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	<title>Arquivos Karine Teles - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Karine Teles - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica Salve Rosa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Oct 2025 16:18:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Falar sobre as opressões e falsidades criadas pela vida virtual perpetuada pelas redes sociais é relevante para a sociedade contemporânea. Esse palco digital e mercantilizado, que é a internet, passa a impressão, diversas vezes, de realidade, para o público geral e é essa discussão central de #SalveRosa. Contudo, novo filme de Susanna Lira (Torre das Donzelas) tem uma execução que não é tão feliz quanto a premissa da obra. O roteiro de Ângela Hirata Fabri (Um ano inesquecível: inverno) falha em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Falar sobre as opressões e falsidades criadas pela vida virtual perpetuada pelas redes sociais é relevante para a sociedade contemporânea. Esse palco digital e mercantilizado, que é a internet, passa a impressão, diversas vezes, de realidade, para o público geral e é essa discussão central de <em>#SalveRosa. </em>Contudo<em>,</em> novo filme de Susanna Lira (<em>Torre das Donzelas</em>) tem uma execução que não é tão feliz quanto a premissa da obra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro de Ângela Hirata Fabri (<em>Um ano inesquecível: inverno</em>) falha em organizar as gradações das personagens e progressões dramáticas. Os coadjuvantes não recebem camadas e suas trajetórias não são exploradas. Os vizinhos de Rosa (Klara Castanho), por exemplo, têm ações superficiais e previsíveis, como no caso da infidelidade de Beto (Ricardo Teodoro).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mesmo pode ser dito da vilania da mãe de Rosa, Dora. Apesar do talento inegável de Karine Teles (<em>Que horas ela volta?</em>), a figura de Dora é pouco explorada pelo enredo. Ela tem esta conotação de mulher fútil, que não mede limites para se dar bem, algo bem vilã de novela das 9h. Mas, suas motivações profundas, suas emoções concretas e seu <em>background</em> não estão expostos na trama, nem direta e nem indiretamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Rosa sim possui um pouco mais de contorno. Por este motivo, a protagonista é a única que funciona naquele contexto como uma personagem crível e relacionável. Castanho entrega uma performance sólida, equilibrando o colorido do texto, imprimindo ingenuidade, alegria, medo e força no texto e em seu corpo, muitas vezes, até ao mesmo tempo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, não é apenas de papel principal que se constroem boas histórias. O que está ao redor de Rosa é incômodo em termos de narrativa. Para além do roteiro, a direção também não impressiona e não aproveita os momentos que o roteiro traz. Há muita inventividade que poderia ser convocada neste ambiente de crítica à sociedade do espetáculo e das novas tecnologias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, aqui se encontra uma decupagem bastante morna, com uma encenação que não valoriza as movimentações e as expressões faciais do elenco. O tom acaba por ficar artificial e o distanciamento da obra com o público cresce, à medida que a exibição avança. Esse afastamento se eleva ainda mais porque existem acontecimentos que soam como pistas falsas ou ações incompletas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A forma como falam do pai de Rosa durante a sessão, o <em>affair</em> de Dora com Beto ou as próprias vivências delas em outras cidades e na vida nova do Rio de Janeiro são convocadas sem costura e sem ser explorados totalmente. Esta sensação de vazio fica na plateia justamente porque não existe um ponto de força no longa-metragem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda que existissem fragilidades em <em>#SalveRosa</em>, momentos de intensidade e crescente poderiam suavizar a fraqueza de um ou mais aspectos da produção. Todavia, o filme não alcança um bom resultado, pois não constrói uma atmosfera de suspensão, tampouco elabora a jornada de mãe filha entre Rosa e Dora e as experiência da menina dentro da internet. Todos os temas são lançados sem um maior cuidado. É por esta razão que a sessão é cansativa e fica cada vez mais desinteressante, a cada minuto de projeção.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção</strong>: Susanna Lira</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco</strong>: Klara Castanho, Karine Teles. Ricardo Teodoro</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assista ao trailer!</p>
