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	<title>Arquivos Jamie Dornan - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Jamie Dornan - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: A Noite das Bruxas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Sep 2023 21:46:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mais um livro da famosa escritora Agatha Christie ganha uma adaptação cinematográfica. A Noite das Bruxas é uma obra de 1969 que conta um dos casos investigativos do detetive Hercule Poirot, brilhantemente protagonizado por Kenneth Branagh (Belfast), que também dirige o filme. É a terceira produção que o diretor leva aos cinemas, sendo as anteriores Morte no Nilo (2022) e Assassinato no Expresso do Oriente (2017). Aqui em A Noite das Bruxas, temos um tom mais obscuro das obras de [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-noite-das-bruxas/">Crítica: A Noite das Bruxas</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um livro da famosa escritora Agatha Christie ganha uma adaptação cinematográfica. <em><strong>A Noite das Bruxas</strong></em> é uma obra de 1969 que conta um dos casos investigativos do detetive Hercule Poirot, brilhantemente protagonizado por Kenneth Branagh (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-belfast/"><em>Belfast</em></a>), que também dirige o filme. É a terceira produção que o diretor leva aos cinemas, sendo as anteriores <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-morte-no-nilo/"><em>Morte no Nilo</em></a> (2022) e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-assassinato-no-expresso-do-oriente/"><em>Assassinato no Expresso do Oriente</em></a> (2017).</p>
<p>Aqui em <strong><em>A Noite das Bruxas</em></strong>, temos um tom mais obscuro das obras de Christie, mesmo que o livro original não ofereça este tipo de alçada. Branagh optou por ir além e criar em cima da obra, aplicando terror, sustos e um pouco de espiritualidade. É um longa definitivamente diferente e distinto dos demais, o que não quer dizer que seja ruim.</p>
<p>Poirot encontra-se aposentado de suas atividades como detetive, curtindo um pouco da paz ensolarada de Veneza. Ele tem sua rotina perturbada quando a escritora Ariadne Oliver (Tina Fey, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-free-guy-assumindo-o-controle/"><em>Free Guy &#8211; Assumindo o Controle</em></a>) aparece com a proposta de investigar melhor uma suposta vidente, interpretada por Michelle Yeoh (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tudo-em-todo-lugar-ao-mesmo-tempo/"><em>Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo</em></a>), que afirma falar com os mortos e espíritos do passado.</p>
<p>Eles acabam seguindo no dia das bruxas para uma casa famosa por ser assombrada por espíritos de crianças, onde aconteceu um suposto suicídio cheio de mistérios. A partir deste momento, diversos eventos surgem, forçando Poirot a voltar à profissão de detetive.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17167" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/4546020.jpg" alt="A Noite das Bruxas" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/4546020.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/4546020-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/4546020-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/4546020-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Como toda história de Agatha Christie, temos uma ou mais mortes e vários suspeitos. Sempre achamos que pode ser um, até que finalmente o verdadeiro é revelado. Nada de muito inovador neste sentido, então o que nos prende enquanto espectador é justamente a forma como esse mistério é desenrolado e como consegue nos confundir. <em><strong>A Noite das Bruxas</strong> </em>consegue fazer isso relativamente bem, ainda que com algumas falhas.</p>
<p>É um filme sem exageros, que vai direto ao ponto e nos apresenta de cara o caso. Não é à toa que tem apenas 1h40 de duração, o que já anima qualquer pessoa que anda cansada de produções de 3h. Hercule reluta em aceitar a paranormalidade da situação, mesmo que ela se apresente a todo momento. Fica confuso e procura explicações, encontrando-as, na maioria das vezes. À medida que duas novas mortes acontecem, ele vai se soltando ainda mais no ofício de detetive, nos apresentando aquilo que mais gostamos: os detalhes.</p>
