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	<title>Arquivos Judi Dench - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Judi Dench - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Belfast</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Feb 2022 15:39:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Belfast é o tipo de filme que vai nos abraçando aos poucos, a medida que vamos conhecendo os personagens e suas histórias. Como uma pessoa nova que te conquista verdadeiramente, momento após o outro. O longa do incrível Kenneth Branagh (Morte no Nilo) narra a história de uma família protestante na Irlanda dos anos 1960, em meio a conflitos religiosos e de classes trabalhadoras, que tornam a cidade bastante perigosa. Rapidamente somos apresentados a Buddy (Jude Hill), um carismático garotinho [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Belfast</strong> </em>é o tipo de filme que vai nos abraçando aos poucos, a medida que vamos conhecendo os personagens e suas histórias. Como uma pessoa nova que te conquista verdadeiramente, momento após o outro. O longa do incrível Kenneth Branagh (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-morte-no-nilo/"><em>Morte no Nilo</em></a>) narra a história de uma família protestante na Irlanda dos anos 1960, em meio a conflitos religiosos e de classes trabalhadoras, que tornam a cidade bastante perigosa.</p>
<p>Rapidamente somos apresentados a Buddy (Jude Hill), um carismático garotinho que consegue manter seus sonhos e a esperança, mesmo em meio a tantos problemas que o circulam. Seu pai (Jamie Dornan, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-cinquenta-tons-de-liberdade/"><em>Cinquenta Tons de Liberdade</em></a>) trabalha em outra cidade para conseguir dar conta de sustentar a família. A mãe (Caitriona Balfe, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ford-vs-ferrari/"><em>Ford vs. Ferrari</em></a>) tem que lidar com a ausência constante do marido, as contas atrasadas chegando e dois filhos de idades bem diferentes, cada um com seus conflitos. O pequeno ainda tem avós carinhosos e presentes, vividos maravilhosamente por Ciarán Hinds (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-primeiro-homem/"><em>O Primeiro Homem</em></a>) e Judi Dench (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-assassinato-no-expresso-do-oriente/"><em>Assassinato no Expresso do Oriente</em></a>), que complementam o arco familiar.</p>
<p>O roteiro vai equilibrando a dinâmica do caos que acontece em Belfast com as nuances de vida de Buddy. Ele vai conhecendo o mundo, descobrindo novas coisas. As suas prioridades são simples: sentar ao lado da menina que é apaixonado, comer doces, matar a saudade do pai que idolatra. Estamos constantemente sendo mostrados sobre como a vida consegue ser leve, mesmo quando o mundo parecer não ser. Tempos simples que fazem o espectador refletir sobre quais as nossas prioridades atualmente.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15283" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/low-l-belfast-2.jpg" alt="Belfast" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/low-l-belfast-2.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/low-l-belfast-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/low-l-belfast-2-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/low-l-belfast-2-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A medida que a história avança, vamos sendo ainda mais conquistados pelos personagens, cada um com sua peculiaridade. O enredo é inspirado em lembranças da infância de Branagh, que é irlandês. Então passamos por cenas preciosas como as idas ao cinema em família, os pais dançando apaixonados, o olhar carinhoso pela colega de turma. A dinâmica dos avós também é única. O cuidado com os netos, o apreço, a presença.</p>
