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	<title>Arquivos MCU - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos MCU - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica Thunderbolts*</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 May 2025 12:59:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Desde o final da Saga do Infinito com a estreia de Vingadores: Ultimato (2019), o Universo Cinematográfico Marvel (MCU) não tem tido bons resultados em suas produções. A Saga do Multiverso começou bem com WandaVision (2021), mas logo em seguida começou a se perder pela quantidade de produções e pelos questionamentos sobre sua qualidade. De lá para cá, poucas coisas fizeram sucesso suficiente para convencer o público geral sobre a nova fase da Marvel Studios, assim como não renderam boas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde o final da Saga do Infinito com a estreia de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato (2019)</em></a>, o Universo Cinematográfico Marvel (MCU) não tem tido bons resultados em suas produções. A Saga do Multiverso começou bem com <em>WandaVision (2021)</em>, mas logo em seguida começou a se perder pela quantidade de produções e pelos questionamentos sobre sua qualidade. De lá para cá, poucas coisas fizeram sucesso suficiente para convencer o público geral sobre a nova fase da Marvel Studios, assim como não renderam boas bilheterias. 2025, no entanto, chegou com a promessa de ser esse novo momento, iniciado com a estreia de <em><strong>Thunderbolts</strong></em>.</p>
<p>A promessa é de que o novo longa-metragem do MCU, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (1º), seja diferente de tudo que a Marvel já fez. Mas será que é mesmo? <em><strong>Thunderbolts </strong></em>traz a comicidade e a ação esperada de um projeto da franquia, tem as referências a algumas das histórias pregressas que costuram eixos narrativos do filme e se baseiam em alguns personagens já conhecidos dos fãs. Até então, uma estrutura bem básica e comum para o estúdio. Há, contudo, um olhar mais voltado para a construção dos personagens nesse longa do que em outros.</p>
<p>A costura de <em><strong>Thunderbolts </strong></em>é feita a partir justamente da relação desse grupo disfuncional de criminosos anti-heroicos. Isso por si só já é um elemento um pouco diferente do comum por tornar o novo projeto da Marvel guiado por personagens e não pelo problema. Ainda assim, não é como se fosse a primeira vez que isso é feito e nem é a vez mais bem trabalhada. A produção traz um pouco mais de camadas do que é usual nas dinâmicas narrativas do MCU, mas ainda deixa muito a desejar, especialmente quando pensamos no cerne que move as figuras centrais da história.</p>
<p>O roteiro de Eric Pearson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-viuva-negra/"><em>Viúva Negra</em></a>, de 2021) e Joanna Calo (<em>Rixa</em>, de 2023) se esforça para desvendar um pouco mais das nuances psicológicas dos personagens, especialmente de Yelena e Bob (interpretados, respectivamente, por Florence Pugh e Lewis Pullman). Mesmo com essa preocupação clara, ainda é pouco para o que a narrativa escancara como dilema moral e pessoal para essas personagens. No caso de Yelena e Bob, eles têm claramente indicativos de ansiedade e depressão e isso, ainda que posto, segue na superfície, diante do que <em><strong>Thunderbolts</strong></em> se propõe a ser.</p>
<figure id="attachment_19409" aria-describedby="caption-attachment-19409" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-19409" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2-750x500.jpg" alt="Thunderbolts* (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2.jpg 1200w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19409" class="wp-caption-text">Cena de &#8216;Thunderbolts* (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Quando um filme tem como vilão esse vazio que nos corrói por dentro, é preciso que o projeto mergulhe de cabeça num drama existencial e psicológico. O filme até tenta elencar momentos-chave para debater de forma mais aprofundada esses elementos, mas não tem a força suficiente para isso. A sensação é que <em><strong>Thunderbolts </strong></em>varia de uma comédia ácida da relação disfuncional desses ex criminosos para um drama existencial sensível e delicado que nunca se concretiza de forma plena.</p>
<p>E eis que este é o maior problema de produzir histórias hoje em dia para o MCU. Há muito o que se comparar. Já foram mais de 20 filmes e mais de 10 séries e minisséries e é inevitável que o público esteja cansado de ver as mesmas histórias com roupagens diferentes. Além da repetição, o Universo Compartilhado Marvel sofreu muito com esse excesso de produções nos primeiros anos da Saga do Multiverso, o que reverbera até hoje &#8211; e <em><strong>Thunderbolts</strong></em> não consegue sair ileso disso. A fórmula de sucesso da Marvel não parece fazer tanto sentido como em sua primeira década.</p>
