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	<title>Arquivos Christopher Nolan - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Christopher Nolan - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Oppenheimer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Jul 2023 17:07:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O diretor, roteirista e produtor Christopher Nolan é uma das personalidades do cinema mais influentes da atualidade. Com uma carreira de grandes sucessos de público e crítica desde o início dos anos 2000, o cineasta costuma seguir uma mesma linha de produção em seus projetos: grandes histórias, uma equipe técnica potente e um roteiro que é bom, mas não consegue ultrapassar a barreira do sensível. De Amnésia (2000) até Tenet (2020) – passando pelo ‘queridinho’ Interstellar (2014) –, as produções [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O diretor, roteirista e produtor <strong>Christopher Nolan</strong> é uma das personalidades do cinema mais influentes da atualidade. Com uma carreira de grandes sucessos de público e crítica desde o início dos anos 2000, o cineasta costuma seguir uma mesma linha de produção em seus projetos: grandes histórias, uma equipe técnica potente e um roteiro que é bom, mas não consegue ultrapassar a barreira do sensível. De <em>Amnésia (2000)</em> até <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tenet/"><em>Tenet (2020)</em></a> – passando pelo ‘queridinho’ <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-interestelar/"><em>Interstellar (2014)</em></a> –, as produções encabeçadas por Nolan costumam ter dificuldade em se mostrar mais humanas. Elas lutam para chegar no sensível e ir além da dureza de uma produção industrial – ainda que essa tenha espaço para belas imagens, montagens e sons. No entanto, durante duas décadas, o resultado era o mesmo – qualidade técnica, mas nada de palpável no quesito emocional.</p>
<p>Até antes de assistir o mais novo trabalho do diretor, Nolan nunca havia furado essa bolha. Tudo sempre teve qualidade, uma maestria na execução dos processos, resultados belíssimos e maravilhosamente bem administrados. Mas nunca senti sensibilidade. Até então, tudo parecia uma linda embalagem de presente de Natal onde, dentro dela, não havia nada. A superficialidade das emoções humanas e das sensações mais intrínsecas não tinham sido exploradas até a chegada de <em><strong>Oppenheimer</strong></em>. Esse pode ser o filme que mudará a trajetória da carreira do cineasta.</p>
<p>O longa-metragem, que estreia nesta quinta-feira (20), é um passo além do diretor em sua forma de fazer cinema. Não se enganem, a produção continua sendo bem administrada e rodeada por uma equipe técnica sublime – a prova disso está na montagem, fotografia, edição de som e trilha sonora. Contudo, é finalmente possível sentir algo, ainda que de forma sutil. Mesmo que Nolan tenha muito o que explorar sobre a densidade das emoções humanas daqui para frente, ele enfim furou a bolha com <em><strong>Oppenheimer</strong></em>. O boneco de madeira se tornou um garoto de verdade e entregou o seu mais belo trabalho da carreira.</p>
<p>Na cinebiografia, o público embarca na vida de J. Robert Oppenheimer (Cillian Murphy), o físico teórico que ficaria conhecido como pai da bomba atômica. A história descreve desde os primeiros anos do cientista e seus contatos com figuras proeminentes do mundo da física até o início do Projeto Manhattan, seu resultado e os dilemas científico/éticos no pós Segunda Guerra. Em meio aos louros, os relacionamentos, a política e a vaidade, Oppenheimer marcou a história da humanidade como o Prometeu moderno, dando ao povo o poder de se destruir com o início da corrida nuclear.</p>
<p>A partir de uma história como essa, o filme poderia ser muitas coisas, inclusive só mais uma cinebiografia que cairia no esquecimento em pouco tempo. A virada de chave, no entanto, está no <em>timing</em> que o projeto é lançado. Ainda que fale de um acontecimento histórico de décadas atrás, a perspectiva de discutir a relação entre avanço da ciência, guerra e ética não poderia ser mais atual. Com dilemas da inteligência artificial e as atrocidades da guerra na Ucrânia acontecendo, <em><strong>Oppenheimer</strong></em> chega aos cinemas pronto para pontuar o que precisa ser discutido no momento sobre esses assuntos – e, desta vez, com camadas e profundidade.</p>
