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	<title>Arquivos Sylvester Stallone - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Sylvester Stallone - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Sly</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Nov 2023 22:38:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Disponível na Netflix, o documentário Sly é uma produção original do serviço de streaming e narra parte da trajetória de Sylvester Stallone na indústria do entretenimento. A produção é uma forma de Stallone celebrar os 50 anos da sua carreira como ator, roteirista, diretor e produtor cinematográfico. Assim, Sly assume durante boa parte da sua narrativa o tom celebratório em torno do legado de Stallone, utilizando a própria narração do astro como fio condutor. Meses atrás, a própria Netflix estreou [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Disponível na Netflix, o documentário <em><strong>Sly</strong> </em>é uma produção original do serviço de streaming e narra parte da trajetória de Sylvester Stallone na indústria do entretenimento. A produção é uma forma de Stallone celebrar os 50 anos da sua carreira como ator, roteirista, diretor e produtor cinematográfico. Assim, <em>Sly</em> assume durante boa parte da sua narrativa o tom celebratório em torno do legado de Stallone, utilizando a própria narração do astro como fio condutor.</p>
<p>Meses atrás, a própria Netflix estreou em seu catálogo um projeto semelhante com o rival de Stallone, Arnold Schwarzenegger. Em muitos pontos, Arnold se beneficia do formato escolhido pelo documentário de Schwarzenegger, uma série documentário. Assim, a narrativa se dividiu em três episódios com temáticas bem delineadas que obedeceram a ordem cronológica dos eventos na trajetória do biografado: sua juventude e o início da carreira como fisiculturista, a ascensão em Hollywood e a trajetória de Arnold na política.</p>
<p><em><strong>Sly</strong></em>, por sua vez, vai por um outro caminho. O documentário condensa toda a narrativa em um filme com cerca de uma hora e quarenta minutos de duração, tentando dar conta de um personagem que está na indústria desde a década de 1970. Claro que parte da vida de Stallone fica de fora, então os realizadores tentam fazer aqui uma síntese daquilo que talvez seja mais significativo e o que ganha relevância é a tão alardeada semelhança entre as trajetórias de Rocky Balboa, personagem que Stallone criou nas telas a partir de 1976, vencendo dois Oscars (filme e roteiro original), e a trajetória do próprio artista. Dessa forma, a vida de Rocky e Sly se embaralham no documentário e o primeiro serve para dimensionarmos a personalidade obstinada do segundo, um personagem da vida real.</p>
<p>Com Rocky como &#8220;farol&#8221;, <em><strong>Sly </strong></em>constrói Stallone como esse sujeito que em diversas fases da sua carreira foi desacreditado por Hollywood, conseguindo sobreviver em uma indústria cruel ao mostrar que era melhor do que muitos pensavam. O mais curioso é a forma como cada capítulo da história de Rocky Balboa preenche um momento de renascimento de Stallone na indústria, ou seja, como a franquia proporcionou ao artista um processo de avaliação constante da sua própria trajetória e exposição dos seus medos, expectativas, frustrações e desejos para a plateia por diversas gerações que acompanharam as histórias do mais famoso boxeador do cinema.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17466" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/11/2509653.jpg" alt="Sly" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/11/2509653.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/11/2509653-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/11/2509653-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/11/2509653-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><em><strong>Sly</strong> </em>é um filme celebratório do legado de Sylvester Stallone e a presença constante do ator na tela refletindo sobre erros e acertos desde o episódio em que narra como os problemas de saúde legados pelos exagerados esforços físicos em Os Mercenários evidenciou sua dificuldade em lidar com o tempo ou seu arrependimento pela ausência na criação dos filhos revela um personagem disposto a dimensionar sua psicologia da maneira mais honesta possível para o público. <em>Sly</em> é um exercício de auto-celebração do ator, mas está longe de ser uma narrativa puramente narcisista.</p>
