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	<title>Arquivos Panorama Coisa de Cinema - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Panorama Coisa de Cinema - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>XXI Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema: Xica da Silva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2026 01:48:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Xica da Silva é um espetáculo visual e narrativo, no qual um encontro entre um diretor como Cacá Diegues (Bye Bye Brasil) e uma atriz como Zezé Motta (Doutor Gama) resulta em instantes cênicos memoráveis.  Ainda que gere desconforto em diversos momentos da sessão, o longa-metragem de Diegues possui sequências que beiram a genialidade. A começar pela construção de Zezé, que é pautada por modulações vocais, que destacam os momentos que a sua personagem está vivendo. Os distintos tons revelam [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;"><em>Xica da Silva</em> é um espetáculo visual e narrativo, no qual um encontro entre um diretor como Cacá Diegues (<em>Bye Bye Brasil</em>) e uma atriz como Zezé Motta (<em>Doutor Gama</em>) resulta em instantes cênicos memoráveis.  Ainda que gere desconforto em diversos momentos da sessão, o longa-metragem de Diegues possui sequências que beiram a genialidade.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">A começar pela construção de Zezé, que é pautada por modulações vocais, que destacam os momentos que a sua personagem está vivendo. </span><span style="font-weight: 400;">Os distintos tons revelam os sentimentos de Xica e o que ela pretende fazer. </span>Esse elemento potencializa a sensação de proximidade com a personagem.</p>
<p style="font-weight: 400;">Além disso, Zezé revela uma destreza na composição física do seu papel, porque cada retenção e movimento parece calculado.  <span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo, a intérprete imprime organicidade porque faz destes gestos de Xica um complemento para a narrativa.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Na realidade, um dos maiores méritos de Zezé Motta aqui é conseguir aliviar a visão racista e misógina desta adaptação homônima do livro de  João Felício dos Santos. </span><span style="font-weight: 400;">Há uma dignidade inserida em Xica, que vem da perspectiva de Zezé.</span><span style="font-weight: 400;"> Em relação aos incômodos (muitas vezes amortecidos pela presença e trabalho de Motta), é preciso pensar sobre o momento no qual o longa foi feito.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Em diversas entrevistas, Cacá Diegues deixa nítido como a indústria do audiovisual tinha interesse ínfimo em retratar narrativas negras. </span><span style="font-weight: 400;">Desta forma, o que é possível de observar na produção é o retrato de uma mulher que existiu e virou uma lenda, sob a perspectiva de um diretor talentoso, mas um homem branco, que tinha interesse em trazer para a telona mais histórias da comunidade negra, vide sua filmografia.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Então, existem méritos e deméritos no longa e cabe o espectador ter discernimento para criticar e saber apreciar o que existe de revolucionário ali. Contar a história de Xica da Silva, dando-lhe protagonismo e criticando os brancos europeus tem um quê de satisfatório.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Talvez, todavia, o desfecho da sessão pudesse ser de triunfo para a protagonista? No entanto, também cabe observar dois elementos certeiros da direção de Diegues, que amortecem certos impactos da narrativa. O primeiro é o apuro estético do cineasta. A composição de enquadramento e luz engrandecem a trama.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Ao lado do diretor de fotografia José Medeiros (<em>Jubiabá</em>), os quadros recebem uma iluminação que, não apenas apresenta o estágio do enredo e a situação de sua heroína (apresentação do problema, enlace, clímax etc.), como entrega qual a perspectiva de Xica sobre cada momento.</span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-20567" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_6430.jpeg" alt="" width="588" height="390" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_6430.jpeg 588w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_6430-360x240.jpeg 360w" sizes="(max-width: 588px) 100vw, 588px" /></p>
<p>Um exemplo é a sequência na qual a moça faz o seu jogo de sedução com o Comendador João Fernandes (Walmor Chagas). De onde a luz incide? Das janelas, ao fundo. Xica fala uma coisa com o corpo e outra com o texto verbal. Inclusive, toda a encenação deste instante narrativo é uma aula de direção.</p>
<p>Para além da iluminação, tem-se a marcação de cena, que coloca todos os brancos “figurões” da cidade à margem. Em um plano geral, Xica desliza pelo espaço, apropriando-se dele, tomando-o como seu, a partir desta conexão com João. Essa é uma parte importante da sessão, porque ilustra o segundo ponto sobre o olhar de Cacá.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Apesar de contar com seu male gaze branco, existe um respeito nesse gaze. (É, essa é uma das coisas mais difíceis que esta que vos fala precisou explicar, porém foi isso mesmo que foi dito). Ele procura reverenciar essa figura dramática com sua câmera.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Uma forma de observar esse cuidado de Diegues é justamente em sua decupagem. </span>Os quadros de nudez de Xica, geralmente, são mais longos, mais abertos e com movimentos de câmera. Além disso, os gestos e deslocamentos parecem meticulosamente coreografados. Apesar de existir uma grande sensualidade e exuberância em Xica, aqui há uma artificialidade orgânica, que contribui para uma interpretação mais estética do que sexual.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Algo que eleva essa potencialidade é o trabalho da equipe de arte. Os tons e as texturas imprimem essa dicotomia que habita a personalidade de Xica. Entre jóias e badulaques, ela não deixa de ser guerreira e estratégica nunca. Essas características estão nas tonalidades e formatos dos objetos.</span></p>
