<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Ethan Hawke - Coisa de Cinéfilo</title>
	<atom:link href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/ethan-hawke/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/ethan-hawke/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 22 Jan 2026 13:03:57 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cropped-favicon3-5-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Ethan Hawke - Coisa de Cinéfilo</title>
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/ethan-hawke/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Crítica Telefone Preto 2</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-telefone-preto-2/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-telefone-preto-2/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Oct 2025 11:22:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Estreias]]></category>
		<category><![CDATA[Anna Lore]]></category>
		<category><![CDATA[Arianna Rivas]]></category>
		<category><![CDATA[Black Phone 2]]></category>
		<category><![CDATA[Blumhouse Productions]]></category>
		<category><![CDATA[C. Robert Cargill]]></category>
		<category><![CDATA[Demián Bichir]]></category>
		<category><![CDATA[Ethan Hawke]]></category>
		<category><![CDATA[Filme de Terror]]></category>
		<category><![CDATA[Graham Abbey]]></category>
		<category><![CDATA[horror]]></category>
		<category><![CDATA[Jeremy Davies]]></category>
		<category><![CDATA[Madeleine McGraw]]></category>
		<category><![CDATA[Maev Beaty]]></category>
		<category><![CDATA[Mason Thames]]></category>
		<category><![CDATA[Miguel Mora]]></category>
		<category><![CDATA[Scott Derrickson]]></category>
		<category><![CDATA[sequência]]></category>
		<category><![CDATA[Telefone Preto 2]]></category>
		<category><![CDATA[Terror]]></category>
		<category><![CDATA[Universal Pictures]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=20005</guid>

					<description><![CDATA[<p>O anúncio de uma sequência de sucesso para um filme de terror já é algo de praxe para os estúdios atualmente. A atitude, ainda que esperada, levanta alertas para o público sobre a qualidade do que virá na nova produção. No gênero, o histórico não tem o melhor dos precedentes, como M3GAN 2.0, que mesmo não sendo ruim, mudou totalmente sua estrutura e abandona o horror, ou Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado, que é uma sequência-legado [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-telefone-preto-2/">Crítica Telefone Preto 2</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O anúncio de uma sequência de sucesso para um filme de terror já é algo de praxe para os estúdios atualmente. A atitude, ainda que esperada, levanta alertas para o público sobre a qualidade do que virá na nova produção. No gênero, o histórico não tem o melhor dos precedentes, como <em>M3GAN 2.0</em>, que mesmo não sendo ruim, mudou totalmente sua estrutura e abandona o horror, ou <em>Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado</em>, que é uma sequência-legado terrivelmente fraca e narrativamente instável. Nessa lógica, os fãs de horror se preocuparam com o que poderia ser <strong><em>Telefone Preto 2</em></strong>, continuação do sucesso de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-telefone-preto">2021</a>.</p>
<p>Apesar das especulações a partir do marketing do filme e da &#8216;maldição&#8217; das sequências dentro do gênero, o novo filme do diretor Scott Derrickson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-doutor-estranho"><em>Doutor Estranho</em></a>, de 2016, e <em>Entre Montanhas</em>, de 2025) não deixa nada a desejar em comparação ao primeiro. Em sua sequência, o cineasta e co-roteirista escancara as portas do sobrenatural e mergulha de cabeça nessa jornada, se aproximando de uma entidade tão cruel quanto o Freddy Krueger. <strong><em>Telefone Preto 2</em></strong> tem a coragem de se distanciar do suspense investigativo do primeiro longa para focar numa fantasia de horror oitentista.</p>
<p>A narrativa de <strong><em>Telefone Preto 2</em></strong> começa quatro anos após os eventos do primeiro filme. Finney Blake (interpretado por Mason Thames) está tentando lidar com o trauma do seu passado. Tanto as memórias do sequestro quanto o peso de ter matado o Sequestrador (interpretado por Ethan Hawke) ainda mexem com sua cabeça. Enquanto isso, sua irmã Gwen (interpretada por Madeleine McGraw) começa a ter visões de um acampamento com crianças mutiladas. O problema é que os pesadelos dela são visões do novo confronto que eles precisarão ter com o Sequestrador, afinal, morto é só uma palavra.</p>
<p>O roteiro de Derrickson e C. Robert Cargill (<em>A Entidade</em>, de 2012, <em>O Telefone Preto</em>, de 2021) opta por explorar esse outro elemento presente no filme anterior, tornando isso o mote central da trama. A jornada médium das crianças &#8211; agora já adolescentes &#8211; ganha espaço, dando ainda mais desenvolvimento para os personagens, especialmente para Gwen, que ganha mais protagonismo e tempo de tela em <strong><em>Telefone Preto 2</em></strong>. O alcance dos seus poderes psíquicos e o que eles revelam sobre o passado do Sequestrador e de sua família. Ao mesmo tempo, os roteiristas investem ainda mais em trazer o público para dentro de uma época, evocando elementos que te transportam no tempo.</p>
<figure id="attachment_20007" aria-describedby="caption-attachment-20007" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-20007" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Telefone-Preto-2-2-750x500.jpg" alt="Telefone Preto 2 (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Telefone-Preto-2-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Telefone-Preto-2-2-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Telefone-Preto-2-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Telefone-Preto-2-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Telefone-Preto-2-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Telefone-Preto-2-2-1400x934.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Telefone-Preto-2-2.jpg 1612w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20007" class="wp-caption-text">Mason Thames e Madeleine McGraw em cena de &#8216;Telefone Preto 2 (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Ainda que a história foque mais na personagem de McGraw (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-familia-mitchell-e-a-revolta-das-maquinas"><em>A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas</em></a>, de 2021), Hawke (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-mundo-depois-de-nos-netflix"><em>O Mundo Depois de Nós</em></a>, de 2023) e Mason Thames (<em>Como Treinar Seu Dragão</em>, de 2025) continuam a ter bons momentos em tela, mostrando o alcance de suas interpretações e o patamar de desenvolvimento no qual seus personagens chegaram. Igualmente, o roteiro permite alguns momentos interessantes de Armando, o supervisor do acampamento (interpretado por Demián Bichir), mostrando que Derrickson e Cargill conhecem os meandros da história que criaram e sabiam para onde queriam seguir em <strong><em>Telefone Preto 2</em></strong>.</p>
<p>Apesar de acertarem em muitos pontos, como no investimento do horror fantástico e sobrenatural, na expansão do passado do Sequestrador e da família Blake, o roteiro desliza no pouco desenvolvimento do pai de Finney e Gwen, interpretado por Jeremy Davies. Como já mostrado em seu antecessor, Davies é capaz de diferentes nuances em sua interpretação e, diante dos eventos assombrosos sobre seu passado e vivido por seus filhos, ele merecia um cuidado maior durante <strong><em>Telefone Preto 2</em></strong>.</p>
