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	<title>Arquivos Keegan Michael Key - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Keegan Michael Key - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Wonka</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Dec 2023 12:34:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O cinema vive um momento de grandes produções. Seja em orçamento, efeitos especiais, cenas de perseguição ou explosão, há muito que não se vê uma produção que carrega qualidade técnica e narrativa ao mesmo tempo que abraça o espectador. A sétima arte parece estar acompanhando a intensa velocidade da contemporaneidade, deixando de lado esse tipo de projeto que tira o público dessa aceleração e o embala num outro ritmo. O mais novo lançamento da Warner Bros, que chega nesta quinta-feira [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O cinema vive um momento de grandes produções. Seja em orçamento, efeitos especiais, cenas de perseguição ou explosão, há muito que não se vê uma produção que carrega qualidade técnica e narrativa ao mesmo tempo que abraça o espectador. A sétima arte parece estar acompanhando a intensa velocidade da contemporaneidade, deixando de lado esse tipo de projeto que tira o público dessa aceleração e o embala num outro ritmo. O mais novo lançamento da Warner Bros, que chega nesta quinta-feira aos cinemas (7), no entanto, leva o espectador para esse tipo de jornada. <strong><em>Wonka</em></strong> desacelera a realidade do cotidiano do público para que ele possa mergulhar num universo de possibilidades.</p>
<p>A leveza e doçura do longa-metragem encanta desde seus primeiros minutos com o universo fantástico dos doces e sonhos que virá pela frente. O filme, dirigido por Paul King (<em>As Aventuras de Paddington 1 e 2</em>, respectivamente, de 2014 e 2017), é o tipo de produção que se precisa todo ano para renovar as energias e, especialmente, lembrar ao público o quanto é importante sonhar. O universo de fantasia criado em <strong><em>Wonka</em></strong> vai além do evidente empenho técnico dos departamentos de arte e fotografia. Essa empreitada parece vir de um desejo de preencher corações neste período festivo de fim de ano com a renovação do que há de mais precioso nas pessoas: a capacidade de acreditar.</p>
<p>O roteiro co-escrito por King e Simon Farnaby se inspira no conhecido personagem de Roald Dahl para costurar as canções e ações que guiam a narrativa de <em><strong>Wonka</strong></em>. É inevitável que os dois filmes sobre a <em>Fantástica Fábrica de Chocolate</em> (1971 e 2005) venham à mente, no entanto, é importante se afastar dessas imagens para que se aproveite ao máximo a nova experiência proposta neste longa. Os méritos das produções anteriores não são anulados com isso, é apenas necessário que se esteja aberto a ver esse universo já conhecido pelos olhos dos novos criadores. E, acredite, vale a pena dar uma chance para conhecer a história pregressa de como o mais conhecido <em>chocolatier</em> da literatura se tornou o famoso Willy Wonka.</p>
<p>Todos já conhecem a história da Fantástica Fábrica de Chocolate, mas está na hora de conhecer como Willy Wonka se tornou o maior criador de chocolates do mundo. Para isso, é preciso observar os primeiros momentos de sua carreira, enquanto ele começou a vender seus criativos e mágicos chocolates. Wonka (interpretado por Timothée Chalamet) precisará da ajuda e confiança de seus amigos, especialmente da jovem Noodles (interpretada por Calah Lane), para enfrentar o Cartel do Chocolate (interpretados por Paterson Joseph, Matt Lucas e Mathew Baynton) e enfim mostrar ao mundo do que é feito o seu sonho.</p>
<figure id="attachment_17543" aria-describedby="caption-attachment-17543" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-17543" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Wonka-3-750x500.jpg" alt="Wonka (2023)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Wonka-3-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Wonka-3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Wonka-3-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Wonka-3-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Wonka-3-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Wonka-3.jpg 1080w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-17543" class="wp-caption-text">Timothée Chalamet em cena de &#8216;Wonka (2023)&#8217; / Divulgação</figcaption></figure>
