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	<title>Arquivos Brie Larson - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Brie Larson - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Velozes e Furiosos 10</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 May 2023 20:05:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Velozes e Furiosos 10 é aquele tipo de filme que a gente sabe que é desnecessário mas que vai assistir mesmo assim porque já estamos há muito tempo acompanhando a saga de Dominic Toretto (Vin Diesel, Guardiões da Galáxia Vol. 3). No entanto, ele consegue se provar completamente necessário a medida que a história vai se desenvolvendo. Sei que sou uma grande fã de Velozes e Furiosos (sim, não faz sentido), mas posso provar o que estou falando aqui. Dominic [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Velozes e Furiosos 10</strong></em> é aquele tipo de filme que a gente sabe que é desnecessário mas que vai assistir mesmo assim porque já estamos há muito tempo acompanhando a saga de Dominic Toretto (Vin Diesel, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-guardioes-da-galaxia-vol-3/"><em>Guardiões da Galáxia Vol. 3</em></a>). No entanto, ele consegue se provar completamente necessário a medida que a história vai se desenvolvendo. Sei que sou uma grande fã de <em>Velozes e Furiosos</em> (sim, não faz sentido), mas posso provar o que estou falando aqui.</p>
<p>Dominic está curtindo a &#8220;aposentadoria&#8221; e sua família, algo que ele dá o maior valor e lutou tanto para ter e manter. Sua paz é perturbada quando um desafeto do passado retorna para vingar a morte do pai. Dante (Jason Momoa, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aquaman/"><em>Aquaman</em></a>) é filho de Hernan Reyes (Joaquim de Almeida, <em>Dupla Explosiva</em>) morto há mais de uma década, lá em <em>Velozes &amp; Furiosos 5: Operação Rio</em>. E é bom salientar que este é o primeiro filme, de dois, da finalização épica dessa franquia de sucesso.</p>
<p>É preciso compreender que com <em>Velozes e Furiosos</em> nós devemos sempre partir do pressuposto de que não há muito compromisso com a lógica e realidade, mas que tudo bem ser assim. Ninguém vai (ou deveria ir) assistir um longa desses esperando uma indicação ao Oscar. Mas o que diferencia esta franquia é que ela vem procurando ter algum nível de profundidade nos personagens, algo que fica muito claro aqui.</p>
<p>Todas as dores que afligem Toretto fazem dele viver no constante medo de perder aquilo que lhe é mais caro: sua família. Ainda que ele tente curtir ao máximo os momentos com o filho Brianzinho e com Letty (Michelle Rodriguez, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-as-viuvas/"><em>As Viúvas</em></a>), a sombra do perigo sempre paira. E é sobre isso que o filme trata. Se Dominic não exterminar de vez qualquer ameaça que ele tenha, não vai conseguir efetivamente relaxar e viver em paz.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16729" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5724423.jpg" alt="Velozes e Furiosos 10" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5724423.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5724423-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5724423-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5724423-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Com cenas de ação muito bem construídas e orquestradas, <em><strong>Velozes e Furiosos 10</strong></em> evolui com uma trama bem interessante que conecta vários fios soltos. São personagens entrelaçados e &#8220;ressuscitados&#8221; que são mais aprofundados, gerando conexão com o espectador. Há essa altura do campeonato, se tivéssemos aqui uma equipe de baixa qualidade, a franquia não se sustentaria da forma como se mantém. Aliás, vale pontuar que o que manter esta saga até hoje é a sua bilheteria ao redor do mundo, especialmente na América Latina, já que os EUA em si não é muito fã e costuma não prestigiar. E eles deixam isso bem claro quando botam o vilão para se criar aqui no Brasil.</p>
<p>Falando em vilão, Momoa deu seu sangue por esse personagem, que é a personificação de um psicopata. Ele está louco, perverso, sem critérios. Uma inspiração em o Coringa de Joaquim Phoenix misturado com o antagonista de <em>007 &#8211; Operação Skyfall</em>, vivido por Javier Bardem. Muito bacana de ver!</p>
<p>Como um grande fim, o roteiro se esforça em dar motivo e consequências aos personagens. Todos têm seu momento de sucesso ali e sua importância destacada. Por sinal, podem esperar todo e qualquer ator que já apareceu nestas tramas &#8211; inclusive, na cena pós-crédito. Algumas não fazem muito sentido? Sim, mas a gente ignora isso pela grandiosidade da história.</p>
<p>Uma trilha sonora bacana, personagens carismáticos, cenas de ação mescladas com drama acertado, <em><strong>Velozes e Furiosos 10</strong></em>, no meu ponto de vista, não tem como dar errado. É aquela explosão de mentiras que nós amamos, afinal, não se pode esperar que uma franquia dessa tenha qualquer compromisso com a realidade. É para isso que estamos ali. É um filme desnecessário, sim. Excelente também.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Louis Leterrier</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Vin Diesel, Michelle Rodriguez, Jason Momoa, Tyrese Gibson, Ludacris, John Cena, Nathalie Emmanuel, Jordana Brewster, Brie Larson, Charlize Theron, Helen Mirren, Scott Eastwood, Sung Kang</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/a1w9x5U88jU" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Luta por Justiça</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Feb 2020 23:20:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ambientado no início da década de 1990, Luta por Justiça conta a história do advogado idealista Bryan Stevenson interpretado por Michael B. Jordan (Pantera Negra) e sua árdua campanha nos tribunais para livrar do corredor da morte negros condenados por crimes que não cometeram. O caso mais emblemático e transformador da causa foi aquele envolvendo Walter McMillian, um homem simples interpretado por Jamie Foxx (Robin Hood &#8211; A Origem), acusado de matar uma jovem branca. O filme de Destin Daniel [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ambientado no início da década de 1990,<strong><em> Luta por Justiça</em> </strong>conta a história do advogado idealista Bryan Stevenson interpretado por Michael B. Jordan (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-pantera-negra/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Pantera Negra</em></a>) e sua árdua campanha nos tribunais para livrar do corredor da morte negros condenados por crimes que não cometeram. O caso mais emblemático e transformador da causa foi aquele envolvendo Walter McMillian, um homem simples interpretado por Jamie Foxx (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-robin-hood-a-origem/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Robin Hood &#8211; A Origem</em></a>), acusado de matar uma jovem branca.</p>
<p>O filme de Destin Daniel Cretton, o mesmo do hit indie Temporário 12, responsável por impulsionar a carreira de Brie Larson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-capita-marvel/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Capitã Marvel</em></a>), que também está nesse longa, em 2013, segue todo um protocolo de dramas jurídicos históricos, com uma trama de tratamento linear, pouco afeito a firulas estéticas e um roteiro repleto de frases de efeito. Esses traços do longa beneficiam, mas também banalizam o filme, que apesar de mostrar-se relevante em sua temática, se banaliza com essa clivagem mais pasteurizada.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12455" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/1467093.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Luta por Justiça" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/1467093.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/1467093.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/1467093.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Além disso há um evidente excesso de duração (chega próximo de duas horas e meia de metragem) com passagens da trama que poderiam facilmente ser retiradas sem prejuízo da essência da história. O elenco tem atuações discretas e eficientes, mas nada que se revele um ponto fora da curva. Como o condenado no corredor da morte, Jamie Foxx rende algumas das cenas mais emocionantes, mas Michael B. Jordan segura bastante como o protagonista.</p>
