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	<title>Arquivos Gary Oldman - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Gary Oldman - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Mank (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Mar 2021 16:11:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Responsável por A Rede Social e Garota Exemplar, o diretor David Fincher retorna às telonas depois de um período focado na ótima série Mindhunter, também da Netflix. A parceria de peso do cineasta com o estúdio rendeu Mank, uma produção intimista e diferenciada que aborda a trajetória do roteirista Herman J. Mankiewicz na criação da obra-prima icônica de Orson Welles, Cidadão Kane (1941). Em preto e branco, o filme é uma reverência cuidadosa à Era de Ouro de Hollywood, mesmo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Responsável por <em>A Rede Social</em> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-garota-exemplar/"><em>Garota Exemplar</em></a>, o diretor David Fincher retorna às telonas depois de um período focado na ótima série <em>Mindhunter</em>, também da <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/netflix/"><em>Netflix</em></a>. A parceria de peso do cineasta com o estúdio rendeu <strong><em>Mank</em></strong>, uma produção intimista e diferenciada que aborda a trajetória do roteirista Herman J. Mankiewicz na criação da obra-prima icônica de Orson Welles, <em>Cidadão Kane</em> (1941).</p>
<p>Em preto e branco, o filme é uma reverência cuidadosa à Era de Ouro de Hollywood, mesmo que não deixe de pontuar questões importantes a serem debatidas sobre os comportamentos da época. A ambientação é o que faz o espectador se inserir por completo nesta história que passeia por várias temáticas e personas, se aprofundando o necessário, sem cair no erro do excesso.</p>
<p>Os personagens são bem trabalhados nas suas personalidades, ampliando o círculo de protagonismo e permitindo a todos uma inserção real na história. A atuação de Gary Oldman (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-destino-de-uma-nacao/"><em>O Destino de uma Nação</em></a>) é absolutamente impecável e digna de sua indicação a premiações. Ele intensifica o duplo lado de Mank: o alcoólatra que é sempre demitido e negligencia o trabalho em paralelo com o homem preocupado que salvou a vida de dezenas de alemães, que fugiam da Segunda Guerra Mundial.</p>
<p>Amanda Seyfried (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mamma-mia-la-vamos-nos-de-novo/"><em>Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo</em></a>) vive Marion Davies, atriz que teve importante papel na construção do roteiro de Cidadão Kane. Ela protagoniza pontuais e importantes momentos no longa, o que lhe rendeu a sua primeira e merecida indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13890" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mank-1.png" alt="Mank" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mank-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mank-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mank-1-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/mank-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ser pretensioso é um dos maiores problemas de <em><strong>Mank</strong></em>. O espectador mais atento consegue perceber constantemente que Fincher tinha a intenção de criar algo grandioso, uma obra-prima, um filme memorável. E por mais que no fundo saibamos que essa é a intenção da maioria dos cineastas com produções importantes, perceber isso em cena é problemático. É como se o diretor estivesse o tempo todo dizendo: &#8220;Olha como eu sou excelente, olha como essa construção é impecável&#8221;. Falta sutileza na direção.</p>
<p>Ainda assim, David Fincher apresenta um dos melhores trabalhos de sua carreira. Este roteiro foi criado em parceria com o pai dele, Jack Fincher, e levou anos sendo maturado e lapidado, até finalmente chegar às telonas. Esse cuidado de aparar as arestas é perceptível, já que não vemos excessos no longa. Ele caminha ligando todos os elementos e apresentando ao espectador os detalhes necessários da história.</p>
<p><em><strong>Mank</strong> </em>é um ótimo filme que merece todas as indicações que recebeu no Oscar 2021. No entanto, arrisco dizer que, mesmo liderando em número de indicações, ele não será o favorito para levar estatuetas. Não por não ter a qualidade necessária, mas por não ser tão apelativo como outros concorrentes.</p>
<p><strong>Direção:</strong> David Fincher<br />