<p>Outro elemento que vez ou outra acaba pesando é o uso da estética de fita VHS. Assim como no primeiro filme, <strong><em>Telefone Preto 2</em></strong> continua a usar a textura de VHS para separar o que é sonho/visões do que acontece quando se está acordado. Mesmo que seja um recurso interessante e visualmente apelativo, ele é excessivamente usado ao longo do filme, o que acaba cansando um pouco o espectador. Existe, é claro, uma coerência estética nesse uso, uma vez que a sequência é um filme repleto de sonhos e visões, mas uma saída para equilibrar esse uso e não cansar o recurso teria sido interessante.</p>
<p>No fim das contas, <strong><em>Telefone Preto 2</em></strong> é uma sequência que vale a pena pelo seu esforço em se manter coerente com o que veio antes, sem perder a oportunidade de investir em algum outro elemento. A escolha de mergulhar no sobrenatural pode desagradar alguns, mas ela é uma decisão que se prova intrigante para a proposta da nova história de Derrickson e Cargill. Assim, o longa é um prato cheio para os fãs de histórias de horror fantástico oitentistas, repleto de elementos que te fazem mergulhar naquela atmosfera de cabeça.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Scott Derrickson</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Mason Thames, Madeleine McGraw, Ethan Hawke, Jeremy Davies, Demián Bichir, Miguel Mora, Anna Lore, Arianna Rivas, Graham Abbey e Maev Beaty</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/4FTqSFaKyjs?si=o_36J4hGex9UwoYY" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-telefone-preto-2/">Crítica Telefone Preto 2</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-telefone-preto-2/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: O Mundo Depois de Nós (Netflix)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-mundo-depois-de-nos-netflix/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-mundo-depois-de-nos-netflix/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Dec 2023 21:37:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Ethan Hawke]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Julia Roberts]]></category>
		<category><![CDATA[Mahershala Ali]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[O Mundo Depois de Nós]]></category>
		<category><![CDATA[Sam Esmail]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=17561</guid>

					<description><![CDATA[<p>O desconhecido! Talvez “ele” seja aquilo que mais perturba o ser humano. O oceano profundo, os céus longínquos, a imensidão do mundo digital…São diversas as possibilidades angustiantes que a sociedade pode encontrar caso pare para pensar em sua existência. Todavia, há também uma espécie de segurança (ilusória) de que existem aqueles que cuidam da proteção da população. Obviamente que as certezas são, infelizmente, para os privilegiados, em todos os seus graus e potencialidades de privilégios. E é assim que, em [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-mundo-depois-de-nos-netflix/">Crítica: O Mundo Depois de Nós (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;">O desconhecido! Talvez “ele” seja aquilo que mais perturba o ser humano. O oceano profundo, os céus longínquos, a imensidão do mundo digital…São diversas as possibilidades angustiantes que a sociedade pode encontrar caso pare para pensar em sua existência.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Todavia, há também uma espécie de segurança (ilusória) de que existem aqueles que cuidam da proteção da população. Obviamente que as certezas são, infelizmente, para os privilegiados, em todos os seus graus e potencialidades de privilégios.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">E é assim que, em <strong><em>O Mundo Depois de Nós</em></strong>, o público acompanha a jornada de alguns desses que possuem certo privilégio, principalmente em termos de classe, mas também de raça e gênero. </span>E toda a narrativa se inicia da forma mais privilegiada possível. Afinal, quem tira férias repentinamente, só porque sentiu vontade, se não contar com uma vida minimamente avantajada, não é mesmo?</p>
<p style="font-weight: 400;">Inclusive, é desta maneira que a família central do novo longa-metragem de Sam Esmail (Mr. Robot) ganha o direito de sobreviver, porque eles têm a possibilidade de sair da cidade grande e repousar na hora que querem. Ao lado deles, também acompanha-se um pai e uma filha, donos da casa alugada.</p>
<p style="font-weight: 400;">A dupla também se salva do perigo que chegará dentro da trama, justamente por possuir recursos financeiros para serem proprietários de uma residência enorme, com piscina, em um local mais sossegado. Neste sentido, dentro deste contexto, a direção e o roteiro de Esmail (que escreveu ao lado de Rumaam Alam) acerta ao entregar o caos progressivamente, ainda que de forma intensa.</p>
<p style="font-weight: 400;">A suposta proteção e racionalidade das classes média e alta são abaladas pelos infortúnios repentinos, extremos e absurdos, tornando a sessão um tanto prazerosa. Porque aqui, assim como em muitas distopias, as regras precisam ser quebradas e uma espécie de novo sistema estabelecido, estilhaçando o que havia de benefícios no passado.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">No entanto, nesta obra há um caminho um tanto distinto, porque a nova ordem nunca é exatamente alcançada. Não existem líderes, respostas, explicações, são dúvidas em cima de dúvidas, permeadas pelo medo das personagens da morte iminente e de um ataque que pode ou não chegar. Por isso que o filme funciona, mesmo que em partes, em manter o espectador curioso.</span></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17569" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image-3.png" alt="O Mundo Depois de Nós" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image-3.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image-3-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image-3-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image-3-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo, existe um cansaço provocado pela mesma estratégia que imprime qualidade para a produção. A atmosfera de fim do mundo passa a se repetir, a partir do segundo ato, juntamente com os traços das personalidades das personagens. Truncadas, elas não se desenvolvem na mesma medida que a ambientação provoca.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Ainda que seja intencional, é necessário criar empatia ou suspeita em cima de figuras ficcionais para que o enlace com uma ficção seja completo. </span><span style="font-weight: 400;">Em um dado momento, o público pode se perguntar o porquê de ainda estar assistindo aquela história e até mesmo parar antes do seu final.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Esta crítica que vos escreve alerta, porém, que o desfecho é a cereja do bolo de<em> <strong>O Mundo Depois de Nós</strong></em>, porque amarra com cinismo e fluxo contínuo o que é trazido como argumentação central. Ninguém sabe ou tem controle de nada neste planeta e é quase falsa a ideia de poder. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">O privilégio compra saídas, mas até mesmo ele tem limites, quando se é arrogante demais para achar que dinheiro e network são apenas o suficiente. Por que não ver o final da décima temporada de Friends então? Se o enredo parece rodar em círculos eternos é por um motivo: a sobrevivência e a existência não andam em uma linha reta. Em um longa tão multifacetado e estilhaçado, mas coeso, é difícil não reproduzir uma crítica semelhante a ele. </span></p>
<p>Mas, para ajudar o leitor a decidir se vale a pena ou não assistir esta narrativa quase insana, a dica seria sim, veja! Talvez, quem embarcar na sessão se irrite, se frustre, se canse, se questione sobre o que está fazendo com sua vida e seu tempo…</p>
