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	<title>Arquivos Steven Spielberg - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Steven Spielberg - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Os Fabelmans</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jan 2023 12:53:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Steven Spielberg (The Post: A Guerra Secreta, de 2017, e Jogador Nº 1, de 2018) é um dos principais diretores atuantes no mercado cinematográfico hollywoodiano da atualidade. A carreira do diretor, produtor e roteirista estadunidense tem uma longa lista de sucessos de crítica e bilheteria que marcaram a história da sétima arte. No quesito indústria, as produções de Spielberg inovaram a forma de se fazer cinema. De Tubarão (1975) até West Side Story (2021), a carreira do diretor acompanhou diferentes [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-fabelmans/">Crítica: Os Fabelmans</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Steven Spielberg (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-the-post-a-guerra-secreta/"><i>The Post: A Guerra Secreta</i></a>, de 2017, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jogador-no-1/"><i>Jogador Nº 1</i></a>, de 2018) é um dos principais diretores atuantes no mercado cinematográfico hollywoodiano da atualidade. A carreira do diretor, produtor e roteirista estadunidense tem uma longa lista de sucessos de crítica e bilheteria que marcaram a história da sétima arte. No quesito indústria, as produções de Spielberg inovaram a forma de se fazer cinema.</p>
<p>De <em>Tubarão</em> (1975) até <em>West Side Story</em> (2021), a carreira do diretor acompanhou diferentes gerações com obras fascinantes. Em 2022, no auge dos seus 76 anos, Spielberg entregou ao público um retrato sensível sobre a sua arte e a trajetória de vida que o levou até o lugar onde ele está.</p>
<p>O mais novo longa do diretor chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (12) como um dos favoritos para ser o principal vencedor da temporada de premiações de 2023. Na última terça (10), Steven Spielberg ganhou o Globo de Ouro de &#8220;Melhor Direção&#8221; e <strong><em>Os Fabelmans</em></strong> ainda levou para casa o prêmio de &#8220;Melhor Filme de Drama&#8221;.</p>
<p>Ainda sem os anúncios do BAFTA e Oscar, a produção já acumula 112 indicações e 17 vitórias. Além das cinco indicações no Globo de Ouro, <b><i>Os Fabelmans</i></b> conseguiu duas nomeações no <em>SAG Awards</em> e foi o segundo mais indicado no <em>Critics Choice Awards</em>, concorrendo em 11 categorias.</p>
<p><strong><em>Os Fabelmans </em></strong>traz aos fãs do diretor um cinema que há muito não se via. O fundador e sócio da produtora <em>Amblin Entertainment</em> retorna às suas origens (literal e figurativamente) para dividir com o mundo uma narrativa inspirada em sua vida. O longa-metragem descreve a jornada de um garoto que sempre sonhou em fazer parte da magia do cinema.</p>
<figure id="attachment_16325" aria-describedby="caption-attachment-16325" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-16325" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-750x500.jpg" alt="Os Fabelmans (2022)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-2048x1366.jpg 2048w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/The-Fabelmans-3-1400x934.jpg 1400w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16325" class="wp-caption-text">Paul Dano, Mateo Zoryan Francis-DeFord e Michelle Williams em cena de Os Fabelmans (2022)</figcaption></figure>
<p>Como a vida e arte se entrelaçam, o desejo de fazer filmes se confunde aos dilemas infantis, juvenis e adultos do personagem que representa o diretor em <b><i>Os Fabelmans</i></b>. É fascinante como o roteiro de Spielberg, em parceria com Tony Kushner (<em>Munique</em>, de 2005, e <em>Lincoln</em>, de 2012), consegue conduzir o público por uma história tão cheia de sensibilidade e simplicidade.</p>
<p>A parceria de longa data entre Steven e Kushner entrega um trabalho primoroso sobre o desejo de fazer cinema. A força motriz representada na narrativa pode ser sentida pelo público durante a sessão. Apesar da duração ser extensa, os 151 minutos passam sem que sejam sentidos. O espectador é tão bem conduzido pelo sonho do jovem diretor que as únicas reações possíveis durante a sessão são gargalhadas e lágrimas. A nostalgia, o cuidado e a sensibilidade do que estava sendo composto em cena são os maiores méritos de <strong><em>Os Fabelmans</em></strong>.</p>
<p>O resultado emocionante e poderoso de <b><i>Os Fabelmans</i></b> deve-se, também, ao elenco. Encabeçada por Michelle Williams (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-depois-do-casamento/"><em>Depois do Casamento</em></a>, de 2019, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-venom-tempo-de-carnificina/"><em>Venom: Tempo de Carnificina</em></a>, de 2021) e Paul Dano (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-okja/"><em>Okja</em></a>, de 2017, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-batman/"><em>Batman</em></a>, de 2021), a família Fabelman encanta o público num piscar de olhos. Além das poderosas cenas do casal &#8211; dando um destaque ainda maior para as nuances maravilhosamente desenvolvidas por Michelle -, o jovem ator que faz a versão mais velha do personagem principal também precisa ser parabenizado.</p>
<p>Gabriel LaBelle (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-predador/"><em>O Predador</em></a>, de 2018) foi a escolha perfeita para representar Spielberg em <strong><em>Os Fabelmans</em></strong>. O ator é o responsável não apenas por encarnar um dos maiores diretores das últimas décadas, mas por equilibrar as tensões vividas por seu personagem. O equilíbrio que Gabriel traz para o caos da família através de sua arte sensível é poderoso e emocionante.</p>
<p>Como pode-se ver pelo elenco, Spielberg costuma reunir os maiores nomes da indústria e a parte técnica não poderia ser diferente. A fotografia de <strong><em>Os Fabelmans</em></strong> é algo que vale a pena destacar e apreciar. O trabalho do colaborador de longa data de Steven, Janusz Kamiński (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ponte-de-espioes/"><em>Ponte dos Espiões</em></a>, de 2015, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-bom-gigante-amigo/"><em>O Bom Gigante Amigo</em></a>, de 2016), torna a história ainda mais potente e tocante.</p>
<figure id="attachment_16327" aria-describedby="caption-attachment-16327" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-16327" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Os-Fabelmans-1.jpg" alt="Os Fabelmans (2022)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Os-Fabelmans-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Os-Fabelmans-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Os-Fabelmans-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Os-Fabelmans-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16327" class="wp-caption-text">Mateo Zoryan Francis-DeFord em Os Fabelmans (2022)</figcaption></figure>
