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	<title>Arquivos John Williams - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos John Williams - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Indiana Jones e a Relíquia do Destino</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jun 2023 23:53:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Novas produções de estúdios como Walt Disney, Warner Brothers, Universal e Paramount têm destinado sua atenção para o sentimento de nostalgia. Essa é a palavra de ordem dos últimos anos nos principais longas-metragens que chegam aos cinemas. Quando o assunto é franquia, as grandes empresas hollywoodianas mergulham ainda mais fundo nesse mote e apostam suas fichas &#8211; de forma cega, algumas vezes &#8211; em produções nostálgicas. A decisão pode resultar em desastres financeiros, como vimos com a franquia Animais Fantásticos [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-indiana-jones-e-a-reliquia-do-destino/">Crítica: Indiana Jones e a Relíquia do Destino</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Novas produções de estúdios como Walt Disney, Warner Brothers, Universal e Paramount têm destinado sua atenção para o sentimento de nostalgia. Essa é a palavra de ordem dos últimos anos nos principais longas-metragens que chegam aos cinemas. Quando o assunto é franquia, as grandes empresas hollywoodianas mergulham ainda mais fundo nesse mote e apostam suas fichas &#8211; de forma cega, algumas vezes &#8211; em produções nostálgicas. A decisão pode resultar em desastres financeiros, como vimos com a franquia <em>Animais Fantásticos (2016-2022)</em> ou no recente <em>Transformers: O Despertar das Feras (2023)</em> . No entanto, existem inúmeros casos que, mesmo sem qualidade, a bilheteria rende, o que faz com que a produção em massa continue, como a mirabolante franquia <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-velozes-e-furiosos-10/"><em>Velozes e Furiosos</em></a>.</p>
<p>Existem, contudo, raras ocasiões nas quais a qualidade narrativa e de produção dialogam com o retorno financeiro. São os momentos em que o público ganha uma nova história para se orgulhar. Esse é o caso de <em><strong>Indiana Jones e a Relíquia do Destino</strong></em>. A nova história do arqueólogo mais querido do cinema supera os deslizes de seu antecessor e retoma a nostalgia das aventuras dos anos 1980 e 1990. O longa é capaz de gerar a experiência sensorial de uma boa aventura da Sessão da Tarde vista pela primeira vez. O quinto projeto estrelado por Indy é daqueles que vai mover legiões para as salas de cinema e arrepiar a todos quando a música tema começar a tocar. O filme estreia no Brasil nesta quinta-feira (29).</p>
<p>Recém aposentado da universidade e há anos sem se aventurar numa missão arqueológica, Indiana Jones (Harrison Ford) é retirado à força do seu descanso quando sua afilhada, Helena Shaw (Phoebe Waller-Bridge), busca ajuda. A nova empreitada é em volta de um artefato criado por Arquimedes cujos poderes são desconhecidos, mas possivelmente catastróficos. Ao embarcar na jornada, Indy se vê confrontado um inimigo do passado, o físico nazista Dr. Voller (Mads Mikkelsen). Na corrida para deter o plano nefasto do cientista, Helena e Jones precisam reconciliar sua relação na tentativa de desvendar as pistas milenares deixadas por Arquimedes.</p>
<p>Depois da desastrosa recepção do quarto capítulo da franquia, a postergação do deste último projeto e as recentes falhas do estúdio, descobrir que <em><strong>Indiana Jones e a Relíquia do Destino</strong></em> é um ponto fora da curva foi uma vitória para o público. Ainda que não tenha mesma delicadeza dos antecessores dirigidos por Steven Spielberg (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jogador-no-1/"><em>Jogador Nº 1</em></a>, de 2018, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-fabelmans/"><em>Os Fabelmans</em></a>, de 2022) ou que não tenha o dedo de George Lucas no roteiro, o resultado surpreendentemente positivo vem como um grato presente aos fãs. A sacada que faz esse roteiro dar certo é o tom sóbrio, apesar da excitação com o retorno de Indy às telonas. Existe algo palpável no caminho que a vida do personagem tomou e esse é o maior mérito dos roteiristas Jez Butterworth (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-007-contra-spectre/"><em>007 Contra Spectre</em></a>, de 2015), John-Henry Butterworth (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ford-vs-ferrari/"><em>Ford vs Ferrari</em></a>, de 2019), David Koepp (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-mumia/"><em>A Múmia</em></a>, de 2017) e James Mangold (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-logan/"><em>Logan</em></a>, de 2017).</p>



