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	<title>Arquivos Emma Thompson - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Emma Thompson - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Matilda &#8211; O Musical</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Dec 2022 18:22:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Adaptado da obra homônima de Roald Dahl, a história da garota prodígio Matilda já ganhou versões em vários formatos, como em audiobooks ou na Broadway. Há uma popularidade na menina que sofre com os pais alienados e uma diretora de escola assustadora e grande parte disto se deve a versão dirigida por Danny DeVito, nos anos 1990. (E aqui, é preciso abrir um parênteses para revelar o quão árdua é a missão de escrever sobre este novo olhar cinematográfico para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Adaptado da obra homônima de Roald Dahl, a história da garota prodígio Matilda já ganhou versões em vários formatos, como em audiobooks ou na Broadway. Há uma popularidade na menina que sofre com os pais alienados e uma diretora de escola assustadora e grande parte disto se deve a versão dirigida por Danny DeVito, nos anos 1990. (E aqui, é preciso abrir um parênteses para revelar o quão árdua é a missão de escrever sobre este novo olhar cinematográfico para <strong><em>Matilda</em></strong>, visto que esta que vos escreve cresceu assistindo Mara Wilson e Embeth Davidtz contracenando, com carisma e um bom jogo de cena).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, o que importa agora é pensar no musical de 2022, que estreia dentro da Netflix, como um musical que procura uma fidelidade maior ao livro e que toma seu tempo para criar espaço para cada acontecimento. Matilda é filha única e seus poderes não chegam de repente ou facilmente. Há uma luta interna da personagem e o seu amadurecimento é o que refina a sua magia. A força da menina vem muito mais do discurso e da sua coragem do que com seus poderes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta característica condiz com a construção da sua personalidade dentro do enredo, complexificando e aprofundando mais quem é ela e as suas motivações. </span><span style="font-weight: 400;">O talento de Alisha Weir potencializa esta energia que circunda o seu papel. Apesar de toda a sua atuação ser bastante intuitiva, Alisha domina as suas sequências por apresentar consciência do uso dos seus olhos e do seu tônus corporal para imprimir as emoções de Matilda. Ao lado de Miss Honey (Lashana Lynch ,Mulher Rei), as sensações dos sentimentos de Matilda se intensificam.</span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16200" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/3644574.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Matilda" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/3644574.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/3644574.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/3644574.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/3644574.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A relação de Matilda e Miss Honey é uma espécie de chave da história, pois é a única validação adulta que a protagonista possui. Desta forma, o trabalho de Lynch e de Weir é satisfatório, pois elas conseguem mostrar essa cumplicidade única que existe entre a dupla. </span><span style="font-weight: 400;">Dentro desta lógica, o contraponto principal a esta parceria entre Matilda e Miss Honey é a figura da Miss Trunchbull (Emma Thompson), que precisa ter imponência e criar uma atmosfera de medo. No entanto, apesar da atuação de Thompson não ser exatamente ruim, falta algo na criação deste imaginário que está conectado diretamente com a personagem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O fato desta Trunchbull não funcionar vem da atuação, mas também do roteiro e da própria direção. Há uma lacuna nesta ambientação ao redor de Trunchbull, que deveria, na verdade, gerar tensão e um perigo iminente para Matilda e Honey. </span><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, Matthew Warchus (<em>Orgulho e Esperança</em>) entrega elementos positivos em sua composição. Talvez, seu maior tenha sido em criar uma decupagem que não só engrandecessem os números musicais, mas também deixasse as fruições mais prazerosas para o público. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através de seus planos e movimentações de câmera, as coreografias crescem e podem ser acompanhadas em sua totalidade, além de ficarem mais empolgantes. </span><span style="font-weight: 400;">Um exemplo é um dos momentos finais, na execução da música <em>Revolting Children</em>. </span>A revolta das crianças no colégio é apoteótica e o foco de Warchus parece justamente esse, de conduzir mais sobriamente as sequências sem música.  Desta maneira, no geral, <strong><em>Matilda &#8211; O Musical</em></strong> tem seus altos e baixos. Por ganhar uma dinâmica mais intensa durante as canções e possuir algumas quedas em momentos que poderiam ser de suspensão ou de criação de uma progressão, o longa peca. Mas, através das suas músicas, de uma protagonista carismática e da relação de Miss Honey com Matilda, a projeção acaba valendo a pena.