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	<title>Enoe Lopes Pontes, Autor em Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Enoe Lopes Pontes, Autor em Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>15º Olhar de Cinema: Quase inverno</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 01:49:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quase Inverno é um longa-metragem paranaense, dirigido por Rodrigo Grota. A obra é livremente inspirada na peça As Três Irmãs, de Anton Tchekhov. Apesar do desejo de adaptar uma obra tão importante ser válido, o que falta aqui são os elementos pilares do audiovisual: compreender sobre adaptação, sobre atuar para a câmera e como decupar cinema. Diversas vezes, colegas da crítica comentam que um filme parece teatro ou novela, como se esse aspecto fosse algo ruim. Ambos os formatos podem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;"><em>Quase Inverno</em> é um longa-metragem paranaense, dirigido por Rodrigo Grota. A obra é livremente inspirada na peça As <em>Três Irmãs, </em>de Anton Tchekhov<em>.</em></p>
<p style="font-weight: 400;">Apesar do desejo de adaptar uma obra tão importante ser válido, o que falta aqui são os elementos pilares do audiovisual: compreender sobre adaptação, sobre atuar para a câmera e como decupar cinema.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Diversas vezes, colegas da crítica comentam que um filme parece teatro ou novela, como se esse aspecto fosse algo ruim. Ambos os formatos podem inspirar uma boa produção cinematográfica.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Contudo, essa discussão é maior, intensa e seria um curso de um semestre. </span>O que importa nisso tudo então? O teatral de <em>Quase Inverno</em> é quando o termo pode ser utilizado como algo ruim.</p>
<p style="font-weight: 400;">Porque o ideal do filme é que ele seja pensado como audiovisual. E os incômodos aqui são diversos. A começar pelo uso de diversos tamanhos de planos na mesma cena.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Em uma sequência, essa percepção se amplia. Os três irmãos mais velhos fazem seus monólogos. A transição entre os enquadramentos não é suave, tampouco faz sentido narrativo.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Parece que a direção queria criar um efeito dramático, no sentido do gênero drama mesmo. </span><span style="font-weight: 400;">No entanto, um distanciamento com a plateia se estabelece.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Isto porque essas idas e vindas de quadro fazem com a plateia quebre a continuidade visual</span><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;">As atuações não ajudam a suavizar essa fruição truncada.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">A sensação que o elenco passa é a de que não entenderam o texto e nem as motivações de seus papéis. </span><span style="font-weight: 400;">Há muita declamação, para um texto realista. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">É complicado acompanhar uma produção baseada em Tchekhov, na qual as frases são ditas sem reflexão, sem tônus no corpo e sem compreensão do que se é proferido.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Porque quando se entende as intenções de uma personagem, o ritmo é alcançado. Isto é, as alternâncias de velocidade e o uso dos planos baixo, médio e alto* ocorrem porque fazem sentido.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Mas, em Quase inverno o elenco parece usar códigos de boa atuação sem refletir se o uso é preciso e sem demonstrar compreensão do texto verbal.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Um ator não pode usar uma regra </span><span style="font-weight: 400;">de variação tonal e de altura corpórea só porque ela existe. </span><span style="font-weight: 400;">Desta maneira, os diálogos fogem da organicidade. E a decupagem não ameniza a ausência de habilidade cinematográfica dos interpretes.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">E é difícil escrever tudo isso, porque é nítido que a equipe está se esforçando para tentar fazer um longa em um estilo “drama familiar de dores profundas, com suspense”. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Todavia, nem a suspensão acontece e nem  dramaticidade é crível, por conta das atuações e da direção, mas também da própria lógica de roteiro, que escolhe idas e vindas, porém se perde.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Na hora de contar sobre os traumas da irmã caçula, o filme usa flashbacks, mas entre ir e voltar, as personagens vão se perdendo e parecem que são outras, sem construção ou aparente intencionalidade.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">E é uma pena todo esse caos, porque a equipe de arte também deve ter se esforçado bastante para adereçar a casa na qual a história se passa. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Apesar de visualmente ser dificil estabelecer em que época a trama se passa e isso não parece proposital, os tecidos utilizados pelo figurino são vistosos e os objetos de cena bem acabados.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Há aqui uma tentativa forte de trazer um primor para a cena. </span><span style="font-weight: 400;">Desta maneira, <em>Quase inverno</em> pode ser apenas um filme imaturo. Talvez, seu grande problema seja mirar em uma historia muito distante dos sentimentos e/ou da experiência de quem está criando. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Obviamente, “o poeta é um fingidor” e arte é um trabalho, a equipe poderia emular um interesse, mas não o desconhecimento.  Nesta obra falta motivação e compreensão deste universo europeu.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Não basta gravar um longa em um lugar frio, com roupas de bom corte e esperar que a morbidez cotidiana de Tchekkov se instale.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">E, apesar de artistas merecerem todo respeito do mundo por suas tentativas, a plateia também necessita desse mesmo respeito. </span>Quando uma equipe decide filmar um produto audiovisual é extremamente relevante pensar até onde aquele grupo consegue entregar.</p>
<p style="font-weight: 400;">Será que não é melhor simplificar a produção e focar em mais tempo de trabalho da direção geral com a de fotografia? Ou… Mais tempo de preparação de elenco? Questões a serem pensadas sempre no cinema.</p>
<p>* aqui falando da parte fisica do ator e não da câmera.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Rodrigo Grota</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Simone Iliescu, Ondina Clais, Luiza Quinteiro</p>
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		<title>15º Olhar de Cinema: Adulto/Homem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Jun 2026 15:01:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[15º Olhar de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Adulto/Homem]]></category>
