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	<title>Arquivos Olga Kurylenko - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Olga Kurylenko - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica Thunderbolts*</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 May 2025 12:59:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Desde o final da Saga do Infinito com a estreia de Vingadores: Ultimato (2019), o Universo Cinematográfico Marvel (MCU) não tem tido bons resultados em suas produções. A Saga do Multiverso começou bem com WandaVision (2021), mas logo em seguida começou a se perder pela quantidade de produções e pelos questionamentos sobre sua qualidade. De lá para cá, poucas coisas fizeram sucesso suficiente para convencer o público geral sobre a nova fase da Marvel Studios, assim como não renderam boas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde o final da Saga do Infinito com a estreia de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato (2019)</em></a>, o Universo Cinematográfico Marvel (MCU) não tem tido bons resultados em suas produções. A Saga do Multiverso começou bem com <em>WandaVision (2021)</em>, mas logo em seguida começou a se perder pela quantidade de produções e pelos questionamentos sobre sua qualidade. De lá para cá, poucas coisas fizeram sucesso suficiente para convencer o público geral sobre a nova fase da Marvel Studios, assim como não renderam boas bilheterias. 2025, no entanto, chegou com a promessa de ser esse novo momento, iniciado com a estreia de <em><strong>Thunderbolts</strong></em>.</p>
<p>A promessa é de que o novo longa-metragem do MCU, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (1º), seja diferente de tudo que a Marvel já fez. Mas será que é mesmo? <em><strong>Thunderbolts </strong></em>traz a comicidade e a ação esperada de um projeto da franquia, tem as referências a algumas das histórias pregressas que costuram eixos narrativos do filme e se baseiam em alguns personagens já conhecidos dos fãs. Até então, uma estrutura bem básica e comum para o estúdio. Há, contudo, um olhar mais voltado para a construção dos personagens nesse longa do que em outros.</p>
<p>A costura de <em><strong>Thunderbolts </strong></em>é feita a partir justamente da relação desse grupo disfuncional de criminosos anti-heroicos. Isso por si só já é um elemento um pouco diferente do comum por tornar o novo projeto da Marvel guiado por personagens e não pelo problema. Ainda assim, não é como se fosse a primeira vez que isso é feito e nem é a vez mais bem trabalhada. A produção traz um pouco mais de camadas do que é usual nas dinâmicas narrativas do MCU, mas ainda deixa muito a desejar, especialmente quando pensamos no cerne que move as figuras centrais da história.</p>
<p>O roteiro de Eric Pearson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-viuva-negra/"><em>Viúva Negra</em></a>, de 2021) e Joanna Calo (<em>Rixa</em>, de 2023) se esforça para desvendar um pouco mais das nuances psicológicas dos personagens, especialmente de Yelena e Bob (interpretados, respectivamente, por Florence Pugh e Lewis Pullman). Mesmo com essa preocupação clara, ainda é pouco para o que a narrativa escancara como dilema moral e pessoal para essas personagens. No caso de Yelena e Bob, eles têm claramente indicativos de ansiedade e depressão e isso, ainda que posto, segue na superfície, diante do que <em><strong>Thunderbolts</strong></em> se propõe a ser.</p>
<figure id="attachment_19409" aria-describedby="caption-attachment-19409" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-19409" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2-750x500.jpg" alt="Thunderbolts* (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2.jpg 1200w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19409" class="wp-caption-text">Cena de &#8216;Thunderbolts* (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Quando um filme tem como vilão esse vazio que nos corrói por dentro, é preciso que o projeto mergulhe de cabeça num drama existencial e psicológico. O filme até tenta elencar momentos-chave para debater de forma mais aprofundada esses elementos, mas não tem a força suficiente para isso. A sensação é que <em><strong>Thunderbolts </strong></em>varia de uma comédia ácida da relação disfuncional desses ex criminosos para um drama existencial sensível e delicado que nunca se concretiza de forma plena.</p>