<strong>Elenco:</strong> Gary Oldman, Amanda Seyfried, Lily Collins, Tom Pelphrey, Arliss Howard, Joseph Cross, Tuppence Middleton, Tom Burke</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/vuKEg9qgDOc" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Possessão de Mary</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jan 2020 13:41:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>De um lado, as salas de cinema dão espaço aos filmes da temporada de premiações, mas de outro, os circuitos comerciais se inundam com estreias ruins. Pelo segundo ano consecutivo, o mês de janeiro foi presenteado com filmes problemáticos. Projetos engavetados por estúdios (como Kursk &#8211; A Última Missão) ou os debutes tardios são os atores secundários desse período do ano. Para não perder o costume, um dos lançamentos da semana &#8211; e um dos primeiros de seu gênero &#8211; [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>De um lado, as salas de cinema dão espaço aos filmes da temporada de premiações, mas de outro, os circuitos comerciais se inundam com estreias ruins. Pelo segundo ano consecutivo, o mês de janeiro foi presenteado com filmes problemáticos. Projetos engavetados por estúdios (como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-kursk-a-ultima-missao/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Kursk &#8211; A Última Missão</em></a>) ou os debutes tardios são os atores secundários desse período do ano. Para não perder o costume, um dos lançamentos da semana &#8211; e um dos primeiros de seu gênero &#8211; é um terror assustadoramente ruim. O longa-metragem estrelado por Gary Oldman (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-destino-de-uma-nacao/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>O Destino de uma Nação</em></a>, de 2017) e Emily Mortimer (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-retorno-de-mary-poppins/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>O Retorno de Mary Poppins</em></a>, de 2018) se apresenta como um produto audiovisual preguiçoso e genérico, pronto para entediar qualquer espectador. <em><strong>A Possessão de Mary</strong></em> chegou aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (23).</p>
<p>Após comprar um velho navio escondido de sua família, David (Gary Oldman) decide se dedicar inteiramente à embarcação para renová-la. Depois da embarcação reformada, David convence sua esposa, Sarah (Emily Mortimer), e suas duas filhas de fazer uma viagem para aproximar a família e começar uma nova etapa em suas vidas. Logo que cheguem em alta mar, coisas perturbadoras começam a atravessar o cotidiano deles. Os dias passam e a família se vê atormentada por alguma força incomum. Um por um, os familiares se dividem e passam a questionar uns aos outros e a si mesmos.</p>
<p>Lançar <strong><em>Mary</em></strong> (título original) num mesmo período que se tem <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-farol/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>O Farol</em></a> (2019) nos cinemas é um chute para fora. Ambos dividem o mesmo universo do horror e, apesar de terem execuções, contextos e narrativas bem diferentes, se inspiram num mesmo tipo de mitologia. O cântico das sereias e os mistérios do mar são peças fundamentais na construção das duas histórias. Dessa forma, é inevitável que o espectador compare-os ou escolha um dos dois para assistir &#8211; e quando isso é feito a dupla Robert Pattinson e Willem Dafoe vence em disparada.</p>
<p>Quando se pensa na premissa de <strong><em>Mary</em></strong>, existe expectativa de um bom resultado. Brincar com criaturas mitológicas, por mais manjado que seja, é uma boa opção. Isso mexe com o imaginário do público. Mexe com lembranças, contos, histórias assombradas. Portanto, discutir uma maldição de uma criatura meio sereia, meio fantasmagórica é possível e pode render um produto interessante. São as escolhas da produção, distribuída pela Paris Filmes, que levam o resultado final ao precipício. A estrutura do roteiro, o desenvolvimento das personagens e suas paranoias, o ritmo e a construção da atmosfera de medo; todos esses elementos carecem algo. <strong><em>A Possessão de Mary</em></strong> não passa de uma produção órfã de uma boa execução.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12255" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/a-possessao-de-mary.jpg" alt="A Possessão de Mary" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/a-possessao-de-mary.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/a-possessao-de-mary-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/a-possessao-de-mary-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Para começar, o roteiro tem dois momentos importantes de viradas. A primeira é a revelação do mistério da criatura que assombra a família, enquanto a segunda é no final do longa. Toda a narrativa é supostamente construída para intensificar esses dois momentos. Se feito de forma correta, poderiam ser picos de tensão e susto para o espectador. No entanto, a descoberta da criatura é puro <em>jump scare</em> e o <em>plot twist</em> do final é óbvio e preguiçoso. A elaboração e construção do que deveriam ser os ápices do filme, falha terrivelmente. O público consegue prever cada passo sem nem precisar dar 100% de sua atenção para à tela.</p>