<p>Através de uma roupagem fantasiosa e repleta de canções, <strong><em>Wonka</em></strong> embala o público numa jornada doce e encantadora. A fantasia está representada em sua forma mais pura: através da imaginação e crença de uma mente infantil. Ainda que Willy não seja tão novo assim, suas intenções e desejos carregam a pureza da infância na tentativa de aproximar o espectador desse universo fantástico e musical que guia o longa. Essa união de forças e de gêneros cinematográficos resultam numa história divertida, leve, engraçada e carregada de afeto, capaz igualmente de emocionar e inspirar o público.</p>
<p>Essa pulsante vontade de gerar o potencial de acreditar em quem assiste parece ser a força motriz do projeto. <strong><em>Wonka</em></strong>, desde sua abertura, é construído com sucessíveis visuais de tirar o fôlego. Essa construção visual, guiada pelo desejo do roteiro de fazer com que o público acredite na fantasia, também é expressa na trilha sonora composta por Joby Talbot e nas canções originais de Neil Hannon. Os números musicais agradarão tanto os fãs de musicais como os espectadores mais resistentes aos mesmos por seu caráter imersivo nos acontecimentos da narrativa e pelo espaçamento entre uma canção e outra.</p>
<p>O projeto como um todo é extremamente coeso em sua missão de gerar encantamento enquanto se cria um espaço para acreditar. O elenco, por exemplo, é um dos principais promotores dessa força em <strong><em>Wonka</em></strong>. Comandados pelo jovem Chalamet (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duna/"><em>Duna</em></a>, de 2021, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ate-os-ossos/"><em>Até os Ossos</em></a>, de 2023), o restante dos atores e atrizes do filme &#8211; sejam eles mocinhos ou vilões &#8211; dão continuidade à mescla de excentricidade, desconexão da realidade e pureza expressados pela interpretação de Timothée. Vale ainda destacar as contribuições excepcionais de Calah Lane, Paterson Joseph, Keegan-Michael Key (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-super-mario-bros-o-filme/"><em>Super Mario Bros. O Filme</em></a>, de 2023), Tom Davis, Olivia Colman (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-favorita/"><em>A Favorita</em></a>, de 2018) e Hugh Grant (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-dungeons-dragons/"><em>Dungeons &amp; Dragons: Honra Entre Rebeldes</em></a>, de 2023).</p>
<p><em><strong>Wonka</strong></em> é uma jornada fantástica sobre o que a habilidade de sonhar e acreditar em seus sonhos pode fazer. É um filme que inspira algo sensível e doce no público e é a mensagem que se precisa para encerrar o ano bem. O projeto é a dose certa de excentricidade com o irônico para construir uma história cativante e crível para um dos personagens mais conhecidos da literatura fantástica infantil. Chalamet consegue honrar as interpretações anteriores sem perder de vista a sua própria potencialidade individual. E é essa receita de exageros controlados que fazem de <strong><em>Wonka</em></strong> o filme que muitos duvidaram, mas todos precisávamos.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Paul King</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Timothée Chalamet, Calah Lane, Keegan-Michael Key, Paterson Joseph, Matt Lucas, Mathew Baynton, Sally Hawkins, Rowan Atkinson Jim Carter, Tom Davis, Olivia Colman e Hugh Grant</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe width="750" height="500" src="https://www.youtube.com/embed/8Hpz6B4FODM?si=RmKipqsby6ot3tsd" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Crítica: Super Mario Bros. O Filme</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Apr 2023 12:00:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Adaptações costumam ser um caminho perigoso no audiovisual. Seja nas narrativas seriadas ou nos cinemas, o resultado de um livro ou jogo querido levado para outra mídia pode ser desastroso. Quando se fala em adaptações de video games, o problema se agrava ainda mais. O histórico desastroso veio dos anos 1980 e continua até hoje com, por exemplo, o lançamento do altamente criticado Mortal Kombat (2021). Ainda que tenham seus erros, adaptações como a série do HBO Max, The Last [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Adaptações costumam ser um caminho perigoso no audiovisual. Seja nas narrativas seriadas ou nos cinemas, o resultado de um livro ou jogo querido levado para outra mídia pode ser desastroso. Quando se fala em adaptações de <i>video games</i>, o problema se agrava ainda mais. O histórico desastroso veio dos anos 1980 e continua até hoje com, por exemplo, o lançamento do altamente criticado <i>Mortal Kombat</i> (2021).</p>
