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	<title>Arquivos Isabelle Huppert - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Isabelle Huppert - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: O Crime é Meu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Jul 2023 22:30:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Crime é Meu é mais um longa do ótimo diretor François Ozon, responsável por excelentes obras como Dentro da Casa (2013), Jovem e Bela (2013) e Graças a Deus (2019). Baseado na peça Mon Crime, de Georges Berr e Louis Verneuil, o filme é uma dramédia que conta a história da jovem Madeleine (Nadia Tereszkiewicz, Babysitter), uma pobre atriz dos anos 1930 que foi acusada pelo assassinato de um produtor famoso. Ao invés de tentar sair da situação e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>O Crime é Meu</em> </strong>é mais um longa do ótimo diretor François Ozon, responsável por excelentes obras como <em>Dentro da Casa</em> (2013), <em>Jovem e Bela</em> (2013) e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-gracas-a-deus-festival-varilux-de-cinema-frances/"><em>Graças a Deus</em></a> (2019). Baseado na peça <em>Mon Crime</em>, de Georges Berr e Louis Verneuil, o filme é uma dramédia que conta a história da jovem Madeleine (Nadia Tereszkiewicz, <em>Babysitter</em>), uma pobre atriz dos anos 1930 que foi acusada pelo assassinato de um produtor famoso. Ao invés de tentar sair da situação e provar que não teve participação, ela resolve assumir a culpa e acaba se dando muito bem com isso.</p>
<p>A parceria feminina que ela estabelece com a advogada e melhor amiga Pauline (Rebecca Marder, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-encontros/"><em>Encontros</em></a>) a leva à absolvição do caso. A partir daí, sua vida muda completamente. Ela sai do ostracismo para a fama em pouquíssimo tempo e começa a se aproveitar da circunstância para finalmente mudar sua realidade. O problema é que a verdade ameaça bater na porta a todo momento, colocando em perigo essa nova vida de deleite que ela começou a experimentar.</p>
<p>Tudo torna-se muito irônico nesta história e o diretor faz excelente uso destes artifícios para criar um cenário bem caricato da França daquela década. Com toques importantes e assertivos de humor, o filme passeia pela borda sem pecar pelo excesso, o que o levaria a se tornar mais uma comédia sem grandes argumentos.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16902" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/4183937.jpg" alt="O Crime é Meu" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/4183937.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/4183937-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/4183937-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/4183937-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A dualidade do que é certo ou errado, mentira ou verdade, faz com que o espectador vá se envolvendo com a trama a todo momento e se divertindo com suas protagonistas cativantes. Afinal, se a sociedade machista oprime tanto a mulher, é realmente maravilhoso vê-las tirando proveito de qualquer circunstância que se apresente.</p>
<p>Temos ainda a participação impagável de Isabelle Huppert (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-sra-harris-vai-a-paris/"><em>Sra. Harris vai a Paris</em></a>) que interpreta a atriz famosa do passado que foi esquecida e quer tirar uma casquinha deste sucesso que o crime permitiu. As suas multifacetas sempre rendem personagens interessantíssimos.</p>
<p><em><strong>O Crime é Meu</strong></em> é uma obra divertida que traz, com leveza, diversas pautas femininas que são importantes ainda nos dias de hoje (e o serão por um bom tempo ainda). Ozon faz escolhas inteligentes do uso de flashback que só acrescentam a trama. A ambientação, fotografia e figurinos são impecáveis, compondo ainda mais a história do roteiro como um todo. Ainda que tenham alguns percalços no caminho, o resultado do filme é bastante positivo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> François Ozon</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Nadia Tereszkiewicz, Rebecca Marder, Isabelle Huppert, Dany Boon, Fabrice Luchini, André Dussollier, Édouard Sulpice, Félix Lefebvre</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/aLpEoNpohAw" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Sindicalista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jun 2023 20:28:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de terem colaborado com A Dona do Barato, o diretor Jean-Paul Salomé e a atriz Isabelle Huppert se reencontram no thriller A Sindicalista, que integrou a seleção oficial do Festival de Cannes em 2022. O saldo da segunda parceria do diretor com a atriz é dos melhores, resultando em um filme que sustenta muito bem uma atmosfera conspiratória no ambiente corporativo e político ao mesmo tempo que mergulha nos meandros psicológicos da sua protagonista, vítima de uma violência indefensável [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de terem colaborado com A Dona do Barato, o diretor Jean-Paul Salomé e a atriz Isabelle Huppert se reencontram no thriller <strong><em>A Sindicalista</em></strong>, que integrou a seleção oficial do Festival de Cannes em 2022. O saldo da segunda parceria do diretor com a atriz é dos melhores, resultando em um filme que sustenta muito bem uma atmosfera conspiratória no ambiente corporativo e político ao mesmo tempo que mergulha nos meandros psicológicos da sua protagonista, vítima de uma violência indefensável ao longo da trama.</p>
