Crítica: Todo Dia

O longa juvenil Todo Dia estreia neste quinta nos cinemas e promete encantar os adolescentes. Nós conferimos o filme e ficamos um pouco reticentes sobre a proposta. A narrativa traz “A”, uma pessoa, alma ou espírito (cada um entende como quiser) que acorda cada dia em um corpo diferente, vivendo pela visão e experiências daquela pessoa. Em dado momento, “A” se depara com Rhiannon e acaba se apaixonando por ela, querendo sempre surgir em alguém próximo da menina.

De início, já vemos que a história é um pouco confusa. É frustante ainda quando vemos que o roteiro não explica direito as coisas que acontecem, mesmo que não tivesse o intuito de explicar o motivo de tudo aquilo. Logo no começo do filme, temos a impressão que o corpo será o mesmo e a personalidade da pessoa é que vai mudando todos os dias. Tudo bem, eles explicam logo em seguida. Mas o problema é que não se entende muito bem porque “A” se apaixona por Rhiannon, sendo que parece que eles já se conhecem há anos e o amor é antigo.

Depois de uns bons 20 minutos de confusão, o espectador começa a se encontrar no plot principal e entender o que efetivamente acontece. O roteiro não entra em detalhes, por exemplo, porque aquela pessoa/alma/espírito se considera do sexo masculino, uma vez que ela pode aparecer em absolutamente qualquer corpo, seja feminino ou masculino. Mas talvez eu só esteja procurando lógica demais em algo que simplesmente não tem.

Superando essa questão, temos um filme com uma história fraca, mal explicada e sem ápice. Aliás, essa falta de ápice é um dos maiores problemas, uma vez que ficamos esperando ansiosamente uma virada no roteiro, um entrave mais emocionante e ele simplesmente não acontece. É como se você escutasse uma música sem refrão.

A escolha de elenco é até interessante, com atores novatos e com potencial, mas os personagens são fracos, então não faz muita diferença. O roteiro acaba tomando um rumo de dar sentido na vida da protagonista, o que incomoda porque isso é muito associado a descoberta do “amor verdadeiro”, como se só assim ela pudesse ter propósito.

Todo Dia termina da mesma maneira que começa: sem propósito e razão aparente, não oferecendo ao público nada que ele crie expectativa. Completamente dispensável, definitivamente.

Assista ao trailer!

 

Marcela Gelinski443 Posts

Jornalista, cinéfila, amante de vampiros, apaixonada por pipoca, fã de livros, viciada em Friends e crente em conto de fadas.

1 Comentário

  • Boni Rangel Reply

    30/07/2018 at 18:03

    Vc deveria ter prestado atenção maior numa importante cena do filme em que a menina pergunta o que A se considera e “ele” brinca, deixando a resposta em aberto. Além do mais A sempre deixa claro que vive a vida das meninas (intensamente com seus namorados, se for o caso) da mesma forma como a dos meninos. Obviamente A não tem gênero e aprendeu a vivenciar os dois, conforme a troca diária. O propósito do filme é mostrar que o sentimento verdadeiro (ao contrário do que ela vivenciava com o namorado) está acima dessas questões física, independentemente das naturais preferências de cada um.

     

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