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	<title>Arquivos Alex Garland - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Alex Garland - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Guerra Civil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Apr 2024 21:50:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em sua semana de estreia nos Estados Unidos, o novo filme da A24 gerou expectativas altas no restante do mundo por seu sucesso de bilheteria em seu primeiro final de semana. Guerra Civil, o novo projeto da produtora, arrecadou mais de 25 milhões de dólares em sua estreia nacional &#8211; o que marca um novo recorde para a A24. Com isso, o longa-metragem, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (19), já chega com um burburinho potente. O fascínio gerado [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Em sua semana de estreia nos Estados Unidos, o novo filme da A24 gerou expectativas altas no restante do mundo por seu sucesso de bilheteria em seu primeiro final de semana. <em><strong>Guerra Civil</strong></em>, o novo projeto da produtora, arrecadou mais de 25 milhões de dólares em sua estreia nacional &#8211; o que marca um novo recorde para a A24. Com isso, o longa-metragem, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (19), já chega com um burburinho potente.</p>
<p>O fascínio gerado pelo novo longa está em sua história. O roteiro de Alex Garland (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aniquilacao/"><em>Aniquilação</em></a>, de 2018, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-men-faces-do-medo/"><em>Men &#8211; Faces do Medo</em></a>, de 2022) conta a história de quatro jornalistas (Kirsten Dunst, Wagner Moura, Cailee Spaeny e Stephen McKinley Henderson) que embarcam numa viagem de carro de Nova York até a capital estadunidense para reportar a guerra civil que está escalando para um fim iminente. A trama de <strong><em>Guerra Civil</em></strong> é brilhantemente costurada pelas visões dos personagens de Kirsten, Wagner, Cailee e Stephen. A partir das experiências, vivências e paixões de cada um pela profissão, o espectador vislumbra uma história que narra os horrores da vida real.</p>
<p>Assim, <strong><em>Guerra Civil</em></strong> se coloca como um senhor soco no estômago. Desta vez, fora do universo do terror, o diretor e roteirista, Alex Garland, consegue trazer o horror da vida real para um <em>road movie</em> jornalístico. É potente e, ao mesmo tempo, doloroso. E, o pior de tudo, é real. A dureza do cotidiano do jornalismo obriga os seus a criarem essa carapaça para o que há de pior no mundo. O que é monstruoso pode se banalizar. E, nesse filme, a desumanidade da guerra &#8211; especificamente numa ‘nação patriótica’ que diz sempre lutar pelos seus &#8211; é escancarada de forma avassaladora. Sem sombra de dúvidas, um dos melhores filmes focados em jornalismo desde <em>Todos os Homens do Presidente (1976)</em>.</p>
<p>Tendo em vista a potência e importância do trabalho de Garland &#8211; seja no texto quanto na direção -, é necessário abrir um parênteses para aplaudir o trabalho do elenco central. Kirsten Dunst, Wagner Moura, Cailee Spaeny e Stephen McKinley Henderson estão hipnotizantes. O quarteto carrega o espectador do início ao fim desse mergulho tortuoso de um futuro horrendo (porém possível). <strong><em>Guerra Civil</em></strong> merece louros por inúmeras partes de sua produção, mas o casting foi verdadeiramente divino.</p>
<p>Cada um dos quatro personagens vive uma fase profissional diferente &#8211; desde Jessie aspirando ser uma renomada fotojornalista até Sammy, um cansado veterano do New York Times. Essa fluidez de experiências gera uma troca arrebatadora para a narrativa. É de tirar o fôlego perceber as diferentes perspectivas sendo pressionadas nos momentos de maior tensão em meio ao caos. <strong><em>Guerra Civil</em></strong> é um momento para ver o jornalismo real sendo posto à prova.</p>
