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	<title>Arquivos Bill Skarsgard - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Bill Skarsgard - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Nosferatu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jan 2025 19:32:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nosferatu é o tipo de material que imediatamente pensamos ser destinado a um diretor como Robert Eggers. O remake do clássico de 1922 de F. W. Murnau inspirado em Drácula de Bram Stoker e principal expoente do expressionismo alemão no cinema é um dos filmes seminais do gênero horror ao qual Eggers tem dedicado boa parte da sua carreira com títulos como A Bruxa e O Farol. Os filmes de Eggers são eficientes no uso das marcas do terror, ao mesmo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Nosferatu </strong></em>é o tipo de material que imediatamente pensamos ser destinado a um diretor como Robert Eggers. O remake do clássico de 1922 de F. W. Murnau inspirado em <em>Drácula de Bram Stoker</em> e principal expoente do expressionismo alemão no cinema é um dos filmes seminais do gênero horror ao qual Eggers tem dedicado boa parte da sua carreira com títulos como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-bruxa/"><em>A Bruxa</em></a> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-farol/"><em>O Farol</em></a>. Os filmes de Eggers são eficientes no uso das marcas do terror, ao mesmo tempo que revelam uma sofisticação estética elevando um gênero que costuma receber o desdém de parte do público a um outro patamar. Portanto, uma revisita a <em><strong>Nosferatu </strong></em>por Robert Eggers faz todo sentido.</p>
<p>O longa segue em sua trama os mesmos passos do filme original. Na Alemanha do início do século XIX, Thomas Hutter é um corretor de imóveis recém-casado com a jovem Ellen. Hutter está cheio de planos para sua nova vida, sendo contratado por um excêntrico cliente chamado conde Orlock. A ideia é que Hutter ajude Orlock em sua mudança para a Alemanha. No entanto, há um plano secreto e maligno do conde: ele pretende espalhar o horror em Bremen e conquistar a esposa de Hutter.</p>
<p>Como O Homem do Norte, a última incursão de Eggers nos cinemas, <em><strong>Nosferatu </strong></em>parece um filme propenso a conquistar plateias maiores do que A Bruxa e O Farol, longas que possuiam um approach mais estilizado para o gênero horror. Ainda que fosse interessante ver Eggers realizar um Nosferatu mais arthouse, é impossível não reconhecer os méritos do cineasta em seu remake, um longa narrativamente engajante e que sabe utilizar a abordagem de um terror clássico sem pasteurizar a obra.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19081" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-4.png" alt="Nosferatu" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-4.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-4-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-4-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Em <em><strong>Nosferatu </strong></em>, Eggers garante uma atmosfera de  horror irreversível e de crescente imprevisibilidade pelo destino dos personagens. Aqui, Eggers conduz a sua trama em uma escalada trágica de mundo colapsado e em estado de putrefação conforme a cidade de Bremen e os personagens principais sucumbem à praga de Orlock materializada por uma infestação de ratos.</p>
<p>Eggers tem um ótimo alinhamento com seu elenco principal. O primeiro colaborador do diretor que merece destaque é Bill Skarsgard. Como o conde Orlock, Skarsgard tem uma presença dominante ainda que sua aparência como o personagem só seja vista de fato na última cena do filme. A interpretação do ator, sob quilos de maquiagem como em It: A Coisa, torna Orlock uma ameaça nos mínimos detalhes: a voz gutural, os gestos cadavéricos e a força descomunal. Skarsgard desaparece como Orlock e traz para o filme o senso de imprevisibilidade e os calafrios que ele precisa.</p>
<p>Entre os personagens humanos, Lily-Rose Depp tem uma performance reveladora como Ellen Hutter. Em muitas cenas, em razão de segundos, vemos Depp utilizar um arsenal infindável de recursos com uma fluidez impressionante. Em um momento, vemos em Ellen uma jovem frágil apavorada pelo seu destino. Em razão de segundos, somos tomados de surpresa por uma possessão da personagem pelo conde Orlock, um episódio que demanda uma fisicalidade impressionante de Depp e ela responde a isso de forma excepcional. Nicholas Hoult também tem uma ótima interpretação como Thomas Hutter, o corretor marido de Ellen. No primeiro ato do longa, Hoult tem seu momento de scream king ao viver situações apavorantes como prisioneiro no castelo de Orlock.</p>
<p><em><strong>Nosferatu </strong></em>não é um retorno de Robert Eggers àquele cinema de orçamento modesto, mas segue o propósito da sua cinematografia de grande ambição artística. Com um ótimo elenco e um trabalho de ambientação impecável, Eggers dá forma ao horror na tela. Em <em><strong>Nosferatu</strong></em>, o diretor faz num terror mirando a narrativa clássica com muita personalidade e atenção a detalhes que fazem a diferença em uma boa história sobre vampiros, sendo mais um ótimo exemplar na sua carreira.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Robert Eggers</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Lily-Rose Depp, Nicholas Hoult, Bill Skarsgård, Aaron Taylor-Johnson, Willem Dafoe, Emma Corrin</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/moIrYMjS0nI?si=jJoH0c8_neP9ir1Y" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Corvo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Aug 2024 20:33:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Lançado em 1994, O Corvo é daqueles filmes que infelizmente é mais lembrado pela trágica história dos seus bastidores do que pelas qualidades da obra. Não é para menos, próximo do final das filmagens do longa de Alex Proyas, o ator Brandon Lee foi atingido por uma arma nos sets, vindo a falecer logo em seguida, motivo pelo qual não acompanhou a boa repercussão do projeto quando estreou nas salas de cinema de todo o mundo. Toda a mítica em [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Lançado em 1994, <strong><em>O Corvo</em></strong> é daqueles filmes que infelizmente é mais lembrado pela trágica história dos seus bastidores do que pelas qualidades da obra. Não é para menos, próximo do final das filmagens do longa de Alex Proyas, o ator Brandon Lee foi atingido por uma arma nos sets, vindo a falecer logo em seguida, motivo pelo qual não acompanhou a boa repercussão do projeto quando estreou nas salas de cinema de todo o mundo.</p>