<p>E eis que este é o maior problema de produzir histórias hoje em dia para o MCU. Há muito o que se comparar. Já foram mais de 20 filmes e mais de 10 séries e minisséries e é inevitável que o público esteja cansado de ver as mesmas histórias com roupagens diferentes. Além da repetição, o Universo Compartilhado Marvel sofreu muito com esse excesso de produções nos primeiros anos da Saga do Multiverso, o que reverbera até hoje &#8211; e <em><strong>Thunderbolts</strong></em> não consegue sair ileso disso. A fórmula de sucesso da Marvel não parece fazer tanto sentido como em sua primeira década.</p>
<p>Diante de tudo isso, ainda há o fator do controle criativo. Kevin Feige é essa figura que representa a Marvel Studios e todo o seu controle criativo. O plano de comando do MCU, liderado por Feige, por mais que diga o contrário, não permite extrapolações de verdade. Seja por medo de não agradar ou por acreditarem que há limites para os tipos de produções dentro do emblema do MCU, a Marvel não dá liberdade criativa de verdade para seus realizadores. E, das poucas vezes que deu &#8211; como em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-eternos/"><em>Eternos (2021)</em></a> -, o público mais radical destruiu as obras com críticas. E, com todo esse cenário, é claro que <em><strong>Thunderbolts</strong></em> acaba sendo castrado criativamente também.</p>
<p>Apesar dessas questões, o longa de fato é mais interessante do que muitos dos últimos filmes lançados nos últimos anos. Mesmo que na superfície, os dramas psicológicos dos personagens permitem que o elenco tenha uma interação positiva que entretém e enriquece as cenas com a química evidente. Intérpretes como Florence (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duna-parte-2/"><em>Duna: Parte 2</em></a>, de 2024) e Sebastian Stan (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-aprendiz/"><em>O Aprendiz</em></a>, de 2024) ajudam a dar um fôlego a mais para a história, mesmo com todos os problemas que a rodeiam. No fim, apesar dos esforços do elenco e roteiro, ainda falta mais densidade nas camadas desses personagens e desse projeto que é guiado por personagem para que <em><strong>Thunderbolts</strong></em> fosse tudo o que podia &#8211; e se propõe narrativamente a &#8211; ser.</p>
<p>Jake Schreier (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-cidades-de-papel/"><em>Cidades de Papel</em></a>, de 2015) parece querer deixar a sua marca como cineasta no novo longa da Marvel, mas ele também sofre com esse controle criativo sob o cabresto. O diretor, ao lado dos roteiristas, tenta criar um pouco mais de nuances para diferenciar esse projeto dos demais. Para muitos, a missão provavelmente terá sido cumprida por fugir levemente dessa fórmula estanque do MCU. No entanto, basta um olhar mais atento e fica perceptível que ainda falta muito para que <em><strong>Thunderbolts</strong></em> alcance o potencial que poderia. Todos esses dilemas giram em torno do controle criativo que poda e afunda a Marvel cada vez mais nessa areia movediça que ela mesmo entrou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jake Schreier</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Florence Pugh, Sebastian Stan, Wyatt Russell, Olga Kurylenko, Lewis Pullman, Geraldine Viswanathan, David Harbour, Hannah John-Kamen e Julia Louis-Dreyfus</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/4pgrNd79cnk?si=69PYf2jwVDDhxo1W" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Viúva Negra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jul 2021 23:23:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A chegada da quarta fase do Universo Cinematográfico Marvel (MCU*) trouxe consigo uma expectativa sobre as novas produções anunciadas. Com a estreia de seus seriados, exibidos pela plataforma Disney Plus – como Wandavision e Falcão e o Soldado Invernal –, este frisson ficou ainda maior para Viúva Negra. Isto porque nas séries do MCU, o público encontrou uma mescla de ação, com aprofundamento das personagens, desenvolvimento narrativo e os momentos corretos de evocar a comicidade. Ainda que possua longas que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A chegada da quarta fase do Universo Cinematográfico Marvel (MCU*) trouxe consigo uma expectativa sobre as novas produções anunciadas. Com a estreia de seus seriados, exibidos pela plataforma Disney Plus – como <em>Wandavision</em> e <em>Falcão e o Soldado Inverna</em>l –, este frisson ficou ainda maior para <strong><em>Viúva Negra</em></strong>. Isto porque nas séries do MCU, o público encontrou uma mescla de ação, com aprofundamento das personagens, desenvolvimento narrativo e os momentos corretos de evocar a comicidade.</p>
