, o documentário deixa bem claro quem eles enxergam como coerente. As sequências, assim, parecem estar conectadas para a construção de um argumento do que Cukier acredita.</p>
<p>A sensação de que está se consumindo quase uma hora e meia de um material voltado para colocar Heni Ozi Cukier em voga e querer confirmar suas suposições ficam mais fortes se o público pensa que, em 2018, ele foi eleito deputado estadual, pelo Partido Novo. Inclusive, nas cartelas finais, deixam como aviso que o mesmo conseguiu aprovar a Política sobre Drogas do Estado de São Paulo e o Fundo Estadual Antidrogas. Desta maneira, <strong><em>Cracolândia</em> </strong>passa uma ideia de propaganda para Cukier. Assim como seu conhecido falatório sobre tentativa de neutralidade e fuga de polos partidários, Cukier, ao lado do diretor Edu Felistoque (<em>Toro</em>), montam uma obra que finge procurar correr de algo enviesado, mas que faz o contrário, deixando bem claro o que pensam e desejam para o país e como querem que o assunto sobre a legislação e as ações do governo em relação às drogas seja tratadas e executadas.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Edu Felistoque</p>
<div class="entry-content-wrap clearfix">
<div class="entry-content body-color clearfix link-color-wrap">
<div class="entry-content-wrap clearfix">
<div class="entry-content body-color clearfix link-color-wrap">
<p>Confira nossas crítica de festivais <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/festival/"><em><strong>aqui</strong></em></a>!</p>
</div>
</div>
</div>
</div>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-cracolandia/">Mostra de São Paulo: Cracolândia</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-cracolandia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mostra de São Paulo: Curral</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-curral/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-curral/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2020 00:26:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Carla Salle]]></category>
		<category><![CDATA[Curral]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[José Dumont]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Brennand]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra de São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Rodrigo Garcia]]></category>
		<category><![CDATA[Thomas Aquino]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=13419</guid>

					<description><![CDATA[<p>Após dez anos de Porta a Porta – a Política em Dois Tempos, Marcelo Brennand retorna ao universo da política feita em cidades pequenas do Brasil. Aqui em Curral, novamente, ele retrata Gravatá, município interiorano de Pernambuco, em período de votação para prefeito e vereador. Durante o filme, há uma construção progressiva das tensões dentro das relações das personagens do enredo. As suas camadas vão sendo descortinadas à medida que a trama avança. Alguns acontecimentos acabam sendo óbvios, mas o [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-curral/">Mostra de São Paulo: Curral</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Após dez anos de <em>Porta a Porta – a Política em Dois Tempos</em>, Marcelo Brennand retorna ao universo da política feita em cidades pequenas do Brasil. Aqui em <strong><em>Curral</em></strong>, novamente, ele retrata Gravatá, município interiorano de Pernambuco, em período de votação para prefeito e vereador. Durante o filme, há uma construção progressiva das tensões dentro das relações das personagens do enredo. As suas camadas vão sendo descortinadas à medida que a trama avança. Alguns acontecimentos acabam sendo óbvios, mas o que vale aqui é justamente o desenvolvimento desta história e como a direção e a montagem dialogam com ela.</p>
<p>Nas sequências nas quais as ações são mais marcadas, os cortes secos contribuem para o estabelecimento de tensão. Não que este recurso seja criativo, claro, mas ele ajuda a colocar o espectador na atmosfera desejada, amplificando a sua apreensão. Ao mesmo tempo, esta aceleração trazida pela edição não é gratuita, tendo antes sido construída por momentos de câmera mais parada e planos mais longos, onde se destrincham fatos sobre a cidade, as eleições e os habitantes de Gravatá. Estas descobertas também estão presentes nos detalhes dos diálogos, como no momento em que Chico (Thomas Aquino) e Joel (Rodrigo García) falam sobre a campanha e diversos comentários racistas, misóginos, lesbo e bifóbicos vêm de Joel. O silêncio e o choque de Chico são fomentados pelos closes e pelo seu silêncio, mostrando uma constatação dele, diante do antigo amigo de infância, agora candidato. Há também um engasgo e uma vontade de rebater que vai ficando guardada. </p>