<p>Ainda que tenham seus erros, adaptações como a série do HBO Max, <i>The Last of Us</i> (2023-) provam que ainda é possível mudar uma narrativa de mídia sem que ela perca a qualidade e/ou sua essência. Daí vem a ideia de uma nova versão, agora animada, do clássico jogo do Super Nintendo. O filme <b><i>Super Mario Bros. O Filme</i></b>, que chega aos cinemas nesta quinta-feira (6), vem para apagar o fracasso de sua adaptação anterior.</p>
<p>Com a missão de conquistar os fãs frustrados há 30 anos e novos espectadores, a produção da Illumination tem uma missão nada fácil. <b><i>Super Mario Bros. O Filme </i></b>acerta na nostalgia nos momentos cômicos, nos <i>easter eggs</i> para os conhecedores do jogo, mas esquece de aprofundar a sua base narrativa. O problema que fica evidente logo nos primeiros 20 minutos de filme é, na verdade, uma questão estrutural da produtora.</p>
<p>Ainda que com sucessos de público, as animações da Illumination costumam ter uma narrativa rasa e majoritariamente infantil. Diferente de suas principais concorrentes, a Disney e Pixar, o estúdio que trouxe ao mundo a franquia <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-meu-malvado-favorito-3/"><i>Meu Malvado Favorito</i></a> (2010-2022) tem dificuldades em tornar suas histórias mais densas. Possivelmente por uma questão de público, o costume não mudou e <b><i>Super Mario Bros. O Filme</i></b> segue essa máxima rasa em seu roteiro.</p>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16639 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Super-Mario-Bros.-1-750x500.jpg" alt="Super Mario Bros. O Filme (2023)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Super-Mario-Bros.-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Super-Mario-Bros.-1-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Super-Mario-Bros.-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Super-Mario-Bros.-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Super-Mario-Bros.-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Super-Mario-Bros.-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Super-Mario-Bros.-1-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Super-Mario-Bros.-1.jpg 1620w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>É preciso reforçar, no entanto, que esse pano de fundo infantilizado da história não faz de <b><i>Super Mario Bros. O Filme</i></b> um produto ruim. Isso apenas faz com que ela não alcance voos maiores. O exemplo disso são as gargalhadas e os sorrisos arrancados por momentos nostálgicos ao longo da curta uma hora e meia de duração.</p>
<p>O projeto se apega na máxima da empresa a ponto de reverter seus esforços narrativos em criar momentos engraçados e recheados de <i>easter eggs</i>. Assim, ir à sessão do longa-metragem esperando algo inovador ou profundo é frustração garantida. Por outro lado, se o público deseja um divertimento livre de reflexões existencialistas e bastante nostalgia, <b><i>Super Mario Bros.</i></b> é o filme certo.</p>
<p>Em meio ao turbilhão de cores vibrantes e memórias do clássico jogo do Super Nintendo, o longa tem um elenco de vozes extraordinário &#8211; seja em sua versão original como na dublagem brasileira. No entanto, é preciso enaltecer o trabalho da dublagem nacional, em especial em animações. O trabalho de voz dos atores e atrizes que participaram de <b><i>Super Mario Bros. O Filme</i></b> é extraordinário. Dublagem essa que é um dos elencos que ajuda a sustentar o filme, mesmo em seus momentos de deslize.</p>
<p>Assim, a tão aguardada produção sobre um dos jogos mais queridinhos da história irá divertir multidões e, possivelmente, ter uma arrecadação impressionante. Uma possível sequência ou <i>spin-off</i> é inevitável no mundo de hoje e em breve deve vir outras narrativas com o bigode mais famoso do <i>video game</i>. Apesar da sua falta de densidade e camadas narrativas, <b><i>Super Mario Bros.</i></b> ainda consegue ser um divertido programa em família num domingo à tarde.</p>