<p>Os depoimentos de Stallone quando são intercalados por falas de críticos, do rival de tela Arnold Schwarzenegger e até do diretor Quentin Tarantino revelam também um filme disposto a tratar a trajetória do ator como objeto de pesquisa e reflexão crítica. Nesse sentido, o documentário vai além do óbvio, frisar a importância do astro no cinema de ação dos anos 1980.</p>
<p>Com tais esforços, mesmo que omisso em determinados capítulos da vida do biografado, <em><strong>Sly</strong> </em>busca dimensionar a figura do seu protagonista como autor cinematográfico. Antes de ser um astro, Stallone é um roteirista, produtor, diretor e ator com uma assinatura própria em seu legado criativo. Com Rocky, por exemplo, &#8211; e <em>Sly</em> é muito bom ao frisar isso &#8211; Stallone conseguiu dar vazão a inquietações pessoais, aproximou o público das suas ideias e construiu de forma coerente a trajetória de um personagem tão emblemático em uma série cinematográfica tematicamente coesa, tornando-se um espelho pelo qual muitos conseguiram se inspirar.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Thom Zimny</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger, Quentin Tarantino</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/_FMulgkArnw" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Samaritano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Aug 2022 15:41:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[Prime Video]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Samaritano é um exemplo de como a indústria se apropria de tendências do público da maneira mais canhestra possível. Na era dos filmes de super-heróis, na qual o gênero passou a ser a &#8220;galinha dos ovos de ouro&#8221; dos principais estúdios, vale de um tudo e todo mundo quer ter no seu catálogo uma potencial franquia protagonizada por um sujeito com super-poderes salvando o dia. Eis que em Samaritano temos Sylvester Stallone, astro de ação dos anos 1980, como um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Samaritano</em> </strong>é um exemplo de como a indústria se apropria de tendências do público da maneira mais canhestra possível. Na era dos filmes de super-heróis, na qual o gênero passou a ser a &#8220;galinha dos ovos de ouro&#8221; dos principais estúdios, vale de um tudo e todo mundo quer ter no seu catálogo uma potencial franquia protagonizada por um sujeito com super-poderes salvando o dia. Eis que em <strong><em>Samaritano</em> </strong>temos Sylvester Stallone, astro de ação dos anos 1980, como um recluso ex-justiceiro com força sobre humana adorado pela população mas que não quer conta com o passado. O vigilante aposentado é descoberto por um garoto de treze anos que o incentiva a voltar à ativa diante de um levante perigoso que começa a se manifestar na cidade.</p>
<p>Com essa premissa, Julius Avery (do ótimo <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-operacao-overlord/"><em>Operação Overlord</em></a>) dirige uma espécie de pós-era de ouro dos super-heróis, como <em>Watchmen</em>, <em>The Boys</em> e <em>Corpo Fechado</em>, sua mais evidente associação. Como nesses exemplares, mas de maneira rasa, a sociedade assimila os ganhos e as perdas após a ascensão de justiceiros mascarados com super-poderes. Avery faz isso em <strong><em>Samaritano</em> </strong>da maneira mais supérflua possível. No estágio que estamos na história do gênero, com tantas produções da Marvel e da DC estreando a cada ano, algumas delas virando esse formato de história do avesso, <strong><em>Samaritano</em> </strong>parece algo resgatado dos anos 1990, com as marcas daquilo que naquele período poderia impressionar as plateias, mas que em 2022 soa banal, insuficiente para o público. Fica evidente a impressão de que o longa utiliza o gênero como pretexto para viabilizar comercialmente mais um filme de ação do Stallone.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15872" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/5790109.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Samaritano" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/5790109.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/5790109.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/5790109.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/5790109.