<p>Sim, parece sacal dizer isso, mas na hora que o consumidor chegar na minha última pergunta, Esmail terá concluído seu objetivo. <span style="font-weight: 400;"><strong><em>O Mundo Depois de Nós </em></strong></span><span style="font-weight: 400;">não é um filme irretocável ou até mesmo excelente ou bom. Ele passa na média, ali, raspando. A suspensão se esvai quando os mesmos truques são usados (os cervos ou o som estridente, por exemplo). A repetição de situações e a ausência de encaminhamento para as situações deixam uma sensação de tédio. Contudo, com um elenco afinado e de peso (Julia Roberts, Mahershala Ali, Ethan Hawke etc) e uma premissa curiosa e provocativa, a projeção se faz digna e justa. Poderia ser melhor, mas talvez ela seja como os seres humanos, estressantes, errantes, mesmo que com boas intenções…</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Sam Esmail</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Julia Roberts, Mahershala Ali, Ethan Hawke</span></p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/X6UBHGb0OA0?si=ER-dqtY_EGEtwyta" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-mundo-depois-de-nos-netflix/">Crítica: O Mundo Depois de Nós (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-mundo-depois-de-nos-netflix/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Glass Onion: Um Mistério Knives Out (Netflix)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-glass-onion-um-misterio-knives-out-netflix/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-glass-onion-um-misterio-knives-out-netflix/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Dec 2022 13:44:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Craig]]></category>
		<category><![CDATA[Dave Bautista]]></category>
		<category><![CDATA[Edward Norton]]></category>
		<category><![CDATA[Estreias]]></category>
		<category><![CDATA[Ethan Hawke]]></category>
		<category><![CDATA[Glass onion]]></category>
		<category><![CDATA[Janelle Monáe]]></category>
		<category><![CDATA[Jessica Henwick]]></category>
		<category><![CDATA[Kate Hudson]]></category>
		<category><![CDATA[Kathryn Hahn]]></category>
		<category><![CDATA[Knives out]]></category>
		<category><![CDATA[Leslie Odom Jr]]></category>
		<category><![CDATA[Rian Johnson]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=16208</guid>

					<description><![CDATA[<p>Há todo um cenário específico e encaminhamentos já muito conhecidos quando o assunto são filmes de detetive. Um crime acontece, geralmente um assassinato, e somente um investigador é capaz de desvendá-lo. A criação de atmosfera e os clichês do subgênero foram, inclusive, pautados em outro longa-metragem recentemente. Em Veja Como Eles Correm toda esta lógica comportamental do protagonista, que desvenda o mistério utilizado de métodos não convencionais e que está cercado de pessoas de índole duvidosa são apontados, mostrando como [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-glass-onion-um-misterio-knives-out-netflix/">Crítica: Glass Onion: Um Mistério Knives Out (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Há todo um cenário específico e encaminhamentos já muito conhecidos quando o assunto são filmes de detetive. Um crime acontece, geralmente um assassinato, e somente um investigador é capaz de desvendá-lo. A criação de atmosfera e os clichês do subgênero foram, inclusive, pautados em outro longa-metragem recentemente. Em <em>Veja Como Eles Correm</em> toda esta lógica comportamental do protagonista, que desvenda o mistério utilizado de métodos não convencionais e que está cercado de pessoas de índole duvidosa são apontados, mostrando como todas estas repetições podem ser subvertidas ou repetidas, para criar um jogo de suspensão com o espectador. </span><span style="font-weight: 400;">No entanto, <em><strong>Glass Onion: Um Mistério Knives Out</strong></em> vai um pouco além e se utiliza da forma para potencializar o seu plot twist. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro ato inteiro do longa segue a fórmula da produção que traz um caso de crime. Além dos elementos citados no parágrafo anterior, aqui, ainda há o fator “personagens reunidas em um espaço fechado para alguma ocasião especial”. Por criar todo um encaminhamento semelhante ao que já foi bastante realizado, até a virada da trama, a sessão pode ser um tanto entediante. </span><span style="font-weight: 400;">Mas, vale a pena esperar a reviravolta, porque, depois que ela acontece, a história começa a ficar instigante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do fato de que o criminoso já ser óbvio, desde a primeira cena que ele aparece, descobrir os segredos de cada personagem e acompanhar a investigação feita por Benoit (Daniel Craig, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-007-sem-tempo-para-morrer/"><em>007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer</em></a>) e Helen (Janelle Monáe, <em>Harriet</em>) é empolgante. Isto porque a dinâmica entre os atores funciona. A dupla joga em cena, deixando espaços para que os diálogos de <em><strong>Glass Onion: Um Mistério Knives Out </strong></em>crescem a cada frase trocada entre ele. </span><span style="font-weight: 400;">Inclusive, este talvez seja o papel mais expressivo de Craig, que conseguiu imprimir sentimentos no seu rosto e colorir o texto com intenções que ajuda a construir Benoit como este investigador atento, mas também como um homem que cria um laço empático com as pessoas que o cercam.</span></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16220" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/img1.jpg" alt="Glass Onion: Um Mistério Knives Out" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/img1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/img1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/img1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/img1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o texto contribui para uma combinação positiva entre elaborar complexidades e background das personagens, com a conexão dos fatos que ligam o assassino ao crime cometido. </span><span style="font-weight: 400;">Por fim, é possível também falar sobre a direção de Rian Johnson. O realizador que comandou o fatídico episódio da mosca, na série <em>Breaking Bad</em>, carrega consigo o talento de olhar para os detalhes e saber o momento de se segurar ou quando ser mais explícito no encaminhamento de criatividade dentro da sua decupagem. Um exemplo é toda a sequência entre Benoit e Helen, quando os dois estão sentados na mesa, falando sobre o passado dos amigos de sua irmã. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui, o esperado poderia ser ver um plano/contraplano, com a câmera parada, mas Johnson cria uma dinâmica &#8211; que causa até certo estranhamento-, na qual é possível sentir a aflição de Helen, através do uso da pan horizontal. Este é apenas um exemplo, mas durante toda projeção é possível perceber o esforço de Johnson em se manter discreto para que crie alguma sensação mais intensa quando o efeito seja inserido. Isto mostra o quão ele estava consciente do que a narrativa precisava. </span><span style="font-weight: 400;">Desta maneira, no geral, <strong><em>Glass Onion: Um Mistério Knives Out</em></strong> tem um resultado positivo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todavia, o seu começo arrastado e morno faz com que a exibição não alcance um resultado tão bom quanto poderia. Além disso, o restante do elenco &#8211; como Kate Hudson (<em>O Maior Amor do Mundo</em>), Kathryn Hahn (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-no-aranhaverso/"><em>Homem-Aranha no Aranhaverso</em></a>) e Edward Norton (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-beleza-oculta/"><em>Beleza Oculta</em></a>) &#8211; se seguram muito nos arquétipos que suas personagens carregam. Neste primeiro ato insosso, esta estratégia funciona, mas, quando o enredo avança e se aprofunda, os intérpretes não acompanham, com exceção de Daniel e Janelle. O que vale, na verdade, é que, no final das contas, há toda uma diversão que o filme proporciona, mesmo com alguns tropeços.