<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Joel Edgerton - Coisa de Cinéfilo</title>
	<atom:link href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/joel-edgerton/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/joel-edgerton/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Mon, 12 Jan 2026 17:52:17 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cropped-favicon3-5-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Joel Edgerton - Coisa de Cinéfilo</title>
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/joel-edgerton/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Sonhos de trem (Netflix)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/sonhos-de-trem-netflix/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/sonhos-de-trem-netflix/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Jan 2026 14:52:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Clifton Collins Jr.]]></category>
		<category><![CDATA[Clint Bentley]]></category>
		<category><![CDATA[Felicity Jones]]></category>
		<category><![CDATA[Joel Edgerton]]></category>
		<category><![CDATA[Sonhos de trem]]></category>
		<category><![CDATA[Train dreams]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=20277</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um dos maiores desafios da contemporaneidade é encontrar um material tão refinado quanto Sonhos de trem, principalmente quando falamos de Estados Unidos e Netflix em uma mesma frase. Com uma história pouco previsível, que toma tempo para desenvolver seu protagonista, Robert Grainier (Joel Edgerton), o longa-metragem de Clint Bentley (Jockey) é praticamente irretocável. Há um cuidado com a progressão dramática e com os sutis avanços temporais, que tornam a sessão instigante e tocante. Cada personagem apresentada durante a sessão ganha [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/sonhos-de-trem-netflix/">Sonhos de trem (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos maiores desafios da contemporaneidade é encontrar um material tão refinado quanto <em>Sonhos de trem</em>, principalmente quando falamos de Estados Unidos e Netflix em uma mesma frase. Com uma história pouco previsível, que toma tempo para desenvolver seu protagonista, Robert Grainier (Joel Edgerton), o longa-metragem de Clint Bentley (<em>Jockey</em>) é praticamente irretocável. Há um cuidado com a progressão dramática e com os sutis avanços temporais, que tornam a sessão instigante e tocante.</p>
<p>Cada personagem apresentada durante a sessão ganha algum nível de profundidade e a relação delas é explorada em múltiplas camadas em relação à Robert. A jornada de Grainier é premiada com um desenho de som sensível, que insere ruídos no silêncio da floresta e da casa que este homem passa tanto tempo esperando. O verde forte que transborda a tela, reflete a sua esperança em reencontrar seus amores perdidos e a clausura de seu ofício. Uma esperança sustentada em grande parte da projeção, mas não como um jogo cruel para enganar a plateia, porém como um mergulho imersivo na perspectiva de sua figura central. Há neste trabalho uma mescla complexa de significados plurais em uma mesma sequência.</p>
<p>Os longos quadros abertos em contraponto com os um pouco mais fechados e ligeiros, também ditam o tom da obra. Quando ele não está com um amigo querido ou (mais ainda) sua família, as temperaturas caem. Gladys (Felicity Jones), sua esposa, está sempre colorida, cheia de vida. A luz que invade sua quieta personalidade vem dela e sua filha pequena. Mas, ao mesmo tempo, o tom quente é do que destrói toda a sua felicidade. É curioso observar como o momento do incêndio é o que ganha mais tonalidades cálidas, mesmo que a frieza somente perpasse (tirando este momento) as tristezas de Robert.</p>
<p>Novamente, tons , texturas e frames que ganhando sentidos vários e, por isso, provocam sensações plurais. Neste sentido, a fotografia de Adolpho Veloso (<em>Rodantes</em>) também brilha ao lado da direção geral de Bentley em termos de angulação e posicionamento do elenco no ecrã. Os plongées e contras-plongées e a lateralização dos rostos na tela revelam o que oprime, alivia e engradece o protagonista. Robert coloca sua família de lado para poder apoiá-la. É uma dicotomia enlouquecedora para esta figura central tão pacífica e resiliente. A vida dele é vista como pequena por seus empregadores, que sequer aparecem pessoalmente em sua jornada, porém que marcam seu destino.</p>
<p>A maneira como Grainier se engrandece ao lado da mulher e em sua propriedade escancara o que é importante para ele e o que é inevitável e sufocante em sua trajetória, também elevam a qualidade da trama. Desta forma, <em>Sonhos de trem</em> é uma produção que consegue ser cinema em sua completude, porque transmite em imagens fatos políticos profundos e tempos históricos que geram consequências graves para o presente da sociedade, através de imagens repletas de apuro estético e conhecimento de técnica cinematográfica. O longa é completamente sutil em seus diálogos e até no que escolhe para expor visualmente.</p>
<p>Quando deseja revelar algo, existem diálogos e contemplações que fazem com que a informação chegue como um rio, que traz o debate com fluidez. Ainda assim, não há uma romantização das vivências de Robert. Pelo contrário, existe uma crueza da realidade dos operários, que foram mãos-de-obra básica para o crescimento econômico dos Estados Unidos por um bom tempo, mas que eliminaram árvores e deixaram um pedaço de si naquelas terras que passaram tanto tempo trabalhando, colocadas em cena. É uma dureza com poesia, que toca os corações, mas com as farpas da verdade dos fatos sobre a natureza humana.</p>
<p>O jeito de contar tanto em uma única história, que é completamente focada em &#8220;apenas&#8221; um homem ficcional &#8211; baseado no livro homônimo de Denis Johnson -, mas que abarca toda uma época, um imaginário sobre lenhadores e o sofrimento dos oprimidos é que faz a diferença aqui. Há um toque até mesmo de genialidade neste filme, que não usa a morte de personagens importantes como um mero artifício, mas como um amadurecimento para Robert e uma oportunidade de debater não apenas as injustiças sociais, como também da própria vida. Para fazer tudo isso, a equipe se apresenta coesa, com um elenco sensível e conectado à atmosfera da narrativa.</p>