<p><strong><em>Luta por Justiça</em></strong> acaba impondo sua importância mesmo pela ressonância do caso que narra. Poderia se beneficiar mais caso Cretton optasse pelo documentário, mas sabemos como a dramatização desse tipo de material acaba sendo a preferência de grandes estúdios. O resultado é satisfatório e tem uma força como discurso crítico que reflete sobre as injustiças do sistema penitenciário, mas a obra é protocolar e pálida como realização artística.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Destin Daniel Cretton<br />
<strong>Elenco:</strong> Michael B. Jordan, Jamie Foxx, Brie Larson, Michael Harding, Rafe Spall, Tim Blake Nelson, J. Aphonse Nicholson</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/bBcTssooQcg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Vingadores: Ultimato (SEM SPOILER)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Apr 2019 14:45:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A jornada do herói tem seu fim. Vingadores: Ultimato chega aos cinemas com o objetivo de impressionar os fãs do Universo Estendido da Marvel (MCU) a partir de uma narrativa cheia de surpresas e emoção. A grandiosidade do longa-metragem se apresenta desde a sua duração até as pomposas cenas de batalha. A produção tenta seguir a mesma linha de Guerra Infinita (2018) e trabalha a visualidade e a dinâmica dos acontecimentos de tal forma a prender o público desde seus [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A jornada do herói tem seu fim. <strong><em>Vingadores: Ultimato</em></strong> chega aos cinemas com o objetivo de impressionar os fãs do Universo Estendido da Marvel (MCU) a partir de uma narrativa cheia de surpresas e emoção. A grandiosidade do longa-metragem se apresenta desde a sua duração até as pomposas cenas de batalha. A produção tenta seguir a mesma linha de <em>Guerra Infinita</em> (2018) e trabalha a visualidade e a dinâmica dos acontecimentos de tal forma a prender o público desde seus primeiros minutos de tela.</p>
<p>A construção do MCU pode ser analisada através do conceito de Joseph Campbell de monomito – também conhecido como jornada do herói. O ciclo de Campbell é visto em cada uma das três fases do MCU – representando os três atos do caminho a ser trilhado pela figura heroica. A Fase Três da Marvel – iniciada em <em>Guerra Civil</em> (2016) – estabelece as mudanças significativas que desencadeariam os acontecimentos começados em <em>Infinity War</em> cuja conclusão só ocorre em <strong><em>Endgame</em></strong> (título original). O contraponto, a mudança e o confronto final são os focos desse último ato elaborado pela Marvel Studios. Todos os elementos criados até então foram pensados para que os Vingadores vivessem essa última tarefa.</p>
<p>Após Thanos (Josh Brolin) devastar metade da população do universo, os Vingadores encontram-se desmantelados. Os membros da equipe de super heróis que viveram ao estalo estão devastados com a perda da batalha. Mesmo com todo esse sentimento de culpa e dor e sem o Tony Stark (Robert Downey Jr.) – cujo está perdido no espaço com a Nebulosa (Karen Gillan) –, Capitão América (Chris Evans) e Viúva Negra (Scarlett Johansson) continuam a buscar pelo Titã louco para detê-lo e reverter o estrago feito pelas Joias do Infinito. Em meio a isso, a enigmática volta do Homem-Formiga (Paul Rudd) parece trazer uma nova solução para o problema e faz com que os Vingadores remanescentes se reúnam para uma tentativa final de consertar o erro.</p>
<p>No novo longa, o desenvolver do episódio final é dividido em dois momentos: a primeira parte é dinâmica, explicativa e chocante enquanto a segunda é lenta, emocional e cheia de reviravoltas. A narrativa se estabelece a partir da ideia de resolução das questões em aberto. Os primeiros 20 minutos de tela causam uma sensação de desnorteamento pela quantidade de incidentes ocorridos. Apesar do impacto positivo causado nessa espécie de prólogo, existem algumas saídas escolhidas para a história que são mal trabalhadas. O Homem-Formiga saindo do reino quântico e a salvação de Tony Stark e Nebulosa do espaço são exemplos de situações malfeitas. Os <em>plots twists</em>, contudo, conseguem superar esses defeitos da primeira parte do longa e podem acabar passando despercebidos para alguns.</p>
<p>Em seu segundo momento, a produção remonta a força de grandiosidade existente em <em>Guerra Infinita</em> e executa todas as soluções apresentadas pelas personagens. Com todos os percalços óbvios de uma jornada heroica, os Vingadores confrontam sua própria realidade. Existe uma preocupação do filme em amarrar e retomar todos os pontos subentendidos, mal resolvidos e esquecidos dos seus antecessores. A segunda parte do longa, portanto, se atenta com o esclarecimento dessas questões e com o tão esperado confronto final entre os heróis e seu maior inimigo.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10453" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="Vingadores: Ultimato" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely (<em>Guerra Civil</em> e <em>Guerra Infinita</em>) peca em alguns momentos. Diferente do capítulo anterior, nem todas as personagens são bem aproveitadas. Mais uma vez a Marvel insiste na mudança de estilo de Thor – a qual foi sucesso entre alguns fãs em <em>Ragnarok</em> (2017) –, da mesma forma o estúdio, novamente, subaproveitou a Capitã Marvel. Apesar da super heroína ter sido vendida como a solução para os problemas do outro filme, ela foi pessimamente explorada durante a produção. Além disso, existem dúvidas quanto a alguns acontecimentos pontuais dessa produção que ficam sem explicação. Independente dos 181 minutos de duração, a obra conseguiu deixar o público confuso com algumas de suas saídas mal explicadas.</p>
<p>O ritmo da narrativa, contudo, faz do filme uma experiência prazerosa. Apesar das falhas e questões mal trabalhadas no roteiro, o longa-metragem imprime uma qualidade que segue a linha das outras produções. O capítulo final não deixa de cumprir sua função para o universo e tampouco decepcionará os fãs – seja dos filmes ou quadrinhos. Os co-roteiristas souberam usar muito bem os momentos de embate e os <em>plots</em> para criar esse apego a trama. A emoção é constante e bem executada, as personagens que eles se propõem a trabalhar de verdade são bem desenvolvidas e o momento ápice da história carrega a essência dos últimos 11 anos de trabalhos da Marvel Studios.</p>
<p>Mais uma vez os irmãos Russo emplacam o que será, provavelmente, seu maior sucesso. <em><strong>Endgame</strong></em> abrange ideias e caminhos surpreendentes. A condução dessa narrativa é bem regida por Anthony e Joe e proporciona aos fãs um último vislumbre ao que eles conhecem. Os diretores souberam criar uma boa despedida. Existe um clima nostálgico e saudosista do início ao fim da película. A sensibilidade reina durante as três horas de filme – seja pelo teor das cenas, seja pela representatividade que a produção tem para o MCU – e ela conduz o espectador. O público é pego pelo coração pela forma como os irmãos elaboram as cenas, o desencadeamento das ações e a própria emoção.</p>
<p>Apesar das falhas com figuras como Capitã Marvel e Thor, <strong><em>Ultimato</em></strong> tem uma presença de personas maior que seu antecessor. Mesmo com esse desafio, os irmãos Russo e os co-roteiristas Markus e McFeely decidem por criar mininarrativas dentro do conflito maior. É como se dentro da jornada do herói existisse um embate particular que cada um deles precisa resolver. Gavião Arqueiro, Viúva Negra, Homem de Ferro e Capitão América são algumas das personagens destaque da narrativa cujo aproveitamento foi correto. Cada uma de suas ações e vivências durante o conflito final são extremamente representativas para o universo e para o futuro do MCU e das personagens.</p>