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Rian Johnson</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Daniel Craig, Janelle Monáe, Kate Hudson, Kathryn Hahn, Edward Norton, Leslie Odom Jr., Jessica Henwick, Jessica Henwick, Dave Bautista, Ethan Hawke</span></p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/CKia57bMc88" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-glass-onion-um-misterio-knives-out-netflix/">Crítica: Glass Onion: Um Mistério Knives Out (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-glass-onion-um-misterio-knives-out-netflix/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: O Telefone Preto</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-telefone-preto/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-telefone-preto/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Jul 2022 23:42:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Banks Repeta]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[E. Roger Mitchell]]></category>
		<category><![CDATA[Ethan Hawke]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[James Ransone]]></category>
		<category><![CDATA[Jeremy Davies]]></category>
		<category><![CDATA[Madeleine McGraw]]></category>
		<category><![CDATA[Mason Thames]]></category>
		<category><![CDATA[Mike Bailey]]></category>
		<category><![CDATA[O Telefone Preto]]></category>
		<category><![CDATA[Scott Derrickson]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=15717</guid>

					<description><![CDATA[<p>No horror, o diretor e roteirista Scott Derrickson coleciona alguns fãs por seu trabalho em filmes como O Exorcismo de Emily Rose (2005) e A Entidade (2012), uma fama que lhe valeu o convite da Marvel para dirigir Doutor Estranho (2016) e aplicar alguns elementos do gênero na história protagonizada pelo herói psicodélico interpretado por Benedict Cumberbatch. Particularmente, acho a fama em cima do cineasta um pouco exagerada, algo que se potencializou depois da incursão na Marvel, mas deixamos nossas [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-telefone-preto/">Crítica: O Telefone Preto</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No horror, o diretor e roteirista Scott Derrickson coleciona alguns fãs por seu trabalho em filmes como O Exorcismo de Emily Rose (2005) e A Entidade (2012), uma fama que lhe valeu o convite da Marvel para dirigir <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-doutor-estranho/"><em>Doutor Estranho</em></a> (2016) e aplicar alguns elementos do gênero na história protagonizada pelo herói psicodélico interpretado por Benedict Cumberbatch. Particularmente, acho a fama em cima do cineasta um pouco exagerada, algo que se potencializou depois da incursão na Marvel, mas deixamos nossas desconfianças de lado e assistimos <em><strong>O Telefone Preto</strong></em>, seu mais recente filme, sem preconceitos, certo?</p>
<p>Infelizmente, o filme repete algumas más impressões de suas obras anteriores, Derrickson continua oferecendo muito pouco se pensarmos na sua fama, com uma direção cansativa, pálida e de pouca energia. No entanto, aqui, ele tem um grande trunfo para driblar esse esquema, a escalação das crianças que protagonizam essa história.</p>
<p><em><strong>O Telefone Preto</strong></em> é baseado em um conto de Joe Hill e narra a história de uma série de crianças sequestradas e mortas por um assassino serial mascarado interpretado por Ethan Hawke (<em>Juliet, Nua e Cru</em>a). O garoto Finney é uma das recentes vítimas do criminoso e passa a ter contato com as crianças assassinadas por ele através de um telefone preto alojado no seu cativeiro. A partir de algumas orientações dadas pelas vítimas anteriores do assassino, Finney começa a traçar algumas estratégias para sair do local com vida.</p>
<p>Sobre o elenco infantil de <strong><em>O Telefone Preto</em></strong>, não há uma só presença descartável em todo o longa, todos demonstram uma maturidade impressionante na construção de suas personagens e na oferta de nuances para cada uma delas. O protagonista Mason Thames oscila momentos de medo com movimentos de heroísmo com muita naturalidade, ao passo que Madeleine McGraw tem, provavelmente, o melhor desempenho de todo o filme na pele da carismática Gwen, irmã de Finney que tem algumas visões em seus sonhos. Ambos são vítimas de um pai violento e encontram um no outro o suporte para passar pelos percalços da infância. Esta relação é o foco do filme e é muito bem sustentada pelo desempenho desses jovens atores, seja quando eles compartilham uma cena, seja nos momentos em que estão separados.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15723" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/o_telefone_preto___-953409.jpg" alt="O Telefone Preto" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/o_telefone_preto___-953409.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/o_telefone_preto___-953409-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/o_telefone_preto___-953409-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/o_telefone_preto___-953409-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Também temos que destacar a presença de Miguel Cazarez Mora, o amigo latino do protagonista que cria mecanismos eficientes para driblar o bullying na escola. Todos estão tão bem que não deixam espaço nem mesmo para o veterano Ethan Hawke encarnando um tipo que normalmente atrai destaque para qualquer intérprete, um maníaco assassino de crianças. Hawke não está mal, mas é visivelmente ofuscado por seus colegas menos experientes na tela. É uma escolha até interessante de Derrickson deixar esse vilão em segundo plano, não oferecer qualquer vestígio de humanização ou de simpatia do público por ele (o clássico vilão carismático) para concentrar seus esforços na personalidade dos seus protagonistas mais jovens.</p>
<p>No entanto, ainda que considere <strong><em>O Telefone Preto</em> </strong>o melhor filme da carreira de Derrickson até aqui, o longa, como era de se esperar na trajetória do cineasta, apresenta uma certa falta de ritmo. O filme tem ótimos momentos e garante a atenção do espectador sobretudo quando gradualmente apresenta seu elenco infantil, intercalando esses momentos com as investidas do serial killer de Hawke. Quando o garoto Finney é sequestrado pelo vilão do longa, a história demora para recobrar algum ritmo, sendo um pouco monótono acompanhar as investidas do menino para sair do cativeiro, uma ação extremamente cíclica na história. Ele tenta fugir e é brecado pelo vilão.</p>
<p>Em todo caso, é sensível como em <strong><em>O Telefone Preto</em></strong>, Derrickson consegue ganhar bastante quando reduz o escopo da sua história, fazendo do longa a jornada dos irmãos Finney e Gwen. Portanto, temos um filme que, no saldo, sai melhor do que o resultado regular da carreira do diretor, mas que ainda está longe de justificar tamanho frenesi em torno do seu nome.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Scott Derrickson</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Mason Thames, Madeleine McGraw, Ethan Hawke, Jeremy Davies, E. Roger Mitchell, James Ransone, Banks Repeta, Mike Bailey</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/URtacEpb_sA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-telefone-preto/">Crítica: O Telefone Preto</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-telefone-preto/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: O Homem do Norte</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-homem-do-norte/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-homem-do-norte/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 May 2022 15:24:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Alexander Skarsgård]]></category>