<p>A brincadeira feita em <b><i>Os Fabelmans</i></b> de falar da criação de imagens a partir do que seriam imagens amadoras é genial. O diretor de fotografia constrói belas cenas e não poderia ter sido uma escolha melhor para potencializar a produção &#8211; principalmente ao considerar que Kamiński e Spielberg trabalham juntos desde 1993.</p>
<p>Outro antigo colaborador do diretor que está em <strong><em>Os Fabelmans</em></strong> é o editor Michael Kahn. Desde o início da parceria entre Kahn e Steven, que começou em 1977, o editor não trabalhou com o diretor em apenas um de seus projetos: <em>E.T. O Extra Terrestre</em> (1982). Em meio a tantas colaborações, Kahn ganhou três Oscar trabalhando com Spielberg: <i>Indiana Jones: Os Caçadores da Arca Perdida</i> (1981), <i>A Lista de Schindler (</i>1993) e <i>O Resgate do Soldado Ryan</i> (1995).</p>
<p><strong><em>Os Fabelmans</em></strong> é o melhor trabalho de Steven Spielberg dos últimos 10 anos. É claro que fazer um filme sobre a sétima arte tem um apelo para a indústria, crítica e cinéfilos, mas o diretor não estava tentando agradar esse pessoal. Fica evidente durante a sessão que Spielberg fez esse filme para ele mesmo. Para que ele pudesse ser o contador de sua história &#8211; história essa que, em muitos momentos, se confunde com a do cinema hollywoodiano.</p>
<p>Essa paixão é nítida no texto, na direção, no elenco e em cada departamento do projeto. Não há nada que fuja do equilíbrio dessa trajetória emotiva em busca da realização de um sonho. E é isso faz de <b><i>Os Fabelmans</i></b> uma produção capaz de encantar o espectador e tornar o assistir ainda mais especial.</p>
<p>E é a partir dessa lógica de desejos que o filme se encerra e faz o público querer mais. <strong><em>Os Fabelmans</em></strong> é um espetáculo de arte, emoção e sensibilidade. Não é à toa que a produção é uma das mais cotadas para ganhar o maior prêmio do cinema. Mesmo sem o anúncio oficial da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, é possível apostar que o longa (quase) autobiográfico de Spielberg deva concorrer em, ao menos, 7 categorias. Dentre elas, &#8220;Melhor Direção&#8221; e &#8220;Melhor Filme&#8221;, os quais têm fortes chances de levar o Oscar para casa. Assim, o artista estadunidense que tanto sonhou em fazer cinema mostra que sonhos não apenas podem virar realidade, como são transformadores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Steven Spielberg</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Gabriel LaBelle, Michelle Williams, Paul Dano, Seth Rogen e Judd Hirsch</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/J-mBTEQ-uJU?si=W9H2yIPJrsYcZ-nG" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Jogador nº 1</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Mar 2018 19:16:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Jogador nº1]]></category>
		<category><![CDATA[Mark Rylance]]></category>
		<category><![CDATA[Steven Spielberg]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Baseado no romance homônimo de Ernest Cline, Jogador nº 1 é o retorno de Steven Spielberg na direção depois de três meses do lançamento de The Post: A Guerra Secreta. Diferente da trama politicamente engajada do filme indicado ao Oscar protagonizado por Meryl Streep e Tom Hanks, Jogador nº 1 é um exemplar da carreira do diretor que faz jus àquilo que ele sabe fazer melhor e pelo que acabou ganhando notoriedade mundial: trata-se de uma aventura escapista repleta de efeitos especiais de ponta dosada [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Baseado no romance homônimo de Ernest Cline, <i><b>Jogador nº 1</b> </i>é o retorno de Steven Spielberg na direção depois de três meses do lançamento de <i>The Post: A Guerra Secreta</i>. Diferente da trama politicamente engajada do filme indicado ao Oscar protagonizado por Meryl Streep e Tom Hanks, <i>Jogador nº 1 </i>é um exemplar da carreira do diretor que faz jus àquilo que ele sabe fazer melhor e pelo que acabou ganhando notoriedade mundial: trata-se de uma aventura escapista repleta de efeitos especiais de ponta dosada pelo olhar ingênuo do diretor para esse tipo de material com ares oitentistas, uma geração <i>blockbuster </i>que o próprio cineasta ajudou a construir sua gramática. Na essência, o longa surge como uma fita distópica protagonizada por um adolescente, que, por sua vez, remete à geração de <i>best-sellers</i> <i>Jogos Vorazes</i>, <i>Maze Runner </i>ou <i>Divergente</i>, mas o diretor acaba sofisticando ligeiramente o material com os toques que somente ele consegue dar para esse tipo de produção.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Em <i>Jogador nº 1 </i>somos apresentados a um mundo obcecado pela realidade virtual do OASIS, um jogo de computador criado pelo gênio Halliday, uma espécie de Steve Jobs daquele universo. Com cada jogador vivendo quase que exclusivamente a vida dos seus respectivos avatares nas realidades propostas pelo jogo, os <i>players</i> acabam tomando para si a missão de encontrar três chaves escondidas que os levarão a um valioso <i>easter egg. </i>As pistas foram pensadas pelo próprio Halliday antes de falecer, deixando como recompensa final para o jogador que desvendar o mistério toda a sua fortuna.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-8827" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/03/ready-player-one-750x422.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/03/ready-player-one-750x422.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/03/ready-player-one.jpg 1000w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Há um grande vilão ao longo de todo o filme, uma corporação chamada IOI que passa a ter como intuido controlar o legado de Halliday. É contra esse gigante que o jovem protagonista do filme interpretado por Tye Sheridan (de <i>Amor Bandido </i>e <i>X-Men: Apocalipse</i>) tem que lutar. O herói da história sugere uma empatia imediata com o espectador, um pobre orfão que vive uma vida repleta de privações com sua tia e seu desagradável e violento namorado. Todos esses elementos são desenvolvidos com uma certa superficialidade pelo filme. A jornada do protagonista, apesar de evocar uma certa emoção, não consegue ir mais a fundo na construção do seu personagem e das suas relações, ficando nas costas do simpático Tye Sheridan o interesse na trama &#8211; e olha que em boa parte da história o acompanhamos como um avatar. Já a trama da grande corporação em oposição à população oprimida que vive àquela realidade virtual também tem seu lugar, mas tem seus melhores momentos quando aborda de maneira incisiva como esses grandes executivos acabam &#8220;engolindo&#8221; iniciativas afetivas como a de Halliday através da OASIS.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O grande atrativo de <i>Jogador nº 1 </i>acaba sendo mesmo a aventura protagonizada pelos personagens do filme na realidade virtual, onde Spielberg e o romancista Ernest Cline inserem uma série de referências à cultura pop, de <i>Motal Kombat</i>, <i>Street Fighter</i>, <i>O Iluminado</i>, <i>O Gigante de Ferro</i>, passando ainda pelo Atari, <i>Overwatch</i>, <i>De Volta para o Futuro</i>, <i>King Kong </i>e a autorreferência <i>Jurassic Park</i>. Todas as menções não estão na trama de maneira aleatória. Ao serem inseridas exclusivamente no universo de um game criado por um um fã de todos esses produtos, <i>Jogador nº 1 </i>se transforma numa interessante mistura de <i>crossovers</i>. Nesse departamento, o filme de Spielberg não só evidencia um apuro técnico de ponta como também exibe um grande valor como entretenimento. Assim, a recomendação é deixar-se levar por toda a diversão que <i>Jogador nº1</i> tem o potencial de proporcionar.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/q_1OJNcTld0" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;"></div>
