Crítica: Star Trek – Sem Fronteiras

Eu sei que muita gente está traumatizada com alguns filmes de ação, super-heróis e ficção científica que foram lançados nos últimos tempos. Mas o que posso adiantar para vocês é que Star Trek: Sem Fronteiras rema completamente contra a correnteza e nos apresenta um ótimo e divertido roteiro.

Em Sem Fronteiras, a tripulação da nave Enterprise, comandada pelo capitão James Kirk e seu parceiro Spock, explorará os limites mais longínquos das galáxias e enfrentará um perigoso e misterioso inimigo, que colocará a Federação à prova.

Confesso que não sou das mais inteiradas da série. Sei a história como um todo, mas não acompanho tão afinco. Então não lembrava de alguns detalhes mais minuciosos. Os roteiristas, no entanto, tiveram todo o cuidado ao apresentar as histórias, os personagens e os contextos. Mesmo sem partir do zero, o que seria bem chato principalmente para quem acompanha mais de perto a saga, eles conseguiram deixar espectadores como eu, que não sou tão próxima de Star Trek, completamente ciente de todos os núcleos.

Partindo para o filme propriamente dito, ele é realmente bom. O roteiro é muito bem construído e guiado aos ápices da trama. É uma sensação de conforto ao assistir, porque o espectador não fica perdido, já que tudo faz sentido. O diretor Jusin Lin, conhecido por seus trabalhos em quatro longas da série Velozes e Furiosos, dedicou todo seu potencial neste episódio e o resultado é um reflexo claro disso. Diálogos pertinentes, construções de cena plausíveis, humor agradável.

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Além disso, existe uma abertura para novas parcerias no filme, que vão além do clássico Kirk x Spock. E as dinâmicas funcionam bem, fluem com naturalidade. É o caso de Spock e Bones, que se destacam sempre que surgem em cena. Aliás, o equilíbrio no elenco favorece muito a trama como um todo. Todos têm suas oportunidades de aparecer e se destacar, além de ficar bem clara a químico do grupo. Isso dá ainda mais integridade ao longa.

As sequências de ação são um espetáculo à parte. Além do trabalho dedicado da equipe de computação gráfica, um cuidado notório nos momentos de luta em que, costumeiramente fica tudo muito confuso, mas não acontece neste longa. O vilão também é muito importante, pois verdadeiramente impõe sua maldade e medo nos personagens. Uma pena que o ator Idris Elba quase não aparece por conta da maquiagem. Ainda assim, acréscimo importante e válido para a narrativa.

Star Trek: Sem Fronteiras é uma feliz e acertada continuação da série recriada por J. J. Abrams, o que alegra muito nossos corações decepcionados por outros longas. Ele é divertido, tem bastante ação, risos, cenas obscuras e agrada a grande maioria do público. Segue sendo um sucesso, sem dúvidas.

Assista ao trailer!

 

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