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	<title>Arquivos franquia - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos franquia - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica Missão: Impossível – O Acerto Final</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 May 2025 12:56:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de quase 30 anos de mirabolantes missões arriscadas de espionagem e traições, a franquia Missão: Impossível chega ao fim. O oitavo filme estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (22) e promete arrebatar os fãs dos longas-metragens comandados pelo agente Ethan Hunt (interpretado por Tom Cruise). O propósito de Missão: Impossível – O Acerto Final claramente é fazer um apanhado do que foi a franquia e seu impacto no cinema de ação ao longo desses 29 anos &#8211; e eles [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de quase 30 anos de mirabolantes missões arriscadas de espionagem e traições, a franquia <em><strong>Missão: Impossível</strong></em> chega ao fim. O oitavo filme estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (22) e promete arrebatar os fãs dos longas-metragens comandados pelo agente Ethan Hunt (interpretado por Tom Cruise). O propósito de <strong><em>Missão: Impossível – O Acerto Final</em></strong> claramente é fazer um apanhado do que foi a franquia e seu impacto no cinema de ação ao longo desses 29 anos &#8211; e eles conseguem. Se há algum tipo de dúvida sobre a produção ser capaz de, mais uma vez, manter sua essência e entregar um longa instigante, pode se despreocupar.</p>
<p><strong><em>Missão: Impossível – O Acerto Final</em></strong> não apenas é um bom encerramento da longeva franquia como também soube concluir a narrativa micro e macro muito bem. O roteiro co-escrito por Christopher McQuarrie e Erik Jendresen (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-missao-impossivel-acerto-de-contas-parte-1/"><em>Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 1</em></a>, de 2023) se estrutura como um encerramento de jornada. Tanto a jornada iniciada em seu filme antecessor, como a jornada desse personagem que marcou a carreira de Cruise (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-top-gun-maverick/"><em>Top Gun: Maverick</em></a>, de 2022) durante quase três décadas. Há um esforço louvável em amarrar cada ponta solta da franquia. Uma preocupação pouco convencional para esse tipo de narrativa, mas que entrega um resultado interessante e cheio de esmero.</p>
<p>Assim como essa preocupação com a narrativa, a direção de McQuarrie demonstra a mesma atenção aos rumos da direção desde o quinto longa da franquia. A parceria do cineasta com Cruise já existe há 17 anos, com 10 filmes, onde 4 deles são parte da história da produção de <strong><em>Missão: Impossível</em></strong>. O diretor assumiu essa cadeira na metade do que viria a ser a franquia completa, o que permitiu que McQuarrie desenhasse bem seus caminhos ao longo dos filmes, ao mesmo tempo que honrava elementos-chave e essência dos cineastas que o antecederam. No caso de <strong><em>Missão: Impossível – O Acerto Final</em></strong>, seu objetivo é claramente tentar entregar ao público um final épico a altura do projeto.</p>
<p>Como McQuarrie é diretor e co-roteirista da produção desde sua entrada nela, é possível perceber esse desenho de uma espécie de autoria &#8211; dentro do que a franquia permite. <strong><em>Missão: Impossível – O Acerto Final </em></strong>é um filme com identidade, mesmo que ele seja resultado de um pastiche de décadas e muitas mãos. Ainda assim, o trabalho de McQuarrie merece ser destacado por ter comandado metade de uma franquia de sucesso, enquanto, continuamente, aumentou o interesse dos fãs pela produção. A constante de sua presença resulta num desfecho que, apesar de ter questões, é interessante e amarra bem a franquia.</p>
<figure id="attachment_19488" aria-describedby="caption-attachment-19488" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-19488" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Missao-Impossivel-–-O-Acerto-Final-1-750x500.jpg" alt="Missão: Impossível – O Acerto Final (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Missao-Impossivel-–-O-Acerto-Final-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Missao-Impossivel-–-O-Acerto-Final-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Missao-Impossivel-–-O-Acerto-Final-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Missao-Impossivel-–-O-Acerto-Final-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Missao-Impossivel-–-O-Acerto-Final-1-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Missao-Impossivel-–-O-Acerto-Final-1.jpg 1500w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19488" class="wp-caption-text">Cena de &#8216;Missão: Impossível – O Acerto Final (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Apesar da qualidade e dos esforços feitos por McQuarrie e Jendresen, existem dois problemas principais em <strong><em>Missão: Impossível – O Acerto Final</em></strong>. O primeiro é o peso de ser um desfecho de uma produção com quase três décadas. As expectativas são altas, os comparativos são muitos e isso acaba interferindo inevitavelmente no resultado. O problema no oitavo longa é que, apesar de sua qualidade, a sensação que dá ao final da sessão é que este não é o melhor filme dentre os oito. Não acredito que isso estrague a experiência, mas o espectador vem de um antecessor que foi o ápice de qualidade da franquia de espionagem e seu encerramento parece mundano em comparação.</p>
<p>Outro fator que <strong><em>Missão: Impossível – O Acerto Final</em></strong> peca é a sua duração. Os quase 170 minutos de filme são cansativos e desnecessários. Não é porque é o encerramento de uma franquia que o longa precisa ser um dos maiores dela &#8211; ou, neste caso, o maior. E não é uma questão do tempo pelo tempo. O problema não é ser um filme com uma duração extensa, mas se ele vai ser capaz de, durante todo o seu tempo de tela, entreter, sem perder a atenção do público. E fica claro durante o filme os momentos de queda da narrativa, tornando a experiência um pouco mais arrastada e cansativa.</p>
<p>O oitavo longa, contudo, tem um mérito indiscutível que é essa capacidade de síntese da essência da franquia. Mesmo com alguns artifícios extra melodramáticos, até os exageros podem ser bem vindos para os fãs que cresceram assistindo aos filmes e aguardaram ansiosamente pelo encerramento da franquia. <strong><em>Missão: Impossível – O Acerto Final </em></strong>pode até não ser o melhor longa dentre os oito, mas ele é, sem sombra de dúvidas, um fechamento de ciclo à altura. A Paramount Pictures pode se orgulhar porque ela entregou uma produção que tem a essência do que sempre foi <strong><em>Missão: Impossível</em></strong>, mesclando o que veio antes com o novo. E, apesar de ser longo, vale a pena ir aos cinemas para ver, preferencialmente em IMAX, um desfecho épico para uma das melhores franquias de espionagem de Hollywood.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Christopher McQuarrie</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Tom Cruise, Hayley Atwell, Ving Rhames, Simon Pegg, Henry Czerny, Pom Klementieff, Greg Tarzan Davis, Rolf Saxon, Angela Bassett e Esai Morales</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/wyyJvg0jMYM?si=grmofx8BGIHtmVAV" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica Premonição 6 &#8211; Laços de Sangue</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 May 2025 10:49:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de 14 anos sem um novo filme da traumatizante franquia Premonição, os fãs de terror recebem, nesta quinta-feira (15), um presente: um novo e bom filme da sua franquia splatter favorita. Premonição 6: Laços de Sangue chega aos cinemas como uma renovação total para seu universo narrativo. Para que finalmente o New Line Cinema entendeu o que sempre esteve presente como cerne da franquia e resolveu trabalhá-lo &#8211; como já deveria ter feito há mais de 20 anos. Talvez [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de 14 anos sem um novo filme da traumatizante franquia <strong><em>Premonição</em></strong>, os fãs de terror recebem, nesta quinta-feira (15), um presente: um novo e bom filme da sua franquia <em>splatter</em> favorita. <strong><em>Premonição 6: Laços de Sangue</em></strong> chega aos cinemas como uma renovação total para seu universo narrativo. Para que finalmente o New Line Cinema entendeu o que sempre esteve presente como cerne da franquia e resolveu trabalhá-lo &#8211; como já deveria ter feito há mais de 20 anos. Talvez este não se torne necessariamente o longa-metragem favorito da franquia, mas ele é, sem sombra de dúvidas, o melhor executado dentre os seis filmes.</p>
