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	<title>Arquivos Keke Palmer - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Keke Palmer - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Não! Não Olhe!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Aug 2022 03:04:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Não! Não Olhe! é o novo filme do diretor Jordan Peele (Corra!) que conta mais uma vez com Daniel Kaluuya (Judas e o Messias Negro) no papel do protagonista. Construindo um bom acervo de thrillers de terror, este longa segue um caminho um pouco mais simples do que os demais, aterrorizando e propondo menos reflexões ao espectador. Ainda assim, não deixa de ser um material bem interessante e que vale a pena acompanhar. OJ (Kaluuya) perde misteriosamente o seu pai [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nao-nao-olhe/">Crítica: Não! Não Olhe!</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Não! Não Olhe!</strong></em> é o novo filme do diretor Jordan Peele (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-corra/"><em>Corra!</em></a>) que conta mais uma vez com Daniel Kaluuya (<em>Judas e o Messias Negro</em>) no papel do protagonista. Construindo um bom acervo de thrillers de terror, este longa segue um caminho um pouco mais simples do que os demais, aterrorizando e propondo menos reflexões ao espectador. Ainda assim, não deixa de ser um material bem interessante e que vale a pena acompanhar.</p>
<p>OJ (Kaluuya) perde misteriosamente o seu pai depois de um acidente e tem que assumir o negócio da família de treinador de cavalos, junto com a irmã Emerald (Keke Palmer, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-as-golpistas/"><em>As Golpistas</em></a>). Morando em um rancho distante da cidade grande, eles começam a presenciar fenômenos estranhos de OVNI e resolvem tentar filmar para ganhar dinheiro em cima disso. No entanto, as coisas são muito mais perigosas do que parecem e o objeto estranho não é exatamente uma nave espacial extraterrestre.</p>
<p>Os elementos vão sendo inseridos na narrativa de maneira cautelosa e expositiva. Vamos entendendo aos poucos a construção de todos os cenários e motivações dos personagens. Como surge o possível OVNI, quais os elementos que levam o protagonista a desconfiar disso e por quê ele e sua irmã decidem tentar filmar a situação.</p>
<p>Emerald lidou de maneira completamente diferente com a morte do pai. Enquanto OJ ficou mais pra baixo e reflexivo sobre as finanças da família, ela, com sua personalidade mais altiva, está focada em dar a volta por cima e ser bem sucedida na sua carreira. A jovem tem características, inclusive, que a tornam engraçada. Um detalhe sempre presente nos filmes de Peele: o humor sarcástico em algum personagem específico.</p>
<p>Diferente dos outros longas, no entanto, <em><strong>Não! Não Olhe!</strong></em> não aprofunda no quesito horror e tensão. Ele tem lá seus momentos angustiantes, como na cena em que vemos as pessoas dentro da &#8220;espaçonave&#8221;. São poucos segundos, mas completamente claustrofóbicos. Porém são raros. Não é que o cineasta não pincele isso ao longo da trama, ele só não deu foco total, como costuma fazer. A sensação que fica é que esse é um filme mais comum.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15820" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/1033517.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Não! Não Olhe!" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/1033517.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/1033517.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/1033517.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/1033517.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A medida que avançamos no tempo (e esse passa sem que possamos perceber, pois a história nos envolve sem esforço), os personagens vão tomando decisões caóticas e previsíveis. O espectador mais atento e que acompanha o trabalho de Peele desde o começo consegue antecipar diversas ações. Até mesmo o que vai dar certo no final. Isso não impede que o longa nos entretenha, mas também não o torna surpreendente, como foi <em>Corra!</em> e <em>Nós</em>.</p>
<p>A temática que ele utiliza como crítica social, mas muito <em>en passant</em>, é a busca pelo dinheiro a qualquer custo. Isso surge na pele de Jupe (Steven Yeun, <em>Em Chamas</em>) e seu trauma de infância que poderia tê-lo paralisado, mas acabou virando motivação para enriquecimento de moral duvidosa. A dupla principal de irmãos também podemos ter essa leitura, já que mesmo com o perigo batendo na porta, eles preferem seguir na tentativa de capturar imagens da situação, do que simplesmente salvar a própria pele.</p>
<p><strong><em>Não! Não Olhe!</em></strong> tem um cuidado impressionante com a parte técnica, especialmente os efeitos visuais. O tal OVNI tem toda uma transformação ao longo da trama, culminando numa mudança drástica ao final, e é incrível a riqueza de detalhes e o apreço por criar fotografias bonitas e informativas. O equilíbrio de cores, a escolha de cenários, de sons, de figurinos. Tudo cuidadosamente definido pelo perfeccionismo de Jordan.</p>