<p><strong><em>A Sindicalista</em></strong> é baseado no livro de mesmo título escrito pela jornalista Caroline Michel-Aguirre e conta a história de Maureen Keaney, uma representante sindical que mediava os interesses dos trabalhadores de uma usina nuclear chamada Areva com os seus chefes. Após receber denúncias anônimas de que a nova diretoria da Areva pretendia estabelecer parceria com a China a fim de construir usinas de baixo custo, Maureen é perseguida e é encontrada em casa amordaçada após ser vítima de um estupro. Conforme a investigação do caso de Maureen tem andamento e algumas pistas soltas vêm à tona, a versão da protagonista é descredibilizada pela polícia e de vítima ela passa a ser suspeita e ter sua reputação manchada pela opinião pública.</p>
<p>A condução de Salomé para <em><strong>A Sindicalista</strong> </em>é das melhores. O diretor se apropria muito bem do gênero, evitando chavões, mas também sabe construir todo o ambiente persecutório de perigo iminente que toma conta da vida da sua protagonista. Salomé tem um olhar muito objetivo para a história, captando todo o ambiente hostil e mesquinho dos gabinentes que Maureen transita, especialmente quando eles são tomados por homens extremamente misóginos. Ao mesmo tempo, em meio a essas tensões de gabinetes, o diretor não é necessariamente frio ou indiferente aos sentimentos, sobretudo da sua protagonista quando o longa retrata sua seara particular, suas relações familiares e afetivas e como ela lida com os traumas psicológicos da violência da qual é vítima.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16888" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/isabelle-huppert-em-cena-do-longa-a-sindicalista-_1_38048.jpg" alt="A Sindicalista" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/isabelle-huppert-em-cena-do-longa-a-sindicalista-_1_38048.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/isabelle-huppert-em-cena-do-longa-a-sindicalista-_1_38048-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/isabelle-huppert-em-cena-do-longa-a-sindicalista-_1_38048-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/isabelle-huppert-em-cena-do-longa-a-sindicalista-_1_38048-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Isabelle Huppert tem um ótimo desempenho nesse filme transitando com habilidade ímpar por todas as fases da sua personagem. Se no início somos apresentados a uma Maureen aguerrida, convicta e eficiente no cargo que ocupa, conforme a história vai ganhando peso e trazendo consequências pessoais para a personagem, Huppert consegue expor outras camadas dessa mulher, ganhando ainda mais humanidade na tela. Maureen atravessa todos os estágios pós-traumáticos do ato que sofreu &#8211; dúvida, culpa e, no fim, a força para se reerguer e lutar por uma sentença justa para seu caso &#8211; e Huppert consegue trazer isso em cena de maneira inteligente e sensível, sem afetações cênicas.</p>
<p>Em um filme como <strong><em>A Sindicalista</em></strong>, é revoltante constatar como o mundo corporativo parece blindado a qualquer tipo de confronto que seja capaz de desestabilizá-lo e como o elo fraco ainda é representado pelos indivíduos. Jean-Paul Salomé faz um filme extremamente comprometido em expor ranhuras sociais dos nossos tempos (corrupção, machismo etc.), dimensionando-as em um nível macro, social, e micro, os danos pessoais que o caso apresentado no longa trouxe para sua protagonista.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jean-Paul Salomé</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Isabelle Huppert, Grégory Gadebois, Yvan Attal</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/uOAZfGPsxxg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Sra. Harris Vai a Paris</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Nov 2022 00:15:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Esse ano está se saindo uma grata surpresa para as pequenas produções que chegam aos cinemas sem muito alarde. Foi o caso do fofinho Lilo, Lilo, Crocodilo e é o caso agora do delicioso Sra. Harris Vai a Paris. Aliás, o trailer em si já entrega que esse seria um filme que seria um conforto para nossa alma, daqueles que a gente assiste com um sorriso no rosto o tempo inteiro. E assim o foi! Então, se você quer um [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Esse ano está se saindo uma grata surpresa para as pequenas produções que chegam aos cinemas sem muito alarde. Foi o caso do fofinho <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-lilo-lilo-crocodilo/"><em>Lilo, Lilo, Crocodilo</em></a> e é o caso agora do delicioso <strong><em>Sra. Harris Vai a Paris</em></strong>. Aliás, o trailer em si já entrega que esse seria um filme que seria um conforto para nossa alma, daqueles que a gente assiste com um sorriso no rosto o tempo inteiro. E assim o foi! Então, se você quer um aconchego no fim de semana, com certeza essa é a sua melhor escolha!</p>