<p>Em meio a toda essa batalha dentro e fora das telonas, a produção acerta com outro trabalho que terá uma vida longa nos multiplex e arrecadará montanhas de dólares. É inevitável pontuar e impossível de não perceber os erros cometidos quando se pensa sob uma perspectiva do que seria uma criação cinematográfica completa. <strong><em>Vingadores: Ultimato</em></strong> finaliza a jornada do herói com alguns tropeços, mas, ainda assim, marcará o gênero. O longa é, entretanto, tecnicamente inferior a <em>Guerra Infinita</em> por comportar uma mesma grandiosidade de tempo, personagens e narrativas paralelas, porém o fazendo com alguma – mesmo que pequena – dificuldade.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Joe Russo, Anthony Russo<br />
<strong>Elenco:</strong> Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Brie Larson, Paul Rudd, Don Cheadle, Karen Gillan, Josh Brolin, Gwyneth Paltrow, Jon Favreau, Chris Pratt, Elizabeth Olsen, Danai Gurira, Benedict Wong, Tessa Thompson, Anthony Mackie, Sebastian San, Chadwick Boseman, Dave Bautista, Evangeline Lilly, Tom Holland, Michelle Pfeiffer, Tilda Swinton, Letitia Wright, Linda Cardellini, Natalie Portman, Rene Russo, Zoe Saldana, Tom Hiddleston, Michael Douglas, Samuel L. Jackson, Stan Lee, Benedict Cumberbatch</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/4QRdB4RAQMs" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Capitã Marvel</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Mar 2019 19:24:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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		<category><![CDATA[Anna Boden]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em linhas gerais, a Marvel Studios faz com Capitã Marvel aquilo que sempre fez com seus super-heróis, uma aventura escapista, sem grande caráter de urgência, fundado na leveza de toques de humor que, para o bem e para o mal, amortecem o drama dos seus personagens e criam no público uma certa familiaridade. A jornada da piloto Carol Denvers, cujos poderes são adquiridos quando ela é encontrada por um grupo de alienígenas em situação incomum, não faz muito diferente dos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em linhas gerais, a <em>Marvel Studios</em> faz com <strong><em>Capitã Marvel</em></strong> aquilo que sempre fez com seus super-heróis, uma aventura escapista, sem grande caráter de urgência, fundado na leveza de toques de humor que, para o bem e para o mal, amortecem o drama dos seus personagens e criam no público uma certa familiaridade. A jornada da piloto Carol Denvers, cujos poderes são adquiridos quando ela é encontrada por um grupo de alienígenas em situação incomum, não faz muito diferente dos heróis predecessores do estúdio, equilibrando pontos fortes e fracos da tal &#8220;fórmula Marvel&#8221; de fazer filmes.</p>
<p>É interessante notar como a primeira aventura-solo de uma heroína do estúdio de <em>Vingadores</em>, quase não consegue encontrar uma linha coerente de construção da sua história por conta de um desarranjado e confuso primeiro ato. Dando conta de memórias esparsas da sua personagem-título, os primeiros minutos de <strong><em>Capitã Marvel</em> </strong>são marcado por fragmentos do passado de Denvers que surtiriam maior efeito na construção da empatia do espectador com a personagem caso tivessem seguido uma costura cronológica convencional.</p>
<p><em><strong>Capitã Marvel</strong></em> é o tipo de filme que precisa de uma história de origem que o estúdio parece evitar por conta de um estigma que ronda os círculos de recepção desse tipo de produção, o de que histórias com esse viés não funcionam mais no nicho de super-heróis. Balela! Uma história como a da Capitã Marvel, uma heroína não tão conhecida do público como Batman ou Homem-Aranha precisa de uma origem, até para criar um laço afetivo do público com a personagem, uma empatia. O filme destrói isso com uma síntese mal feita dos primeiros anos da personagem, indo direto ao ponto, o momento em que ela já é a super poderosa Capitã Marvel. Assim fica difícil para o espectador construir empatia com a heroína.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10231" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/5445238.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="capitã marvel" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/5445238.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/5445238.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/5445238.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Com pouco background para a protagonista, falta ao filme marcar a singularidade da sua super-heroína que surge nas telas como mais uma personagem do estúdio repleta de poderes. Aos olhos do espectador que desconhece sua gênese nas HQs, as potencialidades fantásticas de Carol Denvers são completamente genéricas, típicas de quaisquer uma dessas personagens do gênero. O longa até tenta recobrar aspectos da vida passada da Capitã a fim de criar alguma empatia com o espectador, o que inclui a ótima participação da sempre notável Annette Bening, mas daí temos uma reviravolta que traz mais um vilão esquecível na biografia do estúdio.</p>
<p>Brie Larson segura bem as pontas da produção, ainda que seja prejudicada pelo filme. Os melhores momentos da atriz acontecem quando ela surge ao lado de Samuel L. Jackson interpretando um Nick Fury rejuvenescido. Fazendo o que boa parte das produções do estúdio fizeram e que acabaram moldando o cinema <em>blockbuster</em> de uns anos para cá, <em><strong>Capitã Marvel</strong></em> faz essa aventura juvenil repleta de humor adolescente, com ambições modestas ainda que seus efeitos especiais e o barulho da sua ação anunciem o contrário. Na fórmula há também <em>easter eggs</em> nostálgicos (já que se passa nos anos de 1990) que fazem qualquer sacada da produção soar genial. É um filme aquém do que os poderes da sua protagonista anunciam.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Anna Boden e Ryan Fleck<br />
<strong>Elenco:</strong> Brie Larson, Samuel L. Jackson, Jude Law, Annette Bening, Ben Mendelsohn, Lashana Lynch, Mckenna Grace, London Fuller, Clark Gregg, Gemma Chan, Djimon Hounsou, Lee Pace</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/YjmJyZl4vmQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Castelo de Vidro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Aug 2017 16:36:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Brie Larson]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[O Castelo de Vidro]]></category>
		<category><![CDATA[Woody Harrelson]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O longa O Castelo de Vidro traz à tona as questões de aceitação familiar, diferença de personalidades e embates que todos temos com nossa família, ao longo de nossas vidas. De uma forma mais extrema, o roteiro coloca no radar a importância do equilíbrio familiar e como o amor pode ser distorcido em diferentes óticas. Brie Larson é Jeanette Walls, uma jovem que relembra a história de sua infância e adolescência a medida que vai enfrentando novos desafios na fase [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O longa <em>O Castelo de Vidro</em> traz à tona as questões de aceitação familiar, diferença de personalidades e embates que todos temos com nossa família, ao longo de nossas vidas. De uma forma mais extrema, o roteiro coloca no radar a importância do equilíbrio familiar e como o amor pode ser distorcido em diferentes óticas.</p>
<p>Brie Larson é Jeanette Walls, uma jovem que relembra a história de sua infância e adolescência a medida que vai enfrentando novos desafios na fase adulta. Ela foi criada em uma família alternativa que não fixava raízes em lugar nenhum. Devido à dificuldade do pai em manter um emprego, a família estava sempre viajando e se mudando, sempre em busca de uma nova oportunidade, que certamente seria frustrada.</p>
<p>Muitas questões são colocadas à prova durante o crescimento da narrativa. Em momento nenhum o amor dos pais pelos filhos é questionado diretamente. No entanto, sua ações depõe contra o que fica implícito. Uma das primeiras cenas do filme é a protagonista se queimando no fogão porque a mãe não quis parar de pintar um quadro para preparar a comida dos filhos. A menina devia ter uns 4 anos. Este é apenas o primeiro ponto de uma sucessão de eventos da mesma natureza que acontecem na história.</p>
