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	<title>Arquivos Bryan Cranston - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Bryan Cranston - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica O Esquema Fenício</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 May 2025 12:52:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mais um ano e mais um filme do cineasta Wes Anderson (Asteroid City, de 2023) chega para o público. Desde 2023 que o diretor tem tido lançamentos consecutivos a cada ano, mostrando a sua já conhecida estética de simetria, tons pasteis e situações inusitadas. O Esquema Fenício, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (29), não foge dessa lógica do diretor. Com situações ainda mais estapafúrdias e um humor ácido, o longa-metragem estreante parece ser um retorno do cineasta aos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um ano e mais um filme do cineasta Wes Anderson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-asteroid-city/"><em>Asteroid City</em></a>, de 2023) chega para o público. Desde 2023 que o diretor tem tido lançamentos consecutivos a cada ano, mostrando a sua já conhecida estética de simetria, tons pasteis e situações inusitadas. <em><strong>O Esquema Fenício</strong></em>, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (29), não foge dessa lógica do diretor. Com situações ainda mais estapafúrdias e um humor ácido, o longa-metragem estreante parece ser um retorno do cineasta aos seus tempos de ouro.</p>
<p>O roteiro de Anderson se desenrola a partir das interações entre um pai e uma filha que nunca tiveram uma relação sólida. A estranheza e o distanciamento conduzem o público durante os 105 minutos de duração por meio de inúmeras cenas absurdamente constrangedoras e satíricas. Anderson não deixa nada a desejar em <em><strong>O Esquema Fenício</strong></em>. As situações inusitadas que estabelecem as interações dos personagens definem o tom caótico e bem humorado do longa, fazendo com que os fãs do diretor retornem aos primórdios de sua carreira.</p>
<p>O diretor e roteirista sempre debateu os encontros da vida, ainda mais quando o assunto são os encontros dos desajustados e a tentativa de encontrar seus pares &#8211; mesmo que esses tenham seu próprio sangue. E essa dobradinha entre roteiro e direção continua a permitir que o texto ganhe forma em sua condução narrativa visual. As imagens ditam o que o roteiro expressa. Em <em><strong>O Esquema Fenício</strong></em>, as distância em tela não apenas balanceiam a conhecida simetria das imagens andersianas, mas também exemplificam o abismo que existe entre os personagens de Benicio del Toro (<em>A Crônica Francesa</em>, de 2021) e Mia Threapleton (<em>Firebrand</em>, de 2023).</p>
<figure id="attachment_19514" aria-describedby="caption-attachment-19514" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-19514" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-750x500.jpg" alt="O Esquema Fenício (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/O-Esquema-Fenicio-2.jpg 1680w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19514" class="wp-caption-text">Cena de &#8216;O Esquema Fenício (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Anderson jamais decepciona nessa harmonia entre roteiro e direção. Possam gostar ou não dos seus filmes, achar que eles são desvairados demais ou coisa do tipo, mas é inegável como o cineasta sabe conduzir bem as suas criações com identidade própria. O exagero, os melismas, o humor ácido e insano, tudo isso é formativo de quem é o diretor e o público consegue perceber isso do início ao fim do filme. O longa é um claro exemplo da essência do que é o cinema de Wes Anderson. Sem faltas e com muitos excessos, <em><strong>O Esquema Fenício</strong></em> é a cara de Wes.</p>
<p>Por falar em identidade, a fotografia, a arte e a trilha sonora são elementos essenciais para construir essa cara tão andersiana para as suas obras. No caso desta produção, o cineasta contou com o talento de Bruno Delbonnel (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-tragedia-de-macbeth-apple-tv/"><em>A Tragédia de Macbeth</em></a>, de 2021) para conceber os dois momentos imagéticos &#8211; o real e o imaginário do personagem de del Toro &#8211; d&#8217;<em><strong>O Esquema Fenício</strong></em>. A arte foi comandada por Esther Schreiner (<em>Ferrari</em>, de 2023), que se encarrega de dar vida às tonalidades pasteis com uma ludicidade teatral já conhecida das obras do diretor. E, por fim, a composição musical ficou a cargo de Alexandre Desplat (<em>Nyad</em>, de 2023) para embalar o público nessa jornada fantástica e insana.</p>