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A impressão que o longa dá é a de pegar várias muletas do gênero que aqui não vão para qualquer lugar minimamente interessante ou surpreendente. A trama do herói título se apoia na ideia do sujeito com traumas familiares, mas é a mais rasa possível, sem o mínimo de aprofundamento nas suas dores, ainda que anuncie isso o tempo todo como algo importante nos diálogos. Os vilões são ruins e usados com propósitos questionáveis na história, revolucionários populares que querem promover uma mudança nas estruturas sociais através da anarquia. Para piorar ainda escalam Pilou Asbaek como o líder do grupo, uma escolha preguiçosa que se apoia no espólio do ator depois de interpretar o asqueroso Euron Greyjoy em Game of Thrones. Existe ainda um drama em torno do garoto que é fã do <strong><em>Samaritano</em> </strong>e da sua mãe que também pouco diz a que veio na história. Para completar, o longa ainda entrega para o espectador algumas das cenas de ação mais desinteressantes do ano e uma reviravolta que, dada o que constatamos até aqui, não surpreende pela obviedade.</p>
<p><strong><em>Samaritano</em> </strong>comprova como Hollywood segue com uma visão míope sobre seu próprio sucesso, sequer observando de forma atenta o que garante o êxito dos melhores exemplares de um filão comercialmente bem-sucedido como os filmes de super-heróis. Cabe a Stallone entregar o mínimo de autenticidade a um projeto genérico com a autoridade da sua presença como protagonista de ação (eles até apelam para uma cena motivacional à la Rocky Balboa), mas, como acontece na maioria dos casos, isso não é o suficiente para tornar relevante e minimamente interessante um filme que erra em tantas vias.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Julius Avery</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Sylvester Stallone, Javon “Wanna” Walton, Pilou Asbæk</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/erD37ZNWrCw" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Especial: Rambo é mais do que tiro, porrada e bomba</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Sep 2019 18:28:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Rambo]]></category>
		<category><![CDATA[Sylvester Stallone]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tiro, porrada e bomba. Atualmente, a associação da franquia Rambo feita pelo espectador parece ser essa. Grandes metralhadoras, munição infinita, armadilhas, explosões e helicópteros. Por um lado, essa não é uma interpretação errada, uma vez que a partir de Rambo II &#8211; A Vingança do Herói, tal camada de violência fica mais explícita. Entretanto, torna-se urgente relembrar sobre o que verdadeiramente trata o primeiro drama da saga, Rambo: Programado Para Matar. Primeiramente, repare bem no gênero que eu coloquei o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Tiro, porrada e bomba. Atualmente, a associação da franquia <strong><em>Rambo</em> </strong>feita pelo espectador parece ser essa. Grandes metralhadoras, munição infinita, armadilhas, explosões e helicópteros. Por um lado, essa não é uma interpretação errada, uma vez que a partir de <em><strong>Rambo II &#8211; A Vingança do Herói</strong></em>, tal camada de violência fica mais explícita. Entretanto, torna-se urgente relembrar sobre o que verdadeiramente trata o primeiro drama da saga, <em><strong>Rambo: Programado Para Matar</strong></em>.</p>
<p>Primeiramente, repare bem no gênero que eu coloquei o longa de 1982. Drama. Baseado no livro de David Morrell (<strong><a href="https://twitter.com/_DavidMorrell/status/1175060258399481857">que recentemente criticou Rambo: Até o Fim, lançado em 2019</a></strong>), escrito dez anos antes, a narrativa acompanha John Rambo, veterano da Guerra do Vietnã, como um vagante pelas terras norte-americanas. Desolado, solitário e perdido, o herói não sabe o que fazer, nem para onde ir. Como indica a boa tradução brasileira (o que é raro, então é sempre bom ressaltar quando acertam), John foi programado apenas para fazer uma única coisa: matar.</p>
<p>Por este motivo, quando a guerra acaba, Rambo parece desnorteado. Como viver em um ambiente de paz? A primeira coisa que busca é, não por coincidência, um colega dos tempos de conflito. Ele não quer esquecer suas aventuras, ele quer relembrar. Mais do que isso, ele precisa lembrar. Assim, ao descobrir que o amigo havia falecido, seu sentimento de isolamento e não pertencimento aumenta.</p>
