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	<title>Arquivos The Fall Guy - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: O Dublê</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Apr 2024 19:55:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Depois do fenômeno do Barbenheimer, Ryan Gosling (O Primeiro Homem, de 2018, e Barbie, de 2023) e Emily Blunt (O Retorno de Mary Poppins, de 2018, e Oppenheimer, de 2023) passaram a pleitear espaço nas mídias para o seu próximo trabalho, dessa vez juntos. Com seus nomes mais em alta do que nunca, a dupla de intérpretes estrela O Dublê, o novo longa-metragem do diretor David Leitch (Velozes e Furiosos: Hobbs &#38; Shaw, de 2019, e Trem-Bala, de 2022), levemente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Depois do fenômeno do Barbenheimer, Ryan Gosling (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-primeiro-homem/"><i><span style="font-weight: 400;">O Primeiro Homem</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2018, e </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-barbie/"><i><span style="font-weight: 400;">Barbie</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2023) e Emily Blunt (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-retorno-de-mary-poppins/"><i><span style="font-weight: 400;">O Retorno de Mary Poppins</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2018, e </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-oppenheimer/"><i><span style="font-weight: 400;">Oppenheimer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2023) passaram a pleitear espaço nas mídias para o seu próximo trabalho, dessa vez juntos. Com seus nomes mais em alta do que nunca, a dupla de intérpretes estrela </span><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;">, o novo longa-metragem do diretor David Leitch (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-velozes-e-furiosos-hobbs-shaw/"><i><span style="font-weight: 400;">Velozes e Furiosos: Hobbs &amp; Shaw</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2019, e </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-trem-bala/"><i><span style="font-weight: 400;">Trem-Bala</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2022), levemente inspirada na série de TV de mesmo nome dos anos 1980. O filme chega aos cinemas nesta quinta-feira (2) como uma promessa de ser um dos maiores sucessos de ação do ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além do burburinho do projeto que surge por conta de suas estrelas, ainda há algo de muito pessoal sobre o longa para o diretor. Além de cineasta e ator, David também é coordenador de dublê e performer nesse setor. Ou seja, </span><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;"> tem uma força pessoal sobre enaltecer um dos departamentos negligenciados quando se pensa na indústria de Hollywood. Com isso, o filme é uma viagem intensa e cômica tanto no universo do trabalho dos dublês, como na própria arte de se fazer cinema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;">, Colt Seavers (Gosling) é um dublê de ação que se vê metido numa confusão gigantesca. Enquanto ele tenta reatar sua paixão com a diretora estreante Jody Moreno (Blunt), Colt  investiga o desaparecimento da estrela do filme de sua amada, o famoso ator Tom Ryder (Aaron Taylor-Johnson). O problema é que ele precisa fazer tudo isso em segredo, na esperança de salvar o primeiro filme de Jody antes que descubram que o ator sumiu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os trailers, as entrevistas e tudo mais que se sabe da produção antes de assistí-la, indica que o público está indo para uma sessão de algo que se assemelha a uma versão mais família de </span><i><span style="font-weight: 400;">Trem-Bala (2022)</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-dois-caras-legais/"><i><span style="font-weight: 400;">Dois Caras Legais (2016)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ou uma mistura dos dois. O resultado de </span><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;"> é, no entanto, algo ainda mais satisfatório. Mesmo que fosse um mix entre os dois longas &#8211; um deles estrelados também pelo Gosling -, o novo filme de David Leitch já seria interessante e engraçado o suficiente para fazer uma arrecadação interessante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que o roteiro de Drew Pearce (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-hotel-artemis/"><i><span style="font-weight: 400;">Hotel Artemis</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2018) entrega ao espectador, contudo, é algo infinitamente melhor do que se poderia imaginar. </span><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;"> tem uma energia similar a de </span><i><span style="font-weight: 400;">As Panteras</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 2000. Abraçando o exagero, o humor sem amarras e ainda adicionando o mundo do cinema em sua estrutura, a produção é um mergulho no que há de melhor na filmografia do diretor e do roteirista, além de ter a dupla de protagonistas fazendo algo que ambos brilham, que é comédia.</span></p>
<figure id="attachment_18025" aria-describedby="caption-attachment-18025" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-18025" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/O-Duble-2-750x500.jpg" alt="O Dublê (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/O-Duble-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/O-Duble-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/O-Duble-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/O-Duble-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/O-Duble-2.jpg 1125w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-18025" class="wp-caption-text">Ryan Gosling e Emily Blunt em cena de &#8216;O Dublê&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;"> é simplesmente um caldeirão de referências, piadas e cenas de ação monumentais que resultam num filme surpreendentemente divertido. É um encontro entre </span><i><span style="font-weight: 400;">Missão: Impossível (1996-)</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Chumbo Grosso (2007)</span></i><span style="font-weight: 400;">. É um roteiro que não tem medo de ser exagerado quando precisa. Além disso, o texto é recheado de autorreferências e brincadeiras sobre o fazer cinema e alguns filmes bem conhecidos do público &#8211; incluindo uma constante e hilária sátira a odisseia espacial de Dennis Villeneuve (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duna/"><i><span style="font-weight: 400;">Duna</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2021, e </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duna-parte-2/"><i><span style="font-weight: 400;">Duna: Parte 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2023).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O elenco é outro ponto alto de </span><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;">. Parece que ele foi escolhido a dedo. Ryan Gosling está no tipo de papel que nasceu pra fazer. Ele brilha como ninguém em comédias, especialmente quando essas têm camadas que permitem que o ator possa brincar com o roteiro. Emily Blunt completa a realeza desse relacionamento em tela que, ainda que não soubéssemos, era o que o público mais precisava. Também é preciso parabenizar os trabalhos de Hannah Waddingham (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-abracadabra-2/"><i><span style="font-weight: 400;">Abracadabra 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2022) e Winston Duke (</span><i><span style="font-weight: 400;"><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-pantera-negra/">Pantera Negra 1</a> e 2</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2018 e 2022) que também brilham no filme e arrematam o público com momentos divertidíssimos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa explosão de sentimentos e diversidade de gêneros é a força de </span><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;">. Ele é um filme de ação ao mesmo tempo que é de comédia e de suspense. O roteiro consegue misturar os três bem e é coeso o suficiente para não perder o público, mesmo que às vezes brinque com os limites do crível ou exagerado. Mas isso faz parte do show. Essa é a essência do projeto e, provavelmente, vai ser isso e seus nomes estelares que farão deste um projeto extremamente lucrativo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E assim a narrativa de </span><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;"> entrega tudo o que o espectador quer: romance, drama, ação, aventura e mistério. Tudo isso com direito a um vislumbre do que é a arte de fazer cinema &#8211; sem falar nas constantes referências visuais, sonoras e de discurso a outros sucessos da telona. É um filme para família que diverte até a barriga doer, mas não perde a qualidade e nem se coloca menor do que nenhum outro filme. E, quem sabe, o longa pode até chegar a temporada de premiação com direito a algumas nomeações.</span></p>
<p><strong>Direção:</strong> David Leitch</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Ryan Gosling, Emily Blunt, Aaron Taylor-Johnson, Hannah Waddingham, Teresa Palmer, Stephanie Hsu e Winston Duke</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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