<figure id="attachment_17949" aria-describedby="caption-attachment-17949" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-17949" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Guerra-Civil-2-750x500.jpg" alt="Guerra Civil (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Guerra-Civil-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Guerra-Civil-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Guerra-Civil-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Guerra-Civil-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Guerra-Civil-2.jpg 1013w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-17949" class="wp-caption-text">Cena de &#8216;Guerra Civil&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p>Ainda que os quatro se destaquem e conduzam <strong><em>Guerra Civil</em></strong> muito bem, falar sobre como Kirsten Dunst (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-estranho-que-nos-amamos/"><em>O Estranho que Nós Amamos</em></a>, de 2017, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ataque-dos-caes/"><em>Ataque dos Cães</em></a>, de 2021) abraça o projeto é inevitável. Cada olhar de Lee, toque na sua câmera ou diálogo é perfeitamente colocado para fazer com que o mundo do público desmorone ainda mais. A contenção da personagem e o peso que ela carrega são sua força cênica. Lee transborda as dores e as marcas que a cobertura de guerra lhe causaram.</p>
<p>Wagner Moura (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-sergio/"><em>Sergio</em></a>, de 2020, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-agente-oculto-netflix/"><em>Agente Oculto</em></a>, de 2022) é outro ponto de atenção em <strong><em>Guerra Civil</em></strong>. Ainda que seu personagem, Joel, seja um tanto quanto caricatural em momentos de maior euforia, Wagner brilha na hora certa, complementando a potência de sua colega de cena. Ele caminha pelo lugar da euforia que o jornalismo lhe dá, ainda que consciente do infortúnio que todos estão vivendo.</p>
<p>O veterano Stephen McKinley Henderson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duna/"><em>Duna</em></a>, de 2021, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-passagem-apple-tv/"><em>Passagem</em></a>, de 2022), por sua vez, é o contraponto da serenidade, da experiência. Com suas limitações de idade e manias, o seu personagem domina a cena como uma figura paternal, uma vez que Sammy foi o mentor dos personagens de Dunst e Moura. Sua presença em <strong><em>Guerra Civil</em></strong> completa o ciclo de experiências e aprofunda as camadas de relações dos personagens.</p>
<p>No seu extremo oposto está Jessie, a personagem de Cailee Spaeny (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vice/"><em>Vice</em></a>, de 2018, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-priscilla/"><em>Priscilla</em></a>, de 2023) em <strong><em>Guerra Civil</em></strong>. A jovem, que sonha em ser uma renomada fotojornalista de guerra como Lee, representa possibilidades de fases da carreira de muitos que seguem essa árdua jornada de relatar os horrores do mundo. Tudo isso feito com uma força e sensibilidade extremas.</p>
<p>Para além do texto, direção e atuações, outros departamentos de <strong><em>Guerra Civil</em></strong> merecem louros, como a fotografia, a arte e o som. Cada uma dessas equipes potencializa a força do que está sendo discutido em tela &#8211; e isso não é fácil. Afinal, o que o texto de Garland expõe é o maior temor de uma civilização democrática atualmente: o medo constante do fantasma autoritário, extremista e sangrento.</p>
<p>Apesar de parecer óbvio que um filme de guerra envolve uma presença poderosa e constante de ruídos &#8211; e o longa tem seus momentos -, o projeto triunfa no silêncio. Cenas com apenas trocas de olhares ou momentos mais intimistas entre os personagens em seus anseios, dores e desejos avassalam o público por tornar palpável o horror posto em tela. <strong><em>Guerra Civil</em></strong> veio para despontar como uma das obras mais interessantes do ano. A dualidade de achar a sensibilidade e a delicadeza no olho do furacão é um mérito gigante da equipe. Se essa for, de fato, a última assinatura de Alex Garland como diretor, ele sairá em sua melhor forma, tendo chances de uma possível nomeação na campanha pelo Oscar.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Alex Garland</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Kirsten Dunst, Wagner Moura, Cailee Spaeny, Stephen McKinley Henderson, Sonoya Mizuno, Nick Offerman</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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		<title>Crítica: Men &#8211; Faces do Medo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Sep 2022 21:59:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O cinema de horror moderno trouxe para as telonas a prova de que o gênero não sobrevive apenas com filmes recheados de sustos vazios e excesso de sangue ou violência. A tradução de um medo, uma situação ou até mesmo um sentimento são possibilidades num filme do gênero onde a preocupação maior é o subtexto e não a bilheteria. Assim, as ansiedades, os temores e as dores do cotidiano se tornam pautas frequentes em obras de horror que se permitem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O cinema de horror moderno trouxe para as telonas a prova de que o gênero não sobrevive apenas com filmes recheados de sustos vazios e excesso de sangue ou violência. A tradução de um medo, uma situação ou até mesmo um sentimento são possibilidades num filme do gênero onde a preocupação maior é o subtexto e não a bilheteria. Assim, as ansiedades, os temores e as dores do cotidiano se tornam pautas frequentes em obras de horror que se permitem ir além do óbvio.</p>
