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	<title>Arquivos Jon Bernthal - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Jon Bernthal - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Imperdoável (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Dec 2021 21:27:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos lançamentos centrais da Netflix neste mês de dezembro, Imperdoável é um drama protagonizado por Sandra Bullock baseado em uma minissérie inglesa de relativo sucesso lançada em 2009. A versão cinematográfica desenvolve sua história e sua protagonista de maneira muito satisfatória, mas sofre do mal das resoluções mal dadas pelo roteiro e é completamente sabotada por um terceiro ato que praticamente anula tudo o que a atriz e a diretora Nora Fingscheidt construíram em quase uma hora e meia de produção. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" data-original-attrs="{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}">
<p>Um dos lançamentos centrais da Netflix neste mês de dezembro, <strong><i>Imperdoável </i></strong>é um drama protagonizado por Sandra Bullock baseado em uma minissérie inglesa de relativo sucesso lançada em 2009. A versão cinematográfica desenvolve sua história e sua protagonista de maneira muito satisfatória, mas sofre do mal das resoluções mal dadas pelo roteiro e é completamente sabotada por um terceiro ato que praticamente anula tudo o que a atriz e a diretora Nora Fingscheidt construíram em quase uma hora e meia de produção.</p>
<p><strong><i>Imperdoável </i></strong>conta a história de Ruth Slater, personagem de Bullock. No momento em que o filme começa, acompanhamos a saída de Ruth da prisão onde cumpriu pena por ter assassinado à sangue frio um chefe de polícia. Enquanto retorna ao convívio em sociedade, Ruth enfrenta a hostilidade das pessoas e a dificuldade de reconstruir sua vida. Tudo fica difícil para Ruth nesse &#8220;renascimento&#8221;, desde conseguir um emprego até estabelecer um novo relacionamento. Uma das questões centrais para a personagem na sua vida depois da prisão, porém, é retomar seu relacionamento com a irmã mais nova adotada por uma outra família.</p>
<p>Com sua premissa, o longa equilibra de maneira interessante uma crescente de complicadores para a protagonista. Três núcleos dramáticos são desenvolvidos paralelamente: a própria Ruth tentando dar algum tipo de normalidade na sua rotina enquanto ainda tem vínculos difíceis de desamarrar com o passado; a nova família da irmã mais nova da protagonista; os filhos do policial assassinado pela personagem de Bullock; e a família do advogado que é procurado pela ex-detenta. Durante boa parte de <strong><i>Imperdoável</i></strong>, a diretora Nora <span data-keep-original-tag="false" data-original-attrs="{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}">Fingscheidt constrói os dilemas desses núcleos em torno do retorno da personagem de Bullock com uma tensão crescente, ficando evidente que em algum momento seus interesses vão colidir.</span></p>
<p><strong><i>Imperdoável </i></strong>também é um ótima oportunidade para Sandra Bullock brilhar como atriz. Na pele da protagonista desse drama, a vencedora do Oscar por <i>Um Sonho Possível</i> sustenta uma personagem densa, sempre com semblante carregado de quem está fadada a conviver com os fantasmas do seu passado para o resto da vida. Bullock constrói de maneira sensível a natureza desconfiada dessa personagem. Em cena, a atriz surge sempre alerta para qualquer possível hostilidade. É uma presença &#8220;carregada&#8221; em cena, Ruth não encontra mais espaço para a leveza na vida. Sendo uma figura conhecida pelo seu bom humor por papéis que desempenhou em outros filmes e pela sua <i>persona </i>em Hollywood, Bullock pega o espectador desprevenido com sua composição. Ela está simplesmente brilhante em <strong><i>Imperdoável</i></strong>.</p>
<p data-original-attrs="{&quot;style&quot;:&quot;&quot;}"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14915" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/sandra-bullock-imperdoavel.jpg" alt="Imperdoável " width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/sandra-bullock-imperdoavel.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/sandra-bullock-imperdoavel-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/sandra-bullock-imperdoavel-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/sandra-bullock-imperdoavel-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Por conta de todos os fatores apontados até aqui que é frustrante perceber como o filme se sabota por completo pelas decisões trôpegas do seu roteiro. Durante parte da história, <strong><i>Imperdoável </i></strong>mantém um certo suspense sobre as circunstâncias em que ocorreram o crime cometido pela protagonista. Quando tudo é revelado, a história praticamente descarta todo o bom investimento da sua diretora e da sua atriz principal.</p>
