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	<title>Arquivos Disney - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Disney - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica Casamento Sangrento: A Viúva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 12:44:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dar continuidade a uma história que deu certo e parece se encerrar em si é um risco. Ainda que hoje a expansão de universos seja uma prática comum pro cinema hollywoodiano, não deixa de ser uma escolha arriscada, especialmente no gênero do terror, onde as sequências costumam ser inferiores aos filmes originais. Parece que a Radio Silence entendeu essa dinâmica e fez seu dever de casa ao propor a continuação de Casamento Sangrento (2019). O desafio dessa decisão residia na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Dar continuidade a uma história que deu certo e parece se encerrar em si é um risco. Ainda que hoje a expansão de universos seja uma prática comum pro cinema hollywoodiano, não deixa de ser uma escolha arriscada, especialmente no gênero do terror, onde as sequências costumam ser inferiores aos filmes originais. Parece que a Radio Silence entendeu essa dinâmica e fez seu dever de casa ao propor a continuação de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-casamento-sangrento-telecine-play/"><em>Casamento Sangrento (2019)</em></a>. O desafio dessa decisão residia na proposição de uma caçada ainda mais hercúlea para a protagonista vivida por Samara Weaving (<em>Pânico VI</em>, de 2023), em mais gore, sangue e o bom e velho humor ácido que os longas-metragens da produtora costumam ter. E foi assim que surgiu o hilário e cruel <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em>.</p>
<p>Com estreia marcada no Brasil para esta quinta-feira (19), a sequência retoma exatamente de onde deixamos a personagem central para entendermos o quanto a sua vitória no esconde-esconde afetou algo maior do que a família Le Domas. Existe um Alto Conselho de famílias associadas ao senhor Le Bail e seu pacto que, por conta das regras dessa associação, devem disputar o trono do Conselho caçando Grace (Weaving) e sua irmã Faith (Kathryn Newton), que entra em cena para lutar por sua vida e resolver seu passado com a primogênita. Tudo isso, recheado de sangue, entranhas e muitas risadas nessa nova luta pela sobrevivência até o amanhecer em <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em>.</p>
<h3>O estilo Olpin-Bettinelli/Gillett e a Radio Silence</h3>
<p>Imersos em sua fórmula de projetos, a dupla de diretores e fundadores da Radio Silence, Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-abigail/"><em>Abigail</em></a>, de 2024), trazem renovação para seu primeiro grande sucesso por acreditarem no seu estilo. A junção Olpin-Bettinelli/Gillett é gerada de um tipo de horror específico. Claramente inspirado na essência da franquia Pânico (1996-2026), o humor é o grande aliado do terror em <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em>. As nuances da direção podem ser percebidas e apreciadas no equilíbrio entre o riso e o pavor. É quando saímos de um momento de tensão tendo dado uma gargalhada, como uma válvula de escape para todo o temor visto em cena.</p>
<p>Matt e Tyler entendem o tempo do espectador, suas expectativas e, acima de tudo, eles sabem como <span style="font-weight: 400;">diverti-los</span> e isso é fácil da maneira mais simples possível: pensando no que os diverte nesse tipo de filme. A direção enaltece o exagero das cenas, dos planos, da música, da montagem e tudo o que é mais possível em cena. Seja para esticar ao máximo a tensão ou partir com ela para gerar um riso. Essa é a fórmula dos diretores e da produtora &#8211; e <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em> é só mais uma prova disso. É evidente que essas mesmas escolhas que abraçam uma parcela do público também afastam outra, mas Matt e Tyler decididamente estão fazendo seus filmes para um tipo de público. Eles querem encher as salas de cinema com quem, assim como eles, entra disposto a viver tudo o que o filme pode te proporcionar &#8211; do pior ao melhor.</p>
<p>Para abraçar de vez a proposta e as dificuldades da sequência, a direção precisaria de um roteiro que sustentasse os extremos e de um elenco de peso que daria fôlego para outra caçada. E assim foi feito. Retornando para o segundo longa estão Guy Busick e R. Christopher Murphy (responsáveis pelo antecessor) com ainda mais coragem para pirar nas esdrúxulas mortes, na estrutura da seita e na tênue linha entre horror e humor. Fica claro logo nos primeiros 10 minutos de filme que a escala cresceu consideravelmente para acompanhar não só a trama, mas o desejo de expandir e aumentar as possibilidades narrativas &#8211; especialmente as elaboradas mortes num hotel de campo luxuoso. <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva </strong></em>é a prova de que ainda é possível se fazer uma boa continuação. Aqui bastou uma parceria bem estabelecida, um estilo definido e um coletivo que acreditava na proposta criativa tanto do roteiro como da direção.</p>
<figure id="attachment_20515" aria-describedby="caption-attachment-20515" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-20515" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg-750x500.jpeg" alt="Casamento Sangrento: A Viúva (2026)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg-750x500.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg-720x480.jpeg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg-770x514.jpeg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg.jpeg 1399w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20515" class="wp-caption-text">Samara Weaving e Kathryn Newton em cena de &#8216;Casamento Sangrento: A Viúva (2026)&#8217;</figcaption></figure>
<h3>As <em>final girls</em></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Para dar vida às novas provações hercúleas da sequência, Samara Weaving retorna ao seu papel, mas dessa vez está acompanhada na jornada mortal. Kathryn Newton (<em>Lisa Frankenstein</em>, de 2024) forma com Samara a dupla de <em>final girls</em> de <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em>. A protagonista do antecessor já havia provado ter o fator X em si para ser uma protagonista num horror como este, mas o que o público não sabia é o quanto seria incrível a contracena entre ela e Kathryn. As duas têm uma química em cena arrebatadora. O <em>timing</em> cômico é parecido e ambas já haviam trabalhado com a Radio Silence em projetos pregressos, o que reforça as possibilidades de proposições criativas de ambos os lados. A decisão de trazer uma dupla para Grace foi acertada em cada detalhe e tudo foi feito com uma coerência narrativa que não apaga o sentido do arco narrativo do primeiro filme.</span></p>
<p>É impressionante como Weaving e Newton operam de forma similar em cena. O <em>casting</em> da irmã mais nova foi perfeito e mostra o olhar atento dos diretores ao trazer de volta <span style="font-weight: 400;">colaboradores</span> passados. Essa união rendeu momentos mais densos para as camadas emocionais da narrativa que, de fato, tenta tomar um tempo para falar sobre relações familiares &#8211; uma vez que agora os inimigos são poderosas famílias pactuadas com o senhor Le Bail. Dessa forma, o roteiro de <span style="font-weight: 400;"><em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em></span> oportunizou momentos emocionantes e diferentes do que o antecessor.</p>
<p>A dupla Weaving-Newton absorve a proposta da narrativa e coloca em outro lugar com olhares de cumplicidade, decepções do passado e o desespero da sobrevivência. Tanto a veterana da narrativa como a nova adição são responsáveis por protagonizar os momentos mais aterrados da história, relembrando que também existe espaço para esse tipo de camada aqui. Na verdade, a entrega individual das atrizes e sua troca em cena faz de <span style="font-weight: 400;"><em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em></span> uma continuação que supera o seu antecessor justamente por se permitir ir além em todos os aspectos &#8211; em especial o emocional.</p>
<figure id="attachment_20516" aria-describedby="caption-attachment-20516" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-20516" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg-750x500.jpeg" alt="Casamento Sangrento: A Viúva (2026)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg-750x500.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg-720x480.jpeg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg-770x513.jpeg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg.jpeg 1118w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20516" class="wp-caption-text">Samara Weaving e Kathryn Newton em cena de &#8216;Casamento Sangrento: A Viúva (2026)&#8217;</figcaption></figure>