<p>O amarelo e o branco são destaque nas peças de Xica, enquanto o verde e o azul a cercam nos locais que ela está presente. A abundância e a paz que ela deseja está sempre em perigo, seja na melancolia ou na desesperança, que são elementos opostos à sua personalidade. São nesses símbolos que a complexidade dela é formada e a construção de sentido complexificada.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Desta maneira, <em>Xica da Silva</em> é um filme difícil de se julgar. Apesar de conter questões que não podem ser deixadas de lado em debates, a obra impressiona pelo seu apuro técnico, na direção, na atuação de Zezé Motta e no trabalho de todo o elenco, que aumenta ainda mais a qualidade das cenas.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;"> Por fim, o longa ainda tem a música tema, que é inserida nos momentos de glória de Xica. O desfecho poderia ser mais justo com a trajetória da personagem, porém é impossível que esse seja um título que não desperte emoções profundas em quem o assiste com atenção.</span></p>
<p><br style="font-weight: 400;" /><strong>Direção</strong>: Cacá Diegues</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Zezé Motta, Walmor Chagas, Stepan Nercessian</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="Xica da Silva - Trailer" width="1170" height="878" src="https://www.youtube.com/embed/wTrlXi-2ncc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>XIX Panorama Internacional Coisa de Cinema: O Cavalo de Pedro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Mar 2024 23:37:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A criatividade é um poder forte no cinema, sobretudo quando uma premissa inventiva está sob a égide de um roteirista e/ou realizador talentoso. Daniel Nolasco, que assina ambas as funções em seu O Cavalo de Pedro, se encaixa perfeitamente nesse caso citado. Convocando o recurso do mockumentary (documentário falso), o público acompanha uma sessão repleta das explosões de seu estilo pulsante, que mistura crítica social, tesão e humor.  É bem verdade que esta é uma versão mais leve de Nolasco, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A criatividade é um poder forte no cinema, sobretudo quando uma premissa inventiva está sob a égide de um roteirista e/ou realizador talentoso. Daniel Nolasco, que assina ambas as funções em seu <strong><em>O Cavalo de Pedro</em></strong>, se encaixa perfeitamente nesse caso citado. Convocando o recurso do mockumentary (documentário falso), o público acompanha uma sessão repleta das explosões de seu estilo pulsante, que mistura crítica social, tesão e humor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É bem verdade que esta é uma versão mais leve de Nolasco, em termos de carga dramática. Aqui, este é um acerto. O espectador não sabe em nenhum momento da exibição quais serão os limites do real e do imaginário das vivências de D. Pedro I no Brasil ultrapassados, atropelados, esgarçados, ridicularizados, tensionados e explicitados na trama deste curta-metragem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para se valer da linguagem que deseja imprimir, há uma escolha cuidadosa do tempo de cada plano, como na sequência do sexo na bandeira do Brasil Imperial. Os corpos de homens desnudos ou os beijos homoafetivos permanecem no ecrã longamente. Há um quê de resistência e de provocação do questionamento do que é este &#8220;ser masculino&#8221;, do que é essa suposta “macheza”, celebrada por uma sociedade tola e tóxica? Sim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todavia é mais do que isso o cinema de Nolasco (além de também sempre o ser). Ele é fervor apaixonado, com doses certeiras de escárnio. O tiro no opressor homofóbico é um exemplo de como o cineasta sabe transitar entre o cômico e o trágico para entregar seu discurso. Neste sentido, a montagem de Luciano Carneiro (<em>Peixe Abissal</em>) fomenta essa conexão entre o histórico e o inventado, o libertário e o opressor, o engraçado e o doloroso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os cortes de Carneiro entregam o que parece já vir do roteiro de Daniel Nolasco. Há uma espécie de desejo aqui – e desejo é uma palavra boa para falar de qualquer coisa desta obra – em imprimir no ecrã construções múltiplas de sentido, que podem afetar quem assiste de maneiras distintas, a partir do próprio repertório de cada um. Ainda que a recepção seja exatamente isso, em <strong><em>O Cavalo de Pedro</em></strong> isto se faz ainda mais presente.</span></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17876" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image-10.png" alt="O Cavalo de Pedro" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image-10.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image-10-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image-10-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image-10-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existe um filme que se apresenta com um discurso geral, que vai alcançar a plateia em um sentido mais amplo. Contudo, há também a sensação de que cada indivíduo que sentar na poltrona do cinema ou na cadeira de casa, irá se apagar, se atentar e fruir aquelas imagens diferentemente. Para esta que vos escreve, a força do tesão homoafetivo move ideias, paixões, alucinações, fantasias, vontades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta conexão carnal homoafetiva seria, assim, este impulsionar eterno de uma humanidade que soa, tantas vezes, seca de desejo – olha a palavra aqui de novo! Mas, para além das emoções exclusivas, existe a solidez do curta, que traz esse invólucro de temas, que podem soar distantes para quem está do lado de fora da projeção e tão ligadas para quem acompanha o enredo deste filme.