</p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Matthew Warchus</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Alisha Weir, Lashana Lynch, Emma Thompson, Stephen Graham</span></p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/I3ibMnIQrLY" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Boa Sorte, Leo Grande</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Jul 2022 15:55:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Estreia esta semana nos cinemas o longa de comédia dramática Boa Sorte, Leo Grande. No enredo, temos a maravilhosa Emma Thompson (Cruella) no papel de uma mulher mais velha, recém-viúva, que teve apenas um parceiro sexual a vida inteira e que busca finalmente sentir o primeiro orgasmo. Ela decide, então, contratar um acompanhante de luxo profissional, o Leo Grande (Daryl McCormack, Peaky Blinders), para ter uma experiência mais objetiva. O filme se passa praticamente todo dentro do quarto do hotel [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Estreia esta semana nos cinemas o longa de comédia dramática <strong><em>Boa Sorte, Leo Grand</em></strong>e. No enredo, temos a maravilhosa Emma Thompson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-cruella/"><em>Cruella</em></a>) no papel de uma mulher mais velha, recém-viúva, que teve apenas um parceiro sexual a vida inteira e que busca finalmente sentir o primeiro orgasmo. Ela decide, então, contratar um acompanhante de luxo profissional, o Leo Grande (Daryl McCormack, <em>Peaky Blinders</em>), para ter uma experiência mais objetiva. O filme se passa praticamente todo dentro do quarto do hotel em que eles ficam e, ainda assim, consegue ser dinâmico e nada tedioso.</p>
<p>Procurando naturalizar o ato sexual e a burocratização que costuma ter em seu entorno, o filme toma o caminho de tornar a situação tão comum quanto aprender a andar de bicicleta. A dupla principal conversa muito sobre as motivações e o que Nancy deseja alcançar: o sonhado orgasmo. Ele teve relações sexuais apenas com o marido, um homem sem romantismo e nada preocupado com o prazer da esposa. Focada a vida inteira em sua carreira e nos filhos, a recém-viúva decide que é hora de experimentar novidades.</p>
<p>A forma como Leo lida com a profissão, especialmente nas primeiras cenas, também é algo que a diretora Sophie Hyde (<em>Toda Terça-feira</em>) procura dar uma roupagem sem preconceitos e clichês que estamos acostumados. Ele é um profissional do sexo, sim, mas um profissional como outro qualquer, com rotina, hábitos, metas e estilo de trabalho. A medida que o filme evolui, claro, vamos entendendo os caminhos que o levaram até ali, mas de uma maneira bem pincelada pelo roteiro, pois o foco mesmo é na descoberta sexual da mulher de meia idade.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15738" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/1655477292_A-cena-de-nudez-de-Emma-Thompson-em-Boa-sorte.jpg" alt="Boa Sorte Leo Grande" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/1655477292_A-cena-de-nudez-de-Emma-Thompson-em-Boa-sorte.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/1655477292_A-cena-de-nudez-de-Emma-Thompson-em-Boa-sorte-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/1655477292_A-cena-de-nudez-de-Emma-Thompson-em-Boa-sorte-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/1655477292_A-cena-de-nudez-de-Emma-Thompson-em-Boa-sorte-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>É uma temática, inclusive, que precisa sempre ser mais debatida. O entendimento que a sociedade tem que a mulher pós-menopausa não tem (ou não deveria ter) vida sexual ativa é o que leva a muitas a darem esse tempo como passado ou desistirem de tentar resolver questões e traumas vividos. É preciso que o sexo deixe de ser tabu para que ele se torne parte presente na vida de todos e de maneira saudável. O caminho que o filme toma neste sentido (e que eu particularmente concordo) é criando uma naturalização do ato. Transar é muito mais simples do que fazemos parecer ser.</p>
<p>Outro detalhes fundamental de <strong><em>Boa Sorte, Leo Grande</em></strong> é que ele mostra o corpo nu frontal de uma mulher de 63 anos. Sem câmera rápida, sem relance. Vemos de frente, no espelho, por bons segundos. É algo, inclusive, que a própria Emma afirmou em uma entrevista: &#8220;quantas vezes nós, mulheres, paramos na frente do espelho para ver nosso corpo nu, sem tentar alterá-lo? Seja murchando a barriga ou mudando a posição?&#8221; Essa é mais uma reflexão importante que o filme apresenta.</p>