<p>Ainda que possua longas que fogem desta lógica – por exemplo, os ótimos<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-pantera-negra/"><em> Pantera Negra</em></a> e<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-guerra-infinita/"><em> Vingadores: Guerra Infinita</em></a> –, o mais comum das obras do MCU é uma falta de ajuste em um ou mais de um destes elementos, contribuindo para a construção de uma qualidade mediana, na maioria de seus resultados trazidos para o cinema. Tudo isto é preciso ser pensado ao se analisar a nova estreia deste Universo Cinematográfico: <strong><em>Viúva Negra</em></strong>. Após 13 anos como coadjuvante, após a sua morte em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato</em></a>, Nastasha Romanoff (Scarlett Johansson, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de Um Casamento</em></a>) ganha, finalmente, uma sequência solo, na qual o espectador se depara com uma história que se passa antes mesmo de <em>Guerra Infinita</em>, logo após <em>Guerra Civil</em>. Ou seja, obviamente, ela ainda estava viva.</p>
<p>Dois parecem ser os objetivos aqui. O primeiro é contar sobre a vida pregressa de Natasha, em 1995, quando ela fazia parte de um disfarce para dois agentes russos, Alexei (David Harbour, <em>Stranger Things</em>) e Melina (Rachel Weisz, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-favorita/"><em>A Favorita</em></a>), para procurar registrar certo aprofundamento em sua trajetória. O segundo é apresentar Yelena Belova (Florence Pugh, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-midsommar-o-mal-nao-espera-a-noite/"><em>Midsommar &#8211; O Mal Não Espera a Noite</em> </a>), que também fazia parte desta missão, mas que era muito mais nova que Natasha, na década de 1990, e não compreendia que aquela não era sua família verdadeira.</p>
<p>Entre tentar humanizar Romanoff e passar o bastão para Belova, através de uma jornada cheia de explosões e embates, <strong><em>Viúva Negra</em></strong> apresenta os incômodos costumeiros do MCU. Apesar de contar com uma interação carismática do quarteto – e isto se dá muito mais pela qualidade dos trabalhos dos quatro atores do que do roteiro – há um desequilíbrio aqui. A começar pelo tom de humor que quebra instantes de investigação das relações. Vindo, principalmente, da figura de Alexei, as <em>gags</em> ainda interferem com a instalação de atmosfera de ação.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14318" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/PING-FILME-BLACK-WIDOW-2021-01.jpeg.jpg" alt="Viúva Negra" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/PING-FILME-BLACK-WIDOW-2021-01.jpeg.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/PING-FILME-BLACK-WIDOW-2021-01.jpeg-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/PING-FILME-BLACK-WIDOW-2021-01.jpeg-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/PING-FILME-BLACK-WIDOW-2021-01.jpeg-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>As piadas em si não são exatamente a questão, mas os momentos selecionados para suas aparições é que acabam por romper com a continuidade da progressão da suspensão, que as cenas de ação quase conseguem construir e com os diálogos sobre os sentimentos das personagens. Este fator, na verdade, possui complicações bastante imbricadas, porque cada rumo narrativo que se inicia, vem seguido de uma virada de instalação climática. O maior exemplo, talvez, seja quando Alexei, Melina, Natasha e Yelena se reencontram.</p>
<p>Ali é quando o enredo mantém menos uma linha contínua, seja quando eles abordam o grande caso que pauta a aventura do filme, quando Melina e Nathasha dialogam a sós ou quando Alexei e Yelena têm um momento pai e filha. São essas idas e vindas que rompem com o estabelecimento lógico progressivo da trama. Além disto, o próprio mistério investigado é mal trabalhado. O ponto central é justamente que os conflitos são apresentados como difíceis de serem resolvidos, mas o desenlace é repleto de <em>plot twists</em> que facilitam as soluções demasiadamente, deixando uma sensação de que milagres irão saltar na tela e os quatro salvarão o dia de qualquer maneira.</p>