		<category><![CDATA[Olhar de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Diógenes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se tem uma coisa que vai acontecer é essa que vos escreve usar “plano adulto/homem” para falar de um plano longuíssimo. De fato, o longa-metragem de Pedro Diógenes acontece inteiro em um grande travelling de rostos e vozes off. Cabe ao espectador decidir se sente empatia por esse formato ou não. O que é possível dizer deste filme de um tom só é que a luz é impecável, mas é uma luz apenas. Isso facilita demais o trabalho da fotografia. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;">Se tem uma coisa que vai acontecer é essa que vos escreve usar “plano adulto/homem” para falar de um plano longuíssimo. De fato, o longa-metragem de Pedro Diógenes acontece inteiro em um grande travelling de rostos e vozes off.</p>
<p style="font-weight: 400;">Cabe ao espectador decidir se sente empatia por esse formato ou não. O que é possível dizer deste filme de um tom só é que a luz é impecável, mas é uma luz apenas. Isso facilita demais o trabalho da fotografia.</p>
<p style="font-weight: 400;">Essa também é uma obra específica para um grupo, que os atores. Dificilmente algum ator vai passar batido pelo longa. <span style="font-weight: 400;">Existe também uma destreza da fotografia pelo travelling bem realizado. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">A forma de filmar é bem relevante aqui, porque ela é sutil e não retira a atenção do espectador. O foco são as personagens e, de fato, a estrutura funciona por um bom tempo de projeção.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Mas, é necessário se dizer que cinema é para o público e não para uma parte dele. E é preciso, com muita seriedade, ter respeito pelo espectador e refletir se um dado material interessa mesmo para toda e qualquer plateia. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">No mínimo, tem-se que pensar como tornar aquele tema mais interessante narrativa ou visualmente. </span><span style="font-weight: 400;">Cinema é linguagem. Diogenes arrisca nela aqui e isso dá certo por um momento.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Para essa que vos escreve, foram 40 minutos satisfatórios na sala do Museu Oscar Niemeyer. Quarenta, de 70 minutos.  </span><span style="font-weight: 400;">Mas, lembrando que esta critica aqui é formada em interpretação teatral e é fascinada por escutar sobre o universo de seus colegas de profissão.</span></p>
<p>Então, o que foram os 30 minutos finais de projeção? Clamores mentais para que o próximo ombro, do próximo interprete não surgisse na tela. Cada mudança de voz, virava uma tortura dantesca. É tempo demais para a mesma estrutura quando o que está sendo dito não é tão interessante assim.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">A redundância poderia ser amenizada por algo estético visual ou verbal. Reiteração de imagem e de fala e de texto ficcional, por 70 minutos, é pedir demais da plateia. Mas, é a partir dessa afirmação que uma contradição se forma nesta análise.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Porque, ao mesmo tempo, em uma era que quantidade de informação é privilegiada, mais do que a qualidade, um valor artístico se forma aqui. A sociedade atual quer velocidade excruciante e tem um desejo narcisista de fazer trends com o próprio rosto de temas variados.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Neste sentido, o filme de Diógenes é um ponto fora da curva e isso é um ganho. Ele oferta ao público um respiro. </span>Ainda assim, a obra poderia sim ser mais enxuta ou contar com algum outro recurso, principalmente em termos de desenvolvimento da narrativa.</p>
<p>Porque os desabafos são relevantes, mas eles rodam em círculos durante toda a sessão. <span style="font-weight: 400;">Assim, <em>Adulto/Homem</em> tem aspectos positivos como desafiar a mentalidade contemporânea de caos visual e digital.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Todavia, para firmar sua contribuição para o cinema e para a discussão sobre a realidade de atores no Brasil seria preciso ir mais fundo no debate.</span></p>
<p><strong>Direção</strong>: Pedro Diógenes</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Alisson Emanuel, Brunu Kunk, Carlos Magno</p>
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		<title>15º Olhar de Cinema: Reparação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 17:54:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[15º Olhar de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Marcus Curvelo]]></category>
		<category><![CDATA[Olhar de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Reparação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É difícil falar sobre os detalhes de aspectos formais e narrativos de Reparação. Quem já perdeu o pai, a mãe ou ambos sabe bem sobre esse nó na garganta que o tema dá. Mas, em termos técnicos, esta é uma obra coesa e sensível sobre o luto em sua forma mais traiçoeira: a memória. A lembrança da imagem e da voz estão incrustadas na tela, para todo sempre. Mas, é importante destacar como Marcus Curvelo, sem intenção, enganou sua audiência. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>É difícil falar sobre os detalhes de aspectos formais e narrativos de <em>Reparação</em>. Quem já perdeu o pai, a mãe ou ambos sabe bem sobre esse nó na garganta que o tema dá. Mas, em termos técnicos, esta é uma obra coesa e sensível sobre o luto em sua forma mais traiçoeira: a memória.</p>
<p>A lembrança da imagem e da voz estão incrustadas na tela, para todo sempre. Mas, é importante destacar como Marcus Curvelo, sem intenção, enganou sua audiência. <span style="font-weight: 400;">O diretor é o “menino do Joder”, das comédias mais afiadas do Brasil contemporâneo.<br />
</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para quem ama a mistura de sarcasmo refinado com humor quinta série, o cinema de Curvelo vai encantar. Esta que vos escreve, por exemplo, é fã, de verdade. </span>Fã a ponto de arranjar qualquer horário em festival para encaixar um filme do cineasta. Era Joder que esta singela crítica buscava aqui.</p>
<p>Mas, em uma sessão diurna de Olhar de Cinema, o encontrado foi um horizonte infinito de melancolia e consciência de linguagem cinematográfica. Aqui, Curvelo se vale de texturas, sobreposições e planos longos, que dão um poder para o público que talvez o público não queira.</p>
<p>Justamente porque a ideia de finitude, mesmo que seja a única certeza que a humanidade carrega, é a mais difícil de se aceitar.  Na sessão, quando a onda do mar bate, as cinzas do pai de Marcus se juntam a ela e o desespero de quem assiste aumenta.</p>
