<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Catálogo - Coisa de Cinéfilo</title>
	<atom:link href="https://coisadecinefilo.com.br/category/especiais/catalogo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/category/especiais/catalogo/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 09 Jan 2026 18:19:12 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cropped-favicon3-5-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Catálogo - Coisa de Cinéfilo</title>
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/category/especiais/catalogo/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Um. Natal. Surreal. (Prime Video)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/um-natal-surreal-prime-video/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/um-natal-surreal-prime-video/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Dec 2025 11:35:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Catálogo]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Chloe Grace Moretz]]></category>
		<category><![CDATA[Felicity Jones]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Showalter]]></category>
		<category><![CDATA[Michelle Pfeiffer]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>
		<category><![CDATA[Oh. What. Fun.]]></category>
		<category><![CDATA[Prime Video]]></category>
		<category><![CDATA[Um. Natal. Surreal.]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=20275</guid>

					<description><![CDATA[<p>Uma comédia de Natal não precisa de muita coisa. Este tipo de produção é feita para rir e relaxar durante os festejos natalinos. O que se espera, tão somente, são personagens carismáticas e alguma profundidade de personagem. Estes elementos são cruciais para a conexão do produto midiático com a plateia. E é justamente nesse quesito básico que Um. Natal. Surreal. falha. Falta aqui trabalhar as personagens e a própria narrativa. O enredo acaba por ser uma junção de ações atrapalhadas, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/um-natal-surreal-prime-video/">Um. Natal. Surreal. (Prime Video)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma comédia de Natal não precisa de muita coisa. Este tipo de produção é feita para rir e relaxar durante os festejos natalinos. O que se espera, tão somente, são personagens carismáticas e alguma profundidade de personagem.</p>
<p>Estes elementos são cruciais para a conexão do produto midiático com a plateia. E é justamente nesse quesito básico que <i>Um. Natal. Surreal</i>. falha. Falta aqui trabalhar as personagens e a própria narrativa.</p>
<p>O enredo acaba por ser uma junção de ações atrapalhadas, sem remendo e camadas. Um exemplo é o conflito entre Claire (Pffeifer) e Channing (Jones). O confronto mãe e filha é um clássico.</p>
<p>No entanto, não existe aqui uma questão de fato entre as duas que justifique o destaque que a tensão ganha na narrativa. Até mesmo o gatilho para a reviravolta da trama parece um exagero.</p>
<p>A família esquece de levar Claire ao show que toda família foi junya. Mas, ela está em casa e de carro. Por que ela não iria ao show? Ok, ok, existe o lado sentimental de tudo isso. Claire comprou os ingressos e foi deixada para trás.</p>
<p>Todavia, seria necessário um estabelecimento de suspensão maior entre os parentes e um conhecimento mais intenso sobre a própria figura central da história para que esse esquecimento fosse motivador do plot twist.</p>
<p>Quem é Claire? Qual seu passado e suas emoções? A produção defende que é necessário que se existam mais filmes natalinos sobre mães.</p>
<p>Contudo, do que adianta realizar um longa com esse foco com um roteiro raso, que não revela as características de sua protagonista?</p>
<p>Desta maneira, <i>Um. Natal. Surreal.</i> deseja trazer para tela uma história que discuta o espaço das mães nas famílias e faça uma homenagem à elas. No entanto, esse intento não é realizado.</p>
<p>Seja porque a figura central do enredo não é explorada ou a sua própria trajetória é demasiadamente simplificada, falta algo que conecte a plateia com o filme.</p>
<p>Além disso, os coadjuvantes também não ganham camadas, tampouco são arquétipos. Por isso, a projeção fica desinteressante e é desafiador chegar ao final da projeção.</p>
<p><strong>Direção: </strong>Michael Showalter</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Michelle Pfeiffer, Chloë Grace Moretz, Felicity Jones</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe title="UM NATAL SURREAL - Trailer Dublado (Oh What Fun) Amazon Prime Vídeo Filme, Chloë Grace Moretz " width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/P42vC-9yXZ0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/um-natal-surreal-prime-video/">Um. Natal. Surreal. (Prime Video)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/um-natal-surreal-prime-video/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Titanic</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-titanic/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-titanic/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Feb 2023 16:49:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Catálogo]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[1997]]></category>
		<category><![CDATA[2023]]></category>
		<category><![CDATA[3D]]></category>
		<category><![CDATA[4K]]></category>
		<category><![CDATA[Bernard Hill]]></category>
		<category><![CDATA[Bill Paxton]]></category>
		<category><![CDATA[Billy Zane]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Frances Fisher]]></category>
		<category><![CDATA[Gloria Stuart]]></category>
		<category><![CDATA[Jack Dawson]]></category>
		<category><![CDATA[James Cameron]]></category>
		<category><![CDATA[Kate Winslet]]></category>
		<category><![CDATA[Kathy Bates]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo Di Caprio]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar]]></category>
		<category><![CDATA[Rose Dawson]]></category>
		<category><![CDATA[Titanic]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=16440</guid>

					<description><![CDATA[<p>Uma das histórias mais famosas do cinema hollywoodiano, Titanic está de volta aos cinemas, em 4K e 3D, por conta da comemoração dos 25 anos de sua estreia original. Mas, o que pode ser dito, em 2023, sobre uma produção que bateu tantos recordes &#8211; como na sua vitória de 11 Oscar ou em seu terceiro lugar como maior bilheteria de todos os tempos, após o seu relançamento? Talvez, a melhor alternativa seja dar alguns passos para trás e tentar [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-titanic/">Crítica: Titanic</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><span style="font-weight: 400;">Uma das histórias mais famosas do cinema hollywoodiano, <strong><em>Titanic</em> </strong>está de volta aos cinemas, em 4K e 3D, por conta da comemoração dos 25 anos de sua estreia original. Mas, o que pode ser dito, em 2023, sobre uma produção que bateu tantos recordes &#8211; como na sua vitória de 11 Oscar ou em seu terceiro lugar como maior bilheteria de todos os tempos, após o seu relançamento? Talvez, a melhor alternativa seja dar alguns passos para trás e tentar olhar para o longa-metragem sob uma perspectiva “comum”, não pensando nele tanto como um hit.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todavia, é preciso salientar neste texto que esta crítica que vos escreve chegou a número 90 de vezes assistidas. Sim, é uma fã que está escrevendo aqui! No entanto, a recepção de uma produção sempre pode mudar com o tempo e com as novas experiências, que são sempre adquiridas. Um exemplo que ilustra esta redescoberta, após quase 100 sessões do mesmo título, é a sensação de que os protagonistas são muito jovens, enquanto os outros que o cercam são mais velhos, mas cobram atitudes demasiadamente maduras deles. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aos 31 anos &#8211; e não mais aos 06 anos de idade &#8211; fica mais que compreensível todo o comportamento do casal central e como eles são postos na narrativa: tão inconsequentes, impulsivos e com uma rebeldia juvenil aflorada. Inclusive, esta é uma das mágicas do roteiro e da direção de James Cameron (<em>Exterminador do Futuro</em>). </span><span style="font-weight: 400;">A criação de empatia com o casal Rose Dewitt Bukater (Kate Winslet, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-despedida/"><em>A Despedida</em></a>) e Jack Dawson (Leonardo Di Caprio, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nao-olhe-para-cima-netflix/"><em>Não Olhe Para Cima</em></a>) move e emociona o espectador, deixando que as mais de 3 horas de exibição ocorram de maneira fluida e veloz. </span></p>
