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	<title>Arquivos Joan Cusack - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Joan Cusack - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Klaus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Nov 2019 14:17:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Após Deixe a Neve Cair, a Netflix dá sequência em sua série de filmes natalinos. Você já se perguntou de onde surgiu o Papai Noel e este ritual onde entregamos cartas para um estranho em troca de presentes? Talvez isso já tenha sido respondido em outros filmes, mas o diretor espanhol Sergio Pablos (escritor de Meu Malvado Favorito) traz uma abordagem única e reinventiva, misturando a origem do mito com uma analogia à Caverna de Platão, em sua animação de estreia, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Após <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-deixe-a-neve-cair/"><em>Deixe a Neve Cair</em></a>, a <em>Netflix </em>dá sequência em sua série de filmes natalinos. Você já se perguntou de onde surgiu o Papai Noel e este ritual onde entregamos cartas para um estranho em troca de presentes? Talvez isso já tenha sido respondido em outros filmes, mas o diretor espanhol Sergio Pablos (escritor de <em>Meu Malvado Favorito</em>) traz uma abordagem única e reinventiva, misturando a origem do mito com uma analogia à Caverna de Platão, em sua animação de estreia, <em><strong>Klaus </strong></em>— fazendo trocadilho com o nome <em>Santa Claus, </em>Papai Noel em inglês.</p>
<p>Em um mundo fictício, Jasper (voz de Jason Schwartzman, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-grande-hotel-budapeste/"><em>O Grande Hotel Budapeste</em></a>) é filho do dono de uma espécie de faculdade de carteiros e, por conta deste privilégio, é um dos piores alunos da instituição, uma vez que não leva nada a sério. Para provar seu valor, ele é enviado para a afastada cidade de <em>Smeerensburg</em>, devendo bater a meta de seis mil cartas entregues. No entanto, quando chega ao local, o projeto de carteiro descobre que o lugar é uma constante zona de guerra, com todos os habitantes brigando entre si sem um aparente motivo. Desesperançoso e deprimido, Jasper encontra ânimo ao conhecer Klaus (J.K. Simmons, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-la-la-land-cantando-estacoes/"><em>La La Land</em></a>), um viúvo lenhador que mora distante de todos e coleciona brinquedos antigos.</p>
<p>Atualizando o conto milenar para um problema moderno, a analogia do Natal como símbolo de esperança e fraternidade surge como a perfeita solução para os problemas de <em>Smeerensburg</em>. Vivemos em um mundo ultra polarizado no qual rejeitamos o próximo apenas por ter opiniões divergentes e nem sabemos exatamente como chegamos a esse nível de ódio. Neste sentido, o roteiro é muito sagaz em sua sátira ao tema.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-11854" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Klaus1.jpg" alt="Klaus" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Klaus1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Klaus1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Klaus1-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Indo além, <em><strong>Klaus </strong></em>não só faz o diagnóstico, como também aponta a causa e a solução para tantos conflitos. São os manipuladores membros do alto conselho da cidade que criaram a &#8220;verdade&#8221; inquestionável de que o povo deve se odiar. Em um paralelo com a realidade, eles seriam os políticos, que colocam a população neste estado de eterna guerra, enquanto eles mantêm seus privilégios. Portanto, o papel de Jasper acaba sendo como na alegoria da Caverna: ele está lá para libertar os presos de suas correntes e do espetáculo de marionete que eles acreditam ser a única realidade possível.</p>
<p>Justamente aí que entra a parte visual da animação, que está muito em sintonia com este tom de falsas aparências do roteiro. Inicialmente, com um visual que parece ter saído do expressionismo alemão, a cidade é sombria e repleta de casas pontiagudas, com aparência pouco amistosa. Além disso, há todo esse cuidadoso jogo sombras tanto nas cenas exteriores como interiores, que remete novamente à Platão e a falsa realidade.</p>
<p>Quando conhecemos <em>Smeerensburg</em> e seus habitantes, a impressão inicial é apenas de suas sombras, ou seja, de sua aparência exterior. Porém, o avançar da trama é acompanhado por uma evolução nas cores e formas, onde tudo vai se tornando mais limpo e iluminado, como se os personagens se aproximassem do Sol (ainda no mito de Platão). Até a apresentação de Klaus simboliza muito bem esse universo ilusório, pois a figura aparentemente ameaçadora se mostra uma doce pessoa.</p>
<p>No fim, o que faltava aos personagens de <em><strong>Klaus</strong></em> era que abrissem seus olhos. Acaba que é um filme muito otimista sobre como a pureza infantil pode ser o resgate do mundo manchado. Aliás, o longa é tão rico em camadas que pouco falei sobre a mais superficial delas: a origem natalina. Ainda que seja uma boa maneira de apresentar o conto do velhinho barbudo à criançada, o Natal é mais do que isso. É um espírito, um suspiro de esperança.</p>
<p><strong>Diretor: </strong>Sergio Pablos</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Rashida Jones, J.K. Simmons, Joan Cusack, Jason Schwartzman</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>[youtube https://www.youtube.com/watch?v=ILy2vKcI6fo&amp;w=750&amp;h=500]</p>
