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	<title>Arquivos Mar del plata - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Mar del plata - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>40º Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata: Malecón</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Dec 2025 15:10:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O maior problema de inserir elencos diferentes em uma obra ficcional, seja por histórias paralelas ou temporalidades distintas das personagens, é que uma parte específica pode se destacar positivamente mais do que a outra. É isso que ocorre com Malecón. Quando o trio principal está na fase da infância, a trama é mais instigante e o elenco atua melhor. Aos poucos, a obra vai caindo e perdendo o brilho. Além disso, o espanhol Carlos Larrazabal (Engage) reforça em sua direção [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O maior problema de inserir elencos diferentes em uma obra ficcional, seja por histórias paralelas ou temporalidades distintas das personagens, é que uma parte específica pode se destacar positivamente mais do que a outra. É isso que ocorre com <em>Malecón</em>. Quando o trio principal está na fase da infância, a trama é mais instigante e o elenco atua melhor. Aos poucos, a obra vai caindo e perdendo o brilho. Além disso, o espanhol Carlos Larrazabal (<em>Engage</em>) reforça em sua direção e roteiro &#8211; escrito ao lado de Fabián Suarez (<em>Cherri</em>) &#8211; um estereótipo de América Latina, em uma lógica de exploração da pobreza e olhar europeu (colonizador) que faz com que o filme se transforme em previsível.</p>
<p>As posturas e ações das personagens passam a ser óbvias, dentro desta sistemática. Quando Elvis (Cesar Domínguez) retorna para seu bairro, após anos de prisão, o jovem quer se estabelecer com seu amor de infância, Yuli (Camila Rodhes). No entanto, a moça já está casada e com um homem que aparenta ser perigoso. Ao redor de toda essa base clichê, há uma ausência de saída para uma vida boa que não conte com pobreza ou ações escusas. É entediante acompanhar uma projeção que cada sequência tem ações fáceis de prever. Até mesmo as temperaturas escolhidas, com filtros amarelados e esverdeados, são os mesmos de exploração da pobreza em filmes passados em países latinos (quando o cineasta é de fora ou rico, como o caso de <em>Cidade de Deus</em> ou <em>Baronesa</em>).</p>
<p>Há pouco de uma Cuba mais plural e efervescente. Há pouco de desenvolvimento de personagem. Há menos ainda cuidado com a premissa. O assassinato da mãe de Elvis, por feminicídio, e suicídio de seu pai, passam como um mero detalhe para a narrativa. É como se este plot fosse uma memória distante para Elvis. Falta olhar para o protagonista e explorar suas camadas. Em diversos momentos da sessão, fica uma impressão de que o jovem é o mero observador de sua própria vida. Esse traço poderia ser usado à favor da história, mas, pelo contrário, o distanciamento do papel principal é progressiva, até que ele perde a centralização dentro do enredo.</p>
<p>Yuli toma o comando e governa os caminhos do filme por uma boa parte do segundo ato. Todavia, esse desvio de caminho não funciona, porque não houve uma construção para que essa força de Yuli funcionasse. Ao mesmo tempo, quando o foco da produção se torna Yuli, ela também não coordena o que lhe ocorre. Desta maneira, a impressão que os roteiristas deixam é a de confusão: sobre o que eles queriam falar e como queriam. Nesse sentido, Larrazabal, ao lado do diretor de fotografia, Gevorg Gev Juguryan (<em>Golpe de Superação</em>), procuram construir uma encenação pautada em acompanhar essas personagens.</p>
<p>É curioso observar como o que o roteiro não faz, a câmera faz. Por isso que os quadros mais fechados, com movimentações da direção, transmitem as emoções das figuras centrais da narrativas. Assim, toda a urgência de Yuli e Elvis &#8211; Martin (Omar Rolando) fica meio escanteado depois que o trio fica mais velho &#8211; é revelada pela proximidade de seus rostos no ecrã. Os deslocamentos suaves, em <em>traveling</em> ou <em>pan</em>, passam uma sensação de cortina que se abre e aproxima o público. A intimidade da plateia com a trama está diretamente relacionada ao como a decupagem insere quem assiste com calma e pouca distância física.</p>
<p>Ainda assim, a forma de direção de Larrazabal é repetitiva e torna algumas cenas piegas, justamente pela utilização do recurso da aproximação da câmera. Um exemplo é a cena entre Yuli e Elvis, depois que os dois ficam juntos pela pirmeira vez. Com a junção da música romântica de fundo, o momento soa apelativo e pode desconectar o público com o exagero de close e canção de amor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção</strong>: Carlos Larrazabal<br />