<p><em><strong>O Esquema Fenício</strong></em> encanta porque, tanto a equipe técnica como o elenco, consegue convencer o espectador da farsa &#8211; aqui usada no sentido teatral da palavra &#8211; mostrada na telona. Wes Anderson é o mestre da farsa cinematográfica e seu novo longa parece abraçar isso como há muito não fazia. A acidez do humor e a sátira ao capitalismo industrial, às trapaças dos magnatas e do governo estadunidense e à disfunção familiar dos personagens centrais promovem um divertimento absurdo. Do início ao fim, o filme se encarrega de entreter por ser e entender que é um grande e hilário absurdo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Wes Anderson</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Benicio del Toro, Mia Threapleton, Michael Cera, Riz Ahmed, Tom Hanks, Bryan Cranston, Mathieu Amalric, Richard Ayoade, Jeffrey Wright, Scarlett Johansson, Benedict Cumberbatch, Rupert Friend e Hope Davis</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/wxidk8ygmBo?si=9FiBlC8QLaATCJTC" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Asteroid City</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Aug 2023 21:06:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Asteroid City é o mais novo longa do cineasta Wes Anderson (Ilha dos Cachorros), que cada dia conquista mais fãs com seu estilo bem característico de roteiro e direção. Neste longa, que se passa nos anos 1950, acompanhamos a cidade fictícia de Asteroid City, que recebe pais e alunos para uma convenção, que acaba dando muito errado, levando todos à uma quarentena forçada. Mesclando cenas bem coloridas em tons pastéis agradáveis com o preto e branco da narração, o longo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Asteroid City</em> </strong>é o mais novo longa do cineasta Wes Anderson (<em>Ilha dos Cachorros</em>), que cada dia conquista mais fãs com seu estilo bem característico de roteiro e direção. Neste longa, que se passa nos anos 1950, acompanhamos a cidade fictícia de Asteroid City, que recebe pais e alunos para uma convenção, que acaba dando muito errado, levando todos à uma quarentena forçada.</p>
<p>Mesclando cenas bem coloridas em tons pastéis agradáveis com o preto e branco da narração, o longo se desenrola como uma peça teatral que é explicada pelo personagem de Bryan Cranston (<em>Breaking Bad</em>). É um modo de construção de enredo bem específico, que pode deixar alguns espectadores incomodados. É cult demais e de nicho (não que ele não possa agradar o grande público). Dito isso, é preciso apreciar o estilo de Wes para seguir na lógico distópica que mistura os dois mundos &#8211; fictício e &#8220;real&#8221;.</p>
<p>Augie (Jason Schwartzman, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-atraves-do-aranhaverso/"><em>Homem-Aranha: Através do Aranhaverso</em></a>) é um homem que vive o luto da perda recente da esposa. Ele não havia contado o evento para os quatro filhos e resolve fazer isso quando está à caminho da casa do avô das crianças e seu carro quebra. Justamente em Asteroid City. Logo na sequência, vários grupos vão chegando por conta da convenção, que é um grande mistério para todos.</p>
<p>O longa é agradável e confortável de assistir. Requer atenção do espectador, mas não exige uma dedicação intensa por parte dele. Flui com muita tranquilidade, nos mantendo atentos e interessados a todo momento. E isso se deve tanto ao estilo de gravação e fotografia, quanto à história em si, que é bem interessante.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16986" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319.jpg" alt="Asteroid City" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/3624319-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Logo somos apresentados ao personagem de Scarlett Johansson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-viuva-negra/"><em>Viúva Negra</em></a>), uma jovem artista que vive pelo holofote e tem um lado dramático bem acentuado. Com trejeitos de Marylin Monroe, ela começa a flertar com o protagonista, o deixando curioso e incomodado ao mesmo tempo. A atriz conta ainda com a companhia de sua filha, que claramente é fruto de uma gravidez na adolescência e se envolve com o filho mais velho de Augie.</p>
<p>A capacidade que Anderson tem de reunir grandes nomes de Hollywood e ainda gerir todos de maneira equilibrada é impressionante. Temos artistas de peso como Tom Hanks (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-dia-lindo-na-vizinhanca/"><em>Um Lindo Dia na Vizinhança</em></a>), Tilda Swinton (<em>Joias Brutas</em>), Steve Carrell (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-querido-menino/"><em>Querido Menino</em></a>), que fazem suas participações (pequenas ou grandes) sem que ninguém tente roubar o holofote. Afinal, o foco ali é a história mais que curiosa daquela cidade. Temos até uma breve aparição do cantor brasileiro Seu Jorge, que surge para dar a &#8220;carteirada&#8221; da sua voz espetacular e marcante.</p>
