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	<title>Arquivos Mads Mikkelsen - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Mads Mikkelsen - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Indiana Jones e a Relíquia do Destino</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jun 2023 23:53:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Novas produções de estúdios como Walt Disney, Warner Brothers, Universal e Paramount têm destinado sua atenção para o sentimento de nostalgia. Essa é a palavra de ordem dos últimos anos nos principais longas-metragens que chegam aos cinemas. Quando o assunto é franquia, as grandes empresas hollywoodianas mergulham ainda mais fundo nesse mote e apostam suas fichas &#8211; de forma cega, algumas vezes &#8211; em produções nostálgicas. A decisão pode resultar em desastres financeiros, como vimos com a franquia Animais Fantásticos [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Novas produções de estúdios como Walt Disney, Warner Brothers, Universal e Paramount têm destinado sua atenção para o sentimento de nostalgia. Essa é a palavra de ordem dos últimos anos nos principais longas-metragens que chegam aos cinemas. Quando o assunto é franquia, as grandes empresas hollywoodianas mergulham ainda mais fundo nesse mote e apostam suas fichas &#8211; de forma cega, algumas vezes &#8211; em produções nostálgicas. A decisão pode resultar em desastres financeiros, como vimos com a franquia <em>Animais Fantásticos (2016-2022)</em> ou no recente <em>Transformers: O Despertar das Feras (2023)</em> . No entanto, existem inúmeros casos que, mesmo sem qualidade, a bilheteria rende, o que faz com que a produção em massa continue, como a mirabolante franquia <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-velozes-e-furiosos-10/"><em>Velozes e Furiosos</em></a>.</p>
<p>Existem, contudo, raras ocasiões nas quais a qualidade narrativa e de produção dialogam com o retorno financeiro. São os momentos em que o público ganha uma nova história para se orgulhar. Esse é o caso de <em><strong>Indiana Jones e a Relíquia do Destino</strong></em>. A nova história do arqueólogo mais querido do cinema supera os deslizes de seu antecessor e retoma a nostalgia das aventuras dos anos 1980 e 1990. O longa é capaz de gerar a experiência sensorial de uma boa aventura da Sessão da Tarde vista pela primeira vez. O quinto projeto estrelado por Indy é daqueles que vai mover legiões para as salas de cinema e arrepiar a todos quando a música tema começar a tocar. O filme estreia no Brasil nesta quinta-feira (29).</p>
<p>Recém aposentado da universidade e há anos sem se aventurar numa missão arqueológica, Indiana Jones (Harrison Ford) é retirado à força do seu descanso quando sua afilhada, Helena Shaw (Phoebe Waller-Bridge), busca ajuda. A nova empreitada é em volta de um artefato criado por Arquimedes cujos poderes são desconhecidos, mas possivelmente catastróficos. Ao embarcar na jornada, Indy se vê confrontado um inimigo do passado, o físico nazista Dr. Voller (Mads Mikkelsen). Na corrida para deter o plano nefasto do cientista, Helena e Jones precisam reconciliar sua relação na tentativa de desvendar as pistas milenares deixadas por Arquimedes.</p>
<p>Depois da desastrosa recepção do quarto capítulo da franquia, a postergação do deste último projeto e as recentes falhas do estúdio, descobrir que <em><strong>Indiana Jones e a Relíquia do Destino</strong></em> é um ponto fora da curva foi uma vitória para o público. Ainda que não tenha mesma delicadeza dos antecessores dirigidos por Steven Spielberg (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jogador-no-1/"><em>Jogador Nº 1</em></a>, de 2018, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-fabelmans/"><em>Os Fabelmans</em></a>, de 2022) ou que não tenha o dedo de George Lucas no roteiro, o resultado surpreendentemente positivo vem como um grato presente aos fãs. A sacada que faz esse roteiro dar certo é o tom sóbrio, apesar da excitação com o retorno de Indy às telonas. Existe algo palpável no caminho que a vida do personagem tomou e esse é o maior mérito dos roteiristas Jez Butterworth (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-007-contra-spectre/"><em>007 Contra Spectre</em></a>, de 2015), John-Henry Butterworth (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ford-vs-ferrari/"><em>Ford vs Ferrari</em></a>, de 2019), David Koepp (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-mumia/"><em>A Múmia</em></a>, de 2017) e James Mangold (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-logan/"><em>Logan</em></a>, de 2017).</p>