<p>O novo filme de Curvelo é um grito em formato de imagem. Ele cobre seu rosto, ou lateraliza ele, dissolve seu pai na tela e os sentidos dos sentimentos dele e de quem o assiste se ampliam. Uma relação de impermanência e sufocamento é estabelecida.</p>
<p>O luto é, de fato, um filme em p&amp;b, contemplativo, no qual é impossível mostrar o rosto de quem sofre completamente. Ainda assim, Curvelo não se esconde e a presença de sua mãe na narrativa e &#8211; aí sim mostrada com tempo estendido &#8211; dialoga com mais uma camada de sua perda e revela seu olhar para o que ele sentiu e sente.</p>
<p>O tempo que o diretor dá para Sônia também transmite força e por mais que exista dor posta no ecrã, ela é quem conecta a plateia com a lucidez e a necessidade de se viver o momento presente. Desta maneira, <em>Reparação</em> é um título sensível e até um tanto perturbador, mas que não é só um retrato de chagas de uma saudade irreparável.</p>
<p>O longa tem esperança para a vida, na figura de Sônia, e um apuro estético que se reflete nessa angústia que permanece mesmo após a exibição. Em sua autoficção, Marcus Curvelo diz muito de si e de seus pais, mas ele também continua conseguindo o que sempre fez: transformar o cinema em espelho de seu espectador.</p>
<p>A sessão escancara, com seus quadros demorados, as dores de quem acompanha a narrativa. Neste sentido, a qualidade técnica e a consciência sobre audiovisual, bem como a compreensão de como se expor em um filme fazem de Reparação uma obra contundente e expressiva.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Marcus Curvelo</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Sônia Gentil Curvelo, Marcus Curvelo, Joel Curvelo</p>
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		<title>15º Olhar de Cinema: As donzelas de Wilko</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 14:35:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[15º Olhar de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Andreja Wajda]]></category>
		<category><![CDATA[As donzelas de Wilko]]></category>
		<category><![CDATA[Olhar de Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ah, o olhar errante em direção às terras que um dia foram cobertas de alegria juvenil… Em As donzelas de Wilko, Andrzej Wajda (Tudo à venda) convida o espectador a embarcar em uma viagem nostálgica e complexa de seu protagonista , cheia de riquezas visuais e dramatúrgicas. É forte competir com as memórias juvenis das personagens. Baseado na obra de Jaroslaw Iwaszkiewicz,  o roteiro de Zbigniew Kaminski (Ambição fatal) coloca diálogos que leva o público a imaginar momentos divertidos, solares e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;">Ah, o olhar errante em direção às terras que um dia foram cobertas de alegria juvenil… Em <em>As donzelas de Wilko</em>, Andrzej Wajda (<em>Tudo à venda</em>) convida o espectador a embarcar em uma viagem nostálgica e complexa de seu protagonista , cheia de riquezas visuais e dramatúrgicas.</p>
<p>É forte competir com as memórias juvenis das personagens. Baseado na obra de Jaroslaw Iwaszkiewicz,  o roteiro de Zbigniew Kaminski (<em>Ambição fatal</em>) coloca diálogos que leva o público a imaginar momentos divertidos, solares e felizes da juventude de Wiktor (<span class="hero__primary-text" data-testid="hero__primary-text">Daniel Olbrychski)</span>, o protagonista, e as seis irmãs que dão nome ao titulo.</p>
<p>Essas menções deixam no ar que nada do que se verá visto no ecrã tem comparação com que essas figuras já vivenciaram. Paralelamente a essa estratégia verbal, Wajda constrói uma atmosfera pálida, junto com sua equipe. O sol e as cores quentes estão presentes, mas desbotadas.</p>
<p>Esse aspecto convoca a sensação de lembrança e saudade de um tempo que a plateia sequer conheceu. O mesmo se pode dizer dos ângulos de câmera e dos silêncios contemplativos. <span style="font-weight: 400;">Wajda trabalha a marcação de cena com o posicionamento de câmera de uma forma que o público quase sempre pareça à espreita.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Com a imagem lateralizada, outra sensação importante que a decupagem passa é a de sufocamento. Independentemente se o quadro está mais fechado ou aberto, o plano parece apertado. </span><span style="font-weight: 400;">Wiktor é um homem atormentado pela guerra e por tudo que ele pensa ter perdido de sua juventude por conta disso.<br />
</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, ele está preso nesta emoção e confuso com a efusividade e as transformações das irmãs de Wilko. Desta forma, Wajda coloca a plateia para se sentir como ele e no enquadramento mais fechado, os atores ficam ainda mais para frente, ocupando a tela sem deixar respiro.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;"> Já em imagens mais amplas, Wajda insere uma quantidade maior de informações, seja pelo número de objetos ou de personagens em cena. Por isso que, mesmo nos instantes de aparente silêncio e paz, falta ar para Wiktor. </span></p>
<p>Contudo, o tom de comédia de sorriso &#8211; como diz a professora Catarina Sant’anna, da UFBA &#8211; está presente durante toda a sessão. E o que é isso? O longa não tem um humor de fazer gargalhar. Não, ele convoca aquela graça suave, que mistura constrangimento com reflexão.</p>
<p>Em termos de melhorias, talvez o roteiro pudesse explorar mais a identidade das mulheres que Wiktor tanto deseja. Elas parecem operar em uma nota só: a nervosa, a tímida, a sonhadora. Ainda assim, <em>As donzelas de Wilko</em> é divertido, leve e vale o tempo.</p>
<p>E é engraçado observar e analisar a sua complexidade, no geral. Seja em seu texto ou em sua estética, ele é um filme que provoca emoções plurais, que trata de sentimentos simples e extremamente complicados, ao mesmo tempo.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Neste sentido, a música incidental ajuda a elaborar mais uma dessas camadas Wajdianas. Ela é aqui uma comentadora. Em suas velocidades que se transformam de acordo com a perspectiva de Wiktor sobre cada irmã, as sonoridades traduzem mais dos pensamentos do protagonista do que suas próprias falas.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Desta maneira, <em>As donzelas de Wilko</em> é um título importante do cinema. Com um discurso complexo e crítico, passado através do chiste e das impressões sensoriais, essa é uma sessão que quem assiste pode desejar que nunca termine de tão boa. </span></p>
<p><strong>Direção</strong>: Andrzej Wajda</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Daniel Olbrychski, Anna Seniuk, Maja Komorowska</p>
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		<title>15º Olhar de Cinema: Anistia 79</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 18:56:56 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[15º Olhar de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Anistia 79]]></category>