		<category><![CDATA[Anya Taylor-Joy]]></category>
		<category><![CDATA[Björk]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Claes Bang]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Ethan Hawke]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Gustav Lindh]]></category>
		<category><![CDATA[Nicole Kidman]]></category>
		<category><![CDATA[O Homem do Norte]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Eggers]]></category>
		<category><![CDATA[Willem Dafoe]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=15501</guid>

					<description><![CDATA[<p>Robert Eggers é um dos cineastas mais cultuados pela atual geração de fãs do cinema de horror. O diretor de A Bruxa e O Farol faz sua primeira grande concessão à indústria com O Homem do Norte. Eggers é cria da A24, a mais renomada casa do cinema independente na atualidade, e construiu sua fama como um dos principais nomes do horror contemporâneo com filmes de baixo orçamento e apurado senso artístico. Em O Homem do Norte, o cineasta sai [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-homem-do-norte/">Crítica: O Homem do Norte</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Robert Eggers é um dos cineastas mais cultuados pela atual geração de fãs do cinema de horror. O diretor de A Bruxa e O Farol faz sua primeira grande concessão à indústria com <em><strong>O Homem do Norte</strong></em>. Eggers é cria da A24, a mais renomada casa do cinema independente na atualidade, e construiu sua fama como um dos principais nomes do horror contemporâneo com filmes de baixo orçamento e apurado senso artístico. Em <em><strong>O Homem do Norte</strong></em>, o cineasta sai da A24 e concebe com a Focus Features, subsidiária da Universal Studios, um épico viking com um orçamento de cerca de US$ 60 milhões cuja história teria inspirado William Shakespeare a escrever Hamlet, peça sobre um príncipe que retorna para o seu reino para vingar a morte do pai, assassinado brutalmente pelo seu próprio tio.</p>
<p>O mais incrível desta primeira incursão de Eggers por um &#8220;cinema de estúdio&#8221; é que ele consegue encontrar um equilíbrio interessante entre oferecer um filme mais palatável para o grande público com aspiração para o clássico, algo que A Bruxa e O Farol não foram (se é que podemos classificar <em><strong>O Homem do Norte</strong></em> como um filme agradável para uma audiência média), mas que não perde em momento algum a sua autenticidade. Na tela, é inegável que o longa possui os vestígios da assinatura do seu cineasta. Isso contraria os boatos de que o estúdio tinha interferido bastante em O Homem do Norte a ponto de incomodar o próprio cineasta, que, dizem, parece não estar mais interessado nesse tipo de experiência. Se foi como dizem, isso não é sentido na tela, o épico viking do diretor é uma obra bem consistente.</p>
<p><em><strong>O Homem do Norte</strong></em> é inegavelmente &#8220;cria&#8221; de Eggers com toda a sua ação bruta, ríspida, crua e violenta. A violência é gráfica e o cineasta enche o filme de vestígios da brutalidade dos ritos dos guerreiros vikings com imagens que causam repulsa tal qual alguns dos mais emblemáticos momentos de A Bruxa e O Farol. O diretor ainda consegue trazer para o seu épico uma atmosfera fria (não só pelo clima) e até suas inclinações para o folk horror, com a presença determinante de bruxas, uma encarnada por Anya Taylor-Joy e outra por Björk, em participação especial que não dura mais que cinco minutos.</p>
<p><em><strong>O Homem do Norte</strong></em> acompanha a saga de Amleth (Alexander Skarsgard), príncipe que testemunha a morte do pai, o rei Aurvandil (Ethan Hawke) pelas mãos do tio Fjölnir (Claes Bang). O ardil parente do príncipe não só assassina o irmão e toma o reino do seu pai, como se torna o novo marido da sua mãe, a rainha Gudrún (Nicole Kidman). Quando adulto, Amleth se infiltra nos domínios da sua família como um escravo e passa a colocar em prática seu plano de vingança com a ajuda de Olga (Anya Taylor-Joy), uma jovem bruxa por quem acaba se apaixonando.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15505" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/99022673-sc-rio-de-janeiro-rj-10-05-2022-filme-o-homem-do-norte-alexander-skarsgard-e-anya-taylor-.jpg" alt="O Homem do Norte" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/99022673-sc-rio-de-janeiro-rj-10-05-2022-filme-o-homem-do-norte-alexander-skarsgard-e-anya-taylor-.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/99022673-sc-rio-de-janeiro-rj-10-05-2022-filme-o-homem-do-norte-alexander-skarsgard-e-anya-taylor--360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/99022673-sc-rio-de-janeiro-rj-10-05-2022-filme-o-homem-do-norte-alexander-skarsgard-e-anya-taylor--610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/99022673-sc-rio-de-janeiro-rj-10-05-2022-filme-o-homem-do-norte-alexander-skarsgard-e-anya-taylor--720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><strong><em>O Homem do Norte</em> </strong>consegue capturar com verossimilhança o seu contexto histórico em elementos plásticos como fotografia, direção de arte e figurino, mas também em toda a preparação que seu elenco teve que se submeter. Os homens do filme são verdadeiras massas brutas, preparados para causar e suportar qualquer ato de violência com objetividade e sem remorso. As mulheres, por sua vez, exibem uma certa melancolia por serem relegadas a segundo plano ao passo que igualmente ganham uma &#8220;casca&#8221; na medida em que criam as suas próprias armas para sobreviver nesse contexto.</p>
<p>O filme é, claro, dominado pela performance dedicada do seu protagonista Alexander Skarsgard. O ator convence o espectador desde o momento em que surge na tela vestido de lobo uivando com olhar obsessivo para o vazio. A performance de Skarsgard de certa forma acaba assumindo o próprio tom do filme, uma narrativa seca repleta de personagens que perderam a humanidade ou estão com ela por um fio. É claro que Skarsgard se preparou fisicamente para o papel, mas, diferente da composição de alguns dos seus colegas para papéis similares &#8211; basta pensarmos nos filmes da Marvel -, o ator não reduz a ideia de transformar o seu protagonista em uma besta humana simplesmente pela aquisição de massa muscular. Alexander Skarsgard trabalha toda a brutalidade do personagem, uma verdadeira muralha em forma de gente, na expressão corporal encurvada e ameaçadora que exibe durante boa parte de <em><strong>O Homem do Norte</strong></em>. Skarsgard consegue traduzir essa brutalidade de Amleth até mesmo na seara afetiva do personagem, já que o protagonista se revela um sujeito com extrema dificuldade de comunicar sentimentos &#8211; algo perfeitamente compreensível dado o background do personagem. Com isso, Amleth tem dificuldade para ceder espaço a emoções mais à flor da pele, mesmo quando parece senti-las, como acontece em diversos momentos nos quais divide a cena com as personagens de Kidman e Taylor-Joy, sua mãe e namorada, respectivamente.</p>
<p>Os demais atores do filme têm grandes momentos (Taylor-Joy, Claes Bang, Ethan Hawke, Willem Dafoe), mas não poderíamos deixar de mencionar a grande oportunidade que Robert Eggers dá a Nicole Kidman de protagonizar a cena de maior impacto de toda a história ao lado de Skarsgard. Durante todo <em><strong>O Homem do Norte</strong></em>, a rainha Gudrún parece ficar em segundo plano nos reinados dos seus maridos (Hawke e Bang), no entanto, é em um monólogo para o filho já adulto que a personagem revela por completo a sua natureza e como é interessante ver a atriz dominar com maestria cada linha daquele texto.</p>