<figure id="attachment_16856" aria-describedby="caption-attachment-16856" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-16856" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Indiana-Jones-e-o-Chamado-do-Destino-8-750x500.jpg" alt="Indiana Jones e a Relíquia do Destino (2023)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Indiana-Jones-e-o-Chamado-do-Destino-8-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Indiana-Jones-e-o-Chamado-do-Destino-8-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Indiana-Jones-e-o-Chamado-do-Destino-8-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Indiana-Jones-e-o-Chamado-do-Destino-8-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Indiana-Jones-e-o-Chamado-do-Destino-8-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Indiana-Jones-e-o-Chamado-do-Destino-8.jpg 1280w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16856" class="wp-caption-text">Harrison Ford e Phoebe Waller-Bridge em cena de &#8216;Indiana Jones e a Relíquia do Destino&#8217; (2023)</figcaption></figure>
<p class="wp-block-paragraph">Apesar da ausência de Lucas e Spielberg, Mangold conduz a história com cuidado de quem é fã. Existe um quê spielberguiano nas escolhas das sequências. Mesmo que essas escolhas não tenham sido inocentes e sim um cálculo de produção, o resultado narrativo de <em><strong>Indiana Jones e a Relíquia do Destino</strong></em> funciona. A construção da história é mais robusta e infinitamente mais interessante do que <em>Indiana Jones e a Caveira de Cristal (2008)</em>. Desta vez, a produção soube como amarrar o roteiro e dei conta do tempo de distância entre os filmes. Além disso, o longa ainda é capaz de usar o pano de fundo histórico ao seu favor, como fizeram nos três primeiros filmes da franquia. Tudo isso, com uma aventura que cativa o espectador e o anima durante suas 2h30 de duração.</p>
<p><em><strong>Indiana Jones e a Relíquia do Destino</strong></em> corre poucos riscos, apesar do excesso de cenas com um CGI de qualidade duvidosa para rejuvenescer os personagens de Harrison Ford (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-blade-runner-2049/"><i>Blade Runner 2049</i></a>, de 2017) e Mads Mikkelsen (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-animais-fantasticos-os-segredos-de-dumbledore/"><em>Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore</em></a>, de 2022). Tirando esse feito sofrível, o restante da produção se sai bem. O retorno de John Williams na trilha, por exemplo, é um presente aos fãs. Da mesma forma que as performances &#8211; em especial do elenco já conhecido pelos fãs -, são o ponto alto da produção. A dinâmica entre Indy e Helena merece um olhar mais atento. A troca em cena entre Ford e Phoebe Waller-Bridge (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-007-sem-tempo-para-morrer/"><em>007 – Sem Tempo Para Morrer</em></a>, de 2021) torna cada momento ainda mais interessante. Além da dupla, a participação do jovem Ethann Isidore também é uma grata surpresa. E, como já visto em outros projetos, a poderosa presença vilanesca de Mikkelsen é um show à parte.</p>
<p>É compreensível que o lado fã das pessoas questione a produção, mas isso deve mudar para  a maioria uma vez que elas sentem nas poltronas dos cinemas e vejam essa emocionante aventura. Não há nada de mais interessante do que a pura experiência de diversão durante uma sessão, em especial quando o assunto é filme de ação. <em><strong>Indiana Jones e a Relíquia do Destino</strong></em> é, portanto, um prato cheio para todos e todas que se permitirem apreciar essa história cuidadosa. Não é o melhor filme da franquia e nem o mais mirabolante, mas o longa cumpre a sua missão de limpar os erros do passado e focar no futuro &#8211; que é esse aguardado adeus.</p>
<p>Com a estreia do quinto e último capítulo da franquia, a verdadeira despedida de Harrison Ford de um dos principais papéis da sua carreira chegou ao seu momento conclusivo. Com uma produção digna de um adeus a uma das maiores narrativas de aventura do cinema mundial, <em><strong>Indiana Jones e a Relíquia do Destino </strong></em>encerra o legado de Indy de forma triunfal e emocionante. A aposta na nostalgia foi efetiva dessa vez e o resultado será observado na bilheteria que deve vir batendo recordes. Além disso, a experiência de escutar a música tema nos cinemas uma última vez vai arrepiar o público. Se você ama a franquia ou quer curtir uma boa história com emoção, risadas e muita ação, o lançamento da semana é a escolha perfeita para você.</p>
