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	<title>Arquivos Bad Bunny - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Bad Bunny - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Cassandro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Sep 2023 22:33:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Hit do Festival de Sundance de 2023, Cassandro chega com exclusividade ao serviço do Amazon Prime Video. O filme traz Gael García Bernal (Viva &#8211; A Vida é uma Festa) como o lutador de lucha libre Cassandro, cuja carreira iniciada no final dos anos de 1980 &#8220;decolou&#8221; quando ele começou a se apropriar nos ringues de uma abordagem drag para suas apresentações. A produção dirigida por Roger Ross Williams, do documentário Love to Love You, Diana Ross, narra especificamente essa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Hit do Festival de Sundance de 2023, <em><strong>Cassandro</strong> </em>chega com exclusividade ao serviço do <em>Amazon Prime Video</em>. O filme traz Gael García Bernal (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-viva-a-vida-e-uma-festa/"><em>Viva &#8211; A Vida é uma Festa</em></a>) como o lutador de lucha libre Cassandro, cuja carreira iniciada no final dos anos de 1980 &#8220;decolou&#8221; quando ele começou a se apropriar nos ringues de uma abordagem drag para suas apresentações. A produção dirigida por Roger Ross Williams, do documentário <em>Love to Love You</em>, Diana Ross, narra especificamente essa chave de virada na vida do lutador mexicano, que passou a adotar a personalidade de Cassandro como forma de curar o sentimento de rejeição que nutria pela forte homofobia do pai.</p>
<p><em><strong>Cassandro</strong> </em>é uma cinebiografia bem intencionada que na maior parte do tempo sofre do mesmo mal de tantos outros filmes do gênero, o excesso de pasteurização na abordagem narrativa, suavizando ou romantizando as glórias do seu personagem principal, por vezes rendendo-se ao clichê do retrato inspiracional &#8220;baseado em eventos reais&#8221;. Entretando, em muitos outros momentos o filme ganha o espectador pela performance carismática de Gael García Bernal como Saúl Armendáriz, o Cassandro, e também por encontrar um tema para sua narrativa, evitando a tradicional pincelada genérica em todos os eventos da vida do cinebiografado, como também é comum no gênero.</p>
<p>Com a direção menos afeita possível a intervenções criativas, Roger Ross Williams entrega o êxito da sua obra nas mãos do olhar sensível de Bernal para seu protagonista. O ator o retrata como uma figura forte e resiliente, ao mesmo tempo que, com esses traços, evita transformar Saúl (ou Cassandro) em um super-humano, acima das suas próprias dores e cicatrizes. É perfeitamente sensível na tela as dores desse personagem, como também fica latente o seu caminho de cura, ou seja, como ele sublima o sentimento de rejeição através da sua arte/esporte. É interessante perceber como esse personagem lida com sua própria sexualidade assumida e como percebe e usa a sua performance nos ringues de lucha libre como um movimento de afirmação, empreendendo uma revolução no seu nicho de atuação.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17238" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/3718542.jpg" alt="Cassandro" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/3718542.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/3718542-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/3718542-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/3718542-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Cassandro representava o tipo de personagem que na lucha libre foi chamado pejorativamente de &#8220;exótico&#8221;, lutadores gays que se apresentavam de maneira exuberante, com figurinos e maquiagem chamativas, e que nessas apresentações propositalmente eram &#8220;escada&#8221; para as vitórias dos seus oponentes &#8220;machões&#8221;, apanhando ao vivo como forma de externalizar a homofobia da sua audiência. Com Cassandro, Saúl desejava sair desse esquema, se apresentando do jeito que queria, ou seja, de forma que expressasse sua verdadeira identidade (com todo o brilho e irreverência possíveis), mas que isso não implicasse reduzir sua competitividade no ringue frente aos seus oponentes, estando no páreo tanto quanto eles.</p>
<p>Em <em><strong>Cassandro</strong></em>, Bernal tem uma performance física extasiante na qual o ator personifica a irreverência, a dramaticidade, o tom provocador e a força do seu personagem. Ao mesmo tempo, fora do ringue, o ator traz uma resiliência não comiserativa para Cassandro, jamais explorando de maneira piegas as dores latentes de uma realidade que sempre foi muito difícil para Saúl. <em><strong>Cassandro</strong> </em>traz para as telas um Gael García Bernal maduro, que carrega o filme nas costas sem achar que seu desempenho é maior do que a história do próprio cinebiografado, retratando-o como uma figura humana perfeitamente passível de identificação.</p>
<p>O ponto frágil de <strong><em>Cassandro</em> </strong>é justamente uma condução que não faz justiça ao olhar sensível de Bernal e que utiliza artifícios excessivamente expositivos quando a história já dizia muito com as sutilezas da performance do ator e com a sua presença em um ambiente notadamente homofóbico. A transição para a glória de Cassandro representada por uma participação sua em um talk show na qual um fã adolescente do astro da lucha libre se manifesta na plateia, agradecendo ao trabalho do protagonista e falando como ele foi importante no momento em que decidiu se assumir gay para o pai, verbaliza questões que o longa já havia colocado de maneira muito mais original e completa no retrato que fez do gênero esportivo e da subversão provocada por Saúl nele. Nesse sentido, <em><strong>Cassandro</strong> </em>se entrega a reiterações e chavões desnecessários quando tudo já havia sido entregue pelo trabalho impecável de Gael García Bernal.