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, estar presente plenamente, pensar os lugares do homem e da humanidade na história e na contemporaneidade, a partir de beijos gays, longos quadros de corpos masculinos se tocando e despertando prazer um no outro, é o cinema de Nolasco, é um cinema necessário – como tantos outros. O tesão sem dúvida, em todas as suas possibilidades, move o cinema, move a arte, a política, move o mundo!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Só alguns detalhes escapam a <strong><em>O Cavalo de Pedro</em></strong>. Infelizmente, algumas atuações não dão conta da proposta da produção. Além disso, a iluminação de certas sequências, principalmente nas internas, deixa a desejar, com sombreamentos que não revelam as expressões das personagens em sua totalidade. A exibição não fica menos prazerosa por estes motivos, porém a imersão poderia ser mais intensa, caso todos os aspectos fossem apresentados coqualidade unificada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Daniel Nolasco</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Guilherme Theo, Harry Lins, Conrado Helt</span></p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/4Adb8780wnY?si=PbPi1oNOf8pkMO8D" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>“Um refúgio da saudade”: XIX Panorama Internacional Coisa de Cinema acontece em março</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Mar 2024 00:08:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Durante a coletiva de imprensa, realizada para a divulgação dos selecionados para as mostras competitivas do Panorama Internacional Coisa de Cinema 2024, a curadora do evento Ceci Alves discursou sobre o ofício da escolha de obras para um evento como o Panorama e entre uma lista de frases belas, Ceci brindou o mundo com a sentença que encabeça esta matéria. E, de acordo com a equipe do evento, a beleza, a poesia e a arte também estão presentes nesta nova [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Durante a coletiva de imprensa, realizada para a divulgação dos selecionados para as mostras competitivas do Panorama Internacional Coisa de Cinema 2024, a curadora do evento Ceci Alves discursou sobre o ofício da escolha de obras para um evento como o Panorama e entre uma lista de frases belas, Ceci brindou o mundo com a sentença que encabeça esta matéria. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, de acordo com a equipe do evento, a beleza, a poesia e a arte também estão presentes nesta nova edição do festival de cinema vigente mais importante para Salvador. Assim, e</span>ntre os dias 14 a 20 de março, a população soteropolitana pode escolher entre as projeções no Espaço Glauber Rocha, com ingressos de R$12 a inteira, R$6 meia ou 10 ingressos por R$55 (passaporte) e também na Sala Walter da Silveira, gratuitamente.</p>
<p>Com este cenário, neste mês, o centro da cidade ferve com sessões de cinema e diversas outras atividades. No total, o Panorama exibe 138 longas e curtas-metragens, com horários à tarde e à noite. Os números parecem grandes, mas<span style="font-weight: 400;"> foram recebidos 1355 envios de inscrições. Deste valor foram escolhidas 73 produções, integrantes das competitivas baiana, nacional e internacional. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A curadoria foi formada por Marília Hughes, Claudio Marques, Génesis Nascimento, Ceci Alves, Rafael Saraiva, Rafael Carvalho, Adolfo Gomes e João Paulo Barreto. </span><span style="font-weight: 400;">As habilidades e trabalhos de cada um deles pode ser conferida no link disponibilizado no </span><a href="https://panorama.coisadecinema.com.br/o-festival/curadoria/"><span style="font-weight: 400;">site </span></a><span style="font-weight: 400;">do projeto. </span>Além da programação dentro das salas de cinema, são ofertados dois laboratórios, chamados <em>Pan Lab</em>, sendo um destinado para roteiro e outro para montagem, com os facilitadores Aleksei Abib, Ceci Alves e Iana Cossoy Paro; em uma e Cristina Amaral, na outra, respectivamente.</p>
<p>Além disso, mais uma vez, acontece a Oficina da crítica de cinema, com o jornalista e pesquisador Rafael Carvalho. <span style="font-weight: 400;">Os participantes, além de contar com o ensino teórico e prático do ofício, podem ter a oportunidade de integrar o Júri Jovem tanto na competitiva baiana quanto na nacional. Para completar esta listagem de atrações da sua </span><span style="font-weight: 400;"> 19ª edição, o Panorama homenageia os artistas Glauber Rocha e Castro Alves. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Ambos eram românticos, eloquentes e trágicos. Castro e Glauber eram carismáticos e magnéticos, os dois gritavam as grandes causas e falavam com o coração.  Dois artistas singulares, que romperam o tempo-espaço”, comenta Cláudio Marques, idealizador e coordenador do Panorama. </span><span style="font-weight: 400;">Indo além das homenagens aos que já foram, Cláudio, celebra todes que acompanham o evento há tanto tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Para ele, há uma beleza em observar diversas gerações que vão surgindo e fazendo parte do Panorama Internacional Coisa de Cinema. Além disso, o realizador salienta a importância do novo apoio do município para com a iniciativa, o que lhe foi uma grata surpresa. </span>Através do SalCine, foram investidos mais de R$30 milhões dentro do setor na capital da Bahia.</p>
