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	<title>Arquivos Camille Cottin - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Camille Cottin - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: A Noite das Bruxas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Sep 2023 21:46:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mais um livro da famosa escritora Agatha Christie ganha uma adaptação cinematográfica. A Noite das Bruxas é uma obra de 1969 que conta um dos casos investigativos do detetive Hercule Poirot, brilhantemente protagonizado por Kenneth Branagh (Belfast), que também dirige o filme. É a terceira produção que o diretor leva aos cinemas, sendo as anteriores Morte no Nilo (2022) e Assassinato no Expresso do Oriente (2017). Aqui em A Noite das Bruxas, temos um tom mais obscuro das obras de [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-noite-das-bruxas/">Crítica: A Noite das Bruxas</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um livro da famosa escritora Agatha Christie ganha uma adaptação cinematográfica. <em><strong>A Noite das Bruxas</strong></em> é uma obra de 1969 que conta um dos casos investigativos do detetive Hercule Poirot, brilhantemente protagonizado por Kenneth Branagh (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-belfast/"><em>Belfast</em></a>), que também dirige o filme. É a terceira produção que o diretor leva aos cinemas, sendo as anteriores <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-morte-no-nilo/"><em>Morte no Nilo</em></a> (2022) e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-assassinato-no-expresso-do-oriente/"><em>Assassinato no Expresso do Oriente</em></a> (2017).</p>
<p>Aqui em <strong><em>A Noite das Bruxas</em></strong>, temos um tom mais obscuro das obras de Christie, mesmo que o livro original não ofereça este tipo de alçada. Branagh optou por ir além e criar em cima da obra, aplicando terror, sustos e um pouco de espiritualidade. É um longa definitivamente diferente e distinto dos demais, o que não quer dizer que seja ruim.</p>
<p>Poirot encontra-se aposentado de suas atividades como detetive, curtindo um pouco da paz ensolarada de Veneza. Ele tem sua rotina perturbada quando a escritora Ariadne Oliver (Tina Fey, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-free-guy-assumindo-o-controle/"><em>Free Guy &#8211; Assumindo o Controle</em></a>) aparece com a proposta de investigar melhor uma suposta vidente, interpretada por Michelle Yeoh (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tudo-em-todo-lugar-ao-mesmo-tempo/"><em>Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo</em></a>), que afirma falar com os mortos e espíritos do passado.</p>
<p>Eles acabam seguindo no dia das bruxas para uma casa famosa por ser assombrada por espíritos de crianças, onde aconteceu um suposto suicídio cheio de mistérios. A partir deste momento, diversos eventos surgem, forçando Poirot a voltar à profissão de detetive.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17167" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/4546020.jpg" alt="A Noite das Bruxas" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/4546020.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/4546020-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/4546020-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/4546020-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Como toda história de Agatha Christie, temos uma ou mais mortes e vários suspeitos. Sempre achamos que pode ser um, até que finalmente o verdadeiro é revelado. Nada de muito inovador neste sentido, então o que nos prende enquanto espectador é justamente a forma como esse mistério é desenrolado e como consegue nos confundir. <em><strong>A Noite das Bruxas</strong> </em>consegue fazer isso relativamente bem, ainda que com algumas falhas.</p>
<p>É um filme sem exageros, que vai direto ao ponto e nos apresenta de cara o caso. Não é à toa que tem apenas 1h40 de duração, o que já anima qualquer pessoa que anda cansada de produções de 3h. Hercule reluta em aceitar a paranormalidade da situação, mesmo que ela se apresente a todo momento. Fica confuso e procura explicações, encontrando-as, na maioria das vezes. À medida que duas novas mortes acontecem, ele vai se soltando ainda mais no ofício de detetive, nos apresentando aquilo que mais gostamos: os detalhes.</p>
<p>Além disso, este toque de espiritualidade promove uma dualidade importante, já que o espectador fica sempre na dúvida se é real ou fruto da imaginação e medo dos personagens. E isso se torna mais um instigador de interesse da trama, que tem personagens bem diversos. A mãe sofrendo a morte da filha, o médico louco, a criança com comportamento adulto, os ajudantes trambiqueiros. Um estilo e perfil de cada para ajudar ainda mais a confundir a nossa mente, na hora de apostar em quem é o assassino real.</p>
<p>O que falta em <em><strong>A Noite das Bruxas</strong></em>, no entanto, é um grande ápice. O filme funciona como uma boa maré que se mantém equilibrada do começo ao fim, mas falha em nos ofertar um pouco mais de emoção em dado momento. Ainda mais para um filme de mistério com toques sinceros de terror, um pico de intensidade seria muito bem-vindo. Isso não prejudica a obra como um todo, mas faz falta.</p>