<p><strong>Direção: </strong>Aaron Horvath e Michael Jelenic</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Chris Pratt, Anya Taylor-Joy, Charlie Day, Jack Black, Keegan-Michael Key, Seth Rogen e Fred Armisen</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Cb4WV4aXBpk?si=Z_03JEcne6HQRxJz" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Festa de Formatura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Dec 2020 12:32:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há sempre certo burburinho quando uma nova obra dirigida e/ou escrita por Ryan Murphy (The Normal Heart) é anunciada. Isto se torna mais intenso quando figuras renomadas do cinema, como Meryl Streep (Adoráveis Mulheres) e Nicole Kidman (O Escândalo), estão envolvidas no projeto. Assim, as expectativas para A Festa de Formatura estavam altas. Talvez, por isso, o espectador desavisado tenha uma experiência mais significativa e prazerosa, por esperar menos, a recepção pode acontecer de maneira mais tranquila. Mas, no geral, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Há sempre certo burburinho quando uma nova obra dirigida e/ou escrita por Ryan Murphy (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-the-normal-heart-hbo/" target="_blank" rel="noopener"><em>The Normal Heart</em></a>) é anunciada. Isto se torna mais intenso quando figuras renomadas do cinema, como Meryl Streep (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-adoraveis-mulheres/"><em>Adoráveis Mulheres</em></a>) e Nicole Kidman (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-escandalo/"><em>O Escândalo</em></a>), estão envolvidas no projeto. Assim, as expectativas para <strong><em>A Festa de Formatura</em></strong> estavam altas. Talvez, por isso, o espectador desavisado tenha uma experiência mais significativa e prazerosa, por esperar menos, a recepção pode acontecer de maneira mais tranquila. Mas, no geral, é possível dizer que o que acontece aqui é a realização de uma produção mediana, sem viço e irregular.</p>
<p>As principais razões para este resultado estão no roteiro e na direção. Baseado na peça homônima da Broadway, esta adaptação peca por suas idas e vindas no seguimento do <em>plot</em> e por colocar uma protagonista que, diferentemente do esperado, não move as ações, deixando-se levar pelas decisões dos outros, na maior parte da projeção. Emma (Jo Ellen Pellman) é uma adolescente que deseja levar sua namorada para a festa de formatura, mas o conselho de pais é homofóbico e faz de tudo para que a jovem não consiga o que quer. Ao mesmo tempo, um quarteto de atores decadentes vê esta informação no <em>Twitter</em> e decide interferir no caso, para conseguir visibilidade para as suas carreiras desafortunadas.</p>
<p>É nisso que o filme mais se complica! Entre tentar desenvolver o romance de Emma e seus percalços para alcançar seu sonho e dos quatro artistas, os roteiristas Bob Martin (<em>Som e Fúria: O Filme</em>) e Chad Beguelin (<em>Elf: Buddy&#8217;s Musical Christmas</em>) se enrolam e não acertam na mão ao contar uma história que apresente uma unidade ou fluxo da trama de maneira equilibrada. Talvez, o mais próximo que cheguem em iniciar e fechar o ciclo narrativo seja com Dee Dee (Streep).  A dupla foi ambiciosa demais ao inserir tantas premissas que não consegue dar conta de suas próprias criações, deixando soluções fáceis e ingênuas para os últimos minutos de projeção, como a repentina mudança de ideia de Mrs. Greene (Kerry Washington) ou a rodada de conclusões de arcos, na qual, praticamente, todos do elenco anunciam que venceram os seus problemas.</p>
<p>Outro fator que chama atenção no longa é a ausência de ritmo. Veja bem, existe uma ideia forte no imaginário das pessoas que velocidade é sinônimo de qualidade rítmica. Contudo, é o equilíbrio entre aceleração, lentidão, intensidade e alívio que imprime uma boa dinâmica neste quesito. A direção de Murphy é uma das maiores responsáveis por esta sensação. Os giros de câmera e uma quantidade incontável de zoom in e out podem cansar o público logo nos primeiros minutos de exibição. É como se ele quisesse, constantemente, chamar a atenção para algo. Mas, quando se utiliza um recurso tantas vezes fica difícil não deixar as ações diluídas. Poucos respiros visuais são inseridos, dificultando o engajamento com a própria história.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13602" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/201211-the-prom-netflix-ew-305p_1b7b20b1bc6468f75bbba783f3514f59.jpg" alt="A Festa de Formatura" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/201211-the-prom-netflix-ew-305p_1b7b20b1bc6468f75bbba783f3514f59.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/201211-the-prom-netflix-ew-305p_1b7b20b1bc6468f75bbba783f3514f59-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/201211-the-prom-netflix-ew-305p_1b7b20b1bc6468f75bbba783f3514f59-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/201211-the-prom-netflix-ew-305p_1b7b20b1bc6468f75bbba783f3514f59-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Neste frenesi, esta espécie de Romeu e Julieta lésbico contemporâneo, com toques de musical tradicional da Broadway, se perde por tentar ser muito e alcançar pouco. No entanto, apesar das falhas gerais, um dos destaques positivos é a atuação de Kerry Washington. Dentro de um contexto monocórdico, consegue evocar nuance em sua interpretação. Washington colore as palavras com tônicas distintas, está sempre trabalhando os seus gestos e olhares com destreza, pois circula entre o maior e o menor.</p>