<p>É curioso como o diretor e roteirista consegue trabalhar temáticas complicadas dentro de uma escala de &#8220;fofura&#8221;. O luto pela perda da esposa e mãe é pautado em vários momentos e representa apenas um dos diversos dilemas existenciais que são apresentados ao espectador. É uma melancolia constante, especialmente quando percebemos que temos um sorriso no rosto e um lamentar constante. E isso se vale pois ele intercala com coisas mais leves, como o amor na adolescência, a pureza infantil e as trapalhadas do governo.</p>
<p><em><strong>Asteroid City</strong></em> é mais um acerto de Wes Anderson, ainda que não seja sua obra suprema. Tem algumas questões em termos de ritmo, especialmente por conta deste vai e vem que representa a narrativa contada de uma peça teatral. Ainda que eu particularmente goste do modelo, é algo que pode trazer inquietação aos espectadores, mesmo os mais fãs. Ainda assim, é uma grata experiência cinematográfica, que merece a sua atenção.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Wes Anderson</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jason Schwartzman, Scarlett Johansson, Tom Hanks, Jeffrey Wright, Tilda Swinton, Bryan Cranston, Edward Norton, Adrien Brody, Liev Schreiber, Hope Davis, Rupert Friend, Stephen Park, Matt Dillon, Willem Dafoe, Margot Robbie, Steve Carell, Jeff Goldblum, Seu Jorge</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/wDuQokhnLM4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: El Camino &#8211; A Breaking Bad Movie</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Oct 2019 18:07:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há pouco mais de seis anos, Breaking Bad se encerrava. Atualmente, parece ser uma unanimidade colocá-lá entre as maiores obras dramáticas da televisão. O que não falta são motivos para justificar sua primazia: um complexo anti-herói como protagonista; uma meticulosidade quase cinematográfica em sua produção; diversos momentos que ficam na memória — aqui vai uma rápida lista: a explosão no escritório de Tuco; a banheira caindo do teto; o avião explodindo; a bomba na cadeira de rodas; o tiroteio no [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há pouco mais de seis anos, <em><strong>Breaking Bad</strong></em> se encerrava. Atualmente, parece ser uma unanimidade colocá-lá entre as maiores obras dramáticas da televisão. O que não falta são motivos para justificar sua primazia: um complexo anti-herói como protagonista; uma meticulosidade quase cinematográfica em sua produção; diversos momentos que ficam na memória — aqui vai uma rápida lista: a explosão no escritório de Tuco; a banheira caindo do teto; o avião explodindo; a bomba na cadeira de rodas; o tiroteio no deserto; a pizza no teto; os gêmeos mudos; <em>Los Pollos Hermanos</em> etc — e claro, a química (sem trocadilhos) entre Walter e Jesse, além dos diversos personagens secundários marcantes: Mike, Saul, Gus, Hank e Skyler.</p>
<p>Durante as 5 temporadas do seriado, a trajetória de Jesse Pinkman (Aaron Paul, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-espiao-e-meio/"><em>Um Espião e Meio</em></a>) foi marcada pelo sofrimento. Não só perdeu duas namoradas, como foi feito de escravo por mais de um ano nas mãos de neonazistas, que queriam utilizar sua habilidade de produzir metanfetamina. Após o sacrifício de Walter White (Bryan Cranston, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-godzilla/"><em>Godzilla</em></a>), Pinkman finalmente volta a ser um homem livre, com o seriado se encerrando enquanto ele dirige um carro sem rumo e tem uma explosão catártica de riso e choro. A grande pergunta que <em><strong>El Camino &#8211; A Breaking Bad Movie</strong></em> volta para responder é: será que o carismático protagonista realmente é um homem livre? Ou, ainda que liberto da prisão material, não consegue escapar das armadilhas de seus próprios pensamentos?</p>