<p>Diante de tudo isso, ainda há o fator do controle criativo. Kevin Feige é essa figura que representa a Marvel Studios e todo o seu controle criativo. O plano de comando do MCU, liderado por Feige, por mais que diga o contrário, não permite extrapolações de verdade. Seja por medo de não agradar ou por acreditarem que há limites para os tipos de produções dentro do emblema do MCU, a Marvel não dá liberdade criativa de verdade para seus realizadores. E, das poucas vezes que deu &#8211; como em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-eternos/"><em>Eternos (2021)</em></a> -, o público mais radical destruiu as obras com críticas. E, com todo esse cenário, é claro que <em><strong>Thunderbolts</strong></em> acaba sendo castrado criativamente também.</p>
<p>Apesar dessas questões, o longa de fato é mais interessante do que muitos dos últimos filmes lançados nos últimos anos. Mesmo que na superfície, os dramas psicológicos dos personagens permitem que o elenco tenha uma interação positiva que entretém e enriquece as cenas com a química evidente. Intérpretes como Florence (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duna-parte-2/"><em>Duna: Parte 2</em></a>, de 2024) e Sebastian Stan (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-aprendiz/"><em>O Aprendiz</em></a>, de 2024) ajudam a dar um fôlego a mais para a história, mesmo com todos os problemas que a rodeiam. No fim, apesar dos esforços do elenco e roteiro, ainda falta mais densidade nas camadas desses personagens e desse projeto que é guiado por personagem para que <em><strong>Thunderbolts</strong></em> fosse tudo o que podia &#8211; e se propõe narrativamente a &#8211; ser.</p>
<p>Jake Schreier (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-cidades-de-papel/"><em>Cidades de Papel</em></a>, de 2015) parece querer deixar a sua marca como cineasta no novo longa da Marvel, mas ele também sofre com esse controle criativo sob o cabresto. O diretor, ao lado dos roteiristas, tenta criar um pouco mais de nuances para diferenciar esse projeto dos demais. Para muitos, a missão provavelmente terá sido cumprida por fugir levemente dessa fórmula estanque do MCU. No entanto, basta um olhar mais atento e fica perceptível que ainda falta muito para que <em><strong>Thunderbolts</strong></em> alcance o potencial que poderia. Todos esses dilemas giram em torno do controle criativo que poda e afunda a Marvel cada vez mais nessa areia movediça que ela mesmo entrou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jake Schreier</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Florence Pugh, Sebastian Stan, Wyatt Russell, Olga Kurylenko, Lewis Pullman, Geraldine Viswanathan, David Harbour, Hannah John-Kamen e Julia Louis-Dreyfus</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/4pgrNd79cnk?si=69PYf2jwVDDhxo1W" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Especial: Eternos – Pontos Altos e Baixos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Nov 2021 20:43:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Está em cartaz nos cinemas a nova produção do Universo Cinematográfico Marvel: Eternos. Dirigido por Chloé Zhao – vencedora do Oscar de melhor direção, por Nomadland –, o filme conta a história de um grupo de heróis de outra raça, que habita o planeta Terra por diversos séculos, a partir de uma missão específica. Os Eternos, nome do clã destes super poderosos, precisam eliminar os Deviantes, uma espécie que ataca e devora os humanos. Bom, pelo menos, este é o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Está em cartaz nos cinemas a nova produção do Universo Cinematográfico Marvel: <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-eternos/"><strong><em>Eternos</em></strong></a>. Dirigido por Chloé Zhao – vencedora do Oscar de melhor direção, por <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nomadland/"><em>Nomadland</em> </a>–, o filme conta a história de um grupo de heróis de outra raça, que habita o planeta Terra por diversos séculos, a partir de uma missão específica. Os Eternos, nome do clã destes super poderosos, precisam eliminar os Deviantes, uma espécie que ataca e devora os humanos. Bom, pelo menos, este é o plot inicial.</p>
<p>Entre tentar introduzir todos os elementos deste novo universo ficcional, com diversos nomes novos, background longos das personagens e suas relações, a grande questão do longa-metragem é o tempo que ele demora para engatar a sua história. Ao mesmo tempo, ao passo em que a narrativa começa a caminhar e cessa a apresentação extensa, realizada até quase todo o segundo ato, a conexão com a obra se inicia e o espectador pode se pegar vibrando em sua poltrona.</p>