<p>Quem estava com receio de Robert Eggers desvirtuar o cunho autoral do seu cinema com <strong><em>O Homem do Norte</em></strong> pode respirar aliviado por o longa é tão macabro e místico quanto suas obras anteriores. Com um visual caprichado, o filme abusa da violência e oferece cenas de ação que prendem o espectador na poltrona (destaque para o duelo final entre os personagens de Skarsgard e Bang em meio às lavas de um vulcão prestes a entrar em erupção). Ao mesmo tempo, quem tinha um certo receio de se aventurar pelo cinema do cineasta por sua inclinação para o horror e por isso evitou A Bruxa e O Farol, terá nesse longa uma ótima oportunidade para conhecer o trabalho do cineasta.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Robert Eggers</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Alexander Skarsgård, Nicole Kidman, Claes Bang, Anya Taylor-Joy, Ethan Hawke, Björk, Willem Dafoe, Gustav Lindh</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/59iAzYuo2Qk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-homem-do-norte/">Crítica: O Homem do Norte</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-homem-do-norte/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Valerian e a Cidade dos Mil Planetas</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-valerian-e-a-cidade-dos-mil-planetas/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-valerian-e-a-cidade-dos-mil-planetas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Aug 2017 21:07:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cara Delevingne]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Clive Owen]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dane DeHaan]]></category>
		<category><![CDATA[Estreia]]></category>
		<category><![CDATA[Ethan Hawke]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Luc Benson]]></category>
		<category><![CDATA[Movie]]></category>
		<category><![CDATA[Rihanna]]></category>
		<category><![CDATA[Valerian e a Cidade dos Mil Planetas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://coisadecinefilo.com.br/?p=8052</guid>

					<description><![CDATA[<p>O novo longa do diretor Luc Benson chegou com a promessa audaciosa de que seria um novo Quinto Elemento, um filme de 1997 que foi o maior sucesso e eu, particularmente, adoro. No entanto, não é bem assim que a banda toca. Diferente deste último filme, Valerian e a Cidade dos Mil Planetas não consegue manter o ritmo de entreter o espectador e entedia o mesmo em muitos momentos. O longa se passa no século XXVIII, onde a variedade de [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-valerian-e-a-cidade-dos-mil-planetas/">Crítica: Valerian e a Cidade dos Mil Planetas</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O novo longa do diretor Luc Benson chegou com a promessa audaciosa de que seria um novo <em>Quinto Elemento</em>, um filme de 1997 que foi o maior sucesso e eu, particularmente, adoro. No entanto, não é bem assim que a banda toca. Diferente deste último filme, <em>Valerian e a Cidade dos Mil Planetas</em> não consegue manter o ritmo de entreter o espectador e entedia o mesmo em muitos momentos.</p>
<p>O longa se passa no século XXVIII, onde a variedade de etnias no universo é imensa e as sociedades procuram coexistir na melhor paz possível. Valerian e Laureline são agentes do tempo que lutam pela defesa da Terra e os planetas aliados. Com o apocalipse do planeta Mül, a dupla tem que seguir para ajudar no resgate da população quase dizimada.</p>
<p>À parte da direção de fotografia formidável, que realmente caprichou nos cenários e visuais, a história que acompanha toda essa beleza não é tão interessante assim. Protagonistas sem força e nem empatia, um roteiro sem grande novidade. Falta objetivo, finalização e ritmo. É como se Benson se esforçasse para se encaixar num novo estilo de narrativa que vem sendo utilizado atualmente, mas não consegue.</p>
<p>Outro problema notável é a escolha da dupla principal. Por mais que Cara Delevingne se esforce, a sua falta de expressão é cansativa e previsível. As mesmas caras de sempre e um olhar insosso que não acrescenta em nada à personagem. Combinando com ela, temos Dane DeHaan. O ator não é lá muito conhecido, mas até que é mais expressivo que a Cara. O problema é o estilo de personagem que resolveram encaixar ele. Valerian é um cara mulherengo, sedutor e pegador, o completo oposto deste ator, que não exala nenhuma sensualidade. Ou seja, toda a sedução fica apenas no discurso de ambos.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8053" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/08/048369.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Aliás, o elenco conta ainda com Ethan Hawke e Clive Owen, ambos incoerentes e mal aproveitados na narrativa. O destaque mesmo vai, ao meu ver, para a cantora Rihanna, que conseguiu criar uma personagem forte e expressiva, no meio de uma narrativa fraca. Ela se destaca no papel e, embora apareça brevemente, deixa a sua marca no filme.</p>
<p>Apesar de tais pontos negativos, o filme tem seus pontos altos. A trilha sonora é coerente e muito bem escolhida, com David Bowie na playlist. O compositor Alexandre Desplat, muito bom no seu ofício, consegue criar um clima de agitação ainda melhor do que efetivamente o roteiro do filme propõe. As cenas de ação são bem orquestradas e o cenário do espaço é muito bem aproveitado, especialmente no formato 3D.</p>
<p>Embora o filme seja visualmente muito atraente, a falha de roteiro não passa despercebida. Em dado momento, o espectador fica entediado e a sensação que temos é que as quase 2h20 de filme poderiam ser reduzidas sem prejuízo. No entanto, é uma experiência que vale a pena. Apesar dos erros, os acertos devem ser relevados e não deixa de ser uma experiência interessante.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/BtSjVcAN8Qo" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-valerian-e-a-cidade-dos-mil-planetas/">Crítica: Valerian e a Cidade dos Mil Planetas</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-valerian-e-a-cidade-dos-mil-planetas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Sete Homens e um Destino</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-sete-homens-e-um-destino/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-sete-homens-e-um-destino/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Sep 2016 03:00:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Antoine Fuqua]]></category>
		<category><![CDATA[Chris Pratt]]></category>
		<category><![CDATA[Denzel Washington]]></category>
		<category><![CDATA[Ethan Hawke]]></category>
		<category><![CDATA[Peter Sarsgaard]]></category>
		<category><![CDATA[Sete Homens e um Destino]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://coisadecinefilo.com.br/?p=6703</guid>