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		<title>Especial Oscar 2018 &#8211; Direção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Mar 2018 01:10:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Direção]]></category>
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		<category><![CDATA[Paul Thomas Anderson]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas tem o costume de deixar dúvidas em algumas de suas principais categorias. Na 90º edição, entretanto, o tão estimado prêmio de &#8220;Melhor Direção&#8221; parece ser algo certo. Dentre as diversas performances interessantes do ano de 2018, a que tem um destaque maior pelo conjunto da obra entregue ao público foi feita pelo gênio mexicano Guillermo Del Toro. Dos seus colegas nomeados, aquele cujo mais se aproxima de sua qualidade no projeto [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas tem o costume de deixar dúvidas em algumas de suas principais categorias. Na 90º edição, entretanto, o tão estimado prêmio de &#8220;Melhor Direção&#8221; parece ser algo certo. Dentre as diversas performances interessantes do ano de 2018, a que tem um destaque maior pelo conjunto da obra entregue ao público foi feita pelo gênio mexicano Guillermo Del Toro. Dos seus colegas nomeados, aquele cujo mais se aproxima de sua qualidade no projeto recente é Jordan Peele, diretor de <i>Corra!</i>. Apesar de suas grandiosas e importantes apresentações em seus respectivos trabalhos, Greta Gerwig, Christopher Nolan e Paul Thomas Anderson não representam uma forte ameaça a vitória do mexicano. Peele poderá ser a única &#8220;surpresa&#8221; da noite quanto aos diretores indicados.</p>
<p>O olhar usado pela Academia para escolher seus vencedores é algo subjetivo e situacional, fazendo com que a missão de criar um padrão para estudo ou previsões 100% certas seja quase impossível. Às vezes surpreendente, outras, nem tanto, mas sempre é um dos momentos-chave da belíssima cerimônia. E nessa edição de aniversário, nada será diferente. Os indicados se encaixam em diversas opções de acontecimentos anteriores cujo levaram outros artistas a conquistarem a estatueta. Existe a revelação que surpreende com simplicidade e inteligência, mas falta maturidade temática; tem o mestre da técnica que usa a beleza para mascarar uma obra que falta no conteúdo; e há o diretor prestigiado, porém, estéril. Esses são os indicados cuja probabilidade de ganhar nas atuais circunstancias é menor. Já os dois que disputam a estatueta são duas outras adaptações de outros eventos anteriores: como o diretor que saiu da zona de conforto e impressionou a todos e o estrangeiro que teve o mundo e todo o preconceito tendo que reconhecer o seu brilhantismo.</p>
<p>Com toda a sua pompa e circunstância, Christopher Nolan chega ao Oscar carregando o seu novo filho, mas com muito cuidado porque ele é bem frágil. Sua falta de força e liga não são suficientes para contornar as faltas que existem e, muito menos, para serem compensadas apenas com uma beleza técnica admirável. O trabalho de direção de <i>Dunkirk</i> deixa mais a desejar do que em qualquer uma de suas obras. A falta de sentimentalidade em suas películas finalmente afetou o cineasta. E a queda desse gigante será estrondosa e tão agoniante como a falta de sensibilidade na obra sobre a Operação Dínamo.</p>
<figure id="attachment_8722" aria-describedby="caption-attachment-8722" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-8722" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/02/gettyimages-844916070.jpg" alt="" width="610" height="348" /><figcaption id="caption-attachment-8722" class="wp-caption-text">Guillermo Del Toro é um dos favoritos na premiação deste ano</figcaption></figure>
<p>Paul Thomas Anderson traz um problema diferente. Seus filmes costumam impactar, emocionar e levar o público a loucura com sua perfeição técnica e olhar delicado sobre o mundo. Com trabalhos comumente conhecidos por sua estética diferenciada, <i>Trama Fantasma</i> se destaca da mesma forma no quesito design e figurino, uma pena que a narrativa deixe a desejar. E por se tratar de um diretor cujo também roteiriza suas obras, a coesão textual e da imagem são quesitos fortemente cobrados pela Academia. O inovador Paul Thomas pode estar consagrado no meio da sétima arte com filmes como <i>Magnólia</i>, de1999, e <i>Sangue N</i><i>egro</i>, de 2007, mas o indicado desse ano falta uma consistência nos fatos que faça jus a sua carreira, tornando-se incompleto. Paul muito se preocupou com a forma do seu croqui e esqueceu do conteúdo dele.</p>
<p>A estreia de Greta Gerwig foi perfeita. A temática e a simplicidade de seu primeiro longa-metragem como roteirista e diretora fizeram com que ela pudesse encontrar a sua estrada de tijolos amarelos. Com modéstia e talento, Greta prova que sua capacidade vai muito além do que pessoas podem imaginar; ela é o que ela quiser. Com uma câmera na mão e uma ideia na cabeça &#8211; como já disse o sábio Glauber Rocha – ela é capaz de alçar grandes voos. <i>Lady Bird &#8211; </i><i>A Hora de Voar</i> não é, entretanto, o trabalho que lhe renderá o seu primeiro Oscar por direção; Gerwig precisa de uma proposta mais madura para mostrar tudo o que ela é capaz. O seu espaço vai apenas crescer agora que o mundo já viu do que ela é capaz e, num futuro próximo, ler o nome de mulheres na disputa por prêmios como o de &#8220;Melhor Direção&#8221; será algo do cotidiano. Greta Gerwig: um nome para ser gravado.</p>
<p>Jordan Peele se mostrou um caso à parte dos demais citados. <i>Corra!</i>, obra dirigida, roteirizada e produzida por Peele se mostrou um trabalho maduro – em especial para alguém que está estreando como diretor. Além do debute à frente de uma película, Jordan também entra num universo completamente diferente do seu. Conhecido por seus trabalhos no Comedy Central, o diretor toma para si o comando de um projeto onde o foco é um terror. Com um roteiro invejável, a trama tem fluidez e qualidade para prender o espectador do início ao fim. E, no final das contas, Jordan Peele não seria uma má escolha da academia para premiar.</p>
<figure id="attachment_8724" aria-describedby="caption-attachment-8724" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-8724" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/02/poltrona-Jordan-Peele-Get-Out.jpg" alt="" width="610" height="348" /><figcaption id="caption-attachment-8724" class="wp-caption-text">Jordan Peele marcou presença forte com o longa Corra!</figcaption></figure>