<p>Dentro desta estratégia de fazer o que Cameron chama “colocar Romeu e Julieta dentro do navio”, há também o fato de que é possível acompanhar cada detalhe sobre a jornada do Titanic, desde a sua saída da Inglaterra, passando por toda a tragédia do naufrágio, até o resgate das vítimas. É inteligente como James consegue amarrar a trama principal com suas subtramas fictícias e, ao mesmo tempo, informa o seu público sobre os fatos ocorridos entre 10 e 14 de abril de 1912, com o máximo de veracidade.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16451" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/1cd30389e36d9c40438a6793baf22da2.png" alt="Titanic" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/1cd30389e36d9c40438a6793baf22da2.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/1cd30389e36d9c40438a6793baf22da2-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/1cd30389e36d9c40438a6793baf22da2-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/1cd30389e36d9c40438a6793baf22da2-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>É por isso que, dentro deste universo de plots e subplots, o que mais chama a atenção é o quanto James Cameron consegue trazer sensações, contexto e subtexto sobre a jornada dos coadjuvantes, com pouco texto falado, investindo no poder da imagem e da sugestão. <span style="font-weight: 400;">Para quem assistiu <strong><em>Titanic</em> </strong>poucas vezes, talvez, certos <em>frames</em> passem despercebidos, mas a aproximação com o enredo e as vítimas deste acidente acontece porque o público já viu cenas com aquelas figuras anteriormente e criou uma espécie de conexão com elas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São vários exemplos desta lógica de Cameron, alguns deles são: a menina Cora (Alex Owens-Sarno), que aparece no início da projeção ao lado do pai e depois na sequência da festa da terceira classe &#8211; inclusive, existem uma cena deletada, na qual o final triste da menina é contado -, o jovem Fang Lang (Van Ling), um passageiro real, que sobreviveu ficando em cima de uma porta ou Charles Joughin (Liam Tuohy), cozinheiro que sobreviveu ao ingerir uma quantidade absurda de álcool e que também é inspirado na realidade. Estas personagens ficam no consciente ou no subconsciente e a narrativa faz com que o público torça por elas e sofra por elas também.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desta forma, uma conexão com a história é estabelecida de uma maneira abrangente, fazendo com que seja criada uma imersão com o longa. Isto é, sem dúvidas, um mérito do trabalho de Cameron. O diretor, além de ter pensando nos detalhes que mesclavam a realidade com o teor ficcional dentro do seu roteiro, elaborou a sua decupagem de forma cuidadosa, pois ela está sempre à serviço da narrativa e possui este preciosismo em revelar em múltiplas camadas o contexto vivenciado dentro do navio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao lado de seu fotógrafo Russell Carpenter (True Lies), James Cameron cria quadros  que imprimem o estado emocional das personagens e o seus pensamentos, através de questões como as temperaturas e os destaques colocados nas seleções de planos. </span>Algo que talvez soe óbvio para quem já assistiu <strong><em>Titanic</em> </strong>diversas vezes, porém que marca fortemente as três ambientações do filme &#8211; tempos “atuais” (1996), pré-naufrágio e naufrágio &#8211; são as tonalidades quentes e frias, que compõe estados de melancolia/nostalgia, vida, morte/tragédia.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16452" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/titanic-portal.jpg" alt="Titanic" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/titanic-portal.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/titanic-portal-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/titanic-portal-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/titanic-portal-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Na verdade, estas escolhas de iluminação e cor renderiam artigos e análises profundas, mas nesta crítica cabe dizer que a composição criativa de Cameron e Carpenter é ampliada através do trabalho da equipe de arte. <span style="font-weight: 400;">O setor conta com mais de vinte integrantes e diversos chefes de departamento, mas o que importa ressaltar aqui é que as texturas, tons, colocações etc dos figurinos, dos cenários e da maquiagem fomentam os sentidos e ampliam as interpretações do público. </span><span style="font-weight: 400;">Para além dos detalhes de recomposição da época e do próprio navio, que são bastante apurados, os objetos cênicos cumprem bem os seus propósitos narrativos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um exemplo simples disto é o fato de Rose ir perdendo elementos de suas vestes, mostrando a libertação progressiva da personagem, que inicia sua jornada com chapéu, penteados bem presos, luvas, vestido apertado, com cores mais fechadas (como vinho e azul marinho).</span><span style="font-weight: 400;"> Contudo, antes do navio afundar, quando Rose decide ficar com Jack, ela está utilizando um vestido leve e de cores pastel, com os cabelos soltos. </span><span style="font-weight: 400;">São nestas particularidades que <strong><em>Titanic</em> </strong>se revela uma obra meticulosa, na qual o real se mistura com a ficção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através de relatos de passageiros, documentações do passado e da imaginação de James Cameron, o mundo ganhou um longa que continua fazendo sentido e engajando quem assiste. Já faz 25 anos e este segue sendo um filme impactante, o que revela sua qualidade técnica. Para alguns, não apenas o Titanic era o navio dos sonhos, como o filme sobre ele pode também o ter sido. Para esta que vos fala, ele foi, ele realmente foi…E sempre será.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> James Cameron</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Kate Winslet, Leonardo Di Caprio, Gloria Stuart, Billy Zane, Kathy Bates, Frances Fisher, Bill Paxton, Bernard Hill</span></p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/IH6_CA_ocqY" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-titanic/">Crítica: Titanic</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-titanic/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dica do Dia: Lili, Minha Adorável Espiã (Telecine Play)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-lili-minha-adoravel-espia-telecine-play/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-lili-minha-adoravel-espia-telecine-play/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2020 22:14:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Catálogo]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Bernard Kay]]></category>