<p>Pensando nisso, o<strong> Coisa de Cinéfilo</strong> reuniu os pontos altos e baixos de <em><strong>Eternos</strong></em>, com o objetivo de trazer uma breve ponderação do que há de melhor e mais dispensável nele. Antes de mais nada, é preciso salientar que, mesmo com fragilidades, este não é um produto ruim. O que acontece aqui é que existe uma vontade tão intensa de mostrar toda a jornada destas heroínas e heróis, que alguns deles ficam subaproveitados e sem camadas. Vê-se apenas a ponto do iceberg de cada situação. Mas, seus deslizes não diminuem seus acertos, como será explicado a seguir. <strong>Confira! </strong></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14734" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/419031-eternos-makkari-lauren-ridloff-e-a-amp_article_image-1.jpg" alt="eternos" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/419031-eternos-makkari-lauren-ridloff-e-a-amp_article_image-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/419031-eternos-makkari-lauren-ridloff-e-a-amp_article_image-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/419031-eternos-makkari-lauren-ridloff-e-a-amp_article_image-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/419031-eternos-makkari-lauren-ridloff-e-a-amp_article_image-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><strong>PONTOS ALTOS</strong></p>
<ol>
<li><strong>Progressão</strong>: Ainda que tome um tempo considerável, e também desnecessário, para apresentar o passado dos Eternos, em suas tantas épocas habitando a Terra, há um crescimento contínuo da narrativa. Através de um estabelecimento de empatia com as personagens, uma expansão cuidadosa dos perigos que passam e como as decisões são cada vez mais complexas para elas, a trama consegue causar suspensão e deixar que as cenas de ação se tornem cada vez mais emocionantes. Se no início da projeção não existe um espaço ainda construído para que as batalhas causem este efeito, as viradas dentro do enredo são aproveitadas para elevar as potencialidades das sequências de ação e dos envolvimentos afetivos. Seja a partir do momento que Thena (Angelina Jolie) passa a desenvolver uma doença, que muda seu comportamento ou com a descoberta das verdadeiras intenções de Ikarus (Richard Madden), os roteiristas Chloé Zhao, Patrick Burleigh (<em>Pedro Coelho 2: O Fugitivo</em>) e Ryan Firpo (Tem Years) sabem aproveitar as reviravoltas para aumentar a intensidade das emoções colocadas na tela. Paulatinamente, há mais o que ser perdido ou a ser salvo.</li>
<li><strong>Direção</strong>: Há uma reclamação dentro de uma esfera específica de cinéfilos sobre certa dificuldade em se acompanhar longas-metragens deste tipo. Com explosões intensas e lutas velozes, existe um público que acaba não conseguindo criar uma ligação com as histórias trazidas em <em>blockbusters</em>, causando até um tédio pela ausência de equilíbrio rítmico. Neste sentido,<strong><em> Eternos</em> </strong>possui um grande louvor. Através de sua decupagem, é possível acompanhar as batalhas com uma proximidade pouco vista. Ainda que com cortes rápidos, existe tempo de tela para que as emoções dos heróis sejam fruídas. Os olhares e gestos das personagens e as relações que elas estabelecem umas com as outras são notadas, pois os enquadramentos privilegiam os sentimentos daquelas figuras e o quanto duram os planos fomentam ainda mais este elemento. O relacionamento de Thena e Gilgamesh (Ma Dong-seok), por exemplo, é amplamente beneficiado por estes instantes de ação, nos quais detalhes são revelados. O jeito como ele segura na mão dela, enquanto eles lutam ou como se olham quando derrotam um Deviante, faz com que, em poucos segundos, o afeto que existe entre eles seja capturado.</li>
<li><strong>Diversidade</strong>: Se há algo marcante em <strong>Eternos</strong> é a diversidade presente nele, principalmente, dentro da narrativa. O grupo de heróis é liderado por Ajak (Salma Hayek), uma mulher latina, de mais de 50 anos. Além disto, dentro dos 8 integrantes dos Eternos há, ainda, Sersi (Gemma Chan), a líder que sucede Ajak é mulher e oriental; Makkari (Lauren Ridloff), mulher, negra e surda; Phastos (Brian Tyree), um homem negro, casado com um muçulmano; Kingo (Kumail Nanjiani) indiano; Gilgamesh, que é coreano e Thena; mulher que revela ser uma das mais fortes de todos os Eternos. Obviamente, as origens citadas são dos intérpretes, pois na história eles vêm da criação de Arishem (David Kaye). Esta listagem não tem a intenção de ser arbitrária. Representatividade não apenas sobre colocar uma personagem distante que se encaixe em algum grupo identitário. O que existe aqui é uma tentativa notável de abrir um espaço concreto para o desenvolvimento da trama de cada uma destas figuras. Isto é algo bastante considerável, visto que Hollywood – assim como a sociedade no geral – é uma indústria extremamente racista, misógina, xenofóbica, homofóbica e que apresentou um sistema totalmente excludente por tantos anos. Entre 1930 e 1968, ficou vigente, nos Estados Unidos, o Código Hays, regras morais que censuravam as produções hollywoodianas, que barrou e atrasou discursos progressistas e diversos dentro do cinema estadunidense. Em um mundo no qual as produções são cheias de Queerbaiting, Whitewashing e representações falhas, <strong><em>Eternos</em> </strong>dá um passo, aparentemente, forte para algum avanço neste sentido. Ainda há bastante a ser feito e nem todas estas personagens da narrativa são bem exploradas. No entanto, ao se pensar que este é um produto do UCM com a Disney, que será visto por uma quantidade extensa de pessoas, é preciso se comemorar.</li>