<p>Guillermo Del Toro é o mestre das fábulas sombrias. O homem que reinventou o universo da ficção fantástica é o candidato mais forte na disputa pelo Oscar de &#8220;Melhor Direção&#8221; de 2018. Com seu romance que percorre todos os gêneros da sétima arte, <i>A Forma da Água</i> é uma perspectiva encantadora e irreal sobre a vida e todas as opressões que as pessoas sofrem. Por fazer uma ode aos humilhados, nada mais justo do que sua indicação viesse seguida de uma vitória bela e merecedora. Há cerca de 15 anos que o mundo cinematográfico tem contato com a magia e beleza de suas criaturas e lugares. Del Toro criou seu nome há muito e já está mais do que na hora de tê-lo sendo ovacionado por algo conservador como o Oscar. Anunciar que ele é o diretor campeão no Academy Awards é uma forma de reafirmar a mensagem que o seu roteiro passa: não importa como você seja ou se pareça, você será agraciado como merece. O momento de exaltação chegou para este homem que é um mexicano cuja história é uma inspiração para todos os que sofrem um preconceito ou queiram desistir de seus sonhos. Guillermo del Toro e seu longa são a prova viva de que onde há amor e fantasia, tudo é possível.</p>
<p>Nomes que não foram nem citados, como o de Joe Wright por <i>O Destino de Uma Nação</i> ou Martin McDonagh pelo maravilhoso <i>Três anúncios para um </i><i>crime</i>, são sentidos nessa categoria. Até mesmo o gênio Spielberg e seu belo filme jornalístico (<i>The </i><i>Post – A Guerra Secreta</i>) ficou de fora dessa corrida pelo ouro. Contudo, por mais que esses nomes façam falta, há uma nuvem de aceitação quanto os indicados. Com ou sem defeitos; perfeitas ou não, as direções das películas foram bem ricas. Por essas e outras &#8216;n&#8217; questões, o óbvio pode vir a não acontecer. A imprevisão e as surpresas estão sempre presentes nas últimas edições dessa premiação e esse ano podem estar ainda mais. Como dito anteriormente, nada é 100% certeza quando se trata da Academia, agora o que resta é esperar até o dia 4 de março para que o mundo saiba o resultado desse glorioso embate.</p>
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		<title>Netflix: Five Came Back narra o impacto da 2ª Guerra na vida de 5 diretores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Apr 2017 12:20:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Five Came Back]]></category>
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		<category><![CDATA[George Stevens]]></category>
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		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A partir do livro <i>Cinco Voltaram</i>, de Mark Harris (editado aqui no Brasil pela Objetiva), a Netflix e o diretor Laurent Bouzereau em parceria com Steven Spielberg (que assina a produção), lançaram recentemente <i>Five Came Back</i>, uma série documental composta por três episódios que aborda a participação de cinco dos mais importantes diretores de cinema da primeira metade do século XX na Segunda Guerra Mundial: Frank Capra, William Wyler, John Ford, John Huston e George Stevens. Os cinco se alistaram em uma subdivisão específica do exército americano para realizarem filmes que dessem conta de mostrar à população norte-americana o que acontecia no <i>front</i> de batalha, concebendo títulos que ao mesmo tempo em que consolidaram o documentário no país, serviram como propaganda da campanha americana e foram o primeiro contato em imagem com os horrores da guerra.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O mais interessante do trabalho de Bouzereau é realizar esse relato histórico dando conta do lugar que seus personagens estavam antes, durante e depois da guerra mundial (assim são organizados os três capítulos do documentário, inclusive), fazendo-nos testemunhar ao final do último episódio da série que nenhum dos cinco diretores que participaram da mesma permaneceram os mesmos após sua experiência. Isso é sentido, inclusive, a partir de um panorama que a série faz das obras de ficção que eles dirigiram quanto retornaram para os EUA ao fim do conflito. Frank Capra, por exemplo, dirigiu <i>A Felicidade não se Compra</i>, que pode não ter sido aclamado em sua época, mas que se tornou um dos filmes mais reverenciados do cinema americano anos depois, se tornando presença obrigatória na programação televisiva de final de ano no país. William Wyler, que já era um diretor renomado com <i>Jezebel </i>e <i>A Carta</i>, cai de vez nas graças da Academia com um filme que buscava capturar o espírito do pós-guerra, <i>Os Melhores Anos de Nossas Vidas</i>, vencedor do Oscar de melhor filme em 1947. O caso mais emblemático, contudo, talvez seja o de George Stevens, que antes da guerra era conhecido por ser um diretor de filmes leves, a maioria do gênero comédia, volta do conflito realizando obras densas como <i>Um Lugar ao Sol</i>, <i>Assim Caminha a Humanidade </i>e, sobretudo, <i>O Diário de Anne Frank</i>.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Compondo seu relato a partir de imagens dos filmes sobre a guerra concebido pelos cinco diretores, com depoimentos dos mesmos e participações de cinco importantes realizadores do nosso tempo, Steven Spielberg (<i>Minority Report</i>), Guillermo del Toro (<i>O Labirinto do Fauno</i>), Paul Greengrass (<i>O Ultimato Bourne</i>), Francis Ford Coppola (<i>O Poderoso Chefão</i>) e Lawrence Kasdan (roteirista de <i>Star Wars</i>) &#8211; tudo a partir da narração de Meryl Streep -, <i>Five Came Back </i>não quebra muito os padrões do formato em sua estrutura, mas em seu esquema convencional não compromete a sua narrativa e dá conta da jornada e da importância do trabalho dos seus protagonistas no período relatado como de suas transformações pessoais em decorrência dos eventos. É certo que não sabemos até que ponto a presença do quinteto Spielberg, del Toro, Greengrass, Coppola e Kasdan é fundamental ao documentário pois apesar de em momentos isolados os mesmos realizarem esforços de interpretação daqueles filmes e estabelecerem conexões entre eles e suas vidas ou carreiras (principalmente Spielberg como judeu e tendo retratado tantas vezes a Segunda Guerra) em muitos momentos os mesmos parecem importar apenas como narradores das trajetórias dos cinco protagonistas da série.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Ainda que parte dessas produções tenham sido marcadas por escolhas questionáveis, como a reconstituição dos eventos em alguns ou a campanha anti-Japão de <i>Know Your Enemy: Japan</i> mesmo após o conflito, o final do seu terceiro episódio, o mais forte dos três, faz um inventário da odisseia do grupo de cineastas.<i>Five Came Back </i>deixa no espectador as reflexões de sua marca humanista. Quando narra, por exemplo, o impacto que as imagens de <i>Nazi Concentration Camps</i>, de George Stevens, primeiro registro real dos campos de concentração nazista, causaram no mundo e na vida do seu próprio realizador ou a humanidade de <i>Let There Be Light</i>, que tratou pela primeira vez dos traumas psicológicos dos soldados, fica a certeza da força e da importância não apenas daquilo que é objeto de interesse da série documental como dela própria em nossos tempos. É um relato vivo da marca que um evento como esse é capaz de deixar nos seres humanos, tanto física (William Wyler ficou surdo), como na própria identidade de cada sujeito que vivenciou tudo aquilo (caso de George Stevens que disse não ser capaz mais de fazer comédias após a guerra). Mais emblemático ainda é que mesmo diante de tudo, muitos ainda são capazes de enxergar esperança, como Frank Capra, que encerra <i>Five Came Back </i>dizendo &#8220;Há bondade no mundo. Isso é maravilhoso.&#8221;, evidenciando que mesmo sendo um soco no estomago muitas vezes, o documentário é um relato que consegue fazer uso do passado para lançar horizontes reconfortantes no futuro, como a História deve ser.</p>
