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	<title>Arquivos Damien Chazelle - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Damien Chazelle - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Especial: Entenda porque Babilônia não tem chances de ganhar Oscar de Melhor Filme</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jan 2023 12:30:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O novo longa de Damien Chazelle chega nesta quinta-feira (19) aos cinemas brasileiros e, apesar do esforço do diretor, a produção não é capaz de atravessar como primeira na linha de chegada. Mas o que fez Babilônia, um filme tão a cara do Oscar, se distanciar tanto da tão almejada consagração cinematográfica? A trajetória sob os holofotes de Hollywood do diretor, produtor e roteirista franco-americano explica isso. Chazelle começou a sua carreira com longas-metragens no topo. Logo em seu primeiro [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-babilonia/">Especial: Entenda porque Babilônia não tem chances de ganhar Oscar de Melhor Filme</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O novo longa de Damien Chazelle chega nesta quinta-feira (19) aos cinemas brasileiros e, apesar do esforço do diretor, a produção não é capaz de atravessar como primeira na linha de chegada. Mas o que fez <b><i>Babilônia</i></b>, um filme tão a cara do Oscar, se distanciar tanto da tão almejada consagração cinematográfica? A trajetória sob os holofotes de Hollywood do diretor, produtor e roteirista franco-americano explica isso.</p>
<p>Chazelle começou a sua carreira com longas-metragens no topo. Logo em seu primeiro projeto não independente, ele conquistou nomeações no Oscar em diversas categorias, inclusive “Melhor Direção” e “Melhor Roteiro Adaptado”. <i>Whiplash: Em Busca da Perfeição</i> (2014) fez com que o jovem cineasta iniciasse a sua vida na grande Hollywood de forma estratosférica.</p>
<p>Seu filme seguinte, o premiado <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-la-la-land-cantando-estacoes/"><i>La La Land &#8211; Cantando Estações</i></a> (2016), conquistou um espaço ainda maior e concedeu a Chazelle o seu primeiro Oscar. Apesar do inesquecível erro do prêmio de “Melhor Filme” ter sido anunciado para <i>La La Land</i>, o segundo longa de Damien não conquistou a estatueta. Assim, ele saiu da maior premiação do cinema, mais uma vez, sem esse louro.</p>
<p>A terceira produção do diretor claramente foi uma resposta dele para a Academia, uma investida para conquistar os votantes na empreitada de alcançar o que quase conseguiu na cerimônia de 2017. No entanto, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-primeiro-homem/"><i>O Primeiro Homem</i></a> (2018) foi uma tentativa falha e se tornou o filme mais esquecível da carreira de Chazelle. <b><i>Babilônia</i></b>, no entanto, pareceu ter vindo como uma outra chance. A cartada final do cineasta em busca do desejado reconhecimento pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.</p>
<p>O problema do novo truque de Damien em direção aos principais prêmios do Oscar está justamente em seu desejo. <b><i>Babilônia</i></b> funciona como uma orgia intelectual de amantes do cinema. Tudo no filme é pretensioso. Desde os elementos que deveriam até os que se tornam um erro. A dramédia sobre o período de transição do cinema muda para o falado, tenta mirar sua estética num visual absurdo e exagerado, tal qual foi feito por Baz Luhrmann em <i>Moulin Rouge &#8211; Amor em Vermelho</i> (2001) e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-elvis/"><i>Elvis</i></a> (2022), mas se torna uma produção de excessos que cansa o espectador.</p>
<p>Diferente dos feitos de Luhrmann, Chazelle usa essa estética do absurdo em cada segundo dos longos 189 minutos de duração. Não apenas mantém esse exagero presente o tempo inteiro como também o utiliza em cada etapa e processo da produção. Por um lado, ele conseguiu entregar ao público um filme deslumbrante do ponto de vista visual e com uma unidade clara. Por outro, Chazelle fez <b><i>Babilônia</i></b> se perder.</p>