<p><em><strong>Belfast</strong> </em>tem muitos momentos de abraço no espectador, que é facilmente conquistado por todos os personagens e pela história em si. A atuações são um grande destaque, tanto de performance quanto de foco por parte da direção. Muitas cenas que enquadram diretamente no rosto dos personagens, pegando todas as suas variações. Não tem absolutamente ninguém destoando, com um elenco com tamanha química que parece uma família de fato. Judi Dench é um espetáculo particular em qualquer cena que aparece, assim como Ciarán. A dupla Caitriona e Jamie é uma delícia de acompanhar, pois conseguem variar tranquilamente em todas as nuances do casal. Fico feliz de ver que Dornan tem conseguido se dissociar cada vez mais da trilogia <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-cinquenta-tons-de-cinza/"><em>Cinquenta Tons de Cinza</em></a>, pois ele, definitivamente, vai muito além de um ator meeiro.</p>
<p>Com roteiro calmo e simples, o filme consegue fazer o espectador sorrir e chorar, às vezes até na mesma cena. <em><strong>Belfast</strong> </em>chega ao <a href="https://coisadecinefilo.com.br/confira-a-lista-completa-de-indicados-ao-oscar-2022/"><em>Oscar 2022</em></a> com sete indicações, dentre elas a de Melhor Filme, sendo um forte candidato para levar a estatueta. Acredito que a competição será direta com <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ataque-dos-caes/"><em>Ataque dos Cães</em></a>, sendo que este último sofre o preconceito da Academia por ser uma produção Netflix. Sendo assim, é esperado que essas sete indicações rendam pelo menos uns dois prêmios.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Kenneth Branagh</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Caitriona Balfe, Jamie Dornan, Jude Hill, Ciarán Hinds , Judi Dench, Colin Morgan, Lewis McAskie, Lara McDonnell</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/H9gCG1lUb78" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Assassinato no Expresso do Oriente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Nov 2017 22:52:13 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Assassinato no Expresso do Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[Daisy Ridley]]></category>
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		<category><![CDATA[Michelle Pfeiffer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Interessante que, num tempo em que tantas histórias de detetive já foram exploradas nas mais diversas mídias e com os mais diferentes atrativos, ainda é pertinente retornar a um texto tão basilar e caro ao gênero como Assassinato no Expresso do Oriente de Agatha Christie. Adaptá-lo nunca é um movimento supérfluo. Segunda versão cinematográfica do clássico da escritora que concebeu Hercule Poirot, um dos detetives mais celebrados da literatura mundial, Assassinato no Expresso do Oriente de Kenneth Branagh, que também assume o manto do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Interessante que, num tempo em que tantas histórias de detetive já foram exploradas nas mais diversas mídias e com os mais diferentes atrativos, ainda é pertinente retornar a um texto tão basilar e caro ao gênero como <i>Assassinato no Expresso do Oriente </i>de Agatha Christie. Adaptá-lo nunca é um movimento supérfluo. Segunda versão cinematográfica do clássico da escritora que concebeu Hercule Poirot, um dos detetives mais celebrados da literatura mundial, <i>Assassinato no Expresso do Oriente </i>de Kenneth Branagh, que também assume o manto do protagonista, acerta ao compreender que junto ao valor do livro como entretenimento, a obra consegue estabelecer discussões interessantes sobre a natureza humana a partir dos códigos de conduta bem claros do seu personagem principal. Ao desvendar o crime que mobiliza todos os passageiros do Expresso do Oriente e os transforma em suspeitos em potencial, Poirot se vê obrigado a agir pesando sua própria compreensão de justiça e ética.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">A história parte de uma premissa semelhante àquela estabelecida no livro. Poirot é um dos passageiros do luxuoso Expresso do Oriente e junto com os demais é surpreendido por uma tempestade de neve que faz com que todos fiquem presos num local até que uma equipe de resgate surja para ajudá-los. Concomitantemente, os passageiros são surpreendidos por um fato ainda mais extraordinário, um deles é assassinado e, obviamente, todos os presentes se transformam em suspeitos potenciais. Caberá ao grande Hercule Poirot descobrir quem é o responsável pelo crime ao desvendar o passado de cada um dos suspeitos e da vítima em questão.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8478" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/11/hero_Murder-Orient-Express-2017.