<h3>Novos inimigos, mesmo encosto</h3>
<p>Para povoar os horrores de Grace e sua irmã Faith, o roteiro constrói a ideia do Alto Conselho, formado por famílias poderosas ao redor do mundo que disputarão pelo comando, agora que Grace venceu os Le Domas. Essa regra raramente usada mexe com as estruturas do Conselho e vira a vida das irmãs de ponta cabeça poucas horas depois de todo o incidente do primeiro filme. Para dar vida aos novos monstros reais da personagem de Samara, o <em>casting</em> acertou mais uma vez ao trazer esse elenco para formar os novos &#8216;caçadores&#8217;. Ainda que o inimigo agora seja outro, <span style="font-weight: 400;"><em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva </strong></em></span>precisava manter o peso do elenco do longa anterior que deu forma à narrativa.</p>
<p>Para incorporar a nova cara dos horrores de Grace e Faith, a produção trouxe nomes conhecidos como Sarah Michelle Gellar (<em>Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado</em>, de 2025), Shawn Hatosy (<em>Inimigos Públicos</em>, de 2009),  Elijah Wood (<em>O Macaco</em>, de 2025) e o diretor de <em>body horror</em>, David Cronenberg (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-crimes-do-futuro/"><em>Crimes do Futuro</em></a>, de 2022), para a difícil missão de torná-los tão memoráveis quanto o elenco anterior. A escala do filme é maior em todos os sentidos (mortes, sangue, perseguições) e isso não é diferente com o tamanho do elenco. A direção e o roteiro conseguem, no entanto, dar pequenos momentos para que cada um deles brilhe. Sempre na hora certa, com o humor ácido afiadíssimo e seguido de mortes brutais e sangrentas, a marca registrada de <strong><em>C</em></strong><span style="font-weight: 400;"><em><strong>asamento Sangrento: A Viúva</strong></em></span>.</p>
<p>Além dos nomes mais conhecidos, outros atores como Néstor Carbonell (<em>Dinheiro Suspeito</em>, de 2026) e Kevin Durand (<em>Corra que a Polícia Vem Aí!</em>, de 2025) compõe essa história pintada à sangue. Os dois têm um peso para a comicidade e o gore que faz suas participações valerem ainda mais à pena. E também é preciso destacar duas duplas: os jovens Maia Jae (<em>Gen V</em>, desde 2023) e Juan Pablo Romero, que fazem os filhos do personagem de Carbonell, e Varun Saranga e Dan Beirne (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-priscilla/"><em>Priscilla</em></a>, de 2023). O quarteto faz parte do núcleo mais cômico da narrativa e leva isso com louvor. Cada um dos quatro carrega pelo menos uma das cenas mais hilárias do longa. Dessa forma, o elenco certo, com o roteiro necessário e a direção consciente fizeram desta uma continuação que vale a pena conferir na maior tela possível para que você se arrepie com a tensão e gargalhe com o humor afiado de <strong><em>C</em></strong><span style="font-weight: 400;"><em><strong>asamento Sangrento: A Viúva</strong></em>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><strong>Direção: </strong>Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Samara Weaving, Kathryn Newton, Sarah Michelle Gellar, Shawn Hatosy, David Cronenberg, Elijah Wood, Néstor Carbonell, Kevin Durand, Olivia Cheng, Varun Saranga, Nadeem Umar-Khitab, Juan Pablo Romero, Masa Lizdek, Maia Jae, Daniel Beirne e Antony Hall</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/tpWh7NWRnJI?si=aty2SuLpGJSldk7j" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica Socorro!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jan 2026 12:57:01 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O diretor de terror Sam Raimi (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-doutor-estranho-no-multiverso-da-loucura/"><em>Doutor Estranho no Multiverso da Loucura</em></a>, de 2022) volta às telonas com um novo projeto que é a sua cara. Banhado pelo estilo que lhe catapultou para o sucesso, o cineasta estadunidense traz ao público seu mais novo (e insano) filme: <strong><em>Socorro!</em></strong>. Estrelado por Rachel McAdams (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-crescendo-juntas/"><em>Crescendo Juntas</em></a>, de 2023) e Dylan O&#8217;Brien (<em>Twinless &#8211; Um Gêmeo a Menos</em>, de 2025), o longa-metragem, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (29), carrega a essência cômica, exagerada e <em>trash</em> de Raimi.</p>
<p><strong><em>Socorro!</em></strong> narra a relação tóxica de trabalho entre Linda Liddle (interpretada por McAdams), uma excelente funcionária do setor de Planejamento e Estratégia, e seu novo chefe, Bradley Preston (interpretado por O&#8217;Brien). Após uma reunião que esmaga as expectativas de Linda de ascender na empresa, o avião de uma viagem de negócios sofre um acidente e os dois se veem presos numa ilha deserta. Bradley agora tem que lidar com a mudança de poderes, já que Linda parece ser a sua única chance de sobrevivência.</p>
<p>Com um humor afiado, um elenco espetacular e uma direção sem limites, o roteiro da dupla Damian Shannon e Mark Swift (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-baywatch-s-o-s-malibu/"><em>Baywatch: S.O.S. Malibu</em></a>, de 2017) ganha possibilidades estelares. O que poderia ser uma história esquecível e mal interpretada sobre disputa de poderes, dinâmicas machistas do mercado de trabalho e uma pitada de <em>thriller</em> psicológico de sobrevivência se torna uma narrativa impossível de parar a curiosidade do espectador. <strong><em>Socorro!</em></strong> instiga e prende a atenção do público do início ao fim.</p>
<p>O maior acerto da dupla de roteiristas é a ideia em reunir <em>Náufrago (2000)</em>, <em>Quero Matar Meu Chefe (2011)</em> e <em>Louca Obsessão (1990)</em> em um só filme. Pode soar como muitos fios desconectados, mas Shannon e Swift conseguem fazer dessa mistura um cerne coerente e interessante, o que torna <strong><em>Socorro!</em></strong> um trabalho que verdadeiramente rouba a atenção do público logo de cara. No entanto, não pensam que essa mistura será óbvio ou desinteressante, a narrativa guarda seus truques muito bem debaixo das mangas para te surpreender o tempo todo.</p>
<figure id="attachment_20442" aria-describedby="caption-attachment-20442" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-20442" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Socorro-1-750x500.jpg" alt="Socorro! (2026)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Socorro-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Socorro-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Socorro-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Socorro-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Socorro-1.jpg 1095w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20442" class="wp-caption-text">Dylan O&#8217;Brien em cena de &#8216;Socorro! (2026)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Além dos méritos óbvios de Shannon e Swift por pensarem numa história tão amarradinha e bem construída, há ainda a potência do <em>casting</em> e da direção. Mesmo sendo uma narrativa interessante, <strong><em>Socorro!</em></strong> só atinge o ápice de seu potencial por conta da direção e do elenco. É impensável assistir a um filme como esse sem que ele tenha assinatura de Raimi. Suas estranhezas clássicas e seu jeito de brincar com o limiar entre horror e comédia gritam de forma exuberante durante os 113 minutos de duração.</p>
<p>Diferente da sua direção na Marvel, que foi limitante para o mergulho da narrativa na sua essência estética, <strong><em>Socorro!</em></strong> não mede esforços para incorporar elementos tão clássicos e conhecidos da filmografia do diretor. Seja remontando conhecidas iconografias visuais de suas outras obras, seja com o exagero e os elementos excessivos do trash que estão tão presentes em sua carreira, mas esse novo longa é 100% a cara dele. Não há quem conheça o trabalho de Raimi, assista o filme e não perceba o quanto dele há no projeto. E é claro, a produção é um prato cheio para os fãs do diretor.</p>