<strong>Elenco</strong>: Yordanka Ariosa, Cesar Domínguez, Luis Alberto García</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="MALECÓN - Trailer (by Carlos Larrazabal)" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/bW_cRtZy2D0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>40º Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata: 3000 km en bicicleta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Nov 2025 18:57:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[40º Festival de Mar de plata]]></category>
		<category><![CDATA[Iñaki Mazza]]></category>
		<category><![CDATA[Iván Vescovo]]></category>
		<category><![CDATA[Mar del plata]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para retratar toda a rebeldia, a inventividade e espírito livre de Iñaki Mazza, 3.000 km en bicicleta se vale de recursos visuais que transmitem ao espectador múltiplas camadas da personalidade do protagonista. Para que seja possível mergulhar nesta narrativa, Iván Vescovo e sua equipe observam o jovem de perto, de forma tão íntima e radical que a imagem é granulada, como se quem o observa, o visse tão de perto, que não fosse capaz do equipamento acompanhar com nitidez &#8211; [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Para retratar toda a rebeldia, a inventividade e espírito livre de Iñaki Mazza, <em>3.000 km en bicicleta</em> se vale de recursos visuais que transmitem ao espectador múltiplas camadas da personalidade do protagonista. Para que seja possível mergulhar nesta narrativa, Iván Vescovo e sua equipe observam o jovem de perto, de forma tão íntima e radical que a imagem é granulada, como se quem o observa, o visse tão de perto, que não fosse capaz do equipamento acompanhar com nitidez &#8211; bom, isso é metafórico e literal também. Esse padrão estético deste documentário argentino provoca não apenas uma maior imersão como também a sensação de juventude e aventura, que casam com o tom da obra.</p>
<p>Iñaki se tornou atleta de BMX com 3 anos de idades e já competia aos 9. Durante o longa-metragem, já adulto, ele narra o seu descontentamento com as regras dos patrocinadores e das competições e como isso influenciou a sua desmotivação com o esporte. Com esse relato como start, a jornada do filme se inicia e um turbilhão de elementos são costurados. O roteiro e a montagem possuem grandes méritos, neste sentido. Há um desenho de jornada do herói completa em <em>3.000 km en bicleta</em>, com direito a plot twist*, desenlace e encerramento redondo.</p>
<p>A partir da sua aproximação com Iván, das reflexões sobre seu tempo de atleta, da saudade de sua namorada e de um momento de conexão consigo mesmo ao usar cogumelos, Iñaki decide que vai chegar até a sua companheira com sua bike. No entanto, ainda que este seja um instante poderoso da trama, antes mesmo de toda essa trajetória por quase toda a Argentina começar, o estabelecimento da conexão com a personagem central já foi feita e, por isso que o efeito dessa escolha de Iñaki já surte efeito desde o seu anúncio.</p>
<p>O roteiro entrega, desde os primeiros minutos de projeção falas impactantes do garoto, misturadas com enquadramentos bem fechados de se rosto expressivo e planos gerais de suas empreitadas na pista de BMX e na estrada. A sensação é a de que a câmera está sempre na mão, passando essa impressão de proximidade e imediatismo da captura dos movimentos. Ainda assim, Vescovo brilha porque há estabilidade em suas filmagens. Aqui, é quase como uma emulação de espontaneidade, porém não ao ponto de ficar artificial.</p>
<p>Dentro desta lógica, a plateia também acompanha encontros de Iñaki com pessoas próximas a ele. Os seus pais e amigos estão presente no enredo e essas aparições surgem e permanecem fluidas dentro da história, bem como a sua namorada. Nada parece forçado e isso ocorre, principalmente, pelo jeito leve e descompromissado do protagonista falar. Contudo, a câmera na mão, o granulado e a ausência de tremores bruscos nas cenas de conversas entre as figuras da narrativa contribuem ainda mais para essa impressão.</p>
<p>É curioso observar como essa atmosfera Gus Van Sant encontra programa adolescente da MTV, dos anos 2000, funciona organicamente neste doc. Isto porque o diretor demonstra observar Mazza e dialogar com ele, inclusive se inserindo em trechos da produção e conectar sua estética enquanto diretor com a personalidade de Mazza. A impressão que o cineasta passa é a de conhecimento sobre o universo do ex-esportista, fazendo com que as conversas entre os dois sejam profícuos e com certa profundidade.</p>