<p>A narrativa se desenvolve de forma tão sem propósito que até o elenco some. Mesmo com a presença de Oldman e Mortimer, os acontecimentos rasos não permitem que eles deem um levantada nas cenas. A situação se agrava ainda mais quando o espectador se depara com uma história dividida em passado e presente. Esses cortes temporais, ao mesmo tempo que ajudam a dinamizar o filme, atrapalham o desenvolvimento de suas partes. Os cortes de períodos acabam sendo um agente definidor nessa confusão. Em vez de intensificar a tensão, potencializar o mistério e gerar ansiedade no espectador, a montagem com <em>flashbacks</em> agrava a problemática produção.</p>
<p>O elemento assertivo do longa-metragem é o seu tempo. Os 84 minutos de trama são suficientes para a história entregue. Seu ritmo, em contrapartida, por vezes é lento demais e acaba por entediar o público. <strong><em>A Possessão de Mary</em></strong> se assemelha à muitas produções que tem uma boa ideia, mas uma má execução. O universo do horror tem uma vasta lista que pode ser comparado ao filme em questão (como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-sereia-lago-dos-mortos/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>A Sereia – Lago dos Mortos</em></a> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-manicomio/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>O Manicômio</em></a>, ambos de 2019, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-exterminadores-do-alem-contra-a-loira-do-banheiro/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Exterminadores do Além Contra a Loira do Banheiro</em></a>, de 2018). Nada salva a preguiça e o mal cuidado dessa produção. Ao final da sessão, não se sabe quem vai conseguir se recuperar do desastre: Oldman, Mortimer, o estúdio ou o público.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Michael Goi<br />
<strong>Elenco:</strong> Gary Oldman, Emily Mortimer, Owen Teague, Manuel Garcia-Rulfo, Jennifer Esposito, Stefanie Scott, Michael Landes</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/tOqb-HlYTsA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Especial: 10 anos de Batman &#8211; O Cavaleiro das Trevas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jul 2018 00:57:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Aaron Eckhart]]></category>
		<category><![CDATA[Batman - O Cavaleiro das Trevas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há dez anos o mundo se encantava com a excelência de um dos melhores trabalhos da carreira do diretor, roteirista e produtor Christopher Nolan (Amnésia, de 2000, e A Origem, de 2010). The Dark Knight (título original) se tornou um dos mais aclamados trabalhos dentro do universo dos super-heróis, fazendo com que este arrecadasse pouco mais de 1 bilhão de dólares, concedendo a produção a atual posição de 35º lugar na lista de maiores bilheterias da história do cinema – sendo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Há dez anos o mundo se encantava com a excelência de um dos melhores trabalhos da carreira do diretor, roteirista e produtor Christopher Nolan (<em>Amnésia</em>, de 2000, e <em>A Origem, </em>de 2010). <em>The Dark Knigh</em>t (título original) se tornou um dos mais aclamados trabalhos dentro do universo dos super-heróis, fazendo com que este arrecadasse pouco mais de 1 bilhão de dólares, concedendo a produção a atual posição de 35º lugar na lista de maiores bilheterias da história do cinema – sendo sete dos seus antecessores filmes de super-heróis e o sétimo sendo a própria continuação dessa franquia (<em>O Cavaleiro das Trevas Ressurge</em>, de 2012).</p>
<p><em>O Cavaleiro das Trevas</em> chegou aos cinemas no dia 18 de julho de 2008 com o propósito de marcar gerações, criar um novo legado para as adaptações da DC e, acima de tudo, mostrar o potencial de um dos mais famosos e amados justiceiros dos quadrinhos. O homem-morcego, encarnado pelo fantástico Christian Bale (<em>Psicopata American</em>o, de 2000, e <em>O Vencedor</em>, de 2010), é, sem sombra de dúvidas, a melhor interpretação já feita dessa personagem. Com todo o respeito e consideração a todos os grandes atores que já viveram o vigilante noturno, Bale deu ao Batman a seriedade, maturidade e o ar sombrio que sempre faltou.</p>
<p>Graças ao direcionamento espetacular de Nolan, a trilogia do Batman emplacou uma nova perspectiva sobre a história de Bruce Wayne e o seu desejo de vingança. A névoa sombria que paira sobre esses três filmes é o seu maior diferencial quando comparado com os outros trabalhos. Além desse acerto, o diretor sabe muito bem como coordenar belíssimas cenas de ação. E, por conta de um roteiro muito bem cuidado e pensado, as falas do longa-metragem ecoam pela memória dos fãs que, ao lembrarem delas, se arrepiam. Atrelado a todas essas qualidades técnicas, o elenco que rege a orgânica e equilibrada trama é simplesmente espetacular. Ao lado de Bale como o próprio cavaleiro das trevas, temos a genialidade de Gary Oldman como o Comissário James Gordon; o talento de Maggie Gyllenhaal como Rachel Dawes; as lendas Michael Caine e Morgan Freeman interpretando, respectivamente, Alfred Pennyworth e Lucius Fox; e ainda a performance acertadíssima de Aaron Eckhart ao dar vida para o promotor Harvey Dent e o Duas-Caras, a sua versão transtornada e perversa.