<p><strong><em>Premonição 6: Laços de Sangue </em></strong>entrega uma narrativa cíclica e fechada em si. O roteiro de Guy Busick (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-abigail/"><em>Abigail</em></a>, de 2024) e Lori Evans Taylor (<em>O Nascimento do Mal</em>, de 2022) consegue amarrar a sua nova história com seus antecessores de forma coesa e interessante. A proposta de conectar todos os acontecimentos anteriores para uma espécie de embate final entre os últimos sobreviventes e a Morte é  bem conduzida e o resultado é surpreendente. Não é exagero pensar que o sexto filme seja o melhor executado da franquia. Existe um esmero de produção, proposta, narrativa e execução que jamais antes foi visto em consonância.</p>
<p>O produto final ser mais completo que os anteriores é um mérito do trabalho de Busick e Taylor, ao mesmo tempo que também carrega os louros dos diretores Zach Lipovsky e Adam Stein (<em>Aberrações</em>, de 2018). A dupla consegue produzir o longa com mais identidade e que é capaz que equilibrar bem o tom cômico com a tensão o horror gráfica das mortes sangrentas. Esse quarteto entre diretores e roteiristas foi capaz de fazer com que <strong><em>Premonição 6: Laços de Sangue</em></strong> alcançasse o ápice de seu potencial.</p>
<figure id="attachment_19447" aria-describedby="caption-attachment-19447" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-19447" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Premonicao-6-2-750x500.jpg" alt="Premonição 6: Laços de Sangue (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Premonicao-6-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Premonicao-6-2-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Premonicao-6-2-2048x1365.jpg 2048w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Premonicao-6-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Premonicao-6-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Premonicao-6-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Premonicao-6-2-1400x933.jpg 1400w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19447" class="wp-caption-text">Kaitlyn Santa Juana em cena de &#8216;Premonição 6: Laços de Sangue (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Uma vez entendida e incorporada a verdadeira essência da franquia, a produção deu a largada para um infinito de novas possibilidades técnicas e artísticas para um projeto que, até então, era extremamente formulaico. A abertura de <strong><em>Premonição 6: Laços de Sangue</em></strong>, por exemplo, já coloca o espectador imerso numa atmosfera diferente. O ritmo da cena de abertura é interessante e cadenciado e isso permite que o resultado final seja com uma das sequências de desastre mais impactantes da franquia. A técnica atrelada a uma boa ideia &#8211; que é bem executada &#8211; resulta num longa fora da curva para os padrões da franquia.</p>
<p>Apesar do roteiro de <strong><em>Premonição 6: Laços de Sangue </em></strong>saber conduzir bem a ambiência, o encadeamento dos eventos e ter mortes surpreendentemente criativas e traumatizantes, ainda existe um problema que se perpetua no projeto: o desenvolvimento dos personagens. Mesmo que neste filme o elenco tenha uma ótima química em cena &#8211; e a escolha deles serem todos da mesma família ajuda -, a franquia nunca foi conhecida por ter arcos narrativos de personagens bem desenvolvidos e isso se mantém. Ainda que exista a evidente sinergia entre os atores e atrizes e as entregas sejam satisfatórias &#8211; diferente de antecessores como <em>Premonição (2000)</em> e <em>Premonição 4 (2009)</em> -, ainda falta.</p>
<p>Independente dessa falta de aprofundamento nos personagens, o elenco de <strong><em>Premonição 6: Laços de Sangue</em></strong> é capaz de captar a atenção do público para si. Isso faz com que cada morte choque o espectador porque, quer queira, quer não, os personagens se tornaram relevantes para ele. Essa percepção mostra que, ainda que falte um aprofundamento, o sexto longa consegue fazer algo que muitos dos seus antecessores não conseguiram. No mais, o texto ajuda a fazer com que o trem não descarrilhe em nenhum momento e ainda dá aos fãs um adeus à altura do eterno Candyman, o ator Tony Todd (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-lenda-de-candyman/"><em>A Lenda de Candyman</em></a>, de 2021), que está na franquia desde o primeiro longa.</p>
<p>Com toda a sua expertise na execução, <strong><em>Premonição 6: Laços de Sangue </em></strong>se torna um suspiro aliviado aos fãs mais desacreditados. O longa ainda prova que pode ter algo de bom para sair dessa onda em reviver franquias do passado que estavam dadas como finalizadas. O roteiro do sexto filme mostra que, com respeito ao projeto e entendimento do seu terreno, é possível criar algo novo, bom e próprio. O que fica agora é saber quais serão os próximos capítulos de <strong><em>Premonição</em></strong> ou se este longa foi a despedida que o público merecia da lista da Morte.</p>
<p><strong>Direção: </strong>Zach Lipovsky e Adam Stein</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Kaitlyn Santa Juana, Teo Briones, Richard Harmon, Owen Patrick Joyner, Rya Kihlstedt, Anna Lore, Brec Bassinger e Tony Todd</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/TTwbsctteuw?si=uofPppnzsSdagdeS" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Especial: A trilogia Halloween</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Oct 2022 15:50:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Após 44 anos de espera, o fim do embate entre Laurie Strode e Michael Myers chegou aos cinemas. Halloween Ends estreou no dia 13 de outubro trazendo o aguardado encerramento da clássica franquia de terror. Como lançamento do terceiro longa-metragem da trilogia dirigida por David Gordon Green (O Que Te Faz Mais Forte, de 2018) e co-criada por ele e Danny McBride (A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas, de 2021), o 13º filme mexeu com as estruturas da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Após 44 anos de espera, o fim do embate entre Laurie Strode e Michael Myers chegou aos cinemas. <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-halloween-ends/"><strong><em>Halloween Ends</em></strong></a> estreou no dia 13 de outubro trazendo o aguardado encerramento da clássica franquia de terror. Como lançamento do terceiro longa-metragem da trilogia dirigida por David Gordon Green (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-que-te-faz-mais-forte/"><em>O Que Te Faz Mais Forte</em></a>, de 2018) e co-criada por ele e Danny McBride (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-familia-mitchell-e-a-revolta-das-maquinas/"><i>A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas</i></a>, de 2021), o 13º filme mexeu com as estruturas da franquia ao trazer uma história inesperada em seu desfecho. Por conta disso, o filme não foi tão bem recebido pela crítica e, principalmente, pelos fãs.</p>