		<category><![CDATA[Anita Leandro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É surpreende quando uma obra com um tema político e social tão profundo se revela como um “filme de churrasco”. Apesar de toda a sua relevância para a luta contra ao apagamento histórico das barbáries cometidas pela ditadura militar, Anistia 79 traz alguns incômodos técnicos. O filme peca por focar demasiadamente nas relações interpessoais das figuras centrais da narrativa. Durante toda a sessão nomes emblemáticos para a anistia são revelados sem grandes explicações. É assim que se percebe que esta [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;">É surpreende quando uma obra com um tema político e social tão profundo se revela como um “filme de churrasco”. Apesar de toda a sua relevância para a luta contra ao apagamento histórico das barbáries cometidas pela ditadura militar, <em>Anistia 79</em> traz alguns incômodos técnicos.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">O filme peca por focar demasiadamente nas relações interpessoais das figuras centrais da narrativa. Durante toda a sessão nomes emblemáticos para a anistia são revelados sem grandes explicações. </span>É assim que se percebe que esta é uma produção específica, sobre um grupo específico e para esse mesmo grupo específico.</p>
<p style="font-weight: 400;">A grande questão é que, apesar do cinema não dever grandes explicações (não como obrigação), é difícil pensar no contexto político e social brasileiro e esperar que toda a plateia vá procurar descobrir quem foi o senador italiano Lelio Basso e quem é Denise Crispim.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">A condescendência pode aumentar e se dizer que saber quem eles são também não é preciso, mas este texto não chegará a tanto. Contudo, é preciso lembrar também que o cinema precisa criar uma relação com seu público, mas, aqui, toda a projeção parece um diálogo interno e não convidativo.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">E isso também se dá porque a estrutura de “cabeças flutuantes” não é a das mais empolgantes. </span>Bom, depois de quatro parágrafos dissertando sobre os incômodos, vale ressaltar que <em>Anistia 79, </em>apesar de tropeços, não é uma produção ruim, mal feita ou mal pensada.</p>
<p style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo que fica esse nó na garganta de imaginar que esse doc foi feito para mostrar no almoço de domingo dos envolvidos com a obra, existem elementos estéticos e discursivos que elevam a potencialidade do filme. <span style="font-weight: 400;">A primeira questão é básica: todo e qualquer produto midiático que vá reforçar o perigo de uma ditadura, de forma honesta e cuidadosa, será sempre bem-vindo.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Dentro desta lógica, Anita Leandro (Retratos de Identificação) consegue mostrar a personalidade de sua direção, através das escolhas de planificação e ângulos das entrevistas (de câmera e de direcionamento de perguntas). Há também uma criatividade dentro desta forma tradicional escolhida por ela. </span></p>
<p style="font-weight: 400;">Há uma mescla interessante entre as filmagens de arquivo da Conferência Internacional pela Anistia no Brasil, de 1979, e entrevistas atuais com figuras importantes para o movimento. Isto porque os paralelos escolhidos em cada instante da projeção, cria o sentido de trama, com início, meio e fim e todos os elementos necessários para um enredo redondo.</p>
<p style="font-weight: 400;">O uso dessas imagens e sons, com pausas contemplativas, idas e vindas no vídeo e reflexão dos entrevistados também ajudam a direcionar o olhar de quem assiste para as questões centrais que a equipe deseja convocar. Existe uma aparente vontade de humanizar essas figuras históricas, fazendo com que se compreenda ainda mais a importância que o movimento teve no período.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Leandro dá a chance da plateia processar as informações e suas próprias emoções diante dos relatos trazidos para a tela. Quadros longos dos participantes do documentário observando a conferência ampliam o espaço para essa reflexão. A fotografia de Bené Machado também ajuda a criar uma atmosfera mais contemplativa e até mesmo de tensão em alguns momentos.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">A ambientação das conversas com os entrevistados se assemelha a de filmes de tribunais, o que aumenta a imersão no universo do sistema de justiça e das burocracias das leis brasileiras. Mas, claro, as personagens aqui são as vítimas que relatam impunidades do sistema ditatorial e as lutas pela Anistia.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Desta maneira, as figuras que aparecem no ecrã deixam nítida a seriedade e profundidade do que estava envolvido naquele momento. </span><span style="font-weight: 400;">Principalmente em pessoas como </span><span style="font-weight: 400;">Hamilton dos Santos, Luiz Eduardo Greenhalgh, Heloísa Greco, Branca Moreira Alves e Denise Crispim, as descrições em texto verbal, juntamente com as gravações da época, criam uma narrativa imagética paralela.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Nela, o espectador consegue visualizar os acontecimentos de maneira palpável. </span>Talvez fosse necessário trazer a presença de Crispim bem antes. A sua caminhada para a conferência com a filha é repetida diversas vezes durante a exibição, porém a plateia só tem contato com a personagem mais emblemática da narrativa no final do doc.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">É neste cenário de motivações coerentes que <em>Anistia 79</em> se torna um título relevante da cinematografia brasileira, mesmo que conte com irregularidades qualitativas em termos cinematográficos. Seria interessante que a proximidade com as pessoas da história fosse geral e não particular. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Contudo, se o público pesquisar direito, encontra as devidas informações para preencher as lacunas do filme de Leandro e consegue ressignificar a produção antes ou após a consumir. Já as/os nerds de história, faz a pipoca porque essa obra é toda para você!</span></p>
<p><strong>Direção</strong>: Anita Leandro</p>
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		<title>30º Cinepe: O cobrador de fraque</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 02:40:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[30º Cine PE]]></category>
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		<category><![CDATA[Leandro Ramos]]></category>
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		<category><![CDATA[O Cobrador de fraque]]></category>