<p>Os outros intérpretes não estão ruins, porém a maioria se entrega a forma – incluindo Meryl Streep. Numa impossibilidade de ir mais adiante dentro do que o próprio enredo traz, eles são mais tipos do que qualquer coisa. Nicole Kidman escapa um pouco desta dinâmica, mas, é preciso salientar como seu papel é subaproveitado. A atriz mostra todo seu potencial na sequência na qual canta “Zazz” e em todas as suas contracenas. Ela sabe jogar com seus colegas e reage na medida aos acontecimentos ao seu redor. Ou seja, Kidman está atenta as emoções de sua personagem e o que ocorre perto dela, mas não tira a atenção do que está sendo mostrado no ecrã.</p>
<p>No final das contas, <strong><em>A Festa de Formatura</em></strong> é ok. Se quem assiste tiver paciência para suportar as partes entediantes, alguns momentos irão valer a pena. Para as mulheres lésbicas e bissexuais há algum ganho, porque ninguém morre, é trocada por um homem ou possui qualquer final trágico do tipo – sim, é o mais comum no cinema, nas séries e nos livros. De acordo com o Salon.com, além dos desfechos tristes recorrentes, desde 1976, 67% das personagens femininas lésbicas ou bissexuais faleceram na ficção. Este avanço é um tanto pequeno, mas não deixa de ser importante. Além disso, instantes de fofura vos esperam! Rápidos, porém significativos.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Ryan Murphy</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Meryl Streep, Nicole Kidman, Jo Ellen Pellman, James Corden, Kerry Washington, Tracey Ullman, Keegan-Michael Key, Andrew Rannells, Ariana DeBose</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/_udCjJu4DpQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-festa-de-formatura/">Crítica: A Festa de Formatura</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Brincando com Fogo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Dec 2019 13:00:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A última produção da Nickelodeon Movies chega aos cinemas nesta quinta-feira (12). Intitulado Brincando com Fogo, o longa-metragem estrelado por John Cena descreve um caminho padrão no histórico das produções cinematográficas da Nickelodeon. Com foco em um público mais infantil, as obras lançadas com o selo desse estúdio acabam por carregar uma aura infantilizada. Sem fugir dessa regra, Playing with Fire (título original) é desanimador para um espectador um pouco mais maduro. Jake Carson (John Cena) é o líder de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A última produção da <em>Nickelodeon Movies</em> chega aos cinemas nesta quinta-feira (12). Intitulado <strong><em>Brincando com Fogo</em></strong>, o longa-metragem estrelado por John Cena descreve um caminho padrão no histórico das produções cinematográficas da <em>Nickelodeon</em>. Com foco em um público mais infantil, as obras lançadas com o selo desse estúdio acabam por carregar uma aura infantilizada. Sem fugir dessa regra, <em><strong>Playing with Fire</strong></em> (título original) é desanimador para um espectador um pouco mais maduro.</p>
<p>Jake Carson (John Cena) é o líder de uma equipe de elite de bombeiros paraquedistas. Jake comanda sua equipe sob rígidas regras e não aceita que as coisas saiam do controle. Durante um dia normal de trabalho, a equipe salva três irmãos de uma casa que estava pegando fogo no meio da floresta. A partir desse momento, a vida de Jake e sua equipe vira de pernas pro ar. Sem notícias dos pais, os bombeiros se veem obrigados a enfrentar a difícil tarefa que é cuidar de três crianças. Bryan (Brianna Hildebrand), Will (Christian Convery) e Zoey (Finley Rose Slater) vão dar muito trabalho para Jake e sua equipe.</p>