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Como diretor, Kenneth Branagh consegue o mérito de fazer com que <i>Assassinato no Expresso do Oriente </i>se apresente ao espectador como uma narrativa de entretenimento que, no terceiro ato, revela que tem muito mais a dizer para o seu público. Na verdade, antes mesmo da resolução do crime por Poirot, o filme de Branagh dá indícios disso com movimentos pontuais do roteiro de Michael Green, de <i>Blade Runner 2049 </i>e <i>Logan</i>, dando conta da personalidade de Poirot e do seu código moral ao construir um <i>background </i>que justifica a atitude do detetive no desfecho da história. O protagonista, por sinal, encontra no próprio Branagh uma ótima encarnação. O ator encontra o equilíbrio entre criar  Poirot como um tipo peculiar sem transformá-lo numa caricatura, uma armadilha fácil para outros atores, imagino. Penso no próprio Johnny Depp, que está no elenco do filme, por exemplo. Tendente a criar tipos, Depp encontraria em Poirot um terreno fértil para suas composições excêntricas. Branagh foge completamente dessa chave e obtém muito êxito.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Como o longa de 1974, a nova versão cinematográfica do livro de Christie também é um deleite para os cinéfilos pelo seu elenco de estrelas. O público contempla ao longo da história as aparições  pontuais de um elenco que desfila pelo vagão do Expresso do Oriente. Reunidos, todos esses atores causam impacto em cena. Temos Judi Dench passando a deixa para Penélope Cruz que é sucedida por Michelle Pfeiffer, Daisy Ridley, Willem Dafoe e assim por diante, culminando em Johnny Depp, que, justificadamente, do ponto de vista pessoal e profissional, não está com muita moral com o público, mas também integra o grupo. Além de Branagh, destacaria Michelle Pfeiffer como a melhor interpretação desta versão da história, sobretudo quando no terceiro ato mais camadas são adicionadas a sua personagem.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Como forma de justificar sua própria existência e diferencial em comparação com a obra de 1974, o que acho uma tolice, o filme de Branagh faz uma mudança pontual no desfecho da história. Se por um lado, dialoga com a maneira como o próprio Poirot enxerga aquilo que nos diferencia de alguém que é capaz de cometer um ato brutal como um assassinato, por outro também acaba trazendo uma contradição para o próprio filme que assume um posicionamento que, suspeito, não era o intencionado, mas enfim, são eventuais leituras que poderão ser feitas sobre a obra, sobretudo em tempos que vivemos, que podem ser frutíferas se discutidas com a complexidade que merecem. Polêmicas à parte, <i>Assassinato no Expresso do Oriente </i>mantém as qualidades de um elegante entretenimento com seu acertado elenco, ainda que não seja uma joia do cinema contemporâneo.</p>
</div>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/1LqXLJEq4sw" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Nov 2017 09:00:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O diretor Stephen Frears retorna mais uma vez ao cinemas com um longa sobre a monarquia britânica. Em Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha, ele conta a história verídica de um indiano que passou um tempo servindo a rainha e acabou criando um vínculo de amizade muito forte com ela, sendo importante para sua trajetória final. Judi Dench assume com maestria o papel dde Victoria e está perfeita, como sempre, em cada cena. Ela respira todos os trejeitos que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O diretor Stephen Frears retorna mais uma vez ao cinemas com um longa sobre a monarquia britânica. Em <em>Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha</em>, ele conta a história verídica de um indiano que passou um tempo servindo a rainha e acabou criando um vínculo de amizade muito forte com ela, sendo importante para sua trajetória final.</p>
<p>Judi Dench assume com maestria o papel dde Victoria e está perfeita, como sempre, em cada cena. Ela respira todos os trejeitos que são contados da monarca e a cara de tédio que ela assume em muitos momentos é impagável. No papel de Abdul, Ali Fazal, ator indiano que teve breves participações em Hollywood, mas com ótima química com o elenco. Ele integra muito bem o núcleo principal.</p>