<p><strong>Direção:</strong> James Mangold</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Harrison Ford, Phoebe Waller-Bridge, Antonio Banderas, John Rhys-Davies, Toby Jones, Boyd Holbrook, Ethann Isidore e Mads Mikkelsen</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>

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		<title>Crítica: Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Apr 2022 23:57:05 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um longa do universo Harry Potter chega aos cinemas se fiando especialmente na base fervorosa de fãs que vai lotar as salas de exibição pelo simples fato de que faz parte da história dos bruxos que amamos. <strong><em>Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore</em></strong> é um filme cujo roteiro é tão questionável quanto o seu antecessor, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-animais-fantasticos-os-crimes-de-grindelwald/"><em>Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald</em></a>. No entanto, aqui já temos uma exaustão por parte do espectador que a cada filme que passa se contenta menos com o que o universo bruxo está oferecendo. E quem está falando aqui é uma crítica de cinema que tem uma tatuagem de Harry Potter no braço. Só para vocês entenderem o meu nível de fã.</p>
<p>Não há o que minuciar muito aqui sobre a sinopse pois além de confusa, pode dar spoilers. Mas já toco aqui no ponto principal de problema do filme: ele é tão confuso quanto o anterior. O roteiro parece ter dificuldade de definir qual o seu foco principal, qual arco narrativo será levado em conta e até mesmo em definir o protagonista. Sim, o título carrega o nome de Dumbledore (Jude Law, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-capita-marvel/"><em>Capitã Marvel</em></a>), mas ele divide o protagonismo com Newt Scamander (Eddie Redmayne, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-7-de-chicago-netflix/"><em>Os 7 de Chicago</em></a>). Essa enxurrada de informações em cima do espectador faz com que ele não se apegue a nenhuma causa que é apresentada, deixando o envolvimento com a trama apenas a cargo do cenário e universo onde a história está inserida. O que é até meio desrespeitoso com os fãs, para falar a verdade.</p>
<p>O romance entre Alvo e Grindelwald é algo muito mais martelado neste longa, mas sem justificar o vínculo para o espectador. Fala-se muito sobre o amor dos dois, mas sem mostrar nenhuma cena do passado que justifique. O que fica então são apenas palavras que não envolvem quem assiste, o que faz parecer que o envolvimento homossexual foi, de fato, apenas uma jogada de marketing de J.K Rowling para abarcar este público.</p>
<p>Para além disso, é decepcionante ver o que fizeram com Credence (Ezra Miller, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-liga-da-justica-snyder-cut/"><em>Liga da Justiça</em></a>). A grande promessa de que ele seria um vilão obscuro e temido, como surgiu ainda no primeiro filme, simplesmente é deixada de lado para mostrar um personagem apático, sem forças e sem representatividade. Ele não serve para quase nada na trama. Assim como ele, temos Teseus (Callum Turner, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-emma-now/"><em>Emma</em></a>), irmão de Newt, que também tem um arco narrativo tão inútil que poderia ser cortado do roteiro sem que dessem a menor falta.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15392" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/2179651.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore " width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/2179651.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/2179651.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/2179651.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/2179651.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O personagem que tem um destaque melhor nessa salada de frutas é Jacob Kowalski (Dan Fogler, A Discussão), cuja história é melhor desenvolvida e tem um carisma único. É uma delícia acompanhar seus momentos e dar risada com suas trapalhadas. Carisma que falta, por exemplo, ao tido protagonista Eddie Redmayne. Tenho minhas restrições porque, apesar de considerá-lo um bom ator, acho que seu maior traço de personalidade é ser estranho. E não acho que isso seja suficiente para sustentar esta demanda.</p>