<p>Toda a mítica em torno do filme de 1994 costuma ser mais forte do que outras informações igualmente relevantes sobre o projeto. <strong><em>O Corvo</em></strong> era uma adaptação de uma série de HQ de terror gótico dos anos 1980 de autoria de James O&#8217;Barr e contava a história de Eric Draven. O personagem e sua namorada são brutalmente assassinados por um grupo criminoso. Eric consegue retornar dos mortos e resolve se vingar de todos aqueles que destruíram sua felicidade.</p>
<p>Agora pelas mãos do britânico Rupert Sanders (<em>Branca de Neve e o Caçador</em>), um diretor bem menos interessante que Alex Proyas (do filme de 1994), <strong><em>O Corvo</em></strong> ganha nova vida com Bill Skarsgaard (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-it-a-coisa/"><em>It: A Coisa</em></a>) interpretando o protagonista melancólico outrora vivido por Brandon Lee. O resultado não chega a ser catastrófico como anunciado por muitos, mas é completamente apático.</p>
<p><strong><em>O Corvo</em></strong> de 2024 é um filme que se arrasta em busca de algum tipo de carisma que consiga sustentar o interesse do público pela história que é contada na tela. Sanders, que lidou de forma correta com um universo fantástico em Branca de Neve e o Caçador, confere uma estética excessivamente sóbria e realista para um longa que flerta bastante com o sobrenatural. As passagens de Eric na realidade paralela que lhe confere poderes sobre-humanos é criada com total falta de imaginação pela equipe de design de produção desta versão de <strong><em>O Corvo</em></strong>.</p>
<p>Os sinais da condução protocolar do projeto também estão no tratamento morno que Sanders confere a seus personagens. Heróis e vilões são construídos sem o menor traço de humor ou humanidade, parecem corpos que simplesmente perambulam e existem naquele universo para sua própria infelicidade (e do espectador também). O casal protagonista interpretado por Bill Skarsgaard e por FKA Twigs tem um romance que não inspira torcida, o que é grave, já que, na essência, <strong><em>O Corvo</em></strong> é um romance trágico e seria fundamental que o filme inspirasse algum tipo de engajamento do público na jornada de vingança de Eric Draven. Além disso, o vilão interpretado por Danny Huston (escalação bastante óbvia, por sinal) também apresenta o mesmo tom burocrático dos heróis da história, não inspirando qualquer tipo de sentimento no espectador, como raiva ou temor.</p>
<p>A sensação que <strong><em>O Corvo</em></strong> de 2024 passa é a de ser um projeto sem &#8220;alma&#8221;, que existe apenas porque o estúdio achou que fosse uma boa ideia explorar um projeto que possui algum tipo de valor afetivo para o público. Dirigida no automático por um diretor que não exibe a menor energia em cada movimento da sua história, a sensação que causa é de completa indiferença. <strong><em>O Corvo</em></strong> é um longa que nunca parece mover esforços para conquistar a plateia, apenas existe.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Rupert Sanders</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Bill Skarsgård, FKA Twigs, Danny Huston</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/jcwnwaN6k9U?si=vnQHuxbeqt2cZBvE" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Contra o Mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Apr 2024 11:30:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O cinema de ação é um gênero que movimenta milhões de dólares anualmente e tem se mostrado cada vez mais aberto para histórias diferentes. Interseções de estilos em produções, como o cinema de Quentin Tarantino (Os Oito Odiados, de 2016, e de Era Uma Vez… Hollywood, de 2019) que combina os elementos básicos da ação com um cinema de drama ou  cômico, tem crescido e se tornado cada vez mais presentes. Esse não é o caso de Contra o Mundo. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O cinema de ação é um gênero que movimenta milhões de dólares anualmente e tem se mostrado cada vez mais aberto para histórias diferentes. Interseções de estilos em produções, como o cinema de Quentin Tarantino (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-8-odiados/"><i><span style="font-weight: 400;">Os Oito Odiados</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2016, e de </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/"><i><span style="font-weight: 400;">Era Uma Vez… Hollywood</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2019) que combina os elementos básicos da ação com um cinema de drama ou  cômico, tem crescido e se tornado cada vez mais presentes. Esse não é o caso de </span><b><i>Contra o Mundo</i></b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O novo filme estrelado por Bill Skarsgård (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-john-wick-4-baba-yaga/"><i><span style="font-weight: 400;">John Wick 4: Baba Yaga</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2023) coloca os clichês mais básicos de um longa-metragem do gênero e o replica, tanto na estética, como em seu roteiro. Aqui o público vai vislumbrar uma história de vingança como tantas outras já conhecidas desse tipo de cinema &#8211; os últimos filmes do Liam Neeson (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vinganca-a-sangue-frio/"><i><span style="font-weight: 400;">Vingança a Sangue Frio</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2019, e </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-chamada/"><i><span style="font-weight: 400;">A Chamada</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2023) que o digam. O ponto alto de </span><b><i>Contra o Mundo</i></b><span style="font-weight: 400;">, no entanto, é a sua capacidade de pirar dentro desse universo tão básico.5</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa, dirigido por Moritz Mohr, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (25) para competir por essa vaga do entretenimento de ação que tanto rende em bilheteria. Sem muitos critérios e camadas, o objetivo de </span><b><i>Contra o Mundo</i></b><span style="font-weight: 400;"> é puramente divertir através de números de ação milimetricamente calculados. O elenco estelar também ajuda a chamar o espectador. Além de Bill, a produção ainda conta com nomes como Jessica Rothe (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-morte-te-da-parabens-2/"><i><span style="font-weight: 400;">A Morte Te Dá Parabéns 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2019), Michelle Dockery (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-downton-abbey-2-uma-nova-era/"><i><span style="font-weight: 400;">Downton Abbey 2 – Uma Nova Era</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2022), Famke Janssen (</span><i><span style="font-weight: 400;">Busca Implacável 3</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2014), Sharlto Copley (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-malevola/"><i><span style="font-weight: 400;">Malévola</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2014), Brett Gelman (</span><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i><span style="font-weight: 400;">, desde 2017), Isaiah Mustafa (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-it-capitulo-2/"><i><span style="font-weight: 400;">It – Capítulo 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2019) e Andrew Koji (</span><i><span style="font-weight: 400;">G.I. Joe Origens: Snake Eyes</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2021).