<p>Neste encaixe ideal, o único problema em termos de trama é o momento entre o desaparecimento de Gladys e sua filha e o restabelecimento do cotidiano de Robert. Em alguns momentos, parece que o roteiro não era certo sobre o destino da personagem central do enredo. Há uma titubeada que soa como uma estratégia para confundir o público. Será que elas foram embora ou algo aconteceu com elas? A dúvida não é ruim, é a catalisadora de boa parte da projeção, porém o tempo que ela dura é estranho e um tanto apelativo. Ainda assim, e</p>
<p><strong>Direção</strong>: Clint Bentley</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Joel Edgerton, Clifton Collins Jr., Felicity Jones</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe title="Sonhos de Trem 2025 Teaser Oficial Legendado" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/e7p9mreTgZQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/sonhos-de-trem-netflix/">Sonhos de trem (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/sonhos-de-trem-netflix/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Jardim dos Desejos</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-jardim-dos-desejos/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-jardim-dos-desejos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Jun 2024 19:02:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Jardim dos Desejos]]></category>
		<category><![CDATA[Joel Edgerton]]></category>
		<category><![CDATA[Paul Schrader]]></category>
		<category><![CDATA[Quintessa Swindell]]></category>
		<category><![CDATA[Sigourney Weaver]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=18195</guid>

					<description><![CDATA[<p>Paul Schrader é um dos nomes mais importantes do cinema estadunidense. Expoente da Nova Hollywood, onde colaborou como roteirista também de outro cineasta relevante dessa geração, Martin Scorsese em Taxi Driver e Touro Indomável, Schrader é exímio em contar histórias com muita personalidade e que exibem ainda muito fôlego e ousadia, mais do que muitos realizadores mais jovens do que ele. Basta lembrarmos alguns dos mais recentes títulos de Schrader como diretor e roteirista: O Contador de Cartas de 2021 e Fé Corrompida de 2017. Com Jardim dos [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jardim-dos-desejos/">Crítica: Jardim dos Desejos</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Paul Schrader é um dos nomes mais importantes do cinema estadunidense. Expoente da Nova Hollywood, onde colaborou como roteirista também de outro cineasta relevante dessa geração, Martin Scorsese em <em>Taxi Driver</em> e <em>Touro Indomável</em>, Schrader é exímio em contar histórias com muita personalidade e que exibem ainda muito fôlego e ousadia, mais do que muitos realizadores mais jovens do que ele. Basta lembrarmos alguns dos mais recentes títulos de Schrader como diretor e roteirista: <em>O Contador de Cartas</em> de 2021 e <em>Fé Corrompida</em> de 2017.</p>
<p>Com <em><strong>Jardim dos Desejos</strong></em> o diretor e roteirista exibe o mesmo frescor de sempre ao tecer uma narrativa sempre disposta a envolver, intrigar e surpreender o espectador. Antecipamos que é bem difícil tecer qualquer consideração sobre este filme sem entregar detalhes sobre sua trama, então, alerta: esta crítica contém SPOILERS!</p>
<p>Na era do cancelamento em redes sociais, Paul Schrader traz em <em><strong>Jardim dos Desejos</strong></em> a história de Narvel (Joel Edgerton), o jardineiro de uma mulher extremamente rica (Sigourney Weaver) que tenta se redimir do seu passado como integrante ativo de um grupo de supremacistas brancos. Ele é incumbido por esta mulher de receber a sobrinha-neta dela em Jardins Gracewood, propriedade da sua patroa sustentada pelo valor histórico do seu jardim. Acontece que a jovem de passado rebelde é negra e é rejeitada por essa parente rica, mas será ela a oportunidade de redenção de Narvel.</p>
<p><em><strong>Jardim dos Desejos</strong></em> é marcado pela extrema sensibilidade e inteligência a partir das quais Paul Schrader conta suas histórias, sempre escapando de estruturas narrativas óbvias e caminhos convencionais de montagem e condução de cenas. A maneira como o diretor revela gradualmente elementos do passado vergonhoso de Narvel em flashbacks usados com uma economia incomum e inseridos ao longo da narrativa de forma brusca e pontual é certeira. A forma como o racismo aparece como manifestação velada no caso da viúva rica Norma Haverhill de Sigourney Weaver ou como um segredo guardado com um certo embaraço no esforço de transformação da parte de Narvel também é um ponto alto do trabalho de Schrader.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18225" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image-10.png" alt="Jardim dos Desejos" width="750" height="498" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image-10.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image-10-360x240.png 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Nessa história, o público tem contato com uma investigação comprometida sobre a gênese da intolerância em uma sociedade ainda segregacionista, algo que se reverbera em um fascismo incompreensivelmente em alta e ainda defendido por alguns, o diretor e roteirista mostra dois lados de uma mesma moeda. Por uma ótica, Paul Schrader mostra como certos caráteres não têm redenção, como é o caso da Norma, interpretada primorosamente por Weaver, uma mulher que carrega o preconceito de longa data e não apresenta o menor esboço de querer transformar sua concepção de mundo. Do outro lado, o cineasta explora os meandros da jornada de redenção de um sujeito. Narvel, vivido por Joel Edgerton, é um homem envergonhado do seu passado e que há anos parece investido em redimir-se.</p>