<p>Ainda que o longa tenha temas importantes e cuidadosos a serem tratados, o humor passa pela maioria das cenas, de maneira muito respeitosa. Não há escracho ou deboche. É um humor normal e nervoso do dia a dia, como quando rimos de uma coisa de não sai exatamente como planejávamos. A cineasta acertou no tom e a escolha de elenco foi ponto chave para o resultado do longa. Afinal, não é fácil sustentar quase 1h40 de filme com apenas duas pessoas dentro de um mesmo cenário entediante de quarto de motel. Para isso, além de Thompson, o ótimo novato Daryl McCormack já mostrou muito de seu potencial. Vale a pena conferir!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Sophie Hyde</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Emma Thompson, Daryl McCormack, Isabella Laughland</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/_X1DR0cHhv8" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Cruella</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jun 2021 00:10:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Trilhar um caminho que já foi percorrido por Glenn Close (Era Uma Vez Um Sonho) não é exatamente uma tarefa fácil. Mas Emma Stone (Zumbilândia &#8211; Atire Duas Vezes) mostrou que não é apenas mais uma garota privilegiada de Hollywood, ao encarnar a pele da vilã Cruella, no filme que mostra a história da sua origem como antagonista. A ideia principal do longa é mostrar o surgimento de uma das vilãs mais emblemáticas dos clássicos da Disney. Cruella é sarcástica [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Trilhar um caminho que já foi percorrido por Glenn Close (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/video-critica-era-uma-vez-um-sonho-2020/"><em>Era Uma Vez Um Sonho</em></a>) não é exatamente uma tarefa fácil. Mas Emma Stone (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-zumbilandia-atire-duas-vezes/"><em>Zumbilândia &#8211; Atire Duas Vezes</em></a>) mostrou que não é apenas mais uma garota privilegiada de Hollywood, ao encarnar a pele da vilã Cruella, no filme que mostra a história da sua origem como antagonista.</p>
<p>A ideia principal do longa é mostrar o surgimento de uma das vilãs mais emblemáticas dos clássicos da Disney. Cruella é sarcástica e impaciente. Trajada sempre na elegância, ela não tem escrúpulos algum no trato com as pessoas, muito menos com os animais. Seu olhar é maquiavélico e sempre revela uma loucura insana que corre nas suas veias.</p>
<p>Mas o que a levou a ser assim? É nisso que o filme se foca.</p>
<p>Uma garotinha que sofria <em>bullying</em> desde cedo, por conta de seu cabelo diferente e multicolorido, assiste ao assassinato brutal da mãe e acaba caindo na vida do crime como única alternativa à vida naquele momento. Foi assim que se deu início à história de Estella e os percalços que a levaram a se tornar posteriormente em Cruella.</p>
<p>A menina tem um talento nato para moda e sonha em trabalhar em um dos ateliês mais famosos da época, sob a tutela da famosa Baronesa Von Hellman (Emma Thompson). O roteiro segue um caminho um pouco óbvio de tentar humanizar a personagem que sempre foi tida por sua insanidade e crueldade.</p>
<p>A relação com os cachorros neste filme é bem diferente do que estamos habituados. Ela chega a ter um cachorrinho que a acompanha em muitos momentos. Bem diferente do ódio pelos dálmatas que víamos anteriormente. Embora isso seja toscamente pontuado no filme, é um dos principais pontos para criar empatia por parte do público.</p>
<p><strong>Roteiro sem a escuridão necessária</strong></p>
<p>Cruella é uma das vilãs mais insanas que a Disney já produziu, inclusive foi alvo de muitos questionamentos por se tratar de uma personagem dentro de um longa infantil. O roteiro deste live-action não honra a intensidade da personagem. Ele passeia muito displicente por vários espectros, tornando-a comum e apenas mais uma fruto das dores de um passado de vida castigada.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14180" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/06/8599bff493-1.jpg" alt="Cruella" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/06/8599bff493-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/06/8599bff493-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/06/8599bff493-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/06/8599bff493-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Cruella, a original, claramente tem traços de psicopatia que não são perpetuados ao longo da maior parte do filme. Quando chegamos na última parte do longa, o roteiro decidir plantar essa ideia em nossas cabeças, mas já é tarde demais. Podemos fazer um paralelo com “Coringa” (2019), filme protagonizado pelo genial Joaquin Phoenix, que tem a mesma proposta de contar a história de um vilão. Lá, no entanto, o roteiro se equilibra perfeitamente entre a loucura patológica de Arthur Fleck e os episódios cruéis de sua vida, que despertaram ainda mais a sua ira.</p>
<p>Aqui em <em><strong>Cruella</strong></em>, o que vemos é uma falta de maturidade na vilã. O roteiro passa muito tempo criando empatia por parte do espectador, que, ao final, não consegue mais visualizar a personagem como verdadeiramente cruel.</p>
<p><strong>Emma consegue superar Gleen Close?</strong></p>
<p>Quando surgiu o primeiro vislumbre do roteiro deste novo live-action, a primeira pergunta que surgiu para todos foi: quem viverá o papel icônico de Cruella? Gleen Close já o havia feito no longa “Os 101 Dalmatás” (1996), e protagonizou a vilã de maneira formidável.</p>