<p>Mas me entendam. Não é que <em><strong>Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore </strong></em>seja ruim. Tem lá seu entretenimento, bons momentos. As atuações são muito boas, o elenco é integrado, os efeitos especiais excelentes e a trilha sonora nos faz memorar Harry Potter, especialmente ao entrar novamente em Hogwarts. No entanto, nem tudo isso é capaz de nos fazer esquecer um roteiro ruim. Dado que o livro original no qual essa franquia é baseada é bem pequeno e sem grandes histórias, tudo vem sendo criado por J.K Rowling durante a produção. Isso me leva a crer que ela tem perdido completamente a mão na necessidade de &#8220;encher linguiça&#8221;.</p>
<p>A medida que chegamos ao final do longa, aí é que os arcos narrativos pobres são revelados de fato. Várias ações que sustentam as quase 2h30 de filme são invalidadas com decisões aleatórias. A prisão do irmão de Newt é completamente sem sentido, assim como a acusação de que Jacob era assassino. Queenie vai e volta do fascismo com a mesma facilidade que andamos na rua. Até o pacto de sangue entre Grindelwald e Dumbledore, o roteiro encontra um jeito de ignorar.</p>
<p>O que me deixa triste com <em><strong>Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore</strong></em> é ver um ótimo potencial perdido. São grandes atores com um universo pronto e que já possui uma legião fiel de fãs. Não precisava tanto esforço para entregar um material de qualidade e que agradasse a todos. No entanto, a opção de querer encher o roteiro de fios que nunca são conectados transformaram o filme em uma produção confusão, sem grande impacto e um tanto decepcionante.</p>
<p><strong>Direção:</strong> David Yates</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Eddie Redmayne, Jude Law, Mads Mikkelsen, Ezra Miller, Dan Fogler, Alison Sudol, William Nadylam, Callum Turner</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/5SjYFF2g35c" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Loucos por Justiça</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Aug 2021 13:59:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em um curto espaço de tempo, o ator dinamarquês Mads Mikkelsen dá provas de sua versatilidade ao público (como se nessa &#8220;altura do campeonato&#8221; precisasse de tanto). Após a excelente carreira do drama Druk: Mais uma Rodada, vencedor do Oscar 2021 de melhor filme internacional dirigido por Thomas Vinterberg, no qual o ator interpretava um introspectivo professor em busca de algum sentido para sua vida, Mikkelsen vive um ex-militar com tendências violentas que procura reparação para a morte brutal da sua [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em um curto espaço de tempo, o ator dinamarquês Mads Mikkelsen dá provas de sua versatilidade ao público (como se nessa &#8220;altura do campeonato&#8221; precisasse de tanto). Após a excelente carreira do drama <em>Druk: Mais uma Rodada</em>, vencedor do Oscar 2021 de melhor filme internacional dirigido por Thomas Vinterberg, no qual o ator interpretava um introspectivo professor em busca de algum sentido para sua vida, Mikkelsen vive um ex-militar com tendências violentas que procura reparação para a morte brutal da sua esposa em uma explosão de um trem atribuída a um grupo de criminosos. O trabalho do ator em questão é <strong><em>Loucos por Justiça</em></strong>, conduzido por Ander Thomas Jensen, realizador que já venceu um Oscar na categoria curta-metragem e que é parceiro habitual como roteirista da diretora Susanne Bier (em <em>Em um Mundo Melhor </em>e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-depois-do-casamento/"><em>Depois do Casamento</em></a>, especificamente).</p>
<p>Jensen dirige um filme de ação que se sustenta na protocolar trama do homem em busca de vingança após um ato extremamente violento ser cometido contra sua esposa, trazendo para a figura de Mads Mikkelsen todo aquele arquétipo de uma masculinidade que usualmente é construído no gênero, uma jornada e um tipo de personagem que costuma satisfazer o imaginário de um público bem demarcado, homens heterossexuais brancos. Acontece que logo depois que apresenta suas &#8220;cartas&#8221; para o público, <strong><em>Loucos por Justiça</em></strong><em> </em>prova ter outras ambições.</p>
<p>Markus, personagem de Mikkelsen, não é romanticamente alçado ao posto de herói. Sua jornada de vingança destaca aspectos controversos e capazes de repelir o espectador, como sua inabilidade para estabelecer qualquer aproximação com a única filha e sua violência desmedida. Aos poucos, mais do que uma trama de vingança, <strong><em>Loucos por Justiça</em></strong><em> </em>elabora para o espectador a maneira como seus personagens lidam com o luto e como, em diferentes níveis, todos estão propensos a entrar em um redemoinho ensimesmado de culpabilizações.</p>
