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	<title>Arquivos Mark Rylance - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Mark Rylance - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Até os Ossos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Nov 2022 14:10:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em Até os Ossos, Luca Guadagnino aposta no romance entre dois canibais para construir um filme que tensiona o tempo inteiro sensibilidade e violência. Na história, Maren (a excelente Taylor Russell) é uma jovem que descobre desde cedo uma vontade incontrolável de se alimentar de carne humana. Abandonada pelo pai, Maren vive à margem da sociedade e acaba encontrando companhia em Lee, um rapaz que também é canibal e que, assim como ela, teve que aprender desde cedo a lidar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em <em><strong>Até os Ossos</strong></em>, Luca Guadagnino aposta no romance entre dois canibais para construir um filme que tensiona o tempo inteiro sensibilidade e violência. Na história, Maren (a excelente Taylor Russell) é uma jovem que descobre desde cedo uma vontade incontrolável de se alimentar de carne humana. Abandonada pelo pai, Maren vive à margem da sociedade e acaba encontrando companhia em Lee, um rapaz que também é canibal e que, assim como ela, teve que aprender desde cedo a lidar com a solidão que sua condição lhe traz. Assim, todo o contexto do canibalismo, através desses personagens marginalizados pela sociedade em função das suas próprias condições, serve para <em>Até os Ossos</em> compor um conto cheio de sensibilidade sobre a solidão, ou o lugar sombrio e melancólico para onde ela nos leva, e a importância do encontro e da partilha com um semelhante para nossa saúde e nosso desenvolvimento pessoal.</p>
<p>Em mais um flerte com o gore (o diretor foi responsável pelo remake de <em>Suspiria</em>), Luca Guadagnino faz um filme cheio de sensibilidade como seu popular <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-me-chame-pelo-seu-nome/"><em>Me Chame pelo seu Nome</em></a> trazendo para o centro do seu conflito um casal principal que representa estratos sociais apartados do convívio em sociedade. Maren e Lee sentem vergonha e repulsa por se alimentarem de carne humana, aliás, são poucos os canibais apresentados no filme que convivem em paz com esse traço de identidade dado pela própria natureza. Nesse sentido, <strong><em>Até os Ossos</em></strong> serve para Guadagnino falar sobre a rejeição em diversas esferas: social, familiar e, claro, a auto rejeição. Aqui, o encontro amoroso entre Maren e Lee é uma espécie de tábua de salvação para uma vida aparentemente condenada a condições precárias de existência.</p>
<p>No filme, Guadagnino explora o gore de maneira ostensiva. O diretor não poupa sangue e vísceras em cada cena na qual os canibais atacam suas vítimas. No entanto, o cineasta provoca e explora bastante todas as reverberações desse seu flerte com o fantástico em uma realidade prática. Assim, ao mesmo tempo que <strong><em>Até os Ossos</em></strong> causa asco com suas cenas nas quais os canibais parecem urubus em torno dos corpos que lhes servem de alimento, também é capaz de muita ternura e empatia ao construir dores muito palpáveis para seus protagonistas. O sentimento de solidão e os conflitos morais em torno do canibalismo presentes em toda a jornada de Maren e Lee são críveis para o espectador, é possível senti-los e se colocar no lugar desse casal.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16184" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/ATE-OS-OSSOS-01.jpg" alt="Até os Ossos" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/ATE-OS-OSSOS-01.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/ATE-OS-OSSOS-01-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/ATE-OS-OSSOS-01-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/ATE-OS-OSSOS-01-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Dada a fama de Timothée Chalamet e sua parceria pregressa com Guadagnino em <em>Me Chame pelo seu Nome</em>, o ator tem sido o chamariz da campanha de marketing do filme, mas é a atriz Taylor Russell quem se destaca nesse mais recente longa do diretor. Chalamet está ótimo como Lee, uma escalação impecável, não resta dúvidas, mas a alma e o coração de <em><strong>Até os Ossos</strong> </em>é Taylor Russell, revelada para o grande público no drama <em>As Ondas</em>, pouco visto no Brasil por problemas de distribuição. A atriz desenvolve gradativamente e com muita maturidade toda a jornada da sua personagem no filme. Há participações especiais de nomes conhecidos -Michael Stuhlbarg e Chlöe Sevigny, por exemplo -, mas cabe uma menção de destaque entre os coadjuvantes de <em>Até os Ossos</em> para Mark Rylance. O ator interpreta Sully, um canibal que cria uma perturbadora afeição por Maren desde o início da história, levando a relação a extremos ao longo do filme.</p>
<p><strong><em>Até os Ossos</em></strong> é um filme comprometido com a experiência emocional do espectador, mas não se entrega a caminhos óbvios. Flertando com o horror, o romance entre canibais de Luca Guadagnino é mais um ótimo momento de um cineasta que depois do sucesso de <em>Me Chame pelo seu Nome</em> parece não querer se reduzir a um diretor que mira no gosto das grandes premiações, mas que se desafia em histórias que, até então, parecem muito diferentes umas das outras, conversando com gêneros não tão consagrados assim pelas instâncias mais visadas de consagração.