<p><iframe title="#SalveRosa | Trailer Oficial" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/tjrKbP3QCNQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>25ª Mostra de Cinema de Tiradentes: Romance</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Jan 2022 19:12:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um filme dirigido e roteirizado por Karine Teles (Otimismo) e estrelado por Gilda Nomacce (5 estrelas) certamente pode criar diversas expectativas. Para quem acompanha o audiovisual nacional e os festivais de cinema brasileiros, os dois nomes são icônicos. Nesse olhar de quem aguarda algo sensacional, a decepção pode ser um tanto intensa. Romance é um curta-metragem que flerta com uma despretensão em sua decupagem. No entanto, seu tom é fortemente pretensioso e este é o primeiro incômodo da sessão. Contudo, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um filme dirigido e roteirizado por Karine Teles (<em>Otimismo</em>) e estrelado por Gilda Nomacce (<em>5 estrelas</em>) certamente pode criar diversas expectativas. Para quem acompanha o audiovisual nacional e os festivais de cinema brasileiros, os dois nomes são icônicos. Nesse olhar de quem aguarda algo sensacional, a decepção pode ser um tanto intensa. <strong><em>Romance</em> </strong>é um curta-metragem que flerta com uma despretensão em sua decupagem.</p>
<p>No entanto, seu tom é fortemente pretensioso e este é o primeiro incômodo da sessão. Contudo, a questão central aqui para apontar um resultado não tão positivo é que esta é uma produção que convoca muitas personagens e elementos, porém que não sabe trabalhar ele para mostrá-los para o espectador. Em algumas sequências, como na do campo de futebol, a captação de som e a escolha de manter o quadro em plano geral interferem diretamente na fruição da obra.</p>
<p>Não é possível enxergar as expressões faciais dos atores ou mesmo escutá-los com precisão. Neste tipo de situação é complexo acompanhar o que está acontecendo, se conectar com a história apresentada. Ao mesmo tempo, os próprios intérpretes parecem desconfortáveis. Seja em questões de corpo ou de intenção do texto, as construções soam artificiais e a ausência de organicidade vem tanto da mise-en-scène desorganizada, quanto do roteiro confuso.</p>
<p>Algo que não está presente no enredo é uma paciência para a elaboração de atmosfera, bem como um espaço para se conhecer a protagonista. As situações vão tropeçando uma na outra e chegam quase de maneira ingênua. O discurso posto na trama é nítido, faz sentido e é uma boa pauta para se trazida. Contudo, deixar a personagem principal como um agente passivo de todas as ações que a cercam e somente reiterar a todo tempo esta prisão que querem que ela habite deixa a obra sem complexidade.</p>
<p>Apesar de todo este contexto, é válido ressaltar que <strong><em>Romance</em>  </strong>conta com alguns momentos que podem valer a sessão, seja por alguns planos gerais bem enquadrados ou por um sarcasmo que perpassa a narrativa, que revela um potencial de Teles em trazer um tema relevante sem se levar tão a sério. Não existem limites impostos e a falta de previsibilidade é um ponto qualitativo positivo aqui.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Karine Teles</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Gilda Nomacce, Enrique Diaz, Bruno Balthazar</p>
