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	<title>Arquivos Lidya Jewett - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Lidya Jewett - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: O Exorcista: O Devoto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Oct 2023 12:53:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Outubro é o mesmo do terror. A tradição estadunidense do dia das bruxas se espalhou mundo à fora e estabeleceu esse contexto de lançamentos majoritários (ou principais) do gênero ao longo do mês do Halloween. Com isso, os fãs aguardam ansiosos pelas principais promessas anuais dessa safra. No caso de 2023, o filme mais aguardado foi a continuação direta de O Exorcista (1973). Ainda que seja o sexto longa-metragem da franquia, O Exorcista: O Devoto, que estreia nesta quinta-feira (12), [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Outubro é o mesmo do terror. A tradição estadunidense do dia das bruxas se espalhou mundo à fora e estabeleceu esse contexto de lançamentos majoritários (ou principais) do gênero ao longo do mês do <em>Halloween</em>. Com isso, os fãs aguardam ansiosos pelas principais promessas anuais dessa safra. No caso de 2023, o filme mais aguardado foi a continuação direta de <em>O Exorcista (1973)</em>. Ainda que seja o sexto longa-metragem da franquia, <em><strong>O Exorcista: O Devoto</strong></em>, que estreia nesta quinta-feira (12), funciona como uma sequência ao projeto original, lançado há 50 anos. A expectativa com um <em>requel</em> (sequência do longa original que apaga capítulos posteriores ao primeiro) de uma das mais célebres histórias do universo literário e cinematográfico do horror/terror foi altíssima. Sua queda, no entanto, também será.</p>
<p><em><strong>O Exorcista: O Devoto</strong></em> é uma produção mesquinha. Está no <em>hall</em> daqueles projetos que se percebe a clara ganância de quem produziu. Não é sobre contar uma nova história ou assustar o público, aqui o discurso que comanda é o lucro, único e exclusivamente. Dentro de uma lógica de trilogia, o primeiro capítulo é uma cópia fracassada do longa seminal de William Friedkin. Não existe apego aos personagens como no original. A atmosfera de horror e desespero não chega nem perto da construída em 1973. E, para taxar ainda mais a produção como uma aproveitadora de fãs, a participação da &#8216;personagem-legado&#8217; é curta, esquecível e sem emoção.</p>
<p>Mais uma vez o diretor e roteirista David Gordon Green (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-halloween-ends/"><em>Halloween Ends</em></a>, de 2022) conseguiu tornar irrelevante uma das maiores franquias de terror. Assim como ele fez com o segundo e terceiro capítulo de sua trilogia <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-trilogia-halloween/"><em>Halloween (2018-2022)</em></a>, em <em><strong>O Exorcista: O Devoto</strong></em>, os acontecimentos são renegados a mimese do que se espera de uma produção sobre possessão. A estrutura da narrativa criada por Gordon Green e Peter Sattler é frágil e soa como qualquer coisa. Parece que é apenas mais uma repetição de um subgênero que um dia deu certo. Não há surpresa. Não existe espaço para emoção. Não tem sequer um resquício de sentimento de pertencimento ao universo criado pelo longa original.</p>
<figure id="attachment_17326" aria-describedby="caption-attachment-17326" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-17326 size-medium" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/10/O-Exorcista-O-Devoto-4-750x500.jpg" alt="O Exorcista: O Devoto (2023)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/10/O-Exorcista-O-Devoto-4-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/10/O-Exorcista-O-Devoto-4-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/10/O-Exorcista-O-Devoto-4-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/10/O-Exorcista-O-Devoto-4-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/10/O-Exorcista-O-Devoto-4-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/10/O-Exorcista-O-Devoto-4.jpg 1155w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-17326" class="wp-caption-text">Ellen Burstyn e Leslie Odom Jr. em cena de &#8216;O Exorcista: O Devoto&#8217; (2023) &#8211; Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>O problema da produção que tem sido comentado e atacado pela crítica é justamente essa desconexão com o sentimento gerado pelo filme de 1973. Essa falta de unidade, de força e de cuidado é a maior falha do projeto &#8211; falha essa que pode fazer com que a trilogia tenha sua vida encurtada. <em><strong>O Exorcista: O Devoto</strong></em> não é, no entanto, um filme de terror ruim. Ele tem uma condução correta, uma montagem dentro dos moldes esperados e cenas que possivelmente irão assustar os mais desavisados. A lacuna presente no longa é a inventividade &#8211; ou até mesmo, a já comentada, sensação de similaridade. Em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-halloween/"><em>Halloween (2018)</em></a>, Gordon Green foi capaz de reconstituir e se aproximar, de forma surpreendentemente fiel, da atmosfera criada por John Carpenter. Aqui, contudo, ele não chegou nem perto do que Friedkin criou.</p>