<p>A produtora e distribuidora A24 é uma das principais representantes de Hollywood que traz para o circuito comercial, longas-metragens que tenham as marcas do horror, sem perder de vista a profundidade das discussões e dos dilemas humanos. A produtora que já trouxe aos cinemas projetos como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ex-machina-instinto-artificial/"><em>Ex Machina: Instinto Artificial</em></a> (2014), <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-hereditario/"><em>Hereditário</em> </a>(2018), <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-midsommar-o-mal-nao-espera-a-noite/"><em>Midsommar: O Mal Não Espera a Noite</em></a> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-farol/"><em>O Farol</em></a> (ambos de 2019) distribui mais um título com esse caráter metafórico e reflexivo. Com a estreia marcada para esta quinta-feira (8), <strong><em>Men: Faces do Medo</em></strong> entrará para o hall das gloriosas obras de horror distribuídas pela produtora.</p>
<p>Após o suicídio de seu ex marido, Harper (Jessie Buckley) decide se isolar numa casa do campo para se recuperar. Nessa tentativa de fugir do caos que sua vida se encontra, a jovem descobre que seu pior pesadelo pode surgir a qualquer momento. Enquanto tenta buscar paz, Harper se vê perseguida por um homem no meio da mata. O episódio pavoroso começa a escalar quando ela percebe que existe um mal ainda maior vagando por perto.</p>
<p>É impossível refletir sobre uma obra sem pensar em seu criador e pensar em <strong><em>Men: Faces do Medo</em></strong> é ver o trabalho de Alex Garland (<em>Dredd</em>, de 2012, e Aniquilação, de 2018) ganhando cada vez mais corpo. O cineasta e roteirista inglês foi o responsável, pela segunda vez, por assumir roteiro e direção de um longa. <strong><em>Men</em></strong>, como seu terceiro filme, já demonstra o amadurecimento no fazer e criar cinematográfico. É graças a essa intensidade que a produção alcança um lugar inimaginável.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15880" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/11-2.jpg" alt="Men - Faces do Medo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/11-2.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/11-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/11-2-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/11-2-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Diferente de seus filmes anteriores, <strong><em>Men: Faces do Medo</em></strong> trabalha mais com a materialidade da discussão. Apesar do cunho metafórico e da construção fantástica de um dos temores do cotidiano feminino, Garland consegue deixar claro o que quer falar, sem, em nenhum momento, empobrecer sua discussão. A narrativa é perspicaz ao não ir direto ao ponto dos acontecimentos que cercam o suicídio do ex marido de Harper para que a tensão e a antecipação sejam mantidas.</p>
<p>A sacada da dilatação do relacionamento tóxico da personagem de Jessie Buckley (<em>Estou Pensando em Acabar com Tudo</em>, de 2020 e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-filha-perdida-netflix/"><em>A Filha Perdida</em></a>, de 2021) através da montagem, somado pano de fundo fantástico são o ponto alto do roteiro de <strong><em>Men: Faces do Medo</em></strong>. A assertividade de Garland é impecável. Ele consegue, ainda que no lugar de observador da situação, descrever com emoção, sensibilidade e força as dores de uma mulher que está tentando não se afogar nas memórias de um relacionamento abusivo.</p>
<p>Com esse subtexto, o cineasta inglês é capaz de chegar num patamar de um horror com trama e um subtexto de tirar o fôlego. E, o maior mérito de Garland com <strong><em>Men: Faces do Medo</em></strong> é lembrar que o maior horror da vida de uma pessoa pode ser o outro. A metáfora que brinca com a toxicidade masculina enquanto cria um contexto místico por trás merece ser aplaudida. O resultado não poderia ser outro que não um longa coeso e completo, honrando as possibilidades do gênero na atualidade.</p>