<p>No geral, é um longa ingênuo, pautado em obviedades do gênero, porém mais do que isso, que tem escolhas de roteiro tão fáceis – como quando Belova surge, repentinamente, e explode o helicóptero do vilão Dreykov (Ray Winstone, <em>Cats</em>) – que torna a sessão um tanto entediante. O que vale mesmo é ver a dinâmica da família que, mesmo trazendo as rupturas de fluidez, possuem um jogo de cena que empolga. Os olhares e movimentações dos atores podem deixar o público ansioso para ver como será que cada um dirá o próximo texto ou utilizará o corpo para realizar um caminhada ou uma luta. Dentro do que parece ser a concepção de <strong><em>Viúva Negra</em></strong>, Johansson, Pugh, Weisz e Habour convocam criatividade e presença cênica quando estão todos juntos ou em duplas, tornando a projeção cansativa em assistível.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Cate Shortland</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Scarlett Johansson, Florence Pugh, Rachel Weisz, David Harbour, Ray Winstone, Ever Anderson, Violet McGraw, O. T. Fagbenle, Olga Kurylenko, William Hurt</p>
<p>*MCU = Marvel Cinematic Universe.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Gm3o0bfGP3g" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Lembranças de um Amor Eterno</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Sep 2016 16:44:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Giuseppe Tornatore]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Considerado por muitos como um dos melhores cineastas italianos de sua geração nos anos 1990 com filmes como Cinema Paradiso, Estamos Todos Bem e Malena, Giuseppe Tornatore chega ao circuito com Lembranças de um Amor Eterno, protagonizado por Jeremy Irons e Olga Kurylenko. O longa não é o ponto alto da sua carreira, o diretor, por sinal, não tem feito obras tão marcantes quanto aquelas que compõem a sua fase &#8220;dourada&#8221;. Lembranças de um Amor Eterno é um drama centrado no romance de uma dublê de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Considerado por muitos como um dos melhores cineastas italianos de sua geração nos anos 1990 com filmes como <i>Cinema Paradiso</i>, <i>Estamos Todos Bem </i>e <i>Malena</i>, Giuseppe Tornatore chega ao circuito com <i>Lembranças de um Amor Eterno</i>, protagonizado por Jeremy Irons e Olga Kurylenko. O longa não é o ponto alto da sua carreira, o diretor, por sinal, não tem feito obras tão marcantes quanto aquelas que compõem a sua fase &#8220;dourada&#8221;. <i>Lembranças de um Amor Eterno </i>é um drama centrado no romance de uma dublê de cinema de ação e aspirante a acadêmica com um renomado professor de astronomia. Os dois vivem um intenso relacionamento à distância, marcado por trocas de cartas, torpedos, e-mails, conversas via <i>Skype </i>(daí o título original italiano ser <i>La Corrispondenza</i>, algo como <i>A Correspondência </i>em tradução literal). Tudo vai bem até que o casal é atravessado por um acontecimento que muda completamente suas vidas e abala tudo que construíram em apenas três meses de relacionamento (AS LINHAS A SEGUIR CONTÉM SPOILERS DO FILME!).</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Tornatore filma <i>Lembranças de um Amor Eterno </i>com muita delicadeza, dando o devido tempo para os seus personagens e para o público amadurecer seus sentimentos e percepções sobre a sucessão de eventos narrados na trama e como eles repercutem no âmbito privado desses sujeitos. Se por um lado isso é positivo, sobretudo se pensarmos que o cinema (e seu público) anda cada vez menos receptivo a longas com esse teor de introspecção, por outro tornam perceptíveis os pontos cegos do longa. Tornatore não consegue transformar seu romance em algo minimamente atraente para o público, que contempla a personagem vivida por Olga Kurylenko às voltas com um sofrimento que evidencia a crueldade do professor interpretado por Jeremy Irons. Ele não deixa a jovem viver o seu luto.