<p>Obs.: Os filmes mencionados no documentário também estão disponíveis no catálogo da Netflix.</p>
<p><strong>Assista a um trailer do documentário: </strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/eMXlX9n2czs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: O Bom Gigante Amigo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Aug 2016 14:11:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[BFG]]></category>
		<category><![CDATA[Mark Rylance]]></category>
		<category><![CDATA[O Bom Gigante Amigo]]></category>
		<category><![CDATA[Penelope Wilton]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Bom Gigante Amigo é um retorno do cineasta Steven Spielberg a fantasia. E sempre que Spielberg traz histórias escapistas como esta adaptação do livro homônimo de Roald Dahl é motivo para comemorar. O jeitão &#8220;meloso&#8221; do diretor, confundido muitas vezes com um tom apelativo que anseia desesperadamente por uma lágrima do espectador, sempre se encaixa melhor quando Spielberg se joga sem redes de proteção na ambiência do lúdico. O Bom Gigante Amigo apresentava esse potencial, trata-se da primeira parceria do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><i>O Bom Gigante Amigo </i>é um retorno do cineasta Steven Spielberg a fantasia. E sempre que Spielberg traz histórias escapistas como esta adaptação do livro homônimo de Roald Dahl é motivo para comemorar. O jeitão &#8220;meloso&#8221; do diretor, confundido muitas vezes com um tom apelativo que anseia desesperadamente por uma lágrima do espectador, sempre se encaixa melhor quando Spielberg se joga sem redes de proteção na ambiência do lúdico. <i>O Bom Gigante Amigo </i>apresentava esse potencial, trata-se da primeira parceria do diretor com a Disney, é protagonizado por uma garota na faixa dos seus dez ou onze anos e explora uma série de temas e importantes lições típicas das histórias que giram em torno do universo infantil. O resultado pode não se equiparar a filmes com esse viés que saíram das mãos do diretor, como <i>ET &#8211; O Extraterrestre</i>, por exemplo, mas tem seus bons e emocionantes momentos com o notório toque de Midas que Steven Spielberg tem para essas histórias.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6530" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/08/2F3639E700000578-3353031-First_look_The_BFG_teaster_trailer_begins_by_focusing_on_central-m-11_1449684642222.jpg" alt="2F3639E700000578-3353031-First_look_The_BFG_teaster_trailer_begins_by_focusing_on_central-m-11_1449684642222" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>No longa, a jovem órfã Sophie é raptada por um gigante da janela do orfanato onde mora em Londres. Ele a leva para sua terra e lá os dois acabam se tornando grandes amigos. No entanto, eles descobrem que os demais gigantes do local podem pôr em risco a vida de  diversas crianças e devem agir antes que seja tarde demais. Com essa premissa, <i>O Bom Gigante Amigo </i>reserva ótimos momentos para a garotinha Sophie, interpretada pela encantadora Ruby Barnhill, mais uma prova de que Spielberg sabe escolher seus protagonistas mirins, e o gigante BGA, resultado de um ótimo trabalho da equipe de efeitos especiais, mas sobretudo do interessante desempenho de Mark Rylance, que já havia trabalhado com Spielberg em <i>Ponte dos Espiões </i>e que, inclusive, por aquele papel, recebera um Oscar de melhor ator coadjuvante.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A resolução de <i>O Bom Gigante Amigo </i>é um pouco falha, apressada demais e apresenta alguns &#8220;desvios&#8221; de foco da sua própria premissa, mas ainda assim é capaz de proporcionar momentos de emoção singela tão doces quanto àqueles que foram vistos pelo espectador ao longo de todo o filme. <i>O Bom Gigante Amigo </i>não é uma reinvenção na carreira de Spielberg, tampouco tem o mesmo impacto dos seus melhores filmes, mas ainda assim, nas suas águas calmas, é capaz de envolver o espectador de uma maneira que só o diretor sabe fazer, especialmente quando trabalha com um material com suas características.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
</div>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/NhezZXkawWg" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Ponte de Espiões</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2015 13:07:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Alan Alda]]></category>
		<category><![CDATA[Amy Ryan]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[Steven Spielberg]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; O lado mais &#8220;sério&#8221; da filmografia de Steven Spielberg poucas vezes me animou. Ao mesmo tempo em que ele foi capaz de criar verdadeiras obras-primas abordando temas contundentes em universos realistas, como A Lista de Schindler ou O Resgate do Soldado Ryan, o diretor concebe um filme aborrecido e verborrágico como Lincoln (conclusão que cheguei após uma revisão do longa, já que meu primeiro contato com ele foi bem amistoso) ou até mesmo Amistad. O Spielberg escapista sempre me pareceu [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3804" aria-describedby="caption-attachment-3804" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/bridge3.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3804 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/bridge3-620x310.jpg" alt="bridge3" width="620" height="310" /></a><figcaption id="caption-attachment-3804" class="wp-caption-text">Guerra Fria: Spielberg retrata bem o clima de falsa animosidade do período em Ponte dos Espiões</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<p>O lado mais &#8220;sério&#8221; da filmografia de Steven Spielberg poucas vezes me animou. Ao mesmo tempo em que ele foi capaz de criar verdadeiras obras-primas abordando temas contundentes em universos realistas, como <i>A Lista de Schindler </i>ou <i>O Resgate do Soldado Ryan</i>, o diretor concebe um filme aborrecido e verborrágico como <i>Lincoln</i> (conclusão que cheguei após uma revisão do longa, já que meu primeiro contato com ele foi bem amistoso) ou até mesmo <i>Amistad</i>. O Spielberg escapista sempre me pareceu mais sedutor e sem auto-censura, um cineasta que não condena as suas próprias inclinações com a emoção escancarada, o universo da infância e a imaginação sem limites. Particularmente, prefiro esse Spielberg que fez minha infância com a franquia <i>Indiana Jones</i>, <i>Jurassic Park </i>e <i>E.T. &#8211; O Extraterrestre</i> a versão mais &#8220;controlada&#8221; e sisuda do diretor. <i>Ponte dos Espiões </i>pertence ao grupo dos longas &#8220;sérios&#8221; da carreira do realizador, nos coroando com sua leitura sobre a Guerra Fria. Ainda bem que, mesmo que seja um Spielberg realista, <i>Ponte dos Espiões </i>é um longa que caminha na mesma linha de excelência de <i>A Lista de Schindler </i>e <i>O Resgate do Soldado Ryan </i>e evita os caminhos de <i>Lincoln </i>ou <i>Amistad</i>.</p>