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Luca Guadagnino</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Timothée Chalamet, Taylor Russell, Mark Rylance, Michael Stuhlbarg, Andre Holland, Chloë Sevigny, David Gordon Green, Jessica Harper</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/LTPCgWWwTXI" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Não Olhe para Cima (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Dec 2021 20:54:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Alguns dos filmes mais recentes de Adam McKay possuem uma marca registrada. Enquanto o artista fala sobre política, ele critica a sociedade, com um tom sarcástico bastante particular. Cartelas e recursos gráficos são impressos na tela, realizando quebras que proporcionam um respiro para o espectador. Ao mesmo tempo, a estratégia revela como o próprio McKay não se leva a sério, elevando o grau de complexidade de suas obras, com pautas relevantes, certeiras, mas com o humor sempre ali. Vindo da [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns dos filmes mais recentes de Adam McKay possuem uma marca registrada. Enquanto o artista fala sobre política, ele critica a sociedade, com um tom sarcástico bastante particular. Cartelas e recursos gráficos são impressos na tela, realizando quebras que proporcionam um respiro para o espectador. Ao mesmo tempo, a estratégia revela como o próprio McKay não se leva a sério, elevando o grau de complexidade de suas obras, com pautas relevantes, certeiras, mas com o humor sempre ali.</p>
<p>Vindo da comédia, o roteirista e diretor, sabe como jogar com a dinâmica da suspensão, do absurdo e do timing cômico. O resultado, geralmente, é um nó na garganta. Talvez, o título que havia chegado mais perto de alcançar este efeito com êxito, anteriormente, tenha sido o seu <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-grande-aposta/"><em>A Grande Aposta</em></a>. Agora, com <strong><em>Não Olhe para Cima</em></strong>, Adam McKay aumenta o seu potencial de contar histórias e dosa com uma habilidade mais intensa os efeitos colocados na tela, seja em sua direção ou nos encaminhamentos da sua narrativa.</p>
<p>A inserção e retirada de diálogos e a maneira como os textos podem chegar entrecortados são os maiores ganhos do enredo. Há toda uma gama de sentidos criados entre o não dito e o que é explicitado verbalmente, inclusive com gritos. Esta estrutura revela a compreensão de McKay sobre a própria condição humana, seja por sua tolice e egoísmo, ou por seu caráter forte, mesclado ao desejo de sacudir o mundo e clamar para ser escutado de uma vez só.</p>
<p>Além disso, é curioso de observar como, ainda que não realize uma progressão linear de ações nítidas – existem idas e vindas de intensidade nos acontecimentos da trama –, a obra vai se tornando cada vez mais angustiante para quem assiste. Aqui, novamente, pode-se abordar a consciência sobre o uso da comicidade. Gradativamente e sutilmente, a graça se transforma em riso nervoso para, em seguida, virar melancolia e pânico.</p>
<p>Mesmo rindo de si e da humanidade, o desprezo por uma parte da sociedade e o respeito por outra, ganha espaço e não há retorno dentro da história. É notável – e até óbvio – o que McKay deseja convocar em seu longa-metragem. Este é sim um retrato de um país tolo e autocentrado, que enxergou um pouco da verdade sobre si, a partir de 2016. Ao invés dos grandes heróis, salvadores do Planeta, este é um reduto de diversos tolos, ignorantes políticos, preconceituosos e egocêntricos.</p>
<p>O que McKay desconhece é que esta realidade se assemelha a de múltiplos locais da Terra, incluindo o Brasil, com seu presidente genocida e seus apoiadores cruéis e desonestos. Ao se deparar com a sessão de<i> <strong><em>Não Olhe para Cima</em></strong></i>, seu público pode sim se identificar com todo aquele conteúdo, por mais insano que seja o <em>plot</em>, seu desenvolvimento e desfecho. É justamente isto que Adam faz em sua produção: toma posse do impossível para retratar as pessoas da contemporaneidade.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14991" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/nao-olhe-para-cima-netflix-filme-cdl-1920x1080-01.jpg" alt="Não Olhe para Cima" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/nao-olhe-para-cima-netflix-filme-cdl-1920x1080-01.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/nao-olhe-para-cima-netflix-filme-cdl-1920x1080-01-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/nao-olhe-para-cima-netflix-filme-cdl-1920x1080-01-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/nao-olhe-para-cima-netflix-filme-cdl-1920x1080-01-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Todavia, o que falta nele é uma visão menos “estadunidense centrada”, por assim dizer. Com um olhar tão voltado para si, ainda que seja para abordar seu país com um olhar cheio de ironia, a salvação de todos os seres humanos continua nas mãos de um único lugar: os Estados Unidos. Nenhum outro local foi capaz de encontrar uma solução eficaz para a catástrofe anunciada.</p>
<p>Além disso, ainda que a tragédia afete a humanidade inteira, somente uma nação é retratada. Este é um incômodo intenso em <strong><em>Não Olhe para Cima</em></strong>, visto que este umbiguismo é recorrente no audiovisual hollywoodiano, desde a sua criação. No entanto, apesar deste engasgo, vale ressaltar outras qualidades presentes no longa. A direção de McKay fomenta a qualidade do projeto.</p>
<p>A decupagem serve ao que está sendo contado com precisão e provoca sensações precisas no público, como na escolha em fechar mais certos planos e utilizar câmera na mão, nos instantes nos quais Kate (Jennifer Lawrence) e Randall (Leonardo Di Caprio) se sentem pressionados ou em pânico. Os enquadramentos e movimentos, juntamente com uma mise-en-scène – que mistura uma marcação caótica e desorganizada, com extremamente limpa ou diversos objetos, com pouquíssimos elementos de cena – contribuem para as interpretações.</p>
<p>As atuações de Meryl Streep (<em>Mamma Mia!</em>) e Di Caprio (<em>Titanic</em>) – que vinham pesando a mão nas suas construções, nos últimos tempos –, chegam aqui firmes e sutis. O jogo de câmera, bem como a montagem de Hank Corwin (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vice/"><em>Vice</em></a>), barram certos exageros que a dupla poderia cometer. Neste sentido, também é necessário dar créditos para Streep e Di Caprio, veteranos talentosos, ainda que passem do ponto em alguns de seus papéis. Aqui, ambos imprimem tônus no corpo e na voz, se pôr peso ou sujeira em seus movimentos.</p>