<p>Mais do que um diretor investido e que molda a história para que fique com sua cara, o elenco de <strong><em>Socorro!</em></strong> transforma o roteiro de Shannon e Swift. O elenco secundário tem um papel e desempenho importantes e que colaboram para o todo, mas este filme é de Rachel e Dylan. Não existiria dinâmica tão caótica e esquisita como a que o público se inebria ao assistir se não fossem eles. A contracena da dupla é de uma potência avassaladora. Eles abraçam o absurdo que é estar num filme do Raimi e elevam isso em suas performances até a última potência, fazendo dele um longa imperdível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Sam Raimi</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Rachel McAdams, Dylan O&#8217;Brien, Edyll Ismail, Xavier Samuel, Dennis Haysbert, Chris Pang, Thaneth Warakulnukroh, Emma Raimi, Kristy Best e Bruce Campbell</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/nb4hYGIwHrw?si=oYBMWk-TddwcP3Fb" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Travessuras de Natal (Disney+)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Jan 2026 18:15:19 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Alberto Belli]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É uma comédia infantil de Natal, mas poderia ser longa-metragem de terror. Em 83 minutos, o espectador se depara com a história de Andy (Winslow Fegley), um menino travesso, que convence sua turminha da escola a invadir o Polo Norte e resgatar os presentes de Natal deles. Isso tudo porque a criançada é levada e não mereceu os mimos do bom velhinho. Informo aos leitores que esta crítica está saindo com dificuldade e falar com linguem de Twitter é tudo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>É uma comédia infantil de Natal, mas poderia ser longa-metragem de terror. Em 83 minutos, o espectador se depara com a história de Andy (Winslow Fegley), um menino travesso, que convence sua turminha da escola a invadir o Polo Norte e resgatar os presentes de Natal deles. Isso tudo porque a criançada é levada e não mereceu os mimos do bom velhinho. Informo aos leitores que esta crítica está saindo com dificuldade e falar com linguem de Twitter é tudo que restou a essa crítica rabugenta que vos fala. O maior problema aqui não é a premissa, essa é até interessante para um título natalino. A grande questão é como tudo se desenrola.</p>
<p>O roteiro é problemático ao extremo!!!! Primeiramente, a sessão já começa acelerada, com saltos temporais e de emoção do próprio personagem central. A tentativa da equipe é agradar o público infantil, agilizando a introdução das figuras da trama, o conflito principal e a aventura em si. Mas, mesmo que os pequenos estejam viciados em vídeos de tiktok de 10 segundos, isso aqui ainda é filme. É preciso ambientar a plateia e envolvê-la com o dado universo ficcional. Existem diversas produções contemporâneas para a geração Z e Alpha que mesmo sem ritmo (tudo corrido é o contrário de ritmo, favor ler sobre o tema), que conseguem elaborar mais a escrita, nas ações e nos diálogos.</p>
<p>Aqui, esqueça, é tudo expositivo e com pressa para colocar diversas situações, que não são aproveitadas pela obra. E a direção de Alberto Belli (Upload) fomenta essa confusão total, que a produção entrega, em formato de longa. Os atores mirins estão quase sempre abarrotados na tela. A quantidade de planos gerais, sem que quem assiste possa ver o rosto dos intérpretes, aumenta esse distanciamento com o enredo. Falta colocar a decupagem à serviço do enredo. Falta saber a quem dar destaque no ecrã. Inclusive porque todos os meninos e meninas parecem saber que são talentosos e querem mostrar isso.</p>
<p>Mas, com um roteiro previsível e apressado, a disposição para encarnar seus papéis se torna uma bagunça. Não há uma boa preparação ou condução de elenco. A contracena é suja, porque não há espaço para que se preste atenção em cada criança e cada suposta genialidade delas. Porque quando se fala de atuação, ficar em silêncio ou abrir mão de chamar atenção para que o colega brilhe também é ser boa atriz/bom ator. Desta maneira, Travessuras de Natal é previsível e cansativo. Um besteirol de Natal pode ser uma excelente pedida para o fim e o início do ano. O clima de férias e lanches gostosos alegra a vida. Contudo, não escolha este aqui.</p>
<p>Na própria Disney+, é possível encontrar diversas opções, com a mesma temática, que são leves e engraçados, despretensiosos, mas que contam com personagens carismáticas ou uma narrativa minimamente coesa.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Alberto Belli</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Winslow Fegley, Camila Rodriguez, Madilyn Kellam</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe title="Travessuras de Natal | Trailer Oficial | Disney+" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/bFJJS5TyETA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Diretor e produtora de Zootopia 2 revelam detalhes sobre a animação, em entrevista exclusiva para o Coisa de Cinéfilo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Jan 2026 18:46:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Estreias]]></category>
		<category><![CDATA[Byron Howard]]></category>
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		<category><![CDATA[Ginnifer Goodwin]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em cartaz nos cinemas de Salvador, Zootopia 2 traz a continuação das aventuras da coelha Judy Hopps e da raposa Nick Wilde. As dublagens em inglês possuem nomes como os de Ginnifer Goodwin, Jason Bateman e Ke Huy Quan. Já em português, intérpretes como Monica Iozzi, Rodrigo Lombardi e Danton Mello compõem o elenco.  Na continuação da animação, o público se depara com um novo mundo animal e a presença dos répteis. De acordo com o diretor Byron Howard, ele [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Em cartaz nos cinemas de Salvador, Zootopia 2 traz a continuação das aventuras da coelha Judy Hopps e da raposa Nick Wilde. As dublagens em inglês possuem nomes como os de Ginnifer Goodwin, Jason Bateman e Ke Huy Quan. Já em português, intérpretes como Monica Iozzi, Rodrigo Lombardi e Danton Mello compõem o elenco. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na continuação da animação, o público se depara com um novo mundo animal e a presença dos répteis. De acordo com o diretor Byron Howard, ele e Jared Bush – diretor e roteirista da obra –, estudaram por mais de uma década sobre o comportamento de bichos. Para o cineasta, este mergulho teórico foi essencial para a construção das personagens e da narrativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Foi assim que Nick e Hopps começaram, como a raposa e o coelho, inimigos naturais, mas que formam a dupla perfeita, sabe, justamente por serem tão diferentes”, revela Byron. Para ele, a dinâmica da dupla funcionou tão apropriadamente na primeira história da saga, que havia uma certeza que Nick e Hopps continuariam a ser o foco da nova história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentro desta lógica, a produtora Yvett Merino ressalta o desafio de continuar uma produção tão famosa quanto Zootopia. Anteriormente, o longa-metragem faturou mais de 1 bilhão de dólares mundialmente e conquistou o Oscar de melhor animação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com toda a sua experiência na área e participação em sequências como <em>Moana 2</em> e Frozen 2, com este cenário, Yvett relata que sua entrada na equipe a deixou preocupada. Ainda assim, ela afirma que se tornou focada em entregar um material com um nível semelhante ao do seu antecessor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Merino elucida ainda que o seu maior objetivo, e de todos que integraram o projeto, era o de conseguir misturar surpresas para a plateia com a qualidade do longa antecessor. A produtora ainda ressalta que, para alcançar esse objetivo, foi fundamental mirar no relacionamento de Nick e Hopps.</span></p>