<p>Além disso, este toque de espiritualidade promove uma dualidade importante, já que o espectador fica sempre na dúvida se é real ou fruto da imaginação e medo dos personagens. E isso se torna mais um instigador de interesse da trama, que tem personagens bem diversos. A mãe sofrendo a morte da filha, o médico louco, a criança com comportamento adulto, os ajudantes trambiqueiros. Um estilo e perfil de cada para ajudar ainda mais a confundir a nossa mente, na hora de apostar em quem é o assassino real.</p>
<p>O que falta em <em><strong>A Noite das Bruxas</strong></em>, no entanto, é um grande ápice. O filme funciona como uma boa maré que se mantém equilibrada do começo ao fim, mas falha em nos ofertar um pouco mais de emoção em dado momento. Ainda mais para um filme de mistério com toques sinceros de terror, um pico de intensidade seria muito bem-vindo. Isso não prejudica a obra como um todo, mas faz falta.</p>
<p>Mais uma produção de Kenneth Branagh, que tem esmiuçado muito bem as obras da grande escritora Agatha Christie, que tive o prazer de ler durante a minha adolescência. Seguimos na torcida que novos livros sejam adaptados, sempre com um toque do diretor, que tem muito a nos oferecer.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Kenneth Branagh</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Kenneth Branagh, Tina Fey, Camille Cottin, Kelly Reilly, Jamie Dornan, Michelle Yeoh, Jude Hill, Riccardo Scamarcio</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/CLpH3-rcHdQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Belfast</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Feb 2022 15:39:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Belfast é o tipo de filme que vai nos abraçando aos poucos, a medida que vamos conhecendo os personagens e suas histórias. Como uma pessoa nova que te conquista verdadeiramente, momento após o outro. O longa do incrível Kenneth Branagh (Morte no Nilo) narra a história de uma família protestante na Irlanda dos anos 1960, em meio a conflitos religiosos e de classes trabalhadoras, que tornam a cidade bastante perigosa. Rapidamente somos apresentados a Buddy (Jude Hill), um carismático garotinho [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Belfast</strong> </em>é o tipo de filme que vai nos abraçando aos poucos, a medida que vamos conhecendo os personagens e suas histórias. Como uma pessoa nova que te conquista verdadeiramente, momento após o outro. O longa do incrível Kenneth Branagh (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-morte-no-nilo/"><em>Morte no Nilo</em></a>) narra a história de uma família protestante na Irlanda dos anos 1960, em meio a conflitos religiosos e de classes trabalhadoras, que tornam a cidade bastante perigosa.</p>
<p>Rapidamente somos apresentados a Buddy (Jude Hill), um carismático garotinho que consegue manter seus sonhos e a esperança, mesmo em meio a tantos problemas que o circulam. Seu pai (Jamie Dornan, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-cinquenta-tons-de-liberdade/"><em>Cinquenta Tons de Liberdade</em></a>) trabalha em outra cidade para conseguir dar conta de sustentar a família. A mãe (Caitriona Balfe, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ford-vs-ferrari/"><em>Ford vs. Ferrari</em></a>) tem que lidar com a ausência constante do marido, as contas atrasadas chegando e dois filhos de idades bem diferentes, cada um com seus conflitos. O pequeno ainda tem avós carinhosos e presentes, vividos maravilhosamente por Ciarán Hinds (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-primeiro-homem/"><em>O Primeiro Homem</em></a>) e Judi Dench (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-assassinato-no-expresso-do-oriente/"><em>Assassinato no Expresso do Oriente</em></a>), que complementam o arco familiar.</p>