<p>Posteriormente, ao sofrer uma abordagem truculenta do xerife Teasle, reforça-se este sentimento. É quase como se Rambo fosse um estrangeiro em sua própria terra. Justamente a nação que jurou defender e viu diversos amigos perecerem. O antagonista do filme nunca deixa seus motivos claros, mas torna-se óbvio: A Guerra do Vietnã foi considerada um fracasso e os combatentes ficaram com estigma de problemáticos, agressivos e transtornados. Ninguém os quer por perto.</p>
<p>Em uma das cenas mais emblemáticas de <em>Programado Para Matar</em>, logo no primeiro ato, Teasle dá uma carona coercitiva para Rambo até o limite de cidade, delimitado por uma ponte. Segundo o xerife, caso voltasse, arranjaria problemas para si mesmo. Com isso, o herói até começa a caminhar na direção correta, mas para e dá meia volta. Mais do que a travessia literal da ponte, este momento significa muito. Afinal, caso seguisse em frente, qual seria seu destino? O que o mundo lá fora tem para oferecer? Ao perceber que a resposta é &#8220;nada&#8221;, Rambo cruza um caminho sem volta para o único ambiente que conhece, a eterna guerra.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11342" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Rambo-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Rambo.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Rambo-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Rambo-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Neste sentido, o figurino indica muito sobre esta natureza. Quando o filme começa, o protagonista está usando um casaco militar, com a bandeira dos EUA, em um tom de verde desbotado e um botão aberto. Por baixo, ele veste uma camisa vermelha, que representa sua violência parcialmente escondida, como se estivesse tentando escondê-lá. Ainda assim, sua camada exterior não se confunde com a de um cidadão normal. Rambo é, em sua essência, a personificação da guerra norte-americana.</p>
<p>Naturalmente, com o passar da história, o personagem descobre uma dura realidade. O inimigo está em todo lugar, seja na floresta do Vietnã, quanto no ambiente urbano norte-americano. Aliás, esse mostra-se um vilão muito pior e mais cruel. Mais do que enfrentar soldados e policias, ele está lutando contra o Estado repressor.</p>
<p>Inclusive, o fato de Rambo não matar diretamente nenhum desses representantes do Estado — uma mudança em relação ao livro — diz muito. Assim como ele foi um fruto desta política belicística, aquelas pessoas são apenas peões de um sistema muito maior. Fazer uma pilha de corpos seria inútil, pois assim como uma hidra, a cada cabeça cortada nasceriam duas. No único falecimento do filme, há ainda o cuidado de não ser ação provocada diretamente por Rambo, com o soldado caindo de um helicóptero sozinho.</p>
<p>Caso seguisse fielmente o livro de Morrell, <em>Programado Para Matar</em> teria mais uma morte: a do próprio protagonista, que chegou a ser filmada como um suicídio, mas descartada. E talvez esse fosse o final mais apropriado para o filme, uma vez que o personagem vivido por Sylvester Stallone percebe que não há mais esperança. Abandonado, perseguido e rejeitado, Rambo seria perseguido pelos traumas da guerra aonde quer que fosse, como incansáveis sombras. Todavia, o espírito otimista de Stallone, somado a busca insaciável de Hollywood pelo lucro, permitiu que posteriores sequências fossem feitas e desvirtuassem completamente da essência original da franquia <strong><em>Rambo</em></strong>, virando somente tiro, porrada e bomba.</p>
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		<title>Crítica: Creed II</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Jan 2019 00:27:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Creed II]]></category>
		<category><![CDATA[Michael B. Jordan]]></category>
		<category><![CDATA[Sylvester Stallone]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sequência do filme de Ryan Coogler (Pantera Negra) de 2015, Creed 2 traz Michael B. Jordan e Sylvester Stallone novamente para as telas na pele de Adonis Creed e seu mentor Rocky Balboa. A sequência cinematográfica impõe um importante desafio a Creed, enfrentar no ringue Viktor Drago, filho de Ivan Drago, lutador responsável pela derrocada do seu pai e que hoje treina o rapaz para ser seu herdeiro e resgatar tudo aquilo que perdeu após sua derrota para Rocky. Creed 2 não tem [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Sequência do filme de Ryan Coogler (<i>Pantera Negra</i>) de 2015, <i><b>Creed 2</b> </i>traz Michael B. Jordan e Sylvester Stallone novamente para as telas na pele de Adonis Creed e seu mentor Rocky Balboa. A sequência cinematográfica impõe um importante desafio a Creed, enfrentar no ringue Viktor Drago, filho de Ivan Drago, lutador responsável pela derrocada do seu pai e que hoje treina o rapaz para ser seu herdeiro e resgatar tudo aquilo que perdeu após sua derrota para Rocky.