		<category><![CDATA[Blake Edwards]]></category>
		<category><![CDATA[Carl Duering]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dica do Dia]]></category>
		<category><![CDATA[Doreen Keogh]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Jeremy Kemp]]></category>
		<category><![CDATA[Julie Andrews]]></category>
		<category><![CDATA[Lili Minha Adorável Espiã]]></category>
		<category><![CDATA[Musical]]></category>
		<category><![CDATA[Rock Hudson]]></category>
		<category><![CDATA[Streaming]]></category>
		<category><![CDATA[Telecine Play]]></category>
		<category><![CDATA[Vernon Dobtcheff]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=13013</guid>

					<description><![CDATA[<p>Algo que aparece constantemente na filmografia de Blake Edwards (Bonequinha de Luxo) são mocinhas que vivenciam diversos momentos piegas, que aparentam ser fortes, mas tendem a ficar um tanto mais suaves quando se apaixonam. No meio de tudo isto, é possível que um contexto social e/ou político seja colocado como um pano de fundo. Em Lili, Minha Adorável Espiã é exatamente isto que ocorre. A protagonista, vivida por Julie Andrews (A Noviça Rebelde), é uma artista extremamente renomada, mas também trabalha [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-lili-minha-adoravel-espia-telecine-play/">Dica do Dia: Lili, Minha Adorável Espiã (Telecine Play)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Algo que aparece constantemente na filmografia de Blake Edwards (<em>Bonequinha de Luxo</em>) são mocinhas que vivenciam diversos momentos piegas, que aparentam ser fortes, mas tendem a ficar um tanto mais suaves quando se apaixonam. No meio de tudo isto, é possível que um contexto social e/ou político seja colocado como um pano de fundo. Em <em><strong>Lili, Minha Adorável Espiã</strong></em> é exatamente isto que ocorre.</p>
<p>A protagonista, vivida por Julie Andrews (<em>A Noviça Rebelde</em>), é uma artista extremamente renomada, mas também trabalha de forma secreta para os alemãs, durante a Primeira Guerra Mundial. No entanto, ela se encanta pelo Major William (Rock Hudson, <em>Volta Meu Amor</em>). Obviamente, Lili Smith passa por conflitos internos sobre a continuidade de seus planos, pois o Major é estadunidense e ela precisa agir contra ele se quiser ser bem sucedida em sua causa, mesmo que esteja amando ele cada vez mais.</p>
<p>No entanto, essa angústia dela não é passada da melhor maneira, muito menos a criação da afeição da personagem com o seu par. Apesar do roteiro colocar diversas situações nas quais os casais interagem, a escolha por fazer passagens em que a câmera acompanha passeios e dates da dupla, mas não se escuta o que estão dizendo enfraquece o estabelecimento da empatia e a vontade de torcer por eles. Soa um tanto repentino o surgimento de um sentimento tão profundo e as ações de Lili se tornam bruscas, o que enfraquecem a sua força.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13033" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/MV5BNTI1M2ZiYjEtZTc3MC00NmVkLTgwMTMtZDQ5NDFiMTQ5ZDlhXkEyXkFqcGdeQXVyMjUyNDk2ODc@._V1_SX1777_CR001777762_AL_.jpg" alt="Lili, Minha Adorável Espiã" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/MV5BNTI1M2ZiYjEtZTc3MC00NmVkLTgwMTMtZDQ5NDFiMTQ5ZDlhXkEyXkFqcGdeQXVyMjUyNDk2ODc@._V1_SX1777_CR001777762_AL_.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/MV5BNTI1M2ZiYjEtZTc3MC00NmVkLTgwMTMtZDQ5NDFiMTQ5ZDlhXkEyXkFqcGdeQXVyMjUyNDk2ODc@._V1_SX1777_CR001777762_AL_-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/MV5BNTI1M2ZiYjEtZTc3MC00NmVkLTgwMTMtZDQ5NDFiMTQ5ZDlhXkEyXkFqcGdeQXVyMjUyNDk2ODc@._V1_SX1777_CR001777762_AL_-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ao final da projeção, a sensação é de que tudo é um tanto forçado. E isto piora porque o desfecho é indeciso e sem coragem, inserindo minutos a mais para que o final feliz seja colocado. O que incomoda é que em uma projeção de 2h15, há falta de progressão nas personagens, que são continuadamente planificadas nos seus desejos. O tempo gasto na tela acaba sendo mal aproveitado, deixando sobras em algumas partes &#8211; como as incessantes sequências de voos de William – e em outras faltasse um gancho, uma conexão entre o <em>ship</em> principal e até uma linha narrativa firme que fizesse o público saber que história Edwards, juntamente com seu parceiro de escrita William Peter Blatty (<em>O Exorcista</em>), gostaria de contar.</p>
<p>Apesar de não conseguir alcançar a realização de uma trama amarrada e coesa, a obra não deixa de entregar alguns elementos positivos. Os números musicais performados por Andrews são divertidos e empolgantes. Este ganho parece vir de uma combinação da boa interpretação de Julie Andrews combinada com a decupagem das cenas. O ápice destes elementos podem ser vistos no número de abertura e em <em>I’ll give you three guesses</em>. </p>
<p>Os movimentos de câmera e enquadramento, mesclados com a consciência espacial de cena de Andrews formam momentos animados do longa. Além disso, Lili é uma faceta um tanto distinta do que alguns podem estar acostumados em ver a atriz fazer. Existe um desprendimento da intérprete, uma força e uma acidez que podem surpreender. No geral, <em><strong>Lili, Minha Adorável Espiã</strong></em> não é de todo mal e pode ser uma boa pedida para quem gosta demasiadamente de musicais e/ou da Julie. Contudo, a produção pesa na hora de contar as histórias adjacentes e esquece de cuidar do foco principal.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Blake Edwards</p>
<p><strong>E</strong><strong>lenco</strong>: Julie Andrews, Rock Hudson, Jeremy Kemp, Bernard Kay, Doreen Keogh, Carl Duering, Vernon Dobtcheff</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/0drMZ2MW3FA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-lili-minha-adoravel-espia-telecine-play/">Dica do Dia: Lili, Minha Adorável Espiã (Telecine Play)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-lili-minha-adoravel-espia-telecine-play/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dica do Dia: Para Wong Foo, Obrigada por Tudo! Julie Newmar (Google Play)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-para-wong-foo-obrigada-por-tudo-julie-newmar-google-play/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-para-wong-foo-obrigada-por-tudo-julie-newmar-google-play/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2020 21:41:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Catálogo]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Arliss Howard]]></category>
		<category><![CDATA[Beeban Kidron]]></category>
		<category><![CDATA[Blythe Danner]]></category>
		<category><![CDATA[Chris Penn]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dica do Dia]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Jason London]]></category>
		<category><![CDATA[John Leguizamo]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Vartan]]></category>
		<category><![CDATA[Para Wong Foo Obrigada por Tudo! Julie Newmar]]></category>
		<category><![CDATA[Patrick Swayze]]></category>
		<category><![CDATA[Robin Willians]]></category>
		<category><![CDATA[Ru Paul]]></category>
		<category><![CDATA[Stockard Channing]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
		<category><![CDATA[Wesley Snipes]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=13002</guid>