<p>Baseado no livro ‘Prometeu Americano’, de Kai Bird e Martin J. Sherwin, o roteiro consegue tornar central a discussão da vaidade do personagem e o dilema que a sua invenção gerou para a humanidade e para si. Esse pano de fundo, unido com uma montagem brilhante de Jennifer Lame (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de um Casamento</em></a>, de 2019, e <em>Pantera Negra: Wakanda Para Sempre</em>, de 2022) e as performances de um elenco potente faz as três horas de duração passarem despercebidas. <em><strong>Oppenheimer</strong></em> é um dos melhores trabalhos de Nolan também como roteirista – o qual, possivelmente, estará como um dos favoritos na corrida pela estatueta no Oscar de 2024.</p>
<figure id="attachment_16943" aria-describedby="caption-attachment-16943" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-16943" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Oppenheimer-2-750x500.jpg" alt="Oppenheimer (2023)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Oppenheimer-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Oppenheimer-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Oppenheimer-2-610x406.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Oppenheimer-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Oppenheimer-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Oppenheimer-2.jpg 1169w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16943" class="wp-caption-text">Cillian Murphy em cena de &#8216;Oppenheimer&#8217; (2023)</figcaption></figure>
<p>Outro ponto de destaque na técnica do filme é a fotografia. Como a narrativa se divide em duas tramas – a trajetória de Oppenheimer e a audiência de decisão da entrada de Lewis Strauss como secretário na Casa Branca -, o diretor de fotografia Hoyte van Hoytema (<em>Tenet</em> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nao-nao-olhe/"><em>Não! Não Olhe!</em></a>, de 2022) teve a oportunidade de brincar com cores, sombras e formas da imagem em <em><strong>Oppenheimer</strong></em>. Sendo uma das frentes narrativas colorida e a outra em preto e preto, Hoyte entrega um espetáculo visual de tirar o fôlego.</p>
<p>E para permitir que o diretor de fotografia gerasse imagens ainda mais espetaculares, o departamento de arte, especificamente a equipe de efeitos práticos, teve que trabalhar muito. As cenas de recriação da explosão da bomba atômica são algumas das mais belas de se assistir ao longo do filme – e, possivelmente, da filmografia de Christopher Nolan. O trabalho da equipe supervisionada por Scott R. Fisher é fundamental para gerar a humanidade que <em><strong>Oppenheimer</strong></em> necessitava – e que Nolan precisava trazer há anos para suas produções.</p>
<p>Além dos destaques e das possíveis indicações pelo roteiro, montagem e edição, fotografia e efeitos visuais, a edição de som, a trilha sonora e o figurino são outros fortes nomes para indicações aos maiores prêmios de cinema do ano. Falando especificamente do som, ele é, ao lado da fotografia, um dos principais aliados para impulsionar a narrativa. Se <em><strong>Oppenheimer</strong></em> é capaz de alcançar voos ainda mais altos é porque o santíssimo quinteto direção-roteiro-fotografia-som-trilha está operando de forma coesa e eficaz. E o trabalho de composição de Ludwig Göransson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-pantera-negra/"><em>Pantera Negra</em></a>, de 2018) é impressionante, potente e completa este pentágono criativo.</p>
<p>Por fim, e não menos importante, <em><strong>Oppenheimer</strong></em> alcança o que alcança por mais duas razões, seu elenco estelar e a direção de Christopher Nolan. Desta vez, diferente da maioria de seus trabalhos, o cineasta pareceu sair de sua função de administrador de uma produção e mergulhou de cabeça como criador, se permitindo sentir e se sensibilizar pela história que estava construindo. Essa dedicação diferenciada para o projeto é claramente sentida desde os primeiros minutos do filme. Nolan terá uma dura concorrência na temporada do Oscar – como por exemplo o forte nome da brilhante Greta Gerwig por <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-barbie/"><em>Barbie (2023)</em></a> -, mas, desta vez, o nome do diretor estar entre os indicados é mais do que merecido.</p>