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		<title>Especial Cinema Nacional: Atrizes brasileiras que você precisa conhecer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Oct 2019 15:20:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2019, as notícias sobre o cinema brasileiro têm sido intensas. De um lado, questões como cortes de verbas na Ancine, censuras não disfarçadas; do outro, resistência e ocupação de salas de exibição. Um dos mais célebres filmes do ano, Bacurau, arrecadou quase 10 milhões de reais, até a primeira semana de outubro, de acordo com o site da Rolling Stone. Junto a este elemento, os cinemas soteropolitanos contaram, logo no início do mês, com doze projeções nacionais, sendo cinco [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2019, as notícias sobre o cinema brasileiro têm sido intensas. De um lado, questões como cortes de verbas na Ancine, censuras não disfarçadas; do outro, resistência e ocupação de salas de exibição. Um dos mais célebres filmes do ano, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bacurau/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Bacurau</em></a>, arrecadou quase 10 milhões de reais, até a primeira semana de outubro, de acordo com o site da <em>Rolling Stone</em>.</p>
<p>Junto a este elemento, os cinemas soteropolitanos contaram, logo no início do mês, com doze projeções nacionais, sendo cinco estreias (<em>Greta</em>, <em>Luna</em>, <em>Morto Não Fala</em>, <em>Amor Assombrado</em> e <em>Aparecida – Um Musical</em>). Por fim, a Bahia ainda recebeu e receberá no estado inteiro festivais de cinema que fomentam o audiovisual brasileiro, como o Panorama Internacional Coisa de Cinema, que acontece em Salvador, entre os dias 30 de outubro até 06 de novembro.</p>
<p>Ufa! Pensando em tudo isto, o <em><strong>Coisa de Cinéfilo</strong> </em>resolveu reunir especiais com elementos importantes e/ou curiosos do cinema do Brasil. A primeira lista tem o foco em grandes atrizes do país que estão presentes em diversos curtas e longas-metragens no mundo inteiro. O talento brazuca é vasto e por este motivo a procura da lista foi fazer com que nomes conhecidos pelo público especializado se alastrassem pelo consumidor mais geral. Confira!</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone" src="http://br.web.img3.acsta.net/newsv7/19/07/03/21/49/1647456.jpg" alt="Especial Cinema Nacional" width="1280" height="720" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Grace Passô</strong></p>
<p>Nascida em Minas Gerais, a artista é vinda do teatro e acumula diversas funções nesta área e no audiovisual. Atriz, diretora e dramaturga, Grace Passô possui em sua trajetória a adaptação da obra clássica grega Medeia, a qual intitulou <em>Mata Teu Pai</em>, vencedora o Prêmio Cesgranrio de Melhor Texto, em 2017. Em 2019, o espetáculo sob direção, <em>Contrações</em> ficou em cartaz em Salvador. Já na sua carreira cinematográfica, esteve em filmes como <em>Praça Paris</em> (2017), <a href="https://coisadecinefilo.com.br/xiv-panorama-internacional-coisa-de-cinema-temporada/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Temporada</em> </a>(2018) e <em>No Coração do Mundo</em> (2019). Neste último, o ponto alto é a sua atuação no desfecho da trama, algo que pode remeter a uma cena trágica <em>shakesperiana</em>, por possuir intensidades e camadas dentro da construção da cena que angustiam o espectador e são o arremate climático da projeção. Passô ainda recebeu diversos prêmios, incluindo troféu no Festival do Rio e no de Brasília.<strong> Personagem preferido:</strong> Juliana – <em>Temporada</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" src="https://24horasnews.com.br/imagem/resize/1110/550/imagens/2019/04/25/gilda-nomacce-e-como-o-cinema-balizou-sua-vocacao-para-ser-atriz.jpg" alt="Resultado de imagem para gilda nomacce" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Gilda Nomacce</strong></p>
<p>Natural de São Paulo, Gilda Nomancce começou sua carreira na televisão nos anos 1990, com participações em telenovelas e programas da TV Globo. Mas, a artista conta também com um trabalho no teatro e mais de 65 créditos dentro do cinema. Em 2011, venceu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante, no Festival de Brasília, por seu papel em <em>Trabalhar Cansa</em>, de Juliana Rojas e Marco Dutra. A sua presença em filmes de gênero também é algo notável em sua carreira, com interpretações em produções como <em>Quando eu Era Vivo</em> (2014), <em>As Boas Maneiras</em> (2017) e <em>Lilith</em> (2018). O seu olhar marcado para tela é algo recorrente e a sensação que o espectador pode ter ao encontrar sua performance durante uma exibição é algo próximo do mistério e da intensidade. <strong>Personagem preferida</strong>: Silvia –<em> Tea for Two</em>.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone" src="https://noticiasdetv.com/wp-content/uploads/2016/12/Karine-Teles.jpg" alt="Especial Cinema Nacional" width="1800" height="1200" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Karine Teles</strong></p>