<p>Apesar desta estratégia funcionar na maior parte da projeção, entre o final do segundo ato e o encerramento do longa-metragem, há uma queda rítmica, no qual a tônica permanece constante, deixando uma dilatação desnecessária para a chegada do desfecho da obra. Este fator diminui um pouco do impacto que a última cena parece desejar passar. <strong><em>Curral</em> </strong>cria uma espécie de linha crescente e quando chega em seu ápice, se segura por muito tempo na linha reta, quebrando a expectativa de quem o assiste. Depois, o resultado que traz é um tanto tardio. Este fator não compromete a totalidade da produção, mas reduz a sua qualidade.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13445" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/curral_foto_daniela-nader_img_9561.jpg" alt="Curral" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/curral_foto_daniela-nader_img_9561.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/curral_foto_daniela-nader_img_9561-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/curral_foto_daniela-nader_img_9561-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/curral_foto_daniela-nader_img_9561-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Outra questão que chama atenção é a falta de personalidade e construção mais elaborada das personagens. O elenco não chega a ser ruim, longe disso. Há um trabalho em procurar imprimir verdade e  uma tentativa de criação de jogo cênico. No entanto, são tantos arquétipos colocados na tela que eles não vão muito além disso. Poderia sim funcionar esta escolha de representação, mas, aqui, fica superficial, não alcançando as sensações e emoções necessárias que precisam ser passadas. Até Aquino, que possui uma série de trabalhos fortes, parece um tanto engessado, repetindo sua chave, sem trazer algo diferente para seu Chico Caixa.</p>
<p>Ainda assim, no geral, <strong><em>Curral</em> </strong>vale a pena por apresentar certo apuro estético, onde técnica e discurso estão casados. Há também um importante debate que ele evoca sobre a sordidez das campanhas políticas e como existem aqueles que se aproveitam de um contexto repleto de pessoas com necessidades básicas para buscar os manipular e controlar com pequenos favores e quantias. Isto já é algo bastante sabido, porém tão antigo e repetido que é sempre importante uma retomada nesta discussão.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Marcelo Brennand</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Thomas Aquino, José Dumont, Carla Salle, Rodrigo Garcia</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/uupborH78gg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<div class="entry-content-wrap clearfix">
<div class="entry-content body-color clearfix link-color-wrap">
<p>Confira nossas crítica de festivais <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/festival/"><em><strong>aqui</strong></em></a>!</p>
</div>
</div><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-curral/">Mostra de São Paulo: Curral</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-curral/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mostra de São Paulo: Um Dia com Jerusa</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-um-dia-com-jerusa/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-um-dia-com-jerusa/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2020 03:26:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Débora Marçal]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Léa Garcia]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra de São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Um dia com Jerusa]]></category>
		<category><![CDATA[Viviane Ferreira]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=13385</guid>

					<description><![CDATA[<p>Extensão do curta-metragem, de 2014, intitulado O dia de Jerusa, a diretora e roteirista Viviane Ferreira volta a narrar o encontro entre Jerusa (Léa Garcia) e Silvia (Débora Marçal) em Um Dia com Jerusa. A primeira é uma senhora de 77 anos que está fazendo aniversário. A segunda é funcionária de uma empresa que faz pesquisas de marcas com o consumidor. Neste encontro da dupla histórias sobre o passado, ancestralidades e questões raciais são evocadas. Há uma potência nesta relação [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-um-dia-com-jerusa/">Mostra de São Paulo: Um Dia com Jerusa</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Extensão do curta-metragem, de 2014, intitulado <em>O dia de Jerusa</em>, a diretora e roteirista Viviane Ferreira volta a narrar o encontro entre Jerusa (Léa Garcia) e Silvia (Débora Marçal) em <em><strong>Um Dia com Jerusa</strong></em>. A primeira é uma senhora de 77 anos que está fazendo aniversário. A segunda é funcionária de uma empresa que faz pesquisas de marcas com o consumidor. Neste encontro da dupla histórias sobre o passado, ancestralidades e questões raciais são evocadas. Há uma potência nesta relação das duas que é criada em um pouco mais e uma hora de projeção.</p>
<p>Aqui fica a aposta em retomar muitas ações e diálogos que funcionaram no curta, mas também é possível enxergar o esforço para expandir este universo estabelecido anteriormente. Apesar desta tentativa louvável, o longa não consegue sanar os problemas da obra original ou até mesmo manter os seus elementos positivos. O que acontece é uma criação de atmosfera artificial.</p>