<p>O roteiro mostra a relação complicada da rainha com seu próprio reinado, onde ela tem que cumprir diversas obrigações diárias, desde a forma e horário como acorda, até os compromissos oficiais. Ela está visivelmente de saco cheio de tudo isso, criando espaço para a inserção do personagem de Fazal, que chega de uma Índia colonizada e com uma visão de vida completamente diferente dela.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8427" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/11/494685.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Existe um esforço da equipe que trabalha no castelo para manter as tradições como elas são e é um choque muito grande quando Victoria começa a transgredir essas regras. Ela passa a usar de seu posto de rainha e da sua licença poética de ser bastante idosa para fazer o que tem vontade, deixando todos desesperados.</p>
<p>Apesar de bons momentos de risadas e conteúdo leve, a fraqueza do filme reside exatamente aí. A história possui situações delicadas que são explicitadas de uma forma leviana demais, como o preconceito pesado sobre a origem indiana do personagem e o racismo sobre ele e sua família. Por mais que não seja o propósito do filme ser tão sério, o tema jamais pode ser tratado de forma tão secundária.</p>
<p>Além disso, o universo criado é estereotipado demais, criando uma sensação de caricatura. Talvez uma herança de <em>Florence: Quem é Essa Mulher?</em>, que é do mesmo diretor. Soa como excessos em um filme que tem um enredo relativamente preguiçoso.</p>
<p>Por fim, não é um filme de todo maravilhoso, mas divertido. Um conteúdo leve para curtir e assistir Judi Dench sempre maravilhosa em suas atuações.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/S4a7zu8htjc" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Lar das Crianças Peculiares</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Sep 2016 03:52:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Adaptações Cinematográficas]]></category>
		<category><![CDATA[Asa Butterfield]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Eva Green]]></category>
		<category><![CDATA[Judi Dench]]></category>
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		<category><![CDATA[Samuel L. Jackson]]></category>
		<category><![CDATA[Tim Burton]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em O Lar das Crianças Peculiares, ter características diferentes dos outros não é motivo para bullying ou afastamento das demais crianças. Ao contrário, cada um tem uma especificidade que faz com que eles possam estar efetivamente neste lugar. Quando Jacob perde seu avô e descobre seu grande segredo, ele fica desesperado para poder ir à fundo e conhecer as pessoas do passado que tanto importaram para o genitor. Como é de se esperar de um filme de Tim Burton, tudo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em <em>O Lar das Crianças Peculiares</em>, ter características diferentes dos outros não é motivo para <em>bullying</em> ou afastamento das demais crianças. Ao contrário, cada um tem uma especificidade que faz com que eles possam estar efetivamente neste lugar. Quando Jacob perde seu avô e descobre seu grande segredo, ele fica desesperado para poder ir à fundo e conhecer as pessoas do passado que tanto importaram para o genitor.</p>
<p>Como é de se esperar de um filme de Tim Burton, tudo é muito exagerado e levado ao extremo. Porém, por incrível que pareça, ele parece ter conseguido dosar de uma melhor forma este longa. As similaridades com o mundo dos <em>X-Men</em> e <em>Alice no País das Maravilhas</em> são notórias mesmo para o espectador menos atento. Mas a julgar que a película é baseada em um livro homônimo, a culpa não é toda de Burton, embora o estilo seja característico dele.</p>
<p>A história em si é uma gracinha. Não tão original quanto poderia, mas nem por isso menos atraente. A narrativa vai sendo desenvolvida de uma forma crescente e intrigante, além de que muitas cenas conferem susto real no espectador (até um medinho, se me permitem afirmar). A presença de Eva Green é importantíssima para dar mais fluidez ao roteiro e ela protagoniza um ótimo papel, o da Mrs. Peregrine.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-6740" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/09/lardascrianças.jpg" alt="lardascriancas" width="610" height="348" /></p>