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9162" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/07/19879974.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Existe mais uma herança interpretativa que merece um destaque especial. Em seu penúltimo trabalho, o ator Heath Ledger agraciou o mundo com a sua arte. Dentro desse nebuloso mundo de Gotham, Ledger entrou ao público um Coringa para se guardar na memória. A interpretação do jovem ator foi magistral, uma das melhores de sua carreira, concedendo-o, inclusive, um Oscar póstumo de Melhor Ator Coadjuvante. A maneira como o ator australiano interpretou o rival mor do homem-morcego é indescritível. Seu gestual, sua voz e aquele olhar insano são a marca registrada do seu Coringa. Improviso, aprofundamento e dedicação são algumas das melhores definições para o legado deixado por Heath Ledger em sua monumental atuação como o mais amado vilão de <em>Gotham Cit</em>y.</p>
<p>Toda essa produção de excelência teve seu fim com a continuação da película em questão, deixando o público com um desejo insaciável de &#8220;quero mais&#8221;. Desejo esse que, infelizmente, ainda não foi satisfeito. Desde o fim da trilogia de Nolan, a DC vem, com todo aparato d<em>a Warner Bros. Pictures</em>, tentando dar segmento as histórias dos principais heróis da <em>DC Comics</em>. Contudo, a maior parte das tentativas não foram tão bem-sucedidas. Apesar de não estarem tão longe nessa jornada para achar sua identidade, é necessário que a DC e Warner encontrem logo o seu lugar para que acendam mais uma vez a chama de interesse criada com a trilogia do <em>Batman</em>. Independentemente de qualquer futuro sucesso ou insucesso, ninguém esquecerá da emoção que foi ver <em>O Cavaleiro das Treva</em>s ganhando vida na telona.</p>
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		<title>Crítica: O Destino de uma Nação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jan 2018 20:14:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Gary Oldman]]></category>
		<category><![CDATA[Joe Wright]]></category>
		<category><![CDATA[O Destino de uma Nação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sempre que na temporada de premiações surge um candidato aos prêmios de atuação como Gary Oldman em O Destino de uma Nação, um ator cultuado como (e esnobado em premiações),  interpretando um personagem real devidamente auxiliado por um trabalho aplicado de maquiagem, o favoritismo é instantâneo, assim como uma certa dose de torcidas de nariz de colegas da crítica ou da cinefilia (é sempre &#8220;chic&#8221; se mostrar opositor do Oscar em certas circunstâncias). Oldman vem de fato despontando como favorito a [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-destino-de-uma-nacao/">Crítica: O Destino de uma Nação</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Sempre que na temporada de premiações surge um candidato aos prêmios de atuação como Gary Oldman em <i>O Destino de uma Nação</i>, um ator cultuado como (e esnobado em premiações),  interpretando um personagem real devidamente auxiliado por um trabalho aplicado de maquiagem, o favoritismo é instantâneo, assim como uma certa dose de torcidas de nariz de colegas da crítica ou da cinefilia (é sempre &#8220;chic&#8221; se mostrar opositor do Oscar em certas circunstâncias). Oldman vem de fato despontando como favorito a prêmios (junto com o novato Timothée Chalamet de <i>Me Chame pelo seu Nome) </i>e há méritos por parte do próprio ator, soberbo no papel do ex-primeiro ministro britânico Winston Churchill, da direção de Joe Wright e da equipe de maquiagem do longa, que auxilia o protagonista na composição física do seu personagem. Contudo, para além dos holofotes em Oldman, <i>O Destino de uma Nação </i>é um ótimo filme.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">No longa acompanhamos os eventos que marcaram os primeiros dias de Churchill como primeiro ministro num momento crucial na história da ilha, quando os alemães avançavam e parte do parlamento estava inclinado a aceitar negociar um acordo de paz com Hitler nos primeiros anos da Segunda Guerra Mundial. Churchill cria um grupo composto por políticos de diversos partidos a fim de encontrar uma solução democrática para o cerco que se fechava contra a nação. No entanto, diferente de seus opositores, Churchill acreditava que a resistência à Alemanha seria o caminho mais recomendável.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Um dos feitos mais admiráveis de <i>O Destino de uma Nação </i>é seu posicionamento diante do protagonista que procura retratar, Winston Churchill. Em momento algum transformado num herói ufanista, ainda que seus realizadores, em especial o diretor Joe Wright, pareçam ter uma clara admiração pela sua personalidade política, o protagonista de <i>O Destino de uma Nação </i>é um homem que tem as suas falhas de personalidade, exitações e medos diante de situações que exigem dele um posicionamento enérgico. Churchill não é retratado como uma figura política carismática e de caráter irretocável (como Abraham Lincoln em <i>Lincoln</i> de Steven Spielberg, por exemplo), mas como um homem comum que assumiu o posto de primeiro ministro britânico num momento muito delicado e que exigia sangue frio e pulso firme. Eis um dos grandes acertos do filme de Joe Wright.