<p>Bastante premiada e com dois longas importantes em cartaz desde o mês passado (<em>Bacurau</em> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-hebe-a-estrela-do-brasil/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Hebe</em></a>), a carioca Karine Teles possui uma trajetória intensa como atriz e roteirista. No ano de 2015, se destacou pelo papel de Barbara, em <em>Que Horas Ela Volta?</em> e com Sumara, da novela <em>A Regra do Jogo</em>. Por seu trabalho na produção <em>Benzinho,</em> recebeu troféu no Grande Prêmio de Cinema Brasileiro, em 2019 e no Festival de Gramado, em 2018. Atualmente, ela também está em <em>Malhação – Toda Forma de Amar</em>, interpretando Regina. Outro ponto alto recente seu foi a sua participação no mais novo clipe de Letrux, chamado <em>Vai Render</em>. A sua capacidade de tratar emoções tidas popularmente como intensas de maneira suave chama a atenção de quem a assiste. Um exemplo pode ser a sua cena em <em>Bacurau</em> quando profere palavras intensas e assustadoras para dois moradores da cidade, porém com um tom cotidiano, que poderia ser qualquer coisa menos uma ameaça. <strong>Personagem Preferida</strong>: Raquel &#8211; <em>Quinze</em>.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone" src="https://thumbs.web.sapo.io/?epic=MzRkm4onR3x4+pJLiF13fWlhw1iuh3kAWMqW3X1rWuudD42JqUYitBkjazz/8hNfdjzdiggqDfOXOqEr18Ds7wnIMD7VaXSX95y/LNu/D+1eYFo=&amp;W=2100&amp;H=0&amp;delay_optim=1" alt="Especial Cinema Nacional" width="1920" height="1080" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Julia Katharine</strong></p>
<p>Atriz, roteirista e diretora, Julia Katharine possuiu a honra de receber o Prêmio Helena Ignez, da própria artista que dá nome ao troféu, na Mostra de Cinema de Tiradentes, em 2018. Além disso, Katharine é a primeira cineasta transexual a ter um filme no circuito comercial: o curta <em>Tea for Two</em>. Recentemente, ela esteve na Bahia, na Mostra Cinema Conquista, na qual realizou a oficina “Roteiro Colaborativo para o Novo Cinema”. Com sua voz rouca e uma postura que mistura doçura e melancolia, o espectador pode ficar instigado para acompanhar os rumos possíveis da interpretação de Julia, que revela uma atuação que entrega aos poucos suas camadas. <strong>Personagem Preferida</strong>: Angélica – <em>Filme-Catástrofe</em>.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone" src="https://scontent.fssa2-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/262619_407484936039614_1200374432_n.jpg?_nc_cat=110&amp;_nc_oc=AQk2g85Hqv9exg9qTxt6BOwkrcUyjG3Od7SqF4Vu90u8ILJjnjjAFjWktzS4qa2k7s8&amp;_nc_ht=scontent.fssa2-1.fna&amp;oh=9584532b3a5a1f37e3bb801abbcfd111&amp;oe=5E385332" alt="Especial Cinema Nacional" width="746" height="500" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Luciana Souza</strong></p>
<p>Baiana e advinda do Bando de Teatro Olodum, a atriz é mais conhecida por suas participações na televisão, nos palcos e pelo seu papel no longa <em>Ó Paí, Ó</em>, no qual deu vida a Dona Joana. Além de intérprete, ela reúne funções como diretora, educadora e é formada em Filosofia e em Dança. Em 2019, seu maior destaque foi no longa <em>Bacurau</em>, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. A maior característica de sua performance é a tonicidade empregada em seu corpo na criação de seus papéis. Desta maneira, Souza parece trazer sempre a sensação de que está presente em cena e que vive plenamente a sua interpretação. <strong>Personagem Preferida</strong>: Isa – <em>Bacurau</em>.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone" src="https://supercinemaup.com/wp-content/uploads/2017/12/animal-cordial-cr%C3%ADtica-super-cinema-up-1-1280x640.jpg" alt="Especial Cinema Nacional" width="1280" height="640" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Luciana Paes</strong></p>