<p>É uma dualidade questionável que deixa o espectador intrigado. Ao mesmo tempo em que vemos uma união familiar única, assistimos pais negligentes que deixam os filhos passando fome e priorizando suas próprias necessidades. Enquanto isso, o instável pai alimenta o sonho da construção de um Castelo de Vidro, quando eles finalmente conseguirem plantar um lar fixo. Naturalmente, isso nunca acontece.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8138" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/08/522347.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Todo o roteiro vai criando uma antipatia nata com os pais e é difícil ter o mínimo de empatia. Ao final, não há uma reviravolta em que a protagonista aceita tudo que aconteceu. Ela segue revoltada e decepcionada com a família. Mas ela percebe que pode amar eles, apesar dos erros que cometeram. Aliás, que amar é perceber esses erros e ainda estar lá, presente. É uma mensagem muito bonita que o roteiro passa.</p>
<p>Brie está muito bem no papel de Jeanette, enquanto Woody Harrelson dá um show no papel do pai. A dinâmica de ambos é bem interessante e a química da família como um todo funciona bem. A escolha do elenco favoreceu e muito a trama, que teve maior veracidade a medida que suas emoções eram vividas de forma visceral.</p>
<p>O longa tem falhas ao tentar manter o ritmo e cai na monotonia com certa facilidade. Algumas reações e conclusões são óbvias, o que não instiga o espectador a saber o que está acontecendo. Mas as boas atuações sustentam a trama, felizmente. No final, é um filme que funciona bem e traz reflexões importantes.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/9zB8h9dx3qU" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Kong &#8211; A Ilha da Caveira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Mar 2017 14:09:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Brie Larson]]></category>
		<category><![CDATA[John C. Reilly]]></category>
		<category><![CDATA[John Goodman]]></category>
		<category><![CDATA[King King]]></category>
		<category><![CDATA[Kong: A Ilha da Caveira]]></category>
		<category><![CDATA[Samuel L. Jackson]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O cinema blockbuster do nosso tempo é grande devedor do pioneirismo de King Kong, dirigido por Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack em 1933. O longa trazia uma equipe de cinema que ia para a Ilha da Caveira para realizar um filme no cenário e se deparava com um vasto universo de criaturas e com uma tribo que oferecia jovens como sacrifício para um grande gorila adorado pela mesma como um deus. King Kong foi inaugural na exploração dessa narrativa em [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O cinema <i>blockbuster </i>do nosso tempo é grande devedor do pioneirismo de <i>King Kong, </i>dirigido por Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack em 1933. O longa trazia uma equipe de cinema que ia para a Ilha da Caveira para realizar um filme no cenário e se deparava com um vasto universo de criaturas e com uma tribo que oferecia jovens como sacrifício para um grande gorila adorado pela mesma como um deus. <i>King Kong </i>foi inaugural na exploração dessa narrativa em tom aventuresco com pitadas de tensão e fantasia. Seria natural que em uma época em que Hollywood tem se retroalimentado, resgatando franquias de duas décadas atrás e repaginando-as para as novas gerações (<i>Star Wars</i>, <i>Mad Max</i>, <i>Jurassic Park</i>), Kong fosse resgatado do passado e ganhasse mais uma versão nas telas e dessa vez com a promessa de uma reunião futura com Godzilla, já revisto na produção americana de 2014, se unindo ao monstro japonês em um grande evento cinematográfico.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Diferente do <i>remake </i>de Peter Jackson de 2005, que tem o seu valor (vale frisar, sobretudo por estarmos em tempos de descarte tão precoce de obras passadas pelo frissom de novas propostas),<i>  Kong: A Ilha da Caveira </i>não tem como enfoque a expedição de uma equipe de cinema nem um encantamento do protagonista por uma linda donzela. O longa é ambientado nos anos de 1970, quando um grupo de militares convocados por uma organização secreta chamada Monarch resolve entrar na Ilha da Caveira para averiguar a presença de novas espécies no local. Quando chegam lá, eles se deparam com um gorila gigante chamado de Kong pela tribo local que trava um conflito com criaturas denominadas<i> skullcrawlers</i>, responsáveis outrora pelo extermínio da sua espécie.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Conduzido por Jordan Vogt-Roberts, que até então havia realizado trabalhos de menor escopo, como o filme <i>Os Reis do Verão </i>de 2013, <i>Kong</i>: <i>A Ilha da Caveira</i> nos apresenta a eventos que se restringem ao <i>habitat </i>do gorila, a ilha que dá título ao filme. Destacando-se das histórias sobre o primata que foram contadas até hoje, o longa contextualiza sua época, evocando consequências do pós-Segunda Guerra e Vietnã e incorporando-as a sua própria trama e desenvolvimento de personagens. Há referências visuais óbvias a <i>Apocalypse Now</i>, de Francis Ford Coppola, como as artes do longa já indicavam, mas é um alívio perceber que nenhuma delas são aleatórias e demonstram a percepção do diretor e dos seus roteiristas Dan Gilroy, Max Borenstein e Derek Connolly em compor e mover seus personagens na trama a partir daquilo que eles vivenciaram nesses conflitos, o que torna o filme mais interessante e o retira de um terreno confortável de segurança que poderia levá-lo a um caminho pouco produtivo e já explorado em outras produções. Há, inclusive, dois personagens importantes na trama vividos por John C. Reilly e Samuel L. Jackson, os destaques do elenco, que acabam polarizando uma situação advinda dessa contextualização das guerras e da presença americana nelas.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7462" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/03/KongSkullIsland_Clip_Graveyard.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Executando sua ação com destreza e destacando o seu excelente design de produção, responsável por criar um Kong que anatomicamente nos faz lembrar o gorila do filme dos anos de 1930, <i>Kong: A Ilha da Caveira</i>, contudo,<i> </i>cai na armadilha de escalar dois atores do momento, Tom Hiddleston (o vilão Loki dos filmes da Marvel) e Brie Larson (recém oscarizada por <i>O Quarto de Jack</i>) para viverem personagens que são praticamente nulos na história somente pelo prazer de tê-los em seu elenco, o que é uma pena, já que ambos renderiam muito caso tivessem um trabalho consistente para trabalhar. Com Brie, o filme ainda procura evocar a dinâmica antecedente entre Kong e a atriz Ann Darrow, vivida em filmes diferentes por Naomi Watts, Jodi Benson, Jessica Lange e Fay Wray, já Hiddleston parece uma presença opaca na história.  Ainda assim, o longa tem o mérito de incorporar reflexões sobre a guerra, sobre a postura americana nos conflitos que surgem como fantasmas para seus personagens humanos e, de quebra, ainda consegue inserir um ponto de vista sobre a ação predatória do homem que potencialmente gera um desequilíbrio na própria natureza, ainda que a mesma crie maneiras de colocar as coisas em ordem novamente nas ações por vezes heróicas de um macaco gigante.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O grande mérito de <i>Kong: A Ilha da Caveira </i>está em assumir aquilo que é. Diferente do <i>Godzilla </i>de Gareth Edwards que mascarava seu propósito de entreter com uma associação a temas que extrapolavam a ordem da fantasia, desejavam o melodrama familiar e dialogavam com o mundo real, oferecendo muito pouco em termos de espetáculo ao seu público, <i>Kong: A Ilha da Caveira</i> contextualiza com o real, mas compreende sobretudo que o grande protagonista da sua fita é Kong e que sua razão de existir é mergulhar o público em suas dinâmicas sequências de ação nas quais vemos o gorila estraçalhar as criaturas que habitam a Ilha da Caveira. A essência desse tipo de projeto é mesmo o espetáculo e qualquer coisa que neutralize ele, como ocorrera em <i>Godzilla</i>, é um esforço vão de transformar o filme em algo que ele não é. <i>Kong: A Ilha da Caveira </i>oferece ao seu público exatamente aquilo que ele espera do mesmo.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/p7SvLHjSfBc" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Oscar 2016: Spotlight &#8211; Segredos Revelados vence o prêmio de melhor filme do ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Feb 2016 14:05:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[A Garota Dinamarquesa]]></category>