<p>A presença de Joel Edgerton e Sigourney Weaver como Narvel e Norma, respectivamente, e a condução que Schrader dá a esses atores também é um ponto alto de <em><strong>Jardim dos Desejos</strong></em>. Edgerton traz Narvel como um sujeito prático, mas que parece sempre regular seus passos por parâmetros éticos, afinal, mais do que ninguém, ele parece ciente das consequências de andar fora da linha. Já Weaver dá vida a uma mulher cheia de hipocrisia que esconde sob o manto da cortesia um preconceito que causa repulsa. Como é bom ver Sigourney Weaver utilizar todos os recursos que estão a sua disposição em prol de cada ação e reação da sua personagem, em um trabalho difícil que exige da atriz carregar falas que na maioria das vezes contrariam os desejos da sua personagem. Há ainda a ótima Quintessa Swindell, que pôde ser vista em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-adao-negro/"><em>Adão Negro</em></a>, e que aqui explora todo o seu potencial dramático em cenas importantes com veteranos como Edgerton e Weaver.</p>
<p>Com <em><strong>Jardim dos Desejos</strong></em>, Paul Schrader faz um filme mais atual do que nunca. É uma obra que aborda a possibilidade de redenção de pessoas que cometeram atos terríveis no passado, entendendo quando há possibilidade de mudanças (no caso de Narvel, não é à toa que ela surja do seu contato constante com as flores e do amor que passa a nutrir pela jovem vivida por Swindell) e quando estamos diante de &#8220;casos perdidos&#8221;, a viúva rica vivida por Weaver. Schrader faz um filme sobre dar oportunidade para as pessoas mudarem quando elas se mostram abertas à transformação.</p>
<p>É um filme que lança uma luz na necessidade de manter o equilíbrio (ainda que seja muito difícil) e acreditar na possibilidade de redenção do ser humano mesmo diante de situações que nos causam repulsa e que nos levam a desacreditar na humanidade. É possível que sejam casos raros, mas acreditar em quadros como os do protagonista Narvel talvez nos dê algum tipo de esperança.  É um ponto de vista que parece urgente em tempos que insistem em fazer a gente acreditar cada vez menos no ser humano. <em><strong>Jardim dos Desejos</strong></em> então é um longa que aborda a importância de não perdermos o fio da meada de uma sociedade que pretenda preservar qualquer resquício de civilidade.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Paul Schrader</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Joel Edgerton, Sigourney Weaver, Quintessa Swindell</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/bJvhXj3sLow?si=vgholtZ7AJg4I23v" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jardim-dos-desejos/">Crítica: Jardim dos Desejos</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-jardim-dos-desejos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: A Lenda do Cavaleiro Verde (Prime Video)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-lenda-do-cavaleiro-verde-prime-video/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-lenda-do-cavaleiro-verde-prime-video/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Jan 2022 19:03:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[A Lenda do Cavaleiro Verde]]></category>
		<category><![CDATA[Alicia Vikander]]></category>
		<category><![CDATA[Barry Keoghan]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[David Lowery]]></category>
		<category><![CDATA[Dev Patel]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Joel Edgerton]]></category>
		<category><![CDATA[Prime Video]]></category>
		<category><![CDATA[Sarita Choudhury]]></category>
		<category><![CDATA[Sean Harris]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=15061</guid>

					<description><![CDATA[<p>Com uma indústria incerta sobre seus próprios rumos (a grande pergunta a ser respondida na década é: qual o futuro do cinema? &#8211; sobretudo com o streaming), uma empresa que segue apostando em obras ambiciosas e autorais como a A24 passa a ser uma espécie de oásis para a geração cinéfila do nosso tempo. Dali saíram filmes cultuados, sobretudo do gênero horror, como A Bruxa e Hereditário. Esta reverência quase que religiosa da cinefilia com o estúdio por vezes não [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-lenda-do-cavaleiro-verde-prime-video/">Crítica: A Lenda do Cavaleiro Verde (Prime Video)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com uma indústria incerta sobre seus próprios rumos (a grande pergunta a ser respondida na década é: qual o futuro do cinema? &#8211; sobretudo com o streaming), uma empresa que segue apostando em obras ambiciosas e autorais como a A24 passa a ser uma espécie de oásis para a geração cinéfila do nosso tempo. Dali saíram filmes cultuados, sobretudo do gênero horror, como A Bruxa e Hereditário. Esta reverência quase que religiosa da cinefilia com o estúdio por vezes não corresponde aos seus filmes. Em algumas situações, a A24 vira uma espécie de grife que torna exagerada a aclamação de alguns dos seus títulos. Particularmente, acredito que esse seja o caso de <em><strong>A Lenda do Cavaleiro Verde</strong></em> do diretor David Lowery, cuja projeção com Sombras da Vida de 2017 foi na própria A24.</p>
<p><em><strong>A Lenda do Cavaleiro Verde</strong></em> é um conto fantástico medieval sobre um cavaleiro interpretado por Dev Patel. O protagonista aceita o desafio de um duelo com uma criatura que invade o seu reino e lhe propõe revanche um ano depois. Quando o lapso temporal chega ao fim, o herói parte em uma jornada rumo ao seu destino e se depara com algumas situações que lhe colocam à prova.</p>
<p>O longa de Lowery tem uma atmosfera e uma estética que camuflam suas faltas como narrativa. O filme apresenta um protagonista com motivações vagas para empreender a jornada que participa, ainda que conte com um Dev Patel empenhado em transmitir alguma emoção na tela. Há em <strong><em>A Lenda do Cavaleiro Verde</em></strong> um excessivo compromisso estético de Lowery, que não se contenta com o clássico, deseja fazer uma obra arrojada como projeto artístico. Na maioria das vezes, isso deixa a história do filme travada e arrastada, refém de inúmeras divagações, reticências e metáforas visuais do diretor. No lugar de desenvolver a história e suas personagens, Lowery tenta o tempo inteiro superar o brilhantismo de um plano ou movimento de câmera anterior e isso faz de A Lenda do Cavaleiro Verde um filme incomodamente autoindulgente.</p>