		<category><![CDATA[Tomás Portella]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dentro de um imaginário popular, as comédias tendem a ser subestimadas. No entanto, é difícil equilibrar os três tripés da qualidade cômica no audiovisual, que são: conexão com as personagens, comicidade e a não previsibilidade. O cobrador de fraque chega perto de alcançar tamanha façanha. O que atrapalha a produção é a obviedade do roteiro e o desfecho dele, que é mal conduzido, como explicaremos mais adiante. Contudo, ainda assim, essas questões não chegam a interferir de forma tão profunda [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400; text-align: left;">Dentro de um imaginário popular, as comédias tendem a ser subestimadas. No entanto, é difícil equilibrar os três tripés da qualidade cômica no audiovisual, que são: conexão com as personagens, comicidade e a não previsibilidade. <em>O cobrador de fraque</em> chega perto de alcançar tamanha façanha.</p>
<p style="font-weight: 400; text-align: left;">O que atrapalha a produção é a obviedade do roteiro e o desfecho dele, que é mal conduzido, como explicaremos mais adiante. Contudo, ainda assim, essas questões não chegam a interferir de forma tão profunda no longa-metragem luso-brasileiro de Tomás Portella (<em>Isolados</em>).</p>
<p style="font-weight: 400; text-align: left;"><span style="font-weight: 400;"><em>Fraque</em> é divertido e contém algo que essa que vos escreve clama ao entrar numa sala de cinema: </span>personagens bem escritas, que geram empatia. Peri (Leandro Ramos) e Matilde (Gabriela Barros) são figuras que encantam na tela. Ambos possuem carisma e sabem jogar em cena. Os exemplos ocorrem durante toda a sessão.</p>
<p style="font-weight: 400; text-align: left;">No entanto,  nas sequências nas quais Peri está no ofício de cobrador de fraque e “persegue” Matilde para que ela pague é onde o ouro reside. Existe um ponto trabalhado por atores que é a contracena. <span style="font-weight: 400;">É necessário que existam ações que a personagem faça quando não está falando.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400; text-align: left;"><span style="font-weight: 400;">Pode parecer simples, na teoria, porém uma contracena bem feita não é nada fácil. Aqui, Gabriela e Leandro jogam com os olhos e a respiração. </span><span style="font-weight: 400;">Os intérpretes brincam com a dinâmica de deixar uma pausa entre uma fala e outra e, ao mesmo tempo, com a de não deixar espaço algum entre o texto dos dois. </span></p>
<p style="font-weight: 400; text-align: left;"><span style="font-weight: 400;">Essa maneira de atuar juntos é o ponto alto do longa. Além disso, a própria dramaturgia parece contribuir positivamente para essa construção da dupla. </span>De longe, Matilde e Peri são os que foram escritos com profundidade. A maneira como eles “acontecem” na tela deixa a impressão de que houve aqui um processo de escrita mais cuidadoso.</p>
<p style="font-weight: 400; text-align: left;">Muitas vezes acontece um trabalho completo de gênese da personagem ou em atividades típicas que os roteiristas fazem durante o processo de criação, como jogos de imaginação. Independentemente da estratégia que pode ter sido utilizada, o resultado está presente durante a projeção.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, ainda olhando para a análise das personagens, é possível notar que os coadjuvantes não foram tão bem pensados. Quanto mais à margem da trama estão, mais rasos e poucos explorados são.  </span>Esse fator poderia não atrapalhar o enredo se não fosse um único papel destoante nesse contexto.</p>
<p style="font-weight: 400;">O melhor amigo de Peri muda de personalidade abruptamente. A personagem de Marcello Melo Jr. tem uma reviravolta que faz pouco sentido na estrutura basilar da narrativa. Ele era o sensível e sonhado, que é colocado como um grande vilão, repentinamente.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">A impressão que esta escolha traz é a de que não havia um grande antagonista da história e, por isso, selecionaram esse caminho peculiar. A saída fácil se torna complicada neste cenário porque o filme nem precisava de grandes vilanias e peripécias.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">As próprias questões internas de Peri já seriam suficientemente boas para prender a atenção da plateia. Assim como o uso da luz e das texturas feitos pela direção de foto e de arte da produção fazem. É curioso observar como na dicotomia óbvia de paletas, a equipe constrói sentidos plurais para o enredo.</span></p>
<p>O Brasil de <em>Fraque</em> tem mais sombras, mais vermelho, mais internas em espaços apertados e objetos mais retos. Portugal é colocado como solar, de tom pastel, quase entediante, com externas, majoritariamente diurnas. Talvez seja uma visão exagerada de Lisboa, mas faz sentido para a história, porque é ali que Peri se descobre um homem feliz e melhor.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Desta maneira, <em>O Cobrador de Fraque</em> pode ser ingênuo e previsível, mas também aposta e consegue realizar um feito quase raro na atualidade: boas personagens centrais para o ecrã! Assim, esta é uma sessão leve e divertida, mas que também mostra uma habilidade meio nostálgica de fazer um cinema que deixa espaço para que um casal principal brilhe!</span></p>
<p><strong>Direção</strong>: Tomás Portella</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Leandro Ramos, Gabriela Barros, Marcello Melo Jr.</p>
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		<title>15º Olhar de Cinema anuncia vencedores desta edição</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 12:58:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[15º Olhar de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Curitiba]]></category>
		<category><![CDATA[Olhar de Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com o auditório do Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba, lotado, foram anunciados os premiados da 15ª edição do Festival Internacional Olhar de Cinema. Além das competitivas brasileira e internacional, o evento conta com o júri popular, o prêmio da crítica Abraccine, prêmio AVEC &#8211; PR, Prêmio Itaú Cultural Play, prêmio Cardume de curtas e prêmio Canal Brasil de curtas. Na competitiva brasileira, o maior ganhador da tarde foi o longa-metragem Olhe para mim, de Rafhael Barbosa, com três troféus. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;">Com o auditório do Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba, lotado, foram anunciados os premiados da 15ª edição do Festival Internacional Olhar de Cinema. Além das competitivas brasileira e internacional, o evento conta com o júri popular, o prêmio da crítica Abraccine, prêmio AVEC &#8211; PR, Prêmio Itaú Cultural Play, prêmio Cardume de curtas e prêmio Canal Brasil de curtas.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Na competitiva brasileira, o maior ganhador da tarde foi o longa-metragem <em>Olhe para mim</em>, de Rafhael Barbosa, com três troféus. Nas outras categorias, as escolhas foram mais espalhadas, com produções levando um ou dois prêmios. </span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-20732" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/06/15Olhardecinema-Dia-13-06-20-Easy-Resize.com_-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/06/15Olhardecinema-Dia-13-06-20-Easy-Resize.com_-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/06/15Olhardecinema-Dia-13-06-20-Easy-Resize.com_-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/06/15Olhardecinema-Dia-13-06-20-Easy-Resize.com_-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/06/15Olhardecinema-Dia-13-06-20-Easy-Resize.com_-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/06/15Olhardecinema-Dia-13-06-20-Easy-Resize.com_.jpg 1280w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><i data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Rafhael Barbosa, de Olhe para mim</i></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;"><br />
