Fugindo do Amor

Crítica: Fugindo do Amor (Netflix)

2.8

A Netflix lançou no finalzinho deste mês de julho o longa Fugindo do Amor. A comédia romântica conta com elenco praticamente todo composto por negros, o que já torna a narrativa muito mais interessante. Além disso, contamos com o trabalho do diretor Steven K. Tsuchida, responsável pela série Cara Gente Branca, que tem foco na temática racial. Sendo assim, era de se esperar que o filme trouxesse uma abordagem eficiente sobre a inclusão social. E assim o fez.

Erica está cansada do amor depois que foi largada um mês antes do casamento. Ela segue morando em Nova York e tentando seguir o sonho de ser cantora. Quando acontece uma grande frustração neste sentido, a garota acaba topando uma experiência de trabalho de quatro meses nas Ilhas Maurício, na África, onde cantará em eventos num resort.

O mote principal do filme é mais um clichê comum que estamos acostumados a ver. O atrativo em Fugindo do Amor é que o roteiro, que conta com a cantora Alicia Keys como produtora, é trabalhado com calma em seus personagens. Ele nos dá tempo de nos envolver pela história da protagonista, antes de colocá-la em situações de provação ou dúvidas. O elenco é eficiente e tem uma sintonia gostosa de acompanhar, além de ótimas atuações.

Fugindo do Amor

O grande ganho do filme fica por parte dos cenários espetaculares e da trilha sonora cuidadosa. Uma vez que a protagonista é cantora, então temos muitos momentos de cantoria e são bem gratos. A dualidade que é criada em cena, entre o passado e o futuro amoroso, é feita de maneira muito natural. Erica não se envolve loucamente por Caleb, pois ainda tem um sentimento mal resolvido por Jason. Então tudo se torna muito mais real neste sentido, especialmente quando eles começam a construir a relação.

Para além disso, a rivalidade criada entre ela e a atual noiva de seu ex acontece de maneira cuidadosa e objetiva. Não é como se elas se odiassem ou algo do tipo, quando a verdade vem à tona. Existe uma história mal explicada ali no meio que as levam a isso. Ainda assim, a irmandade surge em muitos momentos, mostrando que, muitas vezes, o homem é que é o grande problema da equação.

Sim, este longa é recheado de clichês e não tem um fim exatamente imprevisível. Mas a conjunção dos fatores, o roteiro honesto, as boas atuações e cenário impressionantes, tornam Fugindo do Amor uma experiência agradável de fim de dia, para relaxar e dar algumas risadas. Vale a pena!

Direção: Steven K. Tsuchida

Elenco: Christina Milian, Jay Pharoah, Sinqua Walls, Christiani Pitts, Tymberlee Hill, Alexander Hodge

Assista ao trailer!

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