<figure id="attachment_16358" aria-describedby="caption-attachment-16358" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-16358" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Babilonia-2-1-750x500.jpg" alt="Babilônia (2022)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Babilonia-2-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Babilonia-2-1-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Babilonia-2-1-2048x1365.jpg 2048w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Babilonia-2-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Babilonia-2-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Babilonia-2-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Babilonia-2-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/Babilonia-2-1-1400x933.jpg 1400w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16358" class="wp-caption-text">Margot Robbie em cena de &#8220;Babilônia&#8221; (2022)</figcaption></figure>
<p>O que era para ser o maior filme de sua carreira &#8211; superando até mesmo o brilhante <i>Whiplash</i> &#8211; se tornou um dos mais exaustivos. É verdadeiramente cansativo passar pelas três horas de duração do filme. E uma vez sabendo onde Chazelle queria chegar, o tempo da sessão de <b><i>Babilônia</i></b> se mostra ainda mais desnecessário. O roteiro se perde na tragédia de erros dos artistas. O drama existencial e a discussão das dificuldades adaptativas do mercado são trocados por um pastiche cômico sem razão.</p>
<p>Com isso, Chazelle mostrou que nem sempre sabe como concluir uma narrativa. Diferente do seu primeiro longa-metragem ou de <i>La La Land</i>, o final do novo filme do diretor se arrasta por cerca de 30 minutos, o que faz com que a sensibilidade de sua apoteótica montagem final perca a força. <b><i>Babilônia</i></b> seria outro filme se o desejo de chegar no Olimpo das premiações não estivesse dominando as decisões do cineasta.</p>
<p>Ao menos uma coisa é certa, Damien Chazelle não errou o título do seu novo projeto. <b><i>Babilônia</i></b> é o nome perfeito para descrever a essência do filme. O que é vista em tela pelo espectador é uma profusão de informações. Sejam elas estéticas, visuais ou sonoras, o projeto é uma experiência de excessos do início ao fim. Chazelle até tenta associar essa escolha aos eventos narrados, uma pena que isso não é o suficiente para sustentar a ideia.</p>
<p>No fim da equação, <b><i>Babilônia</i></b> passa da conta com uma quantidade exagerada de artifícios. Ainda que tenha uma fotografia, direção de arte, maquiagem e figurinos excepcionais, a montagem, trilha e o roteiro se perdem. Com isso, a própria direção de Chazelle não consegue ser um dos pontos altos do longa-metragem. A ânsia de fazer um filme metalinguístico que serve de ode ao início do cinema que conhecemos hoje cai por terra por conta desse vislumbre no prêmio.</p>
<p><b><i>Babilônia</i></b> deve ser lembrado no Oscar, mas nas categorias relacionadas ao departamento de arte (“Melhor Design de Produção”, “Melhor Figurino” e “Melhor Cabelo e Maquiagem”) e, talvez, uma indicação pela fotografia. Desses, os prêmios mais possíveis estão na arte. É claro que o nome do longa pode sair entre os indicados a “Melhor Filme”, mas é um candidato muito fraco e não hegemônico entre os votantes para ganhar. Parece que o desejo excessivo em realizar o que quase conseguiu em 2017 atrapalhou a direção e o que seria mais um roteiro inteligente e criativo de Chazelle. Assim, o projeto entra no doloroso <i>hall</i> de filmes que tinham o potencial de alcançar os voos mais altos, mas desabaram do alto.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Damien Chazelle</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Brad Pitt,  Margot Robbie,  Diego Calva,  Jean Smart,  Jovan Adepo e  Li Jun Li</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>[youtube https://www.youtube.com/watch?v=kHRxUylmwqs]</p>