<p><b>ENTREVISTA</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Enoe Lopes Pontes</strong> – Como foi o processo de criação dessa decupagem, onde mantemos a essência dos personagens originais, mas também abrimos muitos novos horizontes com os novos personagens?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Byron Howard</strong> – Essa é uma ótima pergunta, na verdade. É engraçado, porque acho que Jared e eu começamos a explorar esse mundo há quase 15 anos, quando nos juntamos pela primeira vez. E muito do que este universo é e o que filme representa vem das pesquisas que fizemos. Fizemos quase dois anos de pesquisa sobre animais. Então, tivemos muitos especialistas em animais do mundo todo. E havia um especialista em animais, que realmente falava sobre eles como se fossem personagens, como, por exemplo, os gnus são os animais mais estúpidos do mundo. As raposas são solitárias, mas na verdade são ótimas companheiras de suas família. Os coelhos têm comportamentos muito específicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – Sim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>BH</strong> – E tudo começou daí. Acho que quando realmente mergulhamos de cabeça e pensamos: o que há de especial no animal real? Isso nos dá o ponto de partida para explorar diferentes espécies. Foi assim que Nick e Hopps começaram, como a raposa e o coelho, inimigos naturais, mas que formam a dupla perfeita, justamente por serem tão diferentes. E o fato de o filme ser todo sobre diferenças foi incrível, porque estamos entrando no mundo dos répteis pela primeira vez. Então, temos Gary, a cobra, como o primeiro réptil que encontramos no mundo de <em>Zootopia</em>. Completamente diferente de tudo que alguém já viu no mundo de <em>Zootopia</em>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – Entendi.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>BH</strong> –  E, novamente, tudo começou com um desenho conceitual incrível que Cory Loftis fez de uma linda víbora-arborícola tailandesa azul, com escamas impressionantes. E com a voz de Ke Huy Quan, na versão em inglês, que realmente transmite as emoções da personagem, a história foi se construindo. Acho que você começa com algo que seja realista, algo que faça sentido para o animal, e então deixa que ele meio que te diga qual será a história. E até mesmo com Gary, a cobra Gary, ele é tão doce e emotivo. Ele realmente se tornou um ponto central do filme, mas tudo acontece de forma muito orgânica. Essa é uma ótima pergunta. Obrigado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – Yvette, você tem tanta experiência em produzir sequências como <em>Moana</em> e <em>Frozen</em>, por exemplo, mas qual foi o desafio específico de produzir a sequência de um filme tão importante e grandioso como Zootopia?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Yvett Merino</strong> – Sim, eu acho que quando queremos continuar as histórias é sempre um desafio. Esses filmes em geral são enormes. <em>Zootopia</em>, em particular é o maior. Ele é o filme mais ambicioso que já fizemos aqui na Disney Animation, em termos de construção de universo e de personagens. E então, ao entrar nesse universo, eu não trabalhei no primeiro <em>Zootopia</em>, mas era um grande fã. Então, ao entrar neste universo, fiquei muito animado por ter a oportunidade de participar e simplesmente fazer parte dele.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – Imagino.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>YM</strong> –  Mas eu também não queria estragar tudo porque eu realmente amo o filme e sei que muitas pessoas também amaram. Então, quando continuamos a história, nosso objetivo final era focar em Judy e Nick. Todos nós amamos muitos personagens do primeiro filme, mas Judy e Nick são aqueles em que realmente nos concentramos. Então, conversamos muito no início sobre o que queríamos que o filme fosse e qual seria a história, mas quando escolhemos focar no relacionamento deles, as coisas começaram a se encaixar.Fazer uma sequência é &#8211; e eu sei que algumas pessoas podem achar mais fácil-, mas para mim, é mais difícil, porque é um universo já conhecido e amado no mundo todo e há muitas expectativas em torno dele.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – Ah, sim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>YM</strong> – Então, nos esforçamos muito para tentar que o filme não se parecesse apenas uma continuação da história deles, mas queríamos surpreender as pessoas e trazer de volta os personagens que amamos, mas de uma forma que a plateia não diga simplesmente: &#8220;Ah, fizemos a mesma coisa que fizemos no primeiro filme&#8221;. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – Gostaria de saber como foi o processo de construção dessa geografia da cena.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>BH</strong> – O Mercado Marsh é um ótimo exemplo aqui. Aquele ambiente levou mais de um ano para ser projetado. E é tão imersivo, mas eu adoro que tenha surgido da ideia de pessoas pensando no que os animais construiriam. Tipo, tem esteiras rolantes e tubos de transporte, porque os animais daquela área vivem dentro e fora da água. Então, a gente pensou: do que eles precisariam? Isso realmente enriquece o ambiente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – Sim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>BH</strong> – E também, vendo onde a família de linces vive, em partes de Tundratown, os linces são muito ligados à neve. E isso é um ótimo comentário sobre suas personalidades e o papel que desempenham no filme. Então, sempre que criamos um ambiente novo, nossas equipes adoram. Eles sempre arrasavam e entregavam muito mais do que esperávamos. Então, mais uma vez, nossas equipes são incríveis. Todos são os storytellers, por conta própria, faziam muito mais do que pedimos para contar a história.</span></p>
<p><strong>Assista a entrevista completa:</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe title="Zootopia 2 - entrevista com Byron Howard e Yvett Merino" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/pc_TDqnAkrM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Kumail Nanjiani volta ao stand-up comedy após uma década de afastamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Dec 2025 14:22:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Disney]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de dez anos afastados do universo dos shows de stand-up, Kumail Nanjiani retorna ao ofício em Kumail Nanjiani: Night Thoughts.  Paquistanês, radicado nos Estados Unidos, o ator estrelou longas-metragens como Eternos (2021) e Doentes de Amor (2021). Já no catálogo da Disney+, o especial tem uma hora de duração e se passa em Chicago. Kumail argumenta que seu desejo com esta obra era de criar uma relação com a plateia. “Eu queria mostrar que nós temos muito mais em [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Depois de dez anos afastados do universo dos shows de stand-up, Kumail Nanjiani retorna ao ofício em <em>Kumail Nanjiani: Night Thoughts</em>.  Paquistanês, radicado nos Estados Unidos, o ator estrelou longas-metragens como <em>Eternos</em> (2021) e <em>Doentes de Amor</em> (2021). Já no catálogo da Disney+, o especial tem uma hora de duração e se passa em Chicago.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kumail argumenta que seu desejo com esta obra era de criar uma relação com a plateia. “Eu queria mostrar que nós temos muito mais em comum do que diferenças”, expõe. Ao lado do diretor Bill Benz (Portlandia), o objetivo de Kumail, de acordo com ele, seria o de não convocar para a cena malabarismos visuais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o comediante, o plano seria o de ser intimista, deixando a sensação de presença para o público, como se eles tivessem dentro do teatro na noite das filmagens. Sobre as piadas, Nanjiani explica que resolveu trazer um pouco de sua vida para o roteiro. Segundo Kumail, ele não gostaria de retornar para o mundo do stand-up sem um bom motivo e estar vulnerável é uma boa razão para o intérprete. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kumail revela como é nesta mistura de relatos pessoais e situações universais que ele construiu todo o universo de sua nova produção. Em comentário sobre a piada específica feita sobre shows de música que sempre fazem a encenação do “bis”, ele conta: “eu penso, ah, está tarde, por que vocês não tocam tudo de uma vez?” </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>ENTREVISTA</b></p>
<p><b>Enoe Lopes Pontes</b><span style="font-weight: 400;"> &#8211; Como foi o processo de construção do roteiro de seu stand-up, pensando que, ao mesmo tempo que ele é universal e faz a gente se relacionar com aquele conteúdo, ele é bem específico e tão você?</span></p>