<p>Ainda assim, é preciso pontuar que a obra escorrega na qualidade dos níveis de interação de Iñaki com seus pais e com a namorada. Esses relacionamentos mais delicados e relevantes do menino são postos em voga, porém sem uma investigação maior. O principal incômodo é que, tirando seus pensamentos em relação ao BMX e sua bicicleta, Iñaki Mazza não elabora tanto. Esse fator não compromete a totalidade do material, porque alguns elementos não ditos e que não estão exatamente nas imagens, podem ser imaginados, através de detalhes da personalidade de Iñaki que são trazidos. Mesmo sendo um tanto superficiais, aparecem, de alguma forma.</p>
<p>Desta maneira, 3.000 km en bicileta é um título coberto de equilíbrio entre técnica e criatividade. Os momentos aventurescos animam por contar com uma decupagem que contribuem para uma melhor fruição e aumenta da adrenalina. Paralelo à isso, os instantes íntimos apresentam coesão e coerência com quem é essa figura emblemática e polêmica. Vesconvo faz a proeza de conduzir um projeto que proporciona diversão e é cuidadoso artisticamente.</p>
<p><sup id="cite_ref-5" class="mw-references reference separada"></sup>​<strong>Diretor</strong>: Iván Vescovo</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*<em>plot twist</em>: muitas pessoas na internet começaram a chamar <em>plot twist</em> apenas de <em>plot</em>, porém <em>plot</em> é premissa e <em>plot twist</em> é a virada da trama dessa premissa.</p>
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		<title>40º Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata: Espina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Nov 2025 13:38:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos elementos mais importantes de uma obra audiovisual &#8211; que parece dado como certo para muitos , mas que é difícil de conseguir &#8211; é a conexão do espectador com as personagens. É necessário que o público se importe, principalmente, com as figuras centrais retratadas na tela. Espina é um desses casos de acerto, é quando a composição da narrativa e aqueles que a habitam se afinam e entregam um resultado que engaja quem assiste, que faz com que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos elementos mais importantes de uma obra audiovisual &#8211; que parece dado como certo para muitos , mas que é difícil de conseguir &#8211; é a conexão do espectador com as personagens. É necessário que o público se importe, principalmente, com as figuras centrais retratadas na tela. <em>Espina</em> é um desses casos de acerto, é quando a composição da narrativa e aqueles que a habitam se afinam e entregam um resultado que engaja quem assiste, que faz com que a sessão seja instigante, divertida e emocionante. O principal êxito deste filme, assim, é o seu trio central: Jonathan (Jonathan Benaim), Eduardo (Aarón Díaz), e Ángela (Paulina Mondragón).</p>
<p>Seja em termos de atuação ou da própria escrita de Daniel Poler &#8211; diretor e roteirista do filme -, há um equilíbrio entre as três personagens, um entrosamento e um jogo de cena que fazem com que a sessão cresça. Jonathan traz um sarcasmo, com força e vulnerabilidade presentes em sua construção. É interessante como a sua condição de homem PCD é colocada pelo intérprete. Jonathan assume seus desafios e o que fere a sua carne por sua condição, porém ele também acentua o que torna ele um homem mais completo, justamente por isso. Eduardo é o tenso, mais rígido e, por isso, ele se vale do tônus corporal para expressar essas características e se desloca mais lentamente, dosando a aceleração dos seus outros companheiros de aventura.</p>
<p>Já Ángela é mais gentil e animada, logo, sua voz e seus movimentos acompanham a lógica do seu papel. Ela é a esperança e a alegria que faltavam para a dupla. Na interação, também há crescimento e as personagens passam pela transformação clássica da jornada do herói. É como se eles se deslocassem em conjunto, rumo ao novos desejos e às descobertas. Mas, as mudanças não são necessariamente moralistas e é aí que Espina é grande. As revoluções internas vão se externalizando no caos das ações exploradas pela narrativa, sim, mas para a quebra com o que os prendia e os deixam com medo e não na direção de uma bondade maniqueísta.</p>