<p>No seu desfecho, <em><strong>A Lenda do Cavaleiro Verde</strong> </em>compensa algumas faltas tornando mais forte a grande moral do seu conto, trazer uma história sobre honra e sobre o trágico fantasma do arrependimento. No entanto, isso é posto nos vinte minutos finais do filme, demonstrando que as arrastadas duas horas e cindo minutos de duração poderiam ser satisfatoriamente transformadas em um curta caso seu diretor tivesse mais preocupação com a experiência do público, mas sobretudo com a história que está sendo contada.</p>
<p><strong>Direção:</strong> David Lowery</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Dev Patel, Alicia Vikander, Joel Edgerton, Sarita Choudhury, Barry Keoghan, Sean Harris</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/lC_FxxizKlI" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-lenda-do-cavaleiro-verde-prime-video/">Crítica: A Lenda do Cavaleiro Verde (Prime Video)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-lenda-do-cavaleiro-verde-prime-video/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: O Rei</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-rei/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-rei/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Nov 2019 18:04:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Ben Mendelsohn]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[David Michôd]]></category>
		<category><![CDATA[Dean-Charles Chapman]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Joel Edgerton]]></category>
		<category><![CDATA[Lily-Rose Depp]]></category>
		<category><![CDATA[O Rei]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Pattinson]]></category>
		<category><![CDATA[Sean Harris]]></category>
		<category><![CDATA[Thomasin McKenzie]]></category>
		<category><![CDATA[Timothée Chalamet]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=11770</guid>

					<description><![CDATA[<p>Assumir um posto que tradicionalmente já tem um modus operandi significa que precisamos assumir todas as consequências dele? O longa O Rei, uma produção da Netflix, coloca esse tema em pauta ao tratar da linha de sucessão. Henry (Timothée Chalamet, Me Chame Pelo Seu Nome) é um jovem príncipe que precisa assumir o reinado depois da morte do pai. Mulherengo, afastado da política e pacifista, ele vai precisar mudar seu estilo de vida para conseguir governar a Inglaterra. Em meio [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-rei/">Crítica: O Rei</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Assumir um posto que tradicionalmente já tem um <em>modus operandi</em> significa que precisamos assumir todas as consequências dele? O longa <strong><em>O Rei</em></strong>, uma produção da <em>Netflix</em>, coloca esse tema em pauta ao tratar da linha de sucessão. Henry (Timothée Chalamet, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-me-chame-pelo-seu-nome/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Me Chame Pelo Seu Nome</em></a>) é um jovem príncipe que precisa assumir o reinado depois da morte do pai. Mulherengo, afastado da política e pacifista, ele vai precisar mudar seu estilo de vida para conseguir governar a Inglaterra. Em meio a isso, a França declara estado de guerra, convocando a refletir sobre seu posicionamento.</p>
<p>A trama evolui como uma articulação política de poder e estratégia. Embora seja um filme que fale muito sobre guerra,<em><strong> O Rei</strong> </em>é muito mais sobre as discussões por trás do embate físico. Mesmo antes da morte do rei, os conselheiros já começam a se articular para conseguir &#8220;mandar&#8221; no seu sucessor. Paralelo a isso, Henry está muito mais preocupado em levar a vida com tranquilidade do que assumir um grande posto.</p>
<p>O diretor David Michôd (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-the-rover-a-cacada/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>The Rover &#8211; A Caçada</em></a>) coloca sua marca no roteiro, ao equilibrar cenas de negociação com a contemplação e negação do protagonista. Além disso, temos um belíssimo trabalho de trilha sonora e fotografia, que acabam funcionando como elemento-chave na construção da atmosfera de tensão e drama da história. Sim, esse é um filme de drama com alguma ação, e não o contrário.</p>
<p>Talvez por isso, inclusive, possa ter algum sentimento de frustração por parte do espectador desavisado. Especialmente quando o trailer &#8220;vendeu&#8221; a ideia de um filme de batalhas épicas. A construção da guerra, mesmo no quesito físico, é muito mais estética do que visceral. Planos abertos que valorizam a multidão e destacam determinado personagem, como se ele estivesse sendo afogado pelo regimento da época.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11771" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/the-king-robert-pattinson-750x500.jpg" alt="O Rei" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/the-king-robert-pattinson.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/the-king-robert-pattinson-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/the-king-robert-pattinson-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A escolha do elenco é um ponto alto e acertado do filme. Chalamet demonstra toda a insatisfação, revolta e aceitação que o príncipe Henry traduz. Ele é de poucas palavras, mas muitos emoções. O que se torna claro através de seu olhar e comportamento retido. Para além dele, Robert Pattinson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bom-comportamento/"><em>Bom Comportamento</em></a>) está excelente no papel do soberano francês. Ele mistura um pouco de loucura psicótica com a inexperiência, levando para a sua curta participação um destaque considerável.</p>
<p>Por fim, <em><strong>O Rei</strong></em> tem um leve problema de ritmo, especialmente na primeira parte. Mesmo que a proposta seja de um drama, ele acaba caminhando muito sem propósito por algum tempo, deixando o espectador num misto de confusão com o objetivo da trama e tédio. Isso acaba se revertendo a medida de Henry assume o trono e a ameaça da França se torna mais real.</p>