<p><b>Kumail Nanjiani</b><span style="font-weight: 400;"> – Eu fiquei uns 10 anos sem fazer stand-up. E quando voltei para essa área meu objetivo era ser o mais eu mesmo dentro do palco. Queria ser o mais vulnerável possível, mostrar o máximo de mim durante essa hora de comédia, entende? Porque eu pensei que se eu fosse voltar a fazer isso, teria que ter um motivo. Não poderia ser só uma hora de piadas no palco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – Sim. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>KN</strong> – Eu pensei: &#8220;Preciso de um motivo de verdade&#8221;. Então, decidi que o objetivo seria ser o mais aberto e vulnerável possível no palco, fazer com que as pessoas se identificassem e sentissem que todos nós passamos por coisas parecidas, sabe? Minha vida, com certeza, é bem diferente da sua. Cada um na plateia tem uma vida completamente diferente, mas todos nós enfrentamos os mesmos problemas. E eu queria mostrar que nós temos muito mais em comum do que diferenças.  Eu queria começar de um ponto de vista geral e depois ir levando para algo cada vez mais pessoal. Esse era o objetivo deste especial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – Uma coisa que me chamou a atenção foi a direção do trabalho com o diretor Bill Benz. Como foi trabalhar com ele?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>KN</strong> – Ele é ótimo! Sabe, ele dirigiu alguns especiais de amigos meus e eu pensei muito em quem poderia dirigir o meu. Porque eu nunca tinha me envolvido tanto com um diretor fazendo um trabalho assim. Então, eu meio que conversei com ele e disse que eu queria sentir que as pessoas de casa estavam na plateia assistindo. Então, eu não queria nenhuma tomada que desse a impressão de que a câmera estava voando por aí ou algo do tipo, porque acho que isso parece muito artificial, mesmo que o especial seja visualmente lindo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP</strong> – Ah, sim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>KN</strong> – Ele fez um trabalho incrível. Nós fomos muito cuidadosos sobre quando cortar para um close e quando manter o plano aberto, sabe, esse tipo de coisa. Pensamos muito, muito cuidadosamente nisso porque na edição de filmes você aprende que quando alguém diz algo e a câmera está longe, a sensação é muito diferente de quando a pessoa diz exatamente a mesma coisa, mas a câmera está bem perto. Então, aprendi tudo isso nos últimos anos produzindo filmes e programas de TV e trouxe essa experiência para este projeto. </span><span style="font-weight: 400;">O Bill também tem muita experiência na TV, não só com especiais de stand-up. Então, para nós, isso era algo muito específico. E também, quando cortar para um close e quando afastar a câmera? Porque às vezes, se você fica muito tempo em close, começa a ficar um pouco desconfortável.</span></p>
<p><strong>ELP</strong> <span style="font-weight: 400;">– </span>Compreendo. Mas, eu queria trazer aqui a piada sobre o pedir bis em shows (risos). Para mim, é a melhor piada que eu já ouviu na minha vida inteira. Eu nunca fui para um show do mesmo jeito,  Eu sempre fico atenta a isso agora. (risos)</p>
<p><strong>KN</strong> <span style="font-weight: 400;">– </span>Eu me sinto do mesmo jeito. (risos) Eu fico: gente, já está tarde, <span style="font-weight: 400;">por que vocês não tocam tudo de uma vez?</span> Não finjam  que o show acabou. (risos).</p>
<p><strong>ELP</strong> <span style="font-weight: 400;">– </span>Exatamente. (risos).</p>
<p><strong>Assista ao vídeo da entrevista!</strong></p>
<p><iframe title="Entrevista com Kumail Nanjiani" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/HSfp74GjFbE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="Kumail Nanjiani: Night Thoughts | Official Trailer | Hulu" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/MACAGhfzxWE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/kumail-nanjiani-volta-ao-stand-up-comedy-apos-uma-decada-de-afastamento/">Kumail Nanjiani volta ao stand-up comedy após uma década de afastamento</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Divertida Mente 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Jun 2024 03:22:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Amy Poehler]]></category>
		<category><![CDATA[Animação]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Disney]]></category>
		<category><![CDATA[Divertida Mente]]></category>
		<category><![CDATA[Divertida Mente 2]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Kelsey Mann]]></category>
		<category><![CDATA[Kensington Tallman]]></category>
		<category><![CDATA[Maya Hawke]]></category>
		<category><![CDATA[Pixar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entender as emoções não é tarefa fácil. E por mais que Divertida Mente não se proponha a isso, o filme torna tudo mais leve e didático. É como uma grande sessão de terapia que nos abraça e nos desafia ao mesmo tempo. Depois do sucesso que foi o primeiro filme em 2015, voltamos quase 10 anos depois para conferir a chegada de Riley na fase de adolescência e todas as mudanças hormonais e emocionais que a puberdade traz. Ela agora [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Entender as emoções não é tarefa fácil. E por mais que <strong><em>Divertida Mente</em></strong> não se proponha a isso, o filme torna tudo mais leve e didático. É como uma grande sessão de terapia que nos abraça e nos desafia ao mesmo tempo. Depois do sucesso que foi o primeiro filme em 2015, voltamos quase 10 anos depois para conferir a chegada de Riley na fase de adolescência e todas as mudanças hormonais e emocionais que a puberdade traz. Ela agora acredita que tem um maior controle e equilíbrio entre os seus sentimentos e vai se desafiar com uma viagem de fim de semana que é de garotas mais velhas.</p>
<p>Riley agora tem suas amigas e confidentes, uma relação boa com os pais. O que poderia dar errado? Aparentemente tudo. A Alegria está plena na torre de comando quando se depara com a chegada da equipe de reforma para destruir tudo e trazer novidades. Mas ela não sabe que novidades são essas e não está particularmente aberta a descobrir.</p>
<p>No entanto, uma nova emoção chega completamente sem aviso. A Ansiedade chega antes de várias outras emoções. Vergonha, Inveja e Tédio estão ali junto para causar o maior revertério na torre. E assim o fazem.</p>
<p>Não entrando em mais detalhes, o que mais me encanta no mundo de <strong><em>Divertida Mente</em></strong> é a leveza com que eles conseguem tratar de emoções tão intensas e conflituosas. Tudo o que a gente sente no dia a dia. E a chegada da Ansiedade só confirma isso. Todos temos ansiedade dentro de si e não sabemos lidar com ela em diversos momentos. Ela nos sufoca, dói, nos deixa atordoados. Sentir ansiedade não é fácil, mas faz parte da vida. E é isso que o filme quer deixar claro.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18289" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1-3.png" alt="Divertida Mente 2" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1-3.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1-3-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-1-3-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Com a sutileza necessária, o longa vai se aprofundando em emoções, tal qual o primeiro filme, nos levando a tantas reflexões. E não digo que esse é melhor que o primeiro, porque não é. Mas é tão bom quanto. Uma sessão de terapia suave e gratuita. Riley se torna apenas um veículo para as nossa próprias reflexões e pensamentos. As suas dúvidas, as suas dores. O que percebemos é que precisamos acolher todas as emoções que nos são apresentadas, já que todas são válidas e necessárias.</p>
<p>Ainda que seja um ótimo filme para crianças, quem mais se beneficiam são os adultos que conseguem fazer todas as reflexões que Divertida Mente 2 nos propõe. Essa ideia de dividir as emoções em personagens que querem controlar a torre de comando é uma excelente metáfora para o que acontece dentro de nossas mentes, todos os dias. E é curioso perceber visualmente o que sentimos com frequência. Quem é a primeira emoção a se encantar pela Ansiedade? O Medo. E daí você já percebe a profundidade a que o longa se propõe.</p>
<p>Criei expectativas com <em><strong>Divertida Mente 2</strong></em> e elas se cumpriram. Eu sabia que não haveria a questão inusitada do primeiro, mas queria um bom trabalho. E eles me entregaram um excelente! É notório o suporte científico que a equipe de roteiro teve na criação, já que as peças se conectam perfeitamente com a realidade. Uma salva específica para a dublagem brasileira que deixa tudo ainda mais divertido. Vale a pena conferir essa versão!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Kelsey Mann</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Amy Poehler, Kensington Tallman, Maya Hawke</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/yAZxx8t9zig?si=OQtDYnr8QON-WI7A" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Flamin&#8217; Hot &#8211; O Sabor que Mudou a História (Disney+)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Feb 2024 18:22:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Annie Gonzalez]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dennis Haysbert]]></category>