<p>Ambos captam com segurança as intenções do roteiro e criam nuances e camadas para suas personagens. Talvez, este destaque seja tão visível por estas serem as figuras mais complicadas no filme, por possuírem características um tanto estereotipadas, mas que são bem conduzidas, suavizando estes tipos: o cientista estressado e a política egocêntrica. Contudo, Cate Blanchett (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-carol/"><em>Carol</em></a>) e Jennifer Lawrence (<em>Jogos Vorazes</em>) também trazem boas performances, que geram repulsa ou empatia, a depender da personalidade de cada uma delas.</p>
<p>Em seu resultado geral, <strong><em>Não Olhe para Cima</em></strong> é eficiente em registrar e analisar a contemporaneidade, em todo o seu ilogismo, suas compulsões, suas vaidades. Com uma equipe talentosa, quase nada de seu potencial é desperdiçado. Para ser completo, de verdade, bastava apenas erradicar o pensamento tão alto centrado dos EUA.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Adam McKay</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jennifer Lawrence, Leonardo Di Caprio, Meryl Streep, Jonah Hill, Cate Blanchett, Mark Rylance, Tyler Perry, Ariana Grande, Rob Morgan, Timothée Chalamet</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/c1nToClX_3w" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Os 7 de Chicago (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Mar 2021 19:32:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Indicado ao Oscar 2021 em 6 categorias (Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia, Melhor Montagem e Melhor Canção Original), Os 7 de Chicago é uma apurada recriação do julgamento resultante de uma manifestação contra a guerra do Vietnã que interrompeu o congresso do partido Democrata em 1968. Tiveram vários confrontos, que resultaram no indiciamento de 16 pessoas. Com direção de Aaron Sorkin (Steve Jobs), o filme conta com Yahya Abdul-Mateen II (Aquaman), Sacha Baron Cohen (Borat: [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Indicado ao <a href="https://coisadecinefilo.com.br/confira-a-lista-completa-de-indicados-ao-oscar-2021/"><em>Oscar 2021</em></a> em 6 categorias (Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia, Melhor Montagem e Melhor Canção Original), <strong><em>Os 7 de Chicago</em></strong> é uma apurada recriação do julgamento resultante de uma manifestação contra a guerra do Vietnã que interrompeu o congresso do partido Democrata em 1968. Tiveram vários confrontos, que resultaram no indiciamento de 16 pessoas. Com direção de Aaron Sorkin (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-steve-jobs/"><em>Steve Jobs</em></a>), o filme conta com Yahya Abdul-Mateen II (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aquaman/"><em>Aquaman</em></a>), Sacha Baron Cohen (Borat: Fita de Cinema Seguinte), Joseph Gordon-Levitt (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-entre-facas-e-segredos/"><em>Entre Facas e Segredos</em></a>), Eddie Redmayne (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-animais-fantasticos-e-onde-habitam/"><em>Animais Fantásticos e Onde Habitam</em></a>), John Carroll Lynch (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jackie/"><em>Jackie</em></a>), Alex Sharp (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-as-trapaceiras/"><em>As Trapaceiras</em></a>) e Mark Rylance (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-dunkirk/"><em>Dunkirk</em></a>) no elenco.</p>
<p>A história verídica é exposta pelo foco que explora os personagens e suas minúcias de comportamento, com o objetivo de atrair o espectador a defender a causa que está sendo colocada em pauta. O perfil de <em><strong>Os 7 de Chicago</strong></em> é de um filme com roteiro predominantemente lento, que tem uma leve pressa no começo, mas que segue constante logo a seguir. Com isso, o espectador consegue compreender de maneira mais ampla as discussões que vão acontecendo, tal qual acontece com os jurados em cena.</p>
<p>Isso acaba levando a uma quebra de ritmo que poderia ser evitada com mais cenas expositivas e mais conteúdo de fato que fosse trazido. No entanto, é compreensível imaginar o quão complexa é a temática para colocar em 130 minutos de exibição. Os pontos mais importantes são destacados. Em especial, temos o contra ponto dos advogados de acusação, que pairam na berlinda da dúvida e objeção do tratamento dado pelo juiz responsável ao caso.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13862" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/7-de-Chicago-Facebook-Netflix-Divulgacao.jpg" alt="Os 7 de Chicago" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/7-de-Chicago-Facebook-Netflix-Divulgacao.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/7-de-Chicago-Facebook-Netflix-Divulgacao-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/7-de-Chicago-Facebook-Netflix-Divulgacao-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/7-de-Chicago-Facebook-Netflix-Divulgacao-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Várias demandas são debatidas e resolvidas em cena, sem beirar o excesso que poderia ocasionar em um roteiro como esse. O constante retorno aos tribunais &#8211; são dezenas de dias que vão sendo contados ao espectador &#8211; seria exaustivo e deveras monótono caso esses pequenos fios não fossem inseridos na trama, como o racismo com o personagem Bobby Seale.</p>
<p>O que eleva a produção a um nível ainda maior é a escolha acertada de elenco, especialmente no caso de Sacha Baron Cohen, que está excepcional no papel de Abbie Hoffman. É muito interessante ver o quão camaleão ele consegue ser em cena, sem deixar rastros de personagens passados ou que marcaram sua carreira. Eddie Redmayne também tem seu destaque merecido. O elenco, como um todo, demonstra muita unicidade e química, o que consegue encobrir alguns calos do roteiro.</p>
