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	<title>Arquivos Naomie Harris - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Naomie Harris - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Venom &#8211; Tempo de Carnificina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Oct 2021 19:46:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Chega aos cinemas nesta quinta-feira, 07, o longa Venom – Tempo de Carnificina, sequência daquele lançado em 2018. Com Tom Hardy (Mad Max: Estrada da Fúria) novamente na pele de Eddie Brock, assistimos aqui os desdobramentos da convivência “harmoniosa” entre ele e o simbionte Venom, que tenta a todo momento levá-lo ao extremo de matar pessoas ou mesmo agredi-las. Particularmente, não fui uma espectadora que gostou do primeiro filme. Caótico demais e sem um roteiro bem fundamentado, o primeiro capítulo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Chega aos cinemas nesta quinta-feira, 07, o longa <strong><em>Venom – Tempo de Carnificina</em></strong>, sequência daquele lançado em 2018. Com Tom Hardy (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mad-max-estrada-da-furia/"><em>Mad Max: Estrada da Fúria</em></a>) novamente na pele de Eddie Brock, assistimos aqui os desdobramentos da convivência “harmoniosa” entre ele e o simbionte Venom, que tenta a todo momento levá-lo ao extremo de matar pessoas ou mesmo agredi-las.</p>
<p>Particularmente, não fui uma espectadora que gostou do primeiro filme. Caótico demais e sem um roteiro bem fundamentado, o primeiro capítulo não deixou vontade de dar continuidade à história e até um sentimento de frustração. Se levava a sério demais, quando o personagem exigia o completo oposto.</p>
<p>Aqui em <strong><em>Venom – Tempo de Carnificina</em></strong> este problema é sanado rapidamente. Extremamente divertido e despretensioso, o filme desenvolve uma narrativa que envolve o espectador com facilidade, até mesmo aquele que não conferiu o primeiro episódio da história. Eddie tem a chance de entrevistar o grande serial killer Cletus Kasady (Woody Harrelson, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-zumbilandia-atire-duas-vezes/"><em>Zumbilândia &#8211; Atire Duas Vezes</em></a>)e isso acaba alavancando a sua carreira. No entanto, a situação acaba induzindo ainda mais o assassino ao corredor da morte.</p>
<p>A partir daí, o longa toma o caminho da vingança, nos apresentando ainda ao surgimento de Carnificina, mais um simbionte que se conecta justamente em Cletus. O roteiro vai traçando os dois caminhos principais: o de Eddie completamente atrapalhado com Venom e o de Cletus se afeiçoando a todas as possibilidades que Carnificina oferece.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14605" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/2831258.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Venom - Tempo de Carnificina" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/2831258.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/2831258.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/2831258.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/2831258.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Os melhores momentos do filme são, definitivamente, a interação de protagonista e simbionte. Uma vez que o roteiro (que conta com Tom Hardy na assinatura) assumiu que a leveza é o melhor caminho, a narrativa se tornou muito mais atraente e interessante. O público se diverte com a tentativa de controle constante entre um e outro.</p>
<p>O que falta em qualidade, no entanto, é o desenvolvimento do vilão. Ele não inflige tanto medo quanto deveria ou como é naturalmente apresentado nos quadrinhos. Falta foco e força na presença de Carnificina. Atribuo isso, inclusive, a outro problema do filme que é o tempo de duração. Pouco menos de 100 minutos não é o suficiente para desenvolver algumas subtramas e o sentimento que fica no espectador é que poderia ver mais daquelas dinâmicas.</p>