<figure id="attachment_16856" aria-describedby="caption-attachment-16856" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-16856" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Indiana-Jones-e-o-Chamado-do-Destino-8-750x500.jpg" alt="Indiana Jones e a Relíquia do Destino (2023)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Indiana-Jones-e-o-Chamado-do-Destino-8-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Indiana-Jones-e-o-Chamado-do-Destino-8-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Indiana-Jones-e-o-Chamado-do-Destino-8-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Indiana-Jones-e-o-Chamado-do-Destino-8-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Indiana-Jones-e-o-Chamado-do-Destino-8-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Indiana-Jones-e-o-Chamado-do-Destino-8.jpg 1280w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16856" class="wp-caption-text">Harrison Ford e Phoebe Waller-Bridge em cena de &#8216;Indiana Jones e a Relíquia do Destino&#8217; (2023)</figcaption></figure>
<p class="wp-block-paragraph">Apesar da ausência de Lucas e Spielberg, Mangold conduz a história com cuidado de quem é fã. Existe um quê spielberguiano nas escolhas das sequências. Mesmo que essas escolhas não tenham sido inocentes e sim um cálculo de produção, o resultado narrativo de <em><strong>Indiana Jones e a Relíquia do Destino</strong></em> funciona. A construção da história é mais robusta e infinitamente mais interessante do que <em>Indiana Jones e a Caveira de Cristal (2008)</em>. Desta vez, a produção soube como amarrar o roteiro e dei conta do tempo de distância entre os filmes. Além disso, o longa ainda é capaz de usar o pano de fundo histórico ao seu favor, como fizeram nos três primeiros filmes da franquia. Tudo isso, com uma aventura que cativa o espectador e o anima durante suas 2h30 de duração.</p>
<p><em><strong>Indiana Jones e a Relíquia do Destino</strong></em> corre poucos riscos, apesar do excesso de cenas com um CGI de qualidade duvidosa para rejuvenescer os personagens de Harrison Ford (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-blade-runner-2049/"><i>Blade Runner 2049</i></a>, de 2017) e Mads Mikkelsen (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-animais-fantasticos-os-segredos-de-dumbledore/"><em>Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore</em></a>, de 2022). Tirando esse feito sofrível, o restante da produção se sai bem. O retorno de John Williams na trilha, por exemplo, é um presente aos fãs. Da mesma forma que as performances &#8211; em especial do elenco já conhecido pelos fãs -, são o ponto alto da produção. A dinâmica entre Indy e Helena merece um olhar mais atento. A troca em cena entre Ford e Phoebe Waller-Bridge (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-007-sem-tempo-para-morrer/"><em>007 – Sem Tempo Para Morrer</em></a>, de 2021) torna cada momento ainda mais interessante. Além da dupla, a participação do jovem Ethann Isidore também é uma grata surpresa. E, como já visto em outros projetos, a poderosa presença vilanesca de Mikkelsen é um show à parte.</p>
<p>É compreensível que o lado fã das pessoas questione a produção, mas isso deve mudar para  a maioria uma vez que elas sentem nas poltronas dos cinemas e vejam essa emocionante aventura. Não há nada de mais interessante do que a pura experiência de diversão durante uma sessão, em especial quando o assunto é filme de ação. <em><strong>Indiana Jones e a Relíquia do Destino</strong></em> é, portanto, um prato cheio para todos e todas que se permitirem apreciar essa história cuidadosa. Não é o melhor filme da franquia e nem o mais mirabolante, mas o longa cumpre a sua missão de limpar os erros do passado e focar no futuro &#8211; que é esse aguardado adeus.</p>
<p>Com a estreia do quinto e último capítulo da franquia, a verdadeira despedida de Harrison Ford de um dos principais papéis da sua carreira chegou ao seu momento conclusivo. Com uma produção digna de um adeus a uma das maiores narrativas de aventura do cinema mundial, <em><strong>Indiana Jones e a Relíquia do Destino </strong></em>encerra o legado de Indy de forma triunfal e emocionante. A aposta na nostalgia foi efetiva dessa vez e o resultado será observado na bilheteria que deve vir batendo recordes. Além disso, a experiência de escutar a música tema nos cinemas uma última vez vai arrepiar o público. Se você ama a franquia ou quer curtir uma boa história com emoção, risadas e muita ação, o lançamento da semana é a escolha perfeita para você.</p>
<p><strong>Direção:</strong> James Mangold</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Harrison Ford, Phoebe Waller-Bridge, Antonio Banderas, John Rhys-Davies, Toby Jones, Boyd Holbrook, Ethann Isidore e Mads Mikkelsen</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>