					<description><![CDATA[<p>A causa LGBTQI+ está cada vez mais em pauta nos últimos anos, com discussões pertinentes sobre uma temática que envolve muito preconceito e falta de informação. Mas não é de hoje que o cinema discute este assunto. Claro que atualmente a pauta é muito mais usual do que antigamente. No entanto, lá em 1995 o longa Para Wong Foo, Obrigada por Tudo! Julie Newmar já apresentava ao público um outro olhar sobre as Drag Queens e o seu ofício. Após [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-para-wong-foo-obrigada-por-tudo-julie-newmar-google-play/">Dica do Dia: Para Wong Foo, Obrigada por Tudo! Julie Newmar (Google Play)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A causa LGBTQI+ está cada vez mais em pauta nos últimos anos, com discussões pertinentes sobre uma temática que envolve muito preconceito e falta de informação. Mas não é de hoje que o cinema discute este assunto. Claro que atualmente a pauta é muito mais usual do que antigamente. No entanto, lá em 1995 o longa <strong><em>Para Wong Foo, Obrigada por Tudo! Julie Newmar</em> </strong>já apresentava ao público um outro olhar sobre as <em>Drag Queens</em> e o seu ofício.</p>
<p>Após vencerem uma competição em Nova York, Noxeema Jackson (Wesley Snipes, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-meu-nome-e-dolemite/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Meu Nome é Dolemite</em></a>) e Vida Boheme (Patrick Swayze, <em>Dirty Dancing &#8211; Ritmo Quente</em>) se qualificam para a <em>Drag Queen of America</em>, que ocorrerá em Hollywood. Um de seus concorrentes é o ingênuo e inexperiente Chi Chi Rodriguez (John Leguizamo, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-sol-tambem-e-uma-estrela/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>O Sol Também é Uma Estrela</em></a>), que consegue convencer Vida e Noxeema a deixar de lado a ideia de viajar de avião para partir em uma aventura a bordo de um Cadillac conversível.</p>
<p>Só que o estilo de vida deles pode ser bem aceito em grandes cidades como Nova York e Los Angeles, mas não é bem visto no interior dos Estados Unidos. Quando o carro do trio quebra na pequena cidade de Snydersville, eles precisam vencer a resistência inicial e conquistar a confiança dos habitantes locais. A situação piora ainda mais devido à presença do xerife Dollard (Chris Penn, <em>Cães de Aluguel</em>), que é bastante homofóbico e racista.</p>
<p>O filme é uma performance cuidadosa e explicativa sobre a montagem de uma <em>Drag Queen</em>, como ela se sente nos concursos, seus traumas de preconceito, etc. Tudo isso de uma maneira muito leve e envolvente, conquistando o espectador em cada tomada. Logo de início, somos surpreendidos com a presença de Ru Paul, <em>drag queen</em> americana, atualmente ainda mais famosa por conta do reality show <em>RuPaul&#8217;s Drag Race</em>. Quem também dá uma palinha rápida é o querido ator Robin Williams.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13004" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/fRE4uBib6ES5gCpJzFDgPC0oU6b.jpg" alt="Para Wong Foo Obrigada por Tudo! Julie Newmar" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/fRE4uBib6ES5gCpJzFDgPC0oU6b.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/fRE4uBib6ES5gCpJzFDgPC0oU6b-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/07/fRE4uBib6ES5gCpJzFDgPC0oU6b-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Mas o trio principal é, de fato, a alma de <strong><em>Para Wong Foo, Obrigada por Tudo! Julie Newmar</em></strong>. Performáticos e com personalidades fortes e distintas, eles vão se complementando e dialogando com as causas que são apresentadas no filme. Temas como violência contra a mulher, assédio sexual, racismo, homofobia são incorporadas numa trama divertida e gostosa de assistir. Além disso, a descoberta do primeiro amor, o amor maduro, a memória afetiva. Esse filme fala de muitas coisas, especialmente sob a ótica da <em>drag queen</em>. Inclusive, com uma explicação bem didática sobre as diferenças entre <em>drag queen</em>, travesti e transgênero.</p>
<p>Inserido no interior dos EUA, onde o preconceito é ainda mais forte, tanto do ponto de vista da cor da pele quanto da orientação sexual, o longa funciona ainda com várias alfinetadas ao comportamento do típico americano. Vida é renegada pela família rica e tradicional americana, enquanto Noxeema e Chi Chi sofrem ainda mais por serem negra e latina, respectivamente. O trio é, no entanto, resiliente e não se deixa amargurar pelas intemperes da vida.</p>
<p>Com atuações incríveis e um clima aconchegante, <strong><em>Para Wong Foo, Obrigada por Tudo! Julie Newmar</em></strong> é a sua melhor escolha para o fim de semana. Um filme leve que discute pautas importantes, que com certeza será uma opção acertada para toda a família. Está disponível para aluguel no Google Play.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Beeban Kidron<br />
<strong>Elenco:</strong> Patrick Swayze, Wesley Snipes, John Leguizamo, Stockard Channing, Blythe Danner, Arliss Howard, Chris Penn, Michael Vartan, Robin Willians, Ru Paul, Jason London</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/eiSgXV_ziLg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-para-wong-foo-obrigada-por-tudo-julie-newmar-google-play/">Dica do Dia: Para Wong Foo, Obrigada por Tudo! Julie Newmar (Google Play)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-para-wong-foo-obrigada-por-tudo-julie-newmar-google-play/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dica do Dia: Cujo (Netflix)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-cujo-netflix/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-cujo-netflix/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2020 19:05:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Catálogo]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Billy Jayne]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Cujo]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Hugh Kelly]]></category>
		<category><![CDATA[Danny Pintauro]]></category>
		<category><![CDATA[Dee Wallace Stone]]></category>
		<category><![CDATA[Dica do Dia]]></category>
		<category><![CDATA[Ed Lauter]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Kaiulane Lee]]></category>
		<category><![CDATA[Lewis Teague]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=12934</guid>

					<description><![CDATA[<p>Cujo foi um título de terror lançado no início da década de 1980 que até hoje é bastante cultuado, não à toa integra atualmente o catálogo da Netflix. A produção foi dirigida por Lewis Teague, o mesmo de A Joia do Nilo e Olhos de Gato, e rapidamente se transformou em um dos grandes sucessos comerciais do seu estúdio na época, a Warner. Cujo também é uma das melhores adaptações cinematográficas de uma obra de Stephen King já feita para [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-cujo-netflix/">Dica do Dia: Cujo (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Cujo</em> </strong>foi um título de terror lançado no início da década de 1980 que até hoje é bastante cultuado, não à toa integra atualmente o catálogo da Netflix. A produção foi dirigida por Lewis Teague, o mesmo de <em>A Joia do Nilo</em> e <em>Olhos de Gato</em>, e rapidamente se transformou em um dos grandes sucessos comerciais do seu estúdio na época, a Warner. <strong><em>Cujo</em> </strong>também é uma das melhores adaptações cinematográficas de uma obra de Stephen King já feita para as telonas e há duas razões para esse título: a direção de Teague e a simplicidade da história.</p>