<p>No entanto, é preciso dar crédito ao elenco principal, formado apenas por Jessie e Rory Kinnear (<em>Penny Dreadful</em>, de 2014 a 2016, e <em>Nossa Bandeira é a Morte</em>, de 2022), porque, sem eles, esta produção não teria alcançado voos tão altos. A entrega do casal de atores é inquestionável. A dinâmica entre eles em cena é uma linda coreografia de emoções. E, ainda que Buckley dê o seu melhor e seja o destaque de <strong><em>Men: Faces do Medo</em></strong>, o trabalho de Kinnear e suas múltiplas interpretações é simplesmente brilhante. Sua performance enriquece o resultado da produção.</p>
<p>E é neste ballet de horror que Alex Garland traz para o público mais uma produção impactante. O machismo estrutural escancarado de uma forma que jamais foi mostrada antes. É essa capacidade de criar imagens aterradoras e um texto limpo que fazem de <strong><em>Men: Faces do Medo</em></strong> um destaque em meio às novas produções do gênero. Além, é claro, de se tornar mais um exemplo de qualidade em que mostra ao espectador que o horror pode ser uma metáfora perfeita para descrever &#8211; seja fantasiosamente ou não &#8211; os temores, as dores e os medos da humanidade</p>
<p><strong>Direção:</strong> Alex Garland</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jessie Buckley, Rory Kinnear, Paapa Essiedu, Gayle Rankin</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Zf3Iau2UReU" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Ex-Machina &#8211; Instinto Artificial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2015 23:37:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Alex Garland]]></category>
		<category><![CDATA[Alicia Vinkander]]></category>
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		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[Oscar Isaac]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Ex-Machina &#8211; Instinto Artificial é um dos filmes mais bem resenhados pela crítica internacional nesse primeiro semestre e sequer chegará aos cinemas do nosso país, ele será lançado diretamente em mercado doméstico (DVDs e Blu-Rays) e serviços de video on demand. O longa não foi a primeira e nem será a última &#8220;vítima&#8221; desse sistema cruel de distribuição, ficando mais do que claro a cada dia que passa que os lançamentos diretos nesse formato não são sinônimos de &#8220;bombas cinematográficas&#8221;, muito [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_3246" aria-describedby="caption-attachment-3246" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/1401x788-ExMachina_Alicia-Vikander.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3246 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/1401x788-ExMachina_Alicia-Vikander-620x349.jpg" alt="1401x788-ExMachina_Alicia-Vikander" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3246" class="wp-caption-text">A robô Ava (Alicia Vinkander) explora a sua humanidade ao longo do filme</figcaption></figure></p>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p><i>Ex-Machina &#8211; Instinto Artificial </i>é um dos filmes mais bem resenhados pela crítica internacional nesse primeiro semestre e sequer chegará aos cinemas do nosso país, ele será lançado diretamente em mercado doméstico (DVDs e Blu-Rays) e serviços de <i>video on demand</i>. O longa não foi a primeira e nem será a última &#8220;vítima&#8221; desse sistema cruel de distribuição, ficando mais do que claro a cada dia que passa que os lançamentos diretos nesse formato não são sinônimos de &#8220;bombas cinematográficas&#8221;, muito pelo contrário. Com algumas exceções, nossas salas comerciais estão abarrotadas de filmes de gosto questionável e nenhuma distribuidora está disposta a perder dinheiro lançando cópias de um longa que está fadado ao fracasso financeiro, afinal de contas, nossas platéias têm o péssimo hábito de só assistir a filmes de língua inglesa se forem um grande <i>blockbuster </i>ou tiverem indicações ao Oscar, tudo que está fora dessa esfera é jogado no limbo &#8211; curioso que ninguém adota essa postura quando o objeto em questão são séries televisivas, mas voltemos ao assunto&#8230; Uma pena mesmo que <i>Ex-Machina </i>chegue assim em nosso país, pois o longa de Alex Garland, roteirista de <i>Extermínio </i>e <i>Sunshine &#8211; Alerta Solar</i>, é um primor cinematográfico e merecia a tela grande.</p>
</div>
<div>