<p>A proposta do longa, apesar de não ser inovadora, poderia resultar em um filme mediano &#8211; ou até mesmo bom -, mas o produto final é o oposto disso. Ao ver cada oportunidade de alavancar o roteiro perdida, o público consegue entender o caminho que essa sucessão de escolhas ruins vai ter. <em><strong>Brincando com Fogo</strong></em> entrega uma trama cheia de lacunas, na qual o enxertamento de piadas fora de hora só potencializam os problemas. Seu exagero é notável do início ao fim e isso é o fator principal para torná-lo um filme exageradamente medíocre.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12060" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/0842694.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Brincando com Fogo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/0842694.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/0842694.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/0842694.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A escolha e construção das personagens prepara o terreno para a desastrosa aura de desinteresse que a produção causará no público. Os estereótipos mais comuns são reunidos em cena na tentativa de gerar uma comicidade que não é possível. Diante do “fortão sisudo”, das “crianças levadas” e dos “amigos atrapalhados e estranhos”, o longa prepara a receita para um desastre. Além disso, para intensificar os problemas da escolha vazia dessas personagens, suas motivações na narrativa são fracas. Com exceção das personagens de John Cena (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bumblebee/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Bumblebee</em></a>, de 2018) e das crianças, o resto do elenco não passa de um acessório cênico para o (óbvio) crescimento de Jake Carson.</p>
<p>Da participação estranha de Judy Greer (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-halloween/"><em>Halloween</em></a>, de 2018) até a interpretação inexpressiva de Brianna Hildebrand (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-deadpool/"><em>Deadpool</em></a>, de 2016), todas as peças do filme se encaixam apenas para desenhar as partes que faltam na personagem de Cena. Judy parece existir na produção apenas para alimentar um preceito social normativo de que um homem precisa de uma companheira. Os colegas de trabalho de Jake são suportes cômicos que mais trazem exagero para tela do que de fato compõem a comédia e/ou completam a narrativa. E a personagem de Brianna, que deveria ser um contraponto à figura do chefe bombeiro, parece ser apática a tudo que está a sua volta.</p>
<p>Diante desta proposta de produção desperdiçada com estereótipos, exageros e lacunas, não há muito o que sentir sobre o filme. Sua apatia é tão forte que impacta no público. Dessa forma, o maior problema de <strong><em>Brincando com Fogo</em></strong> não é seu viés de comédia infantil, mas a forma como eles tentaram criar essa comicidade. O resultado não poderia ser pior: a mediocridade. O longa não causa nenhum tipo de impacto no espectador. Um filme completamente esquecível que não consegue sequer superar um nível mínimo de qualidade. Esse é aquele filme que, depois de assistido, some completamente de sua memória.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Andy Fickman<br />
<strong>Elenco:</strong> John Cena, Keegan-Michael Key, John Leguizamo, Judy Greer, Brianna Hildebrand</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/jMsKI9wX5j4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Meu Nome é Dolemite</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Oct 2019 20:55:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Não há como falar de Meu Nome é Dolemite sem antes lembrar da história do cinema norte-americano. Entre 1930 e 1968, o Código Hays de censura trouxe uma regra de códigos morais para as produções cinematográficas. Posteriormente, com sua flexibilização e caducidade, explodiu nas décadas de 60 e 70 o gênero de exploitation. Marcado pela violência, palavrão, sexo e nudez, ele se dividiu em diversas categorias. Entre elas, o blaxploitation era, resumidamente, um filme feito por negros para negros. Como [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Não há como falar de <em><strong>Meu Nome é Dolemite</strong></em> sem antes lembrar da história do cinema norte-americano. Entre 1930 e 1968, o <em>Código Hays</em> de censura trouxe uma regra de códigos morais para as produções cinematográficas. Posteriormente, com sua flexibilização e caducidade, explodiu nas décadas de 60 e 70 o gênero de <em>exploitation</em>. Marcado pela violência, palavrão, sexo e nudez, ele se dividiu em diversas categorias. Entre elas, o <em>blaxploitation</em> era, resumidamente, um filme feito por negros para negros. Como características significantes, ele tinha uma trilha sonora de <em>funk</em> ou <em>soul jazz</em>, um vocabulário forte, melodramas e a ambientação dos <em>ghettos</em>.</p>