<p>Diferente de outras tramas mais complexas com sob o selo do autor, a trama de <strong><em>Cujo</em> </strong>é bastante simples e seu propósito é muito direto. Aqui, acompanhamos a saga de um cachorro são bernardo acometido pela raiva depois de ser picado por um morcego. O dócil animal de repente se transforma numa criatura assustadora que encurrala Donna e seu filho. Presos em um carro, os dois são vigiados por Cujo, que só aguarda o mínimo vacilo para atacá-los.</p>
<p>Ainda que <em><strong>Cujo</strong> </em>nos proporcione algumas leituras sobre temas frequentes nas obras de King, entre eles relações familiares mal arranjadas e a capacidade de superação de traumas e medos do ser humano (aqui, desde o primeiro encontro com Cujo, Donna demonstra seu medo de cães e do contato do seu filho com eles), o material acaba também destacando uma experiência satisfatória de recepção se encarado como uma história centrada na sua ação central, uma mãe e um filho encontrando uma maneira de se safar de uma situação de perigo.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12936" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/18879575.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Cujo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/18879575.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/18879575.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/18879575.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Nesse sentido, a direção de Lewis Teague é fundamental, sobretudo quando a tensão se instaura em <strong><em>Cujo</em></strong>. O diretor consegue conferir uma atmosfera claustrofóbica e de constante perigo capaz de deixar os nervos do espectador à flor da pele. Isso é eficiente tanto do ponto de vista da <em>mise-en-scène</em> criada quanto na caracterização do próprio Cujo, que gradualmente sai da condição de <em>pet</em> para se transformar numa besta apavorante.</p>
<p>Apesar de todas as leituras possíveis da história, que podem acolher diversas metáforas, <strong><em>Cujo</em> </strong>é mais simples do que outros trabalhos de King, basta pensarmos, por exemplo, na complexidade dos personagens de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-it-capitulo-2/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>It</em> </a>e O Iluminado e suas relações. King é um autor sempre difícil de transpor para as telas justamente por esse motivo. Essa economia de expedientes para se contar uma história do gênero fez bem à adaptação e permitiu que Teague brilhasse na condução de um longa eficiente em sua capacidade de proporcionar tensão.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Lewis Teague<br />
<strong>Elenco:</strong> Dee Wallace Stone, Danny Pintauro, Daniel Hugh Kelly, Ed Lauter, Kaiulane Lee, Billy Jayne</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/xNps-pDRvxM" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-cujo-netflix/">Dica do Dia: Cujo (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-cujo-netflix/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dica do Dia: Encontro Marcado (Netflix)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-encontro-marcado-netflix/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-encontro-marcado-netflix/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2020 15:43:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Catálogo]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Anthony Hopkins]]></category>
		<category><![CDATA[Brad Pitt]]></category>
		<category><![CDATA[Claire Forlani]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dica do Dia]]></category>
		<category><![CDATA[Encontro Marcado]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Jake Weber]]></category>
		<category><![CDATA[Jeffrey Tambor]]></category>
		<category><![CDATA[June Squibb]]></category>
		<category><![CDATA[Marcia Gay Harden]]></category>
		<category><![CDATA[Martin Brest]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=12920</guid>

					<description><![CDATA[<p>Tem filmes que conversam com nossa alma, como se eles se conectassem com pontos específicos das nossas necessidades ou memórias afetivas. Encontro Marcado (1998) se encaixa justamente nesta categoria. Era um dos filmes favoritos de meu avô, a quem devo toda a minha paixão pelo cinema. Lembro que assisti quando era pequena (na época de seu lançamento eu tinha apenas 8 anos), mas naturalmente não absorvi os detalhes. Revendo aos quase 30 anos, vejo que meu avô tinha suas razões [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-encontro-marcado-netflix/">Dica do Dia: Encontro Marcado (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Tem filmes que conversam com nossa alma, como se eles se conectassem com pontos específicos das nossas necessidades ou memórias afetivas. <em><strong>Encontro Marcado</strong></em> (1998) se encaixa justamente nesta categoria. Era um dos filmes favoritos de meu avô, a quem devo toda a minha paixão pelo cinema. Lembro que assisti quando era pequena (na época de seu lançamento eu tinha apenas 8 anos), mas naturalmente não absorvi os detalhes. Revendo aos quase 30 anos, vejo que meu avô tinha suas razões em adorar este longa.</p>
<p><em>Meet Joe Black</em> (título original) conta a história de Bill Parrish (Anthony Hopkins, <em>Dois Papas</em>), um magnata da comunicação que está prestes a fazer 65 anos e terá uma grande festa promovida pelas filhas. Ele começa a ouvir vozes que ficam sussurrando palavras soltas no seu ouvido. Até que finalmente encontra com Joe Black (Brad Pitt, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Era uma Vez em&#8230; Hollywood</em></a>), que é ninguém menos que a Morte. Ele chega afirmando que está ali para levá-lo mas, como pretende conhecer os hábitos dos humanos, propõe retardar esta partida se o bilionário tornar estas &#8220;férias&#8221; interessantes e instrutivas.</p>
<p>A partir daí, se inicia uma longa trama de construção da relação entre os dois personagens, detalhada e cuidadosa. Bill é extremamente apegado às filhas, Susan (Claire Forlani, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-cinco-passos-de-voce/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>A Cinco Passos de Você</em></a>) e Allison (Marcia Gay Harden, <em>Na Natureza Selvagem</em>). A primeira é médica e favorita do pai, enquanto a segunda se dedica à família e convoca sempre a atenção paterna. Susan está prestes a casar com um dos braços direitos do pai e sente que a vida a está empurrando em direções. Ao conhecer um jovem numa cafeteria, tem um súbito envolvimento que vai mudar a sua vida.</p>
<p>À medida que o longa vai se desenvolvendo e caracterizando seus personagens, o espectador vai se envolvendo em uma trama de relacionamentos e questionamentos sobre o que de fato é importante na vida. A Morte parece muito interessada em conhecer a rotina dos humanos, enquanto esses parecem focar mais na ambição do que nas pequenas e importantes coisas. O filme trilha sem pressa este caminho. Sim, são 3h de duração para um filme de drama com romance, mas posso te afirmar que cada minuto é válido. Talvez a minha preferência por temáticas monótonas interfira nesta opinião? Sim. Mas acredito que o tempo alongado não chega a incomodar.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12921" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/0f25a61c90591e790e4f99ee3ebd45ac.jpg" alt="Encontro Marcado" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/0f25a61c90591e790e4f99ee3ebd45ac.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/0f25a61c90591e790e4f99ee3ebd45ac-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/0f25a61c90591e790e4f99ee3ebd45ac-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Pontuado com momentos de humor, o roteiro tem uma preocupação maior de fazer o espectador sentir todas as emoções que são experienciadas pelos personagens. Tudo isso é graciosamente beneficiado por uma trilha sonora incrível performada pelo compositor Thomas Newman, que teve destaque em vários longas, como <em>Perfume de Mulher</em>. Dito isso, os leitores mais vorazes do <strong>Coisa de Cinéfilo</strong> já devem notar o quanto a trilha sonora é importante para mim. <em><strong>Encontro Marcado</strong></em> brilha neste quesito e vocês entenderão o motivo ao assistir ao longa.</p>