<p>Close pegou essa aura insana do desenho animado e conseguiu transpor com perfeição ao live-action, conferindo mais alguns detalhes que eram perdidos na animação. Sua risada foi marcante o suficiente para gerar o terror nas crianças e a cena dela dirigindo raivosa em seu carro, correndo atrás dos cachorrinhos, é realmente incomparável.</p>
<p>Mas o que Stone fez por Cruella? Trouxe uma nova roupagem mais fashionista para a protagonista. Ela foca na moda e nos apresenta momentos similares ao ótimo filme “O Diabo Veste Prada”, com desfiles e looks deslumbrantes. Além disso, Emma é uma excelente atriz que se dedica completamente à construção de seus papéis. Somos presentados com uma cena-chave na mudança da personalidade de Estella, em que notamos a vilã surgindo na decepção da jovem castigada pela vida.</p>
<p>Ainda assim, carece mais intensidade na personagem, falta um pouco de alma na atuação de Stone. Por mais que a proposta do filme seja a construção da vilã, se torna pouco convincente que ela seja a Cruella que conhecemos, já que o ódio e a crueldade não exalam de seus poros. Mas atribuo isso muito mais ao roteiro do que à atuação em si.</p>
<p><strong>Então, o que esperar?</strong></p>
<p><em><strong>Cruella</strong></em> tem muitos pontos positivos que o tornam um filme interessante de se conferir. Envolvido numa trilha sonora excelente e cuidadosamente escolhida, a aura punk da personagem e o estilo de Emma Stone conferem uma boa experiência ao espectador. No entanto, é preciso se descolar da ideia da Cruella que conhecemos, porque qualquer expectativa criada pode levar a um nível de frustração que interfira na experiência.</p>
<p>Texto originalmente publicado no <a href="https://www.ibahia.com/coisa-de-cinefilo/coisa-de-cinefilo/noticia/o-que-esperar-de-cruella-da-disney/"><strong><em>site iBahia</em></strong></a>.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Craig Gillespie</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Emma Stone, Emma Thompson, Paul Walter Hauser, Emily Beecham, Joel Fry, Mark Strong, Kirby Howell-Baptiste</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/ndDeNIOgsYo" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Uma Segunda Chance para Amar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Nov 2019 20:40:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A comédia romântica Uma Segunda Chance para Amar chega aos cinemas nesta quinta-feira, 28 de novembro, e conta a história de Kate (Emilia Clarke, Como Eu Era Antes de Você), uma jovem promissora que lida com as consequências emocionais de quase ter morrido por conta de um problema de saúde. Com um péssimo relacionamento com a família, um emprego que detesta e destruída emocionalmente, ela ainda foi expulsa do apartamento onde morava. Em meio a toda essa confusão, Kate conhece [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A comédia romântica <strong><em>Uma Segunda Chance para Amar</em></strong> chega aos cinemas nesta quinta-feira, 28 de novembro, e conta a história de Kate (Emilia Clarke, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-como-eu-era-antes-de-voce/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Como Eu Era Antes de Você</em></a>), uma jovem promissora que lida com as consequências emocionais de quase ter morrido por conta de um problema de saúde. Com um péssimo relacionamento com a família, um emprego que detesta e destruída emocionalmente, ela ainda foi expulsa do apartamento onde morava. Em meio a toda essa confusão, Kate conhece o misterioso Tom (Henry Golding, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-podres-de-ricos/"><em>Podres de Ricos</em></a>), que vai dar um <em>looping</em> na sua vida.</p>
<p>O gênero de comédia romântica, infelizmente, está em baixa nos últimos anos. Depois de um pico na década de 1990, atualmente o que vemos nos cinemas é basicamente adaptação de franquias e quadrinhos. Para a fanática crítica que aqui escreve, ir ao cinema para ver seu gênero favorito é momento de empolgação. Ainda mais com um elenco tão bom e envolvendo o Natal. Já adianto, de antemão, que o resulto é bem legal.</p>
<p><em><strong>Uma Segunda Chance para Amar</strong></em> é um filme cuidadoso com os detalhes. Quando achamos que ele vai dar pequenos tropeços no roteiro, logo em seguida as ações são explicadas ou justificadas. Isso torna a história muito mais real, por mais que um certo fascínio fantástico a permeie. Kate está visivelmente confusa e perdida, se sujeitando a qualquer tipo de situação, pela simples inércia da falta de sentimentos. A medida que o roteiro evolui, descobrimos novas camadas da personagem, como sua relação complicada com a mãe ou o fato de ter uma carreira de cantora frustrada.</p>
<p>Na contramão, Tom é um completo mistério. Pouco se sabe sobre o personagem, o que ele faz, onde mora, o que gosta de fazer. A atração do espectador por ele é magnética, não apenas pela beleza do ator, como pelas palavras carinhosas. Kate precisa desesperadamente de carinho e atenção, e é justamente isso que ele representa.</p>
