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	<title>Arquivos Jack Huston - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Jack Huston - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Casa Gucci</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Nov 2021 23:49:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O super aguardado Casa Gucci finalmente chega aos cinemas com grande elenco e direção de ninguém menos que Ridley Scott (Perdido em Marte). O filme conta a história da magnata família italiana que fundou a famosa marca Gucci, que ouvimos falar em passarelas, roupas de artistas em premiações e bolsas caríssimas. Este longa vem sendo indicado como um possível concorrente na temporada de premiações e vamos discutir mais a seguir se isso é algo, de fato, realista. O roteiro começa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O super aguardado <em><strong>Casa Gucci</strong></em> finalmente chega aos cinemas com grande elenco e direção de ninguém menos que Ridley Scott (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-perdido-em-marte/"><em>Perdido em Marte</em></a>). O filme conta a história da magnata família italiana que fundou a famosa marca Gucci, que ouvimos falar em passarelas, roupas de artistas em premiações e bolsas caríssimas. Este longa vem sendo indicado como um possível concorrente na temporada de premiações e vamos discutir mais a seguir se isso é algo, de fato, realista.</p>
<p>O roteiro começa nos apresentando como surgiu a relação entre Patrizia Reggiani (Lady Gaga, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nasce-uma-estrela/"><em>Nasce Uma Estrela</em></a>) e Maurizio Gucci (Adam Driver, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de Um Casamento</em></a>), desde o primeiro momento em que eles cruzaram o caminho em uma festa, lá na década de 1970. Ela era uma jovem de classe média, cujo pai era dono de uma empresa de caminhões e ela ajudava na contabilidade dos negócios da família. Quando conheceu Maurizio pela primeira vez, viu nele a oportunidade de colocar em prática toda a sua ânsia por poder.</p>
<p>A medida que a trama avança, acompanhamos a ganância dela contrastando com a falta de ambição do marido. Ele claramente não faz questão de tudo o que tem ou poderia ter, enquanto Patrizia vê sempre a possibilidade além do que a situação revela. O surgimento do tio Aldo (Al Pacino,<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-irlandes/"><em> O Irlandês</em></a>) apimenta mais o cenário, abrindo um leque que antes havia sido fechado pelo pai Rodolfo (Jeremy Irons, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-operacao-red-sparrow/"><em>Operação Red Sparrow</em></a>), que não aceitava a união dos dois.</p>
<p><em><strong>Casa Gucci</strong></em> deixa muito claro que as relações ali não são estabelecidas com o foco em dinheiro. Assim como vimos na série <em>House of Cards</em>, engana-se quem pensa que o objetivo de políticos e empresários é apenas enriquecer. Depois de certo ponto, a fortuna se torna algo muito banal e o que resta são as conexões de poder. A narrativa deixa isso muito claro em todos os momentos ao mencionar o dinheiro, é claro, mas nunca o colocando como uma questão ou objetivo ali.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-14806 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/EwEBxaXXcAg9Qf9.jpg" alt="Casa Gucci" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/EwEBxaXXcAg9Qf9.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/EwEBxaXXcAg9Qf9-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/EwEBxaXXcAg9Qf9-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/EwEBxaXXcAg9Qf9-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A família tem sede por reconhecimento e fama, uma necessidade constante de ocupar um lugar de superioridade. É como se estivesse no sangue deles, então a maioria dos integrantes disputa a todo momento a atenção e a glória do espaço que ocupa. Seria simplório pensar que Patrizia chegou ali para ter ganância em um lugar onde isso não era pensado. A personalidade dela acabou se encaixando perfeitamente com o nome Gucci, até mais do que alguns membros.</p>
<p>O roteiro tem muitos pontos de exagero, como a própria história pede. Falamos de uma família italiana, que tem as emoções a flor da pele, que está disputando poder e dinheiro, que é dona de uma das maiores marca de moda do mundo. Não era possível esperar que as nuances fosse simplistas e modestas. Alguns elementos, no entanto, pecam, como é o caso do personagem de Jared Leto (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-esquadrao-suicida/"><em>Esquadrão Suicida</em></a>), o primo Paolo. Ele deveria funcionar como um alívio cômico, mas a performance foi tão pesada e caricata, que acaba destoando demais de todo o resto. Suas aparições são extremamente cansativas.</p>
<p>Seguindo nas atuações, Driver nos oferece um Gucci muito dualista, que cresce na nossa frente. Do rapaz perdido do início ao homem cheio de poder dos últimos momentos, ele passeia muito bem nestas mudanças. Os grandes destaques, no entanto, ficam mesmo com Gaga e Al Pacino. Ela está sensacional no papel da mulher gananciosa que vê seu império ruir e sair do controle. É impressionante como consegue nos apresentar uma personagem completamente diferente e sem marca das outras que já interpretou. Já ele está tão bem no papel do tio Aldo que sentimos uma necessidade maior de vê-lo em cena. Uma dupla bem ornada.</p>
