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	<title>Arquivos Rebecca Marder - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Rebecca Marder - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: O Crime é Meu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Jul 2023 22:30:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Crime é Meu é mais um longa do ótimo diretor François Ozon, responsável por excelentes obras como Dentro da Casa (2013), Jovem e Bela (2013) e Graças a Deus (2019). Baseado na peça Mon Crime, de Georges Berr e Louis Verneuil, o filme é uma dramédia que conta a história da jovem Madeleine (Nadia Tereszkiewicz, Babysitter), uma pobre atriz dos anos 1930 que foi acusada pelo assassinato de um produtor famoso. Ao invés de tentar sair da situação e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>O Crime é Meu</em> </strong>é mais um longa do ótimo diretor François Ozon, responsável por excelentes obras como <em>Dentro da Casa</em> (2013), <em>Jovem e Bela</em> (2013) e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-gracas-a-deus-festival-varilux-de-cinema-frances/"><em>Graças a Deus</em></a> (2019). Baseado na peça <em>Mon Crime</em>, de Georges Berr e Louis Verneuil, o filme é uma dramédia que conta a história da jovem Madeleine (Nadia Tereszkiewicz, <em>Babysitter</em>), uma pobre atriz dos anos 1930 que foi acusada pelo assassinato de um produtor famoso. Ao invés de tentar sair da situação e provar que não teve participação, ela resolve assumir a culpa e acaba se dando muito bem com isso.</p>
<p>A parceria feminina que ela estabelece com a advogada e melhor amiga Pauline (Rebecca Marder, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-encontros/"><em>Encontros</em></a>) a leva à absolvição do caso. A partir daí, sua vida muda completamente. Ela sai do ostracismo para a fama em pouquíssimo tempo e começa a se aproveitar da circunstância para finalmente mudar sua realidade. O problema é que a verdade ameaça bater na porta a todo momento, colocando em perigo essa nova vida de deleite que ela começou a experimentar.</p>
<p>Tudo torna-se muito irônico nesta história e o diretor faz excelente uso destes artifícios para criar um cenário bem caricato da França daquela década. Com toques importantes e assertivos de humor, o filme passeia pela borda sem pecar pelo excesso, o que o levaria a se tornar mais uma comédia sem grandes argumentos.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16902" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/4183937.jpg" alt="O Crime é Meu" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/4183937.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/4183937-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/4183937-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/4183937-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A dualidade do que é certo ou errado, mentira ou verdade, faz com que o espectador vá se envolvendo com a trama a todo momento e se divertindo com suas protagonistas cativantes. Afinal, se a sociedade machista oprime tanto a mulher, é realmente maravilhoso vê-las tirando proveito de qualquer circunstância que se apresente.</p>
<p>Temos ainda a participação impagável de Isabelle Huppert (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-sra-harris-vai-a-paris/"><em>Sra. Harris vai a Paris</em></a>) que interpreta a atriz famosa do passado que foi esquecida e quer tirar uma casquinha deste sucesso que o crime permitiu. As suas multifacetas sempre rendem personagens interessantíssimos.</p>
<p><em><strong>O Crime é Meu</strong></em> é uma obra divertida que traz, com leveza, diversas pautas femininas que são importantes ainda nos dias de hoje (e o serão por um bom tempo ainda). Ozon faz escolhas inteligentes do uso de flashback que só acrescentam a trama. A ambientação, fotografia e figurinos são impecáveis, compondo ainda mais a história do roteiro como um todo. Ainda que tenham alguns percalços no caminho, o resultado do filme é bastante positivo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> François Ozon</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Nadia Tereszkiewicz, Rebecca Marder, Isabelle Huppert, Dany Boon, Fabrice Luchini, André Dussollier, Édouard Sulpice, Félix Lefebvre</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/aLpEoNpohAw" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Encontros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Sep 2019 19:03:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[François Civil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estreia esta semana o longa francês Encontros, do diretor Cédric Klapisch (O Enigma Chinês) e ele é uma cuidadosa análise sobre como as relações interpessoais são interferidas por nossos traumas e a forma como nos portamos no mundo. Um pouco sem pretensão, o filme começa de maneira tranquila e vai evoluindo na conquista do espectador, que se vê encantado por todas as camadas trabalhadas. Rémi (François Civil) é um jovem frustrado com seu trabalho que está na iminência de perder [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estreia esta semana o longa francês <em><strong>Encontros</strong></em>, do diretor Cédric Klapisch (<em>O Enigma Chinês</em>) e ele é uma cuidadosa análise sobre como as relações interpessoais são interferidas por nossos traumas e a forma como nos portamos no mundo. Um pouco sem pretensão, o filme começa de maneira tranquila e vai evoluindo na conquista do espectador, que se vê encantado por todas as camadas trabalhadas.</p>