<p>Para encerrar a composição de potência da produção, <em><strong>Oppenheimer</strong></em> conta com um grande elenco. Seja na extensão ou em qualidade, os atores e as atrizes envolvidos nesse processo são um reforço da coesão do projeto e dão razão ao adjetivo. Evidentemente existe um destaque maior para três pessoas: Cillian Murphy, Robert Downey Jr. e Emily Blunt. Os três são as apostas para o Oscar, podendo até, quem sabe, render uma estatueta para o eterno Homem de Ferro, mostrando à Hollywood que ele pode e é mais do que ator de um só personagem.</p>
<p>Regada de dúvidas, delírios e vaidades, a jornada pessoal e ética do físico J. Robert Oppenheimer é, sem sombra de dúvidas, um dos filmes do ano e marcará a temporada de premiações por sua qualidade e poderio técnico. Além de, como pontuado algumas vezes ao longo do texto, ser, quem sabe, uma nova fase para Christopher Nolan. Se <strong><em>Oppenheimer</em></strong> representar o início de uma nova era de produções com mais profundidade e sensibilidade do cineasta britânico, então o futuro do cinema guarda algo inspirador. Caso tenha sido apenas um flerte momentâneo com esse lado mais denso e humano do diretor, pelo menos o mundo terá a oportunidade de vivenciar a experiência cinematográfica que é assistir ao filme.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Christopher Nolan</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Cillian Murphy, Emily Blunt, Matt Damon, Robert Downey Jr., Florence Pugh, Josh Hartnett, Casey Affleck, Rami Malek, Kenneth Branagh, Benny Safdie e Jack Quaid</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</p>
<p><iframe width="750" height="500" src="https://www.youtube.com/embed/F3OxA9Cz17A?si=t_qYi7N4cEY9hHD9" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Crítica: Tenet</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Oct 2020 00:43:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>É estranho voltar ao cinema depois de tanto tempo. Especialmente para nós que estávamos habituados a frequentar as salas umas três vezes por semana. A expectativa sobe ainda mais quando falamos de um aguardado filme do diretor Christopher Nolan (Dunkirk), que foi seriamente impactado pela pandemia que ainda vivemos. Tenet já foi lançado lá fora há algumas semanas e só conseguiu chegar agora no Brasil. Sendo assim, fui à cabine de imprensa com mais informação do que gostaria. Tenet nos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>É estranho voltar ao cinema depois de tanto tempo. Especialmente para nós que estávamos habituados a frequentar as salas umas três vezes por semana. A expectativa sobe ainda mais quando falamos de um aguardado filme do diretor Christopher Nolan (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-dunkirk/"><em>Dunkirk</em></a>), que foi seriamente impactado pela pandemia que ainda vivemos. <em><strong>Tenet</strong> </em>já foi lançado lá fora há algumas semanas e só conseguiu chegar agora no Brasil. Sendo assim, fui à cabine de imprensa com mais informação do que gostaria.</p>
<p><strong><em>Tenet</em> </strong>nos introduz ao personagem O Protagonista, que era agente da CIA e acaba recrutado pela organização misteriosa para uma missão confidencial e de extrema importância. É preciso se evitar a Terceira Guerra Mundial, que pode ter seu estopim com uma nova tecnologia de revés que tem o poder de afetar os objetivos e a escala temporal.</p>
<p>Nolan já é um diretor um pouco confuso na construção de narrativas e isso se torna muito mais sério neste longa, já que a história em si não facilita. O vai e vem do enredo, a inserção dos personagens e das justificativas que os levam a tomar certas decisões deixam o espectador completamente perdido em alguns momentos, sem entender exatamente qual é a ameaça ou o objetivo daquela missão. Até que isso se firme, o roteiro se sustenta muito mais do que deveria numa história secundária que envolve uma mãe batalhando pela guarda de seu filho e que acrescenta pouco ao resto.</p>
<p>E reforço aqui que a confusão não é com relação ao espaço e tempo que são alterados cada vez mais. É sobre diálogos detalhados demais de informações que ainda não foram apresentadas ao espectador, que acaba tendo dificuldade em identificar qual material é relevante.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13416" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/1152725.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Tenet" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/1152725.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/1152725.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/1152725.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/1152725.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O filme vai construindo a relação com o protagonista, que continua sendo impessoal, como a maioria dos agentes especiais costumam ser. Sabemos pouco sobre ele, nada sobre seu passado a não ser o fato de que ele tem fome de vingança e treinamento surreal. Enquanto isso, a trama se tece num paradoxo de prioridades e novos personagens que vão surgindo. Temos um grande mérito de que os fios não ficam soltos e vão se encaixando à medida que a trama avança.</p>