<p>Com uma história importante e de força, <em><strong>Os 7 de Chicago</strong></em> não recorre aos excessos para trazer importância à sua trama. É um filme com bom embasamento e trabalho dedicado de roteiro, atuação e direção, que rendeu merecidas indicações ao Oscar 2021. Ele tem potencial real de levar estatuetas, especialmente na categoria Melhor Ator Coadjuvante.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Aaron Sorkin<br />
<strong>Elenco:</strong> Yahya Abdul-Mateen II, Sacha Baron Cohen, Joseph Gordon-Levitt, Eddie Redmayne, John Carroll Lynch, Alex Sharp, Mark Rylance</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/hunYgcovmjQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-7-de-chicago-netflix/">Crítica: Os 7 de Chicago (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Jogador nº 1</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Mar 2018 19:16:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Jogador nº1]]></category>
		<category><![CDATA[Mark Rylance]]></category>
		<category><![CDATA[Steven Spielberg]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Baseado no romance homônimo de Ernest Cline, Jogador nº 1 é o retorno de Steven Spielberg na direção depois de três meses do lançamento de The Post: A Guerra Secreta. Diferente da trama politicamente engajada do filme indicado ao Oscar protagonizado por Meryl Streep e Tom Hanks, Jogador nº 1 é um exemplar da carreira do diretor que faz jus àquilo que ele sabe fazer melhor e pelo que acabou ganhando notoriedade mundial: trata-se de uma aventura escapista repleta de efeitos especiais de ponta dosada [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Baseado no romance homônimo de Ernest Cline, <i><b>Jogador nº 1</b> </i>é o retorno de Steven Spielberg na direção depois de três meses do lançamento de <i>The Post: A Guerra Secreta</i>. Diferente da trama politicamente engajada do filme indicado ao Oscar protagonizado por Meryl Streep e Tom Hanks, <i>Jogador nº 1 </i>é um exemplar da carreira do diretor que faz jus àquilo que ele sabe fazer melhor e pelo que acabou ganhando notoriedade mundial: trata-se de uma aventura escapista repleta de efeitos especiais de ponta dosada pelo olhar ingênuo do diretor para esse tipo de material com ares oitentistas, uma geração <i>blockbuster </i>que o próprio cineasta ajudou a construir sua gramática. Na essência, o longa surge como uma fita distópica protagonizada por um adolescente, que, por sua vez, remete à geração de <i>best-sellers</i> <i>Jogos Vorazes</i>, <i>Maze Runner </i>ou <i>Divergente</i>, mas o diretor acaba sofisticando ligeiramente o material com os toques que somente ele consegue dar para esse tipo de produção.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Em <i>Jogador nº 1 </i>somos apresentados a um mundo obcecado pela realidade virtual do OASIS, um jogo de computador criado pelo gênio Halliday, uma espécie de Steve Jobs daquele universo. Com cada jogador vivendo quase que exclusivamente a vida dos seus respectivos avatares nas realidades propostas pelo jogo, os <i>players</i> acabam tomando para si a missão de encontrar três chaves escondidas que os levarão a um valioso <i>easter egg. </i>As pistas foram pensadas pelo próprio Halliday antes de falecer, deixando como recompensa final para o jogador que desvendar o mistério toda a sua fortuna.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-8827" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/03/ready-player-one-750x422.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/03/ready-player-one-750x422.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/03/ready-player-one.jpg 1000w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Há um grande vilão ao longo de todo o filme, uma corporação chamada IOI que passa a ter como intuido controlar o legado de Halliday. É contra esse gigante que o jovem protagonista do filme interpretado por Tye Sheridan (de <i>Amor Bandido </i>e <i>X-Men: Apocalipse</i>) tem que lutar. O herói da história sugere uma empatia imediata com o espectador, um pobre orfão que vive uma vida repleta de privações com sua tia e seu desagradável e violento namorado. Todos esses elementos são desenvolvidos com uma certa superficialidade pelo filme. A jornada do protagonista, apesar de evocar uma certa emoção, não consegue ir mais a fundo na construção do seu personagem e das suas relações, ficando nas costas do simpático Tye Sheridan o interesse na trama &#8211; e olha que em boa parte da história o acompanhamos como um avatar. Já a trama da grande corporação em oposição à população oprimida que vive àquela realidade virtual também tem seu lugar, mas tem seus melhores momentos quando aborda de maneira incisiva como esses grandes executivos acabam &#8220;engolindo&#8221; iniciativas afetivas como a de Halliday através da OASIS.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O grande atrativo de <i>Jogador nº 1 </i>acaba sendo mesmo a aventura protagonizada pelos personagens do filme na realidade virtual, onde Spielberg e o romancista Ernest Cline inserem uma série de referências à cultura pop, de <i>Motal Kombat</i>, <i>Street Fighter</i>, <i>O Iluminado</i>, <i>O Gigante de Ferro</i>, passando ainda pelo Atari, <i>Overwatch</i>, <i>De Volta para o Futuro</i>, <i>King Kong </i>e a autorreferência <i>Jurassic Park</i>. Todas as menções não estão na trama de maneira aleatória. Ao serem inseridas exclusivamente no universo de um game criado por um um fã de todos esses produtos, <i>Jogador nº 1 </i>se transforma numa interessante mistura de <i>crossovers</i>. Nesse departamento, o filme de Spielberg não só evidencia um apuro técnico de ponta como também exibe um grande valor como entretenimento. Assim, a recomendação é deixar-se levar por toda a diversão que <i>Jogador nº1</i> tem o potencial de proporcionar.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/q_1OJNcTld0" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;"></div>