<p>Jensen tem ótimos atores em cena. Não apenas Mads Mikkelsen entrega muito para o seu contido militar que explode no terceiro ato do longa em cenas cortantes, como também Nikolaj Lie Kaas, que interpreta o hacker que entrega ao protagonista todas as informações do grupo criminoso a ser exterminado. <strong><em>Loucos por Justiça</em></strong> engana pela reiteração de alguns caminhos narrativos facilmente identificáveis pelo espectador para logo em seguida surpreender o espectador com a profundidade e sensibilidade no tratamento dos seus temas e a roupagem sóbria e tendente à introspecção.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Anders Thomas Jensen</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Mads Mikkelsen, Nikolaj Lie Kaas, Lars Brygmann, Nicolas Bro</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/8zw5B4rqCZg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: No Portal da Eternidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Feb 2019 20:26:09 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
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		<category><![CDATA[Oscar 2019]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar Isaac]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Numa das cenas mais emblemáticas de Rupert Friend, Oscar Isaac, o diretor Julian Schnabel (O Escafandro e a Borboleta e Antes do Anoitecer) coloca o pintor Vincent van Gogh interpretado por Willem Dafoe para conversar com um padre vivido por Mads Mikkelsen. Entre os temas do diálogo está a natureza do trabalho de van Gogh e como sua obra estava acima da compreensão do seu próprio tempo de realização. Para van Gogh, que se distinguia dos seus contemporâneos pelo olhar que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Numa das cenas mais emblemáticas de <a class="xXx blue-link" href="http://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-132969/">Rupert Friend</a>, <a class="xXx blue-link" href="http://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-147909/">Oscar Isaac</a>, o diretor Julian Schnabel (<em>O Escafandro e a Borboleta</em> e <em>Antes do Anoitecer</em>) coloca o pintor Vincent van Gogh interpretado por Willem Dafoe para conversar com um padre vivido por Mads Mikkelsen. Entre os temas do diálogo está a natureza do trabalho de van Gogh e como sua obra estava acima da compreensão do seu próprio tempo de realização. Para van Gogh, que se distinguia dos seus contemporâneos pelo olhar que tinha para a realidade e como a expressava na tela, ele nascera na época errada. Como Jesus Cristo, compara o próprio artista, seus feitos e sua figura só seriam reconhecidos depois da sua morte. E isso, como era de se esperar, lhe trazia muito tormento. Não à toa, van Gogh sucumbiu à própria loucura, mas não foi o único artista na história da humanidade a sofrer desse mal.</p>
<p><em><strong>No Portal da Eternidade</strong></em> se concentra no período em que van Gogh se isolou no interior da França e foi capaz de realizar a sua produção artística mais prolífica, inúmeros quadros hoje conhecidos e celebrados, mas que na sua época, por fugirem de um realismo, eram vistos como distorção da realidade, loucura. Schnabel procura entender o que se passou na cabeça desse artista, sua compreensão sobre seu próprio trabalho e como gradualmente foi levado psicologicamente ao extremo, entregando-se à insanidade.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9900" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/5413791.jpg" alt="No Portal da Eternidade" width="610" height="348" /></p>
<p>Schnabel não faz uma biografia convencional com diálogos didáticos e construções de linhas temporais lineares. O diretor utiliza em inúmeros momentos a câmera subjetiva como forma de captar o olhar de van Gogh para o mundo ao redor e para os demais personagens. Em diversos momentos, a fotografia de Benoit Delhomme desfoca paisagens, realizando com as cores de vegetações e do céu do campo um efeito parecido com aquele dos quadros do artista. Parte de <strong><em>No Portal da Eternidade</em> </strong>se dedica às longas caminhadas de van Gogh pelo campo, tendo momentos dispersos ao longo da sua projeção dedicados a sua interação com outros personagens, sobretudo o pintor Paul Gaughin, vivido por Oscar Isaac, e o seu irmão, Theo van Gogh, interpretado por Rupert Friend.</p>
