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	<title>Arquivos Kiernan Shipka - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Kiernan Shipka - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Dezesseis Facadas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Oct 2023 22:19:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Das recentes propostas de slashers, Dezesseis Facadas traz aquela que talvez seja uma das mais originais. O filme de Nahnatchka Khan (de Meu Eterno Talvez) traz a premissa de praxe do subgênero do horror: um grupo de adolescentes perseguidos por um serial killer mascarado, cuja identidade o público e a protagonista tem a missão de descobrir. No entanto, a narrativa de Dezesseis Facadas subverte as expectativas quando o assassino misterioso retorna anos depois de sua chacina para matar a sobrevivente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Das recentes propostas de slashers, <strong>Dezesseis Facadas</strong> traz aquela que talvez seja uma das mais originais. O filme de Nahnatchka Khan (de Meu Eterno Talvez) traz a premissa de praxe do subgênero do horror: um grupo de adolescentes perseguidos por um serial killer mascarado, cuja identidade o público e a protagonista tem a missão de descobrir. No entanto, a narrativa de <em>Dezesseis Facadas</em> subverte as expectativas quando o assassino misterioso retorna anos depois de sua chacina para matar a sobrevivente do grupo de adolescentes. A ação incita na filha da vítima o desejo de empreender uma viagem no tempo para salvar a mãe recém-falecida e seus amigos que morreram na década de 1980.</p>
<p>Completamente descompromissado, mas ao mesmo tempo extremamente consciente das lógicas e estratégias narrativas em curso no gênero, <em><strong>Dezesseis Facadas</strong></em> acerta sobretudo pelo seu roteiro afiado que mescla dois tipos de histórias tão banalizadas nas telas atualmente: o slasher e o filme de viagem no tempo. Empreitadas recentes de ambos como o revival da franquia Halloween e Flash não foram tão felizes assim no uso de seus recursos quanto <em>Dezesseis Facadas</em>. O longa de Khan tem um humor auto-consciente na medida certa, sem depreciar o legado desses dois tipos de história, além de adicionar possibilidades interessantes de contá-las, nunca aventadas antes, acertando ao equilibrar revisionismo e reverência.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17314" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/10/0562134.jpg" alt="Dezesseis Facadas" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/10/0562134.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/10/0562134-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/10/0562134-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/10/0562134-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O roteiro acerta no ponto quando confronta os adolescentes inconsequentes e arrogantes dos anos de 1980, um reflexo das representações da filmografia do gênero (todos parecem saídos de um autêntico slasher daquele período) com sua mocinha contemporânea extremamente investida em pautas e percepções do nosso tempo, promovendo um choque de cultura entre gerações que rende bons momentos na tela. É interessante como a ideia de viagem no tempo promove uma revisão no slasher em <strong><em>Dezesseis Facadas</em></strong>, sem que, em momento algum, o filme soe como uma proposição arrogante de superioridade de uma visão contemporânea sobre um gênero que tem um vasto legao. Ao mesmo tempo, no âmbito da &#8220;história sobre viagem no tempo&#8221;, o título faz uso inteligente da referência comum a esse tipo de filme, a franquia De Volta para o Futuro, de Robert Zemeckis.</p>
<p>Divertido e original, <strong><em>Dezesseis Facadas</em></strong> acerta na sua abordagem equilibrada de revisionismo e nostalgia, algo que muitos títulos recentes tentam, mas poucos conseguem. O filme tem a verve irreverente, escapista e autorreferente de Pânico com o tom nostálgico e descompromissado de uma comédia high school que utiliza de maneira certeira o mote da viagem no tempo. Enfim, um título que veio em boa hora no mês do Halloween.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Nahnatchka Khan</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Kiernan Shipka, Olivia Holt, Julie Bowen</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/mYCzbELmVy4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Deixe a Neve Cair</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Nov 2019 01:57:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Conforme Deixe a Neve Cair avançava, eu não parava de me indagar: por que um filme de Natal sendo lançado tão cedo? Posteriormente, como se ouvisse minha voz interior, a narração onisciente de Joan Cusack (Será que Ele É?) responde: &#8220;A neve pode fazer a diferença! Especialmente na véspera de Natal! E às vezes não só na véspera de Natal, é na véspera de tudo, do resto de sua vida&#8221;. Desde o início, o longa baseado no livro de John [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Conforme <em><strong>Deixe a Neve Cair</strong></em> avançava, eu não parava de me indagar: por que um filme de Natal sendo lançado tão cedo? Posteriormente, como se ouvisse minha voz interior, a narração onisciente de Joan Cusack (<em>Será que Ele É?</em>) responde: &#8220;<em>A neve pode fazer a diferença! Especialmente na véspera de Natal! E às vezes não só na véspera de Natal, é na véspera de tudo, do resto de sua vida&#8221;</em>.</p>