<p>“De fato, a prefeitura começou a se importar com o audiovisual na cidade. Isso é uma das novidades mais interessantes. O trabalho que está sendo feito mostra que há um interesse genuíno em apoiar a área e acredito que novas coisas virão por aí”, comenta.  A afirmação de Cláudio é confirmada por Felipe Dias Rêgo, gestor de audiovisual da Secretaria de Cultura e Turismo.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após os elogios e as palmas da plateia, Felipe declarou que a lógica sobre o desejo da prefeitura de ampliar os financiamentos para a área do cinema está correta. De acordo com o gestor, o intuito com a criação do SalCine é fortalecer a cena cinematográfica soteropolitana, contribuindo justamente para essa cadeia produtiva da cidade. </span><span style="font-weight: 400;">Felipe também relata a sua alegria em poder patrocinar o Panorama, através de uma política pública.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Mas, ainda na lógica de agradecimento aos apoios financeiros, durante a coletiva a equipe do festival salientou a relevância do patrocínio do Instituto Flávia Abubakir, que desde a sua inauguração, há três anos, contribui para a manutenção do Espaço Glauber Rocha, incluindo o Panorama. De acordo com Marília Hughes, uma das criadoras, organizadoras e curadoras do evento, dentro deste movimento de abrir a fala para agradecer investidores, o registro maior dado pela iniciativa é o da importância de se investir em cultura, sobretudo no audiovisual. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“O festival acontece em cinemas de rua, isso faz parte da nossa luta, da nossa resistência. E somos convidados a mergulhar nessa jornada, da riqueza de sair de um filme baiano e entrar em um filme de Camarões e a gente também tem uma produção nacional riquíssima”, explica Marília. Neste sentido, ela destaca o quão intensa está a programação que, em sete dias, possui mais de 130 filmes sendo projetados no Glauber e na Walter da Silveira. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há também, de acordo com Marília, uma boa relação com os cineastas que inscrevem as suas produções e participam intensamente das atividades ofertadas pelo Panorama. </span><span style="font-weight: 400;">Lara Carvalho é um destes exemplos. A diretora e pesquisadora, que estava presente durante a coletiva, narra como sua história com o festival é antiga, iniciando em 2010. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Começando como público cativo e participando da oficina de crítica de cinema, que era facilita pelo jornalista João Carlos Sampaio, Lara conta que também trabalhou na produção do evento, seja na parte de receptivo, logística e até mesmo das ações educativas. Depois de quase dez anos na área de produção, a cineasta e comunicóloga decidiu seguir outros rumos e focar na realização de obras cinematográficas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com este foco maior na sua carreira autoral, outros processos complexos vieram, que a encaminharam a trabalhar diretamente com dores e questões pessoais. “Passei por um aborto espontâneo, que é o tema de </span><i><span style="font-weight: 400;">56 Dias</span></i><span style="font-weight: 400;">. Eu senti que precisava elaborar tudo aquilo que eu senti de alguma forma, e a escrita e o cinema são as formas que eu conheço. Um texto virou um roteiro que virou um projeto que virou um filme. E agora esse filme vai estrear num festival que é muito querido pra mim, que faz parte da minha trajetória enquanto cineasta também”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de <em>56 dias</em>, outros longas e curtas são exibidos pelo festival, para conferir todos os selecionados dentro das competitivas, leia a lista logo abaixo da matéria. Já para acessar a programação completa do Panorama, acesse: </span><a href="https://panorama.coisadecinema.com.br/programacao/"><span style="font-weight: 400;">https://panorama.coisadecinema.com.br/programacao/</span></a><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<h5><b>Competitiva Baiana</b></h5>
<p><strong>Longas</strong></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A Matriarca &#8211; Lula Oliveira</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Café, Pépi e Limão &#8211; Adler Kibe Paz e Pedro Léo</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Cosmovisões &#8211; Marcilia Cavalcante</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diário da Primavera &#8211; Fabíola Aquino e Juliano de Paula Santos</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Dois Sertões &#8211; Caio Resende e Fabiana Leite</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Sysyphus &#8211; George Neri</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">No Rastro do Pé de Bode &#8211; Marcelo Rabelo</span></li>
</ul>
<p><strong>Curtas</strong></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">56 dias &#8211; Lara Carvalho</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A Faísca &#8211; Gabriela Monteiro</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Além da Cancela &#8211; Margarete Jesus</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Benção &#8211; Mamirawá e Tainã Pacheco</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Caluim &#8211; Marcos Alexandre</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Camaleoa &#8211; Eduardo Tosta</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Cobaias Habitam meu Sonho &#8211; Ramon Coutinho</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Curacanga &#8211; Mateus Di Mambro</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Desamarras &#8211; Ianca Oliveira </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">É d’Oxum: A Força que Mora N’água &#8211; Dayane Sena</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Felipa &#8211; Ana Clara Pereira</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Kiriri 11/11 &#8211; Kian Shaikhzadeh</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Lamento às Águas &#8211; Vilma Carla Martins</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Movimentos Migratórios &#8211; Rogério Cathalá</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Mulher Vestida de Sol &#8211; Patrícia Moreira</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O Homem que Virou Castanha &#8211; Natan Fox</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O Tempo das Coisas &#8211; Lara Beck</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O Tratado do Vão Combate ou A Pequena História de uma Bixinha Qualquer &#8211; Márcio Januário e Henrique Drebes </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Por que Não Ensinaram Bixas Pretas a Amar? &#8211; Juan Rodrigues</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Sagrado Compor &#8211; Henrique Dantas e Marcelo Abreu</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Solange Não Veio Hoje &#8211; Hilda Lopes Pontes e Klaus Hastenreiter</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Sucata Esperança &#8211; Rogério Luiz Oliveira e Filipe Gama</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">TAMBA: Sinfonia do Invisível &#8211; Genilson Nery</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Todos os Olhos &#8211; Wayner Tristão</span></li>
</ul>
<h5><b>Competitiva Internacional </b></h5>
<p><strong>Longas</strong></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A Audiência / L’Audience (Canadá) &#8211; Émilie B. Guérette e Peggy Nkunga Ndona</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Acromático / Achrome (Rússia/Alemanha/Israel) &#8211;  Maria Ignatenko</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Astracã 79 / Astrakan 79 (Portugal) &#8211; Catarina Mourão</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Júlia Não se Case / Julia no te cases (Argentina) &#8211; Pablo Levy</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Mátria / Matria (Espanha) &#8211; Álvaro Gago</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O Espectro do Boko Haram / Le Spectre de Boko Haram (Camarões/França) &#8211; Cyrielle Raingou</span></li>
</ul>
<p><strong>Curtas</strong></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">48 Horas / 48 Hours (Irã) &#8211; Azadeh Moussavi</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A Árvore Frutífera / The Fruit Tree (Bélgica) &#8211; Isabelle Tollenaere</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A Passagem / The Passing (EUA) &#8211; Ivete Lucas e Patrick Bresnan</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Aqueronte (Espanha) &#8211; Manuel Muñoz Rivas</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Criando Praias Luminosas / Hacer Orillas Luminosas (Paraguai/Argentina) &#8211; Maira Ayala</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">De Volta / Back (Países Baixos) &#8211; Yazan Rabee</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Dildotectônica / Dildotectónica (Portugal) &#8211; Tomás Paula Marques]</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Nada Disso / Nada de Todo Esto (Argentina/Espanha/EUA) &#8211; Patricio Martínez e Francisco Cantón</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Os Nadadores / Los Nadadores (Costa Rica) &#8211; Charlie López</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Swan no Centro / Swan dans le Centre (França) &#8211; Iris Chassaigne</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tria (Itália) &#8211; Giulia Grandinetti</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Yaa (Gana/França) &#8211; Amartei Armar</span></li>
</ul>
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		<item>
		<title>XVII Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema: Como Respirar Fora D’água</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Dec 2021 19:13:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Entre pressões, violências e tensões, Janaína (Raphaella Rosa) procura resistir, em seus mergulhos internos e literais. Como Respirar Fora D’água traz esta protagonista, que é apresentada com bastante multiplicidade de características em sua personalidade, em pouco tempo de projeção. É possível notar, imediatamente, que ela é uma jovem tímida, porém bastante focada. As camadas para o motivo de seu estado de retração vão sendo postas e é possível compreender mais de seu mundo e vivências a cada minuto de exibição. Logo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Entre pressões, violências e tensões, Janaína (Raphaella Rosa) procura resistir, em seus mergulhos internos e literais. <strong><em>Como Respirar Fora D’água</em></strong> traz esta protagonista, que é apresentada com bastante multiplicidade de características em sua personalidade, em pouco tempo de projeção. É possível notar, imediatamente, que ela é uma jovem tímida, porém bastante focada. As camadas para o motivo de seu estado de retração vão sendo postas e é possível compreender mais de seu mundo e vivências a cada minuto de exibição.</p>
<p>Logo depois do treino, Janaína é agredida em uma típica intervenção policial racista, algo que, infelizmente, é uma realidade recorrente no Brasil. A situação é revoltante e forte, mas a decupagem revela um cuidado das diretoras, não apenas em ir mostrando gradativamente o estrago físico e psicológico causado pelo PM, como também na escolha de não revelar na tela, imageticamente, o que de fato aconteceu. Desta maneira, há um tom de denúncia, sem que isso exponha a figura de uma menina negra, como se é feito diversas vezes no audiovisual.</p>