<p>Para entender a divisão de opiniões sobre a mais recente produção sobre o Bicho-Papão, é preciso revisitar seus dois antecessores. Dentre as inúmeras linhas cronológicas da franquia <strong><em>Halloween</em></strong> (ler mais sobre as cronologias no <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-cronologia-halloween/">especial do site</a>), a mais recente se estabelece a partir apenas do original e dos três novos filmes. Assim, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-halloween/"><strong><em>Halloween</em></strong></a> (2018) funciona como uma <em>requel</em> &#8211; filme que recomeça uma linha temporal de uma saga/franquia, ao mesmo tempo que continua a narrativa a partir de algum dos seus capítulos anteriores -, continuando a jornada iniciado por John Carpenter e Debra Hill em 1978.</p>
<p>A escolha de ignorar os nove projetos lançados entre 1981 e 2009 foi essencial para que a ideia de Green e McBride se estabelecesse de forma concreta. A partir desse novo caminho, a narrativa seguiu a aura criada pela direção de Carpenter em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/xvii-festival-panorama-internacional-coisa-de-cinema-halloween-a-noite-do-terror/"><em><strong>Halloween: A Noite do Terror</strong></em></a> e entregaram um sucesso ao público. A estreia do primeiro longa-metragem da trilogia conquistou tanto a crítica quanto o público e garantiu que o projeto da trilogia se tornasse real, fazendo com que a Blumhouse desse a luz verde para que as outras duas sequências fossem produzidas. Na tentativa de levar essa energia do original até o final, a história criada se preocupou em expandir e renovar a franquia a partir de uma narrativa sobre traumas e marcas de feridas do passado.</p>
<figure id="attachment_16068" aria-describedby="caption-attachment-16068" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16068" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-9-750x500.jpg" alt="Halloween (2018)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-9-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-9-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-9-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-9-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-9-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-9.jpg 945w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16068" class="wp-caption-text">James Jude Courtney em cena de &#8220;Halloween&#8221; (2018)</figcaption></figure>
<h3>De volta à Haddonfield</h3>
<p>Ao pensar no primeiro episódio desta trilogia, o público recebeu uma produção que se preocupa com o retorno. É um longa que tem por objetivo esclarecer suas escolhas que geraram sua origem, reintroduzir os personagens conhecidos e apresentar os novos rostos. Além disso, <em><strong>Halloween</strong></em> (2018) concentra a sua trama central no trauma e o que ele pode causar nas pessoas próximas. Assim, o foco principal do primeiro filme é mostrar como Laurie passou esses 40 anos após os eventos da noite de Halloween de 1978 e de que forma isso interferiu em sua vida. Ou seja, o roteiro co-escrito por Green, McBride e Jeff Fradley mergulha num drama sobre uma família atormentada pelo passado.</p>
<p>Três gerações das Strode foram afetadas pelo legado violento deixado por Michael Myers. Laurie, por ter sido a vítima direta da Figura, carrega a culpa do sobrevivente, além de viver em constante alerta, no aguardo do retorno do seu algoz. Por conta das feridas de Laurie, sua filha Karen (Judy Greer), cresceu num lar onde a inocência e a infância deram espaço para treinamentos de sobrevivência e um clima de insegurança. Na tentativa de quebrar essa corrente de traumas, Karen se afasta da mãe, o que interfere diretamente na relação de Laurie com sua neta Allyson (Andi Matichak). Essa cama de gato trançada por problemas não resolvidos do passado é o pano de fundo do longa-metragem lançado em outubro de 2018.</p>
<p>Esse desenho caótico de uma família despedaçada pelo medo é a força motriz da narrativa que retoma a franquia. Além da alta qualidade e precisão do roteiro, as dinâmicas por trás dos traumas das Strode complementam a narrativa. Assim como Laurie, o espectador se vê 100% em alerta a todo tempo, esperando que Michael apareça no canto da tela, preparado para ceifar mais vidas, mas essa insegurança e paranoia não para por aí. Uma vez que o público toma dimensão do que aconteceu com Laurie, a pergunta que fica é o que será dos sobreviventes dos eventos ainda mais violentos de <strong><em>Halloween</em></strong> (2018).</p>
<p>Com sequências de mortes surpreendentes e cada vez mais brutais, o espectador se choca com a força devastadora dos novos acontecimentos em Haddonfield. A contagem de corpos de <strong><em>Halloween</em></strong> (2018) supera a do filme de Carpenter e a antecipação para o confronto com Laurie só cresce. Quando é chegada a hora dessa luta cara a cara, o fã não fica decepcionado com uma sequência final tensa até o último minuto. A direção de David Gordon Green é poderosa na condução do pavor e da surpresa, ainda que não seja sutil e sugestiva como a do criador do filme original.</p>
<p>Por conta desse cenário de sucesso, as expectativas se tornaram estelares para seus sucessores. Com uma marca de mais de 255 milhões de dólares arrecadados, <strong><em>Halloween</em></strong> (2018) elevou a exigência dos fãs para outro nível, agora que o público teve o vislumbre de um filme consciente de seu legado que provou ser capaz de se aproximar das sensações causadas pelo original. A partir de agora, o espectador estaria contando os minutos para ver o que os próximos capítulos da trilogia guardariam de surpresa.</p>
<figure id="attachment_16069" aria-describedby="caption-attachment-16069" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16069" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-8-750x500.jpg" alt="Halloween (2018)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-8-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-8-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-8-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-8-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-8-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-8.jpg 900w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16069" class="wp-caption-text">Judy Greer, Jamie Lee Curtis e Andi Matichak em cena de &#8220;Halloween&#8221; (2018)</figcaption></figure>
<h3>O legado de Michael</h3>
<p>Depois de um final eletrizante &#8211; e que, para muitos fãs, poderia ter sido a conclusão da história do Bicho-Papão -, <strong><em>Halloween Kills: O Terror Continua</em></strong> (2021) tem a difícil missão de começar a sua jornada de uma forma tão apoteótica quanto o encerramento do seu antecessor. Como esperado, esse tipo de expectativa tão elevada não é o ideal para uma produção ser construída. Para dificultar ainda mais o processo do segundo filme, a pandemia de covid-19 teve seu <em>boom</em> na época das gravações, fazendo com que o cronograma inicial da produção mudasse por completo.</p>
<p>Com os atrasos e as novas dinâmicas vindas da pandemia, o projeto teve a sua estreia postergada em um ano e acabou sendo lançado tanto nos cinemas, como pelo <em>streaming</em> Peacock, nos Estados Unidos. Apesar dos fatores externos que tornavam ainda mais difícil a entrega da produção, a ideia para o capítulo dois sempre esteve clara para os co-criadores da trilogia. <strong><em>Halloween Kills</em></strong> se preocupa em descrever o outro lado da moeda sobre os ataques de Michael.</p>
<p>Qualquer evento brutal deixa marcas numa comunidade. Seja ele em grande escala ou não, assassinatos como os cometidos por Michael Myers não poderiam deixar de respingar na cidade. Esse reflexo das ações da Figura vão além da memória e da criação de um mito assustador, mas também deixou feridas abertas em Haddonfield. Não foi só Laurie e sua futura família que se viu marcada naquela noite de 1978, mas toda a cidade. E essa é a missão de <em><strong>Halloween Kills</strong></em>: explorar a relação entre os traumas vividos pela cidade e a violência que isso reverberou na pacata Haddonfield.</p>