<p>Dessa forma, o texto do longa não inspira, aterroriza ou choca como o original. Criatividade não está presente na produção e, muito menos, originalidade. Para tristeza dos fãs da franquia, <em><b>O Exorcista: O Devoto</b></em> é um filme genérico de possessão. Está longe de ser o pior de todos, mas também não chega perto de nenhum dos que se preocuparam em tentar ir além do óbvio. E, quando se fala de uma produção que envolve fãs de décadas e um clássico do gênero, a resposta não tem como ser imparcial. A paixão pelo filme de terror favorito vai falar mais alto e é por isso que as respostas estão sendo majoritariamente duras ao filme. Se esperou demais do novo capítulo e a decepção é grande pela pobreza do resultado.</p>
<p>Ainda que as atuações sejam boas, não há sustentação para justificar a continuidade na história iniciada por Friedkin há cinco décadas. <em>Halloween</em>, ainda que tivesse seus problemas, continha um argumento natural: a presença de Michael Myers. Aqui não se tem essa figura que reforça a continuidade. Pazuzu não é citado sequer uma vez. Os personagens sofrem os horrores e traumas da possessão, mas não parece existir motivo aparente para seguir nessa história. O diretor e a Blumhouse vão, no entanto, nos forçar a ver por, pelo menos, mais um filme, a destruição do que é até hoje um dos maiores acontecimentos do cinema de horror. Basta esperar para ver se <em><b>O Exorcista: O Devoto </b></em>vai ter ou não ter bilheteria suficiente para sustentar comercialmente mais duas sequências ou se o público vai se ver livre do terror que é David Gordon Green destruindo mais um favorito do gênero.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> David Gordon Green</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Leslie Odom Jr., Lidya Jewett, Olivia O’Neill, Jennifer Nettles, Norbert Leo Butz, Ann Dowd e Ellen Burstyn</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="O EXORCISTA - O DEVOTO | Trailer 2 Oficial (Universal Studios) - HD" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/rf3KTNQ8T9c?start=21&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Crítica: Feel The Beat (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2020 23:02:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Algumas obras são o que elas são e pronto. Esta que vos escreve acredita bastante na lógica de se julgar uma produção pelo o que ela pretende fazer e como ela o faz para alcançar tal intento. Assim, este texto sobre Feel The Beat (disponível na Netflix) vai procurar justamente abordar o filme olhando para o que ele deseja ser. Pensando assim, é possível falar que, em sua totalidade, ele oferece um material eficiente. Em seus primeiros minutos, é possível [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Algumas obras são o que elas são e pronto. Esta que vos escreve acredita bastante na lógica de se julgar uma produção pelo o que ela pretende fazer e como ela o faz para alcançar tal intento. Assim, este texto sobre <strong><em>Feel The Beat</em></strong> (disponível na <a href="https://www.netflix.com/watch/80994878?trackId=13752289&amp;tctx=0%2C0%2C9abfa022-07f5-4fd8-9025-5b6d4d03b2c6-47303812%2Ce71e12d4e5876464c8cd17939cae473900261678%3A613a9b834467f421cc00f057e57e25fb0a5b4164%2C%2C" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Netflix</em></a>) vai procurar justamente abordar o filme olhando para o que ele deseja ser. Pensando assim, é possível falar que, em sua totalidade, ele oferece um material eficiente. Em seus primeiros minutos, é possível entender quem é a protagonista da trama, seus desejos e características centrais de sua personalidade até então. April (Sofia Carson, <em>Descendentes</em>) é uma dançarina bastante dedicada, séria, autocentrada e que mora em Nova Iorque. Contudo, a jovem está cheia de dívidas, é despejada de seu apartamento e volta para sua cidade natal.</p>