<p>Assistimos a desconstrução do propósito da Morte, que acaba se apaixonando perdidamente por Susan, dando início a uma grande paixão e todas as suas problemáticas. O envolvimento deles é bem construído e cuidadoso. Aliás, a excelente construção dos coadjuvantes contribui muito para o destaque das histórias principais. É o caso do ótimo Quince, vivido por Jeffrey Tambor (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-morte-de-stalin/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>A Morte de Stalin</em></a>).</p>
<p>Com um elenco fantástico e afiado, as composições dos personagens parecem muito naturais. A eminência da morte e o fácil convívio com ela mesma pondera a percepção de importância das pequenas coisas, como os abraços de filhos, desfrutar de seu prato favorito e ouvir uma boa música. O fim parece pouco surpreendente por um lado, mas acalenta ao público de outro. É emocionante e intenso. Talvez um pouco apelativo com sua grandiosidade? Sim. Mas <em><strong>Encontro Marcado</strong> </em>como um todo é assim e não vejo isso como demérito e sim, uma característica. Assista e se apaixone!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Martin Brest<br />
<strong>Elenco:</strong> Brad Pitt, Anthony Hopkins, Claire Forlani, Marcia Gay Harden, Jake Weber, Jeffrey Tambor, June Squibb</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Kl33AWk9D1s" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-encontro-marcado-netflix/">Dica do Dia: Encontro Marcado (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-encontro-marcado-netflix/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dica do Dia: A Despedida (Looke)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-a-despedida-looke/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-a-despedida-looke/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2020 19:36:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Catálogo]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[A Despedida]]></category>
		<category><![CDATA[Aoi Mizuhara]]></category>
		<category><![CDATA[Awkwafina]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Diana Lin]]></category>
		<category><![CDATA[Dica do Dia]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Hongli Liu]]></category>
		<category><![CDATA[Lulu Wang]]></category>
		<category><![CDATA[Shimin Zhang]]></category>
		<category><![CDATA[Shuzhen Zhao]]></category>
		<category><![CDATA[Streaming]]></category>
		<category><![CDATA[Tzi Ma]]></category>
		<category><![CDATA[X Mayo]]></category>
		<category><![CDATA[Xiang Li]]></category>
		<category><![CDATA[Yang Xuejian]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=12869</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Despedida é um filme peculiar pela proximidade da história da sua diretora Lulu Wang com a trama da imigrante chinesa que sai dos EUA e retorna a seu país de origem para acompanhar aqueles que seriam os últimos dias da sua avó, portadora de um câncer em estágio terminal. Também roteirista do longa, Wang trouxe para as telas parte da sua relação com sua nai nai (como eles chamam avó em mandarim) e o choque cultural que o enfrentamento [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-a-despedida-looke/">Dica do Dia: A Despedida (Looke)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>A Despedida</strong></em> é um filme peculiar pela proximidade da história da sua diretora Lulu Wang com a trama da imigrante chinesa que sai dos EUA e retorna a seu país de origem para acompanhar aqueles que seriam os últimos dias da sua avó, portadora de um câncer em estágio terminal. Também roteirista do longa, Wang trouxe para as telas parte da sua relação com sua nai nai (como eles chamam avó em mandarim) e o choque cultural que o enfrentamento de temas como a morte sempre trazem no diálogo entre as perspectivas ocidentais e orientais sobre o assunto.</p>
<p>Wang faz de <strong><em>A Despedida</em></strong> uma narrativa sobre o choque cultural de uma jovem chinesa há anos nos EUA interpretada por Awkwafina (de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-oito-mulheres-e-um-segredo/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Oito Mulheres e um Segredo</em></a> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-podres-de-ricos/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Podres de Ricos</em></a>) e parte da sua família que acabou ficando na China. Ao longo da história, o grupo de personagens discordam e lidam com a incompreensão sobre a manutenção do sigilo no que diz respeito ao diagnóstico da nai nai.</p>
<p>Ao longo de <em><strong>A Despedida</strong></em>, é interessante perceber como Lulu Wang conseguiu conciliar os diversos interesses do longa. Ao mesmo tempo em que <em><strong>A Despedida</strong></em> é uma imersão nessa junção cultural e consegue dimensionar seu tema tanto pela perspectiva dos chineses &#8220;americanizados&#8221; e seus sentimentos de &#8220;despatrialização&#8221;, já que acabam &#8220;não pertencendo&#8221; a nenhum dos dois territórios, consegue trazer um olhar ocidental cheio de empatia para a cultura oriental, algo que possivelmente só consegue pelo vínculo da realizadora com essa ramificação da sua árvore genealógica.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12870" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/5975687.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="A Despedida" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/5975687.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/5975687.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/5975687.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O longa também consegue ser um drama sensível, capaz de construir arcos complexos e cheios de introspecção para suas protagonistas, o que arranca dos seus atores, sobretudo Awkwafina e a adorável Shuzhen Zhao (a nai nai da família), que têm desempenhos repletos de nuances sugeridas em detalhes. Nesse sentido, A Despedida acaba se tornando terreno fértil para Wang exercitar com poesia e plasticidade os momentos de emoção mais singelas do filme, explorando com elegância cada um dos sentimentos que a história sugere, sem grandiloquência no uso de recursos à moda chinesa.</p>
<p>Assim, o que temos ao final da jornada de Billi (Awkwafina) é um processo de reconhecimento de si através da refamiliarização com suas origens. Lulu Wang traça toda essa trajetória com bastante propriedade e apreço aos traços mais humanos dos seus personagens. <em><strong>A Despedida</strong></em> também é uma bela reverência aos antepassados e à importância de valorizar cada momento, o mais banal possível, com eles.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Lulu Wang<br />