<p>Assim, é neste contexto que está o novo filme da <em>Netflix</em>, uma cinebiografia de um nomes famosos do <em>blaxploitation</em>. Rudy Ray Moore (Eddie Murphy, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-funeral-em-familia/"><em>Um Funeral em Família</em></a>) é um pseudo comediante que abre shows em bares de <em>Los Angeles</em>, mas ninguém da plateia ri de suas apresentações. Após escutar histórias hilárias de um mendigo, Rudy decide criar o alter ego de <em>Dolemite</em>, incorporando seus contos em forma de rima. Graças ao sucesso imediato que faz, chegando a estar entre os discos mais vendidos da <em>Billboard, </em>ele que quer mais: fazer um filme.</p>
<p>Dirigido por Craig Brewer (<em>remake </em>de <em>Footlose</em>), <em><strong>Meu Nome é Dolemite</strong></em> é, primeiramente, um metacinema. Com um ritmo ágil, a segunda metade do longa passa por todas as etapas da realização de um filme. Vai desde o <em>pitching </em>(venda da ideia para o produtor bancar o projeto), passando pelo <em>brainstorm </em>do roteiro e até dificuldades técnicas como falta de filme na câmera. Além de cada cena ser uma bela homenagem não só à Rudy como todo o <em>blaxploitation</em>, os bastidores funcionam por si só. O leve roteiro e o comprometimento dos atores realmente passam a imagem daquele ambiente como uma família.</p>
<p>Neste sentido, <em><strong>Meu Nome é Dolemite </strong></em>é também um projeto de amor de Eddie Murphy, já que ele também é seu produtor. Indo além, mais do que um testamento para Rudy, este filme é a oportunidade perfeita para, assim como <em>Dolemite, </em>que uma nova geração lembre do ator de <em>Um Tira da Pesada</em>, que aos poucos caia no esquecimento. Com uma das atuações mais fortes de sua carreira, Murphy se atesta mais uma vez como um dos grandes nomes de sua geração.</p>
<p>Evidentemente, o astro é mais conhecido por seu <em>timing </em>cômico, mas seu papel como <em>Dolemite</em> não se limita a isso. Sempre vestido com figurinos coloridos e excêntricos — categoria que merece ser reconhecida em premiações —, Murphy incorpora o lado caricatural do personagem. Ele solta um <em>fucking </em>a cada duas frases e conta suas piadas sempre se movimentando com molejo e uma bengala. Ainda que mostre autoconfiança na maior parte do tempo, há também nuances dramáticas e de fragilidade em sua atuação, como na cena em que recebe uma notícia desanimadora e a câmera de Brewer vai apenas aproximando dele na cabine telefônica, trazendo uma sensação de enclausuramento.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-11679" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Dolemite2.jpg" alt="Meu Nome é Dolemite" width="667" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Dolemite2.jpg 667w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Dolemite2-610x457.jpg 610w" sizes="(max-width: 667px) 100vw, 667px" /></p>
<p>Igualmente, o carisma de <em><strong>Dolemite É Meu Nome </strong></em>também passa por todo seu elenco de apoio. Ele vai desde participações especiais de Snoop Dogg (<em>Reincarneted</em>) e Chris Rock (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/review-a-very-murray-christmas/"><em>A Very Murray Christmas</em></a>) como radialistas até um brilhante Wesley Snipes (franquia <em>Blade</em>). Este é outro que se destaca, fazendo o ator D&#8217;Urville Martin, que se acha profissional demais para trabalhar com o resto da equipe, como o cinegrafista Nick <em>(</em>Kodi Smit-McPhee<em>, </em><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-x-men-fenix-negra/"><em>X-Men: Fênix Negra</em></a>).</p>
<p>Assim como Eddie Murphy, Snipes é outro caberia em premiações, se entregando aos poucos no ridículo, à medida que vai percebendo que não dá para levar aquele filme a sério. Já Tituss Burgess (Titus de <em>Unbreakable Kimmy Schimidt</em>), basicamente, interpreta outra versão de seu papel mais famoso, o que é sempre positivo. Ainda sobre tecnicidades, o colorido figurino que transborda alegria, a trilha sonora do <em>funk</em> norte-americano e uma ambientação de época com cheia de tons amarelos trazem a total imersão para a década de 70.</p>
<p>Por fim, <em><strong>Meu Nome é Dolemite</strong></em> é uma carta de amor para Rudy Ray Moore, Eddie Murphy e Wesley Snipes. Em um passeio nostálgico pelo gênero de <em>blaxploitation</em>, a trama lembra o recente <em>Artista do</em> <em>Desastre </em>ao retratar pessoas apaixonadas produzindo um filme<em> B</em>. No entanto, diferentemente de Tommy Wiseau, há um <em>swag</em> inegável nesta metaficção. Se <em>Dolemite </em>começou a fazer filmes para cobrir seu ego pessoal, ao final, ele ganha consciência de que é uma inspiração para diversos jovens negros que buscam eternizar seu nome em capas de discos assim como ele.</p>
