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	<title>Arquivos Brian Tyree Henry - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Brian Tyree Henry - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Passagem (Apple TV+)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Mar 2023 14:55:05 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Em <strong><em>Passagem</em> </strong>tudo é sobre camadas progressivamente sendo reveladas. Há uma jornada do espectador em descobrir o que há no passado da protagonista do filme, Lynsey (Jennifer Lawrence, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nao-olhe-para-cima-netflix/"><em>Não Olhe Para Cima</em></a>) e aqueles que a cercam. Já nos primeiros minutos de exibição é possível compreender que nem o roteiro e nem a direção irão entregar todo o contexto da trama imediatamente e isto funciona, inicialmente, pois há um processo de surpresas e envolvimento gradativo com a história, mas este recurso acaba se esgotando nele mesmo, pois uma sensação de repetição se alastra e resta uma impressão de que o desenrolar de cada situação acaba por se alongar demais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, no início da sessão esta característica funciona, sendo que o tempo para contar os detalhes sobre Lynsey é mais forte no primeiro ato, pois é quando se tem menos diálogos e quando as imagens são um tanto misteriosas, em sua decupagem e montagem. </span><span style="font-weight: 400;">Um exemplo é o começo da produção, quando o público vê apenas o rosto de Lawrence lateralmente. Aos poucos, a situação na qual ela se encontra vai sendo desvendada, tanto o aconteceu com ela quanto quem são as pessoas perto dela é contado pouco a pouco. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este caminho é também percorrido pela trajetória da própria personagem principal, que entende mais sobre ela mesma, enquanto a narrativa se desenvolve. </span><span style="font-weight: 400;">Entre tons de melancolia e oscilações qualitativas, o que há de mais especial no longa-metragem, no entanto, é a construção da relação entre Lynsey e o seu novo conhecido James (Brian Tyree Henry). Existem dois pontos principais para que a interação desta dupla funcione tanto. O primeiro elemento basilar para que o sucesso da dinâmica de Lynsey e James aconteça está nos diálogos entre eles que, assim como a obra inteira, possuem revelações lentamente convocadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, eles vão se conhecendo, aproximando-se, afastando-se etc. </span><span style="font-weight: 400;">A lógica de contenção de informação versus compartilhamento exagerado delas traz um tom realista, que gera uma espécie de empatia, principalmente para quem já vivenciou algum momento muito difícil e doloroso e encontrou algum interlocutor com tantas semelhanças de experiências. E são nestas dualidades individuais e do próprio relacionamento deles que camadas elaboradas são colocadas, conectando quem assiste ainda mais com o enredo.</span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16517" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/causeway-4.jpg" alt="Passagem" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/causeway-4.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/causeway-4-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/causeway-4-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/causeway-4-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, as atuações de Jennifer e Brian ajudam a fomentar esta química dos intérpretes na tela, que não é sobre um estabelecimento de romance, porém de uma cumplicidade intensa. </span><span style="font-weight: 400;">Essa característica trazida pelos atores está nos jogos cênicos dos dois, nos silêncios, nas movimentações corporais, que jogam com a dúvida sobre qual é, de fato, o envolvimento entre Lynsey e James. No entanto, faz-se necessário apontar que é justamente neste desejo de focar nesta dubiedade que o filme se perde. Existiam, na verdade, algumas opções de encaminhamento narrativo aqui. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Explorar mais o passado de James ou investigar melhor a razão da obsessão principal de Lynsey (voltar para a guerra) seria uma forma de tornar o longa mais coeso, talvez. </span><span style="font-weight: 400;">O tom da dúvida, até o confronto derradeiro entre eles, acrescenta complexidade para as personagens, porém a questão é o tempo gasto nesta confusão de Lynsey. A metade da sessão também parece um tanto truncada, quando o comportamento obsessivo dela não consegue ser tão justificável, porque não há um investimento em tratar sobre as verdadeiras tensões de sua vida, como a razão da casa dela ser tão opressiva ao ponto de a colocar neste lugar de desespero interno tão forte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> O enfoque passa a ser apenas até onde Lynsey vai no seu jogo com James, por isso f</span><span style="font-weight: 400;">alta ao roteiro uma compreensão de quais os reais problemas da jovem e qual é o conflito central da trama. Todavia, essas dispersões não atrapalham de forma tão profunda o resultado geral. A direção de Lila Neugebauer (<em>Room 104</em>) ajuda a equilibrar estas quedas de qualidade presente na história, pois a cineasta consegue ampliar os sentidos interpretativos do filme, criando um paralelo do que é mostrado nos enquadramentos com o que Lynsey e James querem mostrar um para outro de quem eles são e vivenciaram antes de se conhecerem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho da equipe de arte e da fotografia também ajudam nesta ampliação de transcrição dos significados, porém há certo exagero em alguns signos, como a cor azul, que aparece exageradamente nas roupas e ao redor de Lynsey, reforçando uma melancolia presente nela e essa saudade que ela possui do seu trabalho anterior, que já é intensa em toda a projeção: nos diálogos, nos planos, nas músicas e na arte. Mas, dentro de alguns exageros, <em><strong>Passagem</strong> </em>consegue emocionar e prender a atenção na maior de sua duração.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Lili Neugebauer</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Jennifer Lawrence, Brian Tyree Henry, Jayne Houdyshell</span></p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/9nnvSJupn2E" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Trem-Bala</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Aug 2022 23:03:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um estilo de filme que anda meio escasso ultimamente é aquela ação despretensiosa, com tom intenso de comédia e várias cenas violentas, que não integre uma franquia (aliás, estou exausta de franquias). Trem-Bala se enquadra justamente nesta categoria, chegando aos cinemas com o intuito único de entreter o seu espectador. E assim o faz, plenamente. Ladybug (Brad Pitt, Era uma Vez em&#8230; Hollywood) é um assassino de aluguel super azarado que acaba caindo em uma missão de entrega de pacote [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um estilo de filme que anda meio escasso ultimamente é aquela ação despretensiosa, com tom intenso de comédia e várias cenas violentas, que não integre uma franquia (aliás, estou exausta de franquias). <strong><em>Trem-Bala</em></strong> se enquadra justamente nesta categoria, chegando aos cinemas com o intuito único de entreter o seu espectador. E assim o faz, plenamente.</p>
<p>Ladybug (Brad Pitt, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/"><em>Era uma Vez em&#8230; Hollywood</em></a>) é um assassino de aluguel super azarado que acaba caindo em uma missão de entrega de pacote somente porque o responsável teve uma infecção estomacal. Ele tem que entrar em um trem-bala, pegar uma mala e sair. Tão simples quanto parece, se não fossem várias pessoas envolvidas com a mala e seu dono, que acabam cruzando o caminho do protagonista.</p>
<p>Mesmo envolvendo muitos personagens, a trama é bem simples e explicada de maneira objetiva. Não há enrolação com o público, que vai percebendo de cara o caminho que aquela história vai tomar. Isso poderia ser um problema se se tratasse de um longa de qualquer outro gênero. Mas sendo o caso de uma ação cômica, é completamente bem aceito e até bem-vindo.</p>
<p>Um tanto inspirado no diretor Quentin Tarantino (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-8-odiados/"><em>Os Oito Odiados</em></a>) e todas a sua violência sanguinária, <strong><em>Trem-Bala</em></strong> é bem visual e não economiza na variedade de mortes. O roteiro diversifica bastante os estilos, excluindo a possibilidade de tédio do espectador. Além disso, é tudo muito bem ensaiado e focado nas câmeras, favorecendo muito a parte estética do filme como um todo.</p>