<p><em><strong>No Portal da Eternidade</strong></em> soa como um longa cheio de afetações. É um filme que faz questão de fazer a figura do diretor ser notada a todo instante em suas intervenções. Em momentos específicos, no entanto, o olhar de Schnabel para a Vincent van Gogh faz a diferença, especialmente quando se dedica a explorar ao máximo a expressividade de Willem Dafoe, que interpreta o artista com muita sensibilidade. Nesses instantes, a vaidade do cineasta desaparece e prevalece sua assinatura à serviço do estudo de um personagem interessante, multifacetado, transformando <strong><em>No Portal da Eternidade</em></strong> não no melhor de seus filmes, mas numa obra que traz <em>insights</em> pontuais sobre seu biografado.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/yAUqBqBO1QY" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Doutor Estranho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Nov 2016 20:23:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Benedict Cumberbatch]]></category>
		<category><![CDATA[Chiwetel Ejiofor]]></category>
		<category><![CDATA[Doutor Estranho]]></category>
		<category><![CDATA[Mads Mikkelsen]]></category>
		<category><![CDATA[Marvel]]></category>
		<category><![CDATA[Rachel McAdams]]></category>
		<category><![CDATA[Tilda Swinton]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Marvel vem construindo uma sólida trajetória apostando no seu universo cinematográfico que gravita em torno do projeto Vingadores. Não deixa de ser admirável a constância na qualidade das suas produções e a maneira como o estúdio conseguiu emular uma lógica própria da narrativa seriada a sua  filmografia, com universos distintos que são conectados e se encontram em dado momento para agir contra ameaças maiores. Acontece que, por outro lado, não há muito risco por parte do estúdio, há apostas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A Marvel vem construindo uma sólida trajetória apostando no seu universo cinematográfico que gravita em torno do projeto <i>Vingadores</i>. Não deixa de ser admirável a constância na qualidade das suas produções e a maneira como o estúdio conseguiu emular uma lógica própria da narrativa seriada a sua  filmografia, com universos distintos que são conectados e se encontram em dado momento para agir contra ameaças maiores. Acontece que, por outro lado, não há muito risco por parte do estúdio, há apostas seguras em um &#8220;modo Marvel de fazer cinema&#8221; mesmo quando as produções procuram ir um pouco além dos esquemas, como é o caso de <i>Capitão América: Guerra Civil</i>, por exemplo. Assim, o que se vê são filmes corretos e que cumprem de maneira digna a função de entreter o espectador, mas não deixam de vir com aquela sensação de <i>déjà vu</i> sobretudo quando conferimos mais de um desses títulos a cada ano.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Doutor Estranho </i>vai por esse caminho. O filme é anunciado como uma possibilidade de explorar horizontes mais ambiciosos e nunca antes tentados pelo estúdio, que envolve universos paralelos, misticismo e magia. Acontece que ainda que visite esse &#8220;estranho&#8221;, tudo ainda está na zona de conforto. No longa, Benedict Cumberbatch (<i>O Jogo da Imitação</i>) vive o Dr. Stephen Strange, um renomado neurocirurgião que perde o controle das mãos após sofrer um grave acidente de carro. Diante de uma descrença na cura pela via da medicina, Strange recorre a um grupo que parece promover a cura através de forças místicas. Submetido a um treinamento no Katmandu, Strange acaba adquirindo poderes e deve decidir se os usará para se recuperar ou para salvar o mundo de ameaças terríveis que só ele pode conter.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Dirigido por Scott Derrickson (de <i>O Exorcismo de Emily Rose </i>e <i>A Entidade</i>), <i>Doutor Estranho</i> aproveita em certa medida o histórico do seu realizador ao explorar visualmente o oculto. O filme é tecnicamente eficiente, conseguindo construir de maneira impressionante suas viagens pelos múltiplas dimensões visitadas por Strange. Como o protagonista, Benedict Cumberbatch é a escolha certa e parece uma mistura de Bruce Wayne e Tony Stark com poderes mágicos dando vida a um milionário entorpecido pelo ego, mas também por uma tragédia pessoal. Ao lado dele está um elenco de coadjuvantes dos sonhos formado por Rachel McAdams (<i>Spotlight</i>) e Chiwetel Ejiofor (<i>12 Anos de Escravidão</i>), que não têm momentos de especial destaque, mas conferem um certo respeito a fita. Fora Cumberbatch, Tilda Swinton (<i>Precisamos Falar sobre o Kevin</i>) talvez seja a presença mais forte do longa como a Anciã.