<p>Formada pela Escola de Artes Dramáticas da USP, Luciana Paes vem do teatro, mas também possui experiências na TV e uma carreira no cinema. Ela faz parte da Companhia Hiato que esteve, em Salvador, em 2010, com o espetáculo <em>O Jardim</em>, no Festival Internacional de Artes Cênicas (FIAC) – abro um parêntese para dizer que foi a melhor peça que eu já assisti em toda minha vida. Um de seus maiores destaques comerciais atuais é seu papel no seriado<em> 3%</em>, da <em>Netflix</em>. Além disso, a sua filmografia conta com produções aclamadas pela crítica como <em>Sinfonia da Necrópole</em> (2014) e <em>O Animal Cordial</em> (2017) e agraciadas pelo público como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-toc-transtornada-obsessiva-compulsiva/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva</em></a> (2017) e <em>Uma Quase Dupla</em> (2018). Em 2018, a intérprete venceu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante, no Festival de Brasília, por seu papel em A Sombra do Pai. O destaque de sua interpretação pode ser a linha tênue que ela estabelece entre as emoções que passa, que podem ser jocoso x sério, gentil x grosseira, atenciosa x distraída. Este fator pode fazer com o que o público não saiba ao certo as intenções das figuras que Paes interpreta.<strong> Personagem Preferida</strong>: Claudia – <em>Piscina</em>.</p>
<ul>
<li>Obviamente, o cinema nacional está repleto de figuras talentosas e de impacto para a cultura do país. Esta lista pode ser considerada um <em>start</em> para você ir garimpando o que há de melhor nas produções brasileiras. Duas dicas fundamentais de onde encontrar filmes que vão além do grande circuito e até dele mesmo são o Porta Curtas e o <a href="https://globosatplay.globo.com/canal-brasil/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em><strong>Canal Brasil</strong></em></a>, além, claro, dos festivais de audiovisual que correm por aí.</li>
</ul>
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		<title>Crítica: Hebe &#8211; A Estrela do Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Sep 2019 19:28:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em um ano que já nos ofertou a cinebiografia Simonal, sobre o cantor de sucesso que caiu no esquecimento, Hebe &#8211; A Estrela do Brasil chega com a promessa de falar um pouco mais sobre a maior apresentadora brasileira de todos os tempos. O peso da protagonista era grande, mas o diretor Maurício Farias (Vai Que Dá Certo) conseguiu fazer um bom recorte de sua história. Com foco na Hebe Camargo de meia idade que sofria com a intervenção da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em um ano que já nos ofertou a cinebiografia <em>Simonal</em>, sobre o cantor de sucesso que caiu no esquecimento, <strong><em>Hebe &#8211; A Estrela do Brasil</em> </strong>chega com a promessa de falar um pouco mais sobre a maior apresentadora brasileira de todos os tempos. O peso da protagonista era grande, mas o diretor Maurício Farias (<em>Vai Que Dá Certo</em>) conseguiu fazer um bom recorte de sua história.</p>
<p>Com foco na Hebe Camargo de meia idade que sofria com a intervenção da ditadura militar e sua censura, o filme opta por não aprofundar no surgimento dela como apresentadora. Já é fato consumado no início da trama que ela é uma artista que atrai os olhares do telespectador e que tem importância de opinião para o público. Com essa premissa, o que aconteceu no passado é apenas pincelado ao longo da trama. O que é um bom acerto.</p>