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><b><i>Contra o Mundo</i></b><span style="font-weight: 400;">, o Garoto (Skarsgård) perdeu sua família em um violento ano de Abate e foi torturado, ficando mudo e surdo. Depois de anos de treino, ele se sente preparado para vingar a morte de sua família que foi executada pelas mãos da totalitária dinastia van der Koy, comandada por Hilda (Janssen) e seus irmãos, Melanie (Dockery) e Gideon (Gelman). O problema é que essa aventura vai ser ainda mais sangrenta, dolorosa e confusa do que o Garoto esperava.</span></p>
<figure id="attachment_18006" aria-describedby="caption-attachment-18006" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-18006" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Contra-o-Mundo-2-750x500.jpg" alt="Contra o Mundo (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Contra-o-Mundo-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Contra-o-Mundo-2-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Contra-o-Mundo-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Contra-o-Mundo-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Contra-o-Mundo-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Contra-o-Mundo-2-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Contra-o-Mundo-2.jpg 1893w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-18006" class="wp-caption-text">Jessica Rothe em cena de &#8216;Contra o Mundo&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O que a produção peca em inovação e inventividade narrativa, ela investe em cenas de ação maravilhosamente coreografadas, um humor insano e em sangue (muito sangue). </span><b><i>Contra o Mundo</i></b><span style="font-weight: 400;"> é uma espécie de </span><i><span style="font-weight: 400;">shake</span></i><span style="font-weight: 400;"> matinal de ação. É como se os roteiristas Tyler Burton Smith e Arend Remmers tivessem colocado no liquidificador uma mistura da violência gráfica e das referências a </span><i><span style="font-weight: 400;">videogames</span></i><span style="font-weight: 400;"> como </span><i><span style="font-weight: 400;">Mortal Kombat</span></i><span style="font-weight: 400;">, a ideia distópica e exagerada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sucker Punch &#8211; Mundo Surreal (2011)</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; só que bem executada -, a sanguinolência e o cinema do absurdo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Kill Bill (2003-04)</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; e vários outros filmes do Quentin -, a lógica foucaultiana da punição televisionada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Vorazes (2012-2023)</span></i><span style="font-weight: 400;"> e a ação cômica, hiperbólica e visual de projetos recentes como </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-trem-bala/"><i><span style="font-weight: 400;">Trem-Bala (2022)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a franquia </span><i><span style="font-weight: 400;">John Wick (2014-)</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse caldeirão é o resultado que chega ao público e é garantia de diversão. Talvez essa seja a palavra que melhor define a sensação gerada por </span><b><i>Contra o Mundo</i></b><span style="font-weight: 400;">. A experiência é insana, exagerada e repleta de excessos, mas, para quem se entrega à loucura, o divertimento é garantido. Nesse contexto, a ação, a pancadaria e os litros de sangue fazem valer as quase 2h de entretenimento, ainda que não tenha muita criatividade e inovação narrativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O elenco, por sua vez, tem poucos momentos para brilhar. Ainda que seja divertido e alguns atores consigam tirar bom proveito disso, o resultado para o público é limitado nesse sentido. A própria estrela da trama não tem muito o que fazer além de caretas e olhares &#8211; ainda que o faço bem. Talvez um destaque vá para as performances de Michelle Dockery, Brett Gelman e Sharlto Copley em </span><b><i>Contra o Mundo</i></b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p>O trio faz parte da dinastia que comanda a população com o suposto &#8216;punho de ferro&#8217;, mas os três trazem para a trama um <em>timing</em> cômico sem igual. Sharlto, apesar de ter uma participação menor, consegue marcar o público com seu personagem completamente exagerado. Michelle e Brett, por sua vez, acompanham o espectador até os momentos finais do longa e conseguem criar momentos hilários com seus desmandos e chiliques. Afinal, nada melhor do que uma família totalitária que age como um bando de crianças mimadas para tirar boas risadas do público. Mesmo com um roteiro pouco inventivo, é impossível dizer que <strong><em>Contra o Mundo</em></strong> não tem bons momentos de humor ácido e escrachado com um desses personagens.</p>
<p>Dessa forma, a produção vem para ser um momento de diversão para o espectador. É um filme exageradamente violento e insano, o que faz com que os absurdos e delírios mostrados em cena se tornem dignos de riso. A ação é bem coordena e cria uma adrenalina para os acontecimentos, mesmo que esses sejam previsíveis. Assim, <strong><em>Contra o Mundo</em></strong> é para aqueles que queiram espairecer a mente e <span style="font-weight: 400;">dar altas risada, para isso, basta mergulhar de cabeça na loucura do filme.</span></p>