TODOS OS VENCEDORES</span></p>
<h3><em>Competitiva Brasileira (Longa-metragem):</em></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Melhor Montagem: Affonso Uchôa, por </span><span style="font-weight: 400;">A Noite e os Dias de Miguel Burnier</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Melhor Som: Lucas Coelho, por </span><span style="font-weight: 400;">Olhe Para Mim </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Melhor Fotografia: João Dumans, por A Noite e os Dias de Miguel Burnier</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Melhor Direção de Arte: Nina Magalhães, por Olhe Para Mim</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Melhor Atuação: Veronica Cavalcanti e Luciana Souza, por Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Melhor Roteiro: Pedro Diógenes, por Adulto/Homem </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Melhor Direção: Rafhael Barbosa, por Olhe Para Mim</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Menção Honrosa do Júri: Reparação, de Marcus Curvelo</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Melhor Filme: Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, de Janaína Marques</span></p>
<h3><em><strong>Competitiva Brasileira (Curta-metragem):</strong></em></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Prêmio Especial do Júri: Pinguim de Doce de Leite, de Ana Vitória Miotto Tahan</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Prêmio Olhar de Melhor Filme: Pirexia, de Nico da Costa</span></p>
<h3><em><strong>Competitiva Internacional (Longa-metragem)</strong></em></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Prêmio Especial do Júri de Melhor Filme: Bouchra, Orian Barki e Meriem Bennani</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Prêmio Olhar de Melhor Filme (Longa-metragem): Um Calendário Incompleto, se Sanaz Sohrabi</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Prêmio Olhar de Melhor Filme (Curta-metragem): Dragão, de Yashira Jordán</span></p>
<h2><em><strong>Premiações especiais</strong></em></h2>
<p>Prêmio da Crítica  Abraccine</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Melhor Longa-Metragem Brasileiro: Reparação, de Marcus Curvelo</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Melhor Curta-Metragem Brasileiro: Disciplina, de Affonso Uchôa</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Prêmio Canal Brasil de Curtas: O Segredo Sagrado (Everlane Moraes)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Prêmio Cardume de Curtas: Marimbã Está Acontecendo Maryn Marynho</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Prêmio Itaú Cultural Play (Mirada Paranaense Sanepar – curta-metragem): Estrelas Terrestres, de Rafael Neri M. Ferreira</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Prêmio AVEC-PR – Lu Rufalco (Mirada Paranaense Sanepar – curta-metragem): Tornar-se Ciborgue no Interior, de Louisa Savignon</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Prêmio Novos Olhares: Como Todo Mortal, de Maria Molina Peiró</span></p>
<h3><em><strong>Júri Popular</strong></em></h3>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Melhor Longa-Metragem: Se Pombos Virassem Ouro, de Pepa Lubojacki</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Melhor Curta-Metragem: Duwid Tuminkiz – Makunaima é Duwid?, de Gustavo Caboco Wapichana</span></p>
<p><br style="font-weight: 400;" /><strong>Fotos</strong>: <em><span data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="14.666667">Walter Thoms</span></em></p>
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		<title>30º Cine PE: Os arcos dourados de Olinda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 23:15:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[30º Cine PE]]></category>
		<category><![CDATA[Cine PE]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É perceptível como Os arcos dourados de Olinda conta com uma equipe que possui um humor requintado, que busca nas imagens cinematográficas o seu argumento discursivo. Ao mesmo tempo, o curta-metragem é permeado por uma arrogância juvenil, que diminui a qualidade do resultado geral, porque o tom do off beira ao monocórdico e as estratégias textuais deixam uma impressão de deja vu. O resultado geral não fica comprometido, mesmo com essa previsibilidade tonal e textual. Mas, para começar essa crítica [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;">É perceptível como <em>Os arcos dourados de Olinda</em> conta com uma equipe que possui um humor requintado, que busca nas imagens cinematográficas o seu argumento discursivo.</p>
<p style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo, o curta-metragem é permeado por uma arrogância juvenil, que diminui a qualidade do resultado geral, porque o tom do off beira ao monocórdico e as estratégias textuais deixam uma impressão de deja vu.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">O resultado geral não fica comprometido, mesmo com essa previsibilidade tonal e textual. Mas, para começar essa crítica de verdade, é preciso salientar também que o curta tem o seu lado positivo, que vem da precisão da montagem e a própria narração.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Ambos contribuem para a imersão do espectador com a obra e eleva a reflexão crítica presente na narrativa. </span>A forma como o universo político partidário se mistura com a complexidade da personalidade pernambucana (sobretudo olindense) surpreende.</p>
<p style="font-weight: 400;">Desde escolha dos trechos das imagens de arquivo até a maneira jocosa como as informações são trazidas fazem com que o público ria junto. Assim, <em>Arcos</em> tem consciência estética e discursiva.</p>
<p style="font-weight: 400;">Isso justamente porque a equipe constrói uma progressão e um tensionamento sobre a presença do McDonalds em Olinda. Ao mesmo tempo, o contexto político da época da vinda do ‘Méqui’ para a cidade é ilustrada, mas não de maneira expositiva.</p>