<p>Imagine ser uma faxineira da Londres dos anos 1950? Ada Harris (Lesley Manville,<em> Malévola &#8211; Dona do Mal</em>) passa os seus dias sendo a mulher invisível que arruma a casa de todo mundo, sempre focada em uma limpeza impecável e um atendimento exemplar. Ela e sua amiga Vi (Ellen Thomas, <em>Cinzas</em>) compartilham as experiências e se divertem depois do expediente. Quando está sozinha, sra. Harris lida com a morte do marido durante a Segunda Guerra Mundial, algo que ela passou anos sem lidar bem.</p>
<p>Um belo dia, sra. Harris chega na casa de uma cliente arrogante e má pagadora e avista um vestido belíssimo. O mais lindo que já viu em toda a sua vida. Acaba descobrindo que ele custou caríssimo e pertence à marca Christian Dior. Agora que finalmente internalizou o falecimento do marido, ela resolve colocar como meta de vida conseguir comprar um vestido da Dior. Ainda que isso pareça um sonho impossível para uma faxineira daquela época.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16171" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/Sra-Harris-vai-a-paris_destaque.jpg" alt="Sra. Harris Vai a Paris" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/Sra-Harris-vai-a-paris_destaque.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/Sra-Harris-vai-a-paris_destaque-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/Sra-Harris-vai-a-paris_destaque-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/Sra-Harris-vai-a-paris_destaque-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Determinada e bastante sortuda, sra. Harris foca no seu objetivo e, com a ajuda do universo (ou do marido, como ela acredita ser), consegue finalmente reunir o dinheiro completo. A sua viagem para Paris vai mudar completamente a sua vida e a das pessoas ao seu redor.</p>
<p>O roteiro de <em><strong>Sra. Harris Vai a Paris</strong> </em>se propõe, a todo momento, a fazer o espectador acreditar que as coisas podem, sim, dar certo nas nossas vidas, pois assim o é com sra . Harris. Ela está sempre confiante e determinada, mesmo que as suas chances não sejam lá as melhores. Não há nada que a faça desistir de seu sonho e isso é algo que encanta quem assiste ao filme. Acreditar nos sonhos e na possibilidade de realizá-los é uma das maiores perdas que temos na fase adulta, algo que o longa nos faz refletir o tempo inteiro.</p>
<p>Com seu jeito gentil e amoroso, Ada conquista todo mundo ao seu redor, seja com ações ou apenas com palavras. É como se ela abraçasse todas as pessoas com seu jeito e isso consegue ser sentindo para fora da telona. Com um grande sorriso no rosto, acompanhamos a sua saga em busca do vestido perfeito, o que lhe rende uma viagem e tanto para &#8220;uma simples faxineira&#8221;.</p>
<p>Nos dar presentes, nos mimar, se sentir merecedor das coisas boas que acontecem. Essa são algumas das mensagens preciosas que o filme nos passa, dentro de cenas divertidas e gostosas de assistir. <strong><em>Sra. Harris Vai a Paris</em></strong> é aquele afago que precisamos para seguir com nossos projetos, para nos sentir aptos para tudo de bom que acontece nas nossas vidas e ainda vão acontecer. Muito além de um filme engraçado e fofinho, este é um longa acolhedor.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Anthony Fabian</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Lesley Manville, Isabelle Huppert, Lambert Wilson, Alba Baptista, Lucas Bravo, Ellen Thomas, Rose Williams, Jason Isaacs</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/vhFpdMOHOTM" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Frankie</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-frankie/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Feb 2020 23:10:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Durante uma viagem por Sintra com três gerações da sua família, a atriz Françoise Crémont, chamada de Frankie pelos mais chegados, passa a olhar para sua vida e avaliar o impacto de uma notícia naquele núcleo de relações. O diretor e roteirista americano Ira Sachs (de Deixe a Luz Acesa e O Amor é Estranho) retorna em Frankie, um mosaico de personagens tomado por diálogos triviais extremamente reveladores e por um olhar nada denotativo para a jornada turística empreendida por [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante uma viagem por Sintra com três gerações da sua família, a atriz Françoise Crémont, chamada de Frankie pelos mais chegados, passa a olhar para sua vida e avaliar o impacto de uma notícia naquele núcleo de relações. O diretor e roteirista americano Ira Sachs (de <em>Deixe a Luz Acesa</em> e <em>O Amor é Estranho</em>) retorna em <strong><em>Frankie</em></strong>, um mosaico de personagens tomado por diálogos triviais extremamente reveladores e por um olhar nada denotativo para a jornada turística empreendida por Frankie e seus familiares.</p>