<p><strong>Direção:</strong> Moritz Mohr</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Bill Skarsgård, Jessica Rothe, Michelle Dockery, Famke Janssen, Sharlto Copley, Brett Gelman, Isaiah Mustafa e Andrew Koji</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe width="750" height="500" src="https://www.youtube.com/embed/XS6nz7ziasE?si=jSBKY5xr8EMy0MB5" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Especial: Pontos Altos e Baixo de John Wick 4: Baba Yaga</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Mar 2023 15:11:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[Bill Skarsgard]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A saga de John Wick (Keanu Reeves) chega ao seu quarto capítulo com John Wick 4: Baba Yaga, trazendo um desfecho para uma trajetória sanguinolenta de um protagonista que se tornou icônico. Como tudo começou? Com um cachorro assassinado e um homem em luta, com sede de vingança. Todavia, a partir deste ato inicial de revanche por seu pet, uma grande bola de neve que foi se criando ao redor de John, que já não tinha mais lugar para onde [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A saga de John Wick (Keanu Reeves) chega ao seu quarto capítulo com<em> <strong><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-john-wick-4-baba-yaga/">John Wick 4: Baba Yag</a>a</strong></em>, trazendo um desfecho para uma trajetória sanguinolenta de um protagonista que se tornou icônico. Como tudo começou? Com um cachorro assassinado e um homem em luta, com sede de vingança. Todavia, a partir deste ato inicial de revanche por seu pet, uma grande bola de neve que foi se criando ao redor de John, que já não tinha mais lugar para onde ir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um colapso total e sendo perseguido globalmente, não havia saída alguma para John a não ser tentar encerrar de vez estas lutas intermináveis. Para tal intento, ele se envolve em&#8230;er&#8230;mais lutas! Entre absurdos de explosões, combates e o corpo de um homem quase indestrutível, o novo longa-metragem da franquia tenta impactar, mas não consegue manter a qualidade dos filmes anteriores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, a produção garante bons momentos e elementos positivos dentro deste universo inconsequente de <em>John Wick</em>. A questão da verossimilhança já foi abandonada há muito tempo pela obra. Por isso, o espectador não pode aguardar encontrar alguma lógica sensata durante a sessão. A dinâmica aqui é muito singular, uma dinâmica “Wickiana”, que convoca um Keanu Reeves quase semi-deus, algo que o ator já é acostumado em fazer, inclusive. </span><span style="font-weight: 400;">Mas, é neste jogo de acertos e erros que o <strong>Coisa de Cinéfilo</strong> traz uma lista com os pontos altos e baixos de <strong><em>John Wick 4: Baba Yaga</em></strong>. </span></p>
<p><strong>Confira!</strong></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16561" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/2883339.jpg" alt="John Wick 4: Baba Yaga" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/2883339.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/2883339-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/2883339-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/2883339-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h4 style="text-align: center;"><strong>Pontos Altos</strong></h4>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção das sequências de ação:</strong> A maior parte da duração do quarto capítulo de <em>John Wick</em> contém sequências extensas de lutas. Este fator poderia criar uma atmosfera enfadonha e repetitiva, mas é na direção de Chad Stahelsk (</span><i><span style="font-weight: 400;">De Volta ao Jogo</span></i><span style="font-weight: 400;">) e na edição de Nathan Orloff que esta junção de cenas se torna uma experiência divertida. Através da mise-en-scène, dos cortes e planos bem elaborados, é possível acompanhar detalhes dos embates, que mesclam tensão e comicidade. Em termos de decupagem, um momento de destaque é a batalha no hotel de Shimazu (Hiroyuki Sanada), principalmente no embate de John e Caine (Donnie Yen). Entre luzes, tiros e corpos arremessados, a suspensão é progressiva, mas ainda dá tempo de realizar um desenvolvimento das duas personagens, mostrando a dinâmica da relação dos dois amigos que, agora, precisam tentar matar um ao outro.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>A relação entre mitificação e desmistificação do protagonista:</strong> John Wick é quase um semideus nesta franquia. Entre tiros, quedas de 220 degraus e muita porrada, há um estabelecimento de Wick como uma figura de herói (ou anti-herói), com direito até a um terno, que parece realmente um traje de super-herói. Neste quarto capítulo, o que acontece com o corpo de John é sobre-humano, como na sequência do Arco do Triunfo, na qual ele é atropelado por diversos carros ou quando ele cai do terceiro andar, em cima de uma van. Ao mesmo tempo, existe uma consciência da mortalidade da personagem e os riscos que assumidos por ele. A forma como a sobrevivência de John Wick não é garantida é um dos pontos altos da produção porque, caso este elemento não existisse, não seria possível construir tensão alguma e os espectadores teriam certeza de que Wick é indestrutível. Criar este paralelo, ainda que através de um protagonista implacável, é uma missão dura, mas bem realizada neste quarto filme.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>A utilização da geografia das cidades:</strong> A forma como o roteiro faz uma conexão entre a trajetória física e os conflitos vivenciados por John Wick é eficaz e amarrada. Existem diversos filmes de ação que inserem localidades múltiplas &#8211; como <em>Alerta Vermelho</em> ou <em>Eternos</em>, ambos de 2021. Todavia, a sensação que estas obras passam é de que a ida para vários países acontece apenas para impressionar, com grandes planos de estabelecimento e quadros de pontos turísticos. Em <em>John Wick 4</em> é bem verdade que isto acontece &#8211; inclusive, alguns <em>establishing shots</em> são exaustivos. No entanto, ao mesmo tempo que existe este desejo de aumentar a potência de grandiosidade da produção, aqui isto é feito também à serviço da narrativa. A maneira como Paris é explorada, por exemplo, fomenta a tensão com a trama, porque Wick precisa sair da Torre Eiffel e chegar na Sacré-Coeur vivo, fazendo com que cada espaço do caminho seja utilizado com eficácia. E tudo isso dentro da própria lógica cotidiana da cidade &#8211; mesmo que seja na parte turística da cidade. Então, por exemplo, o caos dos carros no Arco do Triunfo entra na ação e na pancadaria de Wick ou os 220 degraus para chegar até a Sacré-Coeur também. </span></li>