<p>Ainda que tenha alguns problemas e não possa ocupar o lugar de grande filme, <strong><em>Venom – Tempo de Carnificina</em></strong> acerta bastante ao se levar menos a sério. Mais divertido que o primeiro, o roteiro ainda é muito mais coerente e preciso. A conexão da cena pós-crédito com o universo do Homem-Aranha instiga, de fato, o espectador a querer acompanhar mais deste personagem tão caótico e tão bem interpretado por Tom Hardy.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Andy Serkis</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Tom Hardy, Stephen Graham, Woody Harrelson, Michelle Williams, Naomie Harris, Reid Scott, Sean Delaney</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/kENhnY34wlg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: 007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Sep 2021 14:53:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Chega aos cinemas nesta quinta-feira, 30 de setembro, o longa 007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer, o último da franquia com o ator Daniel Craig (Entre Facas e Segredos) à frente do papel de James Bond. Quinze anos depois de sua estreia na pele do espião, é com muita expectativa que os fãs aguardam essa finalização épica de sua participação, que rendeu tanta transformação no personagem. Ao longo dos anos e, em especial com a chegada de Craig na franquia, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Chega aos cinemas nesta quinta-feira, 30 de setembro, o longa <strong><em>007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer</em></strong>, o último da franquia com o ator Daniel Craig (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-entre-facas-e-segredos/"><em>Entre Facas e Segredos</em></a>) à frente do papel de James Bond. Quinze anos depois de sua estreia na pele do espião, é com muita expectativa que os fãs aguardam essa finalização épica de sua participação, que rendeu tanta transformação no personagem.</p>
<p>Ao longo dos anos e, em especial com a chegada de Craig na franquia, o estilo de Bond foi sendo modificado. Se antes eles primavam muito pelos apetrechos tecnológicos que o auxiliavam nas missões, agora a força e performance física tem espaço muito maior e privilegiado. É claro que não necessariamente isso é um ponto positivo, visto que um dos grandes atrativos do personagem eram justamente os seus <em>gadgets</em>. Neste longa, conseguimos ver um vislumbre daquele James de outrora, com breves aparições desta tecnologia aplicada em prol da espionagem.</p>
<p>Mas não é porque sentimos falta deste detalhe, que vamos desmerecer a importância de Daniel no aprofundamento do personagem. Ele trouxe uma característica mais sentimental e humana, tornando o espião mais passível de romances profundos e não apenas os furtivos. A imensa variedade de Bond Girls deu espaço a amores e tentativas de viver emoções mais intensas. Em <strong><em>007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer</em></strong> vemos justamente o resultado desta mudança, com Bond tentando construir um lar com Madeleine (Léa Seydoux, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-kursk-a-ultima-missao/"><em>Kursk &#8211; A Última Missão</em></a>), seu amor depois do sofrimento da perda de Vesper (Eva Green, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-baseado-em-fatos-reais/"><em>Baseado em Fatos Reais</em></a>).</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14584" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/007-review.jpg" alt="007 - Sem Tempo Para Morrer" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/007-review.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/007-review-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/007-review-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/007-review-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda que o coração pule na frente em muitos momentos, James ainda é um cara sisudo e descrente da sociedade. Ele está afastado dos serviços de espionagem e reluta quando é convocado novamente por M (Ralph Fiennes, <em>A Escavação</em>). É quando surge a figura de Felix (Jeffrey Wright, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-lavanderia/"><em>A Lavanderia</em></a>), seu parceiro dos tempos de Cassino Royale e Quantum of Solace, que ele decide aceitar a solicitação.</p>
<p>James carrega em si todo o amargor que a vida deixou ao longo dos anos. Ele tem dificuldade em lidar com as questões de ego que envolvem a presença da nova 007 (sim, a espiã é uma mulher e negra – falaremos disso adiante), assim como enfrentar os demônios do seu passado.</p>