</div>
<div>
<p>Ambientado na Guerra Fria, <i>Ponte dos Espiões </i>conta o caso verídico de um advogado que trabalhava com conflitos judiciais envolvendo seguros e foi convocado para defender um espião soviético preso pelo governo norte-americano. No decorrer do julgamento, o protagonista acaba sendo enviado para Berlim a fim de que possa negociar a libertação do espião em troca de um agente norte-americano capturado pelos soviéticos.</p>
</div>
<figure id="attachment_3805" aria-describedby="caption-attachment-3805" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/bridge-of-spies-02.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3805 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/bridge-of-spies-02-620x362.jpg" alt="bridge-of-spies-02" width="620" height="362" /></a><figcaption id="caption-attachment-3805" class="wp-caption-text">Achado: Premiado no teatro e recém indicado ao Emmy, Mark Rylance tem a melhor performance do filme e pode concorrer ao próximo Oscar</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p><i>Ponte dos Espiões </i>é um filme cujas ações ocorrem quase que em sua totalidade nas conversas e negociações de gabinete que são protagonizadas pelos seus personagens, algo bem parecido com o que Spielberg fez em <i>Lincoln</i>. Porém, curiosamente, <i>Ponte dos Espiões </i>evita a pomposidade do longa anterior do diretor e opta até mesmo por um certo bom humor para tornar a história fluida &#8211; nisso, a co-autoria do roteiro pelos irmãos Coen deve ter favorecido o filme. Spielberg consegue transpor para a  tela o clima da Guerra Fria em suas paranóias, conversas sigilosas e a tensão acobertada pelo clima de uma falsa amistosidade.</p>
</div>
<div>
<p>É certo que ao inserir todas as ações do longa em ambientes fechados como escritórios, salas de audiência e gabinetes, Spielberg acaba fazendo com que seu filme não tenha tantos momentos visualmente icônicas como o restante da sua filmografia, que entre tantas referências visuais podemos listar a violenta sequência do ataque na praia de Omaha em <i>O Resgate do Soldado Ryan</i> ou a inesquecível bicicleta voadora em <i>E.T. &#8211; O Extraterrestre</i>, mas seria incoerente o realizador encher <i>Ponte dos Espiões </i>desses momentos, afinal estamos tratando de um período pós-Segunda Guerra Mundial marcado pela presença de conflitos e do receio de levá-los da &#8220;porta para fora&#8221;. A sobriedade e o cuidado com os excessos são fundamentais e revelam-se como escolhas acertadas do realizador.</p>
</div>
<figure id="attachment_3806" aria-describedby="caption-attachment-3806" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/maxresdefault-5.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3806 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/maxresdefault-5-620x349.jpg" alt="maxresdefault (5)" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3806" class="wp-caption-text">Portas fechadas: Filme se passa em muitos ambientes fechados, mas evita a verborragia de Lincoln</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>À frente do seu filme, Spielberg conta com Tom Hanks que confere não apenas credibilidade ao protagonista mas também a empatia do público, já que seus propósitos, profissionais ou familiares, são compreensíveis e passíveis de admiração. <i>Ponte dos Espiões </i>conta ainda com a presença de um verdadeiro achado chamado Mark Rylance, ator que interpreta o espião soviético Rudolf Abel, peça central da negociação EUA e União Soviética mostrada no filme. Mark Rylance é responsável por uma composição meticulosa e muito interessante, transformando Rudolf Abel em um tipo peculiar, mas não uma caricatura através do seu jeito calmo, olhar pacífico e sua voz suave . Rylance já venceu prêmios importantes do teatro como o Olivier e o Tony, foi indicado ao Emmy por seu papel na minissérie <i>Wolf Hall</i> e tem chances de ser indicado ao Oscar por esse longa. Se ocorrer a nomeação, será bem merecido.</p>
</div>
<div>
<p> Nada burocrático ou aborrecido, <i>Ponte dos Espiões </i>é um filme que aborda questões históricas e políticas sérias sem esquecer do seu aspecto humano e, consequentemente, da sua conexão com o espectador. É claro que nos minutos finais do seu filme, Steven Spielberg não se esquece de sublinhar o esforço empreendido pelo seu protagonista, alçando-o a categoria de herói sem concessões. Não estaríamos falando de um filme de Steven Spielberg caso o longa não apresentasse este arco dramático. O que importa é que <i>Ponte dos Espiões </i>consegue ter consistência, coerência e logicidade interna, aspectos que não chegam a transformá-lo em mais uma obra-prima de Steven Spielberg (está difícil encontrá-la na filmografia recente do diretor), mas, pelo menos, em um excelente filme.</p>
</div>
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		<item>
		<title>Trailer do novo filme de Steven Spielberg, Ponte dos Espiões!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2015 13:23:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trailers]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O mais novo longa do diretor Steven Spielberg acaba de ganhar um trailer em versão legendada. Ponte dos Espiões é a quarta parceria do diretor com o ator Tom Hanks (os dois já trabalharam juntos em O Resgate do Soldado Ryan, Prenda-me se for capaz e O Terminal). O filme conta a história de um advogado do Brooklyn (Hanks) que, durante a Guerra Fria, é encarregado pela CIA para negociar o resgate de um piloto americano detido pela União Soviética. O roteiro é do pouco conhecido [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/073850.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3102" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/073850-620x248.jpg" alt="ST. JAMES PLACE" width="620" height="248" /></a></p>
<p>O mais novo longa do diretor Steven Spielberg acaba de ganhar um trailer em versão legendada. <em>Ponte dos Espiões </em>é a quarta parceria do diretor com o ator Tom Hanks (os dois já trabalharam juntos em <em>O Resgate do Soldado Ryan</em>, <em>Prenda-me se for capaz </em>e <em>O Terminal</em>).</p>
<p>O filme conta a história de um advogado do Brooklyn (Hanks) que, durante a Guerra Fria, é encarregado pela CIA para negociar o resgate de um piloto americano detido pela União Soviética. O roteiro é do pouco conhecido Matt Charman e dos irmãos Ethan e Joel Coen.</p>
<p>Além de Hanks, o filme tem no elenco Amy Ryan (<em>Birdman</em>) e Alan Alda (<em>O Aviador). </em></p>
<p>O longa deve chegar aos cinemas brasileiros no dia 22 de outubro.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/image001.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter  wp-image-3103" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/image001-274x400.jpg" alt="image001" width="322" height="470" /></a></p>