<p>Em paralelo ao casal principal, os coadjuvantes são muito bons e oferecem uma história secundária interessante. Como é o caso do romance de Noel, a chefe de Kate na loja de artigos natalinos. Michelle Yeoh (<em>Memórias de Uma Gueixa</em>) dá o tom equilibrado no exagero que a personagem exige, sem beirar o caricato. O mesmo vale para a fantástica Emma Thompson (<em>Simplesmente Amor</em>), que vive a mãe angustiada e desnorteada da protagonista.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-11975" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/3228464.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Uma Segunda Chance para Amar" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/3228464.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/3228464.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/3228464.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Para o casal principal, Emilia Clarke e Henry Golding possuem uma ótima química em cena, com muita naturalidade e intensidade, ao mesmo tempo. Ela está cheia de expressões, como sempre. E ele, que já nos conquistou em <em>Podres de Ricos</em>, mostra ainda mais o seu potencial de galã que sabe atuar.</p>
<p>O acréscimo da trama é, definitivamente, o próprio Natal. Não apenas pela loja em que Kate trabalha, como o fato dela ter que se vestir como um elfo do Papai Noel. Além disso, a trilha sonora nos oferece o clássico &#8220;Last Christmas&#8221;, de Wham!, que inspirou o nome original do longa, e sucessos de George Michael. Uma combinação perfeita de música boa e empolgante, com o clima natalino e o romance com pintadas de comédia.</p>
<p>O que pode frustrar o espectador mais desatento, porém, é o <em>plot twist</em> dramático em certo ponto da trama. Não entrarei em maiores detalhes para evitar spoilers. No entanto, acredito que foi uma ação necessária que vinha sendo construída desde o início do roteiro. Não é uma covardia narrativa o que acontece e o diretor Paul Feig (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-pequeno-favor/"><em>Um Pequeno Favor</em></a>) não precisou ser desleal com seu espectador, criando um caminho que surgisse do nada.</p>
<p><em><strong>Uma Segunda Chance para Amar</strong></em> se beneficia de um roteiro comum que tem elementos atraentes, como o ótimo elenco e trilha sonora. É uma boa comédia romântica, que aquece nossos corações nesta chegada de temporada de longas de Natal. Mesmo que não seja tão maravilhoso quanto poderia, cumpre muito bem seu objetivo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Paul Feig<br />
<strong>Elenco:</strong> Emilia Clarke, Henry Golding, Michelle Yeoh, Emma Thompson, Lydia Leonard</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/6ABmXDV7y-w" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Link Perdido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Nov 2019 21:55:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Chega aos cinemas nesta quinta-feira, dia 07 de novembro, a animação Link Perdido, que conta com Hugh Jackman (Logan), Zach Galifianakis (Se Beber, Não Case!), Zoe Saldana (Guardiões da Galáxia), Emma Thompson (Razão e Sensibilidade) e Timothy Olyphant (série Fargo) no elenco. O filme é uma aventura de descoberta de Sir Lionel Frost (Hugh Jackman), que se considera o melhor investigador de mitos e monstros do mundo. Ele recebe uma pista do paradeiro do Pé Grande e resolve ir atrás [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Chega aos cinemas nesta quinta-feira, dia 07 de novembro, a animação <em><strong>Link Perdido</strong></em>, que conta com Hugh Jackman (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-logan/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Logan</em></a>), Zach Galifianakis (<em>Se Beber, Não Case!</em>), Zoe Saldana (<em>Guardiões da Galáxia</em>), Emma Thompson (<em>Razão e Sensibilidade</em>) e Timothy Olyphant (série <em>Fargo</em>) no elenco. O filme é uma aventura de descoberta de Sir Lionel Frost (Hugh Jackman), que se considera o melhor investigador de mitos e monstros do mundo. Ele recebe uma pista do paradeiro do Pé Grande e resolve ir atrás para garantir a descoberta e finalmente ser respeitado pelos colegas.</p>
<p>A história se desenvolve de maneira lenta no começo, especialmente para um filme de menos de 90 minutos. O espectador passa um bom período se questionando para onde a narrativa vai nos levar e em quais personagens precisamos focar energia. Isso poderia ser atenuado se o roteiro não passasse tanto tempo explicando coadjuvantes de pouca relevância.</p>
<p>Dito isso, um detalhe que me chamou a atenção é que a primeira metade de <strong><em>Link Perdido</em></strong> não tem personagem feminina. E essa energia masculina excessiva tem seu peso. É notório que depois que a personagem Adelina Fortnight (Zoe Saldana) surge, o fluxo da história soa muito mais natural e leve. Pena que a inserção foi tardia o suficiente para que o espectador não crie tanta simpatia por ela.</p>