<p>O filme equilibra com maestria os momentos de tensão em leveza, mesmo que esse último elemento seja mais raro. Seguindo o perfil do Bond de Craig, ele ri pouco e tem o tom sempre mais pesado ao encarar as dualidades da vida. Ainda assim, é seu carisma que constrói a base deste capítulo, com suas quase 3h de duração.</p>
<p>Para vilões e coadjuvantes, o elenco composto ainda por Rami Malek (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bohemian-rhapsody/"><em>Bohemian Rhapsody</em></a>) e Christoph Waltz (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-pequena-grande-vida/"><em>Pequena Grande Vida</em></a>) tem uma química em cena que dá o tom da trama. Todos têm muita familiaridade com as dinâmicas, mesmo que falte aprofundamento em alguns casos. É uma sensação rapidamente compreendida pelo foco principal da despedida de Bond.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14583" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/5559060.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="007 - Sem Tempo Para Morrer" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/5559060.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/5559060.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/5559060.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/09/5559060.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><strong><em>007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer</em></strong> traz ainda a questão da inclusão como foco e isso é muito bem colocado. Personagens negros surgem com muito mais destaque do que antes, mostrando que a franquia procura se atualizar das necessidades da sociedade. Cabe aí o questionamento sobre a eventual cogitação que ocorreu de colocar o ator Idris Elba (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-velozes-e-furiosos-hobbs-shaw/"><em>Velozes &amp; Furiosos: Hobbs &amp; Shaw</em></a>) como o próximo 007. À época, ele sofreu preconceito e chegou a dizer que não aceitaria o convite.</p>
<p>Este é o quinto e último longa de Daniel Craig na pele de James Bond, então o sentimento de adeus está presente na maior parte do tempo. Ele está no seu melhor momento e entrega tudo de si no personagem, tanto fisicamente quanto emocionalmente. Ele é, acima de tudo, um herói neste filme, com todas as dores que carrega ao longo dos anos, mas curiosamente sempre escolhendo crer numa realidade melhor. Esta foi uma calorosa despedida do personagem que marcou a sua vida.</p>
<p>É difícil não pensar o quanto foi construído ao longo desses anos e quais as oportunidades que teremos a partir de agora. 007 é uma franquia que se renova sempre e abre espaço para novos agentes e possibilidades. Seguimos ansiosos pelos próximos capítulos e onde esse personagem tão interessante poderá nos levar.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Cary Joji Fukunaga</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Daniel Craig, Rami Malek, Léa Seydoux, Ralph Fiennes, Jeffrey Wright, Christoph Waltz, Lashana Lynch, Naomie Harris, Ben Whishaw, Ana de Armas</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/kCyjw0z-5KI" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Rampage &#8211; Destruição Total</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Apr 2018 20:24:21 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Dwayne Johnson]]></category>
		<category><![CDATA[Naomie Harris]]></category>
		<category><![CDATA[Rampage - Destruição Total]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Rampage: Destruição Total é uma grande &#8220;besteira&#8221; com o intuito único e exclusivo de fazer volume na carreira da &#8220;mina de ouro&#8221; do cinema de ação Dwayne &#8216;The Rock&#8217; Johnson. Ao longo do blockbuster baseado no game homônimo é provável que o espectador pare um instante e reflita: &#8220;Hollywood está mesmo disposta a transformar qualquer coisa em filme&#8221;. Na premissa, o astro vive um especialista em primatas que tem um vínculo muito forte com o gorila albino chamado George. Quando o macaco é vítima involuntária [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><i>Rampage: Destruição Total </i>é uma grande &#8220;besteira&#8221; com o intuito único e exclusivo de fazer volume na carreira da &#8220;mina de ouro&#8221; do cinema de ação Dwayne &#8216;The Rock&#8217; Johnson. Ao longo do <i>blockbuster </i>baseado no <i>game </i>homônimo é provável que o espectador pare um instante e reflita: &#8220;Hollywood está mesmo disposta a transformar qualquer coisa em filme&#8221;. Na premissa, o astro vive um especialista em primatas que tem um vínculo muito forte com o gorila albino chamado George. Quando o macaco é vítima involuntária de um experimento científico que atinge ele e outros predadores o planeta fica à mercê de uma grande ameaça, já que isso acaba transformando-os em criaturas perigosíssimas.