<p>Nada disso impede que o filme seja bem sucedido no seu propósito e nos ofereça uma obra de muita qualidade. O que é uma grata surpresa quando falamos de <em>Netflix</em>, já que o <em>streaming</em> tem um problema de bons roteiros na categoria filmes. <strong><em>O Rei</em> </strong>é uma produção contundente, um drama histórico que fala não apenas das articulações políticas, como das transformações pessoais que, por vezes, precisam ser realizadas para um propósito maior. Vale a pena conferir!</p>
<p><strong>Direção:</strong> David Michôd<br />
<strong>Elenco:</strong> Timothée Chalamet, Robert Pattinson, Ben Mendelsohn, Joel Edgerton, Lily-Rose Depp, Dean-Charles Chapman, Sean Harris, Thomasin McKenzie</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/sLBLa5-W3IQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>Você pode conferir esse filme diretamente na <a href="https://www.netflix.com/watch/80182016?trackId=13752289&amp;tctx=0%2C0%2C2909d2145b785506e59c13a8ddc50cd5cb712a7a%3Aad55bf45d6b8b4c5ed41aa97a0cf15eae2777c24%2C%2C" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em><strong>Netflix</strong></em></a>!</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-rei/">Crítica: O Rei</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-rei/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Operação Red Sparrow</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-operacao-red-sparrow/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-operacao-red-sparrow/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Feb 2018 18:23:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Jennifer Lawrence]]></category>
		<category><![CDATA[Joel Edgerton]]></category>
		<category><![CDATA[Operação Red Sparrow]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://coisadecinefilo.com.br/?p=8709</guid>

					<description><![CDATA[<p>Operação Red Sparrow é um filme que se deixa levar por caminhos estranhos. Utilizando a histórica tensão nas relações entre EUA  e Rússia legada pela espionagem na Guerra Fria, o filme traz a estrela oscarizada Jennifer Lawrence como uma ex-bailarina que passa a atuar como agente secreta de uma divisão do governo russo chamada Sparrow, especializada em treinar jovens para extrair informações de seus alvos por meio de técnicas de sedução. Dirigido por Francis Lawrence, que já havia trabalhado com a [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-operacao-red-sparrow/">Crítica: Operação Red Sparrow</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><i>Operação Red Sparrow </i>é um filme que se deixa levar por caminhos estranhos. Utilizando a histórica tensão nas relações entre EUA  e Rússia legada pela espionagem na Guerra Fria, o filme traz a estrela oscarizada Jennifer Lawrence como uma ex-bailarina que passa a atuar como agente secreta de uma divisão do governo russo chamada Sparrow, especializada em treinar jovens para extrair informações de seus alvos por meio de técnicas de sedução.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Dirigido por Francis Lawrence, que já havia trabalhado com a atriz nos três últimos capítulos da franquia <i>Jogos Vorazes </i>(<i>Em Chamas </i>e <i>A Esperança </i>partes 1 e 2), o filme acaba exibindo fragilidades pelos diversos ângulos que o espectador deseje observá-lo, revelando-se uma obra desarmônica, apática e que exibe fragilidade nos caminhos que opta trilhar. Há descompassos sensíveis por toda a narrativa.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8711" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/02/redsparrow-still-5-1515423378.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Um dos elementos mais esquisitos de <i>Operação Red Sparrow </i>talvez seja aquilo que lhe confira uma certa singularidade se comparado com exemplares semelhantes, a especialidade da sua agente secreta interpretada por Jennifer Lawrence: seduzir seus alvos. Do treinamento da protagonista às suas primeiras ações em campo, o filme procura convocar uma sensualidade que não está em cena e que, por vezes, toma conta da primeira hora do filme de maneira excessiva. Todos parecem inescapavelmente vulneráveis e ter como ponto fraco a sua sexualidade, fazendo com que a premissa da obra se perca em situações artificiais que parecem viver entre a tensão de ousar com a liberdade sexual das suas personagens, mas também contê-la em função de uma audiência que não pretende afugentar.</p>
<p>Em outro momento, <i>Operação Red Sparrow </i>se rende a uma trama de &#8220;gato e rato&#8221; que oferece a protagonista a possibilidade de não mais atuar como <i>sparrow</i>. Nesse instante, o filme oferece uma trama de suspense que se desenrola de maneira arrastada ficando óbvio que quase duas horas e vinte de duração são demais. Ao mesmo tempo, acompanhamos um envolvimento amoroso protocolar e frio entre a personagem de Lawrence e do australiano Joel Edgerton, que se junta ao grupo de ótimos atores completamente desperdiçados pelo roteiro raso do filme (de Charlotte Rampling a Jeremy Irons). Não servindo como entretenimento e nem mesmo oferecendo novos horizontes criativos para seus envolvidos, <i>Operação Red Sparrow </i>não passa de um desperdício dado o porte classudo de sua produção.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/a3g8OpP1pcs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-operacao-red-sparrow/">Crítica: Operação Red Sparrow</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-operacao-red-sparrow/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Ao Cair da Noite</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-ao-cair-da-noite/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-ao-cair-da-noite/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Jun 2017 12:41:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ao Cair da Noite]]></category>
		<category><![CDATA[Carmen Ejogo]]></category>
		<category><![CDATA[Christopher Abbot]]></category>
		<category><![CDATA[Joel Edgerton]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://coisadecinefilo.com.br/?p=7852</guid>