</ol>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14736" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/eternos3.jpg" alt="eternos" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/eternos3.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/eternos3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/eternos3-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/eternos3-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>PONTOS BAIXOS</strong></p>
<ol>
<li><strong>Demora pra engatar:</strong> No início de obras audiovisuais, pode ser costumeiro que se leve um tempo para a apresentação dos ambientes e das épocas nas quais elas se passam, das personagens e de suas relações também. Contudo, o que acontece aqui é uma demora intensa na introdução deste universo ficcional para o espectador. Em idas e vindas espaciais e temporais, torna-se cansativo acompanhar a produção, que parece estar sempre começando, repetidamente. Truncada até sua metade, o cerne da questão é que parece que a equipe sentiu uma necessidade de ambientar excessivamente o público e resta pouco espaço para um aprofundamento de tudo aquilo que está sendo colocado em cena. Dentro das diversas batalhas, conflitos e soluções postos, como conhecer, de fato, os sentimentos e intenções de cada um? São 8 heróis , múltiplas subtramas e inúmeras localizações. Talvez, ainda que todos estes elementos fizessem parte do filme, se as entradas e saídas cronológicas e de locais fossem mais naturalizadas e postas menos grandiosamente, outros fatores poderiam ser explorados.</li>
<li><strong>Falta de aproveitamento das personagens:</strong> Ainda pensando sobre o tempo gasto para enaltecer cada locação e época, <em><strong>Eternos</strong> </em>acaba por perder a chance de trazer para quem assiste mais espaço para o desenvolvimento das personagens. Dentro deste contexto, o potencial de Makkari é totalmente dispensado, por exemplo, sem que haja uma premissa forte para ela, deixando-a como uma coadjuvante com pouco tempo para ter seus sentimentos e motivações investigados. Já Thena tem seu <em>plot</em> convocado, mas, ao mesmo tempo, ela acaba por ficar plana. Quando ela está em cena, sabe-se em uma medida maior sobre suas ações, porém Thena é um tanto anulada, diante da trama principal. Neste caminho duvidoso, entre trabalhar e não trabalhar os seus conflitos, tudo soa repentino em sua jornada.</li>
</ol>
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		<title>Crítica: Viúva Negra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jul 2021 23:23:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A chegada da quarta fase do Universo Cinematográfico Marvel (MCU*) trouxe consigo uma expectativa sobre as novas produções anunciadas. Com a estreia de seus seriados, exibidos pela plataforma Disney Plus – como Wandavision e Falcão e o Soldado Invernal –, este frisson ficou ainda maior para Viúva Negra. Isto porque nas séries do MCU, o público encontrou uma mescla de ação, com aprofundamento das personagens, desenvolvimento narrativo e os momentos corretos de evocar a comicidade. Ainda que possua longas que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A chegada da quarta fase do Universo Cinematográfico Marvel (MCU*) trouxe consigo uma expectativa sobre as novas produções anunciadas. Com a estreia de seus seriados, exibidos pela plataforma Disney Plus – como <em>Wandavision</em> e <em>Falcão e o Soldado Inverna</em>l –, este frisson ficou ainda maior para <strong><em>Viúva Negra</em></strong>. Isto porque nas séries do MCU, o público encontrou uma mescla de ação, com aprofundamento das personagens, desenvolvimento narrativo e os momentos corretos de evocar a comicidade.</p>