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		<title>Crítica: O Bom Gigante Amigo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Aug 2016 14:11:32 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[BFG]]></category>
		<category><![CDATA[Mark Rylance]]></category>
		<category><![CDATA[O Bom Gigante Amigo]]></category>
		<category><![CDATA[Penelope Wilton]]></category>
		<category><![CDATA[Rebecca Hall]]></category>
		<category><![CDATA[Roald Dahl]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Bom Gigante Amigo é um retorno do cineasta Steven Spielberg a fantasia. E sempre que Spielberg traz histórias escapistas como esta adaptação do livro homônimo de Roald Dahl é motivo para comemorar. O jeitão &#8220;meloso&#8221; do diretor, confundido muitas vezes com um tom apelativo que anseia desesperadamente por uma lágrima do espectador, sempre se encaixa melhor quando Spielberg se joga sem redes de proteção na ambiência do lúdico. O Bom Gigante Amigo apresentava esse potencial, trata-se da primeira parceria do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><i>O Bom Gigante Amigo </i>é um retorno do cineasta Steven Spielberg a fantasia. E sempre que Spielberg traz histórias escapistas como esta adaptação do livro homônimo de Roald Dahl é motivo para comemorar. O jeitão &#8220;meloso&#8221; do diretor, confundido muitas vezes com um tom apelativo que anseia desesperadamente por uma lágrima do espectador, sempre se encaixa melhor quando Spielberg se joga sem redes de proteção na ambiência do lúdico. <i>O Bom Gigante Amigo </i>apresentava esse potencial, trata-se da primeira parceria do diretor com a Disney, é protagonizado por uma garota na faixa dos seus dez ou onze anos e explora uma série de temas e importantes lições típicas das histórias que giram em torno do universo infantil. O resultado pode não se equiparar a filmes com esse viés que saíram das mãos do diretor, como <i>ET &#8211; O Extraterrestre</i>, por exemplo, mas tem seus bons e emocionantes momentos com o notório toque de Midas que Steven Spielberg tem para essas histórias.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6530" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/08/2F3639E700000578-3353031-First_look_The_BFG_teaster_trailer_begins_by_focusing_on_central-m-11_1449684642222.jpg" alt="2F3639E700000578-3353031-First_look_The_BFG_teaster_trailer_begins_by_focusing_on_central-m-11_1449684642222" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>No longa, a jovem órfã Sophie é raptada por um gigante da janela do orfanato onde mora em Londres. Ele a leva para sua terra e lá os dois acabam se tornando grandes amigos. No entanto, eles descobrem que os demais gigantes do local podem pôr em risco a vida de  diversas crianças e devem agir antes que seja tarde demais. Com essa premissa, <i>O Bom Gigante Amigo </i>reserva ótimos momentos para a garotinha Sophie, interpretada pela encantadora Ruby Barnhill, mais uma prova de que Spielberg sabe escolher seus protagonistas mirins, e o gigante BGA, resultado de um ótimo trabalho da equipe de efeitos especiais, mas sobretudo do interessante desempenho de Mark Rylance, que já havia trabalhado com Spielberg em <i>Ponte dos Espiões </i>e que, inclusive, por aquele papel, recebera um Oscar de melhor ator coadjuvante.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A resolução de <i>O Bom Gigante Amigo </i>é um pouco falha, apressada demais e apresenta alguns &#8220;desvios&#8221; de foco da sua própria premissa, mas ainda assim é capaz de proporcionar momentos de emoção singela tão doces quanto àqueles que foram vistos pelo espectador ao longo de todo o filme. <i>O Bom Gigante Amigo </i>não é uma reinvenção na carreira de Spielberg, tampouco tem o mesmo impacto dos seus melhores filmes, mas ainda assim, nas suas águas calmas, é capaz de envolver o espectador de uma maneira que só o diretor sabe fazer, especialmente quando trabalha com um material com suas características.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
</div>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/NhezZXkawWg" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Oscar 2016: Spotlight &#8211; Segredos Revelados vence o prêmio de melhor filme do ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Feb 2016 14:05:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Premiações]]></category>
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		<category><![CDATA[Alicia Vikander]]></category>
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		<category><![CDATA[Oscar 2016]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Reflexo de um ano equilibrado com uma seleção morna e com nenhum concorrente excedendo as expectativas, a vitória de Spotlight &#8211; Segredos Revelados em cima dos seus concorrentes encerrou uma temporada de premiações marcada pela dispersão de opiniões a respeito do filme do ano. Com menos elementos que depunham contra sua escolha como melhor filme que seus rivais aos olhos da Academia &#8211; Mad Max &#8211; Estrada da Fúria (um blockbuster), O Regresso (um longa extremamente violento) e A Grande Aposta (moderninho demais) -, o longa de Tom [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Reflexo de um ano equilibrado com uma seleção morna e com nenhum concorrente excedendo as expectativas, a vitória de<em> </em><em>Spotlight &#8211; Segredos Revelados </em>em cima dos seus concorrentes encerrou uma temporada de premiações marcada pela dispersão de opiniões a respeito do filme do ano. Com menos elementos que depunham contra sua escolha como melhor filme que seus rivais aos olhos da Academia &#8211; <em>Mad Max &#8211; Estrada da Fúria </em>(um <em>blockbuster</em>), <em>O Regresso </em>(um longa extremamente violento) e <em>A Grande Aposta </em>(moderninho demais) -, o longa de Tom McCarthy venceu pois provavelmente não apresentou opiniões muito díspares entre os votantes (a coisa deve mudar após ter vencido o Oscar já que a honraria pesa no juízo do filme). Não havia &#8220;ame-o ou deixe-o&#8221; quando o assunto era <em>Spotlight</em>. Mesmo aqueles que não se mostravam tão efusivos com o filme, reconheceram os seus méritos e a sua importância. Assim, a sua escolha como melhor filme da noite parecia estar diante dos nossos olhos, ainda que os prêmios que antecedessem o Oscar colocassem um monte de caraminholas nas nossas cabeças.</p>