<p><em><strong>El Camino &#8211; A Breaking Bad Movie</strong></em> começa diretamente após os acontecimentos de <em>Breaking Bad</em>, com Jesse no volante. Sendo ajudado pelos cômicos Badger (Matt L. Jones, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-brightburn-filho-das-trevas/"><em>Brightburn</em></a>) e Skinny Pete (Charles Baker, <em>Demônio de Neon</em>), o ex-prisoneiro luta para se recuperar mentalmente dos traumas sofridos durante o cárcere privado, ao mesmo tempo que a polícia fecha o cerco e a necessidade de criar um plano para fugir.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-11525 size-medium" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/4934017.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="El Camino - A Breaking Bad Movie" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/4934017.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/4934017.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/4934017.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Na rápida retrospectiva disponibilizada pela<em> Netflix</em> antes do longa, duas falas de Walter se sobressaem: &#8220;tudo que você faz é parte de você&#8221; e &#8220;você precisa parar de se preocupar com a escuridão atrás de você. O passado é o passado&#8221;. Assim, é justamente este conflito de ideias contraditórias que acompanhará a continuação de sua jornada. Até por isso, a narrativa de <em><strong>El Camino &#8211; A Breaking Bad Movie</strong></em> pode ser vista como um grande purgatório para Jesse, que precisa expurgar o passado para seguir em frente.</p>
<p>Neste sentido, o roteiro de Gilligan é marcado por diversas digressões que interrompem a trama principal para trazer <em>flashbacks</em> e, consequentemente, a volta de antigos personagens. Essas sequências possuem três funções. Primeiramente, é claro que Vince não perderia a oportunidade de fazer <em>fan-service</em> para agradar o público. Segundo, em uma enorme facilitação narrativa, através de relações de causa-consequência, cenas inéditas do passado surgem como <em>Deus Ex Machina</em> para avançar a história. Por exemplo, é muito conveniente que Jesse precise de um abrigo no presente e surja um corte para o passado, onde Todd (Jesse Plemons, <em>Vice</em>) tenha apresentado seu apartamento para ele.</p>
<p>Em terceiro, toda a construção desses <em>flashbacks</em> com personagens clássicos remete a um saudosismo do material original praticamente platônico. Em dois deles, a mensagem de Gilligan não poderia ser mais clara, já que abrem e encerram o filme. No primeiro, Jesse conversa na beira de um rio em constante movimento; no último, bate papo enquanto dirige por uma estrada interminável. Ambas as localizações remetem a ideia de fluxo, pois essa é a principal lição para o personagem: a de seguir em frente. Inclusive, o nome da obra reforça a tese. Mais do que o tipo de carro que dirige, mas um endosso na noção de trilhar o próprio caminho. Ainda dentro deste universo onírico, há um encontro em especial que emocionará os fãs, sem jamais soar gratuito. É somente depois dele que Jesse encontra sua paz interior, funcionando como o último acerto de contas e um adeus ao passado.</p>
<p>Por toda essa abordagem, o grande mérito de Vince Gilligan é a criação desses momentos que, apesar de claramente definidos no tempo pretérito, abrem essa interpretação para uma atemporalidade ultra dimensional, algo parecido com o que <em>Lost</em> fez em sua última temporada. De mesmo modo, o diretor demonstra uma enorme inventividade na decupagem de suas cenas, sempre criativo ao captá-las por variados ângulos que esclarecem a noção especial, como naquela do comboio de carros policiais passando. Semelhantemente, Gilligan trabalha bem com a antecipação da ação, segurando ao máximo a tensão dessas sequências, sempre deixando o agir para o último momento, tanto quando Pinkman se esconde atrás da porta, como no confronto de faroeste.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-11526 size-medium" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/4430179.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="El Camino - A Breaking Bad Movie" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/4430179.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/4430179.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/4430179.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>E nada mais propício do que o clímax de El Camino ser resolvido por meio de um duelo. Afinal, o papel assumido por Jesse é como o de um <em>cowboy</em>. Solitário, ele vaga de estrada em estrada, tendo em sua companhia apenas sua pistola e seu &#8220;cavalo&#8221; (carro). Em consonância, seu objetivo não deixa de ser uma espécie de bucolismo clássico do forasteiro, de explorar e vagar pela terra. Só assim ele irá se encontrar.</p>