<p>A começar pela decupagem problemática, na qual enquadramentos mal elaborados afastam o espectador da história que está sendo contada. Fica uma sensação de ansiedade e de uma câmera “aflita” que busca o próximo plano. Antes de ter finalizado uma sequência, o enquadramento seguinte já anuncia uma mudança de movimentação. Este recurso poderia, claro, ser efetivo. No entanto, ele provoca quebras na narrativa e pode dispersar o público. Porque eles não fomentam a trama, não deixam que sejam vistas as emoções de Jerusa ou as reações de Silvia.</p>
<p>Outro incômodo é a direção de atores. O texto sai truncado e colorido como se ambas estivem fazendo um discurso. O tom evocativo já era algo presente anteriormente, mas trabalhado com mesclas rítmicas nas intenções que equilibravam o jogo de cena. Esta espécie de monocordia cria um muro na construção de empatia com aquelas personagens e são outro ponto de afastamento com a produção. Há uma constante sensação de anúncio de algo que estar por vir, constantemente. Nesta dinâmica repetitiva, o ritmo se desfaz inúmeras vezes, como na cena em que Jerusa pede seu remédio. Não há motivação de personagem e instalação física antes para que tal ato seja justificado.</p>
<p>É importante ressaltar que existe uma utilização intensa de saturação e contrastes altos que oscilam na tela. Em partes, esta estratégia funciona quando o filme parece querer passar as tensões do cotidiano da população negra e os injustos encarceramentos vindos de um país injusto e racista, porque eleva as tensões, como nas imagens que chegam para demonstrar o que sente Silvia em seus transes. No entanto, esta escolha acaba deixando a fruição incômoda, principalmente a partir do momento que o enredo acontece dentro da casa de Jerusa.</p>
<p>Há um apelo da direção de arte em transformar aquele local em um ambiente tipicamente ocupado por uma senhora de idade. E este trabalho é cuidadoso e minimalista. Contudo, com as temperaturas tão altas no ecrã, é difícil fruir a quantidade amarelo e alaranjados se sobressaindo. Esta é a maior questão de <strong><em>Um Dia com Jerusa</em></strong>, são muitas informações fortes, com uma quantidade mínima de respiros.</p>
<p>Apesar de tudo, a obra pode agradar por reunir momentos positivos, dentro da criação de intimidade entre estas duas figuras que são Jerusa e Silvia, em como elas se conectam através do passado de Jerusa e sua família e como em uma tarde estas vidas parecem tão entrelaçadas. Este é um ganho de Ferreira, a forma como ela consegue fazer com que um sentimento de imersão naquele dia destas duas mulheres seja tão palpável.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Viviane Ferreira</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Léa Garcia, Débora Marçal, Antônio Pitanga</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-um-dia-com-jerusa/">Mostra de São Paulo: Um Dia com Jerusa</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-um-dia-com-jerusa/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mostra de São Paulo: Verlust</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-verlust/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-verlust/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Oct 2020 21:40:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Andréa Beltrão]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Esmir Filho]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Marina Lima]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra de São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Verlust]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=13388</guid>

					<description><![CDATA[<p>Contraste baixo, paleta de cores, majoritariamente, em tons pastéis, sons diegéticos do mar e os ruídos da praia. Logo nos primeiros minutos de Verlust, o tom do filme e as sensações que ele deseja passar são instaurados. Este é um longa que revela intensa preocupação estética, utilizada para contar uma história sobre um grupo que lembra uma espécie de família, ainda que não seja uma propriamente dita. Assim, unidos, principalmente, por uma suposta relação profissional, a trama escancara logo de [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-verlust/">Mostra de São Paulo: Verlust</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Contraste baixo, paleta de cores, majoritariamente, em tons pastéis, sons diegéticos do mar e os ruídos da praia. Logo nos primeiros minutos de <strong><em>Verlust</em></strong>, o tom do filme e as sensações que ele deseja passar são instaurados. Este é um longa que revela intensa preocupação estética, utilizada para contar uma história sobre um grupo que lembra uma espécie de família, ainda que não seja uma propriamente dita.</p>
<p>Assim, unidos, principalmente, por uma suposta relação profissional, a trama escancara logo de cara que os laços mostrados ali vão muito além do trabalho. O elo que liga todas as personagens é a figura de Frederica (Andrea Beltrão), uma empresária, mãe, esposa, ex-namorada, uma figura que tenta representar tudo neste enredo. Contudo, o longa acaba por se valer muito mais dos aspectos formais e se perde por não sustentar a grandiosidade trazida pelo olhar do cineasta Esmir Filho (<em>Saliva</em>).</p>