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		<title>Crítica: Babilônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jan 2023 20:49:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Estreia na próxima quinta-feira, 19, o longa Babilônia, do diretor Damien Chazelle (La La Land &#8211; Cantando Estações). Este filme conta com elenco de peso, com um trio principal formado por Brad Pitt (Era uma Vez em&#8230; Hollywood), Margot Robbie (O Esquadrão Suicida) e o novato Diego Calva. Adentrando num formato bem excêntrico, o cineasta aposta tudo na criação de um épico, mas perde alguns pontos pelo caminho. Manoel (Calva) é um mexicano pobre e sonhador que acredita na magia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estreia na próxima quinta-feira, 19, o longa <em><strong>Babilônia</strong></em>, do diretor Damien Chazelle (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-la-la-land-cantando-estacoes/"><em>La La Land &#8211; Cantando Estações</em></a>). Este filme conta com elenco de peso, com um trio principal formado por Brad Pitt (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/"><em>Era uma Vez em&#8230; Hollywood</em></a>), Margot Robbie (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-esquadrao-suicida/"><em>O Esquadrão Suicida</em></a>) e o novato Diego Calva. Adentrando num formato bem excêntrico, o cineasta aposta tudo na criação de um épico, mas perde alguns pontos pelo caminho.</p>
<p>Manoel (Calva) é um mexicano pobre e sonhador que acredita na magia do cinema. Ele tem empregos simplórios, como segurança de festa, que o fazem ficar ligeiramente mais próximo dos produtores dos filmes. Em dado momento, ele acaba conhecendo Nellie LaRoy (Robbie), uma jovem aloucada que chega de penetra em um dos eventos em que ele está trabalhando e se destaca nos convidados. A festa em si é uma completa babilônia, com muita droga, sexo exibido, bebidas. A completa visão do caos moral e estético. Em meio a tudo isso, chega Jack Conrad (Pitt), um famoso ator do momento.</p>
<p>A medida que o filme avança, vamos acompanhando o destrinchamento deste trio principal e todos os personagens que os envolvem. Chazelle não se apressa em nos inserir nas tramas, para conquistar o público através de seus protagonistas. Enquanto isso, ele vai dando sinais de qual é o verdadeiro propósito daquilo tudo. O ritmo do filme, inclusive, é um dos maiores destaques, pelo menos, até certo ponto. Isso porque a terceira parte é bem desconexa com as demais. Mas ainda chegaremos lá.</p>
<p>Com uma trilha sonora detalhadamente escolhida, o espectador passa por diversas emoções ao mesmo tempo. E este é o intuito. Em dado momento, logo no começo, Manoel fala que o que ele mais ama no cinema é a possibilidade de viver realidades que ele nem imaginava que existiam. É sentir emoções, das mais variadas, sem precisar vivenciá-las. E <strong><em>Babilônia</em> </strong>é o retrato disso. Passamos por quase todas as emoções possíveis em um único filme. E este é um ponto importante para mim, pois é a conversa direta da história do roteiro com a sua execução.</p>
<p>Ainda que não seja o objetivo específico do longa (ou talvez seja), temos alguns momentos bem reflexivos, especialmente com o personagem de Brad Pitt. A sua crise existencial, a queda de sua carreira, a forma como lida com suas emoções. É um ótimo papel dele, por sinal, que está dedicando inteiramente em cena.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16332" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/5581350.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Babilônia" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/5581350.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/5581350.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/5581350.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/5581350.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O mesmo podemos dizer de Margot Robbie. Mais uma vez ela mostra ser capaz de fazer absolutamente qualquer tipo de filme e papel, e ainda ser excelente em todos. Não vai demorar para ter uma estatueta na mão, isso posso afirmar. Ainda que ela tenha alguns trejeitos que podemos observar em outros filmes, a sua LaRoy aqui é visceral.</p>