<p>Ainda que o roteiro não dê nenhum grande momento para Aaron Paul explodir como em episódios de <em>Breaking Bad</em>, há aqui uma constante em seu trabalho. O ator incorpora uma marca muito forte dos tempos de aprisionamento, resultando não só em cicatrizes, como também em melancolia, desespero e desconfiança. Com uma rápida ponta, o veterano Robert Forster (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tudo-o-que-tivemos/"><em>Tudo o que Tivemos</em></a>) interpreta um calmo Ed, que mesmo sem elevar o tom de voz, demonstra força em uma negociação com Jesse. De resto, para não estragar surpresas, basta dizer que todos que reprisam seus papéis possuem o mesmo nível de qualidade que apresentaram na série.</p>
<p>Ao fim de <em><strong>El Camino &#8211; Breaking Bad Movie</strong></em>, pode surgir a pergunta: sua existência se justifica? Apesar do final de Pinkman ficar aberto em <em>Breaking Bad</em>, a incerteza de seu destino sempre pareceu interessante, justamente pelo simbolismo de sua última aparição. Com a morte de Walter, ele finalmente teria o livre-arbítrio para definir seu destino, não importa qual seja. De certa forma, é possível dizer que a extensão do universo de Gilligan ainda respeite essa dubiedade, mas dá uma volta antes de voltar à essa lógica, para expurgar de vez os fantasmas de Jesse. E claro, aproveitado a oportunidade para mexer com o emocional de seu fiel público.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Vince Gilligan<br />
<strong>Elenco:</strong> Aaron Paul, Charles Baker, Matt Jones, Robert Forster</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong><br />
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=1JLUn2DFW4w&amp;w=750&amp;h=500]</p>
<p>Você pode conferir <em><strong>El Camino &#8211; A Breaking Bad Movie</strong></em> diretamente na <a href="https://www.netflix.com/watch/81078819?trackId=14170035&amp;tctx=1%2C0%2C6f0a9f7e-6803-4ee7-8dca-3c1847a975af-59322514%2Cdc1a5af3-e12d-43a3-bf06-09f77d7cf414_5968322X19XX1570893082590%2Cdc1a5af3-e12d-43a3-bf06-09f77d7cf414_ROOT" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em><strong>Netflix</strong></em></a>!</p>
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		<title>Crítica: Tinha Que Ser Ele?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Mar 2017 01:35:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Bryan Cranston]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Estreia]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[James Franco]]></category>
		<category><![CDATA[Tinha Que Ser Ele]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tem certos diretores que acreditam que uma vez que acertam com um modelo de filme, devem apostar nele o resto da vida até exaustar todas as opções. Talvez John Hamburg tenha pensado desta forma quando decidiu reviver os problemas de relacionamentos familiares que já foram vistos na série de filme Entrando Numa Fria. Ned, interpretado por Bryan Cranston, é um pai de família tradicional e correto que está passando por problemas financeiros na empresa e tenta esconder tudo dos parentes. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Tem certos diretores que acreditam que uma vez que acertam com um modelo de filme, devem apostar nele o resto da vida até exaustar todas as opções. Talvez John Hamburg tenha pensado desta forma quando decidiu reviver os problemas de relacionamentos familiares que já foram vistos na série de filme <em>Entrando Numa Fria</em>.</p>
<p>Ned, interpretado por Bryan Cranston, é um pai de família tradicional e correto que está passando por problemas financeiros na empresa e tenta esconder tudo dos parentes. Em meio a essa situação, a filha mais velha dele, que está na faculdade, resolve apresentar o namorado novo, vivido por James Franco. De cara, Ned já não gosta do rapaz que é, digamos, excêntrico.</p>
<p>O <em>plot</em> é o mesmo de muitos outros filmes de comédia familiar que já vimos por aí. Lendo de cara e sem citar nomes, teríamos dificuldade de descobrir de que longa se trata. E é bem essa a sensação de que temos a sessão inteira. Eu confesso que não sabia que o diretor era o mesmo da série <em>Entrando Numa Fria</em>, mas foi a primeira coisa que pensei, em menos de 15 minutos de filme: &#8220;Nossa, como é parecida a história&#8221;. Tirando o fato de que este namorado em questão não é tão &#8220;normal&#8221; quanto o outro, o resto é muito semelhante.</p>
<p>O que irrita, talvez, é que com cinco minutos de filme você já consegue descobrir exatamente como será o final. Torci para estar errada e ser surpreendida, mas infelizmente isso não aconteceu. Cenas repetitivas, diálogos fracos e convenientes e atores mal explorados fazem com que o roteiro seja difícil de aceitar.</p>