<p>Desde o início, o longa baseado no livro de John Green (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-culpa-e-das-estrelas/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>A Culpa é das Estrelas</em></a>) e dirigido pelo estreante Luke Snellin assume um tom fabular. Afinal, não costuma nevar na pequena cidade <em>Laurel</em>, em <em>Illinois</em>. Porém, trazendo sorte e novas oportunidades, ela decidiu cair em 2019. Assim, os jovens desta região são contagiados por este clima otimista e decidem enfrentar seus problemas. Keon (Jacob Batalon, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-longe-de-casa/"><em>Homem-Aranha: Longe de Casa</em></a>) quer seguir a carreira de <em>DJ</em>; Tobin (Mitchell Hope, <em>Descendentes</em>) é apaixonado por Angie (Kiernan Shipka, <em>O Mundo Sombrio de Sabrina</em>); Addie (Odeya Rush, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-lady-bird-a-hora-de-voar/"><em>Lady Bird</em></a>) é uma namorada possessiva; Dorrie (Live Hewson, <em>Santa Clara Diet</em>) é apaixonada por uma menina que esconde sua sexualidade; e o cantor em ascenção, Stuart (Shameik Moore, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-no-aranhaverso/"><em>Homem-Aranha no Aranhaverso</em>),</a> conhece a simples Julie (Isabela Merced, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-sicario-dia-do-soldado/"><em>Sicario &#8211; Dia do Soldado</em></a>).</p>
<p>Como ficou claro pela quantidade de personagens, <em><strong>Deixe a Neve Cair</strong></em> tem a missão de contar diversas histórias paralelas. Ainda que cada subtrama possua seu obstáculo e resolução bem definidos, a montagem é problemática ao tentar criar uma homogeneidade e uma unidade geral. Como cada personagem disputa com o outro a atenção do espectador, a constante mudança entre suas aventuras sabota o nosso envolvimento com cada uma delas. Neste caso, fica a impressão que uma série antológica, com um episódio para cada jovem, seria mais eficiente.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11801" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Deixe-a-Neve-Cair1-750x500.jpg" alt="Deixe a Neve Cair" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Deixe-a-Neve-Cair1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Deixe-a-Neve-Cair1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Deixe-a-Neve-Cair1-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Além disso, uma outra consequência desta falta de harmonia, é que surge uma sensação de que certas jornadas são mais &#8220;protagonistas&#8221; do que outras, principalmente o romance entre Tobin e Angie. De mesmo modo, com exceção da lanchonete <em>Waffle Town</em>, não há nenhum elo de conexão entre tais acontecimentos paralelos. Por outro lado, seria possível dizer que há, pelo menos, um tema comum: a autoaceitação e o amadurecimento para chegar amor.</p>
<p>Neste sentido, Snellin consegue assumir bem o tom de <em>Sessão da Tarde</em> de <em><strong>Deixe a Neve Cair</strong></em>, colocando seus personagens para enfrentarem problemas que os amadureçam, mas sem perder aqui o foco infanto-juvenil, como a perseguição de carro ou a partida de hóquei. O que o diretor não consegue, no entanto, é explorar mais deste caráter de fábula que ele propõe criar desde o início do filme. Com uma direção e ambientação bastante protocolares — o que até reforça esta dimensão de filme para televisão — são poucos elementos, além da neve, que indicam a &#8220;mágica&#8221; que o roteiro insiste em assumir. No máximo, apenas pequenas sutilezas, como o figurino de mago de Tobin ou a misteriosa personagem de Joan Cusack, que parece um anjo caído do céu.</p>
<p>Por conta um competente elenco que traz essa leveza e inocência que um filme natalino com ares mágicos pede, <em><strong>Deixe a Neve Cair </strong></em>consegue ter um mínimo de carisma. Justificando sua ida diretamente para o serviço de <em>streaming</em><em>, </em>ele se enrola em suas próprias subtramas, além da falta originalidade. Fica a impressão de que a <em>Netflix</em> consultou em seu algoritmo temas universais e atuais que as pessoas querem assistir. Abordando assuntos que vão desde a alienação causada por celulares até relacionamentos <em>LGBT</em> — que chegam a ter sua superfície arranhada mas não são devidamente aprofundados — é como se o filme fosse uma árvore de Natal coberta de enfeites e adereços, mas falta a estrela no topo que dá a harmonia ao todo.</p>