<p>A começar pela mise-en-scène cuidadosa, que trabalha com as sensações das personagens, juntamente com o ambiente apresentado na tela e a movimentação do elenco por aquele espaço que os conecta e sufoca ao mesmo tempo. As tensões entre eles são fomentadas por uma aparente tentativa de progressão. No entanto, as informações são postas de maneira frouxa. Isto porque desde o princípio da exibição o tom das emoções reveladas no enredo já é intenso e deixa no ar um clima de suspense, como se algo estivesse por vir, mas isto nunca chega. O nó e as ferramentas narrativas para o desenlace são claros demais para que os diálogos e embates se sustentem.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13401" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/3631774.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Verlust" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/3631774.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/3631774.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/3631774.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/3631774.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Há no longa um afastamento claro na força do que se conta com o como é contado. Assim, <strong><em>Verlust</em> </strong>é uma produção que se eleva na forma, porém fica por aí. É como se todos os outros elementos chegassem quase lá, como é o caso do relacionamento de Frederica com Lenny (Marina Lima). O passado e o presente das duas é subestimado e ganha pouco tempo de projeção e desenvolvimento. Há um constante anúncio de virada que não ocorre, deixando que todos os conflitos sejam resolvidos, inclusive os delas, nos últimos minutos.</p>
<p>Outro fator que pode ser apontado como um &#8220;bater na trave&#8221; são as atuações. Beltrão parece representar mais do que interpretar. A racionalidade de sua Frederica colide com a sua própria, de atriz. Há somente um lampejo de uma provável boa criação. Já o restante do elenco é um tanto inexpressivo. Eles não alcançam o nível de complexidade proposta por Filho na sua direção. Talvez, tenha faltado motivação ou criação de gênese das personagens. Ainda que haja alguma dignidade neles, falta expressividade, tônus corporal e uma imersão mais forte para que as emoções afloradas não soem exageradas, principalmente nas sequências de brigas.</p>
<p>No final das contas, o que vale em <em><strong>Verlust</strong> </em>é aproveitar as atmosferas criadas, seja pelo sufocamento causado por esse ambiente fechado e cheio de clausuras, pelas músicas de Marina Lima, que fomentam a tradução dos sentimentos de cada integrante desta rede de relacionamentos postos por Frederica e pelo apuro do trabalho de Esmir Filho, que imprime na sua direção tudo que falta no restante do longa.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Esmir Filho</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Andrea Beltrão, Marina Lima, Alfredo Castro</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/xpP-b803u0g" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>Confira nossas crítica de festivais <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/festival/"><em><strong>aqui</strong></em></a>!</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-verlust/">Mostra de São Paulo: Verlust</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-verlust/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mostra de São Paulo: Filho de Boi</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-filho-de-boi/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-filho-de-boi/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Oct 2020 21:22:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Ernesto Molinero]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Filho de Boi]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Haroldo Borges]]></category>
		<category><![CDATA[João Pedro Dias]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Carlo Vasconcelos]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra de São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Paula Gomes]]></category>
		<category><![CDATA[Vinicius Bustani]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=13372</guid>