					<description><![CDATA[<p>Diferente de outros filmes do gênero, mas também semelhante a alguns dos melhores exemplares do mesmo, o indie Ao Cair da Noite opta por construir o medo na sua atmosfera e na cabeça dos seus espectadores e personagens. No filme, acompanhamos a história de uma família isolada em uma casa no meio da floresta tentando sobreviver naquilo que nos é apresentado como um mundo pós-epidemia que leva a humanidade à ruína. Pouco se sabe sobre o que de fato aconteceu, apenas somos [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ao-cair-da-noite/">Crítica: Ao Cair da Noite</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Diferente de outros filmes do gênero, mas também semelhante a alguns dos melhores exemplares do mesmo, o <i>indie Ao Cair da Noite </i>opta por<i> </i>construir o medo na sua atmosfera e na cabeça dos seus espectadores e personagens. No filme, acompanhamos a história de uma família isolada em uma casa no meio da floresta tentando sobreviver naquilo que nos é apresentado como um mundo pós-epidemia que leva a humanidade à ruína. Pouco se sabe sobre o que de fato aconteceu, apenas somos levados a tal conclusão pelo que é dito pelos personagens e por toda a dinâmica cotidiana criada na história.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Enquanto gênero, <i>Ao Cair da Noite </i>é sim um filme de terror, nos levando a uma situação apavorante entre os delírios de personagens que vivem situações macabras e parecem estar vulneráveis a perigos que aparentemente não conseguem controlar e que são potencializados por um estado de enfermidade que não é &#8211; e nem precisa ser &#8211; detalhado. Contudo, diferente de exemplares mais populares, o longa de Trey Edward Shults parece criar em torno de sua narrativa ficcional uma espécie de tese sobre o medo. Na medida em que a trama avança e a família protagonista começa a conviver com um outro núcleo familiar, determinados elementos dramáticos são introduzidos e passamos a suspeitar da lucidez dos seus personagens. Nos indagamos sobre quem estaria mentindo, quem de fato está doente e até mesmo se toda a epidemia mencionada na história de fato existiu.</p>
</div>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7854" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/1200.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Sem oferecer respostas claras ao final de sua história, Shults nos fala de um medo contagioso e potencialmente destrutivo ao ser conduzido por uma violência instintiva. No fundo, toda a situação nos convoca a pensar sobre os efeitos que nos causam aquilo que mais tememos e se de fato esse temor tem fundamento. A ideia de um medo construído e fomentado pela psique com um forte potencial de destruição em massa. De certa forma, dialoga com aquilo que de fato é a convivência social em suas questões mais cotidianas, desde o preconceito e a intolerância, até o instinto de sobrevivência em situações de gravidade.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Com um extremo domínio da linguagem cinematográfica, produzindo um estado de tensão que cresce a cada minuto, Shults faz de <i>Ao Cair da Noite </i>um filme que consegue prender o espectador, que fica na expectativa do desenrolar de sua trama e, por isso mesmo, pode até frustrar quem espera respostas imediatas do mesmo, mas é capaz de construir em sua atmosfera paranóica uma história com forte simbologia e camadas de discussão. Guiada pelas interpretações sem estrelismos de atores como Joel Edgerton, Christopher Abbot, Carmen Ejogo, Kelvin Harrison Jr. e Riley Keough, o filme, certamente, não é dos exemplares mais fáceis de se assistir, mas também podem ter certeza que é daquele tipo de deixar a gente com a &#8220;pulga atrás da orelha&#8221; no esforço de desvendar àquilo que foi &#8220;mal resolvido&#8221; com seu desfecho repleto de reticências.</p>
<p><strong>Assista a um trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Vip4bRELcFU" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ao-cair-da-noite/">Crítica: Ao Cair da Noite</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-ao-cair-da-noite/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Life &#8211; Um Retrato de James Dean</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-life-um-retrato-de-james-dean/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-life-um-retrato-de-james-dean/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Jul 2016 21:16:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Anton Corbijn]]></category>
		<category><![CDATA[Ben Kingsley]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dane DeHaan]]></category>
		<category><![CDATA[James Dean]]></category>
		<category><![CDATA[Joel Edgerton]]></category>
		<category><![CDATA[Life - Um Retrato de James Dean]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Pattinson]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://coisadecinefilo.com.br/?p=6454</guid>

					<description><![CDATA[<p>Life: Um Retrato de James Dean poderia se contentar com as convenções formais de uma biografia sobre aquele que foi um dos maiores astros de Hollywood, mas, seguindo a linha do que o diretor Anton Corbijn tem feito no cinema desde a sua estreia em longas como Control, o filme é bem mais do que um relato sobre a vida e a carreira de uma figura célebre. Em sua recente empreitada nos cinemas, Corbijn demonstra querer entender a personalidade do seus [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-life-um-retrato-de-james-dean/">Crítica: Life &#8211; Um Retrato de James Dean</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Life: Um Retrato de James Dean</em> poderia se contentar com as convenções formais de uma biografia sobre aquele que foi um dos maiores astros de Hollywood, mas, seguindo a linha do que o diretor Anton Corbijn tem feito no cinema desde a sua estreia em longas como <em>Control</em>, o filme é bem mais do que um relato sobre a vida e a carreira de uma figura célebre. Em sua recente empreitada nos cinemas, Corbijn demonstra querer entender a personalidade do seus personagens biografados através de uma pertinente reflexão sobre as formas como reagimos às asperezas da vida. Assim, aos mostrar-se apto a produzir leituras que vão além da esperada sequência de fatos da vida do astro de <em>Juventude Transviada</em>, <em>Assim Caminha a Humanidade</em> e <em>Vidas Amargas</em>, <em>Life: Um Retrato de James Dean</em> se sobressai e gera algum interesse que não seja o do conhecimento de um relato enciclopédico.</p>