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">No fundo, o longa é uma grande desculpa para colocar essas criaturas feitas com efeitos de computação gráfica em confronto, destruindo cidades e colocando a população em perigo. Além disso, é um óbvio pretexto para dar palco a &#8216;The Rock&#8217;, pondo em ação a sua persona carismática de herói de ação que segura as pontas das demandas físicas do seu papel e ainda consegue adicionar algumas &#8220;pitadas&#8221; de auto-deboche em suas interpretações. No mais, não adianta o espectador tentar encontrar alguma densidade no material pois não encontrará, ainda que, incompreensivelmente, ele queira aqui e ali dar uma seriedade à trama, o que acaba fazendo com que o filme perca muitos pontos no final das contas.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8871" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/04/2293278.jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Quando <i>Rampage </i>abraça o entretenimento descompromissado que ele é e assume a sua absurda premissa, bem como a total falta de substância dos elementos da sua história, o filme sai ganhando, especialmente no grande confronto protagonizado pelas criaturas e por &#8216;The Rock&#8217;. Uma pena que o longa perca tempo com sua trama científica estapafúrdia como se, em alguns momentos, desejasse tecer considerações críticas sobre ética no trato com os animais. Vindo numa roupagem tão esdrúxula, a seriedade no tom desse discurso soa muitas vezes inapropriada. Para completar, há elementos equivocados no seu elenco, como a dupla de vilões interpretada por Malin Akerman e Jake Lacy, sempre <i>over </i>como se tivessem saído de algum <i>cartoon</i>, ou ainda o subaproveitamento de atores do calibre de Naomie Harris e Jeffrey Dean Morgan.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>No final das contas, <i>Rampage </i>é exemplo vivo de que, muitas vezes, quando as razões para a existência de um filme são inócuas e os estúdios visam apenas o lucro, é mais honesto e coerente levar até as últimas consequências o teor absurdo do seu material. Falta um pouquinho de autoconsciência sobre a sua própria premissa no <i>blockbuster</i> e nem mesmo o carisma de &#8216;The Rock&#8217;, um protagonismo muitas vezes supérfluo na história, é o suficiente para salvar o dia.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/gqsSt2yAWnw" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: Moonlight &#8211; Sob a Luz do Luar</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-moonlight-sob-a-luz-do-luar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Feb 2017 18:49:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Barry Jenkins]]></category>
		<category><![CDATA[Mahershala Ali]]></category>
		<category><![CDATA[Moonlight: Sob a Luz do Luar]]></category>
		<category><![CDATA[Naomie Harris]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lidar com a própria homossexualidade não é fácil para qualquer criança ou adolescente. O medo e as agressões do preconceito conseguem deixar marcas que nem mesmo a maturidade cicatrizam. Dimensione este mesmo cenário na vida de um garoto negro que já tem obstáculos o suficiente e que ainda está inserido em um ambiente social com poucas perspectivas de futuro. Moonlight: Sob a Luz do Luar não precisa, nem deseja, fazer manifesto com a sua existência enquanto obra cinematográfica, mas a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Lidar com a própria homossexualidade não é fácil para qualquer criança ou adolescente. O medo e as agressões do preconceito conseguem deixar marcas que nem mesmo a maturidade cicatrizam. Dimensione este mesmo cenário na vida de um garoto negro que já tem obstáculos o suficiente e que ainda está inserido em um ambiente social com poucas perspectivas de futuro. <i>Moonlight: Sob a Luz do Luar </i>não precisa, nem deseja, fazer manifesto com a sua existência enquanto obra cinematográfica, mas a sua presença é, por si só, um ato político ao sublinhar com a jornada de autodescoberta do seu personagem a importância que histórias como as do jovem Chiron tenham vez no cinema.</p>