<p>Assim, existe todo o contexto da viagem, que marca um clima de expedição e busca e as dinâmicas de desenvolvimento das figuras dramáticas estão dentro da história, porém sempre com uma vontade de humanizá-las, colocando-as sempre no limite do certo e errado. Neste sentido, o trabalho da direção de fotografia e da finalização fomentam esse olhar para as personagens de forma íntima. O verde a amarelo intensos são os momentos em que o trio está realmente mostrando quem é, seja por um mal estar físico, como quando Ángela vomita, quando os três vão a um show de <em>drag</em> ou quando Jonathan precisa ser enxuto depois de ter ficado sozinho na chuva.</p>
<p>Neste sentido, existem algumas temperaturas que aparecem com constâncias e elas são trocadas intensamente e, em diversos momentos, de forma brusca. Essas viradas visuais também demarcam reviravoltas da trama. A inconstância dos sentimentos e as angústia do grupo se revelam nessa visualidade intercambiante. Ao mesmo tempo que a saturação, as sombras e cores são plurais, a câmera se movimenta com muita cautela e permanece mais parada, com planos mais abertos, deixando que o espectador observe os deslocamentos. O que tem uma maior mobilidade aqui é a marcação de cena, que revela os pontos de maior e menor destaque em cada momento do enredo.</p>
<p>As tensões, brincadeiras, aproximações e afastamentos do grupo também são destacados assim. Um grande exemplo de imagem fixa, com modificações de sentido progressivo, é a sequência do grande &#8220;confronto&#8221; de Jonathan. Ele e o seu &#8220;inimigo&#8221; estão prestes a ficar cara a cara. Em um <em>zenital</em>, Poler revela as cadeiras de roda se mexendo, criando um instante de grande suspensão. Esses pequenos segundos parecem se ampliar devida a noção de efeito estético da equipe do filme, que retém o tempo de tela daquele confronto. Desta maneira, <em>Espina</em> consegue equilibrar seus momentos trágicos e cômicos, entregando uma boa relação entre as personagens e a plateia.</p>
<p>Há no longa-metragem uma visão forte da direção e sua equipe parece estar afinada. Ainda que em certos trechos a produção soe ingênua por retratar situações absurdas sem refletir sobre elas, esse dado não compromete nem de longe a totalidade da obra, porque o estranhamento &#8211; mesmo que dentro da ingenuidade &#8211; é inserido como parte da sua linguagem. Assim, o resultado geral é positivo, empático e encantador.</p>
<p><strong>Diretor</strong>: Daniel Poler</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Jonathan Benaim, Aarón Díaz, Paulina Mondragón</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe title="ESPINA - Trailer oficial" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/W9_bnaf6tOI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>40º Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata: Rey del ring</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Nov 2025 15:16:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mesmo que seja óbvia e pausterizada, há algo de vibrante em Rey del ring, que empolga o espectador a acompanhar a sessão. Seja pela energia de conexão entre o elenco ou sua direção atenta, a obra engaja o público durante a exibição. A grande questão diminui o êxito da obra não é o talento da maior parte da equipe do longa-metragem e sim a história contada de forma óbvia e ingênua. Durante 90 minutos, o espectador acompanha a trajetória do [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/40o-festival-internacional-de-cinema-de-mar-del-plata-rey-del-ring/">40º Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata: Rey del ring</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo que seja óbvia e pausterizada, há algo de vibrante em <em>Rey del ring</em>, que empolga o espectador a acompanhar a sessão. Seja pela energia de conexão entre o elenco ou sua direção atenta, a obra engaja o público durante a exibição. A grande questão diminui o êxito da obra não é o talento da maior parte da equipe do longa-metragem e sim a história contada de forma óbvia e ingênua. Durante 90 minutos, o espectador acompanha a trajetória do boxeador e dançarino Arturo Godoy (Marko Zaror). A ausência de criação de camadas das personagens e o encadeamento previsível da trama diminuem a qualidade da produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, é necessário destacar o esforço da direção de Rodrigo Sepúlveda (<em>Aurora</em>), que procura convocar para sua encenação o jogo entre descolamento e retenção, que transmite visualmente a linguagem do boxe e da dança. As sequências de luta, por exemplo, trazem panorâmicas, planos detalhes e câmera na mão usadas com destreza, pois colocam o público na ação. Juntamente com isso, o trabalho de Rodrigo com os diretores de fotografia </span>Eduardo Bunster (<em>Segredos em família</em>) e Ernesto Díaz Espinoza (<em>Canibais</em>), no<span style="font-weight: 400;"> uso da luz, revela uma consciência sobre a narrativa que está sendo contada.</span></p>