<iframe width="750" height="500" src="https://www.youtube.com/embed/jBPJyOP3N5U?si=dMa9zppEP7Je8KYU" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-indiana-jones-e-a-reliquia-do-destino/">Crítica: Indiana Jones e a Relíquia do Destino</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Os Fabelmans</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jan 2023 12:53:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Steven Spielberg (The Post: A Guerra Secreta, de 2017, e Jogador Nº 1, de 2018) é um dos principais diretores atuantes no mercado cinematográfico hollywoodiano da atualidade. A carreira do diretor, produtor e roteirista estadunidense tem uma longa lista de sucessos de crítica e bilheteria que marcaram a história da sétima arte. No quesito indústria, as produções de Spielberg inovaram a forma de se fazer cinema. De Tubarão (1975) até West Side Story (2021), a carreira do diretor acompanhou diferentes [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Steven Spielberg (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-the-post-a-guerra-secreta/"><i>The Post: A Guerra Secreta</i></a>, de 2017, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jogador-no-1/"><i>Jogador Nº 1</i></a>, de 2018) é um dos principais diretores atuantes no mercado cinematográfico hollywoodiano da atualidade. A carreira do diretor, produtor e roteirista estadunidense tem uma longa lista de sucessos de crítica e bilheteria que marcaram a história da sétima arte. No quesito indústria, as produções de Spielberg inovaram a forma de se fazer cinema.</p>
<p>De <em>Tubarão</em> (1975) até <em>West Side Story</em> (2021), a carreira do diretor acompanhou diferentes gerações com obras fascinantes. Em 2022, no auge dos seus 76 anos, Spielberg entregou ao público um retrato sensível sobre a sua arte e a trajetória de vida que o levou até o lugar onde ele está.</p>
<p>O mais novo longa do diretor chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (12) como um dos favoritos para ser o principal vencedor da temporada de premiações de 2023. Na última terça (10), Steven Spielberg ganhou o Globo de Ouro de &#8220;Melhor Direção&#8221; e <strong><em>Os Fabelmans</em></strong> ainda levou para casa o prêmio de &#8220;Melhor Filme de Drama&#8221;.</p>
<p>Ainda sem os anúncios do BAFTA e Oscar, a produção já acumula 112 indicações e 17 vitórias. Além das cinco indicações no Globo de Ouro, <b><i>Os Fabelmans</i></b> conseguiu duas nomeações no <em>SAG Awards</em> e foi o segundo mais indicado no <em>Critics Choice Awards</em>, concorrendo em 11 categorias.</p>
<p><strong><em>Os Fabelmans </em></strong>traz aos fãs do diretor um cinema que há muito não se via. O fundador e sócio da produtora <em>Amblin Entertainment</em> retorna às suas origens (literal e figurativamente) para dividir com o mundo uma narrativa inspirada em sua vida. O longa-metragem descreve a jornada de um garoto que sempre sonhou em fazer parte da magia do cinema.</p>
<p><figure id="attachment_16325" aria-describedby="caption-attachment-16325" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16325" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-750x500.jpg" alt="Os Fabelmans (2022)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-2048x1366.jpg 2048w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-1400x934.jpg 1400w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16325" class="wp-caption-text">Paul Dano, Mateo Zoryan Francis-DeFord e Michelle Williams em cena de Os Fabelmans (2022)</figcaption></figure></p>
<p>Como a vida e arte se entrelaçam, o desejo de fazer filmes se confunde aos dilemas infantis, juvenis e adultos do personagem que representa o diretor em <b><i>Os Fabelmans</i></b>. É fascinante como o roteiro de Spielberg, em parceria com Tony Kushner (<em>Munique</em>, de 2005, e <em>Lincoln</em>, de 2012), consegue conduzir o público por uma história tão cheia de sensibilidade e simplicidade.</p>
<p>A parceria de longa data entre Steven e Kushner entrega um trabalho primoroso sobre o desejo de fazer cinema. A força motriz representada na narrativa pode ser sentida pelo público durante a sessão. Apesar da duração ser extensa, os 151 minutos passam sem que sejam sentidos. O espectador é tão bem conduzido pelo sonho do jovem diretor que as únicas reações possíveis durante a sessão são gargalhadas e lágrimas. A nostalgia, o cuidado e a sensibilidade do que estava sendo composto em cena são os maiores méritos de <strong><em>Os Fabelmans</em></strong>.</p>
<p>O resultado emocionante e poderoso de <b><i>Os Fabelmans</i></b> deve-se, também, ao elenco. Encabeçada por Michelle Williams (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-depois-do-casamento/"><em>Depois do Casamento</em></a>, de 2019, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-venom-tempo-de-carnificina/"><em>Venom: Tempo de Carnificina</em></a>, de 2021) e Paul Dano (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-okja/"><em>Okja</em></a>, de 2017, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-batman/"><em>Batman</em></a>, de 2021), a família Fabelman encanta o público num piscar de olhos. Além das poderosas cenas do casal &#8211; dando um destaque ainda maior para as nuances maravilhosamente desenvolvidas por Michelle -, o jovem ator que faz a versão mais velha do personagem principal também precisa ser parabenizado.</p>