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<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>No seu segundo longa (o anterior fora <i>Medicine for Melancholy</i>, que sequer chegou por aqui), o americano Barry Jenkins nos traz um conto dividido em três fases que correspondem a momentos específicos da vida de Chiron, jovem negro que cresce no subúrbio de Miami com sua mãe viciada em drogas. Em meio a um contexto social marcado pelo tráfico, Chiron procura manter-se fora dos atrativos da vida do crime e lida com o <i>bullying </i>dos colegas de escola enquanto se descobre homossexual.</p>
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<p>Assumindo uma abordagem de crônica cinematográfica, tudo o que <i>Moonlight </i>tem a oferecer ao seu público é a vida do seu personagem principal e isso é muito. Jenkins adota uma câmera que confronta seus personagens em planos fechados, como se, ao mesmo tempo buscasse dos mesmos uma autodefinição e os desnudasse em suas emoções, palavras, contradições e erros. Sem firulas visuais, o diretor interfere no longa quando tem que interferir, mas também deixa que o seu excelente elenco conduza uma história calcada incontestavelmente na humanidade em estado bruto.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7401" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/02/mahershala-ali-moonlight.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
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<p>Uma das principais forças de <i>Moonlight </i>é seu trio de protagonistas, cada um dando seu toque pessoal a fases específicas da vida de Chiron, que propositalmente ganham diferentes denominações em cada uma delas, o que dá o tom da eterna busca do rapaz pela sua própria identidade. O &#8220;Pequeno&#8221; é interpretado por Alex R. Hibbert que com tão pouca idade consegue captar como ninguém a expressão corporal de um menino que se sente coagido pela sociedade, andando de cabeça baixa, corpo encurvado e voz praticamente inaudível. Depois somos captados pelo trabalho de Ashton Sanders, o único ator do trio cujo capítulo recebe como alcunha o nome do próprio Chiron. Sanders compõe uma adolescência na defensiva, mas que começa a dar vazão a seus próprios desejos. Ao fim, temos um expressivo Trevante Rhodes, que tem o trabalho de compor dois personagens em um, o Chiron e o &#8220;Black&#8221;, que dá título ao seu capítulo no filme. Nosso protagonista adulto prefere viver à sombra de um personagem durão que cria para si do que enfrentar tudo aquilo que já encarou afinal seu contexto parece tragá-lo para um único caminho possível, coisa que ao final, de forma esperançosa, se dilui em uma das cenas mais poéticas do longa. Juntam-se aos três coadjuvantes precisos em suas interpretações, como Janelle Monáe (que esteve radiante em <i>Estrelas Além do Tempo</i>) e Naomie Harris, a mãe do protagonistas nos três tempos da história, além de Mahershala Ali, presença somente na primeira parte da história mas o suficiente para marcar o público e a vida de Chiron.</p>
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<p>A estrutura em três capítulos que confere ao segmento do seu protagonista na adolescência o &#8220;privilégio&#8221; de ser o único a fazer referência ao nome real do personagem, Chiron, é um indicativo do entendimento do filme sobre o próprio.  A verdadeira identidade de Chiron não é nem o &#8220;Pequeno&#8221;, imagem forjada por seus agressores, nem mesmo &#8220;Black&#8221;, um personagem durão que ele mesmo construíra como uma espécie de couraça contra a intolerância, mas a do adolescente em constante descoberta de si mesmo, o que no fim das contas representa a todos nós. O ser humano é esse adolescente em constante processo de autoinvestigação, não a criança acuada pelo controle social, tampouco o adulto que cria armaduras para se defender. Assim, com tamanha grandiosidade de espírito e sentimento, <i>Moonlight </i>é uma obra cuja força consegue se impor à boa impressão que seu <i>status</i> cinematográfico já lhe conferiu.