<p>O destaque realmente são os dois atores principais: Bryan Cranston e James Franco. Além de protagonizarem boas cenas individuais, a química em cena de ambos é muito boa. Eles funcionam bem e conseguem carregar todo o filme nas costas, com excelentes atuações. Ainda assim, infelizmente, não é suficiente para fazer do filme algo tão bom. Ele rende boas risadas, é divertido, porém facilmente esquecido por não trazer absolutamente nada de novo e memorável.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<div style="position: relative; height: 0; padding-bottom: 56.25%;"><iframe style="position: absolute; width: 100%; height: 100%; left: 0;" src="https://www.youtube.com/embed/5hlFZkjnoR4?ecver=2" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></div>
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		<title>Assista ao primeiro trailer de Power Rangers!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jan 2017 21:35:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trailers]]></category>
		<category><![CDATA[Bryan Cranston]]></category>
		<category><![CDATA[Elizabeth Banks]]></category>
		<category><![CDATA[Power Rangers]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A nova versão dos Power Rangers para o cinema acaba de ganhar o seu primeiro trailer. Como na série de TV dos anos 90, o filme trará um grupo de jovens que se unem para salvar o mundo. Na recente versão atores como Bryan Cranston (Trumbo) e Elizabeth Banks (da franquia Jogos Vorazes) assumem os papéis icônicos do mentor Zordon e da vilã Rita Repulsa, respectivamente. O longa é dirigido por Dean Israelite (o mesmo de Projeto Almanaque). O filme estreia dia 23 de março [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A nova versão dos <em>Power Rangers </em>para o cinema acaba de ganhar o seu primeiro trailer. Como na série de TV dos anos 90, o filme trará um grupo de jovens que se unem para salvar o mundo.</p>
<p>Na recente versão atores como Bryan Cranston (<em>Trumbo</em>) e Elizabeth Banks (da franquia <em>Jogos Vorazes</em>) assumem os papéis icônicos do mentor Zordon e da vilã Rita Repulsa, respectivamente. O longa é dirigido por Dean Israelite (o mesmo de <em>Projeto Almanaque</em>). O filme estreia dia 23 de março no Brasil.</p>
<p><strong>Assista ao trailer: </strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/PkjKyh92fEk" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Godzilla</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 May 2014 21:18:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Bryan Cranston]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Estreia]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Godzilla]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Godzilla foi o tipo de filme que chegou com muita pressão para ser bom. Além da história que sempre agradou e chamou a atenção de muitos espectadores, o fracasso do último longa de 1998 criou a expectativa de que este teria que impressionar para ser bem recebido. No entanto, a película contou com a ansiedade dos fãs de plantão, que ansiavam por esse remake há muitos anos e correram para conferir nos cinemas logo na estreia. Não é à toa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_948" aria-describedby="caption-attachment-948" style="width: 530px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/god.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-948 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/god.jpg" alt="god" width="530" height="330" /></a><figcaption id="caption-attachment-948" class="wp-caption-text">O monstro causou destruição em várias cidades</figcaption></figure>
<p><em>Godzilla</em> foi o tipo de filme que chegou com muita pressão para ser bom. Além da história que sempre agradou e chamou a atenção de muitos espectadores, o fracasso do último longa de 1998 criou a expectativa de que este teria que impressionar para ser bem recebido. No entanto, a película contou com a ansiedade dos fãs de plantão, que ansiavam por esse remake há muitos anos e correram para conferir nos cinemas logo na estreia. Não é à toa que o filme estourou nas bilheterias dos Estados Unidos e do mundo todo neste fim de semana.</p>
<p>O filme conta a história do cientista Joe (Bryan Cranston) que trabalha em uma indústria que mexe com elementos radioativos no Japão. Sua esposa (Juliette Binoche) também faz parte de sua equipe. O casal tem um filho chamado Ford (Aaron Taylor-Johnson). Certo dia, acontece um acidente na empresa e acaba ocasionando na morte da mulher, que teve seu sofrimento assistido pelo marido. Neste momento, o filme passa para quinze anos depois, quando o menino já está grande, casado e com um filho e trabalha como tenente da marinha. Seu pai continuou no Japão em busca de respostas que justificassem a explosão que matou sua esposa, uma vez que o governo não deu nenhuma explicação plausível.</p>