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><i>Creed 2 </i>não tem a mesma urgência do seu antecessor, contudo, se mantém na maior parte do tempo como uma competente sequência. Como &#8220;filme de boxe&#8221;, o longa resgata uma série de temáticas recorrentes a esse tipo de produção e que foram cimentadas pelo próprio <i>Rocky </i>em 1976, criando uma jornada de amadurecimento pessoal para Adonis Creed que inclui a derrota e uma subsequente volta por cima.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-9848" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/01/Still1.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Não mais dirigido por Coogler, a sequência perde muito pouco ao ser comandada por Steven Caple Jr., do ainda inédito <i>The Land</i>, que preserva a atmosfera do original e consegue manter a qualidade na interpretação do seu elenco, especialmente Michael B. Jordan, que mais uma vez tem ótimos momentos como Adonis Creed, e também Tessa Thompson, que tem a oportunidade de expandir os horizontes da sua Bianca diante da chegada de uma bebê ao convívio do casal. O longa ainda tenta estabelecer um conflito entre os Drago, evitando construí-los como vilões caricatos e estabelecendo que tal qual Creed, Ivan e Viktor têm propósitos muito fortes para vencerem a luta.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Menos intenso que o longa anterior, mas competente naquilo que lhe cabe como continuação, <i>Creed 2 </i>é um filme que mantém o legado de Rocky Balboa, um dos personagens mais emblemáticos do cinema americano, e ainda sustenta a sucessão dessa história ao conferir a Adonis Creed de Michael B. Jordan a responsabilidade dessa sucessão.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/HKXoW8FISj4" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: Guardiões da Galáxia Vol. 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Apr 2017 18:43:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Chris Pratt]]></category>
		<category><![CDATA[Guardiões da Galáxia Vol. 2]]></category>
		<category><![CDATA[James Gunn]]></category>
		<category><![CDATA[Kurt Russell]]></category>
		<category><![CDATA[Sylvester Stallone]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando lançado em 2014, Guardiões da Galáxia estabeleceu um novo padrão de realização de filmes para a própria Marvel Studios, que até então operava com sua cartela de personagens já conhecidos na chave de ignição de Jon Favreau em Homem de Ferro. Diferente de outros diretores que trabalharam na Marvel, James Gunn pôde transformar esse produto em um parque de diversões só seu, com direito a uma assinatura que todos imediatamente passaram a reconhecer como sua. E ele pôde fazer [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;"></div>
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<p>Quando lançado em 2014, <i>Guardiões da Galáxia </i>estabeleceu um novo padrão de realização de filmes para a própria Marvel Studios, que até então operava com sua cartela de personagens já conhecidos na chave de ignição de Jon Favreau em <i>Homem de Ferro</i>. Diferente de outros diretores que trabalharam na Marvel, James Gunn pôde transformar esse produto em um parque de diversões só seu, com direito a uma assinatura que todos imediatamente passaram a reconhecer como sua. E ele pôde fazer isso por não haver por parte da Marvel uma preocupação com os cânones desses personagens como há com Homem de Ferro, Thor ou Capitão América. Star Lord, Gamora e cia. fazem parte de um grupo de personagens que não tinham até então uma leva de fãs fieis que já seguiam suas histórias nas HQs. O filme de James Gunn apesentava ação e comédia &#8220;fora da casinha&#8221; com uma embalagem ainda mais <i>pop </i>com sua trilha sonora nostálgica, piadas de duplo sentido e referências <i>pop.