<p>Diferente do primeiro filme que foca nas três gerações das Strode, <em><strong>Halloween Kills</strong></em> vai mostrar outros personagens que tiveram as suas vidas transformadas por conta de Myers. Os fãs podem descobrir como o encontro com Michael mudou a vida de personagens de 1978, como Tommy Doyle (Anthony Michael Hall), Lindsey Wallace (Kyle Richards), Leigh Brackett (Charles Cyphers) e Marion Chambers (Nancy Stephens). O retorno não apenas dos personagens mas dos atores e atrizes que os viveram há mais de 40 anos cria um efeito nostálgico nos fãs, o que ajuda a narrativa.</p>
<p>Além do retorno deles, o espectador passa a entender melhor a relação de outros personagens de <strong><em>Halloween</em></strong> (2018) com os eventos de 1978, como Cameron (Dylan Arnold), ex namorada da Allyson, que é filho de Lonnie Elam (Robert Longstreet), um menino que fazia bullying com Tommy e foi perseguido pelo Bicho-Papão. Outro que teve sua relação direta com a Figura esclarecida em <strong><em>Halloween Kills</em></strong> foi sobre Frank Hawkins (Will Patton). O policial que é atacado no primeiro filme da trilogia foi um dos responsáveis por prender Myers na noite de 1978 e os eventos daquela noite ainda o assombram. Dessa forma, o longa tenta se aproximar do público por trazer uma narrativa focada em indivíduos e na comunidade, mas a recepção disso não saiu como esperado.</p>
<p>Apesar de entender a escolha de aprofundar as narrativas sobre traumas que vão além de Laurie e sua família, isso acabou interferindo em outros pontos da narrativa. Como o roteiro de <strong><em>Halloween Kills</em></strong> segue diretamente os eventos do seu antecessor, a noite de Halloween de 2018 soa como algo interminável. A sensação que fica no espectador ao ver a extrapolação da história central (o embate entre Laurie e Michael) é de que a produção está se estendendo demais para que consiga durar três filmes e lucrar cada vez mais.</p>
<p>Um dos principais argumentos na crítica a <em><strong>Hallloween Kills</strong></em> é a ausência de Jamie Lee Curtis (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-entre-facas-e-segredos/"><em>Entre Facas e Segredos</em></a>, de 2019, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tudo-em-todo-lugar-ao-mesmo-tempo/"><em>Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo</em></a>, de 2021). A <em>scream queen</em> que ajudou a construir o sucesso da franquia é deixada de lado por quase todo o filme, tendo uma participação quase inexistente. O filme se arrasta através da equação trauma + população = violência desenfreada e, ainda assim, a principal vítima disso não está presente, gerando incômodo no público.</p>
<figure id="attachment_16071" aria-describedby="caption-attachment-16071" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16071" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-Kills-3-750x500.jpg" alt="Halloween Kills (2021)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-Kills-3-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-Kills-3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-Kills-3-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-Kills-3-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-Kills-3-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-Kills-3.jpg 900w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16071" class="wp-caption-text">Dylan Arnold, Andy Matichak e Robert Longstreet em cena de &#8220;Halloween Kills&#8221; (2021)</figcaption></figure>
<h3>O tortuoso caminho até o confronto final</h3>
<p>Apesar de compreender o caminho que quiseram trilhar em <em><strong>Halloween Kills</strong></em>, a produção deixa para o capítulo final a difícil missão de contornar os problemas do seu antecessor. Além disso, <strong><em>Halloween Ends</em></strong> carrega a responsabilidade de amarrar tudo o que já foi feito e entregar o final que os fãs aguardam há mais de 40 anos. A última parte da trilogia alcança a expectativa dos fãs no quesito do confronto entre Laurie e Michael, mas tropeça em diversas escolhas até chegar em sua conclusão.</p>
<p>Assim como em <strong><em>Kills</em></strong>, <strong><em>Halloween Ends</em></strong> deixa uma das estrelas da história de lado por muito tempo. Desta vez, Michael foi o escolhido (equivocadamente) pela produção para ficar de escanteio enquanto a sua saga se encaminha para um fim. Nesta narrativa, o Bicho-Papão está desaparecido desde o final da noite sangrenta de 2018. Quatro anos se passaram e nenhum sinal de Michael Myers, mas isso não impede que Haddonfield crie um novo monstro para lhe assombrar.</p>
<p>Esse legado de pavor é o peso que a pacata cidade carrega desde o sumiço de Michael. O medo dele aparecer e repetir os horrores vistos em 1978 e 2018 faz com que Haddonfield se torne cada vez mais cruel. É assim que Corey Cunningham (Rohan Campbell) se torna o novo odiado da comunidade. Ao lado de Laurie, ele é a pessoa que os outros fogem na rua ou quem decide atacar por conta do seu passado. A jornada de Corey se confunde com a de Myers no momento em que os dois se encontram no esgoto e algo maligno que residia no jovem rapaz é despertado após ficar cara a cara com a Figura.</p>
<p>Corey, em boa parte do filme, passa a assumir o manto da violência de Michael (figurativa e literalmente quando ele passa a usar a icônica máscara do assassino por um breve tempo). Dessa forma, o roteiro de Paul Brad Logan, Chris Bernier, McBride e Green decide, nos momentos finais da franquia do Bicho-Papão, criar um substituto para ele. Para a surpresa de poucos, essa escolha não foi abraçada por boa parte dos fãs e, menos ainda, pela crítica. Essa versão de um &#8220;Michael Jr.&#8221; somada ao romance entre Corey e Allyson são os maiores algozes de <strong><em>Halloween Ends</em></strong>.</p>
<p>Do outro lado da equação está a personagem de Jamie Lee tentando se libertar da prisão que ela viveu nos últimos 40 anos. Então, em <strong><em>Halloween Ends</em></strong>, o público se depara com uma Laurie que refez a sua vida e está tentando seguir em frente. Paralelamente, ela tenta dar suporte para sua neta fazer o mesmo e não cair na mesma armadilha que ela caiu décadas atrás. A escolha de mostrar uma Laurie buscando melhorar é interessante e coloca o espectador num lugar de conclusão.</p>
<p>A jornada da personagem principal da franquia tem coerência e é interessante, mas isso é posto em segundo plano em comparação com o arco de Corey, por exemplo. Mais uma vez um capítulo da trilogia se vê refém de escolhas que não soam orgânicas para a franquia. Essa percepção sobre a história encabeçada por Green dividiu opiniões e fez de <em><strong>Halloween Ends</strong></em> o mais criticado entre os novos filmes. Apesar disso, o longa foi o número 1 nas bilheterias brasileiras e continua a arrecadar cada vez mais.</p>
<p>Os percalços da franquia não são capazes de impedir que os fãs tenham vontade de ver o desfecho épico de um dos maiores filmes de terror da história do cinema hollywoodiano. <em><strong>Ends</strong></em>, ainda que com inúmeras falhas, consegue entregar um final satisfatório para o arco de Laurie, além de dar ao público uma última luta épica entre ela e Michael. Quanto a extrapolação sobre Corey e o relacionamento dele com Allyson, esses são alguns dos exemplos dos desvios que a história toma para se alongar, reforçando a sensação de que tudo deveria ter acabado em 2018.</p>
<figure id="attachment_16070" aria-describedby="caption-attachment-16070" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16070" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-Ends-8-750x500.jpg" alt="Halloween Ends (2022)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-Ends-8-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-Ends-8-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-Ends-8-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-Ends-8-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-Ends-8-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-Ends-8.jpg 951w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16070" class="wp-caption-text">James Jude Courtney em cena de &#8220;Halloween Ends&#8221; (2022)</figcaption></figure>