		<category><![CDATA[Disney]]></category>
		<category><![CDATA[Emilio Rivera]]></category>
		<category><![CDATA[Eva Longoria]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Flamin' Hot - O Sabor que Mudou a História]]></category>
		<category><![CDATA[Jesse Garcia]]></category>
		<category><![CDATA[Tony Shalhoub]]></category>
		<category><![CDATA[Vanessa Martinez]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eva Longoria dirigiu um filme sobre o criador do Cheetos picante. Estas foram as primeiras informações que eu prestei atenção quando eu soube da existência de Flamin&#8217; Hot &#8211; O Sabor que Mudou a História, longa-metragem baseado na vida de Richard Montañez. E então, eu dei play no streaming Disney+ com uma grande preguiça do que iria encontrar. Todavia, em poucos minutos, foi perceptível como as ideias preconcebidas sobre produções de Hollywood podem barrar o espectador de encontrar um filme que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Eva Longoria dirigiu um filme sobre o criador do Cheetos picante. Estas foram as primeiras informações que eu prestei atenção quando eu soube da existência de</span><strong><i> Flamin&#8217; Hot &#8211; O Sabor que Mudou a História</i></strong><span style="font-weight: 400;">, longa-metragem baseado na vida de Richard Montañez. E então, eu dei play no streaming Disney+ com uma grande preguiça do que iria encontrar. </span><span style="font-weight: 400;">Todavia, em poucos minutos, foi perceptível como as ideias preconcebidas sobre produções de Hollywood podem barrar o espectador de encontrar um filme que seja satisfatório e divertido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A direção de Longoria, por exemplo, traz diversos pontos qualitativos. Em seu trabalho, a artista consegue entregar um resultado criativo e coerente. </span><span style="font-weight: 400;">É bem verdade que Eva tem experiência como diretora, com participações em séries de TV, documentários etc, mas, desta vez, ela encara o seu projeto mais ousado e, talvez, de maior destaque como cineasta. Neste sentido, Longoria revela a compressão sobre o papel da decupagem para a narrativa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo que ela se contém, com planos fixos e um uso mais extensivo do close-up (talvez pela sua maior atuação na televisão), ela também reconhece o melhor momento de movimentar sua câmera, criar efeitos e abrir o quadro. Um exemplo é a utlização do <a href="https://www.youtube.com/watch?v=u5JBlwlnJX0"><em>dolly zoom</em> </a>quando o protagonista, Richard Montañez (Jesse Garcia) tem a impressão de que o chefe da Pepsi está falando diretamente com ele!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentro deste universo, se a visão que Eva imprime como autora é eficaz, a de Jesse enquanto intérprete é ainda mais poderosa. O ator, além de carismático, consegue criar uma personagem palpável, no qual, ainda que sua figura seja posta no roteiro demasiadamente como um herói plano, são convocados traços positivos e negativos dentro do trabalho de Jesse Garcia. </span><span style="font-weight: 400;">A forma do artista de se deslocar em cena é o ponto alto da sua construção de papel. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jesse revela habilidade ao explorar as profundidades de campo, sabendo como ocupar o quadro, criando sentido para as suas sequências. É nas distâncias e proximidades com a câmera, em seu balançar – quase que bailado–, que o público sabe imediatamente os altos e baixos do seu Richard. </span><span style="font-weight: 400;">É também nas expressões faciais que se nota a diferença de um ator como Garcia. Há uma coragem do intérprete de <strong><i>Flamin&#8217; Hot </i></strong>em abusar mais das movimentações da face. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui, esta estratégia poderia ser arriscada, levando-o para o caricato, para o exagerado. Mas, Jesse Garcia maneja a força dos seus gestos, deixando a ideia de que sim, latinos podem ser emocionados e emotivos, porém em toda a organicidade que uma obra ficcional requer. </span><span style="font-weight: 400;">Ainda em termos de atuações, a dinâmica de Jesse com Annie Gonzalez (</span><i><span style="font-weight: 400;">Shameless</span></i><span style="font-weight: 400;">) fomenta a empatia do espectador com a trama. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de Annie saber trabalhar no jogo de cena com Jesse – os dois equilibram as intercaladas de respiração, olhares e o comando corporal entre um e outro –, a atriz também não deixa que sua Judy Montañez seja apenas uma sidekick. </span><span style="font-weight: 400;">No que o roteiro é falho e deixa de lado os conflitos e a personalidade de Judy, Annie compensa com a destreza em enfatizar palavras do texto, que revelam a opinião de sua personagem, principalmente em momentos cruciais para o enredo.</span></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17729" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-6.png" alt="Flamin' Hot - O Sabor que Mudou a História" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-6.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-6-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-6-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image-6-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na sequência em que Judy informa ao pai de Jesse o que ela pensa sobre o seu marido, Gonzalez marca, em seu trecho mais relevante dentro da produção, o que é  realmente importante para Judy. </span><span style="font-weight: 400;">Nesta dinâmica, de fato, o roteiro é o que mais peca no conjunto geral. Apesar da banda sonora e do desenho de som não serem tão inventivos como a direção, e da fotografia trazer algumas imagens um tanto chapadas, a escrita do longa é ingênua e, em certa medida, omissa. A trama é formulaica e quem assiste já sabe desde o princípio como o Richard se dará bem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ok, é uma biografia sobre um homem bem sucedido, porém o como o espectador fica sabendo disso é completamente repetitivo em termos narrativos, com ganchos de suspensão que apelam mais para o emocional, do que para as ações das personagens. Por isso, por mais que o reforço sobre a vitória de Montañez diante do sistema capitalista branco dos Estados Unidos seja prazeroso de acompanhar, o enredo poderia conter um pouco mais de equilíbrio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, há uma ausência de seriedade na apresentação dos acontecimentos. Aqui a questão não é o tom em si, porque há uma comicidade intensa na produção, porém Richard não precisava ser escrito como bobo. É curioso observar como a vida do crime é facilmente descartada da vida de Richard e Judy, principalmente no que diz respeito ao comportamento da dupla diante dos fatos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ambos são postos na narrativa com uma atitude quase infantil. Além disso, </span><strong><i>Flamin Hot</i></strong><span style="font-weight: 400;"> é demasiadamente maniqueísta. A jornada do herói é afetada pelos constantes lembretes de que ele é o </span><b>herói, </b><span style="font-weight: 400;">mesmo com todo o seu passado. E esse é um ponto importante para abordar no que tange a construção da trama. O espectador é subestimado demais nesta produção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A quantidade de vezes que as informações são repetidas torna a exibição cansativa. Todo o carisma dos atores principais e a direção atenta de Longoria não conseguem dar conta de uma história mal contada. Seria o caso de enxugar o roteiro e fazer um média? Um curta? Ou, seria mais cabível explorar cuidadosamente o passado de Richard? </span><span style="font-weight: 400;">Ou este fator colocaria complexidade na personagem e os roteiristas não saberiam dar conta de escrever sobre o outro lado do protagonista? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ou, ainda, a vida pregressa de Montañez incomodaria o próprio empresário e a PepsiCo (empresa que o acolheu por tantos anos)? </span>Estes pontos dançam pela mente de quem assiste ao filme, durante a exibição. <span style="font-weight: 400;">Porque a falta de profundidade das personagens influencia tanto no diálogos, com falas expositivas e envergonhantes, como também na sensação de extensão temporal da narrativa, por conta das repetições de situação, já que não mostram outras facetas de Judy e Richard. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todavia, <strong><i>Flamin&#8217; Hot &#8211; O Sabor que Mudou a História</i></strong></span><span style="font-weight: 400;"> ganha uma recomendação dessa que vos escreve. Pois é! </span><span style="font-weight: 400;">O motivo é que seja pela surpresa do talento de Longoria na direção, como no carisma do casal central, o longa é, acima de tudo, divertido. Então, compre seu Cheetos (ou seu snack saudável, por favor) e dê o play na Disney+, naquele final de semana de preguiça. </span><i><span style="font-weight: 400;">Flamin </span></i><span style="font-weight: 400;"> é distraído, é como um cheetos picante: ruim, mas é bom.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Eva Longoria</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Jesse Garcia, Annie Gonzalez, Dennis Haysbert, Emilio Rivera, Vanessa Martinez, Dennis Haysbert, Tony Shalhoub</span></p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/it7sNRloq-A?si=hHr4BCd7Hvw_8Ftm" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Wish &#8211; O Poder dos Desejos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jan 2024 23:15:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os créditos finais de Wish &#8211; O Poder dos Desejos denuncia o contexto da mais recente produção animada dos estúdios Disney: o longa é uma encomenda comemorativa pelos 100 anos da companhia do Mickey Mouse. Enquanto os nomes dos envolvidos passam na tela, são exibidos personagens que formaram o catálogo do estúdio na ordem cronológica do lançamento dos seus respectivos filmes. Além dessa afetuosa inserção ao legado do estúdio, ao longo da história, o espectador reconhecerá referências a filmes como [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os créditos finais de <strong><em>Wish &#8211; O Poder dos Desejos</em></strong> denuncia o contexto da mais recente produção animada dos estúdios Disney: o longa é uma encomenda comemorativa pelos 100 anos da companhia do Mickey Mouse. Enquanto os nomes dos envolvidos passam na tela, são exibidos personagens que formaram o catálogo do estúdio na ordem cronológica do lançamento dos seus respectivos filmes. Além dessa afetuosa inserção ao legado do estúdio, ao longo da história, o espectador reconhecerá referências a filmes como Peter Pan, A Pequena Sereia e Cinderela e, claro, a maior delas é um dos seus personagens principais da história, uma simpática estrela dos desejos. A estrela dos desejos de Wish unifica os contos de fadas que formaram a filmografia da Disney a partir dos seus principais elementos: a magia, o encantamento, os sonhos.</p>
<p><strong><em>Wish &#8211; O Poder dos Desejos</em></strong> conta a história de um reino governado por Magnífico, um mago ditador que controla o destino de toda a população local ao aprisionar seus desejos. Quando a verdadeira natureza do governante é descoberta por uma jovem que se frustra ao constatar que o sonho do seu avô jamais poderá ser realizado, os dias de reinado do mago passam a ser ameaçados, sobretudo porque ela contará com a ajuda de uma estrela dos desejos.</p>
<p>No intuito de fazer de <strong><em>Wish &#8211; O Poder dos Desejos</em></strong> uma homenagem a sua própria trajetória, a Disney não consegue dar qualquer senso de originalidade e profundidade ao filme. Wish soa como um filme banal, com trama protocolar e personagens pouco carismáticos que mais parecem rascunhos do passado do estúdio. Há no filme um esforço bem tímido de unificar a filmografia da Disney com motes e ideias que seriam a gênese ou assinatura do estúdio, mas é tudo muito discreto e esse conceito jamais atinge a sua potencialidade de fato.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17638" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/01/image-2.png" alt="Wish - O Poder dos Desejos" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/01/image-2.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/01/image-2-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/01/image-2-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/01/image-2-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Para além do caráter simbólico da representação do legado de 100 anos da Disney, o ponto &#8220;fora da curva&#8221; que faz Wish ganhar algum senso de relevância na história recente do estúdio é a estética da animação. Wish faz uma interessante união entre animação 2D e 3D com traços originais que a distinguem da própria assinatura visual do estúdio, que tende para uma homogeneidade em suas diferentes eras. Aqui, de fato, são empregadas cores e formas que singularizam o trabalho dos animadores e dão personalidade ao projeto.</p>
<p>No mais, é uma pena que algumas ideias ensaiadas em <strong><em>Wish &#8211; O Poder dos Desejos</em></strong> , sobretudo esse mote de unificar o legado da Disney em um pretenso &#8220;universo compartilhado&#8221;, jamais ganhe qualquer impulso na tela. Pela primeira vez em anos, vemos uma protagonista cuja história não consegue envolver e consequentemente não nos faz torcer pelo seu êxito, um vilão sem carisma e números musicais que não fazem a gente sair da sessão com suas canções reverberando em nossa memória. É um pouco embaraçoso que justamente a animação que serve para celebrar o legado Disney seja um dos seus projetos mais esquecíveis.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Chris Buck, Fawn Veerasunthorn</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Ariana DeBose, Chris Pine, Alan Tudyk, Angelique Cabral, Victor Garber, Natasha Rothwell, Jennifer Kumiyama, Harvey Guillen, Niko Vargas</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/uc_N_NcGIN0?si=-P5TTGa5tXOP5Ioj" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Elementos</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-elementos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jun 2023 19:14:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Disney]]></category>
		<category><![CDATA[Elementos]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Pixar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dizem que os opostos se atraem. Mas será mesmo que eles conseguem conviver em harmonia? Elementos nos coloca para refletir sobre diversas questões de relacionamento, seja ele amoroso ou familiar. É mais uma animação da Pixar que oferece tudo para as crianças, em termos de divertimento, cores e formas, mas tem um apelo ainda maior para os adultos que conseguem entender todas as mensagens. Faísca é uma jovem espirituosa que vive no subúrbio da grande metrópole Elemento, que claramente foi [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Dizem que os opostos se atraem. Mas será mesmo que eles conseguem conviver em harmonia? <strong><em>Elementos</em> </strong>nos coloca para refletir sobre diversas questões de relacionamento, seja ele amoroso ou familiar. É mais uma animação da Pixar que oferece tudo para as crianças, em termos de divertimento, cores e formas, mas tem um apelo ainda maior para os adultos que conseguem entender todas as mensagens.</p>
<p>Faísca é uma jovem espirituosa que vive no subúrbio da grande metrópole Elemento, que claramente foi criada e pensada para os demais elementos, deixando o fogo sempre de lado. Aliás, as pessoas ali, via de regra, têm preconceito com o fogo, já que ele é incompatível com a maioria. Desta forma, a protagonista cresceu escutando dos pais que elementos não se misturam e que o grande futuro dela seria assumir a loja de sucesso da família.</p>
<p>Tentando sempre dar o seu melhor para que seu pai tenha orgulho, Faísca acaba exagerando no estresse e causa um acidente em um dos dias mais importantes para a loja, a grande liquidação. Em meio ao caos, ela conhece Gota, um jovem água que cai por acidente no seu caminho e taxa a família por impostos atrasados. Na tentativa de resolver o problema sem que ninguém fique sabendo, a jovem se mete em várias circunstâncias que vão colocar toda a sua vida em xeque.</p>