<p>Mas será que vale algum prêmio? Entendo que vale as indicações e serão merecedoras, se houver. Particularmente no caso de Lady Gaga e Al Pacino (talvez Adam Driver pelo conjunto do trio principal). Porém dificilmente levarão estatuetas, pois o filme não segue no mesmo padrão de qualidade e apresenta um resultado muito bom, mas nada além disso. Poderia ter se arriscado mais para tentar mais indicações. <em><strong>Casa Gucci</strong></em> não deixa de ser, no entanto, um ótimo filme para se conferir.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Ridley Scott</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Lady Gaga, Adam Driver, Al Pacino, Jared Leto, Jeremy Irons, Jack Huston, Salma Hayek, Camille Cottin</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/g1Ud5HJXb50" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Pássaro do Oriente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Nov 2019 20:06:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pássaro do Oriente (Earthquake Bird) é um constante embate cultural. Em um Japão dos anos 80, a estrangeira Lucy Fly (Alicia Vikander, Tomb Raider &#8211; A Origem) vive como tradutora. Certo dia, ela é chamada para prestar um depoimento sobre o desparecimento de Lily (Riley Keough, Ao Cair da Noite), outra forasteira. Assim, a estrutura narrativa vai se intercalando entre presente e passado. Antes de se tornar suspeita, Lucy namorava o introspectivo fotógrafo Teiji (Naoki Kobayashi, famoso cantor de J-Pop), até [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Pássaro do Oriente </strong></em>(<em>Earthquake Bird</em>) é um constante embate cultural. Em um Japão dos anos 80, a estrangeira Lucy Fly (Alicia Vikander, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tomb-raider-a-origem/"><em>Tomb Raider &#8211; A Origem</em></a>) vive como tradutora. Certo dia, ela é chamada para prestar um depoimento sobre o desparecimento de Lily (Riley Keough, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ao-cair-da-noite/"><em>Ao Cair da Noite</em></a>), outra forasteira. Assim, a estrutura narrativa vai se intercalando entre presente e passado. Antes de se tornar suspeita, Lucy namorava o introspectivo fotógrafo Teiji (Naoki Kobayashi, famoso cantor de <em>J-Pop</em>), até que Lily entra na vida dos dois e deixa aquele relacionamento bem conturbado.</p>
<p>Dirigido por Wash Westmoreland (<em>Para Sempre Alice, </em><em>Colette</em>), <em><strong>Pássaro do Oriente </strong></em>é, em uma camada mais superficial, um suspense bem vago e prolixo sobre o sumiço de uma pessoa. Contudo, isto se torna apenas um mero detalhe diante do jogo de hipnotismo que o filme trabalha. Há toda essa áurea mística envolvendo o personagem de Teiji e a própria Lily não sabe dizer o motivo de estar com ele. Afinal, é até meio óbvio que não é uma boa ideia se relacionar com uma pessoa que começa a tirar fotos suas na rua e vive isolada em um apartamento escuro. Acaba que, para a protagonista, estar diante deste homem exótico é fascinante.</p>
<p>Contrapondo-se ao exotismo e calmaria de Teiji, Lily é a personificação de uma personalidade ocidental mais inquietante e curiosa. Esse jogo de opostos funciona em prol do conflito identitário de Lucy Fly, que é perseguida por seu passado, mas quer seguir uma nova vida. Aliás, dualidade que está presente desde os créditos inicias, quando o nome dos atores aparecem tanto em inglês quanto na língua local.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-11917" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/1667785.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/1667785.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/1667785.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/1667785.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>É esta camada que ressignifica toda a ação em <em><strong>Pássaro do Oriente</strong></em>. A dança entre Lily e Teiji, por exemplo, vira mais do que um movimento rítmico. Torna-se a harmonização daquelas personalidades, que são duas faces de uma mesma moeda — Lucy. Neste sentido, Vikander, Keough e Kobayashi fazem performances muito comprometidas com a unidimensionalidade de seus personagens, especialmente o último que, de fato, é de uma presença silenciosa assustadora.</p>
<p>No entanto, o roteiro se perde um pouco na própria sofisticação e embelezamento de seu mistério. Todo esse fatalismo sobre Lucy atrair a morte ao seu redor nunca encontra sintonia com o resto da história. Está solto ali, apenas para trazer mais uma falsa-camada de profundidade para a personagem. Quanto ao subtexto da fotografia, até que faz muito sentido com o progredir da história. Em um certo momento, Teije afirma que a pessoa que é fotografada sempre deixa um pedaço de sua alma para seu fotógrafo. Não deixa de ser isso que acontece com o passar do tempo, com a paranoia tomando conta da personagem e a perda de sua essência. Assim, é como se ele sugasse sua sanidade através daquelas fotos.</p>
<p>Por fim, <em><strong>Pássaro do Oriente </strong></em>acaba sofrendo a máxima daquele ditado: &#8220;é melhor um pássaro na mão do que dois voando&#8221;. Os créditos surgem e não parece ficar claro do que o filme está falando.</p>
<p><strong>Diretor: </strong>Wash Westmoreland</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Alicia Vikander, Riley Keough, Naoki Kobayashi, Jack Huston</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>[youtube https://www.youtube.com/watch?v=PJLtreF2IkU&amp;w=750&amp;h=500]</p>