<p>A proposta em si é bem interessante e rendeu de fato um filme bacana. O que acredito que aconteceu foi uma frustração da minha parte ao esperar algo muito grandioso e cheio de significados, quando na verdade é apenas um thriller interessante e bem dirigido. Peele escolheu aqui o feijão com arroz e isso não é necessariamente algo ruim. Só é algo como comer um PF executivo em um restaurante de chef de cozinha renomado. No mínimo, frustrante. Parece loucura dizer, mas ele é muito bom e meeiro ao mesmo tempo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jordan Peele</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Daniel Kaluuya, Keke Palmer, Steven Yeun, Michael Wincott, Keith David, Barbie Ferreira</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/l05c7Z8aD0Q" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Lightyear</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jun 2022 01:12:27 +0000</pubDate>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Se tem uma história que deu certo para a Disney foi <em>Toy Story</em>. Seja com o seu lançamento em 1995 ou com aquele belíssimo <em>Toy Story</em> 3 de 2010, o fato é que os quatro filmes renderam muitos fãs e dinheiro para o estúdio. E se eles fizessem uma história focada em um personagem específico? Foi isso que aconteceu aqui com o personagem Buzz Lightyear, que virou um protagonista de peso. E sim, tinham muitas chances de dar errado, mas o filme consegue acertar em todos os detalhes.</p>
<p>Para quem não se lembra do começo lá de<em> Toy Story 1</em>, o garotinho Andy é fã do Buzz por conta de um filme que ele assistiu contando a saga do patrulheiro espacial. Quando finalmente ganha o boneco super tecnológico em seu aniversário, o Woody, brinquedo um pouco mais velho e sem recursos, fica com ciúme. <em><strong>Lightyear</strong> </em>é justamente o filme que o Andy era fissurado em<em> Toy Story</em>. Então tenha em mente aqui que esse é um novo universo pelo qual a gente pode se apaixonar por um personagem.</p>
<p>Buzz Lightyear é um patrulheiro valente que desbrava planetas desconhecidos junto com sua fiel tripulação. Em uma das missões, eles acabam ficando presos em um mundo hostil a 4,2 milhões de anos-luz da Terra e sua única alternativa é tentar transformar os recursos disponíveis em energia. Ele descobre da pior forma possível, no entanto, que cada tentativa dele de viajar e ver se o combustível funciona, que leva poucos minutos, representa anos para os que ficam. E a medida que ele se esforça em achar a fórmula perfeita para tirar todos daquele planeta, o tempo vai passando e ele vai perdendo a vida ao seu redor.</p>
<p>Como todo filme da Pixar, <em><strong>Lightyear</strong> </em>propõe diversas reflexões envoltas em muitas risadas e personagens interessantes. O curioso gato robô que representa o apoio terapêutico que Buzz precisa quando descobre que muitos anos se passaram e as coisas mudaram, é um dos personagens mais engraçados que tem. Associado a ele, a maravilhosa Izzy, neta da grande amiga de Buzz, Alicia Hawthorne. Esse núcleo é bem interessante de se acompanhar, pois o enredo consegue aprofundar das relações e nos fazer criar vínculos rapidamente.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15586" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/buzz-935394.jpg" alt="Lightyear" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/buzz-935394.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/buzz-935394-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/buzz-935394-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/buzz-935394-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A diversidade está presente aqui, com personagens negros, fisicamente não-padronizados e até homossexuais (que é algo que o estúdio vem pincelado como possibilidade há alguns longas e aqui surge de maneira escancarada e simplista ao mesmo tempo). Isso mostra o cuidado em incluir as pessoas neste novo momento em que vivemos, onde as diferenças vem sendo ressaltadas e levadas em consideração na hora de partir para os planos de criação. É justamente sair daquela fórmula padrão de personagens brancos, heteronormativos e com corpos padrões (ou até mesmo inatingíveis). E isso é importantíssimo.</p>
<p>O passar do tempo é cruel e mostra ao Lightyear que, por mais que seja importante ter foco no seu objetivo, é preciso olhar ao redor para entender quais ajustes precisam ser feitos. Enquanto buscava alcançar algo, a vida foi passando e ele simplesmente não viu e não participou de nada na vida daqueles que ama. Uma ótima alfinetada à sociedade atual que está mais preocupada com números em bancos e status social, deixando de lado os vínculos afetivos que poderiam ser construídos. Como será que estamos dedicando o tempo precioso de nossa vida?</p>
<p>O foco em emoções aqui é nítido e palpável. O profundo amor de amizade estabelecido entre Buzz e Alicia, as relações familiares dela, o suporte oferecido ao protagonista por parte do gatinho robô. O roteiro não se priva de trazer a nova formatação de histórias da Pixar, deixando o padrão dos anos 1990 para trás. Com isso, é fácil de envolver pelas histórias de cada personagem e se imergir no universo ali apresentado. Lembrando aqui que Buzz é um personagem bem diferente do que conhecíamos, pois é a versão original que inspirou o boneco famoso. Ele possui, naturalmente, muito mais camadas de personalidade.</p>