<p>A medida que a história vai evoluindo, algumas camadas de Hebe vão sendo mostradas. Seu amor pelo filho e pelo sobrinho, sua relação inconstante com o marido, sua paixão por joias. A autenticidade e personalidade forte permeiam todos os momentos, mostrando que essa irreverência tem um custo, mas que ela está disposta a pagar.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11370" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/3955416.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/3955416.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/3955416.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/3955416.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda assim, o longa também mostra que Hebe, embora bem à frente do seu tempo, se permitia aceitar padrões antigos. Isso fica muito claro no jantar de Natal em que ela recebe Paulo Maluf em sua casa e conta uma piada machista. É como se ela nadasse contra a maré, mas estivesse, invariavelmente, imersa naqueles pensamentos antiquados. O que, na verdade, ajuda a validar toda a sua luta em cena, já que mostra que ela conseguiu pensar fora da caixa, mesmo sem conseguir efetivamente sair da caixa.</p>
<p>O grande trunfo de <strong><em>Hebe &#8211; A Estrela do Brasil </em></strong>é realmente Andréa Beltrão (<em>Albatroz</em>), que tem uma energia magnética em todos os momentos que aparece. É como se a cena trouxesse o foco sempre para ela, ou para Hebe. Essas nuances acabam se misturando a todo momento, o que é uma característica muito positiva. Embora ela faça uma ótima Hebe, consegue manter a sua personalidade e trazer muito de si para a personagem. A dosagem perfeita para uma protagonista deste quilate.</p>
<p>O filme, por conta de seu recorte específico, não deixa espaço para faltas. O espectador mais atento pode perceber que alguns fios ficaram soltos ao longo da trama, mas o objetivo não era de responder todas as questões. Ao que soa, Maurício Farias queria mostrar um momento importante da vida de Hebe Camargo, mostrar sua personalidade, a mulher forte e a representatividade no cenário nacional. E assim foi feito e com maestria.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Maurício Farias<br />
<strong>Elenco:</strong> Andréa Beltrão, Marco Ricca, Danton Mello, Daniel Boaventura, Caio Horowicz, Gabriel Braga Nunes, Stella Miranda, Felipe Rocha, Otávio Augusto, Karine Teles, Ivo Müller</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/-wszp43lfBw" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Bacurau</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Aug 2019 22:11:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Eis que chega aos cinemas nesta quinta-feira, dia 29 de agosto, o filme Bacurau, uma produção de Kleber Mendonça Filho (Aquarius) e Juliano Dornelles (O Ateliê da Rua do Brum). O longa nacional foi ovacionado no Festival de Cannes deste ano e levou o Prêmio do Júri na competição principal. Foi a primeira vez que o Brasil saiu vitorioso nesta categoria, que é uma das mais importantes da premiação. O filme narra a história de Bacurau, um pequeno povoado no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Eis que chega aos cinemas nesta quinta-feira, dia 29 de agosto, o filme <em><strong>Bacurau</strong></em>, uma produção de Kleber Mendonça Filho (<em>Aquarius</em>) e Juliano Dornelles (<em>O Ateliê da Rua do Brum</em>). O longa nacional foi ovacionado no Festival de Cannes deste ano e levou o Prêmio do Júri na competição principal. Foi a primeira vez que o Brasil saiu vitorioso nesta categoria, que é uma das mais importantes da premiação.</p>
<p>O filme narra a história de Bacurau, um pequeno povoado no sertão pernambucano que está sofrendo com a falta de água e o abandono do Estado. A população começa a perceber uma movimentação estranha no local, com drones aparecendo no céu, o povoado sumindo dos mapas e pessoas surgindo mortas. A população percebe, então, que está sendo atacada e decide se unir para combater o inimigo desconhecido.</p>
<p>Este é um dos filmes nacionais que mais criei expectativa nos últimos tempos. E graças ao excelente trabalho de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, não houve nem sombra de frustração na expectativa que foi criada. <em><strong>Bacurau</strong> </em>é um filme impactante e necessário, especialmente no cenário político e social atual.</p>