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		<title>Crítica: Orgulho e Preconceito e Zumbis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Feb 2016 22:13:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Certas ideias são tão estapafúrdias que a gente chega a acreditar que nas mãos das pessoas certas, quem sabe, elas podem dar certo. É o caso de Orgulho e Preconceito e Zumbis, livre adaptação do romance Orgulho e Preconceito de Jane Austen que transporta a história de amor com pitadas de discussões sociais entre Elizabeth Bennet e o aristocrata esnobe sr. Darcy para o universo dos zumbis. A história do longa, por sua vez, é a adaptação de um livro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4601" aria-describedby="caption-attachment-4601" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4601 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/prideprejud-620x349.jpg" alt="prideprejud" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4601" class="wp-caption-text">Matadoras de zumbis: As irmãs Bennet de Jane Austen em versões mais enérgicas.</figcaption></figure>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Certas ideias são tão estapafúrdias que a gente chega a acreditar que nas mãos das pessoas certas, quem sabe, elas podem dar certo. É o caso de <i>Orgulho e Preconceito e Zumbis</i>, livre adaptação do romance <i>Orgulho e Preconceito </i>de Jane Austen que transporta a história de amor com pitadas de discussões sociais entre Elizabeth Bennet e o aristocrata esnobe sr. Darcy para o universo dos zumbis. A história do longa, por sua vez, é a adaptação de um livro de Seth Grahame-Smith, o mesmo de <i>Abraham Lincoln &#8211; Caçador de Vampiros</i>,  que faz exatamente isso com a história de Jane Austen e circula há anos por Hollywood, tendo caído inicialmente nas mãos da atriz Natalie Portman, que viveria a Elizabeth Bennet dessa versão, mas que agora está nos créditos apenas como produtora do filme. Agora, <i>Orgulho e Preconceito e Zumbis </i>chega finalmente aos cinemas com Lily James, de <i>Cinderela</i>, como a protagonista Lizzie Bennet e Sam Riley como o icônico Sr. Darcy em versões exterminadoras de zumbis.</p>
<figure id="attachment_4602" aria-describedby="caption-attachment-4602" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4602 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/pride-and-prejudice-and-zombies-movie-still-04-620x359.jpg" alt="pride-and-prejudice-and-zombies-movie-still-04" width="620" height="359" /><figcaption id="caption-attachment-4602" class="wp-caption-text">Casamento infeliz: Filme não consegue justificar o casamento inusitado entre dois universos tão díspares.</figcaption></figure>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><i>Orgulho e Preconceito e Zumbis </i>traz a história das irmãs Bennet que todos conhecem de <i>Orgulho e Preconceito </i>em meio a uma Inglaterra tomada por uma praga zumbi. As Bennet são garotas treinadas para enfrentar qualquer morto-vivo que viole as divisões impostas pelo país ao mundo dos mortos e dos comedores de cérebros humanos. Em meio a todo esse estado de tensão, Elizabeth Bennet acaba se apaixonando por um homem que passa a desprezar pelo seu comportamento arrogante, Sr. Darcy, um aristocrata que também está muito bem preparado para enfrentar qualquer praga zumbi.</p>
<figure id="attachment_4603" aria-describedby="caption-attachment-4603" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4603 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/pride-and-prejudice-and-zombies-official-still-movie-1042099053-620x361.jpg" alt="pride-and-prejudice-and-zombies-official-still-movie-1042099053" width="620" height="361" /><figcaption id="caption-attachment-4603" class="wp-caption-text">Levemente divertido: Apesar de decrescer em seu ritmo, filme tem alguns momentos que entretém.</figcaption></figure>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Um dos maiores problemas de <i>Orgulho e Preconceito e Zumbis </i>é não tornar orgânica toda a mitologia das histórias de zumbis no contexto do clássico romance de Jane Austen, o que torna o principal defeito da obra ainda mais grave, afinal tudo nela gira em torno desse casamento inusitado entre a clássica obra literária e o universo dos mortos-vivos. No início do longa, até que existem algumas adaptações interessantes envolvendo personagens e passagens marcantes do livro de Jane Austen e o novo contexto proposto pelo autor Seth Grahame-Smith e o diretor e roteirista Burr Steers, cujo título mais interessante da filmografia é o &#8220;estranho&#8221; e pouco conhecido <i>A Estranha Família de Igby</i> (vale a pena resgatar, se tiver interesse). O realizador não consegue justificar a razão para o inusitado casamento entre dois universos tão díspares e os zumbis acabam tornando-se elementos e recursos completamente aleatórios na história. O resultado é um filme esquisito que perde o seu impacto sobretudo nos momentos finais, quando a narrativa empalidece.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Esvaziado em seu propósito e não servindo nem mesmo como uma fita de entretenimento <i>nerd</i>, o que já seria de bom tamanho, <i>Orgulho e Preconceito e Zumbis </i>carece de decisões e adaptações mais enérgicas que transformassem sua inusitada incursão em uma das histórias mais celebradas de Jane Austen num filme que justificasse a sua existência. Do jeito que ficou, até que é um longa divertido, com momentos isoladamente interessantes, mas completamente sem viço.</p>
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