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Roger Ross Williams</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Gael García Bernal, Roberta Colindrez, Bad Bunny</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/XgbTiYNUvw8" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Trem-Bala</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Aug 2022 23:03:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um estilo de filme que anda meio escasso ultimamente é aquela ação despretensiosa, com tom intenso de comédia e várias cenas violentas, que não integre uma franquia (aliás, estou exausta de franquias). Trem-Bala se enquadra justamente nesta categoria, chegando aos cinemas com o intuito único de entreter o seu espectador. E assim o faz, plenamente. Ladybug (Brad Pitt, Era uma Vez em&#8230; Hollywood) é um assassino de aluguel super azarado que acaba caindo em uma missão de entrega de pacote [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um estilo de filme que anda meio escasso ultimamente é aquela ação despretensiosa, com tom intenso de comédia e várias cenas violentas, que não integre uma franquia (aliás, estou exausta de franquias). <strong><em>Trem-Bala</em></strong> se enquadra justamente nesta categoria, chegando aos cinemas com o intuito único de entreter o seu espectador. E assim o faz, plenamente.</p>
<p>Ladybug (Brad Pitt, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-era-uma-vez-em-hollywood/"><em>Era uma Vez em&#8230; Hollywood</em></a>) é um assassino de aluguel super azarado que acaba caindo em uma missão de entrega de pacote somente porque o responsável teve uma infecção estomacal. Ele tem que entrar em um trem-bala, pegar uma mala e sair. Tão simples quanto parece, se não fossem várias pessoas envolvidas com a mala e seu dono, que acabam cruzando o caminho do protagonista.</p>
<p>Mesmo envolvendo muitos personagens, a trama é bem simples e explicada de maneira objetiva. Não há enrolação com o público, que vai percebendo de cara o caminho que aquela história vai tomar. Isso poderia ser um problema se se tratasse de um longa de qualquer outro gênero. Mas sendo o caso de uma ação cômica, é completamente bem aceito e até bem-vindo.</p>
<p>Um tanto inspirado no diretor Quentin Tarantino (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-8-odiados/"><em>Os Oito Odiados</em></a>) e todas a sua violência sanguinária, <strong><em>Trem-Bala</em></strong> é bem visual e não economiza na variedade de mortes. O roteiro diversifica bastante os estilos, excluindo a possibilidade de tédio do espectador. Além disso, é tudo muito bem ensaiado e focado nas câmeras, favorecendo muito a parte estética do filme como um todo.</p>
<p>Brad Pitt está em casa neste longa. Leve, familiarizado e bem à vontade, ele realiza todas as nuances de seu personagem sem o menor esforço. O cara atrapalhado que está tentando controlar a raiva e viver uma vida mais zen, mas ainda assim, reage com habilidade a todas as tentativas de agressão que lhes são direcionadas. Junto a ele, Aaron Taylor-Johnson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tenet/"><em>Tenet</em></a>) e Brian Tyree Henry (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-eternos/"><em>Eternos</em></a>) formam a divertida dupla Limão e Tangerina, que também está em missão no trem.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15753" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/brian_tyree_henry_e_aaron_taylor-johnson_em_trem-bala_foto_divulgacao.jpg" alt="Trem-Bala" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/brian_tyree_henry_e_aaron_taylor-johnson_em_trem-bala_foto_divulgacao.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/brian_tyree_henry_e_aaron_taylor-johnson_em_trem-bala_foto_divulgacao-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/brian_tyree_henry_e_aaron_taylor-johnson_em_trem-bala_foto_divulgacao-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/brian_tyree_henry_e_aaron_taylor-johnson_em_trem-bala_foto_divulgacao-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>De Joey King (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-barraca-do-beijo-2-netflix/"><em>A Barraca do Beijo</em></a>) posso dizer que a cada produção que passa, ela mostra ainda mais o seu potencial como atriz. King consegue se libertar de seus personagens anteriores e mostrar novas e interessantes facetas. Isso é uma característica rara de se encontrar, até mesmo em excelentes atores. Aqui em <strong><em>Trem-Bala</em></strong>, ela está irônica e um tanto psicopata, mas dentro do arquétipo de uma garotinha fofa indefesa.</p>
<p>A medida que a trama evolui, Ladybug vai ficando cada vez mais chateado com as intercorrências no trem e a dificuldade que ele tem de sair do mesmo. Mortes começam a acontecer, as histórias começam a se cruzar e ele pensa a todo momento que só queria estar em casa meditando. Ninguém ali é santo, mas o protagonista é, definitivamente, alguém tão empático que nos faz esquecer o que ele faz para viver.</p>
<p>O filme vai numa escalada interessante de violência. Começa de maneira mais branda e vai tomando corpo com o passar das cenas e a inserção de novos personagens. O ápice do longa é, também, o momento de maior agressividade e sangue. Aliás, o roteiro convoca o espectador o tempo inteiro a ignorar o compromisso com a realidade e isso é perfeitamente simples de se fazer, já que o enredo consegue dosar isso muito bem.</p>
<p><em><strong>Trem-Bala</strong></em> tem excesso de carisma por parte de todo o elenco, que nos oferece ótimas atuações em uma história divertida de se acompanhar. Para além disso, é recheado de momentos incríveis, cenas positivamente chocantes e aparições mais do que especiais. Definitivamente é um grande acerto de 2022, que vale a pena ser conferido!</p>
<p><strong>Direção:</strong> David Leitch</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Brad Pitt, Joey King, Aaron Taylor-Johnson, Brian Tyree Henry, Andrew Koji, Hiroyuki Sanada, Michael Shannon, Bad Bunny, Logan Lerman, Sandra Bullock, Ryan Reynolds</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/HQpEMjKWDg4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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