<p>Claro que as demais atuações completam o cenário como um todo, tornado a trama muito mais crível e boa de assistir. Jean Smart (<em>Mare of Easttown</em>), Lukas Haas (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-as-viuvas/"><em>As Viúvas</em></a>), Tobey Maguire (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-sem-volta-para-casa-sem-spoilers/"><em>Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</em></a>), entre outros, fazem com que a babilônia se torne tão real e caótica quando poderia ser.</p>
<p>O filme se perde, no entanto, quando atinge seu ápice e simplesmente não consegue lidar com ele. A única finalização majestosa é a do personagem de Pitt, que completa o arco perfeitamente. Para além disso, ficamos um bom tempo dando voltas sem um rumo preciso, destoando completamente de tudo que acompanhamos nas horas anteriores. Afinal, temos que lembrar aqui que são 3h10 de filme. Algo que por si só já implica em muitas dificuldades.</p>
<p>Ao final, temos que lidar com uma espécie de &#8220;masturbação cinematográfica&#8221; &#8211; como bem pontuou uma querida amiga -, onde o diretor parece ficar gritando e dizendo: &#8220;Olhem para mim, olhem como sou incrível, olhe que obra-prima eu criei&#8221;. Sendo que nada disso seria necessário se ele simplesmente finalizasse corretamente o excelente filme que havia criado até ali. Mesmo para os cinéfilos de plantão, o exagero é incômodo.</p>
<p>Tudo isso, no entanto, não impede que <em><strong>Babilônia</strong> </em>seja um ótimo filme e com muitos pontos de qualidade. Acredito que não seja a chuva de premiações que estavam especulando anteriormente, mas certamente pode colocar seu pezinho no Oscar, pelo menos nas categorias técnicas. Vale a pena conferir, mas vá preparado pois, mesmo que não pareça, o filme é quase do tamanho de Titanic.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Damien Chazelle</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Brad Pitt, Margot Robbie, Diego Calva, Jean Smart, Lukas Haas, Tobey Maguire, Jovan Adepo, Li Jun Li, P.J. Byrne, Olivia Wilde, Spike Jonze</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/binSx3SfsaM" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Primeiro Homem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Oct 2018 16:04:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A tecnologia tem acompanhado a evolução do cinema desde o princípio. Da invenção do vitafone – a qual proporcionou o cinema falado – até as interações sensoriais a partir dos filmes 3D e 4D e das salas IMAX. A existência dessas possibilidades deu as tramas uma nova ferramenta. A trilha sonora, por exemplo, consegue se tornar uma personagem a parte que pode conduzir o espectador para qualquer que seja a direção desejada pela produção. Gêneros como ação e terror usam [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A tecnologia tem acompanhado a evolução do cinema desde o princípio. Da invenção do vitafone – a qual proporcionou o cinema falado – até as interações sensoriais a partir dos filmes 3D e 4D e das salas IMAX. A existência dessas possibilidades deu as tramas uma nova ferramenta. A trilha sonora, por exemplo, consegue se tornar uma personagem a parte que pode conduzir o espectador para qualquer que seja a direção desejada pela produção. Gêneros como ação e terror usam bastante dessa potencialização do som como peça-chave em suas narrativas.</p>
<p>Em seu quarto trabalho como diretor, Damien Chazelle (<em>Whiplash</em>, de 2014, e <em>La La Land</em>, de 2016) leva o público para uma jornada biográfica. <em><strong>O Primeiro Homem</strong></em> é uma adaptação do livro <em>First Man: The Life of Neil A. Armstrong</em> escrito por James A. Hansen que, através da essência fílmica de Chazelle, conta a jornada de Neil até o dia que ele entrou para a história como o primeiro homem a pisar na lua. A partir de uma nova perspectiva, a história sobre essa façanha da humanidade é retratada como nunca antes. Com toda a força sonora e as mais emocionantes tomadas – fatores comuns aos longas do diretor – o público se deleita com o que há de mais belo em sua existência: o universo.</p>