<p>Além disso, Janaína ganha contornos complexos, quando outros fatores de sua vida são explorados, como a sua relação com seu pai – que um policial militar e possui diversas tensões com ela –, com a sua namorada, seu cotidiano de nadadora, questões raciais e de performatividade de gênero. Assim, a construção desta personagem principal é um dos pontos altos da obra.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14858" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/como_respirar_fora_agua.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/como_respirar_fora_agua.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/como_respirar_fora_agua-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/como_respirar_fora_agua-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/como_respirar_fora_agua-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Existem questões da atuação de Raphaella Rosa, como o fato de que, em alguns momentos, ela carrega no tom e o texto soa um tanto artificial. Todavia, no geral, Raphaella apresenta uma consciência dos sentimentos de sua personagem, trabalhando o texto com pausas e intenções que captam a empatia do espectador. Algo que pode ter interferido na organicidade de sua fala são alguns diálogos um pouco didáticos.</p>
<p>Contudo, aqui, este didatismo não é necessariamente negativo. Certas coisas precisam ser evocadas de forma mais óbvia, como uma afirmação nítida, que não cause nenhuma dúvida. Este fator, na verdade, acontece com o curta inteiro. Ele possui inconstâncias qualitativas, cambaleando entre a sutileza e a obviedade, indo em direção de uma constância rítmica e, de repente, ficando truncado e se perdendo em algumas partes de seu próprio enredo.</p>
<p>O <em>plot</em> inicial afeta as personagens, mas ele vai se dissolvendo e a sua força se perde ainda mais quando o desfecho é abrupto, sem que os acontecimentos sejam amarrados. Falta um tempo de desenvolvimento dentro das relações de <strong><em>Como Respirar Fora D’água</em></strong>. Este é um filme que sabe explorar os sentimentos internos de sua protagonista, porém que falha nesta externalização das emoções dela e de como Janaína seguirá dentro do mundo diante de todo o cerco que se formou ao seu redor. O resultado geral é na média, por assim dizer. Mas, a produção poderia crescer caso as suas próprias premissas fossem trabalhadas amplamente.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Júlia Fávero e Victoria Negreiros</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Raphaella Rosa, Dárcio de Oliveira</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/jQ2vpvb8xfM" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>Confira as nossas críticas de Festivais <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/festival/"><strong>clicando aqui</strong></a>!</p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/xvii-festival-panorama-internacional-coisa-de-cinema-como-respirar-fora-dagua/">XVII Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema: Como Respirar Fora D’água</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Azougue Nazaré</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/xiv-panorama-internacional-coisa-de-cinema-azougue-nazare/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Nov 2019 18:17:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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		<category><![CDATA[Tiago Melo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em sua estreia na direção de um longa-metragem, Tiago Melo, que participou da produção de Bacurau,  mistura uma atmosfera que mescla o cotidiano, com música, fantasia e suspense, em Azougue Nazaré, um filme equilibrado em sua totalidade. Durante 1h20 de projeção, o público acompanha o embate de dois grupos opostos em energia, ideologia e forma de encarar a vida. De um lado estão aqueles que celebram o maracatu e a alegria. Do outro, estão os evangélicos que acreditam que o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em sua estreia na direção de um longa-metragem, Tiago Melo, que participou da produção de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bacurau/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Bacurau</em></a>,  mistura uma atmosfera que mescla o cotidiano, com música, fantasia e suspense, em <em><strong>Azougue Nazaré</strong></em>, um filme equilibrado em sua totalidade. Durante 1h20 de projeção, o público acompanha o embate de dois grupos opostos em energia, ideologia e forma de encarar a vida. De um lado estão aqueles que celebram o maracatu e a alegria. Do outro, estão os evangélicos que acreditam que o demônio está presente nos festejos da cidade de Nazaré da Mata.</p>
<p>O ponto alto do longa são os momentos de instalação de clima de terror. Com planos médios e <em>closes</em>, o espectador não consegue ver por completo o que está acontecendo de fato na cena, ainda que seja possível ver elementos postos na <em>mise-en-scène</em>. Isto contribui para certo sufocamento e angústia. Outro fator que eleva o tom destas sequências é a iluminação. Combinada com os enquadramentos, vê-se pedaços intercalados dos rostos daquelas figuras com máscaras e vestes típicas do maracatu.  Por fim, a banda sonora dá o arremate para a criação da ambientação destes momentos, completando características que podem ser consideradas como a chave de uma boa construção de tensão: luz, quadro, som.</p>
<p>Outro elemento a se observar em <strong><em>Azougue Nazaré</em></strong> são as atuações. No ecrã, existem atores e não-atores trabalhando juntos. O elenco consegue criar uma boa dinâmica e imprimir ritmo para a narrativa que está sendo mostrada, em boa parte da trama. Contudo, quando estão em menor quantidade, se perdem nos tempos entre as pausas e acelerações do texto e de suas ações. Um exemplo é a cena do jantar entre Catita (Valmir do Côco) e  Irmã Darlene (Joana Gatis). A sensação é a de que eles ralentam quando deveriam adiantar e vice-versa, dilatando o tempo.</p>