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/cYFIBxizOW0" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Beleza Oculta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jan 2017 01:39:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Beleza Oculta]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Edward Norton]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Imagine um roteiro em que o protagonista dialoga diretamente com seu alter ego personificado por pessoas reais e interage com essas dimensões de forma realista e sincera? Essa é justamente a ideia que o trailer do filme Beleza Oculta deixa passar para o espectador que assiste. E seria maravilhoso, se fosse verdade. No entanto, para frustração geral, o resultado é completamente contrário e oferece ao público uma película pobre e óbvia, sem conteúdo plausível ou atraente. Quando um bem-sucedido executivo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Imagine um roteiro em que o protagonista dialoga diretamente com seu alter ego personificado por pessoas reais e interage com essas dimensões de forma realista e sincera? Essa é justamente a ideia que o trailer do filme <em>Beleza Oculta</em> deixa passar para o espectador que assiste. E seria maravilhoso, se fosse verdade. No entanto, para frustração geral, o resultado é completamente contrário e oferece ao público uma película pobre e óbvia, sem conteúdo plausível ou atraente.</p>
<p>Quando um bem-sucedido executivo da publicidade de Nova York sofre uma grande tragédia, ele resolve se isolar de tudo e de todos. Enquanto seus preocupados amigos tentam desesperadamente se reconectar com ele, o executivo procura respostas do universo escrevendo cartas para o Amor, Tempo e Morte. Na tentativa desesperada de resolver o problema da empresa, o grupo de colegas em questão resolve contratar atores para representar esses papéis e dar as respostas ao amigo.</p>
<p>Sim, tudo aquilo que vemos no trailer não se passa de atuação, à princípio. E é complicado porque isso fica explícito logo no início do filme e de forma meio óbvia. O roteiro não apresenta nada de novo ou inusitado. Ele é tão previsível que até o inesperado que acontece no desfecho do longa se torna um tanto óbvio a medida que o espectador analisa o andamento da carruagem.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-7252" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/01/Will-Smith-et-Keira-Knightley-Collateral-Beauty.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>É surreal ver o esforço que o elenco faz para tornar o roteiro raso em algo razoável. Somos obrigados a assistir um time fantástico como Helen Mirren, Kate Winslet, Edward Norton, Will Smith, Keira Knightley e Michael Peña suando para transformar diálogos terríveis e dinâmicas cruéis em algo minimamente impressionante. Ainda assim, nada parece autêntico. Não consigo compreender em que planeta um diretor julgou prudente colocar Winslet, Norton e Peña com um trio de amigos coadjuvantes, daqueles que fazem intervenções divertidas e se reúnem na entoca. Uma das primeiras cenas em que os três aparecem juntos chega a ser deprimente e patética.</p>
<p>O mesmo podemos falar de Mirren, Knightley e o jovem Jacob Latimore (muito bom, por sinal), que funcionam muito bem na dinâmica do trio sentimental de Morte, Amor e Tempo, respectivamente, mas são limitados pelo roteiro.</p>
<p>Pior de tudo são as motivações que levam os &#8220;amigos&#8221; a contratar três atores para representar a Morte, o Amor e o Tempo. Eles querem provar que o amigo e chefe está louco para afastá-lo do trabalho e conseguir conduzir a empresa da forma que julga melhor. No mínimo questionável.</p>
<p>O diretor David Frankel não parece ser o mesmo que nos apresentou trabalhos íntegros como <em>O Diabo Veste Prada</em> e <em>Um Divã Para Dois</em>, ambos com Meryl Streep. Ele parece perdido na necessidade de dar uma lição de moral no espectador, com falas clichês demais, diálogos maçantes e desnecessários, desfechos que teimam em desacreditar a inteligência de quem está assistindo.</p>
<p>Excessivamente dramático, apelativo e manipulador, <em>Beleza Oculta</em> consegue ser um filme extremamente superficial e desnecessário. Conseguiu reunir um elenco de peso e desperdiçar todo esse potencial com um roteiro pobre e uma direção pior ainda. Lamentável, especialmente ao ter um trailer tão empolgante para o espectador desavisado.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/jUjaCSAqNE8" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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