<p>Um ponto alto da trama é a atuação dos principais personagens. John David Washington (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-infiltrado-na-klan/"><em>Infiltrado na Klan</em></a>) consegue conferir o peso que seu personagem exige, embora não coloque tantas facetas. Kenneth Branagh (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-assassinato-no-expresso-do-oriente/"><em>Assassinato no Expresso Oriente</em></a>) incorpora o clássico vilão opressivo e manipulador, que tem todas as pessoas sob seu poder, sem grandes dificuldades para isso. Ele consegue se equilibrar na linha do excesso e não cai no erro de ser canastrão. Mas o destaque fica mesmo é com Robert Pattinson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-diabo-de-cada-dia-netflix/"><em>O Diabo de Cada Dia</em></a>), que mostra muita afinidade com o gênero do filme e cria um personagem muito natural e despretensioso. Sentimos até que ele poderia ter mais tempo de tela.</p>
<p><strong><em>Tenet</em> </strong>é um ótimo filme, mas que perde a chance de ser excelente. Enquanto passa muito tempo perdido em explicações sobre aquela missão, o espectador anseia para saber mais sobre os objetos reversos, como eles funcionam e como seria o mundo visto desta forma. Só muito no final é que temos acesso a mais informações sobre isso, como a possibilidade de duplicidade no tempo e o risco que isso confere. É definitivamente algo que o roteiro poderia explorar melhor no início. Ainda assim, existe muita lógica dentro do caos e é isso que engrandece o longa como um todo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Christopher Nolan<br />
<strong>Elenco:</strong> John David Washington, Kenneth Branagh, Robert Pattinson, Elizabeth Debicki, Michael Caine, Himesh Patel, Aaron Taylor-Johnson, Clémence Poésy</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ASTU3rFyOm4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Especial: 10 anos de Batman &#8211; O Cavaleiro das Trevas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jul 2018 00:57:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há dez anos o mundo se encantava com a excelência de um dos melhores trabalhos da carreira do diretor, roteirista e produtor Christopher Nolan (Amnésia, de 2000, e A Origem, de 2010). The Dark Knight (título original) se tornou um dos mais aclamados trabalhos dentro do universo dos super-heróis, fazendo com que este arrecadasse pouco mais de 1 bilhão de dólares, concedendo a produção a atual posição de 35º lugar na lista de maiores bilheterias da história do cinema – sendo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há dez anos o mundo se encantava com a excelência de um dos melhores trabalhos da carreira do diretor, roteirista e produtor Christopher Nolan (<em>Amnésia</em>, de 2000, e <em>A Origem, </em>de 2010). <em>The Dark Knigh</em>t (título original) se tornou um dos mais aclamados trabalhos dentro do universo dos super-heróis, fazendo com que este arrecadasse pouco mais de 1 bilhão de dólares, concedendo a produção a atual posição de 35º lugar na lista de maiores bilheterias da história do cinema – sendo sete dos seus antecessores filmes de super-heróis e o sétimo sendo a própria continuação dessa franquia (<em>O Cavaleiro das Trevas Ressurge</em>, de 2012).</p>
<p><em>O Cavaleiro das Trevas</em> chegou aos cinemas no dia 18 de julho de 2008 com o propósito de marcar gerações, criar um novo legado para as adaptações da DC e, acima de tudo, mostrar o potencial de um dos mais famosos e amados justiceiros dos quadrinhos. O homem-morcego, encarnado pelo fantástico Christian Bale (<em>Psicopata American</em>o, de 2000, e <em>O Vencedor</em>, de 2010), é, sem sombra de dúvidas, a melhor interpretação já feita dessa personagem. Com todo o respeito e consideração a todos os grandes atores que já viveram o vigilante noturno, Bale deu ao Batman a seriedade, maturidade e o ar sombrio que sempre faltou.</p>