<p>O roteiro vai equilibrando a dinâmica do caos que acontece em Belfast com as nuances de vida de Buddy. Ele vai conhecendo o mundo, descobrindo novas coisas. As suas prioridades são simples: sentar ao lado da menina que é apaixonado, comer doces, matar a saudade do pai que idolatra. Estamos constantemente sendo mostrados sobre como a vida consegue ser leve, mesmo quando o mundo parecer não ser. Tempos simples que fazem o espectador refletir sobre quais as nossas prioridades atualmente.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15283" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/low-l-belfast-2.jpg" alt="Belfast" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/low-l-belfast-2.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/low-l-belfast-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/low-l-belfast-2-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/low-l-belfast-2-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A medida que a história avança, vamos sendo ainda mais conquistados pelos personagens, cada um com sua peculiaridade. O enredo é inspirado em lembranças da infância de Branagh, que é irlandês. Então passamos por cenas preciosas como as idas ao cinema em família, os pais dançando apaixonados, o olhar carinhoso pela colega de turma. A dinâmica dos avós também é única. O cuidado com os netos, o apreço, a presença.</p>
<p><em><strong>Belfast</strong> </em>tem muitos momentos de abraço no espectador, que é facilmente conquistado por todos os personagens e pela história em si. A atuações são um grande destaque, tanto de performance quanto de foco por parte da direção. Muitas cenas que enquadram diretamente no rosto dos personagens, pegando todas as suas variações. Não tem absolutamente ninguém destoando, com um elenco com tamanha química que parece uma família de fato. Judi Dench é um espetáculo particular em qualquer cena que aparece, assim como Ciarán. A dupla Caitriona e Jamie é uma delícia de acompanhar, pois conseguem variar tranquilamente em todas as nuances do casal. Fico feliz de ver que Dornan tem conseguido se dissociar cada vez mais da trilogia <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-cinquenta-tons-de-cinza/"><em>Cinquenta Tons de Cinza</em></a>, pois ele, definitivamente, vai muito além de um ator meeiro.</p>
<p>Com roteiro calmo e simples, o filme consegue fazer o espectador sorrir e chorar, às vezes até na mesma cena. <em><strong>Belfast</strong> </em>chega ao <a href="https://coisadecinefilo.com.br/confira-a-lista-completa-de-indicados-ao-oscar-2022/"><em>Oscar 2022</em></a> com sete indicações, dentre elas a de Melhor Filme, sendo um forte candidato para levar a estatueta. Acredito que a competição será direta com <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ataque-dos-caes/"><em>Ataque dos Cães</em></a>, sendo que este último sofre o preconceito da Academia por ser uma produção Netflix. Sendo assim, é esperado que essas sete indicações rendam pelo menos uns dois prêmios.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Kenneth Branagh</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Caitriona Balfe, Jamie Dornan, Jude Hill, Ciarán Hinds , Judi Dench, Colin Morgan, Lewis McAskie, Lara McDonnell</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/H9gCG1lUb78" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Robin Hood &#8211; A Origem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Nov 2018 19:58:52 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Robin Hood]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os sujeitos são outros, mas na essência, o Robin Hood que o público assiste em 2018 nas telas é bem parecido com a versão de 2010 dirigida por Ridley Scott e protagonizada por Russell Crowe e Cate Blanchett. A ideia é &#8220;modernizar&#8221; o mito do herói que na Inglaterra do século XII roubava dos ricos para distribuir aos pobres. O pensamento dos produtores, à semelhança do filme de 2010 de Scott, é tentar trazer uma roupagem mais contemporânea para a adaptação, na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Os sujeitos são outros, mas na essência, o<b> </b><i><b>Robin Hood</b> </i>que o público assiste em 2018 nas telas é bem parecido com a versão de 2010 dirigida por Ridley Scott e protagonizada por Russell Crowe e Cate Blanchett. A ideia é &#8220;modernizar&#8221; o mito do herói que na Inglaterra do século XII roubava dos ricos para distribuir aos pobres. O pensamento dos produtores, à semelhança do filme de 2010 de Scott, é tentar trazer uma roupagem mais contemporânea para a adaptação, na equivocada percepção de que o público atual não compraria uma aventura ingênua e medieval como é <i>Robin Hood </i>em sua origem.