<figure id="attachment_4702" aria-describedby="caption-attachment-4702" style="width: 618px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4702 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/f-spotlight-z-20160301-618x400.jpg" alt="Tom McCarthy, Josh Singer" width="618" height="400" /><figcaption id="caption-attachment-4702" class="wp-caption-text">Roteiro: Tom McCarthy e Josh Singer vencem o prêmio de melhor roteiro original por Spotlight &#8211; Segredos Revelados. Longa também venceu como melhor filme.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fato é que, na história do Oscar, <em>Spotlight &#8211; Segredos Revelados </em>foi o longa vencedor da categoria principal que saiu com o menor número de estatuetas da cerimônia. Fora melhor filme, o longa de Tom McCarthy levou apenas o prêmio de melhor roteiro original. Esse cenário, para muitos, era apontado como um empecilho da sua vitória na categoria principal já que geralmente um vencedor de melhor filme leva alguma estatueta em no mínimo duas categorias-chave da cerimônia, como melhor montagem, direção, fotografia ou atuação. Não foi o que aconteceu&#8230; <em>Spotlight </em>ainda quebrou uma antiga resistência da Academia com filmes sobre jornalismo, que já foram outras vezes indicados ao Oscar principal, mas nunca levaram o prêmio, entre eles clássicos como <em>Todos os Homens do Presidente</em>, <em>Rede de Intrigas </em>e <em>Nos Bastidores da Notícia</em>.</p>
<figure id="attachment_4704" aria-describedby="caption-attachment-4704" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4704 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/1223362_1280x720-620x349.jpg" alt="1223362_1280x720" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4704" class="wp-caption-text">Repeteco: Leonardo DiCaprio com seu diretor Alejandro G. Iñárritu, vencedor por duas vezes consecutivas do prêmio de melhor direção.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>No mais, também brilharam na noite <em>O Regresso </em>e <em>Mad Max &#8211; Estrada da Fúria. </em></p>
<p><em>O</em> <em>Regresso</em>, que faturou 3 prêmios na noite,<em> </em>rendeu a Leonardo DiCaprio o tão aguardado Oscar de melhor ator, o que fez com que o astro fosse aplaudido de pé pelos presentes na cerimônia. Além desse prêmio, o longa venceu em melhor direção, segunda vitória consecutiva de Alejandro G. Iñárritu (ano passado ele levou o prêmio de direção por <em>Birdman</em>), e melhor fotografia, terceira vitória consecutiva de Emmanuel Lubezky (ganhador na categoria em 2015 por <em>Birdman </em>e 2014 por <em>Gravidade</em>).</p>
<p>Já o grande &#8220;rolo compressor&#8221; da noite foi mesmo o <em>blockbuster </em>de George Miller <em>Mad Max &#8211; Estrada da Fúria</em>, que apesar de não ter conseguido muito em categorias principais, fora o prêmio de melhor montagem, faturou 6 Oscars. O longa ganhou em montagem, figurino, direção de arte, maquiagem, mixagem de som e edição de som. De tirar o fôlego!</p>
<figure id="attachment_4705" aria-describedby="caption-attachment-4705" style="width: 601px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4705 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/66649_mark-rylance-brie-larson-leonardo-dicaprio-alicia-vikander-oscars-2016-601x400.jpg" alt="66649_mark-rylance-brie-larson-leonardo-dicaprio-alicia-vikander-oscars-2016" width="601" height="400" /><figcaption id="caption-attachment-4705" class="wp-caption-text">Classe 2016: Atores vencedores nessa edição do Oscar. Da esquerda para a direita, Mark Rylance (coadjuvante em Ponte dos Espiões), Brie Larson (atriz em O Quarto de Jack), Leonardo DiCaprio (ator em O Regresso) e Alicia Vikander (coadjuvante em A Garota Dinamarquesa).</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sem maiores surpresas, <em>A Grande Aposta </em>venceu o prêmio de melhor roteiro adaptado e as atrizes Brie Larson, de <em>O Quarto de Jack</em>, e Alicia Vikander, de <em>A Garota Dinamarquesa</em>, confirmaram uma antiga predileção da Academia por jovens apostas nas categorias de atuação feminina. Larson faturou o Oscar de melhor atriz em um papel principal e Vikander como coadjuvante. Também não houve surpresas com a vitória da  Hungria na categoria melhor filme estrangeiro por <em>Filho de Saul</em>, tampouco na de <em>Divertida Mente </em>como melhor longa de animação ou de <em>Amy </em>como melhor longa documentário. O ícone do cinema Ennio Morricone também cumpriu as expectativas ao vencer na categoria melhor trilha sonora original por seu trabalho em <em>Os Oito</em> <em>Odiados</em>, <em> </em>de Quentin Tarantino.</p>
<p>Além da entrega do prêmio de melhor filme, duas outras categorias foram responsáveis pela puxada de tapete de muitos bolões do Oscar&#8230;</p>
<p>A primeira delas foi efeitos visuais. <em>Ex Machina &#8211; Instinto Artificial </em>levou a melhor enfrentando títulos badalados, como os <em>blockbusters </em><em>Mad Max &#8211; Estrada da Fúria</em> e <em>Star Wars &#8211; O Despertar da Força</em>.</p>
<p>Já como melhor ator coadjuvante, um certo clima de &#8220;já ganhou&#8221; em torno de Sylvester Stallone por <em>Creed &#8211; Nascido para Lutar </em>rendeu ao eterno Rocky Balboa uma grande decepção que o ator não fez questão de esconder logo depois que o vencedor da categoria foi anunciado: Mark Rylance, de <em>Ponte dos Espiões</em>. Sem dúvida, o melhor trabalho entre os atores coadjuvantes desse ano foi o de Rylance, mas não deixamos de ficar tristes por um momento que poderia ser histórico na cerimônia de ontem, Stallone subindo ao palco para receber um prêmio por interpretar novamente Balboa depois de anos. Fica para <em>Creed 2</em>&#8230;</p>