		<category><![CDATA[Alicia Vikander]]></category>
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		<category><![CDATA[Mark Rylance]]></category>
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		<category><![CDATA[Oscar 2016]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Reflexo de um ano equilibrado com uma seleção morna e com nenhum concorrente excedendo as expectativas, a vitória de Spotlight &#8211; Segredos Revelados em cima dos seus concorrentes encerrou uma temporada de premiações marcada pela dispersão de opiniões a respeito do filme do ano. Com menos elementos que depunham contra sua escolha como melhor filme que seus rivais aos olhos da Academia &#8211; Mad Max &#8211; Estrada da Fúria (um blockbuster), O Regresso (um longa extremamente violento) e A Grande Aposta (moderninho demais) -, o longa de Tom [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Reflexo de um ano equilibrado com uma seleção morna e com nenhum concorrente excedendo as expectativas, a vitória de<em> </em><em>Spotlight &#8211; Segredos Revelados </em>em cima dos seus concorrentes encerrou uma temporada de premiações marcada pela dispersão de opiniões a respeito do filme do ano. Com menos elementos que depunham contra sua escolha como melhor filme que seus rivais aos olhos da Academia &#8211; <em>Mad Max &#8211; Estrada da Fúria </em>(um <em>blockbuster</em>), <em>O Regresso </em>(um longa extremamente violento) e <em>A Grande Aposta </em>(moderninho demais) -, o longa de Tom McCarthy venceu pois provavelmente não apresentou opiniões muito díspares entre os votantes (a coisa deve mudar após ter vencido o Oscar já que a honraria pesa no juízo do filme). Não havia &#8220;ame-o ou deixe-o&#8221; quando o assunto era <em>Spotlight</em>. Mesmo aqueles que não se mostravam tão efusivos com o filme, reconheceram os seus méritos e a sua importância. Assim, a sua escolha como melhor filme da noite parecia estar diante dos nossos olhos, ainda que os prêmios que antecedessem o Oscar colocassem um monte de caraminholas nas nossas cabeças.</p>
<figure id="attachment_4702" aria-describedby="caption-attachment-4702" style="width: 618px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4702 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/f-spotlight-z-20160301-618x400.jpg" alt="Tom McCarthy, Josh Singer" width="618" height="400" /><figcaption id="caption-attachment-4702" class="wp-caption-text">Roteiro: Tom McCarthy e Josh Singer vencem o prêmio de melhor roteiro original por Spotlight &#8211; Segredos Revelados. Longa também venceu como melhor filme.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fato é que, na história do Oscar, <em>Spotlight &#8211; Segredos Revelados </em>foi o longa vencedor da categoria principal que saiu com o menor número de estatuetas da cerimônia. Fora melhor filme, o longa de Tom McCarthy levou apenas o prêmio de melhor roteiro original. Esse cenário, para muitos, era apontado como um empecilho da sua vitória na categoria principal já que geralmente um vencedor de melhor filme leva alguma estatueta em no mínimo duas categorias-chave da cerimônia, como melhor montagem, direção, fotografia ou atuação. Não foi o que aconteceu&#8230; <em>Spotlight </em>ainda quebrou uma antiga resistência da Academia com filmes sobre jornalismo, que já foram outras vezes indicados ao Oscar principal, mas nunca levaram o prêmio, entre eles clássicos como <em>Todos os Homens do Presidente</em>, <em>Rede de Intrigas </em>e <em>Nos Bastidores da Notícia</em>.</p>
<figure id="attachment_4704" aria-describedby="caption-attachment-4704" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4704 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/1223362_1280x720-620x349.jpg" alt="1223362_1280x720" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4704" class="wp-caption-text">Repeteco: Leonardo DiCaprio com seu diretor Alejandro G. Iñárritu, vencedor por duas vezes consecutivas do prêmio de melhor direção.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>No mais, também brilharam na noite <em>O Regresso </em>e <em>Mad Max &#8211; Estrada da Fúria. </em></p>
<p><em>O</em> <em>Regresso</em>, que faturou 3 prêmios na noite,<em> </em>rendeu a Leonardo DiCaprio o tão aguardado Oscar de melhor ator, o que fez com que o astro fosse aplaudido de pé pelos presentes na cerimônia. Além desse prêmio, o longa venceu em melhor direção, segunda vitória consecutiva de Alejandro G. Iñárritu (ano passado ele levou o prêmio de direção por <em>Birdman</em>), e melhor fotografia, terceira vitória consecutiva de Emmanuel Lubezky (ganhador na categoria em 2015 por <em>Birdman </em>e 2014 por <em>Gravidade</em>).</p>
<p>Já o grande &#8220;rolo compressor&#8221; da noite foi mesmo o <em>blockbuster </em>de George Miller <em>Mad Max &#8211; Estrada da Fúria</em>, que apesar de não ter conseguido muito em categorias principais, fora o prêmio de melhor montagem, faturou 6 Oscars. O longa ganhou em montagem, figurino, direção de arte, maquiagem, mixagem de som e edição de som. De tirar o fôlego!</p>
<figure id="attachment_4705" aria-describedby="caption-attachment-4705" style="width: 601px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4705 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/66649_mark-rylance-brie-larson-leonardo-dicaprio-alicia-vikander-oscars-2016-601x400.jpg" alt="66649_mark-rylance-brie-larson-leonardo-dicaprio-alicia-vikander-oscars-2016" width="601" height="400" /><figcaption id="caption-attachment-4705" class="wp-caption-text">Classe 2016: Atores vencedores nessa edição do Oscar. Da esquerda para a direita, Mark Rylance (coadjuvante em Ponte dos Espiões), Brie Larson (atriz em O Quarto de Jack), Leonardo DiCaprio (ator em O Regresso) e Alicia Vikander (coadjuvante em A Garota Dinamarquesa).</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sem maiores surpresas, <em>A Grande Aposta </em>venceu o prêmio de melhor roteiro adaptado e as atrizes Brie Larson, de <em>O Quarto de Jack</em>, e Alicia Vikander, de <em>A Garota Dinamarquesa</em>, confirmaram uma antiga predileção da Academia por jovens apostas nas categorias de atuação feminina. Larson faturou o Oscar de melhor atriz em um papel principal e Vikander como coadjuvante. Também não houve surpresas com a vitória da  Hungria na categoria melhor filme estrangeiro por <em>Filho de Saul</em>, tampouco na de <em>Divertida Mente </em>como melhor longa de animação ou de <em>Amy </em>como melhor longa documentário. O ícone do cinema Ennio Morricone também cumpriu as expectativas ao vencer na categoria melhor trilha sonora original por seu trabalho em <em>Os Oito</em> <em>Odiados</em>, <em> </em>de Quentin Tarantino.</p>
<p>Além da entrega do prêmio de melhor filme, duas outras categorias foram responsáveis pela puxada de tapete de muitos bolões do Oscar&#8230;</p>
<p>A primeira delas foi efeitos visuais. <em>Ex Machina &#8211; Instinto Artificial </em>levou a melhor enfrentando títulos badalados, como os <em>blockbusters </em><em>Mad Max &#8211; Estrada da Fúria</em> e <em>Star Wars &#8211; O Despertar da Força</em>.</p>
<p>Já como melhor ator coadjuvante, um certo clima de &#8220;já ganhou&#8221; em torno de Sylvester Stallone por <em>Creed &#8211; Nascido para Lutar </em>rendeu ao eterno Rocky Balboa uma grande decepção que o ator não fez questão de esconder logo depois que o vencedor da categoria foi anunciado: Mark Rylance, de <em>Ponte dos Espiões</em>. Sem dúvida, o melhor trabalho entre os atores coadjuvantes desse ano foi o de Rylance, mas não deixamos de ficar tristes por um momento que poderia ser histórico na cerimônia de ontem, Stallone subindo ao palco para receber um prêmio por interpretar novamente Balboa depois de anos. Fica para <em>Creed 2</em>&#8230;</p>