<p>Brad Pitt está em casa neste longa. Leve, familiarizado e bem à vontade, ele realiza todas as nuances de seu personagem sem o menor esforço. O cara atrapalhado que está tentando controlar a raiva e viver uma vida mais zen, mas ainda assim, reage com habilidade a todas as tentativas de agressão que lhes são direcionadas. Junto a ele, Aaron Taylor-Johnson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tenet/"><em>Tenet</em></a>) e Brian Tyree Henry (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-eternos/"><em>Eternos</em></a>) formam a divertida dupla Limão e Tangerina, que também está em missão no trem.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15753" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/brian_tyree_henry_e_aaron_taylor-johnson_em_trem-bala_foto_divulgacao.jpg" alt="Trem-Bala" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/brian_tyree_henry_e_aaron_taylor-johnson_em_trem-bala_foto_divulgacao.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/brian_tyree_henry_e_aaron_taylor-johnson_em_trem-bala_foto_divulgacao-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/brian_tyree_henry_e_aaron_taylor-johnson_em_trem-bala_foto_divulgacao-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/brian_tyree_henry_e_aaron_taylor-johnson_em_trem-bala_foto_divulgacao-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>De Joey King (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-barraca-do-beijo-2-netflix/"><em>A Barraca do Beijo</em></a>) posso dizer que a cada produção que passa, ela mostra ainda mais o seu potencial como atriz. King consegue se libertar de seus personagens anteriores e mostrar novas e interessantes facetas. Isso é uma característica rara de se encontrar, até mesmo em excelentes atores. Aqui em <strong><em>Trem-Bala</em></strong>, ela está irônica e um tanto psicopata, mas dentro do arquétipo de uma garotinha fofa indefesa.</p>
<p>A medida que a trama evolui, Ladybug vai ficando cada vez mais chateado com as intercorrências no trem e a dificuldade que ele tem de sair do mesmo. Mortes começam a acontecer, as histórias começam a se cruzar e ele pensa a todo momento que só queria estar em casa meditando. Ninguém ali é santo, mas o protagonista é, definitivamente, alguém tão empático que nos faz esquecer o que ele faz para viver.</p>
<p>O filme vai numa escalada interessante de violência. Começa de maneira mais branda e vai tomando corpo com o passar das cenas e a inserção de novos personagens. O ápice do longa é, também, o momento de maior agressividade e sangue. Aliás, o roteiro convoca o espectador o tempo inteiro a ignorar o compromisso com a realidade e isso é perfeitamente simples de se fazer, já que o enredo consegue dosar isso muito bem.</p>
<p><em><strong>Trem-Bala</strong></em> tem excesso de carisma por parte de todo o elenco, que nos oferece ótimas atuações em uma história divertida de se acompanhar. Para além disso, é recheado de momentos incríveis, cenas positivamente chocantes e aparições mais do que especiais. Definitivamente é um grande acerto de 2022, que vale a pena ser conferido!</p>
<p><strong>Direção:</strong> David Leitch</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Brad Pitt, Joey King, Aaron Taylor-Johnson, Brian Tyree Henry, Andrew Koji, Hiroyuki Sanada, Michael Shannon, Bad Bunny, Logan Lerman, Sandra Bullock, Ryan Reynolds</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/HQpEMjKWDg4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Eternos</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-eternos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Nov 2021 23:07:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Estreia nesta quinta-feira, 4 de novembro, o super aguardado longa Eternos, que marca a nova fase da Marvel. Introduzindo novos super-heróis, este filme acontece após os eventos de Vingadores: Ultimato, quando o estalo de Thanos foi revertido. Com direção da queridinha do momento Chloé Zhao (Nomadland), este primeiro episódio de uma nova trajetória corresponde a boa parte das expectativas do público. Os Eternos fazem parte de uma raça de super-humanos criados pelos seres Celestiais e que possuem diversos poderes. Eles [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estreia nesta quinta-feira, 4 de novembro, o super aguardado longa <em><strong>Eternos</strong></em>, que marca a nova fase da Marvel. Introduzindo novos super-heróis, este filme acontece após os eventos de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato</em></a>, quando o estalo de Thanos foi revertido. Com direção da queridinha do momento Chloé Zhao (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nomadland/"><em>Nomadland</em></a>), este primeiro episódio de uma nova trajetória corresponde a boa parte das expectativas do público.</p>