<p>O ponto de destaque desta animação é o cuidado estético que ela possui. Seja no quesito arte, como no quesito diálogo e sonoplastia. Cada detalhe é cuidadosamente pensado e orquestrado para oferecer uma experiência visual única ao espectador. A minúcia das cenas é surpreendente, resultando em um projeto com forte potencial para indicação técnica no Oscar.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11747" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/2648671.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="Link Perdido" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/2648671.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/2648671.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/2648671.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O apreço pela estética, no entanto, não pode ser visto no desenvolvimento do roteiro como um todo. É divertido, suave e com uma história fofinha. Mas ele falha ao não se definir como um gênero específico. Seu protagonista fica passeando entre o excêntrico, o mulherengo e o bonzinho, sem nunca se assumir como nenhuma das opções.</p>
<p>O personagem mais interessante é, realmente, Mr Link (Zach Galifianakis), o tal Pé Grande. A personalidade literal dele nos oferece cenas com bom divertimento e risadas sinceras. Além disso, as principais cenas, como a luta na taverna, são realmente bem construídas.</p>
<p>Ainda assim, é um filme que fala sobre o sentimento de pertencimento a algum lugar. A necessidade de ter um vínculo, uma raiz com o local onde se mora. Além disso, como a amizade pode ser o caminho para criar essa história. É uma mensagem bonita e verdadeira, que traz ainda mais beleza para a trama.</p>
<p><em><strong>Link Perdido</strong></em> é um filme para a família, com todas as nuances que isso pode representar. Tem entretenimento de qualidade para todas as idades, sem cair no excesso de piada sarcástica adulta e nem na infantilidade exagerada. Embora não seja uma grande produção, com certeza vai agradar às crianças, valendo uma boa sessão no fim de semana.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Chris Butler<br />
<strong>Elenco:</strong> Hugh Jackman, Zach Galifianakis, Zoe Saldana, Emma Thompson, Timothy Olyphant</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/PNbOlZn_3u0" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: MIB: Homens de Preto &#8211; Internacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Jun 2019 19:54:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dá até para imaginar a reunião da Sony que deu origem a MIB: Homens de Preto &#8211; Internacional. Possivelmente, surgiu a necessidade do estúdio escolher algum blockbuster para encher o calendário da empresa em 2019 e um executivo puxou aleatoriamente da lista de propriedades da empresa a franquia MIB: Homens de Preto, que iniciada em 1997 nos cinemas com Will Smith e Tommy Lee Jones sequer tem um grupo de fãs nostálgicos clamando por um retorno da série, como Caça-Fantasmas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Dá até para imaginar a reunião da Sony que deu origem a <em><strong>MIB: Homens de Preto &#8211; Internacional</strong></em>. Possivelmente, surgiu a necessidade do estúdio escolher algum <em>blockbuster</em> para encher o calendário da empresa em 2019 e um executivo puxou aleatoriamente da lista de propriedades da empresa a franquia <em>MIB: Homens de Preto</em>, que iniciada em 1997 nos cinemas com Will Smith e Tommy Lee Jones sequer tem um grupo de fãs nostálgicos clamando por um retorno da série, como <em>Caça-Fantasmas</em> ou <em>Jurassic Park</em>. Enfim, a existência de <em><strong>MIB: Homens de Preto &#8211; Internacional</strong></em> no circuito de lançamentos é a confirmação de que o cinema de estúdio hollywoodiano está atirando para todos os lados mesmo e sequer está criando algo novo.</p>
<p>Na continuação, a mesma dinâmica de sempre entre o novato e o agente experiente, sendo que agora a questão de gênero parece assumir relevo. No lugar de Smith e Lee Jones, o público tem Chris Hemsworth e Tessa Thompson, que já haviam comprovado química em <em>Thor: Ragnarok</em> e <em>Vingadores: Ultimato</em> da Marvel &#8211; mais uma prova da preguiça do estúdio, que, dando prosseguimento à reciclagem de ideias também escala Liam Neeson para viver um tipo de personagem para o qual tem sido chamado desde <em>Batman Begins</em>. O casal principal basicamente vive em cena a tensão e a divergência de temperamentos que já vimos em protagonistas de gêneros opostos em outros filmes do gênero.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10690" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/5607159.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/5607159.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/5607159.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/5607159.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Como se não bastasse a falta de originalidade na escalação do elenco e na concepção dos personagens, a trama de <em><strong>MIB: Homens de Preto &#8211; Internacional</strong> </em>também não ajuda muito. Passamos parte da projeção nos perguntando qual seria propriamente o <em>plot</em> do filme para descobrirmos então que ele versa sobre a presença de um agente infiltrado na instituição (mais óbvio impossível). Assim, fica difícil enxergar fôlego na longevidade de uma franquia que já nasce com tanta preguiça criativa.</p>