<strong>Elenco:</strong> Awkwafina, Shuzhen Zhao, X Mayo, Tzi Ma, Diana Lin, Yang Xuejian, Aoi Mizuhara, Xiang Li, Hongli Liu, Shimin Zhang</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/T3Y6b36eMK4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-a-despedida-looke/">Dica do Dia: A Despedida (Looke)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-a-despedida-looke/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dica do Dia: For Sama (Globoplay)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-for-sama-globoplay/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-for-sama-globoplay/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2020 22:12:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Catálogo]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dica do Dia]]></category>
		<category><![CDATA[Documentário]]></category>
		<category><![CDATA[Edward Watts]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[For Sama]]></category>
		<category><![CDATA[Globoplay]]></category>
		<category><![CDATA[Streaming]]></category>
		<category><![CDATA[Waad Al-Kateab]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=12808</guid>

					<description><![CDATA[<p>Constantemente bombardeada durante a rebelião síria, Aleppo é uma cidade fantasma. Ruas vazias, construções implodidas ou quase destruídas e pessoas feridas em busca de socorro são constantes nesse cenário. Em meio a esse caos, a jornalista e cineasta síria Waad Al-Kateab registra o trabalho do seu marido, um médico responsável por uma equipe que socorre vítimas da violência. Waad também usa sua câmera para refletir sobre a criação da sua filha Sama enquanto sonha com uma Síria livre. O documentário [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-for-sama-globoplay/">Dica do Dia: For Sama (Globoplay)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Constantemente bombardeada durante a rebelião síria, Aleppo é uma cidade fantasma. Ruas vazias, construções implodidas ou quase destruídas e pessoas feridas em busca de socorro são constantes nesse cenário. Em meio a esse caos, a jornalista e cineasta síria Waad Al-Kateab registra o trabalho do seu marido, um médico responsável por uma equipe que socorre vítimas da violência. Waad também usa sua câmera para refletir sobre a criação da sua filha Sama enquanto sonha com uma Síria livre.</p>
<p>O documentário <em><strong>For Sama</strong></em>, um dos títulos indicados na última edição do Oscar, consegue dimensionar todo o horror dessa situação a partir de uma aproximação íntima com os sujeitos que são vítimas dela. Um recurso extremamente simples, mas totalmente eficaz que Waad põe em prática através de imagens que registram situações cortantes como a tentativa de reanimar um recém-nascido cuja mãe acabara de ser atingida, o desespero de duas crianças ao receber a notícia dos médicos de que seu irmão acabara de falecer ou, de maneira ainda mais pessoal, as angústias da cineasta como mãe de uma bebê que testemunha toda essa sociedade em ruína.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12809" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/3280014.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="For Sama" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/3280014.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/3280014.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/3280014.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Como registro, <strong><em>For Sama</em></strong> é um filme bastante eficaz. O longa tem a força emotiva de um testemunho histórico que evita qualquer sensacionalismo. As imagens do documentário chocam pela maneira seca com a qual exibe a angústia cotidiana que toma conta dos cidadãos de Aleppo que chegam ao hospital do esposo de Waad. Há momentos, como os já citados, de completa suspensão do fôlego do espectador.</p>
<p>Como narrativa, <strong><em>For Sama</em></strong> exibe um leve anticlímax em minutos finais que, deveriam, mas não conseguem superar a força das imagens que os precederam. Ainda assim, na maior parte do tempo Waad consegue delinear de maneira fluida seu diário de sobrevivência na Síria contemporânea fazendo do seu filme um testemunho atemporal de como os atos de uns poucos homens no poder são capazes de trazer como resultado cenas que exibem a crueldade na sua forma mais bruta.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Waad Al-Kateab, Edward Watts</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/2d_ZCfVGQSg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-for-sama-globoplay/">Dica do Dia: For Sama (Globoplay)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-for-sama-globoplay/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dica do Dia: Your Name (Netflix)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-your-name-netflix/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-your-name-netflix/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 May 2020 19:12:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Catálogo]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Anime]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dica do Dia]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Makoto Shinkai]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
		<category><![CDATA[Your Name]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=12797</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Dica do Dia desta vez é o anime Your Name, que está disponível na Netflix e é uma excelente escolha para quem quer um produto de qualidade e que propõe reflexões interessantes. Mitsuha é uma jovem que mora no interior do Japão, em uma cidade super pacata e sonha em morar em Tóquio. Já Taki mora em Tóquio, está cansado da correria da cidade e quer largar o emprego de garçom para se tornar arquiteto. Misteriosamente, os dois estão [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-your-name-netflix/">Dica do Dia: Your Name (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Dica do Dia desta vez é o anime <em><strong>Your Name</strong></em>, que está disponível na Netflix e é uma excelente escolha para quem quer um produto de qualidade e que propõe reflexões interessantes. Mitsuha é uma jovem que mora no interior do Japão, em uma cidade super pacata e sonha em morar em Tóquio. Já Taki mora em Tóquio, está cansado da correria da cidade e quer largar o emprego de garçom para se tornar arquiteto. Misteriosamente, os dois estão conectados de maneira muito profunda e reveladora.</p>
<p>A trama se inicia com a exploração acertada da rotina e cultura em que Mitsuha está inserida, num contexto que mescla os avanços tecnológicos bem característicos do Japão, com a tradição milenar e seus rituais. Tudo isso envolto em uma mística um tanto confusa, inicialmente, que mostra que a menina tem sonhos realistas demais com alguém que nem conhece.</p>
<p>A medida que o filme avança e os desdobramentos vão sendo explicados, entendemos que trata-se de uma mistura de almas e seus corpos, sem qualquer explicação ou precedente. Inclusive, isso não se faz necessário. O simples fato da existência desta transição de corpos é entendível pelo vínculo que é criado pelos protagonistas. O romance então vai se desenvolvendo de uma maneira muito pura e intensa, quase que mágica.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12798" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/438305.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Your Name" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/438305.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/438305.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/438305.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Com a proximidade de uma chuva de meteoros que está prevista para dali algumas semanas, as coisas vão ficando ainda mais intensas. As mudanças acontecem quase que diariamente e Taki e Mitsuha começam a se ajudar nas suas vidas, dando dicas de como se comportar, mudanças que podem fazer. Tudo isso sempre escrevendo num diário para que ambos possam saber no dia seguinte o que foi que aconteceu enquanto estavam &#8220;fora&#8221;. O filme peca ao não explicar logo de cara porquê eles não podem simplesmente trocar mensagens. Somente ao final do longa algumas peças neste sentido vão se encaixando e dando razão ao que foi pensado.</p>