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6714" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/09/lembrança7.jpg" alt="lembranca7" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O grande ponto de partida para o conflito do filme é a morte do personagem de Irons. Ciente de que está nos seus últimos dias de vida, ele deixa para a amada uma série de mensagens com reflexões sobre o relacionamento dos dois e pistas para a jovem fazer coisas que, supostamente, a ajudariam a superar o momento de dor. A lógica é praticamente a mesma de <i>P.S. Eu Te Amo</i>, no qual Gerard Butler passa um tempo tentando fazer com que a namorada interpretada por Hilary Swank não sinta a sua ausência através de inúmeras cartas deixadas após a sua morte. Ou seja, um ato de completo egoísmo apresentado como demonstração de amor, o &#8220;amor eterno&#8221; do título.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O que vemos na tela não é &#8220;bonitinho&#8221;, ainda que o realizador encontre lirismo em toda a sua contemplação da melancolia alheia.  Também não é uma maneira saudável de fazer a pessoa amada superar o luto, é egoísmo, sadismo, a personagem de Irons vira uma espécie de <i>stalker pós-morte </i>para a namorada vivida por Kurylenko, um fantasma na tela do seu notebook que sequer deixa uma brecha para que a mesma possa se relacionar com outros rapazes  (ele mesmo corta a possibilidade em um vídeo alegando ciúmes da namorada). Tornatore contempla essa dinâmica perversa com um olhar de admiração de quem tenta tornar etérea uma dor difícil de suportar e que é desnecessariamente prolongada por puro exercício narcisista. É verdade que toda esta contemplação da dor da jovem protagonista do filme permite que conheçamos um pouco mais o talento dramático de Olga Kurylenko, que consegue se sair muito bem na condução do martírio da sua personagem, mas torna a história difícil de ser acompanhada ou apreciada, pelo menos não tanto quanto o seu realizador parece estar se deleitando.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O longa tem cenas belíssimas que colocam em evidência a destreza técnica e a sagacidade de Tornatore para encontrar soluções interessantes em algumas sequências, como no exemplar plano-sequência que abre o filme e apresenta os protagonistas em um momento muito íntimo no quarto de um hotel e depois segue a personagem de Irons do corredor para o seu quarto e posteriormente de volta ao corredor deixando o local e a personagem de Kurylenko para trás. Contudo, um filme não é só a aplicação sensível e tecnicamente exemplar de recursos como este. Ao oferecer ao público uma história que gira em círculos na contemplação da sua atmosfera depressiva, sentimentos obsessivos e com uma dinâmica entre seus personagens no mínimo questionável, <i>Lembranças de um Amor Eterno </i>tem como fragilidade o seu posicionamento a respeito daquilo que parece ter como temática mais caro, o amor.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme: </strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/EYFwhGmRNXI" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Promessas de Guerra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2015 11:30:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Olga Kurylenko]]></category>
		<category><![CDATA[Promessas de Guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Russell Crowe]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Durante a Primeira Guerra Mundial, a península de Galípoli, na Turquia, foi cenário de uma das batalhas mais violentas do conflito. Britânicos, franceses e australianos  lutaram pela conquista do estreito de Dardanelos, obtendo como resultado a ausência de vencedores de fato e um rastro de mortes, além do ressentimento dos turcos. Este momento histórico é objeto de interesse de Russell Crowe naquele que é o seu primeiro longa-metragem de ficção como diretor,Promessas de Guerra. O australiano não só assume [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_2908" aria-describedby="caption-attachment-2908" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/05/The-Water-Diviner_704_2.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2908 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/05/The-Water-Diviner_704_2-620x348.jpg" alt="The-Water-Diviner_704_2" width="620" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-2908" class="wp-caption-text">Dupla função: Russell Crowe atua e dirige drama de guerra sobre a batalha de Galípoli.