<p>Neil Armstrong (Ryan Gosling) mergulha de cabeça na corrida espacial. Participar desse projeto governamental tão importante e perigoso não será nada fácil. Todas as perdas e sacrifícios em torno de sua vida levarão Neil a uma das jornadas mais complexas de humanidade. Entre deixar a família para embarcar nessa viagem e se tornar o primeiro homem a pisar na lua, o astronauta viverá todos os retrocessos e problemas antes de alcançar o sucesso que foi a missão Apollo 11 de 1969.</p>
<p>O talento de Damien Chazelle é algo indiscutível. O diretor, roteirista e produtor americano de apenas 33 anos já deixou a sua marca na sétima arte. A sua singularidade ao comandar alguma produção se explicita de diversas maneiras. O fator musical como uma personagem extra de todas as suas tramas; o cuidado estético com a fotografia e as sequências em plano aberto; e as referências afetuosas ao seu tipo de cinema. Tudo isso faz com que o jovem Chazelle seja um gênio em Hollywood. Desde a sua segunda película que o mundo não tira os olhos dos seus trabalhos. E agora, com uma cinebiografia sobre Armstrong, mais louros serão dados para consagrar o brilhantismo do diretor.</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-9453 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/2810598.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="filme o primeiro homem" width="610" height="348" /></p>
<p>Tendo como base o livro de Hansen, o roteirista Josh Singer (<em>Spotlight &#8211; Segredos Revelados</em>, de 2015) constrói uma narrativa interessante sobre a jornada do primeiro homem a pisar na lua. A partir de um olhar mais focado no emocional de Neil e em suas questões pessoais, o espectador presenciará uma emocionante aventura espacial contada de uma forma jamais vista. E para auxiliar as possibilidades desse roteiro, o trabalho do diretor de fotografia, Linus Sandgren (<em>La La Land</em>), é essencial. A sua sensibilidade e concepção estética acrescentam ainda mais vida à película e resultam em lindas imagens – como a visão de Armstrong na lua.</p>
<p>A conclusão do time que faz desse projeto algo artisticamente fenomenal é um velho conhecido e parceiro de Chazelle. O compositor Justin Hurwitz – o qual compôs todas as trilhas dos longas de Damien – emplaca mais uma obra-prima sonora. O trabalho de Hurwitz eleva todos os elementos cinematográficos para outro patamar. Não existem palavras possíveis de descrever o quão impactante é a trilha sonora nesse filme.</p>
<p>Uma das coisas mais interessantes sobre esse longa-metragem é a forma como ele é conduzido. Apesar da existência de um elenco relativamente extenso, a narrativa é administrada por duas personagens. Tal façanha já se mostrou como uma outra característica de Damien Chazelle. Dessa vez as protagonistas são vividas por Ryan Gosling (<em>Drive</em>, de 2011) e Claire Foy (<em>The Crown</em>, desde 2016). Ryan, que já estrelou outro longa do diretor, dá a sua melhor performance da vida. Ele entrega ao público um Neil introspectivo e cheio de cicatrizes do passado. Toda essa profundidade da personagem permite que Gosling mostre o seu verdadeiro valor como ator.</p>
<p>Sua parceira de cena e esposa na história, teve finalmente a sua chance de brilhar nas telonas. A brilhante atriz inglesa ganhou com Janet – nome de sua personagem – o momento de mostrar para o mundo que ela sabe fazer muito mais do que uma fantástica rainha Elizabeth II. Um dos momentos mais poderosos da trama é, inclusive, conduzido pelo confronto da personagem de Foy com a de Gosling.</p>
<p>A união de todos esses elementos resulta em uma produção que a Universal Pictures tem muito que se orgulhar. A narrativa é completa e não deixa margem alguma para críticas. Um trabalho verdadeiramente magnífico. Chazelle conseguiu unir todas as suas características de diretor com uma equipe perfeita, permitindo que a sua visão ganhasse vida da melhor forma. A sensibilidade sensorial que <em>First Man</em> (título original) utiliza como pilar da narrativa foi brilhantemente construída através da junção das mentes de Chazelle, Singer, Sandgren e Hurwitz. Esta é uma película que deixará o público com sequências tatuadas na memória. O olhar das pessoas para o espaço nunca mais será o mesmo.</p>
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