<p>Do lado das relações familiares, temos uma garota que simplesmente não pensa por um minuto nas suas preferências e assume que aquilo que lhe foi imposto é a verdade. A sua imensa gratidão pelos esforços dos pais é confundida com uma devoção cega e ela acredita que precisa abdicar da vida em prol deles. Isso gera uma frustração velada, que &#8220;explode&#8221; como acessos de raiva e estresse, que ela simplesmente não entende por que não consegue controlar.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16823" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/C641B8A6-57AE-4199-9AF4-0F40312F3F51.png" alt="Elementos" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/C641B8A6-57AE-4199-9AF4-0F40312F3F51.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/C641B8A6-57AE-4199-9AF4-0F40312F3F51-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/C641B8A6-57AE-4199-9AF4-0F40312F3F51-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/C641B8A6-57AE-4199-9AF4-0F40312F3F51-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Já do lado amoroso, é o desconhecido que oferece maior perigo. Ela sempre escutou que água e fogo não se misturam, mas como poderia agora gostar tanto da companhia de uma Gota D&#8217;Água? Isso é impossível, a seu ver. Eles são incompatíveis. Ou não? A dúvida de abrir o olhar para um novo horizonte faz com que Faísca siga o seu ímpeto de desbravar novas verdades, mesmo sem a complacência de seus pais. Aliás, eles surtariam com essa descoberta.</p>
<p>Faísca é mais dura, objetiva e determinada. Gota deixa as emoções fluírem, consegue ver vários ângulos de um mesmo problema e é mais ponderado. Um completa o outro, no final das contas. Ele rapidamente se apaixona pela luz da garota, como nós quando olhamos por muito tempo para uma chama e ficamos encantados. O seu deslumbramento está nos detalhes de cada cena. Já ela o vê como uma ameaça, alguém que precisa temer e manter afastado.</p>
<p>À medida que o filme evolui, um vai dando espaço para que o outro mostre suas qualidades e eles aprendam com isso. Novas dúvidas vão surgindo na mente de Faísca, que começa a finalmente questionar aquele futuro que foi planejado para ela por outras pessoas. Ainda assim, como ir de encontro ao pais, sendo que eles fizeram tudo por ela?</p>
<p><strong><em>Elementos</em> </strong>nos mostra como é possível honrar nossos pais sem que a gente precise se anular para isso. Mostra ainda como dois diferentes podem viver uma linda história, quando há intenção e determinação para que essa parceria funcione. A Pixar, novamente, nos coloca para viver emoções adultas com uma roupagem divertida, leve e infantil. O deslumbre, posso afirmar, não fica apenas para as crianças. Definitivamente, uma gracinha de filme que vale a pena conferir!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Peter Sohn</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Leah Lewis, Mamoudou Athie, Mason Wertheimer</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/XpZterwuuc4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Pequena Sereia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 May 2023 22:19:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[A Pequena Sereia]]></category>
		<category><![CDATA[Awkwafina]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ah, um boa surpresa! A Pequena Sereia é bem isso. Sou grande amante de live-actions, mas quando executados da maneira correta. Como sou bem saudosista, sempre prefiro aquele tipo de adaptação que segue fielmente o roteiro do original, pois desperta emoções que vivemos na infância. E por mais que eu tivesse com um pé atrás com esse longa, ele se provou super interessante e bacana de assistir. Mas, primeiro, deixa eu explicar o motivo de meu pé atrás. As primeiras [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ah, um boa surpresa! <em><strong>A Pequena Sereia</strong></em> é bem isso. Sou grande amante de live-actions, mas quando executados da maneira correta. Como sou bem saudosista, sempre prefiro aquele tipo de adaptação que segue fielmente o roteiro do original, pois desperta emoções que vivemos na infância. E por mais que eu tivesse com um pé atrás com esse longa, ele se provou super interessante e bacana de assistir.</p>
<p>Mas, primeiro, deixa eu explicar o motivo de meu pé atrás. As primeiras imagens e cenas que a Disney liberou me deixaram bem frustrada. A animação <em>A Pequena Sereia</em> é cheia de cores vivas e contrastes marcantes, algo que não apareceu nos trailers, com suas cores desbotadas e sombrias. Outro detalhe são os melhores amigos da protagonista, Linguado e Sebastião, que eram super expressivos, enquanto que no live-action eles pareciam provenientes da mesma cesta que saíram os animais da desnecessária adaptação de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-rei-leao/"><em>O Rei Leão</em></a>. Por fim, a cor do cabelo de Ariel, que é de um vermelho sangue vivo no desenho e aqui era um ruivo laranja desbotado.</p>
<p>Com base em tudo isso, fui ao cinema com a expectativa lá embaixo, esperando uma bomba. Mas como é incrível ser bem surpreendida! <em><strong>A Pequena Sereia</strong></em> é uma graça de filme, da melhor maneira que eu poderia esperar. Eles conseguiram inspirar ainda mais interesse nos personagens a partir da acertada escolha de seu elenco. Ariel (Halle Bailey, <em>As Férias da Minha Vida</em>) é bem natural e traz uma leveza bem característica, sempre brincalhona e curiosa. Os seus amigos Linguado (Jacob Tremblay, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-quarto-de-jack/"><em>O Quarto de Jack</em></a>), Sebastião (Daveed Diggs, <em>Soul</em>) e Sabichão (Awkwafina, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-podres-de-ricos/"><em>Podres de Ricos</em></a>) são cheios de personalidade e conseguem driblar a naturalidade gráfica dos animais com expressões que surgem através da fala. Até o Rei Tritão (Javier Bardem, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duna/"><em>Duna</em></a>), que é bem sisudo na animação, consegue arrancar risadas do espectador. O mesmo vale para a excelente vilã Ursula, interpretada com maestria por Melissa McCarthy (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-thor-amor-e-trovao/"><em>Thor: Amor e Trovão</em></a>).</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16737" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/novas-fotos-live-action-a-pequena-sereia.jpg" alt="A Pequena Sereia" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/novas-fotos-live-action-a-pequena-sereia.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/novas-fotos-live-action-a-pequena-sereia-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/novas-fotos-live-action-a-pequena-sereia-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/novas-fotos-live-action-a-pequena-sereia-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O longa navega então por mares conhecidos, seguido fielmente a animação e seu roteiro. A emoção de Halle em todas as cenas faz com que nós consigamos simpatizar ainda mais com a protagonista e pequenas mudanças de motivação da trama a deixaram menos machista. Aqui Ariel quer largar tudo para desbravar o mundo e conhecer novos lugares, não apenas correr atrás de um carinha que ela conheceu há um minuto. E isso dá um tom todo especial na trama.</p>
<p>A preocupação que eu tive com as cores não se sustentou, pois a Disney regulou tão bem a saturação que o filme é uma explosão de arco-íris (muito bem feita) nas nossas vistas. Músicas muito bem cantadas, cenas bem construídas e uma intensidade de emoções que nos faz comprar cada segundo do que vivemos ali. É como voltar ao tempo de infância e viver aquele sentimento de nostalgia gostoso.</p>
<p>Outro detalhe é que é maravilhoso ver a representatividade que ele traz, especialmente na sua protagonista. Não há nada que impeça Ariel de ser negra e o filme é a prova disso. Outros detalhes de personagens também trazem esta pauta, de maneira bem sutil e acertada, mostrando que a Disney tem mudado o seu perfil antigo, machista e racista, se atualizando aos novos tempos e necessidades. Já consigo visualizar as pequenas meninas negras querendo um aniversário da Pequena Sereia, com direito a cauda e peruca vermelha. E isso é incrível!</p>
<p><em><strong>A Pequena Sereia</strong></em> tem lá seus problemas, claro. Existe um ar um pouco infantilizado que permeia algumas cenas e é desnecessário diante da forma como a trama foi construída. Ainda assim, não é algo que faça com que o todo seja prejudicado.  Trata-se de um live-action bem interessante, divertido e gostoso de assistir. Daqueles que a gente quer ver mais de uma vez!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Rob Marshall</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Halle Bailey, Jonah Hauer-King, Melissa McCarthy, Javier Bardem, Jude Akuwudike, Awkwafina, Jacob Tremblay, Daveed Diggs</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/E-qPSU-OSb8" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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