<p>Existem três tipos de ambientações criadas e fomentadas pela iluminação: o cotidiano, as partidas de boxe e as danças da Broadway. Ainda assim, existe uma ambientação geral, com o uso das tonalidades amareladas, unificam a obra visualmente. Além disso, há uma contenção de movimentos de câmera nas sequências mais íntimas, que ajudam os instantes das lutas a cresceram. Dentro desta lógica, a química do trio central também ajuda a elevar a potencialidade do longa.  Arturo Godoy, Leda Urbinati (Fiorella Bottaioli) e Gabriel Meredith (Benjamin Vicuña) se equilibram em cena e por isso a dinâmica deles funciona.</p>
<p>É bem verdade que a obra se vale de artifícios ficcionais para tratar de uma figura real, como em quase todas as cinebiografias. Mas, esse teor fantasioso é válido aqui, porque proporciona uma atmosfera onírica para a narrativa. Cada personagem convoca uma emoções mais intensa: a força de Godoy, a animação de Leda e a resiliência de Gabriel balanceiam  e cria uma lógica de cena criativa e vibrante. Além dos deslocamentos físicos, os corpos em si e os tons das falas também contam com o equilíbrio dos 3 papéis, com destaque para Vicuña, que possui talento e carisma e faz com que a sua voz em off dê um colorido a mais para a história.</p>
<p>Ainda assim, <em>Rey del ring</em> não pode ser considerado um filme bom porque as atuações do elenco e o esforço da direção não salvam a ausência de profundidade do enredo e suas personagens. É cansativo como em cada ato, a plateia já saberá o que vai se passar. A forma como os eventos são colocados na tela são de uma ingenuidade tremenda. Falta tensão real, com discussões mais palpáveis, que poderiam ser sobre questões sociais (xenofobia, machismo, classismo etc. que estão lá, mas bem superficialmente) ou das próprias emoções e relações interpessoais das figuras principais da história (há um triângulo amoroso aqui e tudo soa tão banal quanto o sonho de Arturo de ser campeão do mundo).</p>
<p>Desta maneira, o resultado geral é abalado pela falta de aprofundamento dramático. No entanto, o carisma dos atores e as composições visuais diminuem os impactos de um roteiro frágil. Por este motivo, a sessão vale a pena, porque diverte e empolga. Contudo, é melhor não esperar muito do longa, para não causar maiores frustrações em quem assiste. Uma boa recomendação é assisti-la em um sábado à tarde, comendo pipoca e tomando uma bebida gelada!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção</strong>: Rodrigo Sepúlveda</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Marko Zaror, Fiorella Bottaioli, Benjamin Vicuña</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe title="Teaser trailer Película Rey del Ring /Teaser Trailer Dancing in the Ring" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/XgNAwi0z5WA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>40º Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata: Dreams</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Nov 2025 20:34:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com a câmera parada e planos mais abertos, Michel Franco (Memória) convida o espectador a se conectar com a intimidade das personagens de Jennifer McCarthy  (Jessica Chastain) e Fernando Rodríguez (Isaac Hernández). A obra é um retrato curioso da visão de um mexicano sobre os Estados Unidos. Ainda que reforce estereótipos do corpo e dos sonhos do homem latino americano, Franco se revela confuso em investigar as camadas das suas personagens, em criar um roteiro dentro da lógica da narrativa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Com a câmera parada e planos mais abertos, Michel Franco (Memória) convida o espectador a se conectar com a intimidade das personagens de Jennifer McCarthy  (Jessica Chastain) e Fernando Rodríguez (Isaac Hernández). A obra é um retrato curioso da visão de um mexicano sobre os Estados Unidos. Ainda que reforce estereótipos do corpo e dos sonhos do homem latino americano, Franco se revela confuso em investigar as camadas das suas personagens, em criar um roteiro dentro da lógica da narrativa clássica &#8211; que ele mesmo propõe &#8211; e ainda cai no clichê do <em>male gaze</em> em cenas de violência sexual. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem muitas questões técnicas que serão declaradas aqui nesta crítica, mas é preciso salientar antes que, em pleno 202,5 não deveriam existir cenas que estetizassem o estupro. A maneira como o ato é perfomado na tela, transforma a possibilidades de diálogo sobre o mesmo. Ângulos, movimentações, ruídos, todos os elementos da mise-en-scène e do som constroem sentido. Com qualquer questão e tema isso se passa, sobretudo com encenação de ações violentas. É necessário pensar o male gaze e a violação do corpo feminino ainda hoje. Ainda. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa poderia ser uma obra sensual, que discute com força as relações entre gênero e poder. De certa maneira, o discurso fica posto, porém com uma cena de estupro gráfica sem necessidade e uma encenação que revela todo um desejo masculino por uma dominação feminina &#8211; algo clichê e desagradável. Mas, não são apenas esses breves minutos que condenam a produção de Franco ao fracasso &#8211; que inclusive pode agradar a muitos que se enganem fácil com algumas escolhas do roteirista e diretor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Somente de pensar que Franco abre o quadro para criar tensão sexual entre o casal central já fica óbvio de compreender que Franco quer mais causar a impressão de que é um bom diretor, do que ser um bom diretor de fato. A discussão sobre a tensão de gênero e classe é bem-vinda, porém tornar ela fútil e &#8220;masculinizada&#8221; não ajuda no fomento da discussão da trama. Falta problematizar os sentimentos e as motivações de Fernando, deixar ele menos fútil e mimado. Seria necessário elevar a carga emocional de Jennifer, para que existissem nuances na construção dela. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentro desta lógica, as atuações quase chegam a convencer. Jessica soa distante, como se sua mente estivesse em outro lugar. Esse fator retira a sua expressividade facial, algo que é sutil em sua atuação, mas que funciona em outros títulos. Já Isaac, bom, ele dança bem. Todavia, mesmo que seja bastante esforçado, o máximo de emoção que o jovem consegue expressar é o de dúvida porque franzir o cenho ajuda. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez essa seja a grande questão de <em>Dreams</em>. É tudo tão quase que o espectador pode sair esgotado da sessão. O casal central quase que tem química, a discussão política quase que é amarrada, a direção quase que é autoral e com um estilo que dialoga com o roteiro. </span><span style="font-weight: 400;">Nesse quase, Jessica e Isaac procuram investir na fisicalidade dessa paixão doentia, fomentada pelo poder de uma mulher branca estadunidense mais velha, com um jovem bailarino mexicano em situação de vulnerabilidade social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os intérpretes se deslocam e se tocam com tônus corporal, porém com ausência de sensibilidade. As falas soam vazias, porque não há força e gradação na forma de dizer o texto. Falta aqui explorar as camadas das condições psicológicas das personagens. Claro que brancos ricos são ambiciosos e controladores. Óbvio que um artista iniciante quer vencer em sua profissão. Esse tédio pelo óbvio ainda se reafirma na visualidade. </span><span style="font-weight: 400;">Os tons pastéis, a câmera parada, os planos que são mais gerais e médios contribuem para essa sensação de ausência de personalidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desta maneira, <em>Dreams</em> parece querer ser um retrato de uma paixão tórrida, com diferenças de idade, classe e gênero. </span><span style="font-weight: 400;">Alguns debates estão presentes na narrativa e há uma tentativa de criação de universo ficcional plácido do mundo de ricos brancos do Norte Global. No entanto, a procura por revelar as especificidades desse mundo doente e usurpador de ideais acaba por deixar a obra morna e uma sessão entediante.</span></p>
<p><strong>Direção</strong>: Michel Franco</p>
<p><strong>Elenco</strong>: <span style="font-weight: 400;">Jessica Chastain, Isaac Hernández, Rupert Friend</span></p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe title="Sonhos (2025) - Trailer Legendado Oficial HD Dreams Jessica Chastain" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/mCo_S6BgZ9c?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>40º Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata: Cordillera de fuego</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Nov 2025 14:43:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[40º Festival de Mar de plata]]></category>
		<category><![CDATA[Jayro Bustamante]]></category>
		<category><![CDATA[Mar del plata]]></category>