<p>Rémi (François Civil) é um jovem frustrado com seu trabalho que está na iminência de perder o emprego e pouco se importa com isso. Ele está sem vida, depressivo e sem objetivo para seguir. Já Mélanie (Ana Girardot) está vivendo uma catarse de emoções. Ela também está abalada com a vida, mas por conta de sua personalidade de viver os momentos intensamente e acabar se magoando com as pessoas ao seu redor.</p>
<p>A tensão inicial construída por Klapisch em <em><strong>Encontros</strong> </em>que nos leva a crer que aquele é um filme de comédia romântica em que o casal principal vai se encontrar em algum momento é um dos elementos que sustenta a trama na primeira metade do longa. Ficamos constantemente nos perguntando em que circunstância se dará o aguardado encontro entre os dois e apostando que será de uma forma ou de outro.</p>
<p>A medida que a trama evolui e percebemos que aquele é um filme sobre emoções e sentimentos, muito mais um drama do que um romance, a união do casal se torna desnecessária. Os dois são muito diferentes, com personalidades distintas, o que mostra as possíveis intervenções que aquilo pode ter nas suas rotinas.</p>
<p>O plano principal é chegar no ponto da terapia, que é onde os fios começam a ser esmiuçados pelo enredo. A capacidade de se abrir para um desconhecido e falar sobre os pontos mais íntimos de sua vida parece um absurdo, especialmente para Rémi. Então é cuidadoso ver que o diretor coloca ele cheio de roupas e fechado no começo do processo terapêutico, evoluindo para um Rémi de camiseta ao final, quando está integrado e à vontade.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11433" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/3635205.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/3635205.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/3635205.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/3635205.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Além disso, a diferença de cores de cada personagem em <strong><em>Encontros</em></strong>, que equilibra e ressoa em suas personalidades, é um toque artístico cuidadoso e necessário inserido no longa. Isso se vale também para as emoções vivenciadas, como a paleta de tons pastéis do banho demorado de Mélanie, ou os tons chuvosos da terapia de Rémi.</p>
<p>Os momentos de riso funcionam não apenas como um respiro para a trama, como inserção de discurso. O filme nos convoca a rir das próprias dores, como forma de expurgar tudo aquilo que guardamos dentro de sim. Como uma maneira encontrada de se enxergar a vida com leveza.</p>
<p>Para atuações, temos as ótimas escolhas de François Civil (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-quem-voce-pensa-que-sou-festival-varilux-de-cinema-frances/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong><em>Quem Você Pensa que Sou</em></strong></a>) e Ana Girardot (<em>Escobar &#8211; Paraíso Perdido</em>) no papel da dupla principal. É incrível como eles conseguem ter uma excelente química e se contrapor nas atuações, mesmo não se cruzando a maior parte do longa. Eles conseguem transitar por todas as emoções que os papéis pedem, sem dificuldades e com maestria.</p>
<p>Além disso, Klapisch propõe que a solidão não deve ser encarada como um elemento negativo, como a maioria das pessoas imagina. Ela faz parte da vida, do autoconhecimento e da construção de personalidade de cada um. Estar só é importante para estar em conjunto.</p>
<p>O encontro que <strong><em>Encontros</em> </strong>se refere no título, descobrimos ao final, é consigo mesmo. Num ritmo constante e conquistador, o filme vai se mostrando uma ótima visão da importância de terapia como ferramenta de descoberta e inserção no mundo. O objetivo é levar o conceito de que para estar bem em relações, sejam elas amorosas, amizades ou família, é preciso estar bem consigo mesmo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Cédric Klapisch<br />
<strong>Elenco:</strong> François Civil, Ana Girardot, Eye Haïdara, Rebecca Marder</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/LPQdskSF8fk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-encontros/">Crítica: Encontros</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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