</ol>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16560" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4782908.jpg" alt="John Wick 4: Baba Yaga" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4782908.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4782908-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4782908-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4782908-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h4 style="text-align: center;"><strong>Pontos Baixos</strong></h4>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong><em>A presença mais escassa de Wick:</em></strong> Por algum motivo, o longa demora para trazer mais cenas de luta com John. Provavelmente, a maior parte da plateia sentará na sala de cinema para ver Keanu Reeves imbatível e quase imortal, na pele de John Wick. Todavia, o filme gasta tempo demais mostrando brigas sem Wick ou em relacionamentos que não vão fazer muita diferença para a trama no geral. Um exemplo é a relação de John com Shimazu e sua filha Akira (Rina Sawayama), que é abandonada no primeiro ato e gradativamente esquecida. Contudo, mesmo não sendo essencial para o enredo, o espectador acompanha, por uma duração considerável da sessão, sequências de luta de Shimazu e Akira  com outras pessoas. Incluindo, uma grande tensão que se estabelece entre Akira e Caine. Quando Wick inicia, de fato, os seus trabalhos, a obra já está em seu segundo ato. Desta maneira, já que o objetivo aqui é acompanhar pancadaria e tiros por quase 3 horas seguidas, que fossem todas elas com o tão amado Baba Yaga e não o contrário!</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>O trabalho de corpo dos atores:</strong> Apesar da produção contar com atores experientes, principalmente no que se referem aos filmes de ação (Keanu Reeves, Laurence Fishburne, Donnie Yen etc), alguns coadjuvantes e membros do elenco de apoio trazem uma composição exagerada, que foge da organicidade. Por esta razão, em diversas sequências de luta, principalmente as que ocorrem na primeira parte do longa, contam com intérpretes que parecem bonecos de um videogame &#8211; sabe quando alguém está montando um avatar para usar durante o jogo e esse avatar se move de uma maneira muito específica, enquanto as opções são trocadas? Com isso, estes corpos com movimentações artificiais acabam por interferir na fruição da obra como um todo, porque, ainda que esta seja uma produção completamente cheia de absurdos, existe o pacto com o espectador. Assim, é compreensível que Keanu Reeves vai ser arremessado de milhares de degraus e sobreviver, mas ele vai fazer isso com a corporeidade esperada. O maior equívoco de alguns artistas do longa é querer mostrar que estão performando uma luta. Quando um ator quer mostrar algo, ele irá alcançar um resultado totalmente reverso. Uma boa comparação para perceber a diferença desta construção física é entre Rina Sawayama e o próprio Reeves. O manuseio de Keanu das armas, como ele corre e usa o tônus do corpo à favor da personagem é orgâncio e crível dentro daquele contexto. Já Rina faz justamente o oposto.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Aproveitamento do plot e da personagem central:</strong> Entre sacadas de pistolas, socos e atropelamentos, falta para o roteiro olhar para o John Wick verdadeiramente. Ainda que esta seja uma produção voltada para a pancadaria, quase toda a construção da personalidade de Wick é deixada de lado. Ele é um homem cheio de contradições, desequilíbrios morais e impulsos. Mas, neste quarto capítulo são poucos os momentos em que o espectador se conecta com ele ou sabe quais são seus pensamentos e sentimentos. De uma maneira geral, John acaba se tornando um coadjuvante de sua própria história, uma figura principal e cheia de carisma, que é escanteada. E está é a razão principal para que <em><strong>John Wick 4: Baba Yaga</strong></em> desta franquia chegue tão morno e sem a qualidade dos anteriores.</li>
</ol>
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		<title>Crítica: John Wick 4: Baba Yaga</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Mar 2023 22:01:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>John Wick 4: Baba Yaga finalmente chega aos cinemas para dar um desfecho na sangrenta história de seu protagonista, que lá atrás jurou vingança por causa de seu cachorro assassinado. Brincadeiras de roteiro à parte, esta é uma franquia que eu gosto muito pois se propõe à ação simplesmente pela ação, sem querer criar histórias mirabolantes por trás. Ou, pelo menos, era como costumava ser. Desde o terceiro episódio (John Wick 3: Parabellum), lançado em 2019, que a qualidade não [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>John Wick 4: Baba Yaga</strong></em> finalmente chega aos cinemas para dar um desfecho na sangrenta história de seu protagonista, que lá atrás jurou vingança por causa de seu cachorro assassinado. Brincadeiras de roteiro à parte, esta é uma franquia que eu gosto muito pois se propõe à ação simplesmente pela ação, sem querer criar histórias mirabolantes por trás. Ou, pelo menos, era como costumava ser.</p>
<p>Desde o terceiro episódio (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-john-wick-3-parabellum/"><em>John Wick 3: Parabellum</em></a>), lançado em 2019, que a qualidade não é mais a mesma. Perderam completamente o propósito de ser apenas um assassino sofrido e cansado, querendo viver o luto de sua esposa. Quando começa a colocar estrangeiros de diferentes países querendo matar o mesmo cara, pode ter certeza que largaram a mão dos roteiristas.</p>
<p>No entanto, trata-se não apenas de John Wick (que eu adoro), como de Keanu Reeves (<em>Com Quem Será?</em>), um dos atores mais queridos dos cinemas, que particularmente sou fã há muito anos. Então, claro que estaria na maior expectativa, na primeira fila. Que pena que a recíproca não foi verdadeira. Definitivamente deveriam ter parado lá atrás, no segundo filme.</p>
<p>Em <em><strong>John Wick 4: Baba Yaga</strong></em>, o protagonista foge do High Table, depois de ter infringido suas regras, tornando ele um dos itens mais caros das listas de contratação dos assassinos, já que sua cabeça está valendo milhões. Enquanto ele resolve como agir diante disso, o famoso hotel Continental é fechado por ordem de um superior e explodido, deixando Winston (<em>Hellboy</em>) completamente desolado. O crime, claro, foi ter ajudado John Wick.</p>
<p>Quando os chefões da organização criminosa finalmente decidem exterminar Wick, colocando um preço altíssimo por sua cabeça, John precisa se unir aos amigos para conseguir garantir a sua saída desta vida e finalmente poder viver a sua reclusão. Mas é óbvio que isso não será simples.</p>
<p>O problema deste filme é que ele perdeu completamente o respeito por qualquer nível de veracidade nas informações. E entenda: eu adoro filme mentiroso. Mas tudo depende da forma como é feito e o limite que é dado. O roteiro aqui simplesmente coloca John como imortal, infligindo quedas bizarras em que ele bate a cabeça, enverga a coluna e sai andando. Ou quando ele é atropelado mais de 5 vezes na sequência, do corpo dar cambalhota, e ele também sai andando. Então, assim: faltou um limite absurdo neste sentido, o que acaba pesando para o espectador.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16555" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4708029.jpg" alt="John Wick 4: Baba Yaga" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4708029.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4708029-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4708029-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4708029-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Outro detalhe é que eles encheram o filme de lutas completamente sem sentido que não acrescentam em nada à trama. Para poupar Keanu, eles deram essa função para outros personagens. Mas, sinceramente, ninguém assiste a esse filme para ver outras pessoas lutando. O nosso objetivo ali é ver Wick matando 50 cabeças em uma única sequência. Quando isso começa a acontecer de fato, já é lá pra metade do filme e o espectador está um pouco cansado.</p>