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6884" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/11/DoutorEstranho2.jpg" alt="doutorestranho2" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>De uma maneira geral, <i>Doutor Estranho </i>é um filme correto. Ele oferta divertimento na medida certa, não agride a inteligência do espectador, consegue costurar uma narrativa linear e sem furos e aplicar seus recursos visuais sem maiores afetações, sendo este o seu departamento mais brilhante. É claro que o longa recorre aos recursos de praxe da Marvel Studios para &#8220;seduzir&#8221; suas plateias: os momentos mais dramáticos ou de ação do filme são intercalados por piadas ou referências ao universo pop, o que faz com que, para o bem e para o mal, nada tenha tanta gravidade; a trajetória do personagem é praticamente a mesma de qualquer outro super-herói; há cenas pós-créditos (duas, na verdade) e o vilão, mesmo sendo interpretado pelo ótimo Mads Mikkelsen (<i>A Caça</i>), deixa a desejar. O impulso de obedecer a todo esse protocolo faz com que o filme funcione sob uma lógica conflituosa: ele parece desejar adotar um tom mais adulto que destoa do universo Marvel até então, mas recua em prol de uma chave de diálogo mais adolescente ou infantil.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Assim, apesar de manter o padrão de excelência do estúdio, não dá para deixar de constatar que <i>Doutor Estranho </i>surge como uma repetição envolta por uma embalagem bonita e aparentemente nova, mas que não deixa de ser uma embalagem. O conteúdo é o mesmo de sempre. E se a Marvel parece estar se retroalimentando mesmo quando aparenta oferecer algo novo, a coisa fica ainda mais nebulosa para os fãs de filmes desse nicho quando constatamos que não há uma concorrência, haja vista as tortuosas tentativas da Warner de levar o universo dos heróis da DC Comics para o cinema com filmes vacilantes como <i>Batman vs. Superman: A Origem da Justiça </i>e <i>Esquadrão Suicida</i>. <i>Doutor Estranho </i>ao menos não é catastrófico, mas é narrativamente burocrático, cheio de esquemas que já são velhos conhecidos do público e que não colaboram com o viço do projeto.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>É possível que tudo isso seja um reflexo do processo de saturação do próprio nicho cinematográfico. De 2000 para cá as adaptações de quadrinhos de super-heróis para o cinema foram tantas que talvez seja interessante mexer um pouco nessas peças. Faria bem a Marvel esgarçar mais as possibilidades dos seus múltiplos universos, sair da zona de conforto e dos esquemas narrativos, levar os seus personagens realmente ao extremo, sem que as decisões corajosas dos seus filmes sejam abafadas por piadinhas adolescentes ou com cartas de conciliação do Capitão América para o Tony Stark. Talvez seja um pouco de risco e experimentação que esteja faltando para esse nicho de produção sair da oferta do &#8220;arroz e feijão&#8221; de sempre, o que, confesso, tem tirado um pouco da magia e do encanto que ele oferecia tempos atrás.</p>
<p>Promover a revolução que o próprio estúdio prometera e que o hype dos meios de comunicação anunciaram assim que a produção do longa foi engatada, <i>Doutor Estranho </i>não promove. Alçar os filmes de super-heróis a padrões cinematográficos que os colocaram em pé de igualdade com cânones do campo só cineastas como Richard Donner (<i>Superman &#8211; O Filme</i>), Tim Burton (<i>Batman: O Retorno</i>), Bryan Singer (<i>X-Men 2</i>), Sam Raimi (<i>Homem-Aranha 2</i>) e Christopher Nolan (<i>Batman: O Cavaleiro das Trevas</i>) conseguiram. Nesse sentido, esse projeto Marvel <i>Vingadores </i>conseguiu sair da zona de conforto e testar novas possibilidades de tom e ousadia narrativa em <i>Capitão América: Soldado Invernal</i>, que soube inclusive entender as demandas específicas do seu personagem.</p>
<p><i>Doutor Fantástico</i>, no máximo, conseguiu ser técnica e plasticamente embasbacante, além de uma matinê bastante agradável. E também não há mal algum nisso. É um propósito bastante honesto, por sinal. Acredito ser saudável esse exercício de reflexão proposto nesse texto não só para refletir sobre os próprios rumos desse tipo de produto que estamos analisando, mas também levar a discussão para além das impressões simplistas do &#8220;gostei&#8221; ou &#8220;não gostei&#8221;. Entre esses extremos existe um universo, tão numerosos quanto aqueles que vimos no próprio <i>Doutor Estranho. É</i> produtivo esmiuçar e problematizar cada um deles. Assim produzimos e fruímos melhor os filmes.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/YUfWrIcX4zw" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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