<p>De sua forma, Burton foi deixando a história mais pesada e estranha do que efetivamente é narrada no livro. Um exemplo é o fato de os etéreos se alimentarem dos olhos dos peculiares, enquanto que no livro eles &#8220;apenas&#8221; se alimentam das pessoas e ponto, sem tamanho detalhe. É possível ver a presença de seus trejeitos em muitos momentos do filme. É satisfatório, inclusive, poder ver o diretor assumindo seu estilo com equilíbrio e sem precisar se podar por conta do sucesso previsto ou esperado pelo longa.</p>
<p>A presença de Samuel L. Jackson como vilão é interessante e funciona muito bem. Ele está realmente assustador, graças à sua maquiagem sombria. Outra grata surpresa e adição é Judi Dench, que tem papel pequeno na trama, mas ilumina o ambiente toda vez que contracena com alguém. A combinação de elenco se mostra acertada e o próprio protagonista, interpretado pelo não tão conhecido Asa Butterfield, realiza um bom trabalho.</p>
<p>A construção do roteiro em si tem seus problemas e pedras no caminho. Algumas cenas são desnecessárias e outras nós sentimos falta. A sensação, no entanto, é que o filme mantém a temperatura do começo ao filme, o que é ligeiramente frustrante. Esperamos por um ápice que chega tão devagar que cansa o espectador, fazendo com que ele nem perceba que aconteceu.</p>
<p>Como análise final, <em>O Lar das Crianças Peculiares</em> é um filme bom e divertido de se assistir, mas que perde enorme potencial e se torna apenas mais um entre tantos. Diferente de <em>A Bússola de Ouro</em>, este pelo menos teve um desfecho, não necessitando de uma continuação para fazer sentido. No entanto, acredito que essa continuação existirá.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/DNn2F2nIky8" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-lar-das-criancas-peculiares/">Crítica: O Lar das Crianças Peculiares</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Guia Oscar 2014: Atrizes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Feb 2014 17:04:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Amy Adams]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Amy Adams &#8211; Trapaça Das indicadas da lista, Amy Adams é a única que não levou uma estatueta do Oscar para casa. No entanto, a atriz é uma veterana na premiação da Academia em número de indicações, somadas a essa, cinco no total, o que faz com que as expectativas de vitória cresçam a cada nova menção. Desde que ganhou o Globo de Ouro e foi indicada ao BAFTA (prêmio máximo do cinema inglês), o buzz em torno de Adams tem crescido [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/amy-adams-american-hustle-movie-photos_1.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-323 aligncenter" alt="amy-adams-american-hustle-movie-photos_1" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/amy-adams-american-hustle-movie-photos_1-600x400.jpg" width="600" height="400" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Amy Adams</strong> &#8211; <em>Trapaça</em></p>
<p>Das indicadas da lista, Amy Adams é a única que não levou uma estatueta do Oscar para casa. No entanto, a atriz é uma veterana na premiação da Academia em número de indicações, somadas a essa, cinco no total, o que faz com que as expectativas de vitória cresçam a cada nova menção. Desde que ganhou o Globo de Ouro e foi indicada ao BAFTA (prêmio máximo do cinema inglês), o <em>buzz </em>em torno de Adams tem crescido a ponto dela conseguir abocanhar essa indicação que todos davam como certa para a atriz Emma Thompson de <em>Walt nos bastidores de Mary Poppins. </em>Caso <em>Trapaça </em>seja o grande destaque da noite, pode ser que ela seja beneficiada. Alguns dizem que não há nada demais no desempenho de Adams em <em>Trapaça </em>e que o filme só serviu para exorcizar de vez as reiteradas mocinhas ingênuas que a atriz costuma interpretar com os decotes generosos da trambiqueira Sydney Prosser. Ouso discordar, Adams mergulhou de cabeça nas sutilezas de uma personagem que sobrevive assumindo múltiplas personalidades. Mais desafiador que isso para uma atriz, impossível.</p>