<p><b>A SEGUIR, SPOILERS DA TRAMA! NÃO LEIA SE NÃO QUISEREM SABER SEU DESFECHO.</b></p>
<p>Quando <strong><i>Imperdoável </i></strong>tira das costas da protagonista a responsabilidade pela autoria do crime, torna toda a construção da personagem menos interessante. Apelando para um gesto de altruísmo ou heroísmo de Ruth Slater, <strong><i>Imperdoável </i></strong>tira de Sandra Bullock aspectos da personagem que só a transformariam numa protagonista menos óbvia, mais densa psicologicamente por ser contraditória (alguém que cometeu um crime e que testa o tempo inteiro a própria empatia do público por sua jornada). No lugar disso, o roteiro do longa opta pelo mais fácil, por transformar Ruth Slater em uma típica heroína hollywoodiana que abdica da própria liberdade para dar a sua irmã mais nova, a verdadeira autora do crime, o direito a uma vida normal. Por mais tocante que a decisão dos roteiristas possa soar, no fim das contas, é uma decisão dramática apelativa que foge por completo do interessante jogo de perspectivas e de julgamentos sobre a protagonista que o filme construía tão bem até os seus últimos trinta minutos.</p>
<p>A solução frouxa que <strong><i>Imperdoável </i></strong>encontra para sua história e para a construção da sua personagem faz do longa uma obra estranha. O final da história não condiz com boa parte do trabalho dos seus envolvidos. É claro que ao longo do seu desenvolvimento, o filme toma outras decisões ruins, como desperdiçar por completo a presença de Viola Davis no elenco (afinal, o que uma atriz do porte de Viola Davis faz nesse filme?)  ou abordar de maneira pouco delicada a adoção ao trazer os novos pais da irmã da personagem de Bullock como um obstáculo para a protagonista, mas nada é mais grotesco que o incompreensível recuo do roteiro do longa para um enlace tão aquém dos esforços dos seus envolvidos quanto o que esse drama apresenta.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Nora Fingscheidt</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Sandra Bullock, Vincent D&#8217;Onofrio, Jon Bernthal, Richard Thomas, Linda Emond, Aisling Franciosi, Rob Morgan, Emma Nelson, Viola Davis</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/P0RO1pF4L1o" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: King Richard &#8211; Criando Campeãs</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Dec 2021 00:16:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com a proximidade da temporada de premiações, as apostas começam a afunilar. E a pergunta que fica é sobre quais serão os queridinhos do ano. Seguindo os padrões de indicações, em alguma das categorias de destaque &#8211; seja do Oscar, BAFTA ou SAG Awards &#8211; vai ter pelo menos uma cinebiografia que chamou mais atenção da crítica e público. Em 2021, Casa Gucci, apesar de controverso, desponta como um possível concorrente e King Richard: Criando Campeãs chega aos cinemas brasileiros, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com a proximidade da temporada de premiações, as apostas começam a afunilar. E a pergunta que fica é sobre quais serão os queridinhos do ano. Seguindo os padrões de indicações, em alguma das categorias de destaque &#8211; seja do Oscar, BAFTA ou SAG Awards &#8211; vai ter pelo menos uma cinebiografia que chamou mais atenção da crítica e público. Em 2021, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-casa-gucci/"><i>Casa Gucci</i></a>, apesar de controverso, desponta como um possível concorrente e <b><i>King Richard: Criando Campeãs</i></b> chega aos cinemas brasileiros, nesta quinta-feira (2), como uma promessa ainda mais certeira.</p>
<p>A cinebiografia conta a trajetória de Richard Williams (Will Smith) treinando suas filhas, Serena (Demi Singleton) e Venus Williams (Saniyya Sidney), para se tornarem as estrelas do tênis que se conhece na atualidade. Richard, ao lado de sua esposa, Oracene (Aunjanue L. Ellis), investem as horas vagas e a dinâmica familiar para treinar suas filhas, na esperança de torná-las expoentes no esporte. Com uma determinação incansável, Richard fará de tudo para que as duas garotas saiam de Compton para se tornarem referências no mundo.</p>
<p>O principal acerto de <i>King Richard</i> (título original) é o equilíbrio entre os passos da jornada das personagens com a mensagem que se quer ser passada. As passagens de tempo são escolhidas e construídas para mostrar, cena a cena, o objetivo da narrativa. No filme, dedicação, sonhos e objetivos são as palavras de ordem. O espectador pôde conhecer mais de perto as conhecidas controvérsias sobre Richard Williams que foram tão comentadas nos anos 1990. E esse olhar de dentro é esclarecedor.</p>