<h3>O fim de uma era</h3>
<p>No final dessa jornada de mais de 40 anos, é inevitável pensar no que deu certo e errado. Ainda que o fã tente apreciar sua obra querida, escolhas narrativas ainda podem incomodar. Aqui, na trilogia que conclui a história de Laurie e Michael, existem caminhos que levantaram questionamentos ao público e à crítica. No entanto, apesar de não concordar com algumas dessas escolhas, ainda é possível enxergar o arco criado pela trilogia da Blumhouse como um produto coerente &#8211; ao menos a sua ideia.</p>
<p>Os longas-metragens são três grandes atos que dialogam sobre trauma, sobrevivência e medo. Em seu primeiro ato, a produção se preocupa em reconstruir o universo, o medo sobre a Figura e mostrar o quanto os traumas dominaram a vida das pessoas de Haddonfield. No segundo, a pauta passa a ser como o medo do Bicho-Papão dominou a vida de uma comunidade inteira, deixando ela cada vez mais paranoica, violenta e incapaz de superar os temores do passado. Por fim, o terceiro ato mostra que, mesmo com o passado supostamente morto (ou, neste caso, desaparecido), se o trauma não é superado, a pessoa ou o grupo vai fabricar ou arranjar um novo canalizador de suas ansiedades e pavores.</p>
<p>Analisando dessa forma, é evidente a coerência desta cronologia. Se comparado com a obra de Carpenter e Hill, é uma chance de aprofundar o mal encarnado que ficou conhecido em 1978. O verdadeiro problema foi o tempo que se levou para fazer isso. Três filmes foi um excesso. Apostar numa dilatação tão grande para uma história que daria, no máximo, dois longas foi o erro que afastou parte dos fãs da conexão desejada com o projeto da Blumhouse Productions em parceria com a Universal Pictures.</p>
<p>Além desse alongamento excessivo, deixar Michael e Laurie na geladeira (cada um em um filme) e dar evidência para <em>subplots</em> que nada mudaram na narrativa geral &#8211; como o romance entre Corey e Allyson &#8211; foram erros (quase) fatais. A produção recebeu críticas por conta dessas escolhas que, ainda hoje, não são bem vistas por parte do público. Apesar disso, em apenas duas semanas nos cinemas, <strong><em>Halloween Ends</em></strong> já faturou quase três vezes o seu orçamento e está cada vez mais próximo da bilheteria de seu antecessor.</p>
<p>Esse alvoroço gerado pela estreia do capítulo final é a prova viva de que a franquia <em><strong>Halloween</strong></em> se mantém poderosa. O fenômeno comercial ao longo das quatro décadas e 13 filmes mostra que o fã só deseja uma nova oportunidade de se assustar. O cuidado que se precisa ter, contudo, está no resultado entregue. Da mesma forma que o público sonha com um novo filme do seu personagem favorito, ele irá cobrar qualidade. Por isso que, apesar da longa vida, a franquia nunca fugiu das críticas ferrenhas do espectador. Mas, no fim da equação, os fãs de <strong><em>Halloween</em></strong> receberam o embate mais aguardado da história do cinema, pondo um ponto final nessa jornada de 44 anos.</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-trilogia-halloween/">Especial: A trilogia Halloween</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Especial: A Cronologia da Franquia Halloween</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Oct 2022 18:35:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A estreia de Halloween Ends tem dividido opiniões desde sua chegada aos cinemas brasileiros, no dia 13 deste mês. Apesar das ponderações sobre o rumo do terceiro filme da nova trilogia, é inevitável perceber a comoção causada pelo que parece ser o encerramento definitivo do embate entre Laurie Strode e Michael Myers. A história criada pelo diretor David Gordon Green (O Que Te Faz Mais Forte, de 2018) e roteirista Danny McBride (A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-cronologia-halloween/">Especial: A Cronologia da Franquia Halloween</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A estreia de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-halloween-ends/"><em><strong>Halloween Ends</strong></em></a> tem dividido opiniões desde sua chegada aos cinemas brasileiros, no dia 13 deste mês. Apesar das ponderações sobre o rumo do terceiro filme da nova trilogia, é inevitável perceber a comoção causada pelo que parece ser o encerramento definitivo do embate entre Laurie Strode e Michael Myers. A história criada pelo diretor David Gordon Green (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-que-te-faz-mais-forte/"><em>O Que Te Faz Mais Forte</em></a>, de 2018) e roteirista Danny McBride (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-familia-mitchell-e-a-revolta-das-maquinas/"><i>A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas</i></a>, de 2021) encerra a jornada que deu continuidade ao filme de John Carpenter, lançado em 1978.</p>
<p>Tanto o sucesso de <strong><em>Halloween Ends</em></strong> como as críticas ferrenhas ao longa-metragem vêm de um histórico de mais de quatro décadas de apreciação e falhas. O fã da franquia <strong><em>Halloween</em></strong> já passou por inúmeros altos e baixos ao longo desses 44 anos de lançamentos. Em seus 13 longas &#8211; sendo um deles totalmente desconectado da figura de Myers -, a franquia de terror segue diversos caminhos cronológicos para construir diferentes possibilidades narrativas. E, em meio a esses caminhos, nem todas as produções trouxeram os melhores resultados ao espectador.</p>
<p>Para entender o histórico de derrapadas da franquia e, consequentemente, os dois lados da equação sobre o encerramento da trilogia criada por Green e McBride, a equipe do Coisa de Cinéfilo resolveu descrever as diferentes linhas cronológicas que compuseram essas quatro décadas de história no cinema de terror. As cronologias podem ser divididas em cinco linhas narrativas distintas que se iniciam com o filme antológico de Carpenter e Debra Hill e (por ora) se encerra com o mais novo filme de Michael, que está em cartaz nos cinemas brasileiros.</p>
<figure id="attachment_16031" aria-describedby="caption-attachment-16031" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16031" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-A-Noite-do-Terror-1-750x500.jpg" alt="Halloween: A Noite do Terror (1978)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-A-Noite-do-Terror-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-A-Noite-do-Terror-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-A-Noite-do-Terror-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-A-Noite-do-Terror-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-A-Noite-do-Terror-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-A-Noite-do-Terror-1.jpg 1350w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16031" class="wp-caption-text">Jamie Lee Curtis e Nick Castle em cena de &#8220;Halloween: A Noite do Terror&#8221; (1978)</figcaption></figure>
<h3><strong>O início do mito sobre o Bicho-Papão<br />
</strong></h3>
<p>A primeira linha cronológica é a com maior número de longas e, de longe, é a que mais se definhou com o passar do tempo. Tendo tido quase 20 anos de continuidade, a linha narrativa traz Laurie como a irmã mais nova de Myers que teve uma filha, Jamie, e a deu para adoção, na tentativa de salvar a vida da criança. A história se degrada de tal forma que sai de um Michael que é misterioso, indescritível e maligno para uma Figura imortal com uma fixação em matar irmãs e suas proles, com o apoio de um culto. Esse é um breve resumo do que aconteceu com o projeto de Carpenter e Hill ao longo desses primeiros 17 anos.</p>