<p><strong>Indicações anteriores:</strong> Melhor atriz coadjuvante por <em>O Mestre </em>(2013), melhor atriz coadjuvante por <em>O Vencedor </em>(2011), melhor atriz coadjuvante por <em>Dúvida </em>(2009) e melhor atriz coadjuvante por <em>Retratos de Família </em>(2006).</p>
<p><strong>Vitórias anteriores:</strong> &#8211;</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/blue_jasmine.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-324 aligncenter" alt="blue_jasmine" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/blue_jasmine-600x400.jpg" width="600" height="400" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Cate Blanchett</strong> &#8211; <em>Blue Jasmine</em></p>
<p>Favorita absoluta, Cate Blanchett tem sido um verdadeiro trator nessa categoria durante a temporada de prêmios. Já levou o Globo de Ouro, o SAG Awards, o Critics Choice, os prêmios das principais associações de críticos, o BAFTA&#8230; Ou seja, tudo. A instável dondoca Jasmine é responsável por nuances que só uma atriz como ela sabe dar e dificilmente a Academia não dará o devido reconhecimento a mais uma das grandes interpretações da australiana. Além disso, <em>Blue Jasmine </em>é um dos raros casos em que o trabalho de uma figura cultuada como Woody Allen cede lugar para o desempenho de um ator. Admitam, o filme não seria o mesmo sem ela. Claro que Blanchett tem contra si a antipatia de sua personagem, já que normalmente a Academia foge desse tipo de papel, mas há exceções. Além disso, os escândalos envolvendo Woody Allen que vieram à tona no último mês pode ser uma ameaça à vitória da atriz. Ainda assim, se tiver que apostar em alguém, será nela.</p>
<p><strong>Indicações prévias:</strong> Melhor atriz coadjuvante por <em>Não estou lá </em>(2008), melhor atriz por <em>Elizabeth &#8211; A Era de Ouro </em>(2008), melhor atriz coadjuvante por <em>Notas sobre um Escândalo </em>(2007), melhor atriz por <em>Elizabeth </em>(1999).</p>
<p><strong>Vitórias prévias:</strong> Melhor atriz coadjuvante por <em>O Aviador </em>(2005).</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/Philomena_-_Judi_Dench.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-325 aligncenter" alt="Philomena_-_Judi_Dench" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/Philomena_-_Judi_Dench-620x373.jpg" width="620" height="373" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Judi Dench</strong> &#8211; <em>Philomena</em></p>
<p> Figura cativa premiação após premiação, Judi Dench conseguiu levar o modesto filme de Stephen Frears às principais categorias dessa edição do Oscar. As sessões prévias para membros da Academia trouxeram uma receptividade positiva para o desempenho da atriz sobretudo na ala mais madura dos votantes do Oscar que se emocionaram com a história de uma mulher que foi distanciada da cria quando ainda era jovem. Segundo alguns, <em>Philomena </em>é um dos melhores desempenhos de Judi Dench em anos. No entanto, o impacto de <em>Philomena </em>é menor se o compararmos aos filmes das concorrentes de Dame Dench. A seu favor, a trajetória da inglesa na temporada de premiações foi tão estável quanto a de duas das principais concorrentes na categoria, Cate Blanchett e Sandra Bullock. Além disso, especula-se que uma aposentadoria da atriz a ser anunciada em breve pode ser um fator que influencie a Academia a escolhê-la como a melhor atriz dessa edição do Oscar.</p>
<p><strong>Indicações anteriores:</strong> Melhor atriz por <em>Notas sobre um Escândalo </em>(2007), melhor atriz por <em>Sra. Henderson Apresenta </em>(2006), melhor atriz por <i>Íris </i>(2002), melhor atriz coadjuvante por <em>Chocolate </em>(2001), melhor atriz por <em>Sua Majestade, Mrs. Brown (1998).</em></p>
<p><strong>Vitórias anteriores:</strong> Melhor atriz coadjuvante por <em>Shakespeare Apaixonado </em>(1999).</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/2087014.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-326 aligncenter" alt="MCDAUOS EC008" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/2087014-600x400.jpg" width="600" height="400" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/2087014-600x400.jpg 600w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/2087014-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/2087014.jpg 638w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong> Meryl Streep</strong> &#8211; <em>Álbum de Família</em></p>