<p>Mais uma produção de Kenneth Branagh, que tem esmiuçado muito bem as obras da grande escritora Agatha Christie, que tive o prazer de ler durante a minha adolescência. Seguimos na torcida que novos livros sejam adaptados, sempre com um toque do diretor, que tem muito a nos oferecer.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Kenneth Branagh</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Kenneth Branagh, Tina Fey, Camille Cottin, Kelly Reilly, Jamie Dornan, Michelle Yeoh, Jude Hill, Riccardo Scamarcio</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/CLpH3-rcHdQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Casa Gucci</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Nov 2021 23:49:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O super aguardado Casa Gucci finalmente chega aos cinemas com grande elenco e direção de ninguém menos que Ridley Scott (Perdido em Marte). O filme conta a história da magnata família italiana que fundou a famosa marca Gucci, que ouvimos falar em passarelas, roupas de artistas em premiações e bolsas caríssimas. Este longa vem sendo indicado como um possível concorrente na temporada de premiações e vamos discutir mais a seguir se isso é algo, de fato, realista. O roteiro começa [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O super aguardado <em><strong>Casa Gucci</strong></em> finalmente chega aos cinemas com grande elenco e direção de ninguém menos que Ridley Scott (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-perdido-em-marte/"><em>Perdido em Marte</em></a>). O filme conta a história da magnata família italiana que fundou a famosa marca Gucci, que ouvimos falar em passarelas, roupas de artistas em premiações e bolsas caríssimas. Este longa vem sendo indicado como um possível concorrente na temporada de premiações e vamos discutir mais a seguir se isso é algo, de fato, realista.</p>
<p>O roteiro começa nos apresentando como surgiu a relação entre Patrizia Reggiani (Lady Gaga, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nasce-uma-estrela/"><em>Nasce Uma Estrela</em></a>) e Maurizio Gucci (Adam Driver, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de Um Casamento</em></a>), desde o primeiro momento em que eles cruzaram o caminho em uma festa, lá na década de 1970. Ela era uma jovem de classe média, cujo pai era dono de uma empresa de caminhões e ela ajudava na contabilidade dos negócios da família. Quando conheceu Maurizio pela primeira vez, viu nele a oportunidade de colocar em prática toda a sua ânsia por poder.</p>
<p>A medida que a trama avança, acompanhamos a ganância dela contrastando com a falta de ambição do marido. Ele claramente não faz questão de tudo o que tem ou poderia ter, enquanto Patrizia vê sempre a possibilidade além do que a situação revela. O surgimento do tio Aldo (Al Pacino,<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-irlandes/"><em> O Irlandês</em></a>) apimenta mais o cenário, abrindo um leque que antes havia sido fechado pelo pai Rodolfo (Jeremy Irons, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-operacao-red-sparrow/"><em>Operação Red Sparrow</em></a>), que não aceitava a união dos dois.</p>
<p><em><strong>Casa Gucci</strong></em> deixa muito claro que as relações ali não são estabelecidas com o foco em dinheiro. Assim como vimos na série <em>House of Cards</em>, engana-se quem pensa que o objetivo de políticos e empresários é apenas enriquecer. Depois de certo ponto, a fortuna se torna algo muito banal e o que resta são as conexões de poder. A narrativa deixa isso muito claro em todos os momentos ao mencionar o dinheiro, é claro, mas nunca o colocando como uma questão ou objetivo ali.</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-14806 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/EwEBxaXXcAg9Qf9.jpg" alt="Casa Gucci" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/EwEBxaXXcAg9Qf9.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/EwEBxaXXcAg9Qf9-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/EwEBxaXXcAg9Qf9-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/EwEBxaXXcAg9Qf9-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A família tem sede por reconhecimento e fama, uma necessidade constante de ocupar um lugar de superioridade. É como se estivesse no sangue deles, então a maioria dos integrantes disputa a todo momento a atenção e a glória do espaço que ocupa. Seria simplório pensar que Patrizia chegou ali para ter ganância em um lugar onde isso não era pensado. A personalidade dela acabou se encaixando perfeitamente com o nome Gucci, até mais do que alguns membros.</p>
<p>O roteiro tem muitos pontos de exagero, como a própria história pede. Falamos de uma família italiana, que tem as emoções a flor da pele, que está disputando poder e dinheiro, que é dona de uma das maiores marca de moda do mundo. Não era possível esperar que as nuances fosse simplistas e modestas. Alguns elementos, no entanto, pecam, como é o caso do personagem de Jared Leto (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-esquadrao-suicida/"><em>Esquadrão Suicida</em></a>), o primo Paolo. Ele deveria funcionar como um alívio cômico, mas a performance foi tão pesada e caricata, que acaba destoando demais de todo o resto. Suas aparições são extremamente cansativas.</p>
<p>Seguindo nas atuações, Driver nos oferece um Gucci muito dualista, que cresce na nossa frente. Do rapaz perdido do início ao homem cheio de poder dos últimos momentos, ele passeia muito bem nestas mudanças. Os grandes destaques, no entanto, ficam mesmo com Gaga e Al Pacino. Ela está sensacional no papel da mulher gananciosa que vê seu império ruir e sair do controle. É impressionante como consegue nos apresentar uma personagem completamente diferente e sem marca das outras que já interpretou. Já ele está tão bem no papel do tio Aldo que sentimos uma necessidade maior de vê-lo em cena. Uma dupla bem ornada.</p>
<p>Mas será que vale algum prêmio? Entendo que vale as indicações e serão merecedoras, se houver. Particularmente no caso de Lady Gaga e Al Pacino (talvez Adam Driver pelo conjunto do trio principal). Porém dificilmente levarão estatuetas, pois o filme não segue no mesmo padrão de qualidade e apresenta um resultado muito bom, mas nada além disso. Poderia ter se arriscado mais para tentar mais indicações. <em><strong>Casa Gucci</strong></em> não deixa de ser, no entanto, um ótimo filme para se conferir.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Ridley Scott</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Lady Gaga, Adam Driver, Al Pacino, Jared Leto, Jeremy Irons, Jack Huston, Salma Hayek, Camille Cottin</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/g1Ud5HJXb50" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-casa-gucci/">Crítica: Casa Gucci</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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