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Numa completa falta de visão criativa e até mesmo numa ausência de tino comercial, já que essa costuma ser a &#8220;língua&#8221; dos grandes estúdios, temos um <i>Robin Hood </i>mais jovem na encarnação de Taron Egerton (estrela de <i>Kingsman</i>), com elementos contemporâneos aqui e ali, costurando uma série de expedientes vistos no nicho comercial do momento em termos de <i>blockbuster</i>, o filme de super-heróis. O resultado<i> </i>é um filme ausente de alma, criativamente guiado por executivos que nada entendem de narrativa e sequer do seu próprio negócio, já que, certamente, ganhariam mais caso ofertassem para seu público um ponto fora da curva, um produto mais diversificado para seu público, que, poderia ser, simplesmente, uma visão <i>old school </i>da própria lenda que adapta.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-9616" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/11/Taron-Egerton-and-Jamie-Foxx-Robin-Hood-movie.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Robin Hood </i>é completamente picotado. Alicerçado em inspirações de versões de super-heróis para outras mídias como o Batman de Christopher Nolan e o Arqueiro Verde da série <i>Arrow</i>, que por sua vez já tem inspiração em Robin Hood nos quadrinhos e também &#8220;bebe&#8221; da fonte do Homem-Morcego, ou seja, uma verdadeira boneca russa de referências, sendo, no fim das contas, um longa ausente de personalidade e vibração.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>No final das contas, trata-se de um produto escancaradamente comercial que não se esforça o mínimo possível para surpreender o público ou mesmo para ser um pioneiro entre as produções eminentemente comerciais, lançando outras tendências, percebendo que, em certas circunstâncias, o retorno financeiro vem do arrojo criativo. O filme quer seguir fórmulas que deram certo em outros ambientes, cinema, TV, quadrinhos e o faz de maneira extremamente fria e artificial. Pior, acredita que isso é o suficiente. Na verdade, ambiciona muito pouco e segue um protocolo. Nem mais, nem menos, a burocracia das decisões de uma mesa executiva e seu olhar torto e pequeno para a indústria. É isso que se vê em <i>Robin Hood</i>. Em suma, o filme olha para todos os cantos, menos para o próprio Robin Hood. E como faz tempo que nenhum realizador encarou o personagem com a devida atenção que merece, reverenciando o tom ingênuo da aventura medieval, mais do que bem-vindo em tempos de homogeneização das suas adaptações.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/vinWzHEmXy8" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: Cinquenta Tons de Liberdade</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-cinquenta-tons-de-liberdade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Feb 2018 17:45:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Eis que chegamos ao último capítulo da série soft porn dos livros Cinquenta Tons de Cinza. E confesso que não foi um caminho fácil ou agradável. Neste episódio, Anastasia finalmente se casa com Christian e tenta viver uma vida relativamente normal com ele. No entanto, parece que todo o universo está contra o relacionamento, colocando empecilhos o tempo todo no amor do casal. É impressionante como esse filme conseguiu finalizar a trilogia de livros. A cada longa que passa ele [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Eis que chegamos ao último capítulo da série <em>soft porn</em> dos livros <em>Cinquenta Tons de Cinza</em>. E confesso que não foi um caminho fácil ou agradável. Neste episódio, Anastasia finalmente se casa com Christian e tenta viver uma vida relativamente normal com ele. No entanto, parece que todo o universo está contra o relacionamento, colocando empecilhos o tempo todo no amor do casal.</p>