<p style="text-align: left;">O apelo de Meryl Streep na Academia é tão grande que, mesmo diante de críticos que questionaram o esforço da veterana nesse drama e até mesmo a qualidade do próprio filme, ela conseguiu mais uma indicação ao prêmio. Nada consegue ser pior do que último trabalho de Streep, <em>A Dama de Ferro</em>, que apesar de render uma interpretação digna da atriz era um filme vacilante. <em>Álbum de Família </em>traz Streep como uma matriarca depressiva, viciada em medicamentos e com uma língua ferina, ou seja, nada que já não saibamos que ela dará conta. No entanto, fatores como a morna aprovação do filme em si deixam mais uma vitória de Streep em risco. Em prol da candidata, <em>Álbum de Família </em>é um dos filmes que, assim como <em>Philomena</em>, rezam a cartilha que a Academia costuma adorar, especialmente em categorias de interpretação, trazendo fortes momentos dramáticos e uma Meryl Streep nada sutil, do jeito que eles gostam.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Indicações anteriores:</strong> Melhor atriz por <em>Julie e Julia </em>(2010), melhor atriz por <em>Dúvida </em>(2009), melhor atriz por <em>O Diabo veste Prada </em>(2007), melhor atriz coadjuvante por <em>Adaptação </em>(2003), melhor atriz por <em>Música do Coração </em>(2000), melhor atriz por <em>Um Amor Verdadeiro </em>(1999), melhor atriz por <em>As Pontes de Madison </em>(1996), melhor atriz por <em>Lembranças de Hollywood </em>(1991), melhor atriz por <em>Um Grito no Escuro </em>(1989), melhor atriz por <em>Ironweed </em>(1988), melhor atriz por <em>Entre Dois Amores </em>(1986), melhor atriz por <em>Silkwood &#8211; O Retrato de uma Coragem </em>(1984), melhor atriz por <em>A Mulher do Tenente Francês </em>(1982) e melhor atriz coadjuvante por <em>O Franco Atirador </em>(1979)</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Vitórias anteriores:  </strong>Melhor atriz por<strong> </strong><em>A Dama de Ferro</em><em> </em>(2012), melhor atriz por <em>A Escolha de Sofia </em>(1983) e melhor atriz coadjuvante por <em>Kramer vs. Kramer </em>(1980)</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/gravity-movie-review-sandra-bullock-suit-2.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-327 aligncenter" alt="gravity-movie-review-sandra-bullock-suit-2" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/gravity-movie-review-sandra-bullock-suit-2-600x400.jpg" width="600" height="400" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/gravity-movie-review-sandra-bullock-suit-2-600x400.jpg 600w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/gravity-movie-review-sandra-bullock-suit-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/gravity-movie-review-sandra-bullock-suit-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/gravity-movie-review-sandra-bullock-suit-2.jpg 1500w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></p>
<p style="text-align: center;"> <strong>Sandra Bullock</strong> &#8211; <em>Gravidade</em></p>
<p style="text-align: left;"><em>Gravidade </em>foi a grande redenção de Sandra Bullock, um desempenho que fez com que todos esquecessem a questionável vitória da atriz no Oscar de 2010 por <em>Um Sonho Possível. </em>Vivendo uma engenheira tentando sobreviver sozinha no espaço, Bullock é o fator emocional de um filme que tem grande apelo técnico. Trata-se de uma mescla de esforço físico e psicológico que fez com que <em>Gravidade </em>fosse mais do que um grande feito visual. Arrisco dizer que, se não tivesse vencido um Oscar tão recente, Bullock seria a grande favorita pois, além de ser um dos grandes filmes do ano que passou, <em>Gravidade </em>é totalmente conduzido por sua personagem, ela está sozinha em cena. A favor da sua candidatura, Bullock tem um carisma irresistível na comunidade hollywoodiana, coisa que suas principais concorrentes não têm. É o fator &#8220;estrela de cinema&#8221; que pode fazer a diferença na noite.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Indicações anteriores:</strong> &#8211;</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Vitórias anteriores:</strong> Melhor atriz por <em>Um Sonho Possível </em>(2010)</p>
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