<p>Confira o trailer:</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/yZAupe6Dy98" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>5 cenas que fizeram de Jurassic Park o evento cinematográfico da década</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2015 21:25:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Jurassic Park]]></category>
		<category><![CDATA[Jurassic World]]></category>
		<category><![CDATA[Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros]]></category>
		<category><![CDATA[Steven Spielberg]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estreia desta semana no circuito, Jurassic World &#8211; O Mundo dos Dinossauros nos faz retornar a 1993 e lembrar do tempo em que Steven Spielberg fez história no cinema ao trazer à vida, em uma mistura de técnicas avançadas de computação gráfica e robótica, os dinossauros, criaturas que até então só tínhamos uma vaga noção de como eram através de fósseis de museus. Aproveitando a ocasião, selecionamos alguns dos momentos mais marcantes de Jurassic Park para vocês: # 05. Ética e ciência: os desígnios [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Estreia desta semana no circuito, <em><strong>Jurassic World &#8211; O Mundo dos Dinossauros</strong> </em>nos faz retornar a 1993 e lembrar do tempo em que Steven Spielberg fez história no cinema ao trazer à vida, em uma mistura de técnicas avançadas de computação gráfica e robótica, os dinossauros, criaturas que até então só tínhamos uma vaga noção de como eram através de fósseis de museus. Aproveitando a ocasião, selecionamos alguns dos momentos mais marcantes de <em>Jurassic Park </em>para vocês:</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-2950" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/05/JurassicPark_134Pyxurz-1024x745-620x376.jpg" alt="JurassicPark_134Pyxurz-1024x745" width="620" height="376" /></p>
<p><strong># 05. Ética e ciência: os desígnios da natureza</strong></p>
<p>Apesar de <em>Jurassic Park </em>ser em sua essência uma grande aventura escapista, o filme de Steven Spielberg fazia interessantes reflexões sobre a ética na ciência e, consequentemente, os limites da ação humana, sua relação com a natureza (equilíbrio X dominação) e com Deus. Existem diversas cenas nas quais Dr. Alan Grant (Sam Neill), Dra. Ellie Sattler (Laura Dern) e Dr. Ian Malcolm (Jeff Goldblum) questionam John Hammond (Richard Attenborough) sobre o parque jurássico. Uma das mais emblemáticas ocorre no terceiro ato do filme quando Hammond faz uma espécie de inventário da sua experiência mal-sucedida com o Jurassic Park e é recriminado por Ellie Sattler:</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/KQ2OxVzleaE" width="640" height="480" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/06/jurassic-park-2.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-2966" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/06/jurassic-park-2-620x340.jpg" alt="jurassic-park-2" width="620" height="340" /></a></p>
<p><strong># 04. O sublime braquiossauro</strong></p>
<p>Uma das cenas mais memoráveis de <em>Jurassic Park </em>envolve a primeira aparição de um dinossauro aos nossos olhos e aos olhos dos seus protagonistas. Testemunhamos maravilhados, assim como Alan Grant e Ellie Sattler, um braquiossauro caminhar até uma árvore altíssima e se alimentar das suas folhas. O tema musical de <em>Jurassic Park </em>composto por John Williams dá a dimensão da reação dos personagens e traduz a sensação do espectador diante desse milagre da ficção, os dinossauros voltaram à Terra graças ao cinema. Talvez hoje, tecnicamente, a cena seja encarada pelas novas gerações como trivial. Em tempos de <em>Avatar </em>e Discovery Channel, o que é que tem demais vermos um braquiossauro ganhar vida através do CGI? Até 1993, o recurso era pouquíssimo explorado e somente utilizado para criar seres imaginários, como aconteceu em <em>O Exterminador do Futuro 2 </em>ou <em>O Segredo do Abismo</em>. <em>Jurassic Park </em>anunciava uma nova era:</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/PJlmYh27MHg" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/06/Jurassic-Park_Kitchen2.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-2967" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/06/Jurassic-Park_Kitchen2-620x335.jpg" alt="Jurassic-Park_Kitchen2" width="620" height="335" /></a></p>
<p><b># 03. Os velociraptor caçam na cozinha</b></p>
<p>Entre as várias criaturas de <em>Jurassic Park</em>, talvez uma das mais interessantes sejam os velociraptors. Rápidos, inteligentes e letais, esta espécie foi responsável por fazer-nos ficar na ponta da poltrona temendo pela vida de Tim (Joseph Mazzello) e Lex (Ariana Richards) em uma caçada em plena cozinha do parque. Além de ser uma das cenas mais apavorantes do filme, esta sequência comprova a qualidade do resultado de anos de pesquisa realizada pela equipe do longa junto com paleontólogos. Para a composição do dinossauro, os responsáveis pelo projeto utilizaram movimentos de aves e ruídos de diferentes animais. Todos as espécies de dinossauro do filme passaram pelo mesmo processo, mas esta sequência atesta o êxito deste percurso percorrido por Spielberg e cia.:</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/dnRxQ3dcaQk" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/06/jurassicpark_trex.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-2976" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/06/jurassicpark_trex-620x348.jpg" alt="jurassicpark_trex" width="620" height="348" /></a></p>
<p># <strong>02.</strong> <b>Confronto final</b></p>
<p>A sequência final que põe tiranossauro rex contra os velociraptors é uma das mais emblemáticas da produção. Dois dos maiores protagonistas de toda a franquia disputam território após Alan, Ellie, Tim e Lex se sentirem encurralados pelos raptors no saguão do centro. Segundo o próprio Spielberg, o tiranossauro só entrou nesta cena após ele perceber durante a filmagem da sequência do ataque do animal aos carros de Tim e Alex que o dinossauro era uma das maiores atrações do longa. Mais incrível que este encontro só mesmo a faixa que cai sobre o tiranossauro após o confronto, &#8220;Quando os dinossauros dominaram a Terra&#8221;:</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/gTWo9oLJOWk" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/05/18jyfksl1kks0jpg.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter  wp-image-2951" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/05/18jyfksl1kks0jpg-599x400.jpg" alt="18jyfksl1kks0jpg" width="620" height="414" /></a></p>
<p><strong># 01.  Primeira aparição do tiranossauro</strong></p>
<p>A cabra desaparece. A água no copo começa a criar círculos. As cordas da cerca elétrica são rompidas. Dela surge um gigante, o tiranossauro rex, que entra de vez para a história do cinema com esta sequência eletrizante. O ataque do tiranossauro aos carros de Tim e Lex foi uma das cenas mais trabalhosas de todo o filme, isso porque o dinossauro não foi concebido apenas em CGI, mas também por um robô em dimensão gigantesca que preocupava a equipe de Spielberg, afinal toda a cena foi feita na chuva. O resultado valeu muito a pena:</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/v5Co3A3fLBo" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Os Mistérios de Poltergeist</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2015 11:49:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Estreia]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Poltergeist]]></category>