<p>Por uma leitura mais literal, <em><strong>Frankie</strong> </em>é um drama de relações cotidianas envolvendo os encontros e desencontros dos personagens escritos por Sachs e pelo seu parceiro de roteiro Mauricio Zacharias. Na tela, o que vemos é a representação de uma certa classe média alta envolvida por seus dilemas existenciais enquanto conhece toda a mítica em torno da cidade histórica portuguesa apresentada por um guia local. No entanto, logo, o drama de Ira Sachs demonstra ter outras camadas que estão escondidas por trás daquilo que se vê na tela.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12450" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/4685762.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Frankie" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/4685762.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/4685762.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/4685762.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>De uma maneira geral, o cineasta faz um interessante olhar de uma protagonista que está no leito de morte para seus entes queridos, imaginando o impacto que sua ausência trará a todos. O cineasta é um pouco redundante em sua jornada existencial, mas, de uma maneira geral, ela rende ótimos momentos a seu excelente elenco e imagens deslumbrantes de Portugal que valorizam toda a aura em torno do local e a entrelaçam com a jornada da protagonista interpretada por Huppert.</p>
<p>Como de praxe, Isabelle Huppert (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-obsessao/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Obsessão</em></a>) está fabulosa na precisão com que costura alguns dos mais singelos detalhes da sua personagem e é acompanhada por atores como Marisa Tomei e Brendan Gleeson, singulares em cena. Não espere de <em><strong>Frankie</strong> </em>grandes <em>plots</em> reveladores ou um roteiro excessivamente preocupado com sua trama, o que vale aqui é a mais bruta contemplação, dos personagens do filme a cada viela de Sintra e também a cada angústia, medo e fragilidade de suas almas.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Ira Sachs<br />
<strong>Elenco:</strong> Isabelle Huppert, Marisa Tomei, Brendan Gleeson, Jérémie Renier, Pascal Gregory, Vinette Robinson, Greg Kinnear, Ariyon Bakare, Carloto Cotta, Sennia Nanua</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/hso1unHjR80" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Obsessão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Jun 2019 01:40:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Chloe Grace Moretz]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Isabelle Huppert]]></category>
		<category><![CDATA[Maika Monroe]]></category>
		<category><![CDATA[Neil Jordan]]></category>
		<category><![CDATA[Obsessão]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O diretor Neil Jordan é um homem de notáveis feitos no seu currículo. Com filmes como Traídos pelo Desejo, Entrevista com o Vampiro, Fim de Caso e Café da Manhã em Plutão, a filmografia do realizador é marcada por uma diversidade que atinge bons resultados na maioria das vezes. Assim, é difícil compreender como um filme como Obsessão (internacionalmente, Greta) tenha sido não só dirigido como roteirizado pelo cineasta. Assumidamente campy, Obsessão conta a história de uma solitária mulher chamada [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O diretor Neil Jordan é um homem de notáveis feitos no seu currículo. Com filmes como <em>Traídos pelo Desejo</em>, <em>Entrevista com o Vampiro</em>, <em>Fim de Caso</em> e <em>Café da Manhã em Plutão</em>, a filmografia do realizador é marcada por uma diversidade que atinge bons resultados na maioria das vezes. Assim, é difícil compreender como um filme como <em><strong>Obsessão</strong> </em>(internacionalmente, Greta) tenha sido não só dirigido como roteirizado pelo cineasta.</p>