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000000;">Durante a Primeira Guerra Mundial, a península de Galípoli, na Turquia, foi cenário de uma das batalhas mais violentas do conflito. Britânicos, franceses e australianos  lutaram pela conquista do estreito de Dardanelos, obtendo como resultado a ausência de vencedores de fato e um rastro de mortes, além do ressentimento dos turcos. Este momento histórico é objeto de interesse de Russell Crowe naquele que é o seu primeiro longa-metragem de ficção como diretor,</span><i style="color: #000000;">Promessas de Guerra</i><span style="color: #000000;">. O australiano não só assume a direção como vive o protagonista deste drama com porte de grande produção.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_2909" aria-describedby="caption-attachment-2909" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/05/THE-WATER-DIVINER-Official-Poster-PROMO-25NOVEMBRO2014-02.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2909 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/05/THE-WATER-DIVINER-Official-Poster-PROMO-25NOVEMBRO2014-02-620x349.jpg" alt="" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-2909" class="wp-caption-text">Jornada: Personagem de Crowe parte para a Turquia em busca dos filhos desaparecidos na guerra.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<div class="separator" style="color: #000000;">O filme traz Crowe como Connor, um fazendeiro australiano que tem os seus três únicos filhos convocados pelo exército para lutarem no conflito. Infelizmente, todos eles desaparecem na batalha de Galípoli e, sem grandes perspectivas, Connor parte em uma jornada rumo à Turquia pós-conflito em busca de respostas para o silêncio em torno do paradeiro dos seus três filhos.</div>
<div class="separator" style="color: #000000;"></div>
<div class="separator" style="color: #000000;"></div>
<div class="separator" style="color: #000000;">Esta estreia de Crowe na direção nos apresenta a um diretor sem grandes pretensões de testar a linguagem cinematográfica com soluções inventivas para os meandros da sua história. Como realizador, o australiano opta por caminhos conhecidos, formulaicos. Crowe carrega nas tintas do seu melodrama pós-guerra e no fascínio do seu olhar estrangeiro em busca do exotismo de uma bela e melancólica Turquia. Os melhores momentos do filme residem na sua trama mais simples e, curiosamente, aquela que destoa de toda uma tradição de filmes do gênero: no lugar do encontro ou desencontro amoroso entre jovens ou nas histórias de amizade e lealdade das trincheiras, temos a busca desesperada de um pai por seus filhos.</div>
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<div class="separator" style="color: #000000;"></div>
<figure id="attachment_2910" aria-describedby="caption-attachment-2910" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/05/406968-a93ff59a-79d6-11e4-af6e-cd6ad31dcd05.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2910 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/05/406968-a93ff59a-79d6-11e4-af6e-cd6ad31dcd05-620x349.jpg" alt="406968-a93ff59a-79d6-11e4-af6e-cd6ad31dcd05" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-2910" class="wp-caption-text">Romance: Envolvimento entre o protagonista e a personagem de Olga Kurylenko é uma das tramas do filme.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000000;">Assim, ao invés da culpa australiana pelas cicatrizes que o conflito causou nos turcos ou do romance óbvio, sem química e desinteressante entre o Connor e a personagem da bela Olga Kurylenko, caso o seu realizador tivesse se dedicado ao que realmente se revela como o coração e a alma da história, </span><i style="color: #000000;">Promessas de Guerra </i><span style="color: #000000;">poderia não ser um filme revolucionário em seu formato, mas ao menos seria um bom filme com uma tocante história a contar. Anos e anos ao lado de diretores como Michael Mann, Ridley Scott e Peter Weir parecem não ter surtido nenhuma inspiração no Russell Crowe diretor pois seu primeiro filme é disperso, burocrático e morno. Quem sabe na próxima?</span></p>
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