<p>Ah, e as lutas, especialmente as iniciais, não foram das mais bem coreografadas. Temos umas tomadas de cenas em que claramente o figurante espera para receber um murro. Essa qualidade de filme e elenco não deveria combinar com esse tipo de atuação.</p>
<p>Mas enfim chegamos na parte em que Wick tem o seu momento e ele brilha! A sequência da luta final &#8211; que dura um bom tempo &#8211; é eletrizante, nos deixando na ponta da cadeira. É bem feita, divertida, cheia de violência (entendam que é para isso que o filme se propõe), momentos rápidos de comédia com Keanu 100% sério e uma finalização assertiva. Tomada de câmera, escolha de cenário, elenco. Tudo bem alinhado com o que de fato é o personagem.</p>
<p>A sensação que temos é que foi um filme com dois diretores e dois roteiristas, enquanto o primeiro que nos enfia goela abaixo uns personagens aleatórios e brigas mal feitas, enquanto o segundo é um grande conhecedor do protagonista.</p>
<p>Ah, um detalhe importante é que o vilão aqui é interpretado por ninguém menos que Bill Skarsgård (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-it-capitulo-2/"><em>It &#8211; Capítulo 2</em></a><em>),</em> o nosso querido palhaço It, o Pennywise. Definitivamente uma boa escolha da antagonista, já que o ator, calado e sem esboçar qualquer reação, já é super expressivo e com cara de psicopata. Então, casou perfeitamente com a situação.</p>
<p>Sendo assim, <em><strong>John Wick 4: Baba Yaga</strong> </em>é aquele tipo de filme que frustra os espectadores por um bom tempo, mas que finaliza de uma maneira correta, nos fazendo ter a falsa sensação de que o longa é melhor do que ele é, de fato. E precisamos aqui implorar uma coisa importante: parem de fazer filmes de ação com quase 3h de duração! Quase nenhum roteiro do gênero tem conseguido sustentar esse tempo e só faz cansar o espectador.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Chad Stahelski</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Keanu Reeves, Donnie Yen, Bill Skarsgård, Laurence Fishburne, Hiroyuki Sanada, Shamier Anderson, Lance Reddick, Rina Sawayama, Ian McShane</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Ijo1NPtwq3g" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Diabo de Cada Dia (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2020 15:45:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Diabo de Cada Dia foi lançado esta semana na Netflix e conta com grande elenco composto por Tom Holland (Vingadores: Guerra Infinita), Robert Pattinson (O Farol), Bill Skarsgård (It &#8211; Capítulo 2), Sebastian Stan (Vingadores: Ultimato) e Jason Clarke (Cemitério Maldito). O diretor Antonio Campos, da série The Sinner, nos apresenta uma história bem entrelaçada que fala sobre a relação da religiosidade e os eventos que podem acontecer na vida de uma pessoa, em função da fé. Em uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>O Diabo de Cada Dia</strong></em> foi lançado esta semana na <em>Netflix</em> e conta com grande elenco composto por Tom Holland (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-guerra-infinita/"><em>Vingadores: Guerra Infinita</em></a>), Robert Pattinson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-farol/"><em>O Farol</em></a>), Bill Skarsgård (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-it-capitulo-2/"><em>It &#8211; Capítulo 2</em></a>), Sebastian Stan (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato</em></a>) e Jason Clarke (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-cemiterio-maldito/"><em>Cemitério Maldito</em></a>). O diretor Antonio Campos, da série <em>The Sinner</em>, nos apresenta uma história bem entrelaçada que fala sobre a relação da religiosidade e os eventos que podem acontecer na vida de uma pessoa, em função da fé. Em uma construção gradativa e sem pressa, o filme vai ganhando o espectador, que fica cada vez mais interessado com os acontecimentos.</p>
<p>Willard (Bill Skarsgård) retorna da Segunda Guerra Mundial com traumas de combate e vai para sua cidade natal, um pequeno vilarejo nos EUA. Logo ele se apaixona e se casa com uma garçonete, se mudando com a família para uma casa distante da cidade. Seu filho Arvin, quando crescer, se tornará Tom Holland, o nosso protagonista aqui. Paralelo a eles, temos a constituição de um casal de psicopatas que age sem a menor dificuldade matando viajantes que pedem carona nas estradas, com um ar de sadismo e humilhação. O terceiro núcleo se completa com a mãe religiosa de Willard, que coloca a fé acima de tudo e está sempre na igreja.</p>
<p>Adaptado do livro homônimo do escritor Donald Ray Pollock, <em><strong>O Diabo de Cada Dia</strong></em> não tem pressa em construir o cenário em que os personagens estão inseridos e os episódios que levam eles a tomar determinadas decisões, mesmo que estranhas. Somos pincelados o tempo todo com as consequências diretas da fé ou da ausência dela. Como forma crítica, o filme quer nos mostrar muito mais o diabo nas ações (como já sugere o título) do que efetivamente pontuar a presença de Deus.</p>
<p>Ao começar a entrelaçar histórias que parecem distintas, o filme constrói os personagens em volta da aura de decepção e falha do divino. Funciona como pequenos capítulos de uma história que pretende se unir em algum momento &#8211; e de fato o faz. O atrativo, no entanto, acaba sendo muito mais o todo das narrativas aplicadas do que efetivamente pelo desfecho de cada uma, individualmente.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13168" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-diabo-de-cada-dia.jpg" alt="O Diabo de Cada Dia, Coisa de Cinéfilo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-diabo-de-cada-dia.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-diabo-de-cada-dia-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-diabo-de-cada-dia-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O elenco é o ponto alto e a causa de <em><strong>O Diabo de Cada Dia</strong></em>. Dando um aprofundamento ainda maior na personalidade dos personagens, cada um vai expressando todo o incômodo e consequências negativas que a religiosidade pode empregar. São papéis completamente diferentes do comum para Skarsgård, Holland e Pattinson, que acabam se tornando o cerne do roteiro. O que deixa à desejar é o aproveitamento efetivo de alguns atores, especialmente Bill e Robert. Eles deixam o longa rápido demais, sem a exploração adequada de seus personagens.</p>