<p>Assumidamente <em>campy</em>, <em><strong>Obsessão</strong> </em>conta a história de uma solitária mulher chamada Greta (primeiro papel aceito por Isabelle Huppert em língua inglesa após o sucesso de Elle na temporada de premiações) que estabelece uma relação de amizade com uma inocente jovem recém chegada a Nova York. Desde o princípio, o espectador suspeita que há algo de estranho com a personagem e logo elas se confirmam e o filme apresenta o lado sádico e violento dessa protagonista.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10686" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/03_Obsessao-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/03_Obsessao.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/03_Obsessao-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/03_Obsessao-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><em><strong>Obsessão</strong> </em>até que tem um início promissor. Neil Jordan consegue a princípio manter a atenção do espectador no desenrolar dessa trama central, compreendendo bem o teor absurdo e divertido da história. É uma pena que conforme a história se desenrole e Greta apresente a sua verdadeira natureza, Jordan acabe perdendo o fôlego estenda sua narrativa de maneira desnecessária, perdendo a atenção e o interesse do espectador pelo jogo imposto pela personagem de Huppert à jovem interpretada por Chloe Grace Moretz.</p>
<p>Se Jordan consegue algum resquício de dignidade em <em><strong>Obsessão</strong> </em>se deve a Isabelle Huppert que se diverte com uma personagem completamente &#8220;fora da casinha&#8221;, aproveitando cada cena para explorar em tons propositalmente exagerado a vilania e loucura da sua protagonista. É uma pena que o filme pareça desistir de si próprio conforme seu desfecho se aproxima, se entregando a soluções preguiçosas, arrastando situações que poderiam ser sintetizadas e perdendo um pouco do seu humor. Prometia ser um interessante exercício de gêneros.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Neil Jordan<br />
<strong>Elenco:</strong> Isabelle Huppert, Chloë Grace Moretz, Maika Monroe</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/X5jvZP-Hots" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Elle</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-elle/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Nov 2016 15:35:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Elle]]></category>
		<category><![CDATA[Isabelle Huppert]]></category>
		<category><![CDATA[Paul Verhoeven]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de ser vítima de um ato de brutal violência dentro da sua própria casa, Michèle não esboça nenhum tipo de reação explosiva. Tudo o que a executiva de uma empresa especializada na criação de games faz é arrumar o local do crime e tomar um banho sob os olhares constantes da única testemunha daquilo que vivera, o seu gato de estimação. Assim, Elle nos instiga a compreender o que se passa dentro da cabeça de uma personagem que reage de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Depois de ser vítima de um ato de brutal violência dentro da sua própria casa, Michèle não esboça nenhum tipo de reação explosiva. Tudo o que a executiva de uma empresa especializada na criação de games faz é arrumar o local do crime e tomar um banho sob os olhares constantes da única testemunha daquilo que vivera, o seu gato de estimação. Assim, <i>Elle </i>nos instiga a compreender o que se passa dentro da cabeça de uma personagem que reage de maneira tão peculiar a uma violência que levaria qualquer mulher justificadamente ao colapso.</p>
<p>Toda essa investigação orquestrada pelo cineasta Paul Verhoeven (<i>A Espiã</i>) nos leva a uma constatação: somente uma personalidade como a de Michèle é capaz de sublimar o encontro com uma das facetas mais repugnantes do ser humano e reverter aquela situação ao seu favor, qualquer outra pessoa na mesma situação não seria capaz de suportar tamanha pressão. No decorrer do filme, o espectador perceberá que a protagonista criou uma couraça para si que faz com que ela reaja de maneira fria a determinadas violências da vida e dos seus agressores, como a morte da mãe, as constantes ameaças do universo eminentemente machista do seu ambiente de trabalho e até mesmo o seu próprio filho, que em dado momento do longa revela-se  um agressor em potencial a partir do instante em que Michèle confronta o seu &#8220;orgulho masculino&#8221;. Parece que o passado traumático de lhe confere uma maneira peculiar de peitar tudo aquilo.</p>