<p style="font-weight: 400;">Inclusive, durante toda a sessão, mesmo com a narração elucidando os aspectos sociais e partidários, as informações, por contarem com um tom cômico e um texto com reflexões, nada é óbvio.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Além disso, a ligação do visual com o que está sendo dito ajuda a incrementar a qualidade da obra. Os momentos mais expressivos que podem servir como exemplo para os elogios aqui presentes são quando o Méqui Olinda vai à falência e quando é informado ao público que outras grandes redes de fast food tiveram o mesmo destino.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Esses instantes resumem a argumentação presente no filme, bem como são nessas cenas que a edição brilha, nessa estratégia de dicotomia informar x mostrar. Assim, <em>Os arcos dourados de Olinda</em> é uma obra redonda e criativa, mas também não é absurdamente boa, a ponto de impressionar como um exemplar revolucionário em sua forma ou tema.</span></p>
<p><strong>Direção</strong>: Douglas Henrique</p>
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		<title>30º Cine PE: Mapas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 20:26:34 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[30º Cine PE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É notável dentro da sala de cinema quando uma equipe é esforçada. Um filme diz muito sobre quem o está realizando. Dentro desta lógica, Mapas possui muitas boas intenções, mas com tantas vontades e temas, a obra parece se perder em seus próprios conceitos. Um ponto positivo (e negativo, ao mesmo tempo) é que o longa-metragem de Rafael Lobo é intelectualizado demais. Por um lado, isso é agradável de acompanhar e coerente com a própria trama.  A história se passa [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>É notável dentro da sala de cinema quando uma equipe é esforçada. Um filme diz muito sobre quem o está realizando. Dentro desta lógica, <em>Mapas</em> possui muitas boas intenções, mas com tantas vontades e temas, a obra parece se perder em seus próprios conceitos.</p>
<p dir="ltr"><span data-originalfontsize="11pt" data-originalcomputedfontsize="14.666667">Um ponto positivo (e negativo, ao mesmo tempo) é que o longa-metragem de Rafael Lobo é intelectualizado demais. Por um lado, isso é agradável de acompanhar e coerente com a própria trama. </span></p>
<p dir="ltr"><span data-originalfontsize="11pt" data-originalcomputedfontsize="14.666667">A história se passa em um ambiente acadêmico, por isso, esse tempo dilatado e os diálogos com palavras mais rebuscadas fazem sentido. O que não dá para “botar fé” é a quantidade de planos reiterativos e longos. </span></p>
<p dir="ltr"><span data-originalfontsize="11pt" data-originalcomputedfontsize="14.666667">A ambientação e o estabelecimento de atmosfera são essenciais no cinema. No entanto, existe um momento em que você tem que passar o bastão da instalação de sensações iniciais para a trama em si.<br />
</span></p>
<p dir="ltr"><span data-originalfontsize="11pt" data-originalcomputedfontsize="14.666667">Os planos contemplativos somente fazem sentido se uma reflexão os acompanhar. Um exemplo sobre essa impressão de obra truncada é a abertura do filme, que tem uns três inícios. </span></p>
<p dir="ltr"><span data-originalfontsize="11pt" data-originalcomputedfontsize="14.666667">Algumas escolhas de </span><span data-originalfontsize="11pt" data-originalcomputedfontsize="14.666667">cortes ou criação de sentido faltaram para fazer com que a produção fosse mais efetiva. Todavia, é importante ressaltar que a produção conta com um elemento positivo: as personagens centrais.<br />
</span></p>
<p dir="ltr"><span data-originalfontsize="11pt" data-originalcomputedfontsize="14.666667">São elas que que ajudam muito para que a conexão com a história não se perca, tanto em termos de dramaturgia quanto em termos de atuação do elenco. </span>Júlia (Beta Rangel), Sérgio (Caique Copque) e Sofia (Bianca Terraza) são a força motriz que dinamiza o roteiro.</p>
<p dir="ltr">Em suas distinções de personalidade dentro do roteiro e na interpretação que o elenco dá para casa um, a trama se equilibra. A começar por Júlia. Ela é mais fria, racional e professoral.</p>
<p dir="ltr">Ela é quem tem um olhar quase igual ao do espectador, porque é mais distanciado e questionador. <span data-originalfontsize="11pt" data-originalcomputedfontsize="14.666667">Sérgio é voraz, curioso e passional. Ele parece representar a perspectiva da ficção, de quem embarca na jornada do fantástico. Por fim, Sofia é a doçura e o respiro.<br />
</span></p>
<p dir="ltr"><span data-originalfontsize="11pt" data-originalcomputedfontsize="14.666667">Com as suas sonoridades, ela é o único ponto de relaxamento, quando a obra alivia mais a sua lógica cerebral e vai para o sensorial. </span>Dentro desta dinâmica, é possível salientar que a trilha musical de <em>Mapas</em> é o ponto alto da criação e estabelecimento de atmosfera.</p>
<p dir="ltr">Se os planos longos e abertos cortam a suspensão, a musicalidade conserta um pouco essa quebra. <span data-originalfontsize="11pt" data-originalcomputedfontsize="14.666667">Olhando para todos esses elementos, é observável que <em>Mapas</em> não é um longa ruim. Na realidade, a obra tem seus méritos, mesmo que suas falhas interfiram diretamente na fruição da plateia.<br />
</span><br />
A exaustão do público poderia ser cortada pela decisão concreta de que tipo de longa a equipe queria entregar: drama, terror, suspense, drama de terror, terror de drama…?</p>
<p dir="ltr"><strong>Direção</strong>: Rafael Lobo</p>
<p dir="ltr"><strong>Elenco</strong>: Beta Rangel, Caique Copque, Bianca Terraza</p>
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		<title>30º Cine PE anuncia os vencedores desta edição</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 11:32:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[30º Cine PE]]></category>
		<category><![CDATA[Calunga de Prata]]></category>
		<category><![CDATA[Cine PE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste domingo (07), as Calungas de prata foram distribuídas no palco do Teatro do Parque, em Recife. A atriz e mestre de cerimônias Nínive Caldas anunciou os nomes ao microfone. Ao todo, a cerimônia contou com as escolhas de três júris: o da crítica, o de curtas-metragens e o de longa. Os grandes destaques da noite foram o longa-metragem Mapas, de Rafael Lobo, com cinco Calungas, e os curtas-metragens O urso e nós, de Maria Acselrad, e Mercado Central, de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;">Neste domingo (07), as Calungas de prata foram distribuídas no palco do Teatro do Parque, em Recife. A atriz e mestre de cerimônias Nínive Caldas anunciou os nomes ao microfone.</p>