<figure id="attachment_4706" aria-describedby="caption-attachment-4706" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4706 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/sam-smith-oscar-2016-james-bond-620x353.jpg" alt="sam-smith-oscar-2016-james-bond" width="620" height="353" /><figcaption id="caption-attachment-4706" class="wp-caption-text">Rasteira na Gaga: Após apresentação emocionada, Lady Gaga perdeu o Oscar de melhor canção original para Sam Smith e sua composição para o filme 007 contra Spectre</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>A decepção da noite ficou por conta da vitória de Sam Smith pela canção &#8220;Writing&#8217;s on the Wall&#8221;, de <em>007 contra Spectre</em>, sobretudo após a apresentação emocionante de Lady Gaga para &#8220;Til It happens to You&#8221;, composta por ela para o documentário <em>The Hunting Ground </em>e apontada por muitos como a favorita do grupo de indicados, que não era dos melhores, diga-se de passagem. Se a Academia votasse depois da apresentação de Gaga, suspeito, o resultado podia ser bem diferente&#8230; Uma pena&#8230;</p>
<figure id="attachment_4707" aria-describedby="caption-attachment-4707" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4707 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/oscar-1-620x349.jpg" alt="oscar (1)" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4707" class="wp-caption-text">Montagem: Rocknoize</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>O saldo ficou assim:</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Mad Max &#8211; Estrada da Fúria</strong></p>
<p style="text-align: center;">6 Oscars (melhor montagem, direção de arte, figurino, maquiagem, edição de som e mixagem de som)</p>
<p style="text-align: center;"><strong>O Regresso</strong></p>
<p style="text-align: center;">3 Oscars (melhor direção, ator e fotografia)</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Spotlight &#8211; Segredos Revelados</strong></p>
<p style="text-align: center;">2 Oscars (melhor filme e roteiro original)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com uma estatueta cada&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>A Grande Aposta</strong></p>
<p style="text-align: center;">melhor roteiro adaptado</p>
<p style="text-align: center;"><strong>O Quarto de Jack</strong></p>
<p style="text-align: center;">melhor atriz</p>
<p style="text-align: center;"><strong>A Garota Dinamarquesa</strong></p>
<p style="text-align: center;">melhor atriz coadjuvante</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Ponte dos Espiões</strong></p>
<p style="text-align: center;">melhor ator coadjuvante</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Divertida Mente</strong></p>
<p style="text-align: center;">melhor longa de animação</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Ex Machina &#8211; Instinto Artificial</strong></p>
<p style="text-align: center;">melhores efeitos visuais</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Amy</strong></p>
<p style="text-align: center;">melhor longa documentário</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Filho de Saul</strong></p>
<p style="text-align: center;">melhor filme estrangeiro</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Os Oito Odiados</strong></p>
<p style="text-align: center;">melhor trilha sonora original</p>
<p style="text-align: center;"><strong>007 contra Spectre</strong></p>
<p style="text-align: center;">melhor canção original</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Bear Story</strong></p>
<p style="text-align: center;">melhor curta de animação</p>
<p style="text-align: center;"><strong>A Girl in the River &#8211; The Price of Forgiveness</strong></p>
<p style="text-align: center;">melhor curta documentário</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Stutterer</strong></p>
<p style="text-align: center;">melhor curta em <em>live action</em></p>
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		<title>Crítica: O Quarto de Jack</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Feb 2016 18:04:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Brie Larson]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Jacob Tremblay]]></category>
		<category><![CDATA[O Quarto de Jack]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; É incrível quando um diretor tem a capacidade de lidar com uma temática tão pesada de uma forma tão leve e flúida. O Quarto de Jack é a personificação deste ato, com o enredo tratado de maneira cuidadosa, sem simplificar ou tornar a história algo irrelevante. Lenny Abrahamson nos apresenta um trabalho simplesmente extraordinário. O longa conta a difícil história de Joy, uma garota que foi sequestrada aos 17 anos e é mantida em cárcere privado há 7. No [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4581" aria-describedby="caption-attachment-4581" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-4581" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/Room-Gallery-01.jpg" alt="Jack e Joy criam seu próprio mundo dentro do Quarto" width="610" height="348" /><figcaption id="caption-attachment-4581" class="wp-caption-text">Jack e Joy criam seu próprio mundo dentro do Quarto</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>É incrível quando um diretor tem a capacidade de lidar com uma temática tão pesada de uma forma tão leve e flúida. <em>O Quarto de Jack</em> é a personificação deste ato, com o enredo tratado de maneira cuidadosa, sem simplificar ou tornar a história algo irrelevante. Lenny Abrahamson nos apresenta um trabalho simplesmente extraordinário.</p>
<p>O longa conta a difícil história de Joy, uma garota que foi sequestrada aos 17 anos e é mantida em cárcere privado há 7. No cativeiro, ela dá à luz Jack, filho do sequestrador. Mesmo diante de todas as dificuldades, ela resolve criar um mundo fictício para o filho, que acredita verdadeiramente que o mundo inteiro é apenas aquele quarto. Ainda assim, Joy prepara o menino para uma tentativa de fuga, onde eles enganarão o Velho Nick para retornar à realidade do mundo lá fora.</p>
<p>O enredo por si só já é forte, mas a naturalidade (entenda aqui que não há desprezo pela temática) com que o diretor trata torna tudo menos agressivo aos olhos do espectador. Ao mesmo tempo em que nos sentimso claustrofóbicos naquele ambiente e um tanto desesperados por saber que aquela é a única realidade deles no momento, e no caso de Jack, a única realidade da vida toda, Abrahamson écapaz de trazer o fato do estupro diário que a protagonista sofre de maneira flúida, sem dar tanto enfoque, mas mostrando a importância daquele ato no contexto do filme.</p>
<p>O cuidado de Joy com Jack e o vínculo que ela cria com o filho é de derreter o coração. Ao mesmo tempo que olhamos para ela e vemos no seu olhar e na sua feição a dor de viver presa e sofrer todos os dias, ela consegue transformar tudo e fazer daquele ambiente um lugar feliz para o filho, que dá bom dia até para o armário onde dorme quando o Velho Nick chega. O filme traz a percepção de Jack do mundo e como ele se encanta com absolutamente tudo, como ele sorri para as pequenas coisas, como ele ama até algo tão singelo quanto uma cadeira.</p>
<p>Além disso, o filme traz uma fotografia perturbadora eesperançosa do mundo de dentro e fora do Quarto (em letra maiúscula mesmo porque é assim que Jack se refere). O uso de câmeras é muito bem feito ao longo da trama, que evolui de forma gradual, principalmente no momento da fuga dos dois (aqui não é spoiler porque você pode conferir isso no trailer).</p>
<figure id="attachment_4582" aria-describedby="caption-attachment-4582" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-4582" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/187345.jpg" alt="Mãe e filho passam por dificuldades de adaptação ao novo mundo" width="610" height="348" /><figcaption id="caption-attachment-4582" class="wp-caption-text">Mãe e filho passam por dificuldades de adaptação ao novo mundo</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando os personagens finalmente saem do Quarto, a situação deveria melhorar. Mas o que Joy não podia esperar é que os 7 anos em que passou no cárcere fossem suficientes para que ela criasse uma prisão em sua mente e que o mundo lá fora acabasse virando muito mais estranho do que ela sonhava. A adaptação dos dois é bem difícil, com vários percalços no caminho. Mais difícil ainda é ver o menino desejando voltar para o Quarto. Claro, ele era alheio à realidade daquele ambiente e sim, para ele, aquele era o melhor lugar de seu mundo.</p>