<p>É tanta má vontade e displicência com o público que, como espectador, não dá para perdoar o estúdio por entregar um caça-níqueis tão &#8220;qualquer coisa&#8221; como esse. Ninguém precisava de um novo MIB e o longa comprova isso, mas parece que qualquer discernimento escapa à lógica da Sony ao acreditar demais que esse tipo de lançamento, simplesmente pelos seus atrativos mais aparentes (trama padrãozinha <em>blockbuster</em>, elenco da Marvel etc) bastam para fazer dinheiro, quando a história recente do cinema americano prova o contrário. Vai entender!</p>
<p><strong>Direção:</strong> F. Gary Gray<br />
<strong>Elenco:</strong> Tessa Thompson, Chris Hemsworth, Liam Neeson, Emma Thompson, Rafe Spall, Rebecca Ferguson, Jess Radomska, Beau Fowler</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/3lMGr3OuUG0" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Um Ato de Esperança</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Mar 2019 18:28:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O escritor Ian McEwan teve sua carreira lançada à popularidade quando em 2007 o cineasta Joe Wright trouxe para os cinemas Desejo e Reparação, adaptação de Reparação aclamado romance do autor. No entanto, McEwan já teve experiências como roteirista, então não é &#8220;figurinha&#8221; nova no cinema &#8211; ele é responsável pelo roteiro de O Anjo Malvado, drama com Macaulay Culkin e Elijah Wood de 1994, por exemplo. Nos últimos anos, McEwan tem investido na adaptação das suas próprias histórias. On [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-ato-de-esperanca/">Crítica: Um Ato de Esperança</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O escritor Ian McEwan teve sua carreira lançada à popularidade quando em 2007 o cineasta Joe Wright trouxe para os cinemas <em>Desejo e Reparação</em>, adaptação de Reparação aclamado romance do autor. No entanto, McEwan já teve experiências como roteirista, então não é &#8220;figurinha&#8221; nova no cinema &#8211; ele é responsável pelo roteiro de <em>O Anjo Malvado</em>, drama com Macaulay Culkin e Elijah Wood de 1994, por exemplo. Nos últimos anos, McEwan tem investido na adaptação das suas próprias histórias. <em>On Chesil Beach</em> chegou para as telas com Saoirse Ronan com um script de sua autoria (ainda inédito no país) e <strong><em>Um Ato de Esperança</em></strong> também.</p>
<p><em><strong>Um Ato de Esperança</strong></em> é baseado num romance de McEwan chamado A Balada de Adam Henry. Na história, uma experiente juíza, interpretada no longa por Emma Thompson, se vê diante de um caso delicado para solucionar, mas que acaba não enxergando em meio à banalidade que anos de carreira acabaram lhe trazendo como legado. Em meio a uma crise pessoal no seu casamento, ela tem que decidir se um paciente de leucemia deve ou não receber transfusão de sangue. A querela se estende porque o rapaz em questão é testemunha de Jeová e resiste a solução médica que pode salvar a sua vida pois, por sua crença, acredita que se contaminará caso receba sangue de outra pessoa.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10303" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/1528130.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="Um Ato de Esperança" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/1528130.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/1528130.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/1528130.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>McEwan traz para o roteiro de<em><strong> Um Ato de Esperança</strong></em> as características de sua literatura, deixando algumas questões importantes da sua história à cargo daquilo que não é dito pelos seus personagens. O grande problema do drama é que ele é dirigido por Richard Eyre, de <em>Íris</em> e <em>Notas sobre um Escândalo</em>, um diretor que não costuma ser muito criativo na sua condução, apesar de arrancar desempenhos notáveis dos seus atores. Eyre prefere guiar-se completamente pelo roteiro e ter muito cuidado com a interpretação dos seus protagonistas. Em <strong><em>Um Ato de Esperança</em> </strong>isso resulta em mais um desempenho notável de Emma Thompson, mas numa história pouco inspirada do ponto de vista imagético. Não é um longa que explora o suficiente eventuais potencialidades de recursos audiovisuais para auxiliar o trabalho de Ian McEwan e acaba se transformando num filme que diz muito pouco a que veio.</p>