<p>Os Eternos fazem parte de uma raça de super-humanos criados pelos seres Celestiais e que possuem diversos poderes. Eles habitam a Terra há milhares de anos e estão aqui para nos defender dos Deviantes, inimigos mortais dos Eternos e que colocam a nossa espécie em risco.</p>
<p>Anos após controlarem a situação, os Eternos – grupo principal composto por 10 heróis – vivem em meio à sociedade comum, sempre atentos à possibilidade de precisarem se reunir novamente para enfrentar os deviantes. Isso acontece justamente em Londres, quando um deles surge próximo à Sersi (Gemma Chan, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-capita-marvel/"><em>Capitã Marvel</em></a>). Ela então o enfrenta e vai em busca dos seus parceiros de outrora, a fim de tentar resolver o problema antes que ele fique ainda pior.</p>
<p>A introdução de um novo universo de super-heróis exige que o primeiro filme seja mais voltado a apresentar os personagens, mesmo que o arco narrativo traga problemas a serem resolvidos. Chloé consegue fazer isso de maneira muito equilibrada, permitindo que o espectador crie empatia com a relação dos heróis, ao mesmo tempo em que uma motivação é dada para que eles entrem em confronto.</p>
<p>O estilo um pouco menos explosivo da diretora é bem-vindo, especialmente por se tratar de uma nova fase da Marvel. Ela consegue inserir humor, drama e ação em doses pontuadas, sem deixar de lado a energia de super-herói que paira constantemente em todas as cenas. É claro que isso pode conferir um ritmo mais lento, especialmente no começo, quando a problemática ainda está sendo criada.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14710" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/post_8232.png" alt="Eternos" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/post_8232.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/post_8232-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/post_8232-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/post_8232-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda que Zhao tenha o cuidado de apresentar todos os personagens, falha ao não aprofundar suas personalidades e motivações. Senti falta de mais tempo com Makkari (Lauren Ridloff, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/video-critica-o-som-do-silencio-2020/"><em>O Som do Silêncio</em></a>), por exemplo, que é muito interessante e pouco explorada. Isso soa um pouco contraditório para um filme de 2h40 de duração, mas é que o roteiro opta por focar na linha do tempo dos acontecimentos, num vai e vem constante e um tanto cansativo.</p>
<p>Em termos de proximidade com o universo anterior da Marvel e seus Vingadores, <em><strong>Eternos </strong></em>faz uma boa conexão mas consegue caminhar sozinho, o que é muito importante. Os eventos são pontuados, mas não são utilizados como âncora para as tramas que são criadas aqui. Desta forma, o espectador cria vínculos mais fortes com estes novos personagens, numa empatia que nos faz torcer rapidamente por eles.</p>
<p>Personagens estes que são sabiamente interpretados por um elenco de peso e cuidadosamente escolhido. Além da qualidade técnica, temos o cuidado da representatividade em colocar latinos, negros, asiáticos, surdos, em papéis de relevância. Só lamentamos não ter tanto tempo de tela com eles, já que são muitos personagens introduzidos de vez.</p>
<p><em><strong>Eternos </strong></em>foge do padrão Marvel de criação de filmes, trazendo um roteiro mais complexo, intenso e diferenciado. Talvez por isso as opiniões estejam tão divididas entre críticos e fãs. O filme é muito visual e apresenta uma fotografia impressionante, marca de Zhao e que acrescenta muito à trama. Por outro lado, aquela fórmula que estamos acostumados é deixada de lado e isso certamente vai causar estranheza.</p>
<p>Qualquer que seja a opinião final do espectador, é inegável que <em><strong>Eternos </strong></em>é um longa épico e artístico que dá margem para muitas promessas e coisas bacanas que virão à seguir. Um ótimo resultado para uma expectativa tão grande.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Chloé Zhao</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Gemma Chan, Richard Madden, Salma Hayek, Angelina Jolie, Barry Keoghan, Kumail Nanjiani, Brian Tyree Henry, Dong-seok Ma, Lauren Ridloff, Harry Stiles, Kit Harington, Lia McHugh</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/lRrSFvZUgGw" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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