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8590" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/01/darkest-hour1.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Wright consegue dimensionar o personagem em três frentes: sua personalidade pública, quando Churchill toma a voz em seus discursos políticos e mostra-se enérgico e cheio de retórica; na vida privada, os instantes em que o protagonista demonstra suas inseguranças e ansiedade ao elaborar decisões que põem em risco sua imagem pública já abalada por uma trágica decisão política tomada anos atrás; e nas artimanhas de bastidor, onde o personagem demonstra o <i>feeling </i>para fazer as articulações e buscar as melhores estratégias a fim de convencer seu público, como quando se apropria do olhar da população para a guerra num inesperado passeio de metrô.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A interpretação de Gary Oldman é fundamental para o filme já que o ator se dedica a uma composição física, desaparecendo no personagem com os quilos de maquiagem no seu rosto, mas também em todo o trabalho de postura corporal e entonação de voz que traz para sua performance, mas o veterano é sublime também na construção da personalidade dessa figura pública que foi Winston Churchill. Em pé de igualdade com o ator está Stephen Dillane, que vive Viscount Halifax, principal opositor de Churchill, estabelecendo sempre um interessante duelo de personalidade quando enfrenta Oldman em cena, assim como nas articulações políticas de bastidor que seu personagem promove para minar as chances de êxito do protagonista. Completam o elenco, Kristin Scott Thomas, Lily James e Ben Mendelsohn, todos muito bem, mas sem destaque acentuado.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Driblando as armadilhas das biografias de políticos e o próprio magnetismo da performance do seu protagonista, <i>O Destino de uma Nação </i>nos oferece uma versão daquilo que se desenrolou nas conversas de gabinete e influenciaram os eventos que vimos em <i>Dunkirk </i>de Christopher Nolan com o resgate dos soldados britânicos da baía de Dunquerque na França. No entanto, diferente do seu rival na temporada de premiações, <i>O Destino de uma Nação </i>sabe dimensionar o seu caráter humano, demonstrando que por trás dos atos históricos existem pessoas. Méritos do seu diretor, Joe Wright.</p>
<p>Joe Wright sabe como tornar o &#8220;disse me disse&#8221; dos bastidores do poder minimamente interessante para plateias que gostam do tema e para aquelas que são pouco familiarizadas com o mesmo, sabendo lidar com a frieza e pragmatismo desses ambientes burocráticos, mas também com as emoções exacerbadas e as tensões que surgem nos seus bastidores. Sem a poesia visual e o romantismo de alguns de seus melhores filmes, como <i>Desejo e Reparação</i>, <i>Orgulho e Preconceito </i>e <i>Anna Karenina</i>, o cineasta faz um trabalho menos carregado de tintas, coerente com as ações discretas dos seus personagens.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/2bTSm8311jQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Trailer comentado: O Destino de uma Nação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Jul 2017 16:19:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trailers]]></category>
		<category><![CDATA[Gary Oldman]]></category>
		<category><![CDATA[Joe Wright]]></category>
		<category><![CDATA[Kristin Scott Thomas]]></category>
		<category><![CDATA[Lily James]]></category>
		<category><![CDATA[O Destino de uma Nação]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2018]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Assim que começaram as gravações de O Destino de uma Nação (tradução brasileira para Darkest Hour) e as imagens do ator Gary Oldman como Winston Churchill, ex-primeiro ministro do Reino Unido, surgiram não havia dúvidas de que estaríamos diante de um desempenho que possivelmente poderia lhe render um Oscar. Em O Destino de uma Nação, Oldman passa por um processo de transformação que já rendeu prêmios para outros atores em temporadas passadas, compondo uma equação normalmente atrativa para a Academia: ator consagrado mas nunca [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Assim que começaram as gravações de <i>O Destino de uma Nação </i>(tradução brasileira para <i>Darkest Hour</i>) e as imagens do ator Gary Oldman como Winston Churchill, ex-primeiro ministro do Reino Unido, surgiram não havia dúvidas de que estaríamos diante de um desempenho que possivelmente poderia lhe render um Oscar. Em <i>O Destino de uma Nação</i>, Oldman passa por um processo de transformação que já rendeu prêmios para outros atores em temporadas passadas, compondo uma equação normalmente atrativa para a Academia: ator consagrado mas nunca premiado interpretando uma personalidade histórica ostentando um espantoso trabalho de maquiagem e dirigido por um diretor respeitado entre os pares e a crítica, mas também nunca vencedor do prêmio. O terreno parece predestinado ao ouro.