<p>O pai de Venus e Serena Williams tenta quebrar ciclos através delas. Seja com as futuras estrelas do tênis ou com suas outras três filhas, a rigidez e as atitudes impensadas de Richard são mostradas como fruto de traumas do passado. A narrativa escrita por Zach Baylin, que foi anunciado como o roteirista de <i>Creed III</i>, é um relato sobre superação, coragem e resiliência.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14827" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/rev-1-KGR-05637r_High_Res_JPEG.jpeg" alt="King Richard - Criando Campeãs" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/rev-1-KGR-05637r_High_Res_JPEG.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/rev-1-KGR-05637r_High_Res_JPEG-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/rev-1-KGR-05637r_High_Res_JPEG-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/rev-1-KGR-05637r_High_Res_JPEG-720x480.jpeg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Acima da pressão da competição e da idade, Venus e Serena precisaram enfrentar os obstáculos sociais. Nos Estados Unidos, durante os anos 1990, duas crianças negras competindo num esporte que, até o momento, era apenas para pessoas brancas, é por si só uma jornada de superação. A presença do racismo estrutural, somado a segregação social são questões delicadamente tratadas ao longo do filme, com uma sensibilidade absurda.</p>
<p>O longa, dirigido por Reinaldo Marcus Green (<i>Monsters and Men</i>, de 2018, e <i>Joe Bell</i>, de 2021), traz atuações poderosas que encantam o público. Assim como na história dos Williams, a força motriz do projeto é o elenco que interpreta a família. Encabeçado pelo desempenho formidável de Will Smith (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aladdin/"><i>Aladdin</i></a>, de 2019, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bad-boys-para-sempre/"><i>Bad Boys para Sempre</i></a>, de 2020),  a condução do longa é feita a partir das dinâmicas cênicas entre os atores.</p>
<p>Smith, consegue entregar uma performance emocionante, mas isso é potencializado por suas colegas de cena. Aunjanue L. Ellis (<i>Olhos que Condenam</i>, de 2019, e <i>Lovecraft Country</i>, de 2020), assim como sua personagem, prepara o terreno para que o ator brilhe ainda mais. Aunjanue, com sua generosidade e potente atuação, é uma aposta promissora para a temporada de prêmios.</p>
<p>E o elenco infantil não fica atrás. As filhas do casal Williams também demonstram sua capacidade como atrizes durante o filme, em especial Saniyya Sidney e Demi Singleton que fazem as duas futuras tenistas. Assim como os Williams, Jon Bernthal (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-em-ritmo-de-fuga/"><i>Em Ritmo de Fuga</i></a>, de 2017, e <i>O Falcão Manteiga de Amendoim</i>, de 2019), como Rick Macci, é um outro ponto positivo ao longo da produção. É essa fluidez e qualidade do elenco que consegue fazer de <strong><i>King Richard: Criando Campeãs</i></strong> uma obra de destaque que pode conseguir alguns prêmios em breve.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Reinaldo Marcus Green</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Will Smith, Saniyya Sidney, Jon Bernthal, Aunjanue Ellis, Liev Schreiber, Tony Goldwyn, Dylan McDermott, Susie Abromeit</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/9MRLMEMhNb0" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Ford vs Ferrari</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Nov 2019 19:21:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O universo do automobilismo é atrativo para milhares de pessoas ao redor do mundo, em sua maioria, homens. Para este esporte masculino que mistura carro com adrenalina, o cinema vira e mexe retorna ao tema para explorar um pouco mais histórias de bastidores. Em Ford vs Ferrari, o foco é na disputa entre as grandes marcas para mostrar quem tem o carro mais potente para ganhar o circuito de Le Mans. Para além disso, as negociações de poder e articulações [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O universo do automobilismo é atrativo para milhares de pessoas ao redor do mundo, em sua maioria, homens. Para este esporte masculino que mistura carro com adrenalina, o cinema vira e mexe retorna ao tema para explorar um pouco mais histórias de bastidores. Em <em><strong>Ford vs Ferrari</strong></em>, o foco é na disputa entre as grandes marcas para mostrar quem tem o carro mais potente para ganhar o circuito de Le Mans. Para além disso, as negociações de poder e articulações por trás é o que motiva a narrativa como um todo.</p>