<p>Brie Larson e o pequeno Jacob Tremblay dão um show de atuação e envolvem o especador em cada tomada de cena. Não há como não se apaixonar por ele, que é tão pequeno e tão forte ao mesmo tempo. O Oscar perdeu a oportunidade de indicar um excelente ator, mesmo que mirim, para concorrer à premiação deste ano. Já Larson é a favorita para ganhar a estatueta de Melhor Atriz e se isso acontecer, será grande merecedora. Sem querer desmerecer o papel das demais concorrentes (Cate Blanchett – <em>Carol</em>; Jennifer Lawrence – <em>Joy: O Nome do Sucesso</em>; Charlotte Rampling – <em>45 Anos</em>; e Saoirse Ronan – <em>Brooklyn</em>), mas ela apresenta um trabalho muito mais preciso e superior às demais.</p>
<p>O filme, como um todo, é muito bom, de qualidade altíssima e roteiro inquestionável. Consegui observar ainda mensagens subliminares que podem ser aproveitadas para nossa vida no dia a dia, como a alegria das pequenas coisas, o amor por novas descobertas e a esperança. Como disse, apesar do enredo pesado, os personagens e o foco no carinho de mãe e filho consegue encantar o espectador, que sai do cinema um tanto choroso e um tanto reflexivo.</p>
<p><strong>Confira o trailer abaixo!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/IeM5qJp2v8Y" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Spotlight &#8211; Segredos Revelados ganha o prêmio de melhor elenco no SAG Awards 2016</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 Jan 2016 14:17:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Premiações]]></category>
		<category><![CDATA[A Garota Dinamarquesa]]></category>
		<category><![CDATA[Alicia Vikander]]></category>
		<category><![CDATA[Beasts of no Nation]]></category>
		<category><![CDATA[Brie Larson]]></category>
		<category><![CDATA[Idris Elba]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo DiCaprio]]></category>
		<category><![CDATA[O Quarto de Jack]]></category>
		<category><![CDATA[O Regresso]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2016]]></category>
		<category><![CDATA[SAG Awards 2016]]></category>
		<category><![CDATA[Spotlight - Segredos Revelados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A noite do sábado (30) foi marcada pela entrega do SAG Awards, prêmio do sindicato dos atores de Hollywood, a profissionais da indústria do cinema e da televisão. Como é regra no SAG Awards, há apenas prêmios concedidos a atuações e há uma &#8220;substituição&#8221; da categoria de melhor filme pela de melhor elenco. Assim, o grande premiado da noite foi Spotlight &#8211; Segredos Revelados, que venceu seus concorrentes A Grande Aposta, Trumbo &#8211; Lista Negra, Beasts of no Nation e Straight Outta Compton &#8211; A [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-4470" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/spolight_cast_press_room-620x350.jpg" alt="spolight_cast_press_room" width="620" height="350" /></p>
<p>A noite do sábado (30) foi marcada pela entrega do SAG Awards, prêmio do sindicato dos atores de Hollywood, a profissionais da indústria do cinema e da televisão. Como é regra no SAG Awards, há apenas prêmios concedidos a atuações e há uma &#8220;substituição&#8221; da categoria de melhor filme pela de melhor elenco.</p>
<p>Assim, o grande premiado da noite foi <strong><em>Spotlight &#8211; Segredos Revelados</em></strong>, que venceu seus concorrentes <em>A Grande Aposta</em>, <em>Trumbo &#8211; Lista Negra</em>, <em>Beasts of no Nation</em> e <em>Straight Outta Compton &#8211; A História do</em> N.W.A. como melhor elenco de cinema. Trata-se de uma vitória importante se pensarmos no Oscar, já que a maioria dos votantes da Academia são atores, o mesmo grupo de votantes do SAG Awards.</p>
<p>A grande<em>  </em>questão que surge esse ano, no entanto, é que diferente de anos anteriores, temos uma disputa pelo prêmio de melhor filme no Oscar com inúmeras possibilidades. Premiações como o Globo de Ouro (que deu o prêmio de melhor drama para <em>O Regresso</em>), o Critic&#8217;s Choice Awards (cujo prêmio de melhor filme foi para <em>Spotlight &#8211; Segredos Revelados</em>) e os prêmios dos sindicatos não têm apontado uma disputa polarizada entre dois longas ou mesmo uma preferência por um único filme, mas por no mínimo quatro obras indicadas ao Oscar, todas elas com grandes chances de disputar a estatueta principal: <em>Spotlight &#8211; Segredos Revelados</em>, <em>A Grande Aposta</em>, <em>Mad Max &#8211; Estrada da Fúria </em>e <em>O Regresso</em>.</p>
<p>Prova disso são as escolhas recentes dos sindicatos, enquanto os produtores escolheram <em>A Grande Aposta </em>como o melhor trabalho de 2015, o sindicato dos editores elegeu nessa mesma semana <em>Mad Max &#8211; Estrada da Fúria </em>e o mesmo <em>A Grande Aposta </em>como os melhores trabalhos de montagem do ano, já o SAG Awards, prêmio do sindicato dos atores, foi de <em>Spotlight &#8211; Segredos Revelados </em>como melhor elenco. Ainda há dois sindicatos importantes para fechar as contas até o Oscar, o dos roteiristas e dos diretores, mas é inegável que estamos diante de uma das disputas mais imprevisíveis em muitos anos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-4474" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/507666942-602x400.jpg" alt="507666942" width="602" height="400" /></p>
<p>Retornando ao resultado do SAG Awards&#8230;</p>
<p>Nas categorias principais de atuação, melhor ator e atriz, o sindicato dos atores concedeu seus prêmios para dois nomes cujas vitórias têm sido constantes desde o início da temporada: <strong>Leonardo DiCaprio</strong> por<strong> </strong><em><strong>O Regresso</strong> </em>e <strong>Brie Larson</strong> por <strong><em>O Quarto de Jack</em></strong>. Parece difícil qualquer um de seus concorrentes tomar a estatueta do Oscar desses dois.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-4472" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/alicia-vikander-487x400.jpg" alt="alicia-vikander" width="487" height="400" /></p>
<p>Na categoria melhor atriz coadjuvante, a vitória de <strong>Alicia Vikander</strong> por seu trabalho em <em><strong>A Garota Dinamarquesa</strong> </em>consolida seu nome como favorito ao Oscar após uma disputa dispersa no grupo iniciada pelas divergências quanto a categorização do seu trabalho e do de Rooney Mara em <em>Carol </em>como coadjuvantes (muita gente as considera protagonistas dos seus respectivos filmes, tanto que o Globo de Ouro as indicou na categoria principal). Não que não ocorra o &#8220;risco&#8221; de Rooney Mara, Kate Winslet, Jennifer Jason Leigh e até mesmo Rachel McAdams surpreenderem no Oscar, mas Vikander tem se tornado uma aposta sólida.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-4473" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/1180917_1280x720-620x349.jpg" alt="1180917_1280x720" width="620" height="349" /></p>
<p>Como melhor ator coadjuvante, o SAG Awards escolheu<strong> Idris Elba</strong> e seu trabalho em <strong><em>Beasts of No Nation</em></strong>, longa da Netflix dirigido por Cary Fukunaga. Idris foi o grande destaque da noite, por sinal, já que também levou o prêmio de melhor ator em minissérie ou filme feito para a TV por sua performance em <em>Luther</em>. Em um ano marcado pela polêmica ausência de atores negros no Oscar, o recado foi muito bem dado pelo SAG Awards, que também premiou Viola Davis e Queen Latifah nas categorias de TV</p>
<p>A vitória de Elba como melhor ator coadjuvante em cinema significa muito pouco para o Oscar já que o ator não foi indicado ao prêmio da Academia e a grande sensação do ano no grupo, Sylvester Stallone de <em>Creed &#8211; Nascido para Lutar</em>, sequer foi nomeada ao SAG Awards. Contudo, podemos entender que a derrota no SAG dos concorrentes de Stallone no Oscar como Christian Bale de <em>A Grande Aposta </em>e Mark Rylance de <em>Ponte dos Espiões</em> aumentam as chances do intérprete de Rocky Balboa levar a melhor entre os votantes da Academia.</p>
<p>Agora, vamos aos prêmios da TV no SAG Awards. Na televisão, a distribuição das estatuetas ficou assim:</p>