<p>Apesar de altamente criticado pelo próprio diretor e co-roteirista, <strong><em>Halloween II:O Pesadelo Continua!</em></strong> (1981) ainda tem uma coerência estética e narrativa, mesmo sendo menos poderoso e aterrador que <a href="https://coisadecinefilo.com.br/xvii-festival-panorama-internacional-coisa-de-cinema-halloween-a-noite-do-terror/"><strong><em>Halloween: A Noite do Terror</em></strong></a> (1978). Ainda que tenha falhas, a existência do confronto direto entre Laurie e Michael é o que dá sentido à existência da franquia &#8211; coisa que é replicada nas outras linhas. A escolha, porém, de justificar a perseguição que Michael faz à <em>scream queen</em> nº1 é um dos maiores problemas da trama. Desmistificando a lenda do horror que a Figura foi em 1978, a franquia começa a sangrar sem parar.</p>
<p>De <em><strong>Halloween 4: O Retorno de Michael Myers</strong></em> (1988) até <strong><em>Halloween 6: A Última Vingança</em></strong> (1995), os produtores não conseguem o retorno de Jamie Lee e decidem substituir Laurie por sua filha. Sem o mesmo carisma e apelo aos fãs, os três últimos filmes desta linha fizeram parte do público perder, aos poucos, o interesse pelas novas matanças do Bicho-Papão. Além de Michael, a única ligação direta com os dois primeiros filmes é a presença de Dr. Loomis. E, nessa busca pelo paciente que ele alega ser o mal encarnado, o personagem eternizado por Donald Pleasence se torna cada vez mais consumido pela loucura.</p>
<p>Numa derrocada sem fim, <em><strong>Halloween 4</strong></em> e <em><strong>Halloween 5: A Vingança de Michael Myers</strong></em> (1989) tentam levantar a história com uma trama um pouco mais densa do que o último capítulo, mas sem sucesso. Os dois roteiros seguiram caminhos confusos entre si com uma Jamie ora traumatizada, ora seguindo os passos do tio. O resultado infrutífero dessas duas sequências ecoaram em <strong><em>Halloween 6</em></strong>. O último longa desta cronologia termina a jornada numa nota amarga e completamente esquecível com um dos piores filmes já feitos sobre o ícone <em>slasher</em>.</p>
<figure id="attachment_16033" aria-describedby="caption-attachment-16033" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16033" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-4-O-Retorno-de-Michael-Myers-1-750x500.jpg" alt="Halloween 4: O Retorno de Michael Myers (1988)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-4-O-Retorno-de-Michael-Myers-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-4-O-Retorno-de-Michael-Myers-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-4-O-Retorno-de-Michael-Myers-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-4-O-Retorno-de-Michael-Myers-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-4-O-Retorno-de-Michael-Myers-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-4-O-Retorno-de-Michael-Myers-1.jpg 1020w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16033" class="wp-caption-text">Danielle Harris em cena de &#8220;Halloween 4: O Retorno de Michael Myers&#8221; (1988)</figcaption></figure>
<h3><strong>Sem Michael, sem sucesso</strong></h3>
<p>A segunda linha narrativa da franquia <strong><em>Halloween</em></strong> só está dentro da franquia por conta do nome. <strong><em>Halloween III: A Noite das Bruxas</em></strong> (1982) coloca a Figura de lado e decide investir numa nova história. Apesar da ideia de trabalhar um dos principais símbolos do Mês das Bruxas, o terceiro filme da franquia é raso. A produção se arrasta e só é suportável por conta do esforço de Tom Atkins (<em>A Bruma Assassina</em>, de 1980, e <em>Fuga de Nova York</em>, de 1981), o qual não é suficiente para salvar a entediante produção.</p>
<p>A ineficiência de <em><strong>Halloween III</strong></em> não agradou os fãs que, como esperado, já não estavam contentes pela ausência de Laurie e Michael. A história das máscaras amaldiçoadas por bruxas existe apenas no imaginário dos aficionados pela franquia. Apesar da falta de interesse do público pelo longa, as máscaras utilizadas nele se tornaram um <em>easter eggs</em> presentes na franquia, como na brutal cena do parque de <strong><em>Halloween Kills: O Terror Continua</em></strong> (2021). Com o fracasso do longa, o grupo que detinha os direitos da franquia penaram por seis anos antes que conseguissem trazer outra vez o Bicho-Papão às telonas.</p>
<h3><strong>A volta de Jamie Lee</strong></h3>
<p>Três anos após o fracasso de <strong><em>A Última Vingança</em></strong>, os produtores da franquia perceberam que a solução para um novo <em><strong>Halloween</strong></em> seria retornar às origens e colocar a <em>scream queen</em> frente a frente com seu irmão assassino outra vez. Assim surgiu a ideia de <strong><em>Halloween H20: 20 Anos Depois</em></strong> (1998), o filme de aniversário da franquia que marca o retorno de Jamie Lee Curtis (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-entre-facas-e-segredos/"><em>Entre Facas e Segredos</em></a>, de 2019, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tudo-em-todo-lugar-ao-mesmo-tempo/"><em>Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo</em></a>, de 2021) ao papel que propulsionou sua carreira.</p>
<p>Para que a nova história tivesse força e sentido, a produção escolheu ignorar as sequências que vieram depois de <em><strong>Halloween II</strong></em>. Ou seja, <strong><em>Halloween H20</em></strong> funciona como a primeira <em>requel</em> (filme que recomeça a linha temporal de uma saga ao mesmo tempo que continua a narrativa a partir de algum dos longas anteriores) da franquia. Neste caso, os filmes lançados de 1988 até 1995 se tornaram coisa do passado e o público foi conduzido por uma Laurie ainda traumatizada, que fugiu e mudou de nome para reconstruir sua vida.</p>
<figure id="attachment_16037" aria-describedby="caption-attachment-16037" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16037" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-H20-Vinte-Anos-Depois-1-1-750x500.jpg" alt="Halloween H20: 20 Anos Depois (1998)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-H20-Vinte-Anos-Depois-1-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-H20-Vinte-Anos-Depois-1-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-H20-Vinte-Anos-Depois-1-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-H20-Vinte-Anos-Depois-1-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-H20-Vinte-Anos-Depois-1-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-H20-Vinte-Anos-Depois-1-1.jpg 1095w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16037" class="wp-caption-text">Jamie Lee Curtis em cena de &#8220;Halloween H20: 20 Anos Depois&#8221; (1998)</figcaption></figure>
<p>Com participações especiais como da mãe de Jamie Lee, a eterna Marion Crane de <em>Psicose </em>(1960), Janet Leigh não é o único rosto conhecido de Hollywood que pode ser visto no longa. Josh Hartnett (<em>Penny Dreadful</em>, de 2014 a 2016), Michelle Williams (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-depois-do-casamento/"><em>Depois do Casamento</em></a>, de 2019, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-venom-tempo-de-carnificina/"><em>Venom: Tempo de Carnificina</em></a>, de 2021) e Joseph Gordon-Levitt (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-7-de-chicago-netflix/"><em>Os 7 de Chicago</em></a>, de 2020) são alguns nomes no início de suas carreiras que trazem sangue novo à franquia. Com esse elenco de peso somado ao novo caminho narrativo, sem as limitações dos anteriores, <strong><em>Halloween H20</em></strong> prosperou.</p>
<p>Como o filme recuperou o vigor da franquia, a máquina de dinheiro hollywoodiana não perderia a oportunidade de replicar o sucesso outra vez. Quatro anos após o lançamento de <strong><em>Halloween H20</em></strong>, chegou aos cinemas <strong><em>Halloween: Ressurreição</em></strong> (2002), o pior filme da franquia já feito. A produção falta sentido, bom gosto e uma história digna do Bicho-Papão &#8211; mesmo quando comparado ao terror criativo que é <strong><em>Halloween 6</em></strong>. Aqui a franquia perde Laurie mais uma vez e as matanças de Michael Myers se tornam parte de um <em>reality show</em> de má qualidade.</p>