<p>Baseado em uma história real, o roteiro nos apresenta dois personagens principais. Ken Miles (Christian Bale, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vice/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Vice</em></a>), um mecânico e piloto que não consegue ascender profissionalmente por conta de seu temperamento exaltado e difícil de lidar. Do outro lado, temos Carroll Shelby (Matt Damon,<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-perdido-em-marte/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em> Perdido em Marte</em></a>), ex-piloto que precisou largar o volante por conta de problemas de saúde e agora vive do empreendedorismo do ramo.</p>
<p>À medida que os dois personagens vão se cruzando, a trama acontece. Henry Ford II (Tracy Letts, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-the-post-a-guerra-secreta/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>The Post &#8211; A Guerra Secreta</em></a>) tem o dinheiro e o status que qualquer pessoa poderia se dar por satisfeita. Mesmo com a ascensão da Ford na linha de montagem de carros, ele se incomoda com o poderio de presença da Ferrari. A marca italiana está passando por problemas financeiros, depois que insistiu em conseguir criar o carro mais veloz do mundo. Ainda assim, ela é disputada pelo status que carrega.</p>
<p>O enredo basicamente nos mostra o quanto que os homens se deixam envolver rapidamente quando o assunto é carro e status. Pouco importa o dinheiro que está sendo gasto, se o final for conquistado. Um exemplo disso é que Henry dá carta branca para criar o carro que ele acredita que pode ganhar as 24h de Le Mans. Por outro lado, Miles é arredio e não aceita opiniões contrárias. Prefere perder o emprego do que dar o braço a torcer.</p>
<p>Para além deles, temos o personagem de Josh Lucas (O Poder e a Lei), Leo Beebe, que funciona como um vilão na história. Um pouco canastrão demais, ele toma decisões arbitrárias com base em empatia. E estamos falando de transações milionárias, o que prova ainda mais a questão da masculinidade frágil atrelada a carros.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-11827" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/5500020.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Ford vs. Ferrari" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/5500020.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/5500020.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/5500020.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Dito isso, temos o cenário montado para evolução da corrida. O diretor James Mangold (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-logan/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Logan</em></a>) nos oferece uma construção de história progressiva e contundente. Ele nos dá tempo para nos envolver com os personagens, sem se estender em informações desnecessárias. A construção da relação dos protagonistas, das personalidades. Tudo isso se dá de maneria cuidadosa.</p>
<p>Mesclado com ótimos momentos de ação e corridas, o filme é uma dose equilibrada do drama da história com a ação da situação em si. Estamos falando de carros que correm a 350 km/h. Então, naturalmente, é de se esperar cenas empolgantes e tensas. Ainda assim, é a história de Ken Miles que está sendo contada, que vai muito além de velocidade.</p>
<p>A escolha de elenco é um dos pontos altos do filme. O destaque vai para os protagonistas. Bale está fantástico na pele do arredio Miles, com suas nuances amorosas com a esposa e o cuidado com o filho. Mas é Damon que realmente nos chama a atenção. Sua performance é sem excessos, na dose certa para o personagem. Ele vive conflitos constantes, que nos são apresentados muito mais por emoções do que por ações.</p>
<p>Mesmo que seja um pouco aquém de<em> Rush &#8211; No Limite da Emoção</em> (2013) &#8211; um longa completamente redondo e envolvente, mesmo para quem não é fã de Fórmula 1 &#8211; <em><strong>Ford vs</strong></em> Ferrari não faz feio no resultado final. O domínio artístico das cenas, a clareza na construção das relações dos personagens e decisões importantes sobre o que focar em cada momento, fazem do filme um ótimo entretenimento biográfico.</p>
<p><strong>Direção:</strong> James Mangold<br />
<strong>Elenco:</strong> Matt Damon, Christian Bale, Caitriona Balfe, Tracy Letts, Josh Lucas, Jon Bernthal, Noah Jupe, Ray McKinnon, J J Feild, Wyatt Nash</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/hExY2AmAHOg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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