<p>A história de <i>Ex-Machina &#8211; Instinto Artificial </i>tem início quando um jovem programador ganha uma promoção da sua empresa para participar de um novo experimento de inteligência artificial desenvolvido pelo presidente da companhia, um gênio milionário excêntrico e recluso. O projeto envolve um teste em um robô programado para assumir o sexo feminino chamado Ava e o objetivo é detectar o nível de veracidade dos sentimentos que podem surgir entre essa inteligência artificial e um humano. Caso a experimentação falhe, o robô será descartado e o projeto será reiniciado. O problema é que Ava atinge um nível tão sofisticado de sedução e existe tanto segredo por trás de sua criação que a relação entre ela, o cientista e o jovem programador ganha contornos imprevisíveis.</p>
</div>
<p><figure id="attachment_3247" aria-describedby="caption-attachment-3247" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Ex-Machina-Isaac-Gleeson.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3247 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Ex-Machina-Isaac-Gleeson-620x310.jpg" alt="Ex-Machina-Isaac-Gleeson" width="620" height="310" /></a><figcaption id="caption-attachment-3247" class="wp-caption-text">Teste: Natan (Oscar Isaac) testa a inteligência artificial através do seu jovem funcionário Caleb (Domhnall Gleeson)</figcaption></figure></p>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Alex Garland era um roteirista habitual de Danny Boyle em um período intermediário da carreira do diretor, aquele que sucedeu a sua revelação como cineasta em longas icônicos da sua filmografia como <i>Cova Rasa </i>e <i>Trainspotting </i>e antecedeu sua popularização e consequente estandardização com projetos como <i>Quem quer ser um milionário? </i>e <i>127 Horas</i>. Foram filmes modestos, de repercussão média, mas cultuados por um grupo de cinéfilos, como <i>Extermínio </i>e <i>Sunshine &#8211; Alerta Solar </i>(vamos excluir <i>A Praia </i>dessa seleção, tá?). Eram longas marcados por tramas tensas e inteligentes, com uma certa dose de elegância no desenvolvimento de seus atos e das suas reviravoltas. Em sua estreia na função de diretor com <i>Ex-Machina</i>, Garland leva todas essas características do seu roteiro para as imagens, proporcionando ao espectador a experiência de assistir a um filme instigante, enervante e consciente dos recursos da linguagem cinematográfica.</p>
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<p><i>Ex-Machina </i>apresenta-se ao espectador como uma ficção-científica que não é refém dos seus efeitos digitais, apesar de ser um dos departamentos mais interessantes da obra. O filme faz jus ao gênero por utilizá-los em prol de uma trama que pretende discutir temáticas filosóficas sobre a fé, a ética, a sensação de onipotência do homem e a sua relação com a tecnologia, todos eles interligados por um roteiro que evita subestimar o espectador com didatismos e opta pela abordagem direta. Garland conta com um elenco que oferece performances equilibradas, é o caso de Domhnall Gleeson e de Alicia Vinkander, ótima como a robô Ava. Claro que entre as interpretações do filme a do ator Oscar Isaac se destaca por colocar sempre um ponto de interrogação acerca da sinceridade e integridade do excêntrico Nathan.</p>
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<p><figure id="attachment_3248" aria-describedby="caption-attachment-3248" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/exmach-1422026632377_1280w.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3248 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/exmach-1422026632377_1280w-620x349.jpg" alt="exmach-1422026632377_1280w" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3248" class="wp-caption-text">Excentricidade: Criador de Ava, personagem de Oscar Isaac rende mais uma grande interpretação do ator.</figcaption></figure></p>
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<p>Com <i>Ex-Machina, </i>Alex Garland faz um filme que evidencia o quanto o homem é arrogante e estúpido por acreditar que detém o controle de tudo. A criação é o que faz as nossas gerações se aperfeiçoarem, mas também pode ser severamente subestimada em sua existência e autonomia pelo próprio ego do criador. Conduzindo esse tema sem muita parafernália, com recursos tecnológicos pontuais e visualmente impressionantes, mas incorporados à trama, e com muita consciência do poder reflexivo da sua própria história, Alex Garland faz um dos filmes do ano.</p>
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