					<description><![CDATA[<p>Hollywood já captou as demandas da sua atual geração de consumidores. Já não dá mais para se apoiar em antigos modelos de narrativa e construção de personagens que relegam ao plano secundário determinados grupos que antes eram tratados tropegamente por suas produções. Ainda que estejamos longe de desconstruir determinados estragos simbólicos que certas construções fizeram na formação de gerações passadas e alguns estratos sociais ainda sejam tabus (os transgêneros, por exemplo), grandes produções como Mad Max: Estrada da Fúria, Star [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-sete-homens-e-um-destino/">Crítica: Sete Homens e um Destino</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hollywood já captou as demandas da sua atual geração de consumidores. Já não dá mais para se apoiar em antigos modelos de narrativa e construção de personagens que relegam ao plano secundário determinados grupos que antes eram tratados tropegamente por suas produções. Ainda que estejamos longe de desconstruir determinados estragos simbólicos que certas construções fizeram na formação de gerações passadas e alguns estratos sociais ainda sejam tabus (os transgêneros, por exemplo), grandes produções como <i>Mad Max: Estrada da Fúria</i>, <i>Star Wars: O Despertar da Força</i>, <i>Caça-Fantasmas </i>e, futuramente, <i>Mulher-Maravilha</i>, conforme sublinha o seu primeiro trailer, são títulos que contemplam como protagonistas personagens que há um tempo atrás não teriam tanto tempo na tela, fazendo com que suas presenças na trama sejam uma pertinente crítica a modelos de representação da antiga Hollywood.</p>
<p>Claro que esta nova perspectiva tem relação com as atuais demandas do mercado vinculadas às palavras de ordem do momento, o &#8220;empoderamento&#8221; e a &#8220;representatividade&#8221;,  não sejamos inocentes. Claro também que parte desse ímpeto não é novo e, em outras ocasiões, minorias foram contempladas (o próprio <i>Sete Homens e um Destino </i>de 1960 é prova disso), mas não com o protagonismo simbólico que elas vêm assumindo nessas fitas que outrora eram representantes do machismo, xenofobia e toda sorte de preconceito dos seus próprios consumidores médios. Fora isso, não interessa se partidariamente você é de direita ou esquerda, representatividade importa e é positivo que as grandes produções, aquelas que são consumidas por muitas pessoas, estejam atentas e alertas sobre tais questões, afinal, elas serão referências para as futuras gerações</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O <i>remake </i>de <i>Sete Homens e um Destino</i>, que, vale sempre frisar, já era um <i>remake </i>de <i>Os Sete Samurais </i>de Akira Kurosawa,<i> </i>surge nessa leva. No seu grupo de justiceiros temos um negro (Denzel Washington, excelente), um irlandês, um índio, um mexicano, um oriental e, por tabela, uma mulher. Todos representantes de estratos que passaram por maus bocados nas mãos do homem branco endinheirado. O grupo chega aqui para cumprir a meta de fazer o seu algoz pagar por anos de humilhação sofridos na construção da América.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6705" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/09/themag.jpg" alt="themag" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>No final das contas, o novo <i>Sete Homens e um Destino </i>trata de fazer uma reparação histórica. Pela via da representatividade que o filme consegue se destacar e passar longe do estigma de que os <i>remakes </i>são sempre peças vazias de originalidade, propósito e atualização da sua própria história, ou seja, mera reprodução ou simplesmente uma grande mancha no legado e no espírito do seu original. <i>Sete Homens e um Destino </i>consegue ter respeito com os filmes de John Sturges e Akira Kurosawa, mas também encontra seu próprio caminho e não é excessivamente subserviente com o material de origem, realizando as alterações que entende serem necessárias e firmando com muito respeito ao público e aos fãs dos antecessores os seus próprios termos.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A premissa do filme se mantém. Um grupo de pistoleiros se reúne para defender um povoado que anda sendo vítima da exploração e dos mandos e desmandos de homens violentos, aqui, comandados por um frio usurpador de terras, interpretado pelo sempre interessante Peter Sarsgaard (de filmes como <i>A orfã </i>e <i>Educação</i>). Diferente do americano de 1960, a versão do diretor Antoine Fuqua (de <i>Dia de Treinamento </i>e <i>Nocaute</i>) não tem como vítima um vilarejo de mexicanos, mas uma comunidade qualquer americana que tem como principal empreendedora da busca por justiça a obstinada viúva Emma Cullen (Haley Bennett). A composição do grupo dos sete justiceiros também é alterada e novos personagens são apresentados nessa versão, o que é bem positivo, por sinal.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Como <i>western</i>, <i>Sete Homens e um Destino </i>mostra-se formalmente aplicado. Fuqua preserva as convenções do gênero com as angulações dos seus planos, a lógica e a composição dos planos e contra planos,  os seus jogos de luzes, a sua decupagem e a encenação das suas cenas de ação. Contudo, como já sinalizado linhas atrás, o grande achado da nova versão desta história é toda a sua construção simbólica no entorno desse intuito de reparação, que fica ainda mais claro no destino do vilão do longa.</p>
<p>Mesmo que Quentin Tarantino já tenha realizado isso em um <i>western</i> com <i>Django Livre</i>, por exemplo, continua sendo Tarantino, ele é pop, mas não é do &#8220;paladar&#8221; de todo o público médio que vai ao cinema. Além disso, cá para nós, o filme de 2012 do cultuado diretor tinha um prolongamento desnecessário da sua trama. <i>Sete Homens e um Destino </i>realiza os mesmos propósitos  de maneira igualmente enfática, porém mais simples, acessível a outras plateias e sem as fortes tintas da marca do diretor-autor. É a reparação histórica à serviço do cinema comercial, do <i>blockbuster </i>médio hollywoodiano, envolto pela embalagem de um delicioso entretenimento. Isso é bastante poderoso.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/PmpOv2G1WZA" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-sete-homens-e-um-destino/">Crítica: Sete Homens e um Destino</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-sete-homens-e-um-destino/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Boyhood &#8211; Da Infância à Juventude</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-boyhood-da-infancia-a-juventude/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-boyhood-da-infancia-a-juventude/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Oct 2014 23:04:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Boyhood - Da Infância à Juventude]]></category>
		<category><![CDATA[Ellar Coltrane]]></category>
		<category><![CDATA[Ethan Hawke]]></category>
		<category><![CDATA[Lorelei Linklater]]></category>
		<category><![CDATA[Patricia Arquete]]></category>
		<category><![CDATA[Richard Linklater]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://coisadecinefilo.com.br/?p=2199</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; De 2001 a 2011, o público acompanhou o crescimento dos atores da saga Harry Potter testemunhando a cada filme o amadurecimento dos ingleses Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint. No entanto, ainda que tenha sido uma experiência gratificante e única, muitos elementos da trama disputavam a atenção do público e competiam com as reflexões que a franquia trouxe sobre o amadurecimento de um jovem. Natural, querendo ou não, Harry Potter é um blockbuster e ele foi coerente por [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-boyhood-da-infancia-a-juventude/">Crítica: Boyhood &#8211; Da Infância à Juventude</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_2201" aria-describedby="caption-attachment-2201" style="width: 612px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/10/boyhood.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2201 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/10/boyhood.jpg" alt="4download.php copy.JPG" width="612" height="380" /></a><figcaption id="caption-attachment-2201" class="wp-caption-text">Mãe solteira: Personagem de Patricia Arquette cuida dos dois filhos praticamente sozinha. Atriz está excelente no longa e tem chances de ganhar o Oscar de melhor atriz coadjuvante.