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>O Destino de uma Nação </i>é dirigido por Joe Wright, que, após bater na trave com <i>Orgulho e Preconceito</i>, <i>Desejo e Reparação </i>e <i>Anna Karenina, </i>pode ter chances com um filme que pretende contar os primeiros anos da administração de Churchill, mesma época em que o político teve que estabelecer negociações de paz com a Alemanha nazista. Com o lançamento do primeiro trailer do filme na semana passada, decidimos compartilhar com vocês leitores, ideias que passaram pela nossa cabeça do que pode ser o longa. Antes de ler nossos comentários, assista ao trailer em questão para ter uma dimensão sobre o filme que estamos tratando:</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/HPVaRVXGoY8" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><b>O olhar sobre o personagem biografado</b></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>O Destino de uma Nação </i>não me parece um filme confinado na ideia de realizar uma biografia &#8220;quadradona&#8221; de Winston Churchill com o trajeto narrativo convencional contando todo o arco de sua vida. Pelo trailer, o filme parece realizar um esforço de dar conta da personalidade controversa, pesando as ranhuras do seu caráter e da sua personalidade política, analisando a mesma através dos seus atos como administrador. Me parece uma decisão acertada, evitar o deslumbramento com a personalidade biografada frisando um olhar crítico para a trajetória do mesmo sem esquecer o lado humano da personalidade.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Logo na abertura do trailer, vemos a entrada de Churchill no cargo político a partir de arranjos que tiveram a participação do primeiro ministro que o antecedeu Clement Attlee. Simultaneamente, através de aparições públicas registradas por fotógrafos, temos informações sobre a personalidade do protagonista dessa história que parece ser um homem de trato difícil e com um histórico nada favorável de administração pública. Algo que me ocorreu nos primeiros minutos do trailer é como a abordagem e as temáticas de <i>O Destino de uma Nação </i>se distanciam das preocupações do cineasta Joe Wright até aqui e como isso poderá ser uma faca de dois gumes, trazendo um frescor para a sua filmografia ao retirá-lo da zona de conforto, mas também pode ser uma aposta que não encontre no cineasta a pessoa certa para executá-la.</p>
</div>
<p><b><br />
</b><b>Novas e antigas colaborações</b></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Outro aspecto que nos chama a atenção no trailer de <i>O Destino de uma Nação</i> é a fotografia empregada por Bruno Delbonnel, indicado quatro vezes ao Oscar (<i>O Fabuloso Destino de Amélie Poulain</i>, <i>Eterno Amor</i>, <i>Harry Potter e o Enigma do Príncipe </i>e <i>Inside Llewyn Davis</i>). As imagens do trailer dão conta de um filme que parece explorar o contraste entre os ambientes escuros dos gabinetes onde as negociações políticas serão tratados e o que lhe é externo com uma luz que incide pontualmente nesses cenários.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Wright nunca trabalhou com Delbonnel. O colaborador mais frequente do realizador nesse departamento é Seamus McGarvey (<i>Desejo e Reparação</i>, <i>O Solista</i>, <i>Anna Karenina</i>), portanto teremos uma estreia, o que será uma experiência interessante. Em contrapartida, <i>O Destino de uma Nação </i>traz antigos colaboradores na trajetória de Wright, como o compositor italiano Dario Marianelli, responsável pela trilha sonora do longa, e a diretora de arte Sarah Greenwood (ambos de <i>Desejo e Reparação </i>e <i>Anna Karenina</i>)<i>.</i></p>
<p><i></i>Sobre a colaboração com Sarah é interessante notar como o trailer de <i>O Destino de uma Nação </i>nos traz vestígios de características semelhantes às de <i>Desejo e Reparação </i>que trouxeram méritos notáveis do filme nesse departamento. Estamos nos referindo ao cuidado que Greenwood teve com os mínimos detalhes da casa dos Tallis &#8211; aqui os gabinetes que servem de cenário para as conversas de Churchill e seu quadro de apoio &#8211; e o esmero com os ambientes percorridos por Robbie (James McAvoy) destruídos por força da guerra &#8211; algo que se repete aqui ao que tudo indica.</p>
</div>
<p><i><br />
</i><b>É o show de Gary Oldman!</b></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Se a primeira imagem oficial do filme chamava a atenção para uma transformação visual de Oldman como Churchill, o trailer de <i>O Destino de uma Nação </i>nos dá relance da performance do ator, mostrando que tem tudo para ser muito mais do que um empurrãozinho da maquiagem em busca de uma verossimilhança.</p>