<p>A medida que a trama evolui, vemos que o diabo é, de fato, a própria natureza do ser humano e sua capacidade de distorção dos eventos que o rodeia. Diferentes motivações levam as pessoas a agirem da maneira errada como agem, mas a exploração disso é rasa. Falta aprofundamento das nuances de interpretação e consequências espirituais e <em><strong>O Diabo de Cada Dia</strong> </em>acaba passando muito tempo em elementos que não são tão importantes assim. A finalização do filme deixa a desejar neste sentido, pois vai para um lugar comum e usual, ao invés de seguir o rumo mais observativo e monótono da trama.</p>
<p>Mesmo com alguns tropeços, o que vemos em <em><strong>O Diabo de Cada Dia</strong></em> é uma construção intrigante e bem feita da religiosidade utilizada na sua distorção. Uma ótima escolha para o fim de semana!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Antonio Campos<br />
<strong>Elenco:</strong> Tom Holland, Robert Pattinson, Haley Bennett, Bill Skarsgård, Sebastian Stan, Jason Clarke, Harry Melling, Mia Wasikowska, Riley Keough, Eliza Scanlen</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/MUS6nMMjLSk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: It &#8211; Capítulo 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Sep 2019 16:07:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A história do palhaço Pennywise chega ao segundo e último episódio com It &#8211; Capítulo 2, pelas mãos do diretor Andy Muschietti, o mesmo responsável pelo primeiro longa, It &#8211; A Coisa. A história se passa 27 anos depois que as crianças do Clube dos Otários destruíram a Coisa e fizeram um pacto perpétuo para sempre protegerem uns aos outros e a cidade, caso ele voltasse. Quase todos os integrantes do grupo saíram de Derry depois dos eventos fatídicos e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A história do palhaço Pennywise chega ao segundo e último episódio com <strong><em>It &#8211; Capítulo 2, </em></strong>pelas mãos do diretor Andy Muschietti, o mesmo responsável pelo primeiro longa, <em>It &#8211; A Coisa</em>. A história se passa 27 anos depois que as crianças do Clube dos Otários destruíram a Coisa e fizeram um pacto perpétuo para sempre protegerem uns aos outros e a cidade, caso ele voltasse.</p>
<p>Quase todos os integrantes do grupo saíram de Derry depois dos eventos fatídicos e seguiram sua vida em outras cidades. Isso permitiu que eles esquecessem a maior parte dos acontecimentos daquele período. Menos Mike (Isaiah Mustafa), que continuou morando no mesmo lugar e lembrando constantemente de tudo que passou.</p>
<p>No primeiro filme, o grupo de crianças funcionava perfeitamente bem. O elenco era muito equilibrado, com ótimas atuações de todos e características peculiares de cada personagem. Nos envolvemos individualmente com eles, o que poderia tornar difícil a tarefa do segundo filme de inserir novos atores para os mesmos personagens.</p>
<p>Um dos pontos altos de <strong><em>It &#8211; Capítulo 2</em></strong> é, definitivamente, o <em>casting</em>. Conseguiram escolher precisamente os atores que eram fisicamente mais parecidos com as crianças e que pudessem transmitir as mesmas sensações, com as características peculiares de cada um. E isso, por si só, já torna o filme bom, já que acertou no ponto principal.</p>
<p>James McAvoy (<em>Fragmentado</em>) e Jessica Chastain (<em>A Hora Mais Escura</em>) são nomes mais fortes do elenco e que conseguem vestir bem as personalidades de seus papéis, mesmo que eles acabem tendo um pouco menos de holofote do que poderiam. O destaque fica mesmo por conta de James Ransone (<em>A Rebelião</em>) e Bill Hader (série <em>Barry</em>), que são definitivamente o foco nas cenas em que aparecem. Não apenas a construção de personagem está bem feita, como a história que cruza os dois de maneira sutil e assertiva.</p>
<p>O roteiro acerta ainda em esmiuçar os personagens na individualidade, além do grupo como um todo. Cada um tem seu medo particular, seus traumas e marcas na vida que justifiquem seus comportamentos e decisões. Isso traz mais realidade para a história e fluidez para os atos.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11208" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/os-otarios-estao-mais-velhos-em-it-capitulo-2-1567516790225_v2_1920x1080-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/os-otarios-estao-mais-velhos-em-it-capitulo-2-1567516790225_v2_1920x1080.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/os-otarios-estao-mais-velhos-em-it-capitulo-2-1567516790225_v2_1920x1080-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/os-otarios-estao-mais-velhos-em-it-capitulo-2-1567516790225_v2_1920x1080-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Pontos polêmicos são tratados ao longo da trama, como a homofobia, o suicídio, o <em>bullying</em>, relacionamentos abusivos, etc. Falta um pouco de cuidado em alguns pontos, com excessivas piadas de gordo, uma relativa falta de tato com o suicídio ou o simples ignorar de um casamento abusivo. No entanto, ao tocar nestes assuntos, mesmo que não da melhor forma, as temáticas já propõe um debate necessário e um olhar do espectador para pontos constantemente deixados de lado.</p>
<p>O filme se demora demais em momentos desnecessários, alongando cenas que não têm tanta representatividade. Tudo isso rendeu um longa de quase 2h50, que poderia muito bem ter 30 minutos a menos de duração, sem nenhum prejuízo. Por mais que seja intercalado com cenas de susto e muito nojo, a experiência fica prejudicada e cansativa no meio da história.</p>
<p>Como filme de terror, um ponto muito importante é o susto e o medo que implica no espectador. Neste quesito, um ótimo acerto. Cenas nojentas e repugnantes, sustos em momentos certeiros e o medo que transpassa por toda a narrativa, fazem com que <em><strong>It &#8211; Capítulo 2</strong> </em>cumpra o seu objetivo principal de causar horror. Mesmo assim, ele contem pinceladas de riso e romance que funciona como um respiro necessário na narrativa.</p>
<p>O mote principal do longa é o medo e como ele pode aniquilar sonhos, transformar vidas e destinos. A finalização de filme é outro ponto alto. Eles conseguem fazer de maneira grandiosa e honesta, respeitando toda a trajetória que foi construída até ali e dando o devido desfecho aos personagens.</p>
<p>Com um pouco de excesso de nostalgia, o roteiro mescla os adultos com as crianças, unificando cada dupla e nutrindo um carinho entre as partes. Tanto quanto poderia se esperar. Mesmo que funcione muito bem, o sentimento de que o primeiro filme é melhor fica conosco o tempo todo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Andy Muschietti<br />