<p style="font-weight: 400;">Ao todo, a cerimônia contou com as escolhas de três júris: o da crítica, o de curtas-metragens e o de longa.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Os grandes destaques da noite foram o longa-metragem <em>Mapas</em>, de Rafael Lobo, com cinco Calungas, e os curtas-metragens <em>O urso e nós</em>, de Maria Acselrad, e <em>Mercado Central</em>, de Tássia Dhur, também com quatro prêmios.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Confira a lista completa:</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="font-weight: 400;"><b>LONGAS METRAGENS </b></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Filme: </b><span style="font-weight: 400;">“Resta Um”, De Fernando Ceylão de Goiás e Rio de janeiro </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Prêmio Especial do Público</b><span style="font-weight: 400;">: “Mapas”, de Rafael Lobo. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Diretor: </b><span style="font-weight: 400;">Eliza Capai, pelo filme “A Fabulosa Máquina do Tempo” do Rio de Janeiro</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Roteiro: </b><span style="font-weight: 400;">Fernando Ceylão, pelo filme “Resta Um” de Goiás e Rio de Janeiro</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Fotografia: </b><span style="font-weight: 400;">Emília Silberstein, pelo filme “Mapas” do Distrito Federal</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Montagem:</b><span style="font-weight: 400;"> Rafael Lobo e Tainá Menezes, pelo filme “Mapas” do Distrito Federal</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Edição de Som:</b><span style="font-weight: 400;"> Olivia Hernandez, pelo filme “Mapas” do Distrito Federal</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Direção de Arte:</b><span style="font-weight: 400;"> Débora Padial e Laís Vieira, pelo filme “Doutor Monstro” do Paraná e São Paulo</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Trilha Sonora:</b><span style="font-weight: 400;"> Décio 7, pelo filme “A Fabulosa Máquina do Tempo” do Rio de Janeiro</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Ator:</b><span style="font-weight: 400;"> Caíque Copque, pelo filme “Mapas” do Distrito Federal</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Atriz:</b><span style="font-weight: 400;"> O coletivo de atrizes do filme &#8220;A Fabulosa Máquina do Tempo&#8221; do Rio de Janeiro</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Ator Coadjuvante:</b><span style="font-weight: 400;"> Ítalo Martins, pelo filme “Resta Um” de Goiás e do Rio de Janeiro</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Atriz Coadjuvante:</b><span style="font-weight: 400;"> Perla Carvalho, pelo filme “Resta Um” de Goiás e do Rio de Janeiro</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>MOSTRA PERNAMBUCO</b></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Filme:</b><span style="font-weight: 400;"> “Os Ursos e Nós”, de Maria Acselrad</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Prêmio Especial do Público</b><span style="font-weight: 400;">: “Magritte”, de Tom Nogueira</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Direção: </b><span style="font-weight: 400;">Maria Acselrad, pelo filme “Os Ursos e Nós”</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Roteiro:</b><span style="font-weight: 400;"> Eduardo Santiago, pelo filme “Velha Roupa Colorida”</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Fotografia:</b><span style="font-weight: 400;"> Willian Tenório, pelo filme “Salam”</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Montagem:</b><span style="font-weight: 400;"> Rafaela Albuquerque e Williian Tenório, pelo filme “Salam”</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Edição de Som:</b><span style="font-weight: 400;"> Felipe Peixoto, pelo filme “Os Ursos e Nós”</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Direção de Arte:</b><span style="font-weight: 400;"> Andrew Gladson e Eduardo Padrão, pelo filme “Medo Monstro”</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Trilha Sonora:</b><span style="font-weight: 400;"> Sérgio Godoy, pelo filme “Os Ursos e Nós”</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Ator:</b><span style="font-weight: 400;"> Beto Aragão pelo filme “Velha Roupa Colorida”</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Atriz: o júri da mostra de curta-metragens pernambucanos decidiu declarar deserta a categoria de melhor atriz.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>MOSTRA NACIONAL</b></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Filme:</b><span style="font-weight: 400;"> “Os Arcos Dourados de Olinda”, de Douglas Henrique, de Pernambuco</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Prêmio Especial do Público:</b><span style="font-weight: 400;"> “Mercado Central”, de Tássia Dhur.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Direção:</b><span style="font-weight: 400;"> Daniel Jaber e Lu Damasceno, pelo filme “João-de-Barro” de Minas Gerais</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Roteiro:</b><span style="font-weight: 400;">  Arnon Hochman e Douglas Henrique, pelo filme “Os Arcos Dourados de Olinda” de Pernambuco</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Fotografia:</b><span style="font-weight: 400;"> Danilo Rosa, pelo filme “Mercado Central” do Maranhão</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Montagem:</b><span style="font-weight: 400;"> Douglas Henrique, pelo filme “Os Arcos Dourados de Olinda” de Pernambuco</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Edição de Som:</b><span style="font-weight: 400;"> Jonts Ferreira, pelo filme “O véu” do Rio Grande do Sul</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Direção de Arte:</b><span style="font-weight: 400;"> Neila Albertina, pelo filme “Mercado Central” do Maranhão</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Trilha Sonora:</b><span style="font-weight: 400;"> Heitor Martins Oliveira, pelo filme “Da Aldeia à Universidade” do Tocantins</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Ator:</b><span style="font-weight: 400;"> Daniel Jaber, pelo filme “João-de-Barro” de Minas Gerais</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Atriz:</b><span style="font-weight: 400;"> Gleide Firmino, pelo filme “Via Sacra” do Distrito Federal</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>RESULTADO ABRACCINE</b></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Melhor Longa-Metragem:</b><span style="font-weight: 400;"> “A Fabulosa Máquina do Tempo”, de Eliza Capai, do Rio de Janeiro</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><b>Melhor Curta-Metragem:</b><span style="font-weight: 400;"> “Mercado Central”, de Tássia Dhur, do Maranhão</span></p>
<p>Foto: Felipe Souto Maior</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/30o-cine-pe-anuncia-os-vencedores-desta-edicao/">30º Cine PE anuncia os vencedores desta edição</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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