					<description><![CDATA[<p>O silêncio e os olhos que observam o mundo. Estes são traços fortes da personalidade de João (João Pedro Dias) e que compõem a camada mais básica de sua personalidade. O primeiro ato da obra Filho de Boi traz elementos que fomentam esta característica do protagonista. Enquadramentos mais abertos, intercalados com planos detalhes, ambientam o espectador naquele espaço solitário, quente e terroso no qual João vive. A ausência de palavras saídas de sua boca fazem bastante sentido dentro deste cenário. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-filho-de-boi/">Mostra de São Paulo: Filho de Boi</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O silêncio e os olhos que observam o mundo. Estes são traços fortes da personalidade de João (João Pedro Dias) e que compõem a camada mais básica de sua personalidade. O primeiro ato da obra <em><strong>Filho de Boi</strong></em> traz elementos que fomentam esta característica do protagonista. Enquadramentos mais abertos, intercalados com planos detalhes, ambientam o espectador naquele espaço solitário, quente e terroso no qual João vive. A ausência de palavras saídas de sua boca fazem bastante sentido dentro deste cenário. Logo nos primeiros minutos, a relação dele com seu pai (Luiz Carlos Vasconcelos) também é apresentada e faz com que exista uma ampliação ainda mais intensa de como funciona o mundo de João.</p>
<p>O contexto parece um tanto duro, mas o contraponto com a atmosfera deste local é a sensibilidade de João. Desde o princípio, vê-se o seu carinho e respeito aos animais, a sua paciência e sua conexão com a natureza. Todas estas questões são fortalecidas pela captura de imagem, que sabe quando parar e movimentar a câmera, bem como no som, com os ruídos que ajudam na composição deste universo ficcional. Além disto, após a chegada do circo na sua cidade, há uma virada narrativa que aumenta a complexidade de João, de seus anseios e pensamentos.</p>
<p>Progressivamente, o público de <em><strong>Filho de Boi</strong></em> vai recebendo mais informações sobre o garoto, seu passado e seus desejos. Nesta construção, a arte entra como força principal, para o <em>start</em> de sua libertação das amarras impostas pela vida. Em um jogo lento de desnude das personagens dentro da narrativa, Paula Gomes e Haroldo Borges (<em>Jonas e o Circo sem Lona</em>, ambos) conseguem deixar claro os traços de todas as figuras do enredo. Até o pai marrento possui sensibilidade e toca a sua sanfona com paixão. Claro, as pessoas são mais diversas do que uma visão superficial pode evocar e este é o principal ganho desta produção. O material, no geral, é rico e cuidadoso. O estabelecimento e a manutenção das relações também são bem elaborados. A dinâmica entre os atores ajuda nesta criação.</p>
<p>O único incômodo um tanto forte aqui é na entrada do terceiro ato até a realização da conclusão da trama. Há uma queda rítmica, por existir uma dilatação temporal e algumas repetições de ações, que parecem uma busca por uma tensão e suspensão. Contudo, o que ocorre é justamente o oposto. Quando tudo já foi entregue, o final é empurrado com a barriga. Estas reiterações também são confusas, deixando o roteiro truncado.</p>
<p>No entanto, quando o encerramento chega, ele é bastante corajoso. Com uma sequência longa, cheias de silêncios – típicos de João -, uma decisão é tomada e ela contém uma potência, justamente por poder evocar uma multiplicidade de opiniões sobre ela. Isto acaba por engrandecer o longa-metragem. O jogo de cena entre Dias e Vinícius Bustani (Salsicha) deixa o momento ainda mais profundo e até tocante. Os olhares criam um diálogo cheio de camadas, que expressam as vontades, certezas e angústias da dupla em poucos minutos.</p>
<p>A escolha para a conclusão da jornada de João, em <strong><em>Filho de Boi</em></strong>,  pode ser vista como acertada ou não, mas é uma maneira intensa e poderosa de terminar as coisas, porque confere o poder para João de mudar o seu destino, sem fugas ou escapatórias externas. A cartela que explica esta escolha, porém, é desnecessária.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Haroldo Borges e Ernesto Molinero</p>
<p><strong>Elenco:</strong> João Pedro Dias, Vinicius Bustani, Luiz Carlos Vasconcelos</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://player.vimeo.com/video/392914069" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-filho-de-boi/">Mostra de São Paulo: Filho de Boi</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-filho-de-boi/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mostra de São Paulo: O Problema de Nascer</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-o-problema-de-nascer/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-o-problema-de-nascer/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Oct 2020 23:31:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dominik Warta]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Ingrid Burkhard]]></category>
		<category><![CDATA[Lena Watson]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra de São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[O Problema de Nascer]]></category>
		<category><![CDATA[Roderick Warich]]></category>