<figure id="attachment_4706" aria-describedby="caption-attachment-4706" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4706 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/sam-smith-oscar-2016-james-bond-620x353.jpg" alt="sam-smith-oscar-2016-james-bond" width="620" height="353" /><figcaption id="caption-attachment-4706" class="wp-caption-text">Rasteira na Gaga: Após apresentação emocionada, Lady Gaga perdeu o Oscar de melhor canção original para Sam Smith e sua composição para o filme 007 contra Spectre</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>A decepção da noite ficou por conta da vitória de Sam Smith pela canção &#8220;Writing&#8217;s on the Wall&#8221;, de <em>007 contra Spectre</em>, sobretudo após a apresentação emocionante de Lady Gaga para &#8220;Til It happens to You&#8221;, composta por ela para o documentário <em>The Hunting Ground </em>e apontada por muitos como a favorita do grupo de indicados, que não era dos melhores, diga-se de passagem. Se a Academia votasse depois da apresentação de Gaga, suspeito, o resultado podia ser bem diferente&#8230; Uma pena&#8230;</p>
<figure id="attachment_4707" aria-describedby="caption-attachment-4707" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4707 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/oscar-1-620x349.jpg" alt="oscar (1)" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4707" class="wp-caption-text">Montagem: Rocknoize</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>O saldo ficou assim:</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Mad Max &#8211; Estrada da Fúria</strong></p>
<p style="text-align: center;">6 Oscars (melhor montagem, direção de arte, figurino, maquiagem, edição de som e mixagem de som)</p>
<p style="text-align: center;"><strong>O Regresso</strong></p>
<p style="text-align: center;">3 Oscars (melhor direção, ator e fotografia)</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Spotlight &#8211; Segredos Revelados</strong></p>
<p style="text-align: center;">2 Oscars (melhor filme e roteiro original)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com uma estatueta cada&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>A Grande Aposta</strong></p>
<p style="text-align: center;">melhor roteiro adaptado</p>
<p style="text-align: center;"><strong>O Quarto de Jack</strong></p>
<p style="text-align: center;">melhor atriz</p>
<p style="text-align: center;"><strong>A Garota Dinamarquesa</strong></p>
<p style="text-align: center;">melhor atriz coadjuvante</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Ponte dos Espiões</strong></p>
<p style="text-align: center;">melhor ator coadjuvante</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Divertida Mente</strong></p>
<p style="text-align: center;">melhor longa de animação</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Ex Machina &#8211; Instinto Artificial</strong></p>
<p style="text-align: center;">melhores efeitos visuais</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Amy</strong></p>
<p style="text-align: center;">melhor longa documentário</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Filho de Saul</strong></p>
<p style="text-align: center;">melhor filme estrangeiro</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Os Oito Odiados</strong></p>
<p style="text-align: center;">melhor trilha sonora original</p>
<p style="text-align: center;"><strong>007 contra Spectre</strong></p>
<p style="text-align: center;">melhor canção original</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Bear Story</strong></p>
<p style="text-align: center;">melhor curta de animação</p>
<p style="text-align: center;"><strong>A Girl in the River &#8211; The Price of Forgiveness</strong></p>
<p style="text-align: center;">melhor curta documentário</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Stutterer</strong></p>
<p style="text-align: center;">melhor curta em <em>live action</em></p>
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		<title>Crítica: Ponte de Espiões</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-ponte-de-espioes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2015 13:07:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Alan Alda]]></category>
		<category><![CDATA[Amy Ryan]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Mark Rylance]]></category>
		<category><![CDATA[Ponte de Espiões]]></category>
		<category><![CDATA[Steven Spielberg]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Hanks]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; O lado mais &#8220;sério&#8221; da filmografia de Steven Spielberg poucas vezes me animou. Ao mesmo tempo em que ele foi capaz de criar verdadeiras obras-primas abordando temas contundentes em universos realistas, como A Lista de Schindler ou O Resgate do Soldado Ryan, o diretor concebe um filme aborrecido e verborrágico como Lincoln (conclusão que cheguei após uma revisão do longa, já que meu primeiro contato com ele foi bem amistoso) ou até mesmo Amistad. O Spielberg escapista sempre me pareceu [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3804" aria-describedby="caption-attachment-3804" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/bridge3.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3804 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/bridge3-620x310.jpg" alt="bridge3" width="620" height="310" /></a><figcaption id="caption-attachment-3804" class="wp-caption-text">Guerra Fria: Spielberg retrata bem o clima de falsa animosidade do período em Ponte dos Espiões</figcaption></figure>