<p>No filme, somos apresentados a um James Dean prestes a ser catapultado ao estrelato com<em> Juventude Transviada</em>. <em>Life</em> se passa no hiato em que o jovem ator era lançado nos cinemas com um grande papel em <em>Vidas Amargas</em>, filme de 1955 de Elia Kazan, e havia acabado de ser contratado por Jack Warner para interpretar Jim Stark na fita que o transformaria no símbolo de uma geração,<em> Juventude Transviada</em>. Na ocasião, Dennis Stock, um fotógrafo da revista Life, captou o potencial efeito que uma figura como Dean causaria na cultura americana e insistiu na realização de um ensaio fotográfico com o jovem ator que ficaria conhecido por capturar a verdadeira essência do astro hollywoodiano anos mais tarde.</p>
<p>Colocando em colisão as personalidades de Dean e Stock, <em>Life: Um Retrato de James Dean</em> é um filme que deseja abordar, acima de tudo, a maneira avassaladora como os protocolos da vida cotidiana comprimem nossos sonhos, frustram nossas expectativas de juventude e podem nos transformar em figuras irreconhecíveis. De um lado, somos apresentados a Dennis Stock, um fotógrafo consumido pelos problemas da sua vida, divorciado, com problemas para se conectar com o filho pequeno que pouco vê em função do seu trabalho e com quem tem pouca intimidade, um homem que, às custas de tornar-se uma figura relativamente amargurada e com muito senso prático para as coisas, aprendeu desde muito cedo a abrir mão de certos sonhos, tudo para manter-se de pé e pagar as contas. Do outro lado, temos James Dean, um jovem ator que queria apenas atuar e fora das telas ser quem ele realmente era, um rapaz simples do interior e de espírito livre. Na medida em que começa a formar uma carreira no cinema, Dean passa a encontrar como obstáculo uma série de normas comportamentais impostas pelos grandes estúdios de Hollywood às suas maiores estrelas.</p>
<p>O filme lança seus olhares para as duas diferentes lógicas dos seus protagonistas encararem a realidade. Enquanto, Stock obedecia ao &#8220;sistema&#8221; às custas de mergulhar em um poço de melancolia, ansiedade e frustração pessoal e profissional, Dean resistia a esses chamados e reagia atendendo ao seu desejo de retornar a sua cidade natal, Fairmount, localizada no estado Indiana, algo que, depois de ser alçado a condição de estrela hollywoodiana jamais voltaria a fazer. Dean externava aquilo que todos nós, incluindo Stock, desejamos quando somos atropelados pelas responsabilidades do cotidiano, voltar para casa, para um lugar que nos traga a sensação de acolhimento e proteção, é exatamente isso o que ele diz em uma das narrações do filme. Para a realização do ensaio fotográfico da revista Life, Dean leva o fotógrafo Dennis Stock para esse refúgio e é nesse momento que o título do longa deixa de ser apenas uma referência à publicação que permitiu o encontro dessas duas personalidades mas um vínculo com o que o filme de fato quer abordar, o modus operandi da vida adulta, as diferentes formas de reagir a ele e, consequentemente, os seus efeitos em nós. Não por acaso, as diferentes lógicas de conduzir a vida dos dois personagens os levaram a caminhos muito distintos, enquanto Dean faleceria precocemente pouco tempo depois dos acontecimentos retratados no filme, Stock teria uma carreira longeva e faleceu aos 81 anos de idade.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-6456" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/life.jpg" alt="life" width="610" height="348" /></p>
<p>O filme adota uma gramática bem particular para atingir as suas metas. Assim como acontecia com os demais longas do diretor, <em>Life: Um Retrato de James Dean</em> não é um filme com muito ritmo, seu processo de observação é mais introspectivo e ele não faz questão alguma de seguir às clássicas orientações de funcionamento de um manual de roteiro. É uma lógica própria, mas nem por isso deixa de funcionar e mostrar-se coesa com seus intentos de entender a natureza dos seus dois protagonistas. O filme é marcado ainda por um excelente trabalho de direção de arte, reproduzindo com precisão a década de 1950, mas também com muita elegância, e pela inspirada fotografia de Charlotte Bruus Christensen, que sabe produzir imagens marcantes sem chamar a atenção para seu trabalho em si, mas para o que o próprio filme tem a nos dizer com suas perspectivas a respeito dos seus personagens. A trilha sonora de Owen Pallett também é um ponto alto do longa, fazendo da sonoridade do jazz mais um elemento que nos faz compreender as emoções de Dean e Stock.</p>
<p>A dupla de atores também é um dos acertos do longa. Robert Pattinson segue em sua interessante carreira pós-<em>Crepúsculo</em> (que inclui <em>The Rover: A Caçada, Mapas para as Estrelas </em>ou<em> Cosmópolis</em>), conseguindo imprimir na tela os efeitos da natureza caótica da vida de Stock em sua personalidade e na dinâmica que estabelece com todos ao seu redor, Dane DeHaan, por sua vez, tem a difícil missão de interpretar uma personalidade marcante como a de James Dean, um trabalho difícil já que requer fidelidade à notória figura do astro hollywoodiano, mas que não pode ser confundida com uma barata imitação, um difícil e ingrato meio termo que o jovem ator de longas como <em>O Lugar onde Tudo Termina </em>e<em> O Espetacular Homem-Aranha 2</em> consegue encontrar.</p>