<p>É impressionante como esse filme conseguiu finalizar a trilogia de livros. A cada longa que passa ele vai perdendo mais o sentido e o ibope, finalizando nesta película morna e sem furdunço. Não que os dois primeiros filmes sejam obras-primas do cinema, mas este terceiro definitivamente é o pior de todos, sem nem se esforçar.</p>
<p>Pense em uma história sem cabimento? Agora multiplique. Eu li os livros e realmente eles são ruins. Mas incrivelmente os roteiristas conseguiram tornar o filme ainda pior. Não existe arco narrativo interessante ou história que atraia a atenção do espectador. São apenas várias cenas de sexo sem conexão com a narrativa principal. E pior! Cenas de sexo sem apelo algum e super sem graça. Se nos dois primeiros filmes o casal ainda conseguia mostrar alguma química, neste parece que eles são irmãos transando. Terrível!</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8665" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/02/2066231.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="349" /></p>
<p>Para piorar ainda mais a situação, os pontos interessantes que o segundo filme deixou em aberto foram esquecidos completamente neste terceiro. Kim Basinger, que aparece nos <em>Tons Mais Escuros</em> com uma promessa de se tornar uma vilã, simplesmente não existe neste filme. Sim, ela não está nem no elenco. Ou seja, uma das poucas coisas boas que surgiram na trama, eles fizeram questão de esquecer.</p>
<p>Os personagens alheios ao casal são completamente irrelevantes e sem sal. Só aparecem para não ficar sexo o tempo todo e ter o mínimo de história. Mas nada disso resolve, porque a história é muito ruim. Não existe clímax algum e o momento que promete um pouco mais de tensão se resolve em 30 segundos e da forma mais banal possível. Além disso, precisamos lidar com várias cenas machistas em que Christian simplesmente impõe sua opinião à Ana e ela tem que aceitar.</p>
<p>Fico feliz que é o último filme porque realmente não sei se aguentaria mais outro longa de enrolação. É como se os produtores só quisessem finalizar a trilogia, sem a menor preocupação em fazer algo minimamente interessante.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/yVYqTnXuRPw" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Cinquenta Tons de Cinza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Feb 2015 12:33:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinquenta Tons de Cinza]]></category>
		<category><![CDATA[Dakota Johnson]]></category>
		<category><![CDATA[Estreia]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Jamie Dornan]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ir ao cinema para assistir um dos filmes mais aguardados do ano é inviável sem ansiedade. O caso fica ainda mais crítico quando já se leu todos os livros e a expectativa insiste em criar cenários ideais em sua cabeça. E calma, deixe de lado tudo que você ouviu falar sobre o longa até o momento e assista com a cabeça fresca. Cinquenta Tons de Cinza conta a história de Anastasia Steele, uma estudante de literatura tímida que vai ajudar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/02/cinquenta-tons.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2711 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/02/cinquenta-tons.jpg" alt="cinquenta-tons" width="610" height="348" /></a></p>
<p>Ir ao cinema para assistir um dos filmes mais aguardados do ano é inviável sem ansiedade. O caso fica ainda mais crítico quando já se leu todos os livros e a expectativa insiste em criar cenários ideais em sua cabeça. E calma, deixe de lado tudo que você ouviu falar sobre o longa até o momento e assista com a cabeça fresca.</p>
<p><em>Cinquenta Tons de Cinza</em> conta a história de Anastasia Steele, uma estudante de literatura tímida que vai ajudar uma colega de quarto que está doente e segue para entrevistar um dos magnatas de <em>Seattle</em>. Despreparada, ela não esperava que Christian Grey fosse tão sedutor e envolvente. Já ele, cria uma fixação pela jovem e começa a se interessar cada vez mais por ela.</p>