<p>Gabriel LaBelle (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-predador/"><em>O Predador</em></a>, de 2018) foi a escolha perfeita para representar Spielberg em <strong><em>Os Fabelmans</em></strong>. O ator é o responsável não apenas por encarnar um dos maiores diretores das últimas décadas, mas por equilibrar as tensões vividas por seu personagem. O equilíbrio que Gabriel traz para o caos da família através de sua arte sensível é poderoso e emocionante.</p>
<p>Como pode-se ver pelo elenco, Spielberg costuma reunir os maiores nomes da indústria e a parte técnica não poderia ser diferente. A fotografia de <strong><em>Os Fabelmans</em></strong> é algo que vale a pena destacar e apreciar. O trabalho do colaborador de longa data de Steven, Janusz Kamiński (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ponte-de-espioes/"><em>Ponte dos Espiões</em></a>, de 2015, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-bom-gigante-amigo/"><em>O Bom Gigante Amigo</em></a>, de 2016), torna a história ainda mais potente e tocante.</p>
<p><figure id="attachment_16327" aria-describedby="caption-attachment-16327" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-16327" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Os-Fabelmans-1.jpg" alt="Os Fabelmans (2022)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Os-Fabelmans-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Os-Fabelmans-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Os-Fabelmans-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Os-Fabelmans-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16327" class="wp-caption-text">Mateo Zoryan Francis-DeFord em Os Fabelmans (2022)</figcaption></figure></p>
<p>A brincadeira feita em <b><i>Os Fabelmans</i></b> de falar da criação de imagens a partir do que seriam imagens amadoras é genial. O diretor de fotografia constrói belas cenas e não poderia ter sido uma escolha melhor para potencializar a produção &#8211; principalmente ao considerar que Kamiński e Spielberg trabalham juntos desde 1993.</p>
<p>Outro antigo colaborador do diretor que está em <strong><em>Os Fabelmans</em></strong> é o editor Michael Kahn. Desde o início da parceria entre Kahn e Steven, que começou em 1977, o editor não trabalhou com o diretor em apenas um de seus projetos: <em>E.T. O Extra Terrestre</em> (1982). Em meio a tantas colaborações, Kahn ganhou três Oscar trabalhando com Spielberg: <i>Indiana Jones: Os Caçadores da Arca Perdida</i> (1981), <i>A Lista de Schindler (</i>1993) e <i>O Resgate do Soldado Ryan</i> (1995).</p>
<p><strong><em>Os Fabelmans</em></strong> é o melhor trabalho de Steven Spielberg dos últimos 10 anos. É claro que fazer um filme sobre a sétima arte tem um apelo para a indústria, crítica e cinéfilos, mas o diretor não estava tentando agradar esse pessoal. Fica evidente durante a sessão que Spielberg fez esse filme para ele mesmo. Para que ele pudesse ser o contador de sua história &#8211; história essa que, em muitos momentos, se confunde com a do cinema hollywoodiano.</p>
<p>Essa paixão é nítida no texto, na direção, no elenco e em cada departamento do projeto. Não há nada que fuja do equilíbrio dessa trajetória emotiva em busca da realização de um sonho. E é isso faz de <b><i>Os Fabelmans</i></b> uma produção capaz de encantar o espectador e tornar o assistir ainda mais especial.</p>
<p>E é a partir dessa lógica de desejos que o filme se encerra e faz o público querer mais. <strong><em>Os Fabelmans</em></strong> é um espetáculo de arte, emoção e sensibilidade. Não é à toa que a produção é uma das mais cotadas para ganhar o maior prêmio do cinema. Mesmo sem o anúncio oficial da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, é possível apostar que o longa (quase) autobiográfico de Spielberg deva concorrer em, ao menos, 7 categorias. Dentre elas, &#8220;Melhor Direção&#8221; e &#8220;Melhor Filme&#8221;, os quais têm fortes chances de levar o Oscar para casa. Assim, o artista estadunidense que tanto sonhou em fazer cinema mostra que sonhos não apenas podem virar realidade, como são transformadores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Steven Spielberg</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Gabriel LaBelle, Michelle Williams, Paul Dano, Seth Rogen e Judd Hirsch</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/J-mBTEQ-uJU?si=W9H2yIPJrsYcZ-nG" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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