<p>O roteiro vai costurando desde o primeiro momento aquele cenário que vai ser apresentado logo em seguida. As relações interpessoais, a afetividade da população com o lugar onde vive, o cuidado com o próximo. Tudo isso vai sendo pincelado aos poucos e com assertividade, enquanto o espectador fica ainda mais intrigado do que os personagens com o que está acontecendo no povoado.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11168" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/3314259.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/3314259.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/3314259.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/3314259.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O cenário é distópico. O enredo explica de pronto que aquela história acontece daqui a alguns anos, sem especificar quanto tempo passou e o que se transformou no caminho. Informações surgem nos arredores da narrativa, sem atrair o foco. Termos como &#8220;Brasil do Sul&#8221; chamam a atenção do espectador mais atento, assim como uma revolução que estaria acontecendo em São Paulo. Sem mais detalhes, tudo isso auxilia na construção daquele universo de abandono que Bacurau se insere.</p>
<p>Como uma reverência ao Nordeste e o sertão, o longa é cuidadoso ao expor nossas peculiaridades, sem tomar o caminho do estereótipo. A mistura de realidades, que envolvem um interior precário e sem acesso ao básico, como água e medicação, e a tecnologia avançada, o uso de celulares e <em>tablets</em> na rotina da população, assim como o reconhecimento do drone.</p>
<p>Outro ponto alto de <strong><em>Bacurau</em> </strong>é a cuidadosa escolha de elenco. Além de envolver atores nordestinos, eles escolheram diversos figurantes locais que definitivamente fizeram toda a diferença no resultado final. Todo o elenco está alinhado e equilibrado, nos permitindo vivenciar uma experiência artística completa.</p>
<p>Ao surgir, Sônia Braga (<em>Aquarius</em>) reina absoluta em cena. É quase uma covardia dividir o plano com ela, que nos presenteia a cada segundo com um atuação impecável. Mesmo atraindo a atenção para si, Braga é sempre generosa em tela. Ela não tem a intenção de roubar a cena.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11165" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/2998859.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/2998859.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/2998859.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/2998859.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ao falar de temáticas da rotina, como a relação da população com a prostituição, a fé, a proteção entre os moradores, o roteiro nos propõe a reflexão de outras nuances. Além disso, expõe claramente o comportamento do brasileiro de enaltecer o que é de fora e criticar o próprio país.</p>
<p><strong><em>Bacurau</em> </strong>é recheado de críticas e alfinetas sutis aos nossos hábitos e a forma como nos relacionamos com as pessoas e com os lugares que vivemos. Cenas como a que o americano chega no museu e pega, displicentemente, um dos objetos e guarda na sacola, nos mostra o quanto é corriqueiro para o estrangeiro querer levar um pedaço de nós, mesmo que sem autorização.</p>
<p>A própria Bacurau assume protagonismo na história. É como se fosse um personagem vivo e com personalidade palpável. A medida que a população vai mostrando a sua relação com o povoado, isso vai ficando ainda mais perceptível. Ninguém ali é mais importante do que o local pelo qual eles batalham.</p>
<p><em><strong>Bacurau</strong> </em>é um filme visceral, intenso e completamente necessário. Todo os sentimentos que surgem ao logo da trama e que incomodam o espectador, provam que a produção cumpriu o seu objetivo de causar inquietude. Este é o tipo de longa que vai se revelando ainda mais a cada sessão e poderá ter interpretações distintas, a depender da bagagem histórica de cada espectador. Uma brilhante prova de que o cinema nacional está no auge.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Kleber Mendonça Filho, Juliano Dornelles<br />
<strong>Elenco:</strong> Barbara Colen, Sônia Braga, Udo Kier, Karine Teles, Chris Doubek, Alli Willow, Jonny Mars, Antonio Saboia, Thomas Aquino, Julia Marie Peterson</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/1DPdE1MBcQc" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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