<p>Graças ao direcionamento espetacular de Nolan, a trilogia do Batman emplacou uma nova perspectiva sobre a história de Bruce Wayne e o seu desejo de vingança. A névoa sombria que paira sobre esses três filmes é o seu maior diferencial quando comparado com os outros trabalhos. Além desse acerto, o diretor sabe muito bem como coordenar belíssimas cenas de ação. E, por conta de um roteiro muito bem cuidado e pensado, as falas do longa-metragem ecoam pela memória dos fãs que, ao lembrarem delas, se arrepiam. Atrelado a todas essas qualidades técnicas, o elenco que rege a orgânica e equilibrada trama é simplesmente espetacular. Ao lado de Bale como o próprio cavaleiro das trevas, temos a genialidade de Gary Oldman como o Comissário James Gordon; o talento de Maggie Gyllenhaal como Rachel Dawes; as lendas Michael Caine e Morgan Freeman interpretando, respectivamente, Alfred Pennyworth e Lucius Fox; e ainda a performance acertadíssima de Aaron Eckhart ao dar vida para o promotor Harvey Dent e o Duas-Caras, a sua versão transtornada e perversa.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9162" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/07/19879974.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Existe mais uma herança interpretativa que merece um destaque especial. Em seu penúltimo trabalho, o ator Heath Ledger agraciou o mundo com a sua arte. Dentro desse nebuloso mundo de Gotham, Ledger entrou ao público um Coringa para se guardar na memória. A interpretação do jovem ator foi magistral, uma das melhores de sua carreira, concedendo-o, inclusive, um Oscar póstumo de Melhor Ator Coadjuvante. A maneira como o ator australiano interpretou o rival mor do homem-morcego é indescritível. Seu gestual, sua voz e aquele olhar insano são a marca registrada do seu Coringa. Improviso, aprofundamento e dedicação são algumas das melhores definições para o legado deixado por Heath Ledger em sua monumental atuação como o mais amado vilão de <em>Gotham Cit</em>y.</p>
<p>Toda essa produção de excelência teve seu fim com a continuação da película em questão, deixando o público com um desejo insaciável de &#8220;quero mais&#8221;. Desejo esse que, infelizmente, ainda não foi satisfeito. Desde o fim da trilogia de Nolan, a DC vem, com todo aparato d<em>a Warner Bros. Pictures</em>, tentando dar segmento as histórias dos principais heróis da <em>DC Comics</em>. Contudo, a maior parte das tentativas não foram tão bem-sucedidas. Apesar de não estarem tão longe nessa jornada para achar sua identidade, é necessário que a DC e Warner encontrem logo o seu lugar para que acendam mais uma vez a chama de interesse criada com a trilogia do <em>Batman</em>. Independentemente de qualquer futuro sucesso ou insucesso, ninguém esquecerá da emoção que foi ver <em>O Cavaleiro das Treva</em>s ganhando vida na telona.</p>
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		<title>Crítica: Dunkirk</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Jul 2017 15:54:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Christopher Nolan]]></category>
		<category><![CDATA[Cillian Murphy]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dunkirk]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O diretor Christopher Nolan retorna aos cinemas com um filme de guerra, perfil um pouco diferente daqueles de super-heróis que vemos ele trabalhar costumeiramente. O que ele tem experiência, no entanto, é em cenas de ação, coisas que ambos os estilos de filme possuem e Nolan soube explorar muito bem e sem exageros. Dunkirk conta a história da evacuação do exército inglês e francês da Segunda Guerra Mundial quando os mesmos são rodeados pelos alemães e tentam sobreviver a cada [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O diretor Christopher Nolan retorna aos cinemas com um filme de guerra, perfil um pouco diferente daqueles de super-heróis que vemos ele trabalhar costumeiramente. O que ele tem experiência, no entanto, é em cenas de ação, coisas que ambos os estilos de filme possuem e Nolan soube explorar muito bem e sem exageros.</p>
<p><em>Dunkirk</em> conta a história da evacuação do exército inglês e francês da Segunda Guerra Mundial quando os mesmos são rodeados pelos alemães e tentam sobreviver a cada minuto. O enredo traz três visões da situação, de mar, terra e ar, culminando em um evento comum que é a tentativa de se salvar. É uma narrativa de desconhecidos e explorada de forma interessante.</p>