<p>Ainda que possua longas que fogem desta lógica – por exemplo, os ótimos<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-pantera-negra/"><em> Pantera Negra</em></a> e<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-guerra-infinita/"><em> Vingadores: Guerra Infinita</em></a> –, o mais comum das obras do MCU é uma falta de ajuste em um ou mais de um destes elementos, contribuindo para a construção de uma qualidade mediana, na maioria de seus resultados trazidos para o cinema. Tudo isto é preciso ser pensado ao se analisar a nova estreia deste Universo Cinematográfico: <strong><em>Viúva Negra</em></strong>. Após 13 anos como coadjuvante, após a sua morte em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato</em></a>, Nastasha Romanoff (Scarlett Johansson, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de Um Casamento</em></a>) ganha, finalmente, uma sequência solo, na qual o espectador se depara com uma história que se passa antes mesmo de <em>Guerra Infinita</em>, logo após <em>Guerra Civil</em>. Ou seja, obviamente, ela ainda estava viva.</p>
<p>Dois parecem ser os objetivos aqui. O primeiro é contar sobre a vida pregressa de Natasha, em 1995, quando ela fazia parte de um disfarce para dois agentes russos, Alexei (David Harbour, <em>Stranger Things</em>) e Melina (Rachel Weisz, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-favorita/"><em>A Favorita</em></a>), para procurar registrar certo aprofundamento em sua trajetória. O segundo é apresentar Yelena Belova (Florence Pugh, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-midsommar-o-mal-nao-espera-a-noite/"><em>Midsommar &#8211; O Mal Não Espera a Noite</em> </a>), que também fazia parte desta missão, mas que era muito mais nova que Natasha, na década de 1990, e não compreendia que aquela não era sua família verdadeira.</p>
<p>Entre tentar humanizar Romanoff e passar o bastão para Belova, através de uma jornada cheia de explosões e embates, <strong><em>Viúva Negra</em></strong> apresenta os incômodos costumeiros do MCU. Apesar de contar com uma interação carismática do quarteto – e isto se dá muito mais pela qualidade dos trabalhos dos quatro atores do que do roteiro – há um desequilíbrio aqui. A começar pelo tom de humor que quebra instantes de investigação das relações. Vindo, principalmente, da figura de Alexei, as <em>gags</em> ainda interferem com a instalação de atmosfera de ação.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14318" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/PING-FILME-BLACK-WIDOW-2021-01.jpeg.jpg" alt="Viúva Negra" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/PING-FILME-BLACK-WIDOW-2021-01.jpeg.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/PING-FILME-BLACK-WIDOW-2021-01.jpeg-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/PING-FILME-BLACK-WIDOW-2021-01.jpeg-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/PING-FILME-BLACK-WIDOW-2021-01.jpeg-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>As piadas em si não são exatamente a questão, mas os momentos selecionados para suas aparições é que acabam por romper com a continuidade da progressão da suspensão, que as cenas de ação quase conseguem construir e com os diálogos sobre os sentimentos das personagens. Este fator, na verdade, possui complicações bastante imbricadas, porque cada rumo narrativo que se inicia, vem seguido de uma virada de instalação climática. O maior exemplo, talvez, seja quando Alexei, Melina, Natasha e Yelena se reencontram.</p>
<p>Ali é quando o enredo mantém menos uma linha contínua, seja quando eles abordam o grande caso que pauta a aventura do filme, quando Melina e Nathasha dialogam a sós ou quando Alexei e Yelena têm um momento pai e filha. São essas idas e vindas que rompem com o estabelecimento lógico progressivo da trama. Além disto, o próprio mistério investigado é mal trabalhado. O ponto central é justamente que os conflitos são apresentados como difíceis de serem resolvidos, mas o desenlace é repleto de <em>plot twists</em> que facilitam as soluções demasiadamente, deixando uma sensação de que milagres irão saltar na tela e os quatro salvarão o dia de qualquer maneira.</p>
<p>No geral, é um longa ingênuo, pautado em obviedades do gênero, porém mais do que isso, que tem escolhas de roteiro tão fáceis – como quando Belova surge, repentinamente, e explode o helicóptero do vilão Dreykov (Ray Winstone, <em>Cats</em>) – que torna a sessão um tanto entediante. O que vale mesmo é ver a dinâmica da família que, mesmo trazendo as rupturas de fluidez, possuem um jogo de cena que empolga. Os olhares e movimentações dos atores podem deixar o público ansioso para ver como será que cada um dirá o próximo texto ou utilizará o corpo para realizar um caminhada ou uma luta. Dentro do que parece ser a concepção de <strong><em>Viúva Negra</em></strong>, Johansson, Pugh, Weisz e Habour convocam criatividade e presença cênica quando estão todos juntos ou em duplas, tornando a projeção cansativa em assistível.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Cate Shortland</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Scarlett Johansson, Florence Pugh, Rachel Weisz, David Harbour, Ray Winstone, Ever Anderson, Violet McGraw, O. T. Fagbenle, Olga Kurylenko, William Hurt</p>
<p>*MCU = Marvel Cinematic Universe.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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