<p>A tudo Michèle responde com sangue frio, quem passa pelo que ela passou não se abala pelo &#8220;pouco&#8221; que para nós é muito. É claro que Verhoeven nos coloca diante de um quadro patológico. Michèle surge como uma personalidade tão peculiar em seus desejos quanto o seu agressor na primeira cena do filme. A protagonista parece não se conformar com qualquer tipo de sujeição, ou seja, com qualquer tipo de cenário que ate o domínio que tem sobre as suas vontades. Com toda essa construção, Verhoeven não quer justificar, fetichizar ou atenuar as consequências psicológicas da violência sofrida por ela, o realizador não desenha um cenário generalista, ou seja, um discurso sobre o feminino ou sobre o estupro com sua personagem, mas expõe uma reação peculiar de uma personalidade específica. Em <i>Elle </i>nos deparamos com um complexo estudo de personagem, tanto que no filme aqueles que lhe são periféricos revelam-se propositadamente rasos. Ações e pessoas na órbita de Michèle são peças manipuladas pela obra e por ela para que possamos entender uma personalidade que, inegavelmente, é dominante e não se deixa colocar em situação oposta sob hipótese alguma.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>As cenas de sexo em <i>Elle</i>, fonte da maior polêmica em torno da recepção do filme (o longa fetichiza ou não a violência sexual?), são incômodas pela agressividade, passando longe do erotismo. Não se detecta ali o prazer do diretor por aquela situação, ainda que seus personagens sintam ele de alguma  maneira, mas conflito, desorientação, agressão, choque. Nessa zona de polêmicas, o longa deixa determinadas pontas soltas e sua discussão não se encerra no acender das luzes da sala de cinema. A escolha de Verhoeven para a construção da sua protagonista através de seus fetiches em dado momento pode soar como uma necessidade gratuita de estremecer as convicções da plateia, o &#8220;choque pelo choque&#8221;. Contudo, é pela perversão que o realizador particulariza a reação da sua personagem e nos faz mergulhar no universo de uma personalidade que instiga o espectador a investigar suas motivações, ainda que boa parte delas sigam como grandes interrogações, como acertadamente deve ser.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6984" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/11/Elle-Isabelle-Huppert-.jpg" alt="elle-isabelle-huppert" width="610" height="348" /></p>
<p>Na sua oferta incessante de &#8220;escândalos&#8221;, Verhoeven evita o clichê, opta por caminhos que o espectador jamais consegue especular, mas também por extremos. Parece que o intuito do realizador é mexer com toda e qualquer segurança do espectador a respeito dos seus temas e das suas personagens e faz isso num misto inquietante e perturbador de sadismo e ironia. As bases que o filme utiliza para costurar a personalidade de Michèle não é a da empatia, mas a do olhar de descrença com a sua psicologia e, consequentemente, curiosidade pelo universo peculiar daquela mulher, algo tão singular que custamos acreditar que é real.</p>
<p><i>Elle </i>choca para nos provocar. Ao apresentar um mundo de perversões onde tudo parece gratuito, absurdo e irresponsável (inclusive da parte de Verhoeven e do seu roteirista David Birke), entramos em contato com a intimidade de uma mulher que é capaz de sentir prazer com algo condenável socialmente, mas que, ao mesmo tempo, repreende o romance da sua mãe com um gigolô e a relação de submissão do filho com sua nora. É como se ao expor o seu universo de escândalos sobrepostos, o realizador estivesse nos provocando, assim como provoca Michèle em suas contradições: &#8220;Quem é você para condenar os outros? Já parou para pensar que pode estar fazendo pior?&#8221;. E esse pior, na ficção de <i>Elle </i>vem na forma dos extremos da personagem de Isabelle Huppert (<i>Mais Forte que Bombas</i>). Trata-se de uma provocação direcionada em caráter de urgência para a nossa esfera pessoal. O filme opta por extremos pois só assim somos tirados da zona de conforto e sacudidos internamente.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>É possível que ao final da sessão de <i>Elle </i>o espectador saia &#8220;sem chão&#8221;, incerto a respeito do seu próprio juízo sobre a obra e não há a menor necessidade que essa avaliação seja cerrada. O intuito de Verhoeven é claramente pôr o filme no &#8220;olho do furacão&#8221; e ele consegue. O longa e sua personagem, defendida com primor em suas complicadas nuances por Isabelle Huppert, tem esse poder de retirar as nossas bases, mexendo com nosso regime de crenças e expectativas a respeito das funções e reações dos sujeitos que protagonizam o seu drama.</p>
<p>De certezas, a única que o espectador tem  de fato é que levará para casa um universo amplo de discussões e um filme que o acompanhará por um bom tempo, algo cada vez mais em falta no circuito. Verhoeven traz para o cinema a urgência da provocação e da inquietação, confirmando que, independente do &#8220;diagnóstico&#8221; daquele que o assiste, sua perturbadora obra possui o caráter peculiar de um cinema com &#8220;C&#8221; maiúsculo: tirar o espectador da sua zona de conforto, levá-lo ao confronto das suas ideias e da sua leitura de signos, que não precisa estar enclausurada em discursos autoritários. Independente das suas impressões sobre o filme, <i>Elle</i> é cinema em alta voltagem, isso não dá para negar.</p>
</div>
<p><strong>Assista ao trailer do filme: </strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/LiIexR_lL4k" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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