</i></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i></i>O resultado foi um sucesso incalculável que influenciou até mesmo as produções da Marvel que o sucederam em diferentes níveis de êxito, como o divertido <i>Homem-Formiga </i>e o desarranjado <i>Doutor Estranho, </i>e a sua rival Warner/DC no problemático <i>Esquadrão Suicida</i>. Mas ainda que as marcas de Gunn tenham sido cooptadas pela própria Marvel, somente Gunn consegue fazer um filme a la <i>Guardiões</i> porque tal fórmula só funciona de fato com esse grupo de personagens e com a liberdade que somente ele parece gozar no estúdio. Natural que o filme tivesse uma continuação pois faz parte desse mega universo Marvel, e natural também que seguindo os mesmos passos do longa anterior, <i>Guardiões da Galáxia Volume 2 </i>fosse mais um êxito. Ele basicamente pega tudo que deu muito certo no filme que o antecedeu e amplifica (mais <i>awesome mix</i>, mais Groot fazendo fofuras e mais momentos sem noção do Drax).</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em <i>Guardiões da Galáxia Volume 2, </i>o grupo liderado por Star Lord/ Peter Quill (Chris Pratt) está há um tempo em missões universo afora e são surpreendidos por revelações em torno da paternidade de Peter. Inicialmente, a quantidade de personagens e conflitos em <i>Guardiões da Galáxia Volume 2 </i> preocupa: Será que Gunn conseguirá dar conta de tanta história assim? No cerne de toda a trama, a relação de Peter Quill/Star Lord com seu pai, mas também o retorno de Yondu, a conflituosa rixa entre Gamora e Nebulosa, conhecemos Mantis, dois vilões perseguem o grupo de personagens, os Guardiões se dividem em dois grupos durante parte do filme&#8230; Enfim, muita coisa acontece. Até certo ponto, a impressão que o longa dá é que a qualquer momento James Gunn perderá o fio da meada, mas na metade da história ele oferece a conexão entre todas essas peças, sublinhando o conceito dos Guardiões como uma família, e surge uma outra faceta de <i>Guardiões da Galáxia</i>. O grupo de heróis involuntários não abandona a anarquia, mas assume uma faceta mais emotiva, capaz de amarrar de maneira ainda mais forte os laços afetivos entre seus personagens e entre os mesmos e o público.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7622" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/04/New-Guardians-Of-The-Galaxy-Pics-5.1-1.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Mantis, uma nova personagem, é adicionada à história e têm muito a oferecer não apenas à trama do segundo filme mas ao próprio grupo. As figuras que já existiam têm sua personalidade expandida, como Yondu, Nebulosa e Gamora, ainda que está última tenha que se envolver em uma trama amorosa ainda pouco elaborada com Peter Quill. Por sua vez, os personagens que já eram carismáticos no primeiro filme, seguem produzindo o mesmo efeito aqui. Assim, <i>Guardiões da Galáxia Volume 2 </i>cimenta sua relevância não apenas no universo Marvel, mas dentro de sua própria esfera de existência e, ao que tudo indica, a cada obra que passa prometerá esgarçar as possibilidades (relações, dramas, conflitos) das suas personagens. Particularmente, isso é um alento diante dos esforços nem sempre válidos do estúdio de estabelecer conexões mil entre todos os seus títulos. Não que <i>Guardiões </i>não crie alguns vínculos com o que ocorre na órbita da saga <i>Vingadores</i>, mas ele sobrevive dentro dos seus próprios termos e por isso tem uma preocupação extra em cuidar dos seus próprios personagens e tramas. Isso é bastante positivo.</p>
<p>Como universo cinematográfico, o mais interessante de <i>Guardiões da Galáxia Volume 2 </i>é perceber que ele sublinha uma característica que percebíamos no primeiro filme e que &#8211; sabiamente- foi mantida pela Marvel (que parece não ter sido seduzida pela popularidade do primeiro longa), os personagens dialogam com o grande projeto do estúdio (tanto que estarão no próximo filme <i>Vingadores</i>), mas estabelecem raizes firmes em seu próprio território, dando a entender que essa aproximação não será marcada por uma dependência excessiva. Com o segundo filme de sua franquia, James Gunn parece expandir as próprias possibilidades do universo dos Guardiões, trazendo até mesmo um grupo de personagens que, ao que tudo indica, pode gerar uma ramificação cinematográfica igualmente interessante encabeçada por ninguém menos que Sylvester Stallone. Não dá para ser mais <i>cool </i>que isso.</p>
<p><b>Atenção!!! Ao longo dos créditos há diversas cenas adicionais! Aliás, os créditos do próprio filme (!!!) são um show à parte. </b></p>
</div>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/4-i8nTNSQFI" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: Creed: Nascido para Lutar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Jan 2016 02:18:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Creed - Nascido para Lutar]]></category>
		<category><![CDATA[Michael B. Jordan]]></category>