<p><strong><em>Um Ato de Esperança</em></strong> é a jornada de autoconhecimento de sua protagonista, que com anos de carreira jurídica nunca parou para pensar como suas decisões reverberam na vida dos &#8220;objetos&#8221; das suas sentenças. Ao estreitar a relação com o jovem testemunha de Jeová, a personagem de Thompson começa a perceber a reverberação das suas decisões na vida dos outros e, consequentemente, passa a refletir sobre esse processo na sua própria vida. É um filme complexo do ponto de vista da construção do arco dessa protagonista, mas cuja direção deixa tudo muito reticente.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Richard Eyre<br />
<strong>Elenco:</strong> Emma Thompson, Stanley Tucci, Fionn Whitehead, Ben Chaplin, Nikki Amuka-Bird, Rosie Cavaliero, Jason Watkins, Ruppert Vansittart</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/VcVkHH3hLF4" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Esquenta: Veja entrevistas com o elenco de O Bebê de Bridget Jones!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Sep 2016 20:55:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Colin Firth]]></category>
		<category><![CDATA[Emma Thompson]]></category>
		<category><![CDATA[O Bebê de Bridget Jones]]></category>
		<category><![CDATA[Patrick Dempsey]]></category>
		<category><![CDATA[Renée Zellweger]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Completando 15 anos e com mais um título prestes a ser lançado, a franquia Bridget Jones conquistou fãs ao redor do mundo, que volta e meia relembra alguns dos melhores momentos dos filmes em vídeos, gifs e memes. Renée Zellweger e Colin Firth, protagonistas da série cinematográfica, também têm os seus momentos preferidos nos longas da jornalista inglesa criada pela autora Helen Fielding. Para ambos, as cenas de briga entre o advogado Mark Darcy e o cafajeste Daniel Cleaver estão entre os melhores [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Completando 15 anos e com mais um título prestes a ser lançado, a franquia <em>Bridget Jones </em>conquistou fãs ao redor do mundo, que volta e meia relembra alguns dos melhores momentos dos filmes em vídeos, gifs e memes. Renée Zellweger e Colin Firth, protagonistas da série cinematográfica, também têm os seus momentos preferidos nos longas da jornalista inglesa criada pela autora Helen Fielding. Para ambos, as cenas de briga entre o advogado Mark Darcy e o cafajeste Daniel Cleaver estão entre os melhores momentos dos longas. Confira o que Renée e Colin falam sobre as cenas de briga:</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/IwvgJp_M9_k" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><em>O Bebê de Bridget Jones </em>estreia quinta-feira (29) em todo o país com Renée Zellweger e Colin Firth retornando a seus papeis originais e a adição de Patrick Dempsey e Emma Thompson ao elenco. A direção é de Sharon Maguire de <em>O Diário de Bridget Jones</em>, de 2001. Para uma conferida nos detalhes da nova produção, assista aos vídeos abaixo:</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/byqU33_zcps" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/WfQIbfvVyWE" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: left;">Não perca! Em breve, nossa crítica sobre <em>O Bebê de Bridget Jones</em>!</p>
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		<title>Confira primeiro teaser trailer do longa A Bela e a Fera!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 May 2016 19:11:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[A Bela e A Fera]]></category>
		<category><![CDATA[Dan Stevens]]></category>
		<category><![CDATA[Disney]]></category>
		<category><![CDATA[Emma Thompson]]></category>
		<category><![CDATA[Emma Watson]]></category>
		<category><![CDATA[Ian McKellen]]></category>
		<category><![CDATA[Luke Evans]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Finalmente saiu o primeiro teaser trailer do super aguardado longa de live-action da Disney, A Bela e a Fera. Os fãs podem conferir detalhes minuciosos do cenário do castelo onde a Bela conhece a Fera, além de ouvir a voz dos personagens Lumiere e Maurice se assustando com a chegada de uma “garota”. O vídeo já nos apresenta de cara a trilha sonora original, arrepiando qualquer espectador mais sensível. O filme será lançado apenas em março de 2017 e conta [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Finalmente saiu o primeiro teaser trailer do super aguardado longa de live-action da Disney, <strong><em>A Bela e a Fera</em></strong>. Os fãs podem conferir detalhes minuciosos do cenário do castelo onde a Bela conhece a Fera, além de ouvir a voz dos personagens Lumiere e Maurice se assustando com a chegada de uma “garota”. O vídeo já nos apresenta de cara a trilha sonora original, arrepiando qualquer espectador mais sensível.</p>
<p>O filme será lançado apenas em março de 2017 e conta com a presença de Emma Watson (Bela), Dan Stevens (Fera), Luke Evans (Gaston), Josh Gad (Lefou), Kevin Kline (Maurice) e Ewan McGregor (Lumiere). Emma Thompson e Ian McKellen também participam da trama. A direção fica por conta de Bill Condon (<em>A Saga Crepúsculo: Amanhecer</em>).</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Confira o trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/OKn53ajIiIg" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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