<p><strong>Diretor: </strong>Luke Snellin</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Jacob Batalon, Mitchell Hope, Kiernan Shipka, Odeya Rush, Live Hewson, Shameik Moore, Isabela Merced, Joan Cusack</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>[youtube https://www.youtube.com/watch?v=_4RecOI_Pds&amp;w=750&amp;h=500]</p>
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		<title>Crítica: O Silêncio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 May 2019 18:05:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Numa leva nova de filmes de terror nos quais um sentido precisa ser sacrificado, O Silêncio  entra no filão dos grupo dos: “vida sem barulhos e sons”. Depois de algumas produções com esta pegada, o espectador pode estar fatigado de premissas semelhantes e ir com as expectativas muito baixas e ser surpreendido. Sim, a surpresa é que o longa consegue ser pior do que a imaginação consegue calcular antes de o assisti. O maior fator para baixa qualidade da produção [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Numa leva nova de filmes de terror nos quais um sentido precisa ser sacrificado, <em><strong>O Silêncio </strong></em> entra no filão dos grupo dos: “vida sem barulhos e sons”. Depois de algumas produções com esta pegada, o espectador pode estar fatigado de premissas semelhantes e ir com as expectativas muito baixas e ser surpreendido. Sim, a surpresa é que o longa consegue ser pior do que a imaginação consegue calcular antes de o assisti.</p>
<p>O maior fator para baixa qualidade da produção mora no roteiro. Escrito pelos irmãos Carey e Shane Van Dyke (<em>Chernobyl</em>), a produção começa buscando traçar as relações entre as personagens principais, internamente e externamente. Ally (Kiernan Shipka) é uma adolescente surda. Ela sofre bastante <em>bullying</em> na escola, mas possui um melhor amigo, que é meio namorado também, o Rob (Dempsey Bryk).</p>
<p>A sua família também é bem unida, afetuosa e relativamente grande, composta por Kelly, a mãe (Miranda Otto), Hugh, o pai (Stanley Tucci), Lynn, a avó (Kate Trotter), Jude, o irmão (Kyle Breitkopf), cachorro e Glenn, o agregado (John Corbett). Todos são muito ligados, conversam em linguagem de sinais, se protegem e se entendem. A qualidade dos atores, a dinâmica deste núcleo e a sacada de “no mundo distópico que não se pode falar, o grupo todo sabe ASL” (Língua de Sinais de Americana) é onde a qualidade se encerra.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10472" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/5545362.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="O Silêncio" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/5545362.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/5545362.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/5545362.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O primeiro grande questionamento que paira são as relações de Ally dentro da trama. Não existe nenhuma ligação com ela ser zoada pelos colegas com nada que aparece na tela em seguida. Isto nem transparece na construção de sua personalidade. Outro fator, é a decisão da inserção de Glenn na história. A forma como eles descartam o rapaz deixa uma impressão de que eles precisavam apenas de uma figura para morrer, mas que não queriam usar nenhum parente nuclear. A morte dele soa gratuita e num momento que a tensão não estava estabelecida para aquele acontecimento.</p>
<p>Na verdade, todas as baixas que ocorrem até o segundo ato de projeção não conseguem causar impacto. Os filmes de terror utilizam sons, jogo de luz e sombra, sussurros, foco e desfoco, planificação, enfim, diversos fatores para contribuir com a instalação de clima de medo. No entanto, aqui, nota-se um desperdício em construir o que são estes monstros que começam a atacar os Estados Unidos, qual a dimensão da tragédia, que respiros podem fazer os sustos que desejam provocar acontecerem. Claro, isso são apenas sugestões, os caminhos para criação de suspense e horror poderiam ser vários.</p>
<p>O resultado final de<strong><em> O Silêncio</em></strong> é uma dúvida forte sobre a existência dele. A técnica é, teoricamente simples, planos americanos, em grande parte, uma luz meio esverdeada, misturada com marrom e uma música pálida, que passa despercebida. Não há um esforço aparente em criar atmosferas e o único elemento que pode salvar o tempo perdido são os atores que demonstram uma grande vontade de estar ali.</p>
<p><strong>Direção:</strong> John R. Leonetti<br />
<strong>Elenco:</strong> Stanley Tucci, Kiernan Shipka, Miranda Otto, John Corbett, Kyle Breitkopf, Kate Trotter, Dempsey Bryk</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/oN9DFZiZK0I" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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