<strong>Elenco:</strong> Bill Skarsgård, James McAvoy, Jessica Chastain, Bill Hader, Jay Ryan, Isaiah Mustafa, James Ransone, Andy Bean, Jaeden Martell, Sophia Lillis, Wyatt Oleff, Jack Dylan Grazer, Finn Wolfhard, Chosen Jacobs, Jeremy Ray Taylor</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/9hTiR6qD3Ow" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: It &#8211; A Coisa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Sep 2017 22:01:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Andy Muschietti]]></category>
		<category><![CDATA[Bill Skarsgard]]></category>
		<category><![CDATA[It: A Coisa]]></category>
		<category><![CDATA[Stephen King]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Um sótão escuro durante a madrugada, pessoas disformes num antigo quadro do gabinete de casa, matérias de jornal relatando eventos reais macabros, uma figura paterna incontestavelmente repugnante, palhaços&#8230; Os medos de criança assumem diversas formas em <i>It: A Coisa </i>e é sobre a sua fonte de construção no real e consequente transporte para a fantasia infantil que a mais recente adaptação de uma das mais aclamadas obras literárias de Stephen King quer tratar. Quem aguarda a obra desde o lançamento do primeiro trailer pode ficar sossegado, o diretor Andy Muschietti fez um filme muito sólido que consegue compreender o espírito preciso do material que o originou e honrar com maturidade o propósito do seu próprio gênero de classificação. Esta história não é sobre sustos e criaturas apavorantes, ainda que elas façam parte de todo o espetáculo de horror que <i>It </i>proporciona, mas sobre o enfrentamento e a superação de traumas, fobias e culpas.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">No filme, o público acompanha a história de um grupo de crianças que vive numa cidade com um histórico recente de desaparecimentos. Denominado de &#8220;clube dos otários&#8221;, as crianças começam a ser atormentadas por uma série de aparições associadas à imagem de um palhaço chamado Pennywise. As crianças descobrem que tudo faz parte de uma antiga maldição e que precisam quebrar um ciclo de tragédias que toma conta do local a cada 27 anos para poderem viver em paz e evitar que outras pessoas se tornem vítima dessas aparições.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>It: A Coisa </i>tem uma qualidade inconteste das melhores histórias de terror já criadas na telona, consegue compreender que antes da exposição gráfica de horrores fantásticos, corpos dilacerados e toda sorte de escatologia é importante construir seus personagens e fortalecer suas relações de maneira que toda essa &#8220;costura&#8221; seja capaz de gerar empatia na plateia, que não apenas torce pelo êxito dos seus protagonistas, como também consegue se relacionar com seus principais dilemas. Na adaptação de Andy Muschietti isso está presente na maneira como o roteiro de Cary Fukunaga, Chase Palmer e Gary Dauberman consegue contemplar cada uma das crianças que fazem parte do &#8220;clube dos otários&#8221;, estabelecendo ainda uma dinâmica espontânea e fluida quando aparecem em cena e interagem.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8184" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/09/it-movie-pennywise-losers.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O trio de roteiristas é certeiro quando dimensiona a origem dos principais dramas desses personagens, como Bill, atormentado pela culpa de ter contribuído com o desaparecimento do irmão mais novo, ou Beverly, que, prestes a se tornar adolescente, passa a ser alvo do preconceito de toda uma sociedade machista. Nesse sentido, não só o roteiro, mas a própria direção de Muschietti é hábil ao construir uma atmosfera ameaçadora tanto nas sequências em que a &#8220;coisa&#8221; surge em cena materializada na figura de Pennywise e toda sorte de fontes do horror, como também na ambiência do real, basta notar, por exemplo, como a casa de Beverly e os planos nos quais aparecem seu pai, sempre envolto por sombras, trazem uma sensação de temor e angústia, ou seja, tanto o esgoto que abriga o palhaço, quanto ambientes que supostamente deveriam oferecer proteção são espaços completamente apavorantes deixando os garotos vulneráveis à própria sorte. Isso está presente de maneira reiterada, afinal todas as crianças do grupo de alguma forma estão acuadas em suas próprias vidas, até mesmo os valentões da escola.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O filme quer abordar problemas típicos da faixa etária de suas personagens, como o <i>bullying</i>, e alguns dilemas da transição para a adolescência, além de mostrar como é extremamente difícil exercitar a infância diante de um contexto tão hostil, seja na escola quanto em casa, ambientes que muitas vezes coibem a imaginação e introduzem sem cerimônias a dura realidade da vida adulta. Ainda assim, é um filme que sublinha a importância de se preservar valores e sentimentos que parecem fluir espontânea e desinteressadamente nessa fase de nossas vidas. Portanto, <i>m</i>esmo com toda a densa e por vezes soturna carga dramática inerente ao seu material, <i>It</i> é uma experiência agradável e leve para o público pois traz o olhar de crianças para os eventos narrados. O filme é repleto de momentos de respiro nos quais seus personagens assimilam os eventos que protagonizam e processam suas conclusões sobre os mesmos, exercitando sua infância com brincadeiras e descobertas típicas da idade.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Entendendo que a alma da sua história é o &#8220;clube dos otários&#8221; e não o palhaço assustador que popularizou o material desde os anos 80 na versão de Tim Curry para a minissérie homônima da TV, <i>It: A Coisa </i>ainda conta com um elenco que confere viço a sua narrativa. Como um típico exemplar dos anos 80, alguns carregando o DNA do próprio Stephen King, o que interessa aqui é entender e dimensionar a experiência de partilhar as descobertas do mundo, suas angústias e superações na infância. O grupo de meninos encabeçado por figurinhas já conhecidas do público como Jaeden Lieberher, de <i>Um Santo Vizinho</i>, e Finn Wolfhard, da série <i>Stranger Things</i>, aliado a expressiva Sophia Lillis, intérprete de Beverly, enchem o filme de emoção, ao mesmo tempo em que Bill Skarsgard na pele de Pennywise consegue ser o porta voz dos horrores que surgem neste conto. É uma combinação harmônica de esforços e elementos bem orquestrados que rendem uma experiência cinematográfica para ficar na memória em 2017.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/UllUiLEXB_g" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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