<p><strong>Melhor Elenco de série dramática</strong>: <em>Downton Abbey</em></p>
<p><strong>Melhor Ator em série dramática:</strong> Kevin Spacey em <em>House of Cards</em></p>
<p><strong>Melhor Atriz em série dramática:</strong> Viola Davis em <em>How to get away with Murder</em></p>
<p><strong>Melhor Ator em minissérie ou filme feito para a TV</strong>: Idris Elba em <em>Luther</em></p>
<p><strong>Melhor Atriz em minissérie ou filme feito para a TV:</strong> Queen Latifah em <em>Bessie</em></p>
<p><strong>Melhor Elenco em série de comédia:</strong> <em>Orange is the New Black</em></p>
<p><strong>Melhor Atriz em série de comédia:</strong> Uzo Aduba em <em>Orange is the New Black</em></p>
<p><strong>Melhor Ator em série de comédia:</strong> Jeffrey Tambor em <em>Transparent</em></p>
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		<title>Radar do Oscar: Em Toronto, Brie Larson e Saoirse Ronan são sérias candidatas ao Oscar</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/radar-do-oscar-festival-de-toronto-transforma-as-atrizes-brie-larson-e-saoirse-ronan-em-serias-candidatas-ao-oscar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2015 23:55:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Premiações]]></category>
		<category><![CDATA[Brie Larson]]></category>
		<category><![CDATA[Brooklyn]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Toronto]]></category>
		<category><![CDATA[Joan Allen]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2016]]></category>
		<category><![CDATA[Room]]></category>
		<category><![CDATA[Saoirse Ronan]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Os festivais do segundo semestre consolidam mesmo algumas campanhas para o Oscar e as demais premiações do cinema nos EUA. Já antecipamos para vocês os burburinhos de Telluride e Veneza e agora, com o final do Festival de Toronto, alguns nomes começam a ficar mais fortes na temporada. No geral, Toronto trouxe a certeza de que o drama Spotlight é um páreo duro a ser batido em 2016. O filme anda fazendo bonito nos bastidores desses festivais e muitos especialistas dão [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/radar-do-oscar-festival-de-toronto-transforma-as-atrizes-brie-larson-e-saoirse-ronan-em-serias-candidatas-ao-oscar/">Radar do Oscar: Em Toronto, Brie Larson e Saoirse Ronan são sérias candidatas ao Oscar</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3640" aria-describedby="caption-attachment-3640" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-3640 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/room-story_647_073115112821-620x387.jpg" alt="room-story_647_073115112821" width="620" height="387" /><figcaption id="caption-attachment-3640" class="wp-caption-text">Sensação em Toronto: Room leva prêmio de melhor filme e Brie Larson desponta como forte concorrente ao Oscar de melhor atriz</figcaption></figure>
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<p>Os festivais do segundo semestre consolidam mesmo algumas campanhas para o Oscar e as demais premiações do cinema nos EUA. Já antecipamos para vocês os burburinhos de <a href="http://coisadecinefilo.com.br/radar-do-oscar-destaques-dos-festivais-de-veneza-e-telluride-abrem-vantagem-na-temporada/">Telluride e Veneza</a> e agora, com o final do Festival de Toronto, alguns nomes começam a ficar mais fortes na temporada.</p>
<p>No geral, Toronto trouxe a certeza de que o drama <em>Spotlight </em>é um páreo duro a ser batido em 2016. O filme anda fazendo bonito nos bastidores desses festivais e muitos especialistas dão como certa a candidatura do longa como melhor filme do ano em muitas premiações (saiba mais sobre ele acessando <a href="http://coisadecinefilo.com.br/dramas-the-33-e-spotlight-tem-seus-trailers-divulgados/">aqui</a>). Contudo, Toronto foi espaço para o surgimento de fortes candidatas ao Oscar de melhor atriz. Se Telluride transformou Carey Mulligan em potencial favorita por <em>Suffragette</em>, em Toronto só se falou em outra jovem estrela, <strong>Brie Larson</strong> (foto abaixo), que há uns dois anos atrás conquistou os críticos com o independente <em>Temporário 12</em>, e esse ano chega a corrida com outro <em>indie,</em> o filme<em> Room</em> (para quem ainda não conhece a atriz, ela fez a irmã do personagem de Joseph Gordon-Levitt em <em>Como não perder essa mulher</em>).<em> </em></p>
<figure id="attachment_3639" aria-describedby="caption-attachment-3639" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-3639 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/brie-larson-2-620x350.jpg" alt="brie-larson-2" width="620" height="350" /><figcaption id="caption-attachment-3639" class="wp-caption-text">Musa indie: Depois de Temporário 12, Brie surge na temporada com mais um filme independente.</figcaption></figure>
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<p><em>Room </em>é dirigido por Lenny Abrahamson (o mesmo de <em>Frank</em>) e traz a história de uma mãe que cria o seu filho em um quarto longe de qualquer informação ou contato com o mundo exterior. O filme, que já teve um forte impacto em Telluride, conquistou o prêmio da audiência em Toronto, o mesmo que <em>12 anos de Escravidão </em>ganhou em 2013. Larson foi uma das atrizes mais requisitadas do festival e só se ouviu falar em especulações sobre as indicações de melhor filme, atriz (Larson) e atriz coadjuvante (Joan Allen) que o longa pode receber. Para se ter uma dimensão da recepção ao longa, alguns afirmam que <em>Room </em>pode ter uma trajetória parecida com a de <em>Whiplash &#8211; Em Busca da Perfeição </em>no ano passado.</p>
<p>Assista ao trailer de <em>Room </em>abaixo:</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/E_Ci-pAL4eE" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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<figure id="attachment_3643" aria-describedby="caption-attachment-3643" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/cute-saoirse-ronan-walpapers.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3643 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/cute-saoirse-ronan-walpapers-620x388.jpg" alt="cute-saoirse-ronan-walpapers" width="620" height="388" /></a><figcaption id="caption-attachment-3643" class="wp-caption-text">Jovem veterana: Já indicada ao Oscar, Saoirse Ronan pode retornar a temporada de prêmios com Brooklyn</figcaption></figure>
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<p>Outro nome bastante comentado em Toronto era o de <strong>Saoirse Ronan (foto)</strong> pelo drama <em>Brooklyn. </em>A candidatura de Ronan ao Oscar de melhor atriz pelo seu desempenho nesse filme foi comentada por especuladores desde o início do ano, mas a exibição do longa em Toronto causou grande impacto, com plateias indo às lágrimas e tudo.</p>
<figure id="attachment_3644" aria-describedby="caption-attachment-3644" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-3644 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/primary_15456-1-1100-620x349.jpg" alt="primary_15456-1-1100" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-3644" class="wp-caption-text">Lágrimas: Plateia de Toronto se comoveu com longa protagonizado por Ronan e Domnhall Gleeson.</figcaption></figure>
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<p>O filme traz a história de uma jovem irlandesa que vai para Nova York nos anos de 1950, deixando o seu noivo na Irlanda. A personagem se apaixona por um bombeiro italiano no Brooklyn, gerando ainda mais dúvida sobre o seu retorno ao seu país de origem.</p>
<p>Caso seja indicada, não será a primeira vez de Saoirse no Oscar, a atriz foi indicada a melhor atriz coadjuvante em 2008 pelo seu desempenho em <em>Desejo e Reparação</em>, de Joe Wright.</p>
<p>Veja um trailer de <em>Brooklyn </em>abaixo:</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/15syDwC000k" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/radar-do-oscar-festival-de-toronto-transforma-as-atrizes-brie-larson-e-saoirse-ronan-em-serias-candidatas-ao-oscar/">Radar do Oscar: Em Toronto, Brie Larson e Saoirse Ronan são sérias candidatas ao Oscar</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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