		<category><![CDATA[Steven Spielberg]]></category>
		<category><![CDATA[Terror]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estreia nesta semana o mais atual longa de Poltergeist. O filme foi o maior fenômeno nos anos 80, assustando muitos espectadores e deixando as equipes de gravação intrigadas com os acontecimentos que acometeram a produção da película. A expectativa, claro, não poderia ser menor. Com roteiro e criação de ninguém menos que Steven Spielberg, o longa original de 1982 traz uma família clássica estadunidense que se muda para uma nova casa. No entanto, fenômenos aterrorizadores começam a acontecer, especialmente com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_2902" aria-describedby="caption-attachment-2902" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/05/poltergeist.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2902" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/05/poltergeist.jpg" alt="A pequena Carol Anne some dentro da televisão e fica se comunicando com a família através dela. " width="610" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-2902" class="wp-caption-text">A pequena Carol Anne some dentro da televisão e fica se comunicando com a família através dela.</figcaption></figure>
<p>Estreia nesta semana o mais atual longa de <em>Poltergeist</em>. O filme foi o maior fenômeno nos anos 80, assustando muitos espectadores e deixando as equipes de gravação intrigadas com os acontecimentos que acometeram a produção da película. A expectativa, claro, não poderia ser menor.</p>
<p>Com roteiro e criação de ninguém menos que Steven Spielberg, o longa original de 1982 traz uma família clássica estadunidense que se muda para uma nova casa. No entanto, fenômenos aterrorizadores começam a acontecer, especialmente com a filha pequena do casal. Em dado momento, as intervenções dos fantasmas é tanta que a menina é sequestrada pelo televisor e o casal sai em busca desesperada da ajuda de um especialista em fenômenos sobrenaturais para recuperar a garotinha.</p>
<p>O longa foi o maior sucesso na época e levou milhares de pessoas ao cinema. Claro, a maioria saia aterrorizada do cinema e, até hoje, o filme assusta os espectadores de plantão. O próprio nome já revela um pouco do que se pode esperar, sendo que Poltergeist, uma palavra alemã, significa &#8220;espírito perturbador&#8221;. Mais intrigante ainda é a história por trás das gravações, que envolve muitos mistérios.</p>
<p>As duas filhas do casal, Dana e Carol Anne, interpretadas por Dominique Dunne e Heather O´Rourke, tiveram um fim particularmente trágico após as gravações dos filmes, e muitas pessoas ligaram os acontecimentos à uma possível praga da história. Dunne faleceu pouco depois das gravações do primeiro filme, depois de ser atacada por seu ex-marido violento, que a deixou em coma por conta de morte cerebral. Ela não chegou nem a participar do lançamento do longa. Ele a sufocou com um travesseiro e, para abafar seus gritos, colocou a música da trilha sonora do filme. Macabro!</p>
<figure id="attachment_2905" aria-describedby="caption-attachment-2905" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/05/picture-of-heather-o-x27-rourke-in-poltergeist-large-picture.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2905" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/05/picture-of-heather-o-x27-rourke-in-poltergeist-large-picture.jpg" alt="Os acontecimentos por trás das gravações deixaram os espectadores intrigados!" width="610" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-2905" class="wp-caption-text">Os acontecimentos por trás das gravações deixaram os espectadores intrigados!</figcaption></figure>
<p>O mais estranho, no entanto, foi a morte da protagonista dos três filmes, O’Rourke. A menina, de apenas 12, chegou a participar de toda a trilogia, quando começou a passar mal de maneira estranha. Nenhum exame diagnosticava nada e de repente, ela teve uma parada cardíaca e faleceu.</p>
<p>Outros acontecimentos dão força à história de maldição do filme. Como por exemplo a casa onde aconteceram as gravações ter sido destruída em um terremoto em 1994, ou o fato de que a atriz secundária Zelda Rubinstein ter feito uma sessão de fotos para o filme e ter aparecido com uma luz brilhante ofuscando seu rosto. Segundo ela, naquele momento das imagens, sua mãe havia falecido.</p>
<p>Passadas essas questões, vale lembrar ainda que o filme foi indicado a três estatuetas do Oscar, por Melhor Efeito Visual, Melhor Trilha Sonora e Melhor Som. Acabou perdendo todos os prêmios para <em>ET, o Extraterrestre</em> também de Steven Spielberg. Uma curiosidade interessante que Spielberg não assina como diretor em <em>Poltergeist</em> justamente por conta de uma cláusula contratual de <em>ET, o Extraterreste</em>, mas a maior parte do trabalho é realizado por ele mesmo, ao invés de Tobe Hooper, que levou os créditos como diretor.</p>
<figure id="attachment_2903" aria-describedby="caption-attachment-2903" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/05/maxresdefault.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2903" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/05/maxresdefault.jpg" alt="O novo Poltergeist promete ser um terror digno dos velhos tempos. " width="610" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-2903" class="wp-caption-text">O novo Poltergeist promete ser um terror digno dos velhos tempos.</figcaption></figure>
<p>Claro que com todo esse histórico o lançamento do remake <em>Poltergeist</em> agora em 2015 não poderia ter menos alvoroço. Os espectadores mais fanáticos estão no aguardo do resultado do filme, que será lançado nesta quinta-feira, dia 21 de maio, além de ficar na expectativa da história que podem circundar as próximas semanas. Algumas mudanças foram feitas, como por exemplo os clássicos nomes da série. A família deste leva o sobrenome de Bowen. Vale ressaltar que Tom Cruise e Richard Armitage foram cogitados para o papel principal, mas descartados logo em seguida. Quem assumiu o personagem foi Sam Rockwell, que atua no filme <em>O Verão de Minha Vida</em>.</p>
<p>Uma curiosidade interessante é que a atriz Rosemarie Dewitt fez questão de participar de <em>Poltergeist</em> depois do enorme sucesso do trillher de terror, <em>A Invocação do Mal</em>, do qual seu marido faz parte do elenco. Ela assume o papel principal da mãe.</p>
<p>A expectativa é grande e só indo ao cinema para conferir o resultado deste reebot tão aguardado! Não deixe de conferir nas telonas mais próximas.</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/os-misterios-de-poltergeist/">Os Mistérios de Poltergeist</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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