<p>Um aspecto negativo e que, talvez, a presença majoritária de homens na equipe tenha resultado neste fator como consequência, é a visão machista em relação ao corpo e a personalidade feminina. Estereótipos de conflitos e pensamentos são marcas presentes no enredo, como o adultério pelo tédio – culpa aparentemente exclusiva da mulher – e a crente subserviente ao seu pastor que no final aceita o que mais odeia em seu marido, tornando-se duplamente submissa.</p>
<p>Outra questão a se apontar é a falta de força nos momentos triviais da história. Se nos instantes de medo ou festa, o filme cresce, quando as personagens estão imersas no dia a dia delas o longa amorna. O tempo inteiro se vê planos semelhantes, o texto dado sem intenções tão trabalhadas e a trilha sonora não levanta as cenas, seja por ruídos, silêncio ou música.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Tiago Melo<br />
<strong>Elenco:</strong> Mestre Barachinha, Ananias de Caldas, Joana Gatis, Mohana Uchôa, Valmir do Côco, Edilson Silva</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/QD_RBlm_B3M" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/xiv-panorama-internacional-coisa-de-cinema-azougue-nazare/">Crítica: Azougue Nazaré</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>XIV Panorama Internacional Coisa de Cinema: Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/xiv-panorama-internacional-coisa-de-cinema-chuva-e-cantoria-na-aldeia-dos-mortos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Dec 2018 01:21:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Documentário]]></category>
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		<category><![CDATA[Panorama Coisa de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[XIV Panorama Coisa de Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Premiado no Festival de Cannes deste ano, Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos é uma produção luso-brasileira. Ambientado, em sua maior parte, na aldeia indígena Krahô o filme conta a trajetória e os sentimentos de Ihjãc (Henrique Ihjãc Krahô). O jovem começa a ter visões de seu falecido pai e precisa tomar uma grande decisão que ele não deseja fazer. Sem revelar muito da trama, é possível dizer que os diretores Renée Nader Messora (Russa) e João Salaviza (Montanha) [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Premiado no Festival de Cannes deste ano, <em>Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos</em> é uma produção luso-brasileira. Ambientado, em sua maior parte, na aldeia indígena Krahô o filme conta a trajetória e os sentimentos de Ihjãc (Henrique Ihjãc Krahô). O jovem começa a ter visões de seu falecido pai e precisa tomar uma grande decisão que ele não deseja fazer.</p>
<p>Sem revelar muito da trama, é possível dizer que os diretores Renée Nader Messora (Russa) e João Salaviza (Montanha) conseguem equilibrar o ritmo da história, durante a projeção, mesclando o cotidiano no qual o protagonista mora, com as tradições, ritos e clima místico. Assim, é possível notar o desejo da personagem principal de manter a sua tranquilidade do dia a dia, de sua honradez para com procedimentos religiosos e a sua negação a alguns deles.</p>
<p>Ihjãc é quem procura comandar seu próprio destino e suas falhas e conquistas neste processo são bem colocadas dentro da trama. O ápice destas facetas de escolhas e vivência do jovem Krahô se dá na construção desta figura que, cheia de complexidade, mostra-se um homem determinado, amoroso com seu filho e com conhecimentos místicos. Porém, vê-se também um menino, com medo e desamparado pela sociedade e por suas próprias tradições.</p>
<p>Em contraponto ao ambiente mais claro, de paletas mais puxadas para o bege e verde,com planos mais abertos e médios da vida pacata de Ihjãc, a arte, a planificação e a iluminação conversam entre si e aplicam uma atmosfera mais próxima do sonhos, com cores mais frias, tochas em punho e no turno da noite. Estas dualidade de aldeia versus cidade, rapaz decidido e assustado, realidade e sonho são a grande marca de Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos e o que dá o seu tom.</p>
<p>No entanto, existem alguns pontos que enfraquecem a projeção. A forma como a resolução dos conflitos de Henrique Ihjãc vai sendo adiada é um deles. Alguns tempo antes do desfecho do enredo, as situações que o garoto passam tornam-se repetitivas, o que pode cansar o espectador. Outra questão é a relação do Ihjãc com sua esposa, que parece um tanto fria e distanciada, apesar dos dois terem um filho e dividirem a vida. Por fim, o fato de serem os colonizadores que estão por trás do projeto, dá um caráter um pouco distanciado da cultura dos Krahôs. Contudo, estes elementos não comprometem o resultado final drasticamente, possuindo apenas alguns instantes de desconforto e cansaço para a plateia.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/kxmDxwME6n4" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>XIV Panorama Internacional Coisa de Cinema: Elegia de um Crime</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Nov 2018 16:36:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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		<category><![CDATA[Panorama Coisa de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[XIV Panorama Coisa de Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fechando a trilogia que conta a história da morte de seu pai, irmão e de sua mãe, o diretor Cristiano Burlan traz o Elegia de um Crime. No filme, ele reconta a forma trágica pela qual sua progenitora, Isabel Burlan da Silva, foi assassinada, em 2011, supostamente pelo namorado. Para realizar tal intento, as principais pessoas que ele entrevista são familiares, amigos e a jornalista que noticiou o caso. A primeira questão que chama a atenção é justamente a escolha [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Fechando a trilogia que conta a história da morte de seu pai, irmão e de sua mãe, o diretor Cristiano Burlan traz o <strong><em>Elegia de um Crime</em></strong>. No filme, ele reconta a forma trágica pela qual sua progenitora, Isabel Burlan da Silva, foi assassinada, em 2011, supostamente pelo namorado. Para realizar tal intento, as principais pessoas que ele entrevista são familiares, amigos e a jornalista que noticiou o caso.</p>