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>De 2001 a 2011, o público acompanhou o crescimento dos atores da saga <em>Harry Potter </em>testemunhando a cada filme o amadurecimento dos ingleses Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint. No entanto, ainda que tenha sido uma experiência gratificante e única, muitos elementos da trama disputavam a atenção do público e competiam com as reflexões que a franquia trouxe sobre o amadurecimento de um jovem. Natural, querendo ou não, <em>Harry Potter </em>é um <em>blockbuster </em>e ele foi coerente por atender às suas demandas. A experiência de Richard Linklater em <em>Boyhood &#8211; Da Infância à Juventude </em>é completamente diferente, mas &#8220;bebe&#8221; de uma fonte parecida, talvez algo mais próximo do que o próprio diretor fez na trilogia iniciada por <em>Antes do Amanhecer</em>. Aqui, diferente do que acontecia em <em>Harry Potter,</em>  o propósito final é justamente esse, voltar seus olhos para o amadurecimento de um garoto comum e as reflexões que os diversos ritos de passagem impõem sobre o futuro, a trajetória dos nossos pais e sobre a forma como conduzimos a nossa vida até então. Nada de universo fantástico, grandes poderes ou grandes feitos. Nada de grandes metáforas ou elucubrações visuais. Como costuma fazer com uma certa frequência em sua filmografia, Linklater lida com o cotidiano e através disso pretende estabelecer pontes que ligam o espectador com as vidas de cada um dos personagens que habitam a tela.</p>
<p>Em <em>Boyhood &#8211; Da Infância à Juventude</em> o diretor e roteirista acompanha o crescimento de Mason, o filho mais novo de pais separados. Entre a inconstância de sua mãe, que muda de cidade, emprego e marido com uma certa frequência no intuito de buscar uma vida melhor e referências familiares sólidas para Mason e sua irmã, e os finais de semana com o seu esforçado, divertido e sonhador pai, o garoto molda o seu caráter, a sua ordem de preocupações com o futuro e as suas relações afetivas. Através do crescimento desse menino, que é vivido em &#8220;tempo real&#8221; pelo mesmo ator, Ellar Coltrane (os outros personagens também são interpretados pelos mesmos atores ao longo de doze anos), Linklater constrói um simples porém profundo olhar sobre a própria vida indagando-se: Como crescemos? O que é determinante para a nossa formação? Como nossos pais acompanham esse processo e o que eles se tornam ao final disso?</p>
<figure id="attachment_2202" aria-describedby="caption-attachment-2202" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/10/image2resize.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2202 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/10/image2resize-620x365.jpg" alt="image2resize" width="620" height="365" /></a><figcaption id="caption-attachment-2202" class="wp-caption-text">Mason com o pai: Personagem de Ethan Hawke fica com o lado mais suave das responsabilidades de criar um filho, mas não menos pesado.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Richard Linklater trabalha com a banalidade em <em>Boyhood &#8211; Da Infância à Juventude. </em>Não existe nada de extraordinário na vida daquela família, tampouco na trajetória e nos dilemas do seu protagonista Mason (Ellar Coltrane). É nessa familiaridade, nessa falta de singularidade, que reside o interesse no longa. De uma forma ou de outra, o filme é o relato de vida de cada um de nós, da forma como lidamos com as expectativas em torno das nossas vidas. O que fazemos com as nossas frustrações? Cedemos às imposições do cotidiano ou encaramos nossos desejos? E nossos pais? Não passam de extensões de nós mesmos, para Linklater, tentam fazer o melhor que podem mas são tão inseguros quanto a gente e, por vezes, estão mais aprisionados do que nós, afinal têm filhos e assumem uma carga de responsabilidade completa e indelegável sobre as suas formações, principalmente as mães, que, na falta de uma figura masculina presente no dia-a-dia, acabam &#8220;trabalhando por dois&#8221;. No fim das contas, ainda que atabalhoadamente (porque são tão humanas quanto nós), fazem o seu melhor.</p>
<p>Não existe nenhum arrojo técnico em <em>Boyhood</em>, Linklater confia seu filme completamente aos seus atores. Acompanhar os doze anos de Ellar Coltrane, que de certa maneira se funde com o amadurecimento do seu personagem Mason, é uma experiência interessante. Da mesma forma que vemos crescer Lorelei Linklater, filha do diretor e intérprete da irmã do protagonista. Acompanhamos os dois desde os seus espontâneos desempenhos quando mais novos, até se firmarem como atores de fato, lidando com dilemas ainda mais complexos na juventude de Mason e sua irmã. O mesmo pode ser aplicado aos atores que vivem os pais, Ethan Hawke, constante parceiro do realizador, e Patricia Arquette, uma das performances mais emocionantes do filme e que tem tudo para lhe render uma indicação ao Oscar (aliás, esse filme é sério candidato em diversas categorias). Hawke personifica a figura do pai que tenta suprir a ausência cotidiana mantendo uma relação franca e despojada com seus filhos. No outro lado temos a mãe vivida por uma Patricia Arquette, que simplesmente brilha durante toda a projeção ao apresentar-se como uma presença feminina forte e empenhada em funções sobre humanas. Arquette protagoniza uma das cenas mais memoráveis do longa na qual sua personagem sintetiza a sina da maternidade,  esquecer de si mesma ao dedicar uma vida inteira a terceiros (os filhos). Não existe nada mais empático do que isso.</p>
<figure id="attachment_2203" aria-describedby="caption-attachment-2203" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/10/24589374ff86b4b349b3f32616c18582f50a5d77.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2203 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/10/24589374ff86b4b349b3f32616c18582f50a5d77-620x351.jpg" alt="24589374ff86b4b349b3f32616c18582f50a5d77" width="620" height="351" /></a><figcaption id="caption-attachment-2203" class="wp-caption-text">A vida de cada um de nós: A trajetória em tempo real de Ellar Coltrane (ator) e Mason (personagem) é a mesma dos espectadores do filme, dai a grande empatia do público com a história.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>As pessoas costumam nos dizer para aproveitarmos os momentos, não deixarmos passar as oportunidades diante dos nossos olhos, não perdermos tempo com coisas que talvez não nos trouxesse a segurança que a idade adulta requer. Ao final de <em>Boyhood</em> uma das personagens do filme diz a Mason que as coisas não deveriam ser dessa forma, enfim, está tudo de cabeça para baixo e é essa a sensação que surge latente na adolescência e aparece como um fantasma na maturidade. Diz essa personagem que ao invés de termos que aproveitar o momento é o momento que deveria nos aproveitar, aproveitar nossas potencialidades, nossas singularidades. <em>Boyhood </em>pode até ser uma das realizações mais intensas do cinema norte-americano atual, é prematuro afirmar isso cabalmente. O filme é realçado por notícias sobre o seu processo de produção que é indubitavelmente fascinante e traz um efeito interessante para o espectador. No entanto, o fato de ter sido filmado em doze anos acaba colocando-se a frente da própria obra, como um selo que por si só garante a sua qualidade. No fundo, esse longa de Richard Linklater não é especial por essa razão &#8211; ou melhor, também -, mas por falar de maneira tão simples e sensível sobre questões que nos tocam e nos acompanham por toda uma vida, isso sim é uma virtude de <em>Boyhood</em>.</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-boyhood-da-infancia-a-juventude/">Crítica: Boyhood &#8211; Da Infância à Juventude</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-boyhood-da-infancia-a-juventude/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