<p>Oldman parece disposto a impressionar em pequenos gestos, na postura encurvada de Churchill, no jeito de andar, na colocação da sua voz&#8230; Parece um trabalho complexo que nos faz lembrar, por exemplo, da transformação visual aliada a todos esses componentes que tornaram o seu Drácula em <i>Drácula de Bram Stoker </i>tão interessante, por exemplo. Além disso, Oldman parece ter um roteiro que entrega de bandeja para o ator grandes cenas, monólogos e falas.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">A depender de como o filme será recebido, acho que estamos sim diante de um <i>front runner </i>do Oscar a ser superado pelos seus concorrentes. Temos que levar em consideração ainda que Oldman é um dos mais aclamados de sua geração, mas possui apenas uma indicação em seu currículo, como melhor ator por <i>O Espião que sabia Demais </i>em 2012, o que o coloca na categoria &#8220;injustiçado&#8221; pela Academia. Sempre é tempo de construir a narrativa da &#8220;justiça&#8221; pelo Oscar de melhor ator e isso ajuda sobretudo se estivermos diante de um desempenho que de fato mereça a atenção.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><b>Scott Thomas, Scott Thomas</b></p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Falando em &#8220;injustiçados&#8221; do Oscar&#8230; Não é só Oldman que nos chama a atenção no trailer, Kristin Scott Thomas como Clementine Churchill, esposa do primeiro ministro, parece ter um grande destaque no filme. Assim como Oldman, Scott Thomas tem apenas uma única indicação no currículo, a de melhor atriz por <i>O Paciente Inglês </i>em 1998. Vale lembrar que pelos idos de 2009, a atriz quase conseguiu uma menção por sua performance elogiada no drama francês  <i>Há tanto tempo que te amo</i>.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">A depender do tratamento do filme para essa personagem, Scott Thomas tem tudo para duelar de igual para igual com seu parceiro de cena e conseguir semelhante destaque por sua interpretação.</p>
<div class="" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">
<p><b>Segunda Guerra, nunca sai de &#8220;moda&#8221;</b></p>
<p>Também pensamos que o filme é uma grande isca para prêmios por trazer temas propiciados por força do contexto histórico da Segunda Guerra Mundial, algo que não importa a edição do prêmio ou até mesmo a qualidade do filme, sempre chama a atenção de votantes da Academia. E <i>O Destino de uma Nação </i>parece estar imerso nesse contexto e mergulhar a fundo na maneira como Churchill lidou com toda a questão.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><b>A câmera de Wright</b></p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Alguns dos momentos mais marcantes de longas como <i>Orgulho e Preconceito</i>, <i>Desejo e Reparação</i>, <i>Anna Karenina </i>e até mesmo de filmes menos visados como <i>O Solista </i>e <i>Hanna </i>é quando Joe Wright toma sua história para si e até mesmo em um gesto de vaidade artística resolve pontuá-la com alguma decisão que surpreende o espectador como o plano-sequência de <i>Desejo e Reparação </i>ou mesmo sua transição entre cenários e coxias em <i>Anna Karenina. </i>Com registros como os que vemos em <i>O Destino de uma Nação</i>, a expectativa é que Wright pontue de alguma maneira essa história com preciosismos que fizeram seu cinema angariar tantos fãs (e detratores também). Momentos propícios para tanto não faltam no trailer, como as imagens que vemos do conflito, tomadas aéreas etc.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><i>O Destino de uma Nação </i>tem previsão de estreia no Brasil para janeiro de 2018.</p>
</div>
</div>
</div>
</div>
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		<title>Crítica: Planeta dos Macacos &#8211; O Confronto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Jul 2014 23:12:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Andy Serkis]]></category>
		<category><![CDATA[Gary Oldman]]></category>
		<category><![CDATA[Jason Clarke]]></category>
		<category><![CDATA[Keri Russell]]></category>
		<category><![CDATA[Matt Reeves]]></category>
		<category><![CDATA[Planeta dos Macacos: O Confronto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É admirável a forma como esse prequel da franquia Planeta dos Macacos vem sendo conduzido. Em seu segundo capítulo, a série cinematográfica reúne elementos , além dos efeitos especiais de última linha, que deveriam ser essenciais aos blockbusters e que os transformam em verdadeiro entretenimento (sim, porque entretenimento, na raiz de sua definição, não deveria ser equivalente a um produto desleixado em seu tratamento como narrativa, como fazem uns e outros diretores por ai): ritmo, um roteiro inteligente e bem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/maxresdefault.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-1584 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/maxresdefault-620x348.jpg" alt="maxresdefault" width="620" height="348" /></a></p>