		<category><![CDATA[Sandra Wollner]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=13370</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Problema de Nascer traz um mundo no qual robôs performam comportamentos humanos, a partir de uma programação que os fazem agir da maneira como os donos desejam. Além disto, eles possuem a aparência também previamente selecionada e que também pode ser modificada. Aqui, há uma construção de roteiro, de Sandra Wollner (Viktor) e Roderick Warich (2557), com progressão, onde o espectador é lentamente introduzido a este universo um tanto complexo e cheio de camadas, onde as necessidades mais sombrias [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-o-problema-de-nascer/">Mostra de São Paulo: O Problema de Nascer</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>O Problema de Nascer</em></strong> traz um mundo no qual robôs performam comportamentos humanos, a partir de uma programação que os fazem agir da maneira como os donos desejam. Além disto, eles possuem a aparência também previamente selecionada e que também pode ser modificada. Aqui, há uma construção de roteiro, de Sandra Wollner (<em>Viktor</em>) e Roderick Warich (2557), com progressão, onde o espectador é lentamente introduzido a este universo um tanto complexo e cheio de camadas, onde as necessidades mais sombrias das pessoas podem ser atendidas por este <em>android</em> multifacetado e de sistema rebuscado.</p>
<p>Este é o ponto chave desta produção. Existe nela um acesso a um tema extremamente delicado e recursos formais sofisticados para abordá-lo. Talvez, os aspectos técnicos como direção, fotografia e montagem saltem aos olhos do espectador e a fruição da obra seja um tanto menos sofrível. No entanto, há a possibilidade do conteúdo causar um incômodo tão intenso, que seja difícil terminar a projeção sem um sentimento de revolta e/ou assombro. Mas, começando pelos elementos de linguagem fílmica em si, é possível dizer que o longa tem um olhar cuidadoso para sua decupagem.</p>
<p>Os enquadramentos trabalham a favor da história que está sendo contada, principalmente na utilização de planos detalhes que revelam sentimentos internos das personagens e pequenas ações que contribuem para as viradas da narrativa. A fotografia também evoca sensações plurais dentro daquela realidade. A mistura de temperaturas na direção de arte e no figurino, juntamente com os tons mais escuros, contam muito sobre os segredos bizarros e os passados e presentes cobertos de erros.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13381" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/20201013-o-problema-de-nascer-papo-de-cinema-banner.jpg" alt="O Problema de Nascer" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/20201013-o-problema-de-nascer-papo-de-cinema-banner.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/20201013-o-problema-de-nascer-papo-de-cinema-banner-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/20201013-o-problema-de-nascer-papo-de-cinema-banner-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/20201013-o-problema-de-nascer-papo-de-cinema-banner-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A criação deste ambiente de tensão em <strong><em>O Problema de Nascer</em></strong>, onde ruídos e silêncios se unem, aparentemente, para causar um clima de suspensão, não se sustentam durante toda projeção. Após a fuga de Elli (Lena Watson), a trama se perde um pouco e procura se encontrar através de traços deixados na configuração de Elli e como isso afeta seu contato com a nova dona. Apesar desta busca, o que acontece nesta escolha é uma repetição de informações que o público já havia entendido, deixando uma sensação de tempo dilatado, sem que alguma quebra ou velocidade sejam postas para equilibrar este ritmo.</p>
<p>Ainda pode-se dizer neste texto como todo o apuro estético e o desejo de Wollner de discutir uma temática tão complexa como a pedofilia acaba se encaminhando por um caminho que  soa um tanto antiético. Elli é um robô comprado para fingir ser uma verdadeira garota que desapareceu faz algum tempo. Quem adquire o item é o pai da menina, um homem que abusava de sua filha. A questão mais perturbadora é ver Watson imprimir comportamentos adultos, emitir gemidos como se estivesse no ato sexual, criar contato físico com um homem adulto. Uma intérprete criança exposta na tela sempre seminua, com expressões faciais que tentam emular a de mulheres e em sequências não apropriadas para a sua aparente faixa etária.</p>
<p>Para finalizar, esta suposta problematização de Wollner não chega em algum lugar palpável, deixando apenas o abuso como um “ponto de partida”. Não há uma reação de Ellie ou de alguma outra personagem na tela que não seja o pai. É importante ressaltar que <strong><em>O Problema de Nascer</em></strong> vem sendo discutido pela crítica internacional, dividindo opiniões. A maior gravidade para alguns seria o fato deste ser um material rico para pedófilos fantasiarem com esta criança posta por Wollner. Com uma ampla opção no catálogo da Mostra de São Paulo, pular esta exibição pode ser uma melhor opção!</p>
<p><strong>Direção</strong>: Sandra Wollner</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Lena Watson, Dominik Warta, Ingrid Burkhard</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-o-problema-de-nascer/">Mostra de São Paulo: O Problema de Nascer</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/mostra-de-sao-paulo-o-problema-de-nascer/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