<p>Mesmo com tudo isso, <strong><em>Lightyear</em> </strong>tem o mais puro objetivo de entreter. É leve, divertido, interessante. Não comete excessos, não se apoia hora nenhuma em <em>Toy Story</em> e deixa o público entretido a todo momento. Não é mais um filme caça-níqueis que só foi criado com o objetivo de lucrar. Ele tem motivação e propósito, e consegue executar de maneira brilhante um roteiro acertado. Foi uma grata surpresa!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Angus MacLane</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Marcos Mion, Chris Evans, Flora Paulita, Keke Palmer, Uzo Aduba, Dale Soules, Taika Waititi, Peter Sohn, James Brolin</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/DcHYpu8Wfl0" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: As Golpistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Dec 2019 18:23:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O drama criminal é um gênero que tradicionalmente foi dominado por personagens masculinos algumas vezes em virtude da própria história da sociedade, marcada pela corrupção moral de um patriarcado, mas muitas vezes por um apagamento do gênero mesmo. Pontualmente, alguns cineastas promoveram releituras interessantes sobre o lugar das mulheres nesse tipo de história. Ano passado, as esposas dos gângsters assumiram o controle da ação em As Viúvas de Steve McQueen, agora As Golpistas, da cineasta Lorene Scafaria (Ricki and The [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O drama criminal é um gênero que tradicionalmente foi dominado por personagens masculinos algumas vezes em virtude da própria história da sociedade, marcada pela corrupção moral de um patriarcado, mas muitas vezes por um apagamento do gênero mesmo. Pontualmente, alguns cineastas promoveram releituras interessantes sobre o lugar das mulheres nesse tipo de história. Ano passado, as esposas dos gângsters assumiram o controle da ação em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-as-viuvas/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>As Viúvas</em> </a>de Steve McQueen, agora <strong><em>As Golpistas</em></strong>, da cineasta Lorene Scafaria (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ricki-and-the-flash-de-volta-para-casa/"><em>Ricki and The Flash &#8211; De Volta Para Casa</em></a>), promove algo parecido através da sua gangue de <em>strippers</em> liderada por uma Jennifer Lopez (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-uma-nova-chance/"><em>Uma Nova Chance</em></a>) pronta para receber sua primeira indicação ao Oscar.</p>
<p>Assimilando os efeitos da financeira de 2008 pelo prisma do universo dos clubes noturnos de Nova York, o longa dirigido e roteirizado por Lorene Scafaria é baseado em eventos reais narrados pela reportagem de um jornal americano sobre um grupo de <em>strippers</em> que aplicava golpes em ricaços de Wall Street. A reportagem falava do golpe em geral mas concentrava suas atenções em uma personagem-chave, uma stripper veterana que se tornou a cabeça do esquema.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12021" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/2181757.jpg" alt="As Golpistas" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/2181757.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/2181757-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/2181757-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Depois do excelente (e, infelizmente, pouco visto) <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-intrometida/"><em>A Intrometida</em></a>, com Susan Sarandon, e do irregular <em>Procura-se Um Amigo Para o Fim do Mundo</em>, Scafaria retorna com esse longa que acaba sendo um &#8220;meio termo&#8221; satisfatório entre esses dois projetos. <strong><em>As Golpistas</em></strong> tem muitos méritos como sua reconstituição fiel de aspectos culturais do final dos anos 2000 (que já é história!) além de preencher sua narrativa criminal com relações humanas baseadas em laços de gratidão e amizade de uma <em>sisterhood</em> construídos gradualmente na tela por Jennifer Lopez e Constance Wu (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-podres-de-ricos/"><em>Podres de Ricos</em></a>). <strong><em>As Golpistas</em> </strong>assume Wu como sua protagonista e a atriz que vimos em <em>Podres de Ricos</em> ano passado exibe uma faceta completamente diferente nesse filme. Apesar disso, é impossível desviar o olhar de Jennifer Lopez no filme. Com uma performance magnética e afetuosa, Lopez chama a responsabilidade e o brilho do filme para si, star power puro.</p>
<p>Com <strong><em>As Golpistas</em></strong>, Lorene Scafaria faz um filme que não olha para os meios pelos quais suas protagonistas ganham a vida como desculpa para objetificá-las na tela. A diretora e roteirista consegue retratar suas personagens com toda exuberância, utilizando a inescapável sexualização dos seus corpos como artifício. É verdade que o filme deixa um pouco de lado o entretenimento para inserir proposições discursivas mais sérios de forte viés político, algo que soa forçado e até desnecessário em seu didatismo, até porque as leituras possíveis daquele universo estão mais do que óbvias, não precisava do &#8220;empurrãozinho&#8221; que Lorene Scafaria dá com alguns diálogos em tom de inventário da vida que estão em seu terceiro ato. Entretanto, dos males, esse é o menor pois a cineasta e suas atrizes fazem um trabalho muito preciso e gostoso de assistir.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Lorene Scafaria<br />
<strong>Elenco:</strong> Constance Wu, Jennifer Lopez, Julia Stiles, Keke Palmer, Lili Leinhart, Wai Ching Ho, Mercedes Ruehl, Mette Towley, Cardi B, Lizzo</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/jbid12of4zk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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