<p><strong>Direção: </strong>Craig Brewer</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Eddie Murphy, Wesley Snipes, Keegan-Michael Key, Kodi Smit-McPhee, Craig Robinson, Chris Rock, Mike Epps, T.I., Tituss Burgess, Snoop Dogg, Da&#8217;Vine Joy Randolph</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>[youtube https://www.youtube.com/watch?v=Jt2p7WFZanI&amp;w=750&amp;h=500]</p>
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		<title>Crítica: Toy Story 4</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Jun 2019 17:39:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com o desfecho de Toy Story 3, ficou claro que a franquia dos brinquedos da Pixar não precisava de mais um capítulo. O filme de Lee Ulkrich de 2010 encerrava de maneira satisfatória a jornada dos seus personagens com a cena na qual Andy, partindo para a faculdade, deixava sua coleção de bonecos aos cuidados da pequena Bonnie. Acontece que Toy Story 4 foi feito pela Pixar, ele existe, e o estúdio conseguiu realizar mais uma história que mescla de maneira orgânica aventura, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Com o desfecho de <i>Toy Story 3</i>, ficou claro que a franquia dos brinquedos da Pixar não precisava de mais um capítulo. O filme de Lee Ulkrich de 2010 encerrava de maneira satisfatória a jornada dos seus personagens com a cena na qual Andy, partindo para a faculdade, deixava sua coleção de bonecos aos cuidados da pequena Bonnie. Acontece que <i><b>Toy Story 4</b> </i>foi feito pela Pixar, ele existe, e o estúdio conseguiu realizar mais uma história que mescla de maneira orgânica aventura, humor e momentos emocionantes com seu grupo de personagens de carisma comprovado.</p>
<p>O quarto longa é centrado numa história sobre Woody, que acaba não se tornando o brinquedo preferido de Bonnie como poderíamos imaginar. Ainda assim, o cowboy é extremamente fiel a sua dona e faz de tudo para vê-la feliz, principalmente agora que ela começou sua jornada no Jardim de Infância e acaba se apegando a Garfinho, um boneco que cria a partir de sucatas no seu próprio colégio. Quando encontra Betty, brinquedo preferido da irmã de Andy, ao acaso, Woody passa a questionar se está de fato entregando para os outros àquilo que de melhor tem a dar e passa a considerar deixar Bonnie.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10786" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/4636005.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/4636005.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/4636005.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/4636005.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O quarto capítulo da franquia acaba sendo um filme que reflete sobre os efeitos de bem estar e autoestima gerados a partir do exercício da sua própria vocação, no caso de Woody, claramente, servir às pessoas. <i><strong>Toy Story 4</strong> </i>lança as questões: para o que você é feito? A partir disso, você está sendo de fato aproveitado no máximo do seu potencial pelo mundo? É interessante notar como os realizadores do filme encontraram um propósito para sua história que tornou o quarto longa tão urgente quanto os demais, ainda que evidentemente acessório.</p>
<p>Dosando momentos de puro entretenimento que exploram o carisma comprovado de antigos personagens e apresenta em igual potência a simpatia e complexidade dos seus novatos (como Garfinho, o Coelho e o Pato, Gabi), <strong><i>Toy Story 4 </i></strong>é um filme delicioso de se assistir e presenteia o público com momentos de grande sensibilidade que fazem justiça à tradição Pixar (um deles pela boneca Gabi do antiquario e outro pelo próprio Woody). Não vou nem afirmar que um quinto filme é desnecessário porque o legado de <i>Toy Story </i>está mais do que dado com esse conjunto de obras porque é bem possível que o estúdio faça mais um título com o sucesso desse e seja tão bom quanto.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Josh Cooley<br />
<strong>Elenco:</strong> Tom Hanks, Tim Allen, Annie Potts, Tony Hale, Keegan Michael Key, Madeleine McGraw, Jordan Peele, Keanu Reeves, Christina Hendricks, Ally Maki</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/76CslX-q5C4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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