<p>É admirável a forma como esse <em>prequel </em>da franquia <em>Planeta dos Macacos </em>vem sendo conduzido. Em seu segundo capítulo, a série cinematográfica reúne elementos , além dos efeitos especiais de última linha, que deveriam ser essenciais aos <em>blockbusters </em>e que os transformam em verdadeiro entretenimento (sim, porque entretenimento, na raiz de sua definição, não deveria ser equivalente a um produto desleixado em seu tratamento como narrativa, como fazem uns e outros diretores por ai): ritmo, um roteiro inteligente e bem costurado e personagens defendidos com segurança e sensibilidade pelo seu elenco. <em>Planeta dos Macacos &#8211; O Confronto</em>, como o seu capítulo anterior <em>Planeta dos Macacos &#8211; A Origem</em>, preenche todos esses requisitos com larga folga.</p>
<p><em>O Confronto </em>se passa quinze anos após os eventos do último longa e traz César e os outros símios bem longe dos humanos, vivendo em harmonia e comunidade no meio da floresta de São Francisco. Estranhando a ausência de contato com humanos durante anos, César e seu grupo nem suspeitam que parte da raça foi dizimada pela &#8220;gripe símia&#8221;, fruto dos experimentos realizados pelos cientistas com os macacos no filme anterior. No entanto, um grupo de sobreviventes da região tenta entrar em contato com outros humanos mas não consegue pois não tem energia elétrica que faça funcionar os aparelhos de comunicação. A única forma de saírem do isolamento é reativarem uma antiga usina localizada na proximidade da aldeia que César e seus companheiros construíram. Novamente, macacos e homens se reencontram e as divergências e proximidades entre as espécies surgem para moderar uma potencial guerra entre os dois grupos.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/Dawn-Of-The-Planet-Of-The-Apes-11.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-1585 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/Dawn-Of-The-Planet-Of-The-Apes-11-620x333.jpg" alt="Dawn-Of-The-Planet-Of-The-Apes-11" width="620" height="333" /></a></p>
<p>O diretor Rupert Wyatt, que comandou <em>Planeta dos Macacos &#8211; A Origem</em>, cede espaço para Matt Reeves (de <em>Cloverfield &#8211; Monstro </em>e do remake <em>Deixe-me Entrar</em>). Em termos de identidade, a franquia não perde absolutamente nada. As características centrais da trama são mantidas. A atmosfera, no entanto, é completamente diferente, o que é bem coerente com o estágio da história. Em <em>Planeta dos Macacos &#8211; O Confronto </em>há um tom de realismo na forma como os personagens encaram uns aos outros e um ligeiro pessimismo no futuro das relações entre seres de espécies diferentes e até mesmo entre seres da mesma espécie, o que faz o filme dialogar com muita veemência com o quadro geopolítico atual.</p>
<p>Novamente, <em>Planeta dos Macacos </em>é exemplar para os filmes da temporada pela forma como maneja tecnologia de última ponta e domínio narrativo. O desenvolvimento dos macacos pela equipe de efeitos visuais, aliado a captura de performances <em>in loco </em>valoriza o trabalho não só da equipe técnica mas também de atores como Andy Serkis (o César, que após anos sendo reconhecido por isso finalmente consegue ser o primeiro nome na lista do elenco nos créditos do filme), Judy Greer (Cornélia), Toby Kebbell (Koba) e Nick Thurtson (Olhos Azuis), todos, inclusive, têm mais destaque que o elenco humano formado por ótimos atores como Jason Clarke, Keri Russell, Gary Oldman e Kodi Smit-McPhee. Além disso, Matt Reeves mantém a trama em ascendência e instiga o interesse do espectador pelos personagens e por seus destinos do início ao fim, dando conta de sequências muito bem executadas (a cena da caçada dos símios na abertura é exemplar). Tudo isso sem querer parecer &#8220;intelectualoide&#8221; com reflexões impertinentes e extensas demais ou oco ao se tornar refém das suas cenas de ação, como muitos de seus colegas que se aventuram nessa temporada de férias do cinema norte-americano fazem. Pelo contrário, tudo é muito bem dosado, equilibrado em <em>Planeta dos Macacos &#8211; O Confronto</em>.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/dawn-of-the-planet-of-the-apes-pics-6.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-1586 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/dawn-of-the-planet-of-the-apes-pics-6-620x325.jpg" alt="XXX DAWN-PLANET-APES-MOV-JY-3806-.JPG A ENT" width="620" height="325" /></a></p>
<p>Ao ter completo domínio e <em>timing </em>do quanto deve fornecer de espetáculo visual e do quanto deve fazer o espectador refletir sobre a sua própria condição enquanto ser social e espécie humana &#8211; sim, porque, em sua essência <em>Planeta dos Macacos </em>é uma alegoria disso &#8211; <em>, Planeta dos Macacos &#8211; O Conf</em>ronto é mais uma contribuição referencial para a indústria do entretenimento cinematográfico dos EUA atual, que em alguns momentos é tão carente de lampejos como esse. O filme nos lembra que, para divertir, uma obra não precisa ser vazia de histórias, sentimentos e discussões e de que para ser &#8220;arte&#8221; não precisa ser excessivamente técnico ou se despir de qualquer simplicidade. Basta encontrar a dose certa para cada elemento.</p>
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