<p>Em meio a estas questões e tendo que lidar com uma frágil relação com seu filho, Joe vai encontrando peças que levam ele a desconfiar da existência de um monstro que evolui com o consumo de radiação. A hipótese é posta em dúvida, inicialmente, mas logo em seguida um novo acidente acontece em outra usina, revelando que ele estava correto.</p>
<figure id="attachment_949" aria-describedby="caption-attachment-949" style="width: 530px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/godzilla-bryan-cranston.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-949 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/godzilla-bryan-cranston.jpg" alt="????????????" width="530" height="330" /></a><figcaption id="caption-attachment-949" class="wp-caption-text">Bryan Cranston tem ótima atuação no filme</figcaption></figure>
<p>Partindo do pressuposto que o filme se chama <em>Godzilla</em> e que a história é sobre o tal monstro, ele aparece bem pouco. Isso porque além dele, existem dois MUTOs, outra espécie predadora e igualmente perigosa, que vai arrasando as cidades em que passa, em busca de radiação e com o intuito de se reproduzir. Se contabilizar minutos de aparição, o filme passa a se chamar MUTOs. Mas a bem verdade é que quando o Godzilla chega, não tem pra ninguém. O animal se impõe como personagem e como predador mesmo, levando o espectador a desenvolver forte empatia pela criatura.</p>
<p>A morte do personagem de Cranston também entristece um pouco, mas entenda: ela faz completo sentido na trama e é extremamente oportuna, mas a gente fica apenas lamentando o fato de que não verá mais o eterno Walter White da série Breaking Bad dando um show de atuação. Sofrimento à parte, o protagonista de verdade, que é o personagem Ford adulto, convence no papel, mas deixa a desejar no quesito assumir o comando. Talvez por Cranston roubar a cena demais no começo ou porque ele realmente não tem esse potencial. Só revendo para descobrir. Fora isso, o elenco tem uma boa química entre si e consegue criar um sentimento de unidade no longa.</p>
<p>Atentando aos detalhes técnicos de <em>Godzilla</em>, podemos ver um alto e justificado investimento em efeitos especiais. Uma vez que o filme conta a história de um bicho que não existe, nada mais natural que muito dinheiro fosse gasto nisso. Mas um detalhe bem interessante é na trilha sonora. Eles criaram sons específicos para cada situação e cada monstro que aparece, criando referências para o espectador. Na verdade, a trilha já havia chamado à atenção no trailer, apenas se confirmando como excelente durante o filme.</p>
<figure id="attachment_950" aria-describedby="caption-attachment-950" style="width: 530px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/godzilla2014-movie-news-trailer-images.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-950 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/godzilla2014-movie-news-trailer-images.jpg" alt="godzilla2014-movie-news-trailer-images" width="530" height="330" /></a><figcaption id="caption-attachment-950" class="wp-caption-text">Filme teve alto investimento em efeitos especiais</figcaption></figure>
<p>O aspecto de humanidade do longa é que traz suavidade e sentido à trama. Assim como no filme de 1954, este <em>Godzilla</em> constrói os personagens com mais cuidado, responde perguntas e justifica atitudes. Acredito que isso é que tornou o filme muito melhor do que um simples longa de monstros que destroem cidades americanas. O diretor Gareth Edwards decidiu se espelhar no longa original e foi correto e feliz em sua decisão.</p>
<p>Claro que o filme tem clichês e exageros que poderiam ser excluídos. A necessidade constante de trazer o longa para causar destruição nos Estados Unidos, o surgimento de um avião do nada, quando segundos antes todos os equipamentos e toda a cidade estava sem energia, umas corridas em cima da ponte onde a pessoa cai há muitos metros de altura na água e depois surge andando normalmente, como se nada tivesse acontecido. Mas isso é esperado e respeitado em se tratando de um longa de ação com monstros que não existem. Em resumo, nada que prejudique a qualidade.</p>
<p><em>Godzilla</em> conseguiu se afirmar, desta forma, como um bom filme e extremamente superior ao seu sucessor. A expectativa era grande, mas mesmo assim ele não decepcionou. E pelo andar da carruagem nas bilheterias, uma continuação pode ser confirmada logo em breve.</p>
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