		<category><![CDATA[María Mercedes Coroy; Tatiana Palomo; María Telón]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um assunto constante nas críticas desta que vos escreve é a boa vontade. Quando se assiste a um filme é possível perceber quando uma equipe quer contar uma história da melhor maneira possível, ainda que não consiga fazer. Esse é, infelizmente, o caso de Cordilheira de fogo, novo longa-metragem do diretor guatemalo Jayro Bustamante (Tremores). Com uma mensagem potente sobre genocídio indígena, questões ambientais e roubo de terras feitas por brancos, o que falta aqui é qualidade técnica para passar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="p1">Um assunto constante nas críticas desta que vos escreve é a boa vontade. Quando se assiste a um filme é possível perceber quando uma equipe quer contar uma história da melhor maneira possível, ainda que não consiga fazer. <span class="s2">Esse é, infelizmente, o caso de<em> Cordilheira de fogo</em>, novo longa-metragem do diretor guatemalo Jayro Bustamante (<em>Tremores</em>). Com uma mensagem potente sobre genocídio indígena, questões ambientais e roubo de terras feitas por brancos, o que falta aqui é qualidade técnica para passar todo esse discurso urgente.</span></p>
<p class="p3"><span class="s2">Com reiterações de discurso e imagens, a obra conta inúmeras sequências que são quase iguais em movimentação e diálogo, roteiro e direção. Ainda assim, com todas as repetições, o roteiro falha em aprofundar as emoções das personagens. Assim, as constantes explicações sobre o perigo do vulcão tiram o espaço para a exploração maior dos diálogos e das relações das figuras dramáticas. Isso se dá principalmente com a figura central, Paula (María Mercedes Coroy). </span></p>
<p class="p3"><span class="s2">Apesar de Coroy ter trabalhado tantos anos com Bustamante há anos e em diversos projetos distintos, ela não parece confortável em cena, tornando-se limitada. Tanto em </span><span class="s2">termos de expressão facial, quanto de tonalidade vocal, a intérprete é monocórdica e as intenções do texto parecem sem consciência de intenção da personagem. Os seus desejos outros e suas gradações de humor não são impressas na tela. Ao seu redor, todos parecem planificados também &#8211; com exceção da figura do pastor, que é a única um pouco mais complexas. </span></p>
<p class="p3"><span class="s2">Neste sentido, fica ainda mais desafiador acompanhar a sessão porque os coadjuvantes também não entregam boas performances, tampouco são escritos com camadas. Um exemplo são os diálogos que poderiam estar na boca de qualquer papel. Falta nuances, background e profundidade. Algo que poderia ajudar é elevar momentos de troca sobre o passado, como acontece em uma cena do filme. Esses instantes poderiam estar mais presentes. Ainda assim, pequenas falas e gestos também dizem muito e deveria aparecer durante a projeção.</span></p>
<p class="p3"><span class="s2">É por esta razão que fica uma sensação de vazio com o longa. Além disso, a montagem não ajuda a amenizar essa frouxidão da obra. Os cortes intensificam a desconexão do espectador com a produção, por deixar um quadro mais ou menos tempo ou, simplesmente, por não selecionar um bom ponto de corte. </span><span class="s2">O maior exemplo dessa questão está em toda a sequência da primeira fuga do vulcão. </span></p>
<p class="p3"><span class="s2">A ausência de liga da edição reduz a tensão, porque o público não consegue ver com nitidez o que ocorre com as personagens e os saltos temporais entre um momento e outro pioram essa impressão. É como se “do nada” as situações mudassem. </span><span class="s2">Desta maneira, Bustamante entrega um longa-metragem de denúncia e reflexão. Isso está lá, estampado na tela. No entanto, a falta de qualidade técnica impede que o filme circule mais e ganhe atenção da indústria e da plateia. </span></p>
<p class="p3"><span class="s2">Cinema também é linguagem e o público necessita estar conectado com a história durante a sessão. Com tudo que é dito durante a projeção, a vontade de gostar da obra é imensa, mas o como ela é feita se torna um grande muro para uma fruição prazerosa. </span></p>
<p><strong>Direção</strong>: Jayro Bustamante</p>
<p><strong>Elenco</strong>: María Mercedes Coroy; Tatiana Palomo; María Telón</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="TRAILER OFICIAL CORDILLERA DE FUEGO l Película dirigida por Jayro Bustamante" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/q0zvNhnkvUc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/40o-festival-de-mar-de-plata-cordillera-de-fuego/">40º Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata: Cordillera de fuego</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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