<p>É a partir daí que a trama se desenrola. Obviamente, todos do local são calorosos e animados e ela é fria e irritadiça. Seja no texto, nas cores da arte e dos figurinos, este contraponto é bem reforçado em seu começo e, claro, vai se dissolvendo conforme April vai se transformando. Contudo, a premissa e os resultados da narrativa aqui não são o mais importante, porque isto o público já viu repetidamente em diversas Sessões da Tarde. É o &#8220;como&#8221; tudo acontece que faz a projeção valer cada minuto.</p>
<p>A começar pela construção de personagem do núcleo infantil. Ainda que não exista tempo de tela para maturar cada uma das meninas da companhia de dança é possível enxergar particularidades em cada uma delas, através de traços de personalidades que surgem em alguns diálogos e de como elas se comportam na contracena, revelando que há uma direção de atores cuidadosa, que sabe como trabalhar com crianças. Além disto, há uma criação e estabelecimento de empatia para com elas, pois existe uma proximidade com seus sentimentos, medos e vontades.</p>
<p>Outro destaque de elenco é a talentosa Donna Lynne Champlin (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-birdman-ou-a-inesperada-virtude-da-ignorancia/"><em>Birdman ou &#8211; a Inesperada Virtude da Ignorância</em></a>), no papel da professora Barb. Apesar de entrar em algumas cadências sem ritmo, por procurar demais ser frenética, a energia, juntamente com a sensibilidade que ela imprime em sua Miss Barb é notável. É perceptível a consciência cênica que ela possui, dando espaço para que tanto Champlin consiga crescer em cada sequência como quem está atuando com ela também seja enaltecido. Essa qualidade se intensifica quando ela está com Sofia Carson. A dupla cria um bom jogo de dualidade, com uma sendo empolgação e a outra tensão. E Carson não decepciona, no geral. Ainda que não traga nada excepcional, a intérprete tem uma performance equilibrada, sabendo deixar claro o amadurecimento de April no decorrer da exibição.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12956" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/3532020.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Feel The Beat" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/3532020.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/3532020.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/3532020.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>No entanto, todo carisma do elenco não consegue dar conta da corrida que os roteiristas Michael Armbruster (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bons-meninos-now/"><em>Tarde Demais</em></a>) e Shawn Ku (<em>Samsara</em>) deixam o filme se transformar. Apesar da obviedade do que vai ocorrer, o desenvolvimento das relações tem uma progressão até a metade do enredo. Contudo, em um dado momento, as coisas começam a ficar apressadas e todo o crescimento de April e o carinho dela pelas meninas soa instantâneo. Talvez, a vontade em mostrar muitas situações e peripécias das competições demasiadamente tenha feito com que esta sensação tenha se estabelecido.</p>
<p>As subtramas também têm seus sentidos desfeitos quando não há tempo para que elas sejam vivenciadas, partindo para encerramentos rápidos. Algumas delas, inclusive, nem precisavam existir, como bailarino Dick, que fica de lado o tempo inteiro e, de repente, passa a fazer parte da equipe. O que seria orgânico, pois o menino mostra interesse pela arte e isto acaba ficando como uma justificativa para um garoto poder dançar. Essa classificação da dança como &#8220;coisa de menina&#8221; é o ponto mais lamentável do longa. Completamente desnecessário, ainda mais sendo reforçado a cada momento que homens aparecem no ecrã.</p>
<p>Ainda assim, apesar destes pequenos detalhes de amarração e exageros de histórias paralelas, <strong><em>Feel The Beat</em> </strong>ganha o público pelo coração. Com figuras carismáticas em cena, coreografias divertidas e uma boa intenção de criar camadas para todos os papéis principais, a produção é uma boa pedida para uma tarde leve e sem pretensões. Ainda que sufocado de <em>plots</em>, as tonalidades coloridas, os poucos respiros quando não há nenhum conflito ocorrendo e a dinâmica dos atores, equilibram o resultado final, que não fica totalmente comprometido.</p>
<p><strong>Direção: </strong>Elissa Down</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Sofia Carson, Donna Lynne Champlin, Wolfgang Novogratz, Dennis Andres, Enrico Colantoni, Lidya Jewett</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/E1L1I_ebdS0" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-feel-the-beat-netflix/">Crítica: Feel The Beat (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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