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<p>O lado mais &#8220;sério&#8221; da filmografia de Steven Spielberg poucas vezes me animou. Ao mesmo tempo em que ele foi capaz de criar verdadeiras obras-primas abordando temas contundentes em universos realistas, como <i>A Lista de Schindler </i>ou <i>O Resgate do Soldado Ryan</i>, o diretor concebe um filme aborrecido e verborrágico como <i>Lincoln</i> (conclusão que cheguei após uma revisão do longa, já que meu primeiro contato com ele foi bem amistoso) ou até mesmo <i>Amistad</i>. O Spielberg escapista sempre me pareceu mais sedutor e sem auto-censura, um cineasta que não condena as suas próprias inclinações com a emoção escancarada, o universo da infância e a imaginação sem limites. Particularmente, prefiro esse Spielberg que fez minha infância com a franquia <i>Indiana Jones</i>, <i>Jurassic Park </i>e <i>E.T. &#8211; O Extraterrestre</i> a versão mais &#8220;controlada&#8221; e sisuda do diretor. <i>Ponte dos Espiões </i>pertence ao grupo dos longas &#8220;sérios&#8221; da carreira do realizador, nos coroando com sua leitura sobre a Guerra Fria. Ainda bem que, mesmo que seja um Spielberg realista, <i>Ponte dos Espiões </i>é um longa que caminha na mesma linha de excelência de <i>A Lista de Schindler </i>e <i>O Resgate do Soldado Ryan </i>e evita os caminhos de <i>Lincoln </i>ou <i>Amistad</i>.</p>
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<p>Ambientado na Guerra Fria, <i>Ponte dos Espiões </i>conta o caso verídico de um advogado que trabalhava com conflitos judiciais envolvendo seguros e foi convocado para defender um espião soviético preso pelo governo norte-americano. No decorrer do julgamento, o protagonista acaba sendo enviado para Berlim a fim de que possa negociar a libertação do espião em troca de um agente norte-americano capturado pelos soviéticos.</p>
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<figure id="attachment_3805" aria-describedby="caption-attachment-3805" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/bridge-of-spies-02.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3805 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/bridge-of-spies-02-620x362.jpg" alt="bridge-of-spies-02" width="620" height="362" /></a><figcaption id="caption-attachment-3805" class="wp-caption-text">Achado: Premiado no teatro e recém indicado ao Emmy, Mark Rylance tem a melhor performance do filme e pode concorrer ao próximo Oscar</figcaption></figure>
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<p><i>Ponte dos Espiões </i>é um filme cujas ações ocorrem quase que em sua totalidade nas conversas e negociações de gabinete que são protagonizadas pelos seus personagens, algo bem parecido com o que Spielberg fez em <i>Lincoln</i>. Porém, curiosamente, <i>Ponte dos Espiões </i>evita a pomposidade do longa anterior do diretor e opta até mesmo por um certo bom humor para tornar a história fluida &#8211; nisso, a co-autoria do roteiro pelos irmãos Coen deve ter favorecido o filme. Spielberg consegue transpor para a  tela o clima da Guerra Fria em suas paranóias, conversas sigilosas e a tensão acobertada pelo clima de uma falsa amistosidade.</p>
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<p>É certo que ao inserir todas as ações do longa em ambientes fechados como escritórios, salas de audiência e gabinetes, Spielberg acaba fazendo com que seu filme não tenha tantos momentos visualmente icônicas como o restante da sua filmografia, que entre tantas referências visuais podemos listar a violenta sequência do ataque na praia de Omaha em <i>O Resgate do Soldado Ryan</i> ou a inesquecível bicicleta voadora em <i>E.T. &#8211; O Extraterrestre</i>, mas seria incoerente o realizador encher <i>Ponte dos Espiões </i>desses momentos, afinal estamos tratando de um período pós-Segunda Guerra Mundial marcado pela presença de conflitos e do receio de levá-los da &#8220;porta para fora&#8221;. A sobriedade e o cuidado com os excessos são fundamentais e revelam-se como escolhas acertadas do realizador.</p>
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<figure id="attachment_3806" aria-describedby="caption-attachment-3806" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/maxresdefault-5.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3806 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/maxresdefault-5-620x349.jpg" alt="maxresdefault (5)" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3806" class="wp-caption-text">Portas fechadas: Filme se passa em muitos ambientes fechados, mas evita a verborragia de Lincoln</figcaption></figure>
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<p>À frente do seu filme, Spielberg conta com Tom Hanks que confere não apenas credibilidade ao protagonista mas também a empatia do público, já que seus propósitos, profissionais ou familiares, são compreensíveis e passíveis de admiração. <i>Ponte dos Espiões </i>conta ainda com a presença de um verdadeiro achado chamado Mark Rylance, ator que interpreta o espião soviético Rudolf Abel, peça central da negociação EUA e União Soviética mostrada no filme. Mark Rylance é responsável por uma composição meticulosa e muito interessante, transformando Rudolf Abel em um tipo peculiar, mas não uma caricatura através do seu jeito calmo, olhar pacífico e sua voz suave . Rylance já venceu prêmios importantes do teatro como o Olivier e o Tony, foi indicado ao Emmy por seu papel na minissérie <i>Wolf Hall</i> e tem chances de ser indicado ao Oscar por esse longa. Se ocorrer a nomeação, será bem merecido.</p>
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<p> Nada burocrático ou aborrecido, <i>Ponte dos Espiões </i>é um filme que aborda questões históricas e políticas sérias sem esquecer do seu aspecto humano e, consequentemente, da sua conexão com o espectador. É claro que nos minutos finais do seu filme, Steven Spielberg não se esquece de sublinhar o esforço empreendido pelo seu protagonista, alçando-o a categoria de herói sem concessões. Não estaríamos falando de um filme de Steven Spielberg caso o longa não apresentasse este arco dramático. O que importa é que <i>Ponte dos Espiões </i>consegue ter consistência, coerência e logicidade interna, aspectos que não chegam a transformá-lo em mais uma obra-prima de Steven Spielberg (está difícil encontrá-la na filmografia recente do diretor), mas, pelo menos, em um excelente filme.</p>
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