<p>O que se seguem são curtas cenas de busca da parte dele para estar perto dela, enquanto a moça se derrete pela beleza intrigante do ricaço. Sejamos sinceros, essa passagem é curta demais para criar o clima de envolvimento proposto pelo livro. Mesmo deixando de lado a questão da adaptação cinematográfica, que não deve levar em conta a fidelidade, tudo é muito rápido e cria uma situação de “como assim?”, “já?”, e por aí vai. Acredito que o roteirista poderia ter pesado mais nisso, já que a velocidade de tudo remete muito a <em>Crepúsculo</em>, onde uma hora a mocinha conhece o rapaz e na outra, já é o amor da vida.</p>
<p>Seguindo a vida, Christian logo se mostra como alguém maravilhoso, porém estranho. Tem um comportamento mandão, ordenando sempre o que Ana tem que fazer, mesmo quando ainda não tem intimidade com ela. Isso dá vazão para o que acontece depois, com relação ao sadomasoquismo. Verdade seja dita, que esta parte é bem encaixada. Tudo evolui para a cena principal do momento em que ele propõe um contrato para ela assinar, informando termos do relacionamento.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/02/la-et-ct-fifty-shades-of-grey-fandango-movietickets-20150204.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2712 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/02/la-et-ct-fifty-shades-of-grey-fandango-movietickets-20150204.jpg" alt="la-et-ct-fifty-shades-of-grey-fandango-movietickets-20150204" width="610" height="348" /></a></p>
<p>O mote principal do filme, no entanto, é sexo. E tem muito dele ao longo das suas duas horas de duração. Cenas longas, detalhistas e instigantes. O que agrada muito, já que é justamente o que acontece no livro. Os leitores que partilharam da obra vão ficar extremamente satisfeitos com a fidelidade neste sentido. Além disso, não decepciona no quesito visual. Existia um receio por parte de muita gente que a classificação indicativa pesasse mais que a necessidade de mostrar tudo que o livro propõe. Numa corrida, talvez, em agradar o público mais jovem, que sempre leva multidões aos cinemas. O diretor, no entanto, foi fiel ao livro e não aos fãs, fazendo um filme com classificação 18 anos e mostrando tudo que se tem direito na telona.</p>
<p>Preciso destacar também uma das melhores partes de <em>Cinquenta Tons de Cinza</em>, que é a trilha sonora. Composta por artistas variados como Beyoncé, Sia, The Weekend, Ellie Goulding, The Rolling Stones e até Frank Sinatra. As músicas foram muito bem escolhidas e encaixadas em cada momento, em cada cena, associando aos sentimentos dos protagonistas e até favorecendo as situações, principalmente sexuais. Saberão o que estou dizendo na cena em que ela usa pela primeira vez o Quarto Vermelho e Beyoncé suspira ao fundo sua nova versão de Crazy in Love.</p>
<p>No quesito atuações, o longa supera muito as demais sagas adolescentes de casais apaixonados. Jamie Dornan encarna o perfeito <em>Mr. Grey</em>, sem tirar nada. Ele é frio, sedutor, misterioso e lindo, tudo ao mesmo tempo e sem cansar. Chega a ser inebriante. Já Dakota Johnson, que me pareceu meio velha para o papel quando assisti ao trailer pela primeira vez, também encaixou bem no papel de Steele, com trejeitos, manias, cara de inocente e atrapalhada. Mas também, nos momentos em que ela precisa ser mais descontraída, faz isso com naturalidade, sem parecer forçada. O restante do elenco, também compõe bem as cenas, dando um bom suporte aos protagonistas.</p>
<p>O filme pode ser visto, claro, como machista. A menina se envolve com o cara e o filme faz questão de destacar esta parte do livro, onde ele conquista ela pela sedução e pelo dinheiro, ao dar presentes caríssimos e irresistíveis. É a clássica mocinha em “perigo”, que espera que o príncipe encantado resgate ela a qualquer momento e a defenda dos males do mundo. Só que o príncipe bate, restringe amizades, persegue e não deixa que ela faça tudo que quer. No mínimo, problemática esta questão.</p>
<p>No todo, <em>Cinquenta Tons de Cinza</em> agrada muito, supera a expectativa de qualquer leitor e não decepciona com a promessa feita. O final deixa o espectador ansioso e instigado a ver o próximo filme ou até mesmo começar a ler o livro para saber o que acontece. Observando pelo lado da adaptação cinematográfica, ela é muito bem feita e fiel ao conteúdo maior da obra principal. Que venha <em>Cinquenta Tons Mais Escuros</em>!</p>
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