<p>Na contramão da natureza protocolar das biografias cinematográficas, sobretudo aquelas que se debruçam sobre grandes personalidades do cinema, sempre tendentes a trabalhos opulentos e artificiais, <em>Life: Um Retrato de James Dean</em> consegue ser eficiente e dar conta do que de fato a vida dos seus protagonistas tem a nos dizer. Através desse encontro entre Dean e o fotógrafo Dennis Stock, o realizador Anton Corbijn faz um filme dotado de personalidade. Esta natureza indômita de Corbijn pode custar a Life uma desatenção do espectador pelo seu ritmo pouco usual e pela sua lógica particular de funcionamento dramatúrgico, mas é pertinente, refrescante, instigante e demonstra a plena consciência do realizador de que nunca conseguirá dar conta por completo dos seus biografados, mas apenas de uma fração deles. E a fração que Corbijn e o roteirista Luke Davies oferecem é exposta com muito êxito pelo filme.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/IV5eemoiUhA" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-life-um-retrato-de-james-dean/">Crítica: Life &#8211; Um Retrato de James Dean</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-life-um-retrato-de-james-dean/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: O Presente</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-presente/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-presente/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Dec 2015 00:04:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Jason Bateman]]></category>
		<category><![CDATA[Joel Edgerton]]></category>
		<category><![CDATA[O Presente]]></category>
		<category><![CDATA[Rebecca Hall]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://coisadecinefilo.com.br/?p=4040</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; De maneira bastante cautelosa e honesta, o ator australiano Joel Edgerton estreia na direção de longa-metragens com esse simples e eficiente suspense que teve uma aceitação muito positiva pela crítica nos EUA. Narrando em O Presente uma clássica história de obsessão protagonizada por um misterioso e sinistro personagem interpretado pelo próprio ator/diretor/roteirista, Edgerton oferece uma trama que ainda que seja previsível pelas suas reviravoltas e pelo seu desfecho, ao menos é conduzida com muita eficiência pelo realizador estreante. &#160; O [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-presente/">Crítica: O Presente</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4041" aria-describedby="caption-attachment-4041" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/11/The-Gift-Movie-2015-Joel-Edgerton-Gordo.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-4041 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/11/The-Gift-Movie-2015-Joel-Edgerton-Gordo-620x310.jpg" alt="UNTITLED JOEL EDGERTON PROJECT" width="620" height="310" /></a><figcaption id="caption-attachment-4041" class="wp-caption-text">Sujeito sinistro: Protagonista vivido pelo ator Joel Edgerton tem um comportamento bastante suspeito</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>De maneira bastante cautelosa e honesta, o ator australiano Joel Edgerton estreia na direção de longa-metragens com esse simples e eficiente suspense que teve uma aceitação muito positiva pela crítica nos EUA. Narrando em <i>O Presente</i> uma clássica história de obsessão protagonizada por um misterioso e sinistro personagem interpretado pelo próprio ator/diretor/roteirista, Edgerton oferece uma trama que ainda que seja previsível pelas suas reviravoltas e pelo seu desfecho, ao menos é conduzida com muita eficiência pelo realizador estreante.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;"></div>
<figure id="attachment_4042" aria-describedby="caption-attachment-4042" style="width: 617px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/11/the-gift-04-gift-sg-005-rgb.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-4042" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/11/the-gift-04-gift-sg-005-rgb.jpg" alt="the-gift-04-gift-sg-005-rgb" width="617" height="303" /></a><figcaption id="caption-attachment-4042" class="wp-caption-text">Casal modelo: Personagens de Jason Bateman e Rebecca Hall vivem um casamento aparentemente perfeito.</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p><i>O Presente </i>conta a história de um casal, Simon e Robyn, interpretados respectivamente pelos ótimos Jason Bateman e Rebecca Hall, que muda-se para uma nova vizinhança e acaba reencontrando um antigo colega de infância dele, Gordo, papel de Joel Edgerton. Logo Gordo começa a incomodar Simon pela sua forçada tentativa de fortalecer vínculos antigos e pelas suas constantes visitas a Robyn quando ele está no trabalho. À medida que o casal se aproxima de Gordo passa a ser envolvido em um jogo paranóico marcado pelo mistério em torno das reais pretensões do novo &#8220;amigo&#8221;.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Basta ter o mínimo de repertório cinéfilo para conseguir se antecipar a determinados movimentos da trama de <i>O Presente</i>: o cara bonzinho que não é tão bonzinho assim, o amigo psicótico que tem lá as suas razões para agir como age&#8230; Tudo em <i>O Presente </i>soa familiar, o suspense parece ser predestinado a se tornar um daqueles filmes exbidos na TV aberta sábado à noite. Esta familiaridade de <i>O Presente</i> contudo vai até certo ponto pois se os passos dos personagens podem ser antecipados pelo próprio espectador, o olhar de Edgerton para esta narrativa de gênero é singular e possui a sua própria força. A forma como o diretor costura a sua história e encerra o destino de seus personagens supera qualquer leitura do filme pela chave de um gênero, transformando-o em um entretenimento adulto com ritmo, inteligência e consciência cinematográfica.</p>
</div>
<p>Com interpretações marcantes do seu trio principal, dando um especial destaque ao próprio Edgerton que, acertadamente, pouco entrega do seu misterioso Gordo ao espectador, <i>O Presente </i>é uma excelente estreia para o diretor e roteirista. Atrás das câmeras, Edgerton demonstra a precisão narrativa necessária para tornar o pouco e o óbvio, já que o filme é narrativamente simples e tem os seus similares, em uma experiência cinematográfica muito eficiente.</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-presente/">Crítica: O Presente</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-presente/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