		<category><![CDATA[Rocky - Um Lutador]]></category>
		<category><![CDATA[Rocky Balboa]]></category>
		<category><![CDATA[Ryan Coogler]]></category>
		<category><![CDATA[Sylvester Stallone]]></category>
		<category><![CDATA[Tessa Thompson]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Em 1976, conhecemos em Rocky &#8211; Um Lutador a história de Rocky Balboa (Sylvester Stallone), um lutador de boxe novato que consegue a luta de sua vida com ninguém menos que Apollo Creed, campeão invicto de peso pesado. Após 40 anos e outros seis longas sobre esse ícone de uma geração, chega a hora de mais um sonhador entrar no ringue para provar que merece estar ali. Em Creed: Nascido para lutar, o enredo gira em torno de Adonis Johnson (Michael [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4358" aria-describedby="caption-attachment-4358" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4358 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/creed-movie-images-jordan-stallone-620x310.jpg" alt="creed-movie-images-jordan-stallone" width="620" height="310" /><figcaption id="caption-attachment-4358" class="wp-caption-text">Ídolo: Sylvester Stallone retorna na pele de Rocky Balboa, agora como técnico de um jovem talento do boxe</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1976, conhecemos em <em>Rocky &#8211; Um Lutador </em>a história de Rocky Balboa (Sylvester Stallone), um lutador de boxe novato que consegue a luta de sua vida com ninguém menos que Apollo Creed, campeão invicto de peso pesado. Após 40 anos e outros seis longas sobre esse ícone de uma geração, chega a hora de mais um sonhador entrar no ringue para provar que merece estar ali. Em <em>Creed: Nascido para lutar</em>, o enredo gira em torno de Adonis Johnson (Michael B. Jordan), filho de Apollo, que possui Rocky como seu treinador.</p>
<p>Durante mais de duas horas de projeção, a película, dirigida por Ryan Coogler (de <em>Fruitvale Station</em>), vai construindo o perfil da personagem central e estabelecendo a conexão dele com Rocky. O roteiro vai crescendo e se demonstrando eficaz e sólido no desenvolvimento das relações de Balboa e Johnson, trazendo percalços e complicações no caminho que demonstram a dificuldade da profissão e da própria vida.</p>
<figure id="attachment_4359" aria-describedby="caption-attachment-4359" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4359 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/Creedbar640-620x349.jpg" alt="CRD207_000035.tif" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4359" class="wp-caption-text">Emoção: Filme promete arrancar muitas lágrimas da plateia.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>O filme consegue tocar o coração dos espectadores mais sensíveis, com momentos de reflexão que, ainda que rápidos, podem balançar o público. Porém, em alguns momentos, <em>Creed</em> incomoda por tentar forçosamente arrancar as lágrimas da plateia, principalmente com uma trilha sonora mais sugestivas ao choro. No entanto, o incômodo logo passa quando Coogler traz cenas do ringue de tirar o fôlego, com direito a câmera lenta de sangue, olhos inchados de socos firmes e provocações entre lutadores.</p>
<p>Os dois pontos altos do longa são os treinos e as lutas. Quando não há o boxe envolvido, a película tende a atingir as emoções dos mais desavisados e inclusive traz a criação de um casal que pode ser vista como desnecessária. Apesar de aliviar um pouco as tensões dos embates de Johson em suas lutas, a presença da namorada do jovem, Bianca (Tessa Thompson), só não é completamente inútil porque a atriz tem uma bela voz e se afasta um pouco do estilo de mocinha convencional, aquela que aceita tudo dentro do relacionamento.</p>
<figure id="attachment_4360" aria-describedby="caption-attachment-4360" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4360 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/Creed_14468543385854-620x349.jpg" alt="CRD205_000130.tif" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4360" class="wp-caption-text">Romance: Casal principal só não naufraga graças o talento da dupla Michael B. Jordan e Tessa Thompson</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Creed: Nascido para Lutar</em> poderia ser um <em>spin-off</em> fraco e caça níqueis, mas ele convence, emociona e dá de presente aos fãs mais um episódio da saga de Rocky, agora com um sucessor que promete gerar muitos outros longas pela frente.</p>
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