<p>O longa apresenta um cenário e trabalha os recursos visuais muito bem. O diretor tem bastante cuidado ao respeitar as visões daquela época e adequar o filme ao estilo que ele propõe. A história vai sendo construída aos poucos, sem duvidar da capacidade de raciocínio lógico do espectador. O que é excelente, visto que o tema em si não é lá tão inovador.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7968" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/07/491138.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Como eu sinalizei, é uma batalha de anônimos e a tentativa de salvar suas vidas. As tomadas de cena são muito bem feitas, passando de um cenário ao outro de forma gradual e inteligente É um cuidado com construção muito bem realizado e válido, tornando tudo ainda mais crível. Nolan consegue ainda mesclar os momentos de ação forte com calmaria sem soar forçado ou monótono demais. Afinal, é um filme de guerra. Ele fica neste limiar mesmo.</p>
<p>A trama demora um pouco para ligar as três histórias que citei inicialmente. Talvez aí more um problema, já que a percepção do espectador fica um pouco perdida até o momento central. Depois de mais de uma hora de exibição é que algumas coisas vão sendo explicadas e entendidas com mais clareza. No final das contas, é como se ninguém fosse o protagonista do longa (o que tem um lado bom e um ruim, é bem verdade).</p>
<p>Sob a análise mais técnica, o diretor trouxe ainda para a equipe o compositor Hans Zimmer, especialista em trilhas sonoras de impacto e que contribuiu pesadamente para o andamento de <em>Dunkirk</em>. É um espetáculo à parte mesmo, como sempre. O roteiro também é bastante coerente e satisfatório.</p>
<p>Um outro problema, no entanto, é a diferença de evolução do início para o final. O filme tem um início mais desconexo e aleatório, focando na mescla de calmaria com tensão. O que é excelente porque funciona perfeitamente bem na proposta. No entanto, no final ele começa a assumir um papel mais voltado para o heroísmo, que destoa completamente do que é pensado inicialmente.</p>
<p>De qualquer forma, é um filme bom e com grandes elementos a serem apreciados. Algumas falhas na narrativa e execução, mas nada que tire o seu sucesso final.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/yHS0vaex9PM" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Interestelar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Nov 2014 19:57:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Anne Hathaway]]></category>
		<category><![CDATA[Christopher Nolan]]></category>
		<category><![CDATA[Interestelar]]></category>
		<category><![CDATA[Jessica Chastain]]></category>
		<category><![CDATA[Matthew McConaughey]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_2303" aria-describedby="caption-attachment-2303" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/11/Interstellar_02.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2303 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/11/Interstellar_02-620x348.jpg" alt="Interstellar_02" width="620" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-2303" class="wp-caption-text">No espaço, personagens de Matthew McConaughey e Anne Hathaway tentam encontrar uma solução para os problemas da Terra</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em algum lugar entre o existencialismo de <em>2001 &#8211; Uma Odisseia no Espaço </em>e a simplicidade de <em>Gravidade </em>encontra-se <em>Interestelar</em>, novo filme de Christopher Nolan. E esse lugar intermediário não é uma qualidade do filme não, muito pelo contrário, revela uma indefinição, uma ausência de organização e de norte do realizador com o seu próprio projeto. Nolan pretende em <em>Interestelar </em>fazer uma ficção científica com teorias e conceitos fincados na Física, mas ao mesmo tempo quer ser filosófico e emotivo, uma característica mal administrada e presente com timidez nos seus filmes anteriores, mas que aqui surge como a força motriz de sua narrativa. No final, não consegue satisfazer a nenhuma dessas suas pretensões e deixa seu projeto à deriva, como um filme apenas promissor em sua premissa.</p>