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		<title>Crítica: Deixe a Neve Cair</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Nov 2019 01:57:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Conforme Deixe a Neve Cair avançava, eu não parava de me indagar: por que um filme de Natal sendo lançado tão cedo? Posteriormente, como se ouvisse minha voz interior, a narração onisciente de Joan Cusack (Será que Ele É?) responde: &#8220;A neve pode fazer a diferença! Especialmente na véspera de Natal! E às vezes não só na véspera de Natal, é na véspera de tudo, do resto de sua vida&#8221;. Desde o início, o longa baseado no livro de John [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Conforme <em><strong>Deixe a Neve Cair</strong></em> avançava, eu não parava de me indagar: por que um filme de Natal sendo lançado tão cedo? Posteriormente, como se ouvisse minha voz interior, a narração onisciente de Joan Cusack (<em>Será que Ele É?</em>) responde: &#8220;<em>A neve pode fazer a diferença! Especialmente na véspera de Natal! E às vezes não só na véspera de Natal, é na véspera de tudo, do resto de sua vida&#8221;</em>.</p>
<p>Desde o início, o longa baseado no livro de John Green (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-culpa-e-das-estrelas/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>A Culpa é das Estrelas</em></a>) e dirigido pelo estreante Luke Snellin assume um tom fabular. Afinal, não costuma nevar na pequena cidade <em>Laurel</em>, em <em>Illinois</em>. Porém, trazendo sorte e novas oportunidades, ela decidiu cair em 2019. Assim, os jovens desta região são contagiados por este clima otimista e decidem enfrentar seus problemas. Keon (Jacob Batalon, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-longe-de-casa/"><em>Homem-Aranha: Longe de Casa</em></a>) quer seguir a carreira de <em>DJ</em>; Tobin (Mitchell Hope, <em>Descendentes</em>) é apaixonado por Angie (Kiernan Shipka, <em>O Mundo Sombrio de Sabrina</em>); Addie (Odeya Rush, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-lady-bird-a-hora-de-voar/"><em>Lady Bird</em></a>) é uma namorada possessiva; Dorrie (Live Hewson, <em>Santa Clara Diet</em>) é apaixonada por uma menina que esconde sua sexualidade; e o cantor em ascenção, Stuart (Shameik Moore, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-no-aranhaverso/"><em>Homem-Aranha no Aranhaverso</em>),</a> conhece a simples Julie (Isabela Merced, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-sicario-dia-do-soldado/"><em>Sicario &#8211; Dia do Soldado</em></a>).</p>
<p>Como ficou claro pela quantidade de personagens, <em><strong>Deixe a Neve Cair</strong></em> tem a missão de contar diversas histórias paralelas. Ainda que cada subtrama possua seu obstáculo e resolução bem definidos, a montagem é problemática ao tentar criar uma homogeneidade e uma unidade geral. Como cada personagem disputa com o outro a atenção do espectador, a constante mudança entre suas aventuras sabota o nosso envolvimento com cada uma delas. Neste caso, fica a impressão que uma série antológica, com um episódio para cada jovem, seria mais eficiente.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11801" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Deixe-a-Neve-Cair1-750x500.jpg" alt="Deixe a Neve Cair" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Deixe-a-Neve-Cair1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Deixe-a-Neve-Cair1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Deixe-a-Neve-Cair1-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Além disso, uma outra consequência desta falta de harmonia, é que surge uma sensação de que certas jornadas são mais &#8220;protagonistas&#8221; do que outras, principalmente o romance entre Tobin e Angie. De mesmo modo, com exceção da lanchonete <em>Waffle Town</em>, não há nenhum elo de conexão entre tais acontecimentos paralelos. Por outro lado, seria possível dizer que há, pelo menos, um tema comum: a autoaceitação e o amadurecimento para chegar amor.</p>
<p>Neste sentido, Snellin consegue assumir bem o tom de <em>Sessão da Tarde</em> de <em><strong>Deixe a Neve Cair</strong></em>, colocando seus personagens para enfrentarem problemas que os amadureçam, mas sem perder aqui o foco infanto-juvenil, como a perseguição de carro ou a partida de hóquei. O que o diretor não consegue, no entanto, é explorar mais deste caráter de fábula que ele propõe criar desde o início do filme. Com uma direção e ambientação bastante protocolares — o que até reforça esta dimensão de filme para televisão — são poucos elementos, além da neve, que indicam a &#8220;mágica&#8221; que o roteiro insiste em assumir. No máximo, apenas pequenas sutilezas, como o figurino de mago de Tobin ou a misteriosa personagem de Joan Cusack, que parece um anjo caído do céu.</p>
<p>Por conta um competente elenco que traz essa leveza e inocência que um filme natalino com ares mágicos pede, <em><strong>Deixe a Neve Cair </strong></em>consegue ter um mínimo de carisma. Justificando sua ida diretamente para o serviço de <em>streaming</em><em>, </em>ele se enrola em suas próprias subtramas, além da falta originalidade. Fica a impressão de que a <em>Netflix</em> consultou em seu algoritmo temas universais e atuais que as pessoas querem assistir. Abordando assuntos que vão desde a alienação causada por celulares até relacionamentos <em>LGBT</em> — que chegam a ter sua superfície arranhada mas não são devidamente aprofundados — é como se o filme fosse uma árvore de Natal coberta de enfeites e adereços, mas falta a estrela no topo que dá a harmonia ao todo.</p>
<p><strong>Diretor: </strong>Luke Snellin</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Jacob Batalon, Mitchell Hope, Kiernan Shipka, Odeya Rush, Live Hewson, Shameik Moore, Isabela Merced, Joan Cusack</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>[youtube https://www.youtube.com/watch?v=_4RecOI_Pds&amp;w=750&amp;h=500]</p>
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