<p>Um elemento de incômodo para mim foi a sexualização do corpo feminino. Não sou tão assídua de animes, então o choque talvez tenha sido um pouco maior. Embora não seja um longa infantil, <em><strong>Your Name</strong> </em>tem a censura livre. Ainda assim, a sexualização do corpo feminino, por ora mostrado com <em>closes</em> em decotes, saias curtas, apalpando os seios, é algo presente em todo o longa, mesmo que de maneira sutil, em alguns momentos. Algo comum nos animes, mas nem por isso deveria ser normalizado.</p>
<p>O filme finaliza de maneira tão imaginativa e amorosa quanto começa, deixando o espectador com aquela sensação boa no coração, típica dos romances. Como um todo, ele pode soar um pouco caótico e confuso, especialmente para aquele espectador mais desatento. E isso é um elemento que tira pontos de <em><strong>Your Name</strong></em>. Ainda assim, é um anime de qualidade, tanto de narrativa quanto de produção, que vale muito a pena ser conferido.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Makoto Shinkai<br />
<strong>Elenco:</strong> Ryûnosuke Kamiki, Mone Kamishiraishi, Masami Nagasawa</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/nLhKXh6sJtk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-your-name-netflix/">Dica do Dia: Your Name (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-your-name-netflix/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dica do Dia: O Jovem Ahmed (Now)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-o-jovem-ahmed-now/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-o-jovem-ahmed-now/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2020 23:42:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Catálogo]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Claire Bodson]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Idir Ben Addi]]></category>
		<category><![CDATA[Jean-Pierre]]></category>
		<category><![CDATA[Luc Dardenne]]></category>
		<category><![CDATA[Myriem Akheddiou]]></category>
		<category><![CDATA[Now]]></category>
		<category><![CDATA[O Jovem Ahmed]]></category>
		<category><![CDATA[Olivier Bonnaud]]></category>
		<category><![CDATA[Othmane Moumen]]></category>
		<category><![CDATA[Streaming]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
		<category><![CDATA[Victoria Bluck]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=12783</guid>

					<description><![CDATA[<p>Com O Jovem Ahmed, a dupla de cineastas Jean-Pierre e Luc Dardenne (Dois Dias, Uma Noite) utilizam um cinema dos gestos cotidianos e do pouco destaque aos grandes eventos para explorar um estudo de personagem, mas, antes disso, uma análise minuciosa sobre o extremismo religioso. A partir da jornada de um garoto muçulmano de 13 anos influenciado pelas interpretações do seu primo para as palavras do Corão, Ahmed encontra como inimiga sua professora, uma mulher que insiste em ensinar o [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-o-jovem-ahmed-now/">Dica do Dia: O Jovem Ahmed (Now)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com <em><strong>O Jovem Ahmed</strong></em>, a dupla de cineastas Jean-Pierre e Luc Dardenne (<em>Dois Dias, Uma Noite</em>) utilizam um cinema dos gestos cotidianos e do pouco destaque aos grandes eventos para explorar um estudo de personagem, mas, antes disso, uma análise minuciosa sobre o extremismo religioso. A partir da jornada de um garoto muçulmano de 13 anos influenciado pelas interpretações do seu primo para as palavras do Corão, Ahmed encontra como inimiga sua professora, uma mulher que insiste em ensinar o árabe para seus alunos bem longe das páginas do livro sagrado.</p>
<p>Há uma série de tensões sociais e históricas sobrepostas nessa relação entre Ahmed e sua professora: o gênero, a imigração, a religião. Todas elas serão determinantes na constituição do homem que esse menino se tornará no futuro. Todas elas entram em estado de ebulição na biografia de uma personalidade em formação, um adolescente cujos ambíguos traços de personalidade sugerem um mal sendo germinado, mas também uma potencialidade de redenção, ou seja, de libertação de toda essa corrupção moral.</p>
<p>Em menos de 90 minutos de duração, os irmãos Dardenne conseguem explorar todas as nuances e conflitos da psiquê desse adolescente dividido entre as interpretações radicais da sua religião, que versam sobre vingança e violência, e seus próprios desejos e afetos. Ao longo do filme, os Dardenne acompanham os gestos mais singelos de Ahmed, interpretado por Idir Ben Addi, com grande atenção. É bem claro desde o princípio que aquilo que de mais determinante existe na formação desse jovem protagonista está no mais banal dos seus movimentos.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12784" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/4516710.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="O Jovem Ahmed" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/4516710.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/4516710.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/4516710.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Os Dardenne fazem um estudo detalhado sobre os meandros da semente do terrorismo e do conflito de imigrantes muçulmanos em países europeus, sem moralismos e sublinhando o lado soturno do ressentimento germinado na mente de muitos jovens. Nesse sentido, Ahmed é construído como um personagem complexo que sempre rivaliza e entra em conflito quando sua responsabilidade para com o revanchismo cultural colide com o remorso no tratamento que dá para sua professora ou na vivência do primeiro amor, quando começa a sentir algo por uma garota quando passa um tempo no reformatório.</p>
<p>Até o último segundo de <strong><em>O Jovem Ahmed</em></strong>, os Dardenne coloca o seu jovem protagonista no liame entre uma patologia mental em estado de amadurecimento e a inocência e abertura afetiva típica da idade do garoto, nos fazendo perceber o mal como algo que deforma e desvirtua um sujeito. Nessa narrativa, os cineastas são atentos mais às ações rotineiras do que a dinâmicas grandiloquentes e grandes diálogos. É um cinema extremamente eficiente que os diretores já realizaram em títulos como <em>Dois Dias, Uma Noite</em> e que aqui confirma sua eficiência em prol da discussão sobre uma sociedade atravessada por ressentimentos culturais.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jean-Pierre e Luc Dardenne<br />
<strong>Elenco:</strong> Idir Ben Addi, Olivier Bonnaud, Myriem Akheddiou, Victoria Bluck, Claire Bodson, Othmane Moumen</p>
<p><strong>Assista ao <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/trailer/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">trailer</a>!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/fFbXCdAq6Og" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-o-jovem-ahmed-now/">Dica do Dia: O Jovem Ahmed (Now)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-o-jovem-ahmed-now/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