<p><em>Interestelar </em>traz como cenário uma Terra sem esperanças. Cooper, personagem de Matthew McConaughey, é um antigo astronauta, hoje fazendeiro, que se preocupa com o futuro dos seus dois filhos  nesse planeta sem a menor perspectiva de  vida no futuro. Ele então recebe uma oferta para ir ao espaço junto com um grupo de astronautas e buscar alternativas em outros sistemas. A viagem de Cooper o afasta de seus filhos, mas ele deixa a promessa de retornar para buscá-los um dia e proporcionar a eles uma perspectiva melhor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_2304" aria-describedby="caption-attachment-2304" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/11/interstellar_movie_still_4.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2304 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/11/interstellar_movie_still_4-620x323.jpg" alt="interstellar_movie_still_4" width="620" height="323" /></a><figcaption id="caption-attachment-2304" class="wp-caption-text">A salvação: Personagem de Jessica Chastain tem a chave para a solução dos problemas que os demais tanto procuram.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Estruturalmente, <em>Interestelar </em>é dividido em três atos, com diferenças abismais de qualidade em cada um deles. O primeiro nos apresenta Cooper, sua família e nos contextualiza sobre essa realidade distópica que Nolan quer oferecer ao público. Nele, tudo é muito disperso, confuso, os didatismos costumeiros do diretor (explicar tudo o que acontece através de diálogos  e somente diálogos) irritam e soam artificiais, como se cada um dos personagens estivesse sempre apresentando o resultado de uma tese em um congresso. No segundo momento do longa, o mais interessante e inspirado de <em>Interestelar</em>, acompanhamos a expedição de McConaughey e cia., existe ritmo e a gente, progressivamente, começa a entender onde o Nolan pretende chegar, a gente compreende a ordem de preocupações dos personagens. No entanto, quando chegamos no desfecho do filme, o realizador parece perder a mão e une o seu didatismo ao teor emotivo do projeto, culminando em uma cena absurda na qual a personagem de Anne Hathaway tenta explicar racionalmente (!!!!!!!) o amor, sem falar no desfecho insatisfatório e mal amarrado.</p>
<p>Não é que Nolan não consiga cumprir o desafio de realizar uma obra mais emocional que o costume, mas é que como ele tende a ser um realizador que preza pela engenharia de um roteiro apoiado nas palavras e na construção de uma trama engenhosa calcada em conceitos por vezes complexos, acaba por teorizar e complicar sentimentos que talvez sejam simples demais e não necessitem de um reforço através da verbalização como faz aqui. Há interpretações dedicadas e delicadas, sobretudo do trio central formado por McConaughey, Hathaway e Jessica Chastain, mas Nolan faz questão de se complicar, de se perder em distrações e armadilhas que ele mesmo cria para a sua própria história. Enfim, ele se auto-sabota.</p>
<figure id="attachment_2305" aria-describedby="caption-attachment-2305" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/11/ef118340-ea83-469a-bf9e-58800b56e569.jpeg"><img decoding="async" class="wp-image-2305 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/11/ef118340-ea83-469a-bf9e-58800b56e569-620x348.jpeg" alt="-ef118340-ea83-469a-bf9e-58800b56e569" width="620" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-2305" class="wp-caption-text">A família: Mote do filme é a relação de Cooper (McConaughey) e seus filhos.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nolan que sempre foi conhecido pela máxima &#8220;In Nolan We Trust!&#8221;, que evidencia o culto exacerbado ao cineasta pelas gerações mais novas, como se ele fosse uma força super-humana, incapaz de errar, tem seu primeiro projeto relativamente questionável depois de <em>Insônia</em>, com Robin Williams, Al Pacino e Hilary Swank. <em>Interestelar </em>é a prova de que Nolan é humano e de que pode se equivocar sim e não há demérito algum nisso, só o engrandece. Bobagem o público não assumir os vacilos de <em>Interestelar </em>como se admitir as falhas fosse de alguma forma desmerecer um cineasta tão interessante e pertinente como ele. Não dá para esquecer que Christopher Nolan é o homem responsável por projetos que contorceram nosso cerébro e nos desafiaram intelecutualmente como <em>Amnésia </em>ou <em>A Origem</em>, nem dá para esquecer que ele foi o responsável definitivo por conferir maturidade ao universo subestimado dos quadrinhos no cinema com a trilogia <em>O Cavaleiro das Trevas</em>. <em>Interestelar </em>é um ponto desviante, não dá para negar, outros cineastas, melhores e mais experientes que o Nolan, já cometeram seus deslizes. Da próxima, quem sabe, ele retorna ao seu prumo?</p>
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