<p>A primeira questão que chama a atenção é justamente a escolha das fontes. Dividindo o espaço da narrativa entre o pessoal, na qual o espectador tem contato com as ações em vida de Isabel, como era seu jeito e como esta via o mundo, do outro, Cristiano busca encontrar o suspeito pelo assassinato dela, entrando numa corrida contra o tempo, para que o mesmo fuja.</p>
<p>A partir desta premissa, o criador do longa e Renato Maia (montador) se perdem um pouco. Se o principal da exibição é fazer uma Elegia para Isabel Burlan da Silva, quando Cristiano começa a se aprofundar demasiadamente nos percalços de dois de seus irmãos, um pouco do protagonismo e da força da história da mãe do cineasta se esvai. Pois, cada parte da trilogia serve para contar da morte de um ente familiar do diretor, aqui não deveria ser diferente. Os relatos fomentam a história, porém poderiam ser mais enxutos.</p>
<p>Durante o filme também são colocados alguns offs, com imagens aparentemente aleatórias, como uma conversa entre Cristiano e sua irmã, no qual vermos o trânsito livre à noite, desfocado e escutamos a conversa dos dois. Ou então, quando Burlan está na casa de uma antiga amiga de sua mãe e ouve-se o áudio da dupla, com a imagem do neto da senhora. As imagens escolhidas não ajudam na construção de atmosfera do longa.</p>
<p>No entanto, quando são mostradas fotografias do passado ou cenas com o local no qual Isabel morava no período em que foi assassinada, Elegia de um Crime cresce e deixando um nó na garganta e o incômodo que ele precisa passar em alguns momentos. Caso seja comprovado que quem a matou foi o namorado, aquele ato de feminicídio foi praticado por ciúme e a trama também funciona como um alerta em relação à violência contra a mulher.</p>
<p>Contudo, existe um posicionamento de Burlan durante o documentário que pode não ser vista de maneira positiva. Em algumas cenas, quando ele e uma jornalista estão tentando achar o suposto assassino, Cristiano Burlan sempre dá a entender que está indo armado e, inclusive, é mostrada uma sessão de treino de tiros do mesmo. No final, no entanto, ele se redime dizendo que fazer um filme é o “crime” dele e que esta era a forma de homenagear e honrar a memória de sua mãe.</p>
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		<title>XII Panorama Coisa de Cinema &#8211; Crítica: Um Casamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Nov 2016 14:55:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Documentário]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Panorama Coisa de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Um Casamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Exibido no XII Panorama Coisa de Cinema, o longa Um Casamento é o primeiro longa da fotógrafa e artista plástica Mônica Simões. Com um olhar sensível e apurado, a estreante traz um documentário que conta a história do casamento de seus pais, pela perspectiva de Maria Moniz, sua mãe. Entre fotografias e vídeos caseiros antigos, realizados por sua família, Simões resgata uma memória de uma Salvador dos anos 1940/50. Nessa mescla de imagens, a diretora demonstra a importância das recordações, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Exibido no XII Panorama Coisa de Cinema, o longa <em>Um Casamento</em> é o primeiro longa da fotógrafa e artista plástica Mônica Simões. Com um olhar sensível e apurado, a estreante traz um documentário que conta a história do casamento de seus pais, pela perspectiva de Maria Moniz, sua mãe. Entre fotografias e vídeos caseiros antigos, realizados por sua família, Simões resgata uma memória de uma Salvador dos anos 1940/50.</p>
<p>Nessa mescla de imagens, a diretora demonstra a importância das recordações, os momentos marcantes registrados pelas câmeras, a veia artística passada de geração para geração. Buscando a espontaneidade, Simões acerta no tom sincero e na forte personalidade da protagonista, que tem um carisma que explode na tela. Numa junção de delicadeza e acidez, Moniz se desnuda diante do espectador, narrando as aventuras, alegrias e dessabores de seu casamento. Sua postura além de seu tempo é impactante e reveladora.</p>
<p>A escolha por filmar na casa que sempre foi de sua família aproxima o público da narrativa, que vê as filmagens do presente e do passado a força do resgaste das recordações. Os planos detalhe também ajudam o espectador a entrar na história mais fortemente. O tom das revelações de Maria Moniz ganha força pois há um equilíbrio bem realizado entre bons e maus momentos.</p>
<p>Ainda assim, a película peca em duas questões: a trilha sonora parece querer direcionar as sensações do público e pode ficar uma ideia de forçar emoções. Outro ponto é a narração que é desnecessária e até mesmo cansativa. As interferências diegéticas, no entanto, não incomodam, muito pelo contrário engrandecem a relação de mãe e filha, memória e presente.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-6947" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/11/0a320b71-b388-f325.jpg" alt="0a320b71-b388-f325" width="367" height="550" /></p>
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