<h3><strong>A Figura à la Zombie</strong></h3>
<p>Por conta do fracasso na bilheteria, crítica e entre os fãs, <strong><em>Ressurreição</em></strong> foi o último filme sobre Myers por alguns anos. Em 2007, o músico, produtor, roteirista e diretor de terror, Rob Zombie (<em>31</em>, de 2016, e <em>Os 3 Infernais</em>, de 2019), trouxe uma versão sua da história que deu origem ao <em>slasher</em>. <strong><em>Halloween: O Início</em></strong> é o <em>remake</em> que descreve a mesma história vista em 1978, só que de forma mais visceral &#8211; característica marcante do cinema de Zombie. No longa, o excesso é a palavra de ordem. Seja nas mortes mais brutais, nas atuações exageradas (em especial no novo Dr. Loomis, interpretado por Malcolm McDowell) ou na violência gráfica e verbal levada a última potência, o <em>remake</em> de <em><strong>Halloween</strong></em> se destaca pelo oposto da sutileza de Carpenter.</p>
<p>Tendo sido seguido por uma sequência, a quarta cronologia da franquia se encerra com uma continuação que extrapola &#8211; em todos os sentidos &#8211; tudo o que se sabia sobre a franquia. Zombie decide ir além, criando um pano de fundo sobrenatural para as ações de Michael. Esse teor fantasmagórico é o <em>plot</em> de <em><strong>H2: Halloween 2</strong></em> (2009) que envolve o espírito da mãe de Myers comandando as ações homicidas dele na expectativa de reunir a família outra vez &#8211; uma vez que Laurie também é irmã da Figura nesta cronologia.</p>
<p>A violência se eleva ainda mais na continuação, tornando algumas cenas insustentáveis de se assistir. É como se o objetivo do diretor e roteirista fosse enjoar o público com uma narrativa excessiva. Esse é o efeito de Rob Zombie. Criar imagens tão grotescas da Figura que, em alguns momentos, a única solução para o filme parece ser largá-lo pela metade. Com o teor sobrenatural, o projeto não foi amplamente recebido pelos fãs e foi fortemente atacado pela crítica.</p>
<figure id="attachment_16038" aria-describedby="caption-attachment-16038" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16038" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-O-Inicio-3-750x500.jpg" alt="Halloween: O Início (2007)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-O-Inicio-3-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-O-Inicio-3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-O-Inicio-3-610x406.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-O-Inicio-3-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-O-Inicio-3-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-O-Inicio-3.jpg 1199w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16038" class="wp-caption-text">Daeg Faerch e Hanna Hall em cena de &#8220;Halloween: O Início&#8221; (2007)</figcaption></figure>
<h3><strong>A trilogia do fim</strong></h3>
<p>Outro resultado do efeito Zombie foi o tempo que precisou ficar afastado da franquia. Desde o lançamento em 1978, o público nunca ficou tantos anos sem um novo capítulo da história da Figura. O nome Michael Myers ficou longe das telas de cinema por 9 anos até que, em outubro de 2018, Green e McBride trouxeram o Bicho-Papão de volta para uma última rodada de sustos. <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-halloween/"><em><strong>Halloween</strong></em></a> (2018) marcou o começo do que parecia ser uma próspera e marcante jornada na história da franquia.</p>
<p>A quinta e última linha cronológica também contém quatro produções e é a mais atual, tendo <em><strong>Halloween: A Noite do Terror</strong></em> como seu pontapé inicial. No entanto, assim como fez <strong><em>Halloween H20</em></strong>, a versão de 2018 também funciona como um <em>requel</em>, ignorando todas as produções que aconteceram de 1981 a 2009. Assim, Green e McBride construíram sua trilogia de aniversário (que foi iniciada 40 anos depois do primeiro filme) a partir de uma narrativa de traumas e reminiscências deixadas por essas feridas do passado.</p>
<p>Ainda que <strong><em>Halloween Kills</em></strong> e <strong><em>Halloween Ends</em></strong> sejam criticados por parte da crítica e dos fãs, eles fazem parte da melhor renovação e expansão já feita para a franquia. A nova trilogia consegue absorver a atmosfera do que foi o longa de Carpenter e tenta levar essa aura consigo até o final. Mesmo com alguns percalços narrativos &#8211; em especial com uma extensão da história maior do que talvez ela suportasse &#8211; o trabalho de David Gordon Green e Danny McBride leva o espectador ao momento mais aguardado nesses 44 anos que é a conclusão do embate entre o bem e o mal.</p>
<p>Com direito a uma cena de luta cheia de emoção e tensão, a conclusão da história da dupla Laurie e Michael é satisfatória e deixará saudade nos fãs. É inevitável lembrar de algumas escolhas ainda nubladas de <strong><em>Halloween Ends</em></strong>, mas os desdobramentos de <strong><em>Halloween Kills</em></strong> já soam mais coerentes do que quando foram lançados. Talvez essa trilogia precise de mais tempo para ser abraçada &#8211; ainda que com seus deslizes. No entanto, a pergunta que ressoa é: por quanto tempo deixarão a Figura morta e enterrada? Talvez a jornada de terror de Michael Myers não tenha tido seu fim definitivo, mas só o tempo &#8211; e os desejos financeiros de Hollywood &#8211; dirá.</p>
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		<title>Especial: Franquia Halloween</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Oct 2018 16:21:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Tudo começou no dia 25 de outubro de 1978. Desde essa fatídica quarta-feira, há quase quarenta anos, o mundo passou a conhecer a verdadeira face do mal. O serial killer Michael Myers – também conhecido como Bicho-papão (Bogeyman) ou The Shape (a Forma) – inaugurou uma nova era do terror. A violência humana mostrada em sua essência mais sangrenta e selvagem passou a ser o foco principal de discussão de diversos longas-metragens desde a estreia do Bicho-papão nas telonas. Apesar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Tudo começou no dia 25 de outubro de 1978. Desde essa fatídica quarta-feira, há quase quarenta anos, o mundo passou a conhecer a verdadeira face do mal. O serial killer Michael Myers – também conhecido como Bicho-papão (<em>Bogeyman</em>) ou <em>The Shape</em> (a Forma) – inaugurou uma nova era do terror. A violência humana mostrada em sua essência mais sangrenta e selvagem passou a ser o foco principal de discussão de diversos longas-metragens desde a estreia do Bicho-papão nas telonas.</p>
<p>Apesar de Norman Bates (<em>Psicose</em>, de 1960) ter sido o embaixador da nova perspectiva sobre os psicopatas das películas, Michael pode ser considerado o desbravador desse mundo. O universo psicológico dos assassinos nos filmes de terror se tornou uma vertente muito forte nas últimas quatro décadas &#8211; com os longas antagonizados por Jason Vooheers e Hannibal Lecter, por exemplo. A profundidade e incompreensão da maldade de cada um desses vilões é um dos fatores que mais fascinam o público. Halloween se mostrou uma das franquias mais rentáveis nesse sentido. A exploração da falta de humanidade de <em>The Shape</em> se tornou a mina de ouro das produtoras, fazendo dessa franquia a quarta maior arrecadação de terror nos EUA.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9497" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/halloween-4.png" alt="especial halloween" width="610" height="348" /></p>
<h4>A era da violência</h4>
<p>Michael Myers é a mais pura expressão da violência existente no ser humano. Uma mistura de cognição infantil – onde ele não difere o que são ações socialmente aceitáveis – com o homem em estado de natureza, matando e lutando pelo simples instinto animal que existe nele. Michael esconde todas essas características intrínsecas a sua maldade assustadora por trás do vazio que ele personifica. Um vazio que é representado desde a escuridão dos olhos na máscara usada por ele até a própria tentativa de compreensão dos atos monstruosos dele, feita pelo dr. Sam Loomis (Donald Pleasence). O estudo da mente desse assassino é uma tecla batida e rebatida mil vezes durante os 10 filmes da franquia, normalmente personificada pela figura emblemática que é a personagem de Donald. E um dos fatores que move essa série de filmes é a falta de explicação para a maldade que existe em Michael a qual o motiva a cometer tantas atrocidades.</p>
<p>Graças a mitológica figura que Myers se tornou, a franquia pôde sobreviver durante anos – mesmo que através de uma condução precária – com um total de 10 filmes sobre <em>The Shape</em> e 1 que aborda apenas a temática do dia das bruxas (<em>Halloween III</em>, de 1982). Assim foi construído a saga slasher sobre um dos assassinos mais notáveis desse universo. A dificuldade em manter a qualidade de uma franquia durante tantos filmes é evidente – em especial com mudanças constantes de direção, produção e roteiro. Tais trocas afetaram diretamente nas produções, o que acarretou em algumas películas confusas, forçadas e até malfeitas.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9496" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/MV5BYzA3OWI2MGQtODYyZS00NDUwLWFlZGItMGY5MzA4YzYyNDY3XkEyXkFqcGdeQXVyNzg3Mzk0Nw@@._V1_.jpg" alt="especial halloween" width="610" height="348" /></p>
<h4>Os pontos fora da curva</h4>
<p>Devido as questões distintas de produção, é possível escalonar os longas da franquia entre os melhores e piores. O critério qualitativo aplicado nessa situação é estranhamente objetivo. Dentre as tantas obras que abordam a perversidade de Michael Myers, <em>Halloween 6 &#8211; A Última Vingança</em> (1995) e <em>Halloween &#8211; Ressurreição</em> (2002) são as mais fora de órbita possível. Elas se igualariam em defeitos e insanidades criativas a <em>Jason X</em> (2001), onde o assassino de Crystal Lake vai para o espaço. Nessa linha de extrapolações negativas, logo vem as histórias com a suposta filha de Laurie Strode, interpretada por Danielle Harris, <em>Halloween 4 &#8211; O Retorno de Michael Myers</em> (1988) e <em>Halloween 5 &#8211; A Vingança de Michael Myers</em> (1989), que foram pontas soltas criadas apenas para explicar o retorno do <em>Bogeyman</em> e de suas ações sanguinárias. Dessa forma, esses quatro longas-metragens seriam os piores produtos criados como sequências para os eventos iniciados por John Carpenter em 1978.</p>
<p>Entre 2007 e 2009 surgiram um remake e a sua sequência. O músico, diretor e roteirista Rob Zombie deu vida a essa nova visão da história de Michael. Com muita violência gráfica e um toque meio sobrenatural, Zombie repaginou a narrativa de uma maneira confusa e completamente fora de contexto. Quando se pensa em <em>Halloween</em> (2007) dentro da mitologia criada por Carpenter, o filme segue uma estrada fatídica para o fracasso. Ao pensar nele como um filme <em>slasher</em> isolado, a nova perspectiva dada pelo diretor é até interessante, mas a sua continuação, <em>Halloween II</em> (2009), não agrada por se perder dentro do seu próprio universo ao adicionar excessivamente elementos extra narrativos – a exemplo das bizarras aparições da mãe de Michael como justificativa para o seu instinto assassino.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9495" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/halloween-h20.jpg" alt="especial halloween" width="610" height="348" /></p>
<h4>Uma luz na escuridão de roteiros</h4>
<p>Em meio a toda essa barbárie feita com os roteiros sobre o terror do halloween, eis que existem três películas as quais valem a pena. <em>Halloween</em> (1978) é, sem sombra de dúvidas, o melhor resultado da franquia, tanto que ela é a justificativa para existirem todas as continuações (boas e ruins). Em seguida existem duas produções que foram bem construídas. <em>Halloween II</em> (1981) e <em>Halloween H20: Vinte Anos Depois</em> (1998) conseguiram, apesar de não serem igualmente inovadoras quanto o original, cumprir o seu papel dentro do universo da melhor maneira possível. E, em paralelo a toda essa narrativa, existe <em>Halloween III &#8211; A Noite das Bruxas</em> (1982) que, mesmo fazendo parte da franquia, seus acontecimentos são isolados e nada interferem ou se relacionam com as outras produções.</p>
<p>Em 2018, quarenta anos após o início de toda essa trajetória, a produtora de terror Blumhouse lança, em parceria com a Miramax, um filme que é denominado como um novo caminho para o <em>Bogeyman</em>. A ideia do longa é ignorar completamente todas as continuações e versões criadas após 1978 e ter como sequência o novo lançamento. <em>Halloween</em> (2018) é uma continuação da história criada por John Carpenter e Debra Hill cujo objetivo é retomar o sentimento de medo e horror que é parte fundamental da narrativa original. Com a volta da <em>scream quee</em>n, Jamie Lee Curtis, para o seu papel de Laurie Strode (a sobrevivente do filme de 1978), de Nick Castle (o primeiro a interpretar Michael Myers) e de John Carpenter a frente da trilha sonora; o longa retoma a essência fundamental do horror orquestrada por Myers e entrega ao público a melhor sequência já feita de <em>The Shape</em>. A estreia desse novo capítulo aconteceu primeiro nos EUA. Na sexta-feira passada (19), o público americano pôde revisitar esse pesadelo onde Michael Myers é o verdadeiro mestre. Coincidentemente, os fãs brasileiros poderão conferir o resultado da nova produção da Blumhouse na quinta-feira, dia 25 de outubro de 2018, data de comemoração dos 40 anos de lançamento do primeiro filme.</p>
<p>Halloween foi um divisor de águas indiscutível para o subgênero <em>slasher</em> e, consequentemente, para o horror. A obra-prima do medo dirigida e co-escrita por Carpenter (ao lado da sua parceira de longa data, Debra Hill) mudou o cinema de gênero. Ela ressignificou as imagens do terror nas telonas. O imaginário popular transformou-se após a primeira exibição dessa película e desde então não há como ver essa franquia senão como um dos maiores legados de terror da modernidade. Até mesmo a própria concepção do mal passou a ter nome, sobrenome e uma Forma aterrorizante.</p>
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		<title>Franquia Shrek vai ganhar quinto filme</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Aug 2015 20:25:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os fãs saudosos de Shrek já podem comemorar à vontade! O CEO da DreamWorks, Jeffrey Katzenberg, confirmou que a franquia vai ganhar o quinto filme. “Deixamos esses personagens descansarem por um certo tempo, mas pode ter certeza que teremos mais um filme. Essa história ainda tem mais um capítulo a ser contado. Shrek tem mais uma história a contar”, afirmou em entrevista à Fox Business. Desde o começo, os estúdios tinham a intenção de fazer cinco filmes. Mas a baixa [&#8230;]</p>
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<p>Os fãs saudosos de Shrek já podem comemorar à vontade! O CEO da DreamWorks, Jeffrey Katzenberg, confirmou que a franquia vai ganhar o quinto filme.</p>
<p>“Deixamos esses personagens descansarem por um certo tempo, mas pode ter certeza que teremos mais um filme. Essa história ainda tem mais um capítulo a ser contado. Shrek tem mais uma história a contar”, afirmou em entrevista à Fox Business.</p>
<p>Desde o começo, os estúdios tinham a intenção de fazer cinco filmes. Mas a baixa arrecadação de bilheteria no terceiro e quarto filme fizeram com que a DreamWorks preferisse dar uma pausa na franquia. Além disso, o ator Eddie Murphy, que dá a voz ao Burrinho, disse também que não queria seguir na